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1/24/2007

Esse Carlinhos Correia não é fácil





NU NERY - SEGUNDA TEMPORADA


Tínhamos divulgado que a peça voltava dia 24. Mas nesta data estaremos apenas montando o cenário. Abaixo, a agenda correta:

NU NERYDe Carlos Correia SantosCom Grupo de Teatro PalhaDireção e encenação: Paulo Santana
De 25 a 28 de janeiroQuinta a sábado – 21h / Domingo – 20h Teatro Waldemar HenriqueBelém / ParáIngressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (estudantes)
Não falte. Importante - Em seguida a peça segue para o Festival Brasileiro de Teatro em Itajaí (Santa Catarina).
O espetáculo representará a Região Norte no evento.

Carlos Correia Santos eu o conheci há anos. Ele coordenava um programa lítero-musical todas as quintas-feiras, - Café com Verso e Prosa - a partir das oito e meia da noite, no auditório da Amazônia Celular, sob os auspícios dessa empresa. Era uma parceria do Clube do Escritor Paraense e a citada Amazônia Celular, sob o apoio de a Lei Semear. O evento era muito concorrido... não sei por que acabou.
Tavernard - Uma das sessões – realizada no 02 de maio de 2001, a sessão inaugural do Clube do Escritor Paraense - foi dedicada à memória de Antônio Tavernard, pelo fato do nosso poeta-maior ter sido eleito como seu patrono. Uma homenagem ao pequeno grande príncipe dos versos paraenses nascido aqui em Icoaraci.
Antônio Tavernard nasceu no dia 10 de outubro de 1908, no mês do Círio de Nazaré - e por isso foi batizado com o nome de Nazaré. A alegria em sua poesia supera a dor de ter sofrido, em toda a sua juventude, do mal de Hansen, doença que o vitimou nos braços da mãe aos 28 anos de idade
Vale a pena recordar o momento que lembrou Antônio Tavernard, - o Tony - um vizinho ali da Siqueira Mendes (Primeira Rua) que veio (e se foi) muito antes de mim.
O evento foi aberto com a declamação do poema Similitudes, feita por Carlos Correia. Na seqüência o grupo cênico do projeto Café com Verso e Prosa, composto pelas atrizes Landa de Mendonça, Alessandra Nogueira e dos músicos Antônio de Pádua (violino) e Eliezer Soares, brindou a platéia com uma performance lítero-musical inspirada na obra de Antônio Tavernard. O momento contou ainda com a participação dos atores Renato Torres e Érica Oliveira.
A programação recebeu, ainda, os membros da Academia Paraense de Letras Acyr Castro e Leonam Cruz para um bate papo sobre a vida e a obra de Tavernard.
Lembranças - Leonam - que integra a Ordem Internacional de Ciências em Letras, de Brasília -. relembrou que na década de quarenta, ao ler o poeta, se surpreendia com o vocabulário quase desconhecido em Belém, e usado por ele. Quanto a Acyr, cresceu ouvindo o nome de Tony nas rodas de conversa da família, mesmo. É que seu avô, o músico Manuel Luís Paiva, ou apenas Maneco Paiva, foi parceiro artístico de Tavernard, na segunda década do século XX. Maneco faleceu ainda em verde idade, 32 anos, mas não tão tenro quanto o amigo poeta e parceiro, que em 1936, aos 28 anos, teve a mão impedida de escrever pela morte.O encontro, mediado pelo Carlos Correia Santos, ofereceu à platéia a riqueza da lírica de Tavernard através de poemas como "Pórtico", "Esperar", "Carta da Minha Angústia", "Versos Simples", dentre outros. O toque especial da noite ficou por conta da presença da família Tavernard, ali representada – dentre outros – pelos irmãos do poeta, Mário e Lourdes Tavernard.
Gente Nossa - A relação de Carlos Correia Santos e do Clube do Escritor Paraense com Icoaraci é das mais estreitas; além das muitas atividades desenvolvidas na Vila Sorriso nesses últimos anos com o apoio da Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, Alguns desses eventos foram realizados na Casa do Poeta, situada na Siqueira Mendes 585.
Aliás, nesse espaço eu já chamei a atenção da governadora Ana Júlia Carepa para a Casa do Poeta Antônio Tavernard. O prédio está esquecido, abandonado e caindo aos pedaços.
Uma tristeza.
Quem quiser pode conferir. Fica quase na esquina da Travessa São Rocque.
Rádio X – A propósito... vocês sabem quem é o Carlos Correia Santos?
Carlinhos, quem é você?
Sou paraense, casado, tenho 32 anos e moro com os meus pais. Cristão/católico e apolítico; afro-brasileiro (negro); não fumo; não bebo... senão um belo tacacá de vez em quando.
Sou escritor (poeta, contista, cronista, roteirista, dramaturgo), jornalista, advogado e produtor cultural. Considero-me uma pessoa de temperamento forte, mas, que gosta e precisa estar cercado por bons e reais amigos. Faço qualquer coisa para amparar e ajudar quem eu amo. Aliás, sou um apaixonado constante.
Falo Português, Francês, Inglês (EUA), Espanhol.

1/22/2007

O que é cultura para os formadores de opinião?


Ao assistir um telejornal local durante minha rotina de trabalho, me deparei com a seguinte frase:
- Temos que dar cultura ao nosso povo!
Esta frase me fez lermbrar de uma conversa que tive a algum tempo com um professor acerca do que é cultura.
Esta conversa me levou a conhecer a obra de um grande filósofo chamado Roque Laraia e mudou o meu conceito sobre o que é cultura.
Diante de suas teses entendi que o fato de o homem viver em grupos dispersos fez com que se criassem particularidades entre os grupos. Que acabaram por sua vez sendo transmitidos aos seus iguais durante varias gerações. Por isso o modo de ver o mundo, a herança moral e valorativa das sociedades é diferente. Pois elas fazem parte de sua herança cultural.
Não só isso, mas as relações fisiológicas podem distinguir as diferentes culturas existentes. Tudo isso leva ao etnocentrismo e por conseqüência cria-se uma dicotomia, facilitando assim o surgimento de conflitos. Mesmo em um ambiente intracultural.
Segundo Laraia Nenhum indivíduo é capaz de participar de todos os elementos de sua cultura, seja por seu sexo ou por sua idade.
A participação cultural por idade tem duas explicações:
- A cronológica que fica evidente através de limitações fisiológicas (agilidade, força física, etc.) ou por falta de experiência (pela idade).
- A cultural vem do acumulo de regras culturais que uma sociedade adquire ao longo do tempo, ou seja, limita a participação de classes etárias em certas atividades.
O indivíduo deve participar e entender o mínimo de sua cultura e este entendimento tem que ser de domínio geral para que o mesmo consiga conviver sem conflitos em sua sociedade.
Todo sistema cultural tem lógica e toda tentativa de comparação de modelos culturais soa como atitude etnocêntrica. A coerência de um habito cultural só pode ser analisado a partir do sistema ao qual pertence. Um etnólogo quando inicia o estudo de uma cultura diferente é considerado culturalmente cego, por isso deve saber que a sociedade estudada ordena o mundo a sua volta de acordo com os meios disponíveis dando assim o seu sentido cultural a este local, ou seja, a lógica de um sistema cultural depende da compreensão das categorias constituídas pelo mesmo.
Tendo os homens a capacidade de questionar os seus hábitos e modificá-los, faz com que acabem ocorrendo mudanças culturais. Que são menos sentidas em ritos religiosos, pois as mudanças tendem a ser mais lenta.
Existem ritmos diferentes de mudanças culturais, pois as inovações tecnológicas influenciam bastante nessas mudanças.
A mudança dinâmica do sistema cultural é lenta e imperceptível com exceção de acontecimentos inusitados. Que podem levar a mudança aceleração no ritmo de mudança.
Já no caso de contato com uma outra cultura a mudança pode ser brusca e rápida. Podendo ocorrer em certos casos sem traumas, ultimamente tem sido o meio de mudança cultural mais estudado.
Na dinâmica cultural o tempo é um importante elemento para analise. As mudanças de comportamento ao longo do tempo não ocorrem tranqüilamente, ela s causam conflitos sociais entre tendências inovadoras e tendências conservadoras.
Por isso entender as mudanças culturais ajuda a atenuar o choque entre gerações e evita comportamentos preconceituosos. Entender as diferenças intraculturais, facilita o entendimento da cultura de outros povos.
Daí vem meu questionamento, será que o autor da frase “Temos que dar cultura ao nosso povo!” pensou antes de dizer isto no ar!

