6/02/2017

APRESENTAÇÃO



Documentário da TV Cultura é exibido em Belém 

A noite desta quinta-feira/1, na Livraria Fox, em Belém, foi de muito bate-papo em torno da leitura, tema do novo documentário da TV Cultura do Pará. O "Ler de Paixão" foi exibido para convidados e leitores ilustres que participaram da produção. O documentário vai ficar disponível em breve no canal do Portal Cultura no youtube. 
"Com essa concorrência entre as emissoras comerciais pela audiência, o papel da tv pública é fazer producões como esta. Só uma tv pública é capaz de fazer um produto assim, sem apelo comercial. E a produção da TV Cultura do Pará está de parabéns porque está um trabalho sensível, com conteúdo, profundo e tocante", afirmou o diretor da TV Cultura, Tim Penner, avaliando o trabalho de qualidade realizado pela TV Cultura, que, futuramente, será exibido para o público nacional, "mostrando tudo que o Pará faz de bonito".
Com direção de Júnior Braga e produção de Marbo Mendonça, a produção mostra o universo lúdico da leitura na formação de leitores paraenses como crianças, jornalistas e professores. Também foram exploradas iniciativas vitoriosas de incentivo à leitura como bibliotecas alternativas e espaços culturais. A jornalista Renata Ferreira é a responsável pela apresentação do documentário, que foi dividido em quatro temas, com reportagens de Cláudio Lobato, e texto final de Guaracy Britto Jr.
Com 48 minutos de duração, o "Ler de Paixão" foi gravado no ano passado, em Belém. Foram três meses de trabalhos intensos que envolveram mais de 15 profissionais da TV Cultura do Pará. "Ficamos três meses gravando nesses locais e cada vez que chegavamos nós conheciamos uma pessoa nova e os personagens foram surgindo. Foi um bate-papo muito tranquilo e acho que conseguimos sintetizar bem essa proposta de mostrar a paixão pelos livros", completa Marbo Mendonça, produtor do "Ler de Paixão". 
O professor Raimundo Oliveira, coordenador do Espaço Cultural Nossa Biblioteca, do bairro Guamá, em Belém, foi um dos personagens do documentário e destacou a iniciativa da TV Cultura, que conseguiu capturar a atenção do público. "O trabalho com a leitura sempre vai ter uma pretensão gigantesca, que é dar condição das pessoas se tornarem seres humanos melhores. É uma condição que pode acontecer em qualquer lugar. Sempre vai ter um tamanho universal. Hoje, como professor, tenho um compromisso com esse espaço cultural retratado no documentário, que fez um trabalho maravilhoso. Ele descreve muito bem o hábito de ler e destaca a importância da humanidade no processo de leitura", explicou Oliveira, destacando que o espaço conta com mais de oito mil livros hoje, quase sempre vindo de doações e parcerias. 
Com uma linguagem dinâmica e poética, a produção aborda com sutileza a diferença entre livros físicos e virtuais como forma de trazer para a discussão os dois tipos de leitores e suas sensações. A leitura inclusiva também foi lembrada no documentário de forma singela, e mostra que no universo dos livros não há barreiras para o conhecimento. "Na realidade este documentário começou de forma despretenciosa e se transformou em um grande encontro de pessoas que tem um objetivo em comum: crescer por meio dos livros, da leitura. Tivemos a sorte de encontrar pessoas com histórias lindas e que engradenceram o trabalho. Foi um trabalho muito prazeroso para todos da equipe", finaliza Júnior Braga, diretor do documentário.  
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Bruno Magno

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