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Hélio Dória Jr

Croelhas acertou em cheio

Croelhas com
a filhota Beatriz





Deu na coluna Tutti Qui de O Liberal, de domingo/21

Exemplo - O administrador distrital de Icoaraci, José Croelhas, deu um bom exemplo de como se realiza uma obra com a participação da comunidade: inaugurou na Vila a praça Jorge Lopes Raposo, que teve a colaboração dos vizinhos da área onde foi construída, que entraram com 400 sacos de cimento. Parte dos recursos aplicados por Croelhas foi o resultado da economia que fez não promovendo o espetáculo de fogos na virada do ano para investir na praça.
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PS – Tudo isso é verdadeiro.
Aliás, a matéria completa da inauguração foi publicada nesse espaço... no mesmo dia.
Meus 710 leitores gostaram. Um pouco mais dos “sete” do Joaquim Antunes.

1/17/2007

Enfoque Amazônico

Ray Cunha de Panamá
fumando Cohiba



TACACÁ NA MANIÇOBA
Terra onde aventureiros se dão bem não é o Acre; é o Amapá
17.01.2007

Brasília – O Guia do Litoral Brasileiro, da On Line Editora, de São Paulo, comete erros crassos até sobre sua própria região, o Sudeste; imagine, então, sobre a Amazônia. Num mapa de temperatura (que a revista trata como “clima”) de algumas cidades do litoral, por exemplo, a temperatura máxima no Rio de Janeiro é de 30,2 graus centígrados.
Mas é a Amazônia que interessa. Segundo a revista, sem fio-data e auto-intitulada “o guia mais completo e atualizado do Brasil”, em Belém do Pará, a temperatura chega no máximo a 32,3 graus e, em Macapá, a 32,6. Diariamente, no início da tarde, em Belém, o calor ultrapassa 40 graus, exceto se chover dias seguidos. Quanto a Macapá, situa-se em plena linha imaginária do Equador. Os raios solares caem verticalmente sobre a cidade. Europeus andam por lá besuntados de cremes e nunca sem panamá. Como não têm melanina, é fácil contrair câncer de pele.
A revista diz que em Belém marca-se compromisso para antes e depois da chuva diária. Trata-se de clichê batido (sic) do exotismo, explorado por publicações burocráticas, dirigidas para turistas na verdadeira acepção da palavra. Diz mais a revista: “O tucupi, um caldo amarelo, de gosto azedo, extraído da mandioca brava, é um dos pratos típicos da região”. Tucupi é ingrediente; não é prato. “Tem também a maniçoba, feita com carne de porco defumada, carne seca e lingüiça, além da folha de mandioca brava moída e do tacacá, um tipo de sopa de origem indígena”. Tacacá não é ingrediente, mas prato, e não é sopa, porém uma mistura de goma, tucupi, jambu e camarão.
Uma dica: o melhor tacacá de Belém é o da banca defronte ao Colégio Nazaré. Já me disseram que há melhor ainda. Pode ser. Mas tomar tacacá ao cair da tarde na Avenida Nazaré, apreciando o vai-e-vem das mulheres mais bonitas do mundo, só mesmo na banca do Colégio Nazaré. O bolo de macaxeira (mandioca no Sudeste) de lá é também divino.
E quando fala sobre o Amapá, o estado brasileiro mais distante do Brasil? Começa pelo título: “Belezas secretas”. Quais seriam? Mas o soutien está correto: “O Amapá é um destino para aventureiros, já que, entre as principais atrações, estão a pesca e a pororoca, um raro ecossistema ecológico”. Contudo os maiores aventureiro no Amapá estão na política.
O mais famoso deles é o senador maranhense José Sarney (PMDB). Nem Dom Luiz Galvez Rodriguez de Ária, Imperador do Acre, foi tão longe. Sarney conseguiu ser presidente da República e entrar para a Academia Brasileira de Letras. Em 1990, o coronel já era veneno para os maranhenses, então saltou de pára-quedas no recém-criado estado do Amapá, que oferecia três vagas para o Senado e não tinha qualquer experiência estatal. A cabocada (sic) se encantou com o ex-presidente da República e o elegeu para 24 anos de mandato. Sarney nem aparece no Amapá.
Outro aventureiro é o governador Waldez Góes (PDT), eleito para oito anos. Desde 2003, o Amapá vem afundando... O prefeito de Macapá, João Henrique (PT), ficou bastante conhecido também quando a TV Globo mostrou-o algemado, numa das operações da Polícia Federal. Diz-se que essas operações são teatro para o povo, mas para alguém ser agarrado assim pela Federal é preciso ter feito alguma coisa que não se deve ensinar aos filhos.
A revista diz que “Macapá é a única capital brasileira banhada pelo rio Amazonas, com a foz à margem esquerda”. O rio Amazonas só tem uma foz, como todos os rios do mundo. Adiante: “Suas ruas são retas e largas, com poucos prédios”. As ruas de Macapá – cidade sem rede de esgoto nem galeria de águas pluviais - são esburacadas, lamacentas durante seis meses e poeirentas o resto do ano, algumas com água de esgoto escorrendo pelo meio-fio. Pior é em Oiapoque.
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Ray Cunha

1/15/2007

Padre Dr. Cláudio Barradas. 77 anos de vida


No último dia 04 de Janeiro, nós, da Paróquia de Jesus Ressuscitado, comemoramos os 77 anos do padre Cláudio Barradas, nosso querido pároco e envolvidos pela alegria de poder homenageá-lo segue abaixo uns versos simples que retratam um pouco de nossa admiração por ele :
77 vidas contidas em vidas vividas ao longo do tempo, 77 amores, 77 prosas escritas, 77 peças descritas, 77 contos dirigidos, 77 falas emitidas do ponto, no ponto, pronto. 77 personagens, 77 juras e tramas, 77 dramas, 77 comédias, viva o artista da ribalta, viva Cláudio Barradas!
77 alunos, 77 provas, 77 faltas descritas, 77 abonos, 77 salas, 77 turmas, 77 discípulos, 77 cadernetas, 77 pequenos infantes em teste, viva Cláudio Barradas, o mestre!
77 zangas, 77 broncas, 77 crônicas, 77 estórias, 77 piadas, 77 idas e voltas, 77 homilias, 77 liturgias, 77 emoções, 77 atos que só na cruz se espraia, eis o servo de Deus , o padre, Cláudio Barradas.
77 projetos concluídos, 77 sonhos vividos, 77 desejos realizados, 77 poemas decorados, 77 declarações de amor, 77 teses defendidas, 77 livros na ponta da língua, 77 inconstantes e variados tons de humor, de crítica ou de elogio, 77 sombras que aparecem o vulto e o escondem. É ele, Cláudio Barradas, o homem.
77; mais que número és a busca do sete que se acentua em tons crescentes, a caminho da apoteose. 77 vezes, 7 por sete, número após número, caminho e pegada crescente rumo ao Cristo, na procura incessante por Ele que é o sete perfeito, e, neste caminho, mostra-nos suas flores, expões que és apenas a seta que aponta, mas que nos diverte e tanto nos revigora. Nos motiva também a buscá-Lo; sete por sete, caminho após caminho, pegadas rumo à cruz.
Preparas o palco, abres a cortina, soam os aplausos que como artista, esperas. Por que ainda te espantas? São para o Cristo, que mais uma vez brilha em ti, é dele a glória, é teu o prazer de atuar, é nossa a satisfação de te homenagear. Parabéns!

Leno Carmo
Ministério de Música e Pastoral Familiar

PS – Publico esta materinha, extraída do site da Voz de Nazaré, porque o cidadão Cláudio de Souza Barradas, o filósofo, o escritor, o teatrólogo, o ator por formação, o sacerdote, o amigo - e sempre foi meu amigo. Tenho muita coisa a falar dele. Até o final da semana vou publicar uma reportagem que eu fiz com ele para o extibnto Nosso Jornal, de Salomão Laredo – outro amigo - anos passados, quando dirigia a Paróquia de Santa Isabel de Portugal, em Santa Isabel do Pará, Estou vasculhando o arquivo para encontrar (A.F)

Enfoque Amazônico

SOS

Amazônia - De Galvez à Campanha da Fraternidade


Brasília – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não lançará a Campanha da Fraternidade 2007 em Brasília, mas, pela primeira vez, na Amazônia, no Pará. Com o lema “Vida e missão neste chão”, a campanha, este ano, tem como tema a Amazônia - a Amazônia estuprada. Será lançada, dia 21 de fevereiro, início da Quaresma, período de 40 dias que antecede a Semana Santa, na ilha do Combu, no rio Guamá, defronte ao campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). A TV Nazaré transmitirá a solenidade ao vivo, em rede com as emissoras católicas do país, além de disponibilizar seu sinal para canais abertos.
Dom Orani João Tempesta, arcebispo metropolitano de Belém, espera que a campanha ajude a criar uma consciência nacional sobre a vital importância da Amazônia para o Brasil, e para o planeta. “Durante todo este ano, vamos discutir o que a Amazônia pode ensinar aos brasileiros e de que maneira nosso país vê essa região tão rica e importante para o mundo” - disse o arcebispo ao jornal Diário do Pará, edição de hoje.
O site da CNBB alerta: “Acompanhamos com apreensão a ocupação, muitas vezes predatória, das terras amazônicas, sem que seu complexo e delicado ecossistema seja respeitado. O egoísmo e a ganância na exploração das riquezas, o descuido e a imprudência ameaçam seriamente esse patrimônio natural, que não é somente dos brasileiros; a devastação da Amazônia configura-se como uma perda e uma ameaça para toda a humanidade”.
Com efeito, a floresta amazônica vem sendo torada a razão do 100 mil quilômetros quadrados a cada governo; a poluição por mercúrio é crítica em algumas áreas; cartórios atuam a serviço de grileiros; guseiras estimulam a derrubada da floresta para a produção de carvão; meninas se prostituem para sustentar suas famílias; a escravidão é comum na região; no mato, vige a lei da bala; crianças morrem comidas por vermes, giárdia, protozoários e malária; estrangeiros entram e saem da região como nem no tempo dos portugueses, que expulsavam franceses, ingleses e holandeses debaixo de aço e fogo; trafica-se animais, essências e diamantes como quem trafica cocaína no Rio de Janeiro – uma bacanal.
No dia em que os gringos do Tio Sam começarem a morrer assados a 40 graus centígrados à sombra, em Washington, não duvido que marines invadam a Amazônia e refundem o Bolivian Sindicate. Em 17 de novembro de 1902, o Brasil derrotou os Estados Unidos e a Inglaterra, mas na esfera diplomática. O Barão de Rio Branco assinou, naquela data, o Tratado de Petrópolis, garantindo para o Brasil a soberania do Acre, que era da Bolívia.
Aliás, a Revolução Acreana, como a história da Amazônia, não é ensinada nas escolas públicas brasileiras. A Amazônia é uma ilustre desconhecida dos brasileiros. Por isso, a série exibida pela TV Globo, Amazônia - De Galvez a Chico Mendes, da acreana Glória Perez, está fazendo mais pelo Trópico Úmido do que todas as empresas estatais de turismo da região, juntas. Falar em TV Globo, quando a mais influente emissora de televisão do país produz um Globo Repórter sobre a Amazônia, como o exibido ontem, sexta-feira 12, manda um repórter carioca, pautado por um paulistano, ou vice-versa, e a tal reportagem fica só na superfície do exotismo.
Voltando ao Acre, Plácido de Castro, que tinha 29 anos, organizou os seringueiros e, sem a mais remota ajuda do governo brasileiro, venceu o exército boliviano, expulsando suas tropas de Puerto Soares, hoje Porto Acre. Foi aí que o Bolivian Sindicate se esfarelou. O Bolivian Sindicate foi uma invenção anglo-americana. Inglaterra e Estados Unidos arrendaram o hoje Acre da Bolívia, pois era somente lá que havia seringueiras. Durante a vigência do Bolivian Sidicate, os Estados Unidos eram quem ditavam as regras no local. Um enclave americano na Amazônia.
“Se o Bolivian Sindicate tivesse prosperado, com toda certeza a Amazônia hoje não seria brasileira” – observa o historiador e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Aloízio Moel.
Outra Amazônia, a Azul - as 200 milhas do mar territorial brasileiro -, vem sendo, também, saqueada. Nas costas do Amapá, por exemplo, há décadas que embarcações de todas as partes do mundo, principalmente da Ásia, pescam em águas brasileiras profundas, ignorando solenemente a minguada Marinha do Brasil. Diga-se, de passagem: as costas do Amapá são o ponto mais piscoso do globo, pois recebem nutrientes do maior rioa do mundo, o Amazonas, que despeja 200 mil metros cúbicos de água por segundo no oceano Atlântico, fora o que eu chamaria de húmus.
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Burrice: a Universidade Federal do Amapá (Ufap) não oferece curso de Oceanografia.

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Ray Cunha

1/14/2007

Entregue a Praça "Professor Jorge Lopes Raposo"

Foto: Nélson Jr




Com o descerramento da placa inaugural pelo agente distrital José Croelhas – que representou o prefeito Duciomar Costa – pela professora Marilene Moreira Raposo, viúva do homenageado e pela senhora Rosa Rabelo, representante dos moradores do Conjunto “Lopo de Castro” – foi inaugurada neste domingo, pela manhã, a Praça “Professor Jorge Lopes Raposo”, como parte das comemorações pelos 391 anos de Belém.
Localizada na Travessa Itaboraí, entre a Rua 15 de agosto e a antiga Estação Ferroviária, o novo logradouro foi construído pela Prefeitura de Belém, através da Agência Distrital de Icoaraci, em parceria com os moradores do conjunto. A praça tem 1.500 metros quadrados, equipada com uma vasta área de recreação que inclui play ground, balanço triplo, carrossel, gangorra, cinco postes de iluminação, bancos, lixeiras, além de projeto paisagístico desenvolvido por técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.A cerimônia de inauguração contou com a participação de lideranças comunitárias e as 150 famílias do Conjunto “Lopo de Castro”, oferecendo ainda várias oficinas do Programa Ama Belém com atividades para crianças, jovens e adultos que puderam aprender grafitagem em camisas, arranjos florais e fotografia. O programa também ofereceu corte de cabelo grátis.
Significado - Após o descerramento da placa inaugural, coube ao Professor Gildo Leal Raiol, Diretor do Colégio “Avertano Rocha”, falar sobre o significado da homenagem ao educador Jorge Lopes Raposo, “um exemplo de dedicação e amor por Icoaraci”.
Em nome da comunidade, a estudante Karina Rabelo disse que, sempre para as boas causas existem os lúcidos, os sensíveis, e as atitudes colaborativas e que a urbanização daquela área tão sinistra finalmente foi realizada por acreditarem na atual administração municipal. “Um novo horizonte passa a fazer parte do nosso cotidiano porque acreditamos e persistimos no sonho.
Com o apoio de nosso prefeito e de nosso agente, a praça é de todos, seja como espaço de lazer e entretenimento, um espaço a ser preservado, cuidado e respeitado” – afirmou Karina.
No final os moradores cantaram parabéns pra Belém e serviram um bolo de dois metros, consumido pelos presentes.
Abandonada – A área onde foi construída a Praça “Professor Jorge Raposo” fica no coração do Distrito. Estava abandonada, com muito mato e ratos, onde desocupados a utilizavam para consumir drogas e praticar vandalismo servindo até mesmo como mictório e depósito de lixo. Os moradores, então, propuseram à Agência Distrital que no local fosse construída uma praça.
O agente distrital José Croelhas achou a idéia simpática e propôs a reivindicação ao prefeito Duciomar Costa. Uma vez autorizada a obra, os trabalhos de capinação, limpeza, construção de bancos, arborização e iluminação começaram em junho de 2006, sob a coordenação do engenheiro Ronaldo Gamelas, responsável pelo setor de obras da Agência Distrital e autor do projeto.
O novo logradouro homenageia o professor Jorge Lopes Raposo, antigo diretor do Colégio Estadual Avertano Rocha, falecido no dia 9 de setembro de 1999, dois dias antes de completar 60 anos e que morava em frente à praça.
Homem de Bem - O professor Gildo Leal Rayol atual diretor da Escola Estadual de Ensino Meio “Avertano Rocha” fez um retrato sucinto da personalidade do homenageado. Disse que “a sua presença em nosso meio contribuiu em grande escala para o desenvolvimento educacional da Vila Sorriso. Hoje, graças a Duciomar Costa e a José Coelhas, Jorge Raposo pelos seus méritos recebe mais essa homenagem, talvez a mais significativa, pois já tem quadra de esportes e escola e agora praça com o seu nome. E o que mais importante: em frente à casa que morou por 23 anos”.
E prosseguiu: “O merecimento não é por ter sido um atleta de basquetebol dos mais admiráveis. Homem íntegro, um excelente chefe de família, mas pela sua dedicação na formação educacional e intelectual de muitos jovens de Icoaraci, inclusive eu. Toda sua vida, todos 59 anos que esteve entre nós foi dedicada, repito, com orgulho de ex-aluno em prol da Educação (...). O Colégio “Avertano Rocha” foi o seu berço, sua juventude, sua maturidade; poderia ter sido também sua velhice, mas foi injustiçado ao ser demitido da direção por causa de uma greve de professores pelo então governador Hélio Gueiros, isso o abalou profundamente. Mas hoje foi feita a justiça. O seu nome será perpetuado para todo o sempre” – disse Gildo Rayol.
Compromisso - Em seu pronunciamento o Agente Distrital José Croelhas destacou o papel das parcerias com a comunidade, agradecendo a paciência daqueles que acreditaram que com união todos os problemas podem ser enfrentados: “Espero que o exemplo de compromisso com a cidade que vocês, aqui de “Lopo”, estão dando possa frutificar em toda a Belém, que caminha para os 400 anos, e conta com a dedicação de cada um”.
Croelhas agradeceu ao prefeito Duciomar Costa o carinho que tem destinado a Icoaraci, aproveitando para informar que outros grandes projetos, como a reconstrução da Praça da Matriz, a conclusão da orla e a macrodrenagem do Paracuri começam a sair do papel nos próximos meses.

1/11/2007

Belém das Mangueiras” de Pires Cavalcante


Hoje a nossa linda cidade de Santa Maria de Belém do Grão Pará completa 391 anos de fundação. Ah, tinha tanta coisa para falar desta bela morena que me viu nascer a 58 anos. Fui planejado, concebido e “fabricado” na Vila do Pinheiro, contudo, nasci no Hospital da Ordem Terceira, no centro da cidade.
Mas esse texto não é para me promover. E sim para promover um camarada muito bacana que conheço há mais de quarenta anos. Chama-se Francisco Pires Cavalcante.
Cabra da Peste - Pires Cavalcante nasceu em São José das Piranhas, sertão da Paraíba. Desde cedo “teve queda” para música tocando requinta – uma espécie de clarinete pequeno - e sempre gostou da Marinha de Guerra do Brasil. Tanto gostou que os seus pais o enviaram para o Rio de Janeiro para casa de parentes, com um só objetivo: entrar para a Banda de Música da Armada.
Um belo dia um parente o levou ao Ministério da Marinha. Apresentado ao chefe da Banda, ele colocou um monte de dificuldades; mas... para que o Pires e o seu acompanhante não perdessem a viagem, solicitou que comparecessem um determinado dia quando haveria teste para jovens músicos que gostariam de ingressar na Marinha como militar-músico.
Pires Cavalcante compareceu levando a sua requinta. O teste foi feto pelo regente da Banda de Música dos Fuzileiros Navais e professores da Escola Nacional de Música. Como era 18 de novembro e no outro dia comemorava-se o Dia da Bandeira, o garoto tocou o Hino a Bandeira sem errar uma só nota e um só compasso. Foi aprovado em 1º lugar e indicado para o engajamento.
Pires Cavalcante estudou música um ano. Nos exames finais conseguiu o 2º lugar com a nota 9,1 A partir daí fez exames para o Corpo de Fuzileiros Navais (Ilha das Cobras, perto do Ministério da Marinha, na zona portuário do Rio) sendo guindado para o posto de cabo-músico.
Fuzileiro - Pires esteve por 12 anos na Marinha. Participou da 2ª Guerra Mundial, servindo no Cruzador Barroso, guarnecendo as áreas próximas do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santos. Ele ajudou a abater vários submarinos alemães “que volta a meia apareciam afundando os nossos navios”.
Além disso, rodou o mundo. Visitou 29 paises a bordo do navio-escola Almirante Saldanha, um dos mais belos veleiros que o Brasil possuía e que posteriormente foi vendido para Portugal. Ele passou um ano e 23 dias embarcado.
Já em terra sofreu um acidente. Com isso foi reformado ainda jovem, com 22 anos, pelo ex-presidente Café Filho no posto de 1º Tenente.
Amor e vida - Belém do Pará se constituiu num porto seguro para Pires Cavalcante.
Embarcado esteve por mais uma vez em nossa cidade.
Reformado, aos 25 anos, resolveu mudar de mala e cuia para Belém.
Numa tarde dando umas voltas pelo bairro do Telegrafo sem Fio – na condição de músico e compositor – e passeando na Travessa Djalma Dutra, entre as avenidas Senador Lemos e Rua Curuçá se encontrou com uma bela paraense - Maria de Nazaré Rodrigues - que morava no perímetro.
Foi amor à primeira vista.
A moça estava compromissada; todavia, de tanto Pires Cavalcante insistir e cortejá-la ela acabou deixando o namorado e aceitando o nosso herói.
Foram dois anos e meio de namoro. Concluído esse período veio o casamento (civil e religioso).
A união já dura quase 46 anos, e teve como fruto cinco filhos: Sinézio, o primogênito que faleceu ainda menino; Antônio (Toni), que é Capitão da Polícia Militar do Estado; Francisco Jr (Frank), que trabalha em computação e é químico - fazendo mestrado atualmente em São Paulo; Crácio, representante comercial no setor de medicamentos e Alan, médico, especializado em Radiologia.
Conterrâneo - Por que resolvi homenagear neste espaço virtual, Francisco Pires Cavalcante? Porque este cidadão, com 83 anos, há 58 vive em Belém,
Ele é mais viva personificação do adágio popular que diz: quem vai ao Pará, parou. Bebeu açaí ficou, namorou, casou.
Pires Cavalcante como um excelente compositor e “naval”, poderia ter escolhido qualquer outra cidade para viver, Rio São Paulo, Salvador - na época, 1948, grandes centros da música popular – mas preferiu vir, ficar, viver em nossa cidade, com a nossa gente.
Desde que chegou resolveu adotar um clube: o nosso glorioso Paysandu Sport Clube. Tanto que anos mais tarde criou um hino. Sim; o hino oficial do “Campeão dos Campeões” (Uma listra branca, outra listra azul....) é de autoria do Pires.
Pires Cavalcante ama tanto a sua Nazaré que tão logo a conheceu dedicou-lhe um samba, que não apenas a homenageia, como também exalta a cidade da amada.
Dêem uma olhada:

Túneis de Mangueiras

Não posso mais guardar
Dentro do peito
Eu creio que me assiste
Esse direito.
Eu quero exaltar a minha cidade
Não é vaidade
Quem fala é o meu coração.
Beleza encontrou o sue lugar
Tristeza não achou onde morar:
Eu canto esses versos que eu fiz
Dizendo que em Belém
Eu sou feliz;
Seus túneis de mangueiras
Amenizam o calor
São sombras tão amigas
Nas horas felizes do amor
Morenas bronzeadas
Passando nas calçadas
E só na minha Belém que tem

Não precisar dizer que Nazaré gamou, se emociona até hoje e sabe de cor, tanto que ajudou o repórter a lembrar-se da letra.
Essa música foi gravada na RCA Victor pelo cantor Alcides Gerardes e lançada em maio de 1958 no Teatro Variedades que funcionava no antigo Largo de Nazaré, atual Praça Justo Chermont.
Além dessa música, Pires escreveu Deusa do Violino, um samba-canção, também dedicado â sua mulher, a sua Deusa, e inúmeras outras promovendo o amor e a sua Belém.
Homenegem - Em 1965, por ocasião dos festejos dos 350 anos de Belém, Pires Cavalcante homenageou a nossa cidade com a marcha-rancho, que fez o maior sucesso na época:

Parabéns Belém

Minha cidade está em festas.
Meus parabéns Belém.
Felicidades mil
Sou seresteiro e vou fazer seresta
Pra reviver os tempos idos deste meu Brasil

Minha canção é portadora
Desta mensagem.
A singela homenagem que escrevi.
Minha cidade hoje é detentora
De beleza sedutora
Como igual eu nunca vi.

Quem vem aqui a Belém
Vê a beleza que tem,
Quando vai leva saudade
Desta cidade fagueira
350 anos não existem desenganos
Nesta gente altaneira,

Quem quiser saber se é verdade
Tudo que a minha canção diz
Veja em cada praça,
No dia a dia que passa,
A criançada feliz.

Essa música foi gravada por Dalva de Oliveira (Discos Odeon) que naqueles tempos era uma das maiores cantoras brasileiras. Inclusive ela veio aqui em Belém lançar o disco, um compacto simples.
Icoaraci - Em 1969 Pires Cavalcante escreveu o Hino do Iº Centenário de Icoaraci, que foi elogiadíssimo pelo médico e ex-deputado federal Stélio de Mendonça Maroja, Prefeito de Belém e pelo engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, agente distrital de Icoaraci.
Francisco Pires Cavalcante, juntamente com Afonso Monteiro, Antonino Rocha., Clodomir Colino e Ossian Brito, criou em Maracacuéra nos anos 60, a Água Nossa Senhora de Nazaré que posteriormente vendida ao empresário Nelson Souza e, logo em seguida para, o Grupo J. Pessoa de Queiroz (Indaiá), de Fortaleza.
Pires Cavalcante teve outros negócios.
O último foi a Agência 13 de Automóveis (Travessa Benjamin Constant, 1069, entre Travessa Boaventura da Silva e a Avenida Governador José Malcher).
Francisco Pires Cavalcante morou por muitos anos em Icoaraci, na Travessa Souza Franco, 50. Depois se transferiu para Belém onde reside com a sua Nazaré, numa bela casa na Avenida Gentil Bittencourt, entre a travessa 14 de marco e a Avenida Alcindo Cacela, vendendo saúde.
Avesso a fotografia, não se deixou fotografar. Pediu apenas que para ilustrar a matéria eu providenciasse mangueiras, túnel de mangueiras.
Satisfeito o pedido.
Essa é a forma que encontrei de homenagear a minha cidade; a cidade de Pires Cavalcante – a nossa Belém, no dia do seu aniversário.
Parabéns, Belém!

1/10/2007

Enfoque Amazônico


POESIA

Belém, meu amor

Brasília – Belém faz 391 anos amanhã, sexta-feira/12 12. Em 1616, o capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco, encarregado pela coroa portuguesa de conquistar, ocupar, explorar e defender a boca da Amazônia, de ingleses, holandeses e franceses, construiu o Forte do Presépio na península dos Tupinambá, banhada pelo rio Guamá, que deságua na baía do Guajará. Da fortaleza, a cidade se espraiou e se consolidou como a mais importante da Amazônia, e a mais charmosa.
Quando chegamos a Belém, ao amanhecer, pela baía do Guajará, a cidade se despe, aos poucos, da névoa, até emergir, nua. Se chegamos de avião e é noite, as luzes na península, como miríade na noite que desaba sobre a baía, anunciam-se como ovnis, até pousarmos no bolsão de sol de Val-de-Cães. À tarde, se é julho, o céu, de tão azul, sangra.
Belém é uma sucessão de fotografias sépias: desjejum no Ver-O-Peso - café recém-coado com tapioquinha amanteigada; peixes nos balcões de mármore do mercado - os pirarucus são, talvez, os mais bonitos, os filhotes são enormes e os meros, imensos, há sempre muita piramutaba, pescada, tucunaré, curimatã, tamuatá, gurijuba, mapará, camarão e toda sorte de frutos do mar, capturados nas costas do Pará, especialmente ao largo do Marajó, e nas costas do Amapá; almoço no Ver-O-Peso, dourada com pirão de açaí, ou filhote no Restaurante Remada, ou dourada com vinagrete e farofa na Vila Sorriso, ou pirarucu ao molho de castanha-do-pará no Mangal das Garças; à tarde, vagabundeamos, tomamos tacacá e sorvete de tapioca na Cairu, e, à noite, bebemos caldo de filhote no Remada e bebemos Cerpinha no hotel, no banheiro e enquanto nos arrumamos para o encontro com a madrugada. Os dias se sucedem com cheiro de maresia, mulheres caminhando nas praças, merengue, bebedeiras, o rio.
Mas de todos os sonhos em Belém do Pará o que mais me transmite a sensação de ofertar rosas para a madrugada é a lembrança, guardada numa prece, da mulher mais bonita do mundo. Rubem Braga disse que as mulheres mais bonitas do mundo não têm pátria; são imagens oníricas, vistas, uma única vez, em grandes aeroportos internacionais, de madrugada. Rubem Braga era poeta, mas não conheceu Belém.As mulheres mais bonitas do mundo exalam o perfume das virgens ruivas e, assim, espargem, por onde passam, um rastro de devaneio e dor, pois a suprema beleza feminina, de tão azul, sangra. As mulheres muito belas são inesgotáveis, de tão intensas. Se, ungido pelos deuses, é-nos dado penetrar o santuário da mulher mais bonita do mundo, ela estará para sempre no relicário do nosso coração, e estaremos grávidos, dela, para sempre.
As mulheres muito bonitas estão em toda parte do mundo com mais de quatro dimensões. Os poetas, entre os artistas, são os que mais vêem mulheres muito bonitas. Talvez, por isso, morrem tão jovens, ou enlouquecem. Ou se transformam em tristes homens sozinhos. Os poetas, que têm olho clínico e distinguem as mulheres muito bonitas onde quer que estejam, são ungidos por Deus por essa clarividência, mas não resistem e são exauridos pela luz intensa demais dessas obras de arte supremas.
As mulheres muito bonitas são como um cataclismo de rosas colombianas, como o Concerto Para Piano e Orquestra, em Ré Menor, de Mozart, como o perfume das virgens ruivas, como jasmineiros chorando em noite tórrida, como o céu de julho, na Amazônia, que, de tão azul, sangra. Em Belém, elas estão nas ruas, povoam as tardes, espalham seu riso nas nossas vidas, estão em toda parte. Portuguesas, negras, índias, mulatas, cafuzas, mamelucas, elas povoam as ruas e a imaginação dos artistas que elegeram a cidade seu templo.
Todos nós elegemos uma cidade para morrer. Quero morrer em Belém do Pará, onde ouço o riso das mulheres mais bonitas do mundo, observo-as trotando nos calçadões, sentadas, tomando tacacá ao cair da noite, naquele momento em que a noite cai lentamente, acamando-se, até as luzes da noite tremeluzirem como composição de Debussy.
As mulheres mais bonitas do mundo têm sabor de leite da mulher amada, seus lábios são pétalas esmigalhadas de rosas vermelhas, exalam uma mistura de Chanel Número Cinco, Mateus Rosé, Dom Perignon, rosas da madrugada e maresia. E nada as pode macular. Não devemos, nunca, nos apaixonar pelas mulheres mais bonitas do mundo, pois são livres como o vento. Mas sabemos que isso é impossível. Quando nos amam, são intensas como um jardim prenhe de rosas multicoloridas, mas livres como o próprio amor; o amor não prende, liberta dolorosamente. A liberdade é o que elas têm de mais sublime. São livres como o verso, como a pincelada do artista, como a música de Mozart.
Gostaria de subjugar a mulher mais bonita do mundo, de domá-la, de arrancar-lhe declarações apaixonadas, e gemidos, de madrugada, de encerrá-la no limite do meu olhar. Mas, as mulheres muito bonitas, ninguém pode ser dono delas. Resta-nos vagar pela cidade, na dimensão do tempo, aspirando o perfume das virgens ruivas, que as mulheres mais bonitas do mundo, atemporais, espargem nas páginas do álbum de fotografias.
Acomodado numa cadeira de palinha, na Estação das Docas, observo o rio e a tarde. Um iate parte. Talvez vá para Macapá, ou para Trinidad e Tobago. Talvez vá para Caiena. Ou para Mosqueiro. Ou Salinas. De qualquer forma, haverá de ir para um lugar lindo. A tarde é povoada de mulheres deslumbrantes, trajadas em vestidos de seda. Vindo de algum lugar, remoto, penso ouvir merengue. Concentro-me numa prece. E então sinto que ela está sentada à minha frente. O mundo gira. A mesma vertigem de uma missa na catedral quando ainda somos criança. Ela me chama de querido. Tenho certeza, então, de que estou em Belém.

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Ray Cunha

1/03/2007

Enfoque Amazônico

RESISTÊNCIA

Destino da Amazônia é o mesmo da Mata Atlântica

Brasília – Os próximos quatro anos (2007-2010) serão catastróficos para o Brasil, principalmente para a Amazônia. Os primeiro quatro anos Lula, haitianos, empurrou-nos para o retrocesso. Em 2007, começará a explodir o desemprego e a guerra urbana recrudescerá. Os ladrões de colarinho branco, estimulados pela impunidade, em 2006, começarão a roubar até criança cancerosa. Lula não conseguirá mais nadar na lama e dependerá, cada vez mais, para não afundar a cabeça, do PMDB, que, no fim da bacanal, em 2010, empurrará a cabeça de Lula esgoto abaixo.
Não se sabe até quando o povão, mesmo o que reelegeu seu alter ego Lula, agüentará. A classe média já não suporta mais, porém é apática. Os donos dos jornalões continuarão recebendo rios de dinheiro apenas para não publicar...
Os caboclos da Amazônia - cada vez mais desmatada, quente, poluída, explorada até o osso – vão morrer aos magotes, por bala, terçado, verme, micróbio, fome, esgotamento nervoso e suicídio. No Pará, a governadora petista Ana Júlia Carepa não vai fazer nada, pois o dinheiro da União já está empenhado. O que cair nas mãos de Ana Júlia mal dará para matar a fome dos “companheiros” petistas e do PMDB de Jader Barbalho. Os tucanos paraenses enchiam só a burra das Organizações Romulo Maiorana; agora, Ana Júlia terá que despejar dinheiro também nas organizações Jader Barbalho.
A Amazônia já mergulhou, sem remédio, na sua tragédia. Só escaparia ilesa como patrimônio da humanidade, vigiada por força internacional da ONU. Vide o caso da Floresta Atlântica, que os portugueses e outros saqueadores toraram até a raiz; o pouquinho que sobrou dela continua a ser torado; as autoridades, dos três poderes, sabem disso, pois até a TV Globo já mostrou a devastação, em horário nobre. O Brasil continuará a ser pilhado continuamente. Parece um galinheiro recheado, vigiado pela elite do galinheiro, raposas.
O tucanato terá uma chance de ouro de retomar o poder, em 2010, se, aliado a políticos do nível do guerrilheiro Fernando Gabeira incendiar este país, enquanto é tempo. Esclareça-se, incendiar por meio do verbo, pela conscientização das bases da sociedade, mostrando que as riquezas do país são de todos e não de meia dúzia de Paulo Maluf, Jader Barbalho, José Sarney, Toninho Malvadeza, o aprendiz de feiticeiro Waldez Góes, Duda Mendonça, Partido dos Trabalhadores do Movimento Democrático Brasileiro, muito menos de Lula e Lulinha.A oposição, nos próximos quatro anos, terá que ser altamente estimulada e organizada, pois dela dependerá o futuro do país, que só terá dois caminhos: o Quarto Mundo ou crescer.

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Ray Cunha

12/31/2006


Meu Jesus adorado, queremos vos oferecer nesta hora em que o tempo vira uma página da história dos homens, nosso olhar e nossas orações, contemplando o Mistério do Natal, do Vosso Presépio, onde nascestes para nos salvar.
E assim como fostes não mais do que uma frágil criança, dependendo em tudo de Vossa Mãe Santíssima e de S. José, Vosso Pai adotivo, assim queremos ser, diante de Vós e de Vosso Pai.
Antes de tudo, queremos agradecer por todas as graças que recebemos ao longo deste último ano, graças de perdão, graças de amor, vindo em nossos corações pela Santa Comunhão. Também por todas as forças e ajudas que recebemos de Vós para bem realizar nossas obrigações e deveres, tanto materiais quanto espirituais.
Nós sabemos, ó Bom Jesus, que por causa do abandono em que vos deixamos por nossos pecados, tudo o que temos nos vem da pobreza da gruta em que nascestes, da Cruz que aceitastes por nossa causa. E que, pela gloriosa Ressurreição alcançaremos, nós também, o Céu onde habitais.
Hoje o mundo se prepara para festejar um ano que termina, outro que começa. Nós queremos nos lembrar, antes de tudo, que foi o Vosso nascimento em Belém que deu origem a todos os séculos. Ali, naquela hora sublime, o tempo parou de contar para dar início a uma nova era, marcada por Vossa presença sobre a Terra.
É assim que queremos viver todos os dias, lembrando que um dia, estivestes pisando o pó das nossas estradas, falando com nossa gente, morrendo sobre uma Cruz para mostrar o caminho do Céu. Dessa lembrança virá nossa felicidade neste novo ano.
Que este ano bom seja para nós e para todos os nossos queridos pais, parentes e amigos, de verdadeira felicidade e sincera paz, e que os fogos e festejos dessa hora só nos faça estar mais próximos do tempo sem fim da Vossa Eternidade.
Amém.
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Margarida Cruz Xerfan
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Faço minhas as palavras da excelente amiga Margarida para desejar a todos, colaboradores, leitores, críticos e aos colegas que cedem as suas matérias, um Feliz e Abençoado Ano Novo; e que possamos estar sempre juntos comungando do mesmo ideal. Tudo de bom, pessoal e Muito Obrigado.
Obrigado especial a Google, BRA, amigos de Belém e - do Rio -, Boas Festas e a gente se encontra daqui pouco, no dia 9, já em 2007. (A.F.)

12/28/2006

Manfredo reclama providências da Sesan para a Perimetral


O hidrogeólogo Manfredo Ximenes Ponte, superintendente regional da CPRM-Pará, declarou ao Diário do Pará que a Secretaria Municipal de Saneamento age estranhamente na manutenção da Avenida Perimetral, no trecho entre Enéas Pinheiro e Estrada da Ceasa.
Segundo ele, “a Sesan iniciou há seis meses a recuperação de um acostamento de veículo. Primeiro jogou material argiloso, depois de meses colocou sobre ele asfalto. Faz mais de um mês que não retornou para concluir o serviço. Além de buracos no restante do acostamento produzido pelos carros, é comum a área ser utilizada para depósito de lixo e entulho”.
Na área, continua Ximenes, existem dois órgãos federais e por ali circulam mais ou menos 500 empregados dessas repartições todo dia. “Em dias de chuva os pedestres têm que utilizar-se de botas para a travessia. Vários contatos telefônicos e correspondências já foram enviados à Sesan e à Seurb, mas até agora nada. O secretário da Sesan não atende ao telefone, mesmo que os dirigentes dos órgãos se apresentem como tal”, queixa-se.
Eu trabalhei quase oito anos com Manfredo Ximenes. É um cara sério. Se ele está chiando é porque a coisa está feia.

12/26/2006


Olá, Feio! Vi a matéria na TV Cultura sobre Icoaraci e procurei teu blog na internet. Como podes ver, consegui. Abraço e parabéns pelo trabalho! Moro na sua, nossa "Vila Sorriso".

Edlson Pantoja
Icoaraci

Obrigado.
Continue acessando o Jornal do Feio.
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Oi, caro Feio – Assisti hoje à tarde na Tv Cultura o programa sobre Icoaraci em que você participa. Você é demais, cara, Nunca ninguém se preocupou tanto com a nossa Vila como você. E não é de hoje (...) Você diz sempre em suas crônicas quando quer exaltar alguém que faz algo por Icoaraci que o fulano honra as suas origens mas, na verdade, quem honra as suas origens icoaracienses é você, um autêntico e esforçado pé redondo.
A sua divulgação da nossa Icoaraci não é de hoje, no jornal – onde você é originário – no rádio (Repórter Volante nos idos de 60, na Rádio “Jornal” Liberal) na internet e agora na tv.
Vá em frente, cara. Meus Parabéns e Obrigado.

Jorge Oberdan Muniz
Cruzeiro – Icoaraci


Não é do meu feitio publicar elogios à minha pessoa; pode parecer culto à imagem e eu não sou chegado a isso.
Mas, de vez quando é bom. Massageia o ego da gente e identifica que estou fazendo o trabalho certo.
Além do mais, o Jorge pediu que publicasse o e-mail dele.
Ele conhece um pouco da minha vida.
Obrigado.

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Caríssimo amigo Feio,

Parabéns, mais uma vez, pelo seu trabalho. Continue assim, sempre informando
nossa gente, porque um ser informado vale por dois.
Transmita, por gentileza, para todos os nossos amigos, sobretudo aos conterrâneos de nossa Vila Sorriso, os meus sinceros votos de um Feliz Natal e um ano novo cheio de Paz e muitas alegrias.
Do frio parisiense mando todo meu carinho para você e toda sua família.

Nazaré Pereira
Nancy- França

Obrigado, Naza.
E como leram, a nossa cantora maior (francesa por afinidade) deseja tudo de bom para todos em 2007 que está chegando
.
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O pessoal da Agência Distrital anunciou - e realizou - na sexta-feira na orla a apresentação de um Auto de Natal, como sendo primeiro da vila.
Tenho a impressão que não.
Aliás, devo dizer que a apresentação foi muito bonita, bela mesmo.
Você que sabe tudo da Vila, o que me diz disso?

Maria Antônia Pepes (Tia Antônia)
Conjunto Tapajós


É verdade.
Não é o primeiro.
Mas isso não tira o brilho da promoção.
Se você acompanha o
Jornal do Feio vai ver que foi publicada uma pequena informação a respeito.
Obrigado pelo carinho das suas palavras.
Por questões de modéstia, não publico o seu e-mail na íntegra,,, mas valeu.

12/23/2006

Crônica de Natal


Desde a ascensão de Herodes, o Grande, que se fizera rei com o apoio dos romanos, não se falava na Palestina senão no Salvador que viria, enfim...
Mais forte que Moisés, mais sábio que Salomão, mais suave que David, chegaria em suntuoso carro de triunfo para estender sobre a Terra as leis do Povo Escolhido.
Por isso, judeus prestigiosos, descendentes das doze tribos, preparavam-lhe oferendas em várias nações do mundo.
Velhas profecias eram lidas e comentadas, na Fenícia e na Síria, na Etiópia e no Egito.
Dos Confins do Mar Morto às terras de Abilena, tumultuavam notícias da suspirada reforma...
E mãos hábeis preparavam com devotamento e carinho o advento do Redentor.
Castiçais de ouro e prata eram burilados em Cesaréia, tapetes primorosos eram tecidos em Damasco, vasos finos eram importados de Roma, perfumes raros eram trazidos de remotos rincões da Pérsia... Negociantes habituados à cobiça cediam verdadeiras fortunas ao Templo de Jerusalém, após ouvirem as predições dos sacerdotes, e filhos tostados do deserto vinham de longe trazer ao santuário da raça a contribuição espontânea com que desejavam formar nas homenagens ao Celeste Renovador.
Tudo era febre de expectação e ansiedade.
Palácios eram reconstruídos, pomares e vinhas surgiam cuidadosamente podados, touros e carneiros, cabras e pombos eram tratados com esmero para o regozijo esperado.
Entretanto, o Emissário Divino desce ao mundo na sombra espessa da noite.
Das torres e dos montes, hebreus inteligentes recolhem a grata notícia... Uma estrela rutila no firmamento.
O enviado, porém, elege pequena manjedoura para seu berço de luz.
E porque as vozes do Céu se fazem ouvir, cristalinas e jubilosas, cantam eles também...
- "Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!..."
Ali, na estrebaria singela, estão Ele e o povo...
E o povo com Ele inicia uma nova era...
É por isso que o Natal é a festa da bondade vitoriosa.
Lembrando o rei Divino que desceu da Glória à Manjedoura, reparte com teu irmão tua alegria e tua esperança, teu pão e tua veste.
Recorda que Ele, em sua divina magnificência, elegeu por primeiros amigos e benfeitores aqueles que do mundo nada possuíam para dar, além da pobreza ignorada e singela.
Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo somente um dia. Pouco a pouco, aprenderás que o espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas de nossa vida.
Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque, em cada manhã, ouvirás uma voz do Céu a sussurrar-te, sutil:
- Jesus nasceu! Jesus nasceu!...
E o Mestre do Amor terá realmente nascido em teu coração para viver contigo eternamente.

Irmão X

Aos amigos, colaboradores e a todos os que me honram com a sua leitura em todo lugar, desejo um

Feliz Natal.

12/20/2006

Belém é como cavalo morto na chuva


No Pará, tudo muda para nada mudar
Ray Cunha (*)

Brasília - Amanhece na península belenense, banhada pelo rio Guamá. No Ver-O-Peso, a maior feira da Amazônia Continental, o formigueiro humano vai se assanhando, à medida que o sol incendeia Belém do Pará. Uma mendiga, obesa, dorme ainda num banco de praça, inteiramente nua. O trânsito, nem bem a manhã começa, já é incontrolável. Quase todo mundo buzina, xinga, com palavrões impublicáveis, as mães dos outros motoristas, enquanto automóveis importados seguem fora da faixa. Os pedestres precisam ter muito cuidado, pois, ao desviar-se de um carro, pode-se ser atropelado por ciclistas, que são muitos, silenciosos e andam na contramão.
Se é dezembro, mangas caem nos calçadões esburacados, no teto dos automóveis e na cabeça dos pedestres. Mangueiras também caem. Algumas são podadas só de um lado. Carregadas de mangas nos galhos do outro lado e açoitadas pela chuva diária no tronco, não resistem às tempestades que vergastam a cidade e tombam, como gigantes caídos.
Ao meio-dia, a urbe imerge num caldeirão fervente. As sarjetas exalam o odor mefítico de esgotos estrangulados, expelindo fezes, que escorrem ao lado das bancas de tacacá, maniçoba e picadinho. Alguns trechos do calçadão da Avenida Presidente Vargas fervem, literalmente.
Então, chove. Chuva do Trópico Úmido. Grossa, interminável, chicoteada por correntes de vento. A cidade se afoga. Lembra um cavalo morto na chuva. Na manhã seguinte, o cavalo apodrece ao sol de 40 graus e à chuva da tarde, que, como o sol, cumpre seu ciclo diário na linha imaginária do Equador. O cavalo morto incha. Sua barriga ameaça explodir, exibindo as vísceras.
Na madrugada de sábado 9 de dezembro de 2006, por volta das 4h30, na Avenida Independência, bairro da Cabanagem, um automóvel com três homens e duas mulheres chocou-se contra uma passarela. As mulheres morreram. Uma delas estava grávida e agonizou durante algum tempo.
Segundo registrou o Repórter 70, do jornal O Liberal, a mais influente coluna de opinião de Belém, o carro foi depenado em quinze minutos.
Há ruas, em Belém, onde, se um carro der prego, à noite, os passageiros serão mortos e pilhados. A vida, na periferia, logra sobreviver apenas por instinto. Não há escopo moral, não há dignidade, não há redenção, mas somente fome, estupro, assassinato - a escuridão da miséria e da ignorância. No Marajó, a região mais bela do planeta, ao norte de Belém, crianças entregam-se a caminhoneiros, que as possuem como estupradores em hordas, a troco de óleo diesel, que as crianças estupradas diariamente vendem e entregam o dinheiro a seus pais, para comprar comida.
Em primeiro de janeiro de 2007, sairá o tucanato de 12 anos e entrará o famigerado Partido dos Trabalhadores do Movimento Democrático Brasileiro no comando do estado. Os emplumados tucanos passaram mais de uma década no poder, durante a qual o abismo social ficou mais fundo e movediço. Suas famílias, parentes, aderentes e apaninguados da elite dominante ficaram mais ricos e se refrescam nas suas casamatas nos edifícios mais altos da cidade, enquanto a cabocada chafurda no ambiente mefítico das ruas alagadas de fezes e urina, os curumins são devorados por vermes, giárdia e protozoários, e os bandidos, mesmo que as vítimas não esbocem resistência, matam por matar. Só Simão Jatene, o último dos tucanos, tinha quase mil assessores especiais. Nada parecido com os 40 mil com os quais o presidente Lula, do PT, aparelhou o estado. Embora o Pará seja apenas uma província do império do Brasil.
No século XIX, caboclos, identificados como cabanos, se insurgiram contra a elite lusitana no Pará. Mataram alguns aristocratas e foram massacrados. A elite portuguesa, colonizadora e brutal, deu as cartas no Pará até a abertura da Belém-Brasília, que minou a hegemonia comercial lusa nas docas da cidade, mas seus descendentes estão incrustados na burocracia e recebem altos salários, ou são profissionais liberais bem estabelecidos, recebendo ordens dos caudilhos da vez, estes, vítimas do vício sem remédio de se locupletar com o erário.
E, assim, a Cidade das Mangueiras, a mais inchada das cidades da Amazônia, exala, na canícula, o odor adocicado e pútrido de cavalo morto na chuva, estourando de inchado, devorado por bactérias, vermes e urubus. Enquanto isso, a Vale do Rio Doce continua exportando commodities extraídos do solo paraense, em vez de se exportar produtos industrializados, porque o império brasileiro, Brasília, leva os royaltys da exportação. Legitima-se a “safra” de madeira, tora-se ou queima-se a Grande Floresta, porque é bom para a soja, o pasto e as guseiras. O Ministério Público Federal engaveta a Hidrovia do Marajó porque a ilha é um sítio arqueológico (a Europa toda é um sítio arqueológico, mas cortada por hidrovias). O imperador Lula não destinou recursos para a construção das eclusas de Tucuruí, nem para a pavimentação da Transamazônica e da Santarém-Cuiabá, porque o governador do Pará é tucano. Bem, a partir de primeiro de janeiro, será petista-peemedebista.
Os portugueses criaram a cultura do privilégio (sou amigo do rei); os africanos, da magia (o pai-de-santo resolve); e os índios são preguiçosos – afinal, peixe salgado, pirão de açaí, chibé, calor e Skol pesam. Mas, a partir de primeiro de janeiro, tudo mudará, para nada mudar.

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(*) Jornalista e escritor

Prefeitura de Belém realiza Auto de Natal de Icoaraci


Um coral adulto composto de cem vozes e um infantil de 30 vozes vão contar a história do nascimento do menino Jesus, de forma regionalizada, no Distrito de Icoaraci. Será o Primeiro Auto de Natal de Icoaraci a ser realizado no dia 22 de dezembro, às 19h, no estacionamento da orla, promovido pela Prefeitura de Belém, através da Agência distrital, que montou um palco especial para a realização do evento.
Roteiro - A história do nascimento de Cristo será contada por dois amigos, Mig e Ton, dois meninos de rua, interpretados por crianças que fazem parte do projeto de responsabilidade social da Agência Distrital , Som&Riso, que atende menores em situação de risco social que atuavam na feira da oito de maio e na orla do Distrito. No projeto eles aprendem a tocar instrumentos como flauta doce e violão. Ano que vem eles passarão a aprender a tocar violino.
Na Cantata intitulada Natal Brasileiro, Maria e José, que se chamam Maria das Graças e José Raimundo, nomes comuns na região, vêm de Manaus fugindo da miséria e aportam em Belém, onde acontecerá o nascimento do menino Jesus. Aqui, eles encontram outros retirantes e vão morar com catadores de papel, onde acontece o nascimento no dia de Natal. Em vez de uma manjedoura, Cristo nasce em um depósito de papel.
Os Magos - Os três reis magos serão gaúchos caracterizados com a indumentária característica do Rio Grande do Sul e os pastores serão representados como retirantes nordestinos. ‘Nós optamos por fazer uma cantata regional para aproximar essa história universal da nossa realidade e criar uma identificação maior com o público” informou o maestro Augusto Souto, que coordena uma equipe de cerca de 150 pessoas envolvidas na realização do evento.
O encerramento será com todos cantando 'Noite feliz' canção foi composta pelos autríacos Franz Gruber e Joseph Mohr, no início do século XIX. Gruber era organista e professor da escola da cidade de Oberndorf; e Mohr o sacerdote assistente da Igreja de São Nicolau. 'Noite feliz' foi executado pela primeira vez no Natal de 1818, e, desde então, a música conquista cidadãos do mundo inteiro.
Ensaios - Os dois corais ensaiam há cerca de dois meses de forma intensiva, e serão regidos pela professora de canto, Lúcilia Flexa. O coral adulto recebeu aulas de técnica vocal e impostação de voz para poder interpretar as canções do Auto de Natal. O coral é formado por pessoas simples como Raimunda do Carmo de Vilhena, de 62 anos, que pela primeira vez participa de um evento dessa natureza.
Ela disse que se surpreendeu com as aulas. “A gente a prende como utilizar a voz diferente do dia-a-dia. Isso engrandece a gente e faz bem até pra saúde”, acredita ela. O autônomo Edson do Vale, 37, será um dos tenores do coral. Ele também participa pela primeira vez de um coral e disse que é uma experiência engrandecedora. “Esse aprendizado vai ajudar no meu trabalho como cantor de barzinho, onde eu me apresento nos finais de semana para melhorar a renda”, disse.

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Ronaldo Quadros

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N. da R
– Apesar dão esforço e da boa vontade do “subprefeito” José Croelhas e do seu Assessor de Imprensa, jornalista Ronaldo Quadros – futuro doutor: está fazendo põs-graduaçao! - devemos nos ater à verdade dos fatos. Esse belo evento que será apresentado na sexta-feira/21, não é inédito.
Na realidade, o primeiro Auto de Natal foi realizado nesse mesmo período, - ou seja, na semana do Natal -, no primeiro ano da administração Hélio Gueiros em 1983, com o apoio do Grupo de Teatro Amador/Gruta, dirigido pelo ator e diretor Henrique da Paz, por sinal filho da terra e meu vizinho por muito tempo, aqui na Travessa Itaboraí. Foi na Praça da Matriz. Uma bela noite com muita luz e que reuniu grande número de expectadores..
O Auto de Natal de 1983, talvez não tenha tido a pompa do que vai ser apresentado no estacionamento da orla que reunirá 150 participantes da comunidade, mas foi um bela apresentação. O vice-prefeito de antanho, Aldebaro Klautau, esteve presente. O administrador de Icoaraci era o vereador Rocimar Santos.
Portanto. Icoaraci terá a segunda apresentação de um Auto de Natal na sua história.
Todos devem prestigiar o Auto de Natal de Icoaraci/2006.

12/08/2006

O ESTADO premia os "Melhores do Ano de Icoaraci 2006"

Jair de Souza -
O Empresário do Ano



No próximo dia 15 de dezembro, o Hotel Crowne Plaza Belém, estará recebendo cerca de 500 convidados para, numa grande noite de celebração – a grande festa de premiação dos Melhores do Ano de Icoaraci 2006. Esse evento que atinge à 17ª versão, comporta em sua iniciativa fazer o reconhecimento justo do trabalho daqueles que fazem o progresso do nosso Distrito durante os 365 dias que se passaram.
Um outro aspecto dos “Melhores” se resume em festejar o empenho, o esforço e o trabalho de diversos profissionais, empresas e lideranças, todos imbuídos num só objetivo: trabalhar para que Icoaraci e seu povo tenham condições dignas para viver bem, com mais fraternidade e justiça social.
Serão premiadas 15 personalidades destaque e 14 empresas destaque, além de Jair de Souza, “cap” da Rede de Postos Azulino escolhido como “Empresário do Ano”.
Os Melhores do Ano de Icoaraci é uma realização do jornal O ESTADO - o mais antigo da Vila Sorriso. Foi idealizada por seu fundador, o publicitário e microempresário José Croelhas, atualmente exercendo as honrosas funções de Agente Distrital de Icoaraci. A promoção já consagrada e reconhecida pela sua seriedade -, tem como aporte o patrocínio de Saint Gobain Brasilit, Amasa, Fábrica Santa Maria e Couro do Norte, o que por sí só já é garantia de pleno êxito.

12/06/2006


Caro amigo Feio!Pela primeira posto no teu blog, e para agradecer pelo valioso apoio que sempre dás ao nosso sindicato, o Sinjor. Nossa campanha em defesa do diploma, que representa a defesa da qualidade e ética da informação, precisa ser vitoriosa. E contamos, é claro, contigo. Conclame os coleguinhas, os amigos e colegas a enviar e-mail para o STF contra a decisão que beneficiou os precários que já estão no mercado de trabalho. É importante que isso fique claro. O site da Fenaj dá os detalhes. Em janeiro, viajarei para Brasília, para trabalhar na assessoria de imprensa do senador eleito Mário Couto. De lá, sempre estarei acessando o teu blog, para saber o que acontece na terrinha.Um grande abraço fraternal

Hanny Amoras
(Jornalista - DRT/PA 1.294)
Belém

Hanny, amiga de grandes batalhas e campanha em favor do nosso Sinjor.
Pode contar comigo e o nosso Jornal do Feio que, em breve com o seu
apoio terá um posto avançado em Brasília.
Ele é lido no Rio. São Paulo, e agora naCapital Federal.
Está bom demais.
Valeu.
Aproveito para lhe desejar Feliz Natal


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Caro amigo:

Fiquei decepcionado quando li no jornal na semana passada, que o governo Simão Jatene não teve verba suficiente para reformar a Casa do Poeta Antônio Tavernard, um chalé, em estilo português, que ainda pode ser visitado, na rua Siqueira Mendes, número 585 a pouco metros da Travessa São Rocque, que está abandonado que está abandonada e ameaçando cair... e ameaçando cair...
Como não teve recursos? Dá pra gente engolir um papo desses?
Não teve dinheiro para dar um jeito na casa do maior poeta de Icoaraci – o único nato... os demais demais são emprestados. Júlio Colares, autor do livro “Mosaicos”. que você andou falando um tempo desses e que viveu a sua vida toda em Icoaraci, Pinheiro à época, não era daqui, era de Soure. E o nosso saudoso Newton Pessoa de Oliveira – o homem que só andava de branco, elegantérrimo –, autor de “Gotas Voláteis", era nordestino.
Antônio Tavernard, o Toní, era pé redondo, era daqui... quase ninguém se lembra. Nem mesmo o Governo retirante!...
Não tem recurso para recuperar a casa do Tavernard, dar-lhe um acabamento digno, mas tem dinheiro para outras obras faraônicas e sem importância.
A propósito, Tavernard nasceu por esses tempos, certo?

José Sérgio Taveira Mineiro
Tenoné

Não sou político e nem este espaço o é.
Mas participo do sentimento de revolta do Mineiro.
Ele conhece a fundo a cultura da minha Vila Sorriso.
Isso é bom.
Antônio Tavernard nasceu a 74 anos num dia 10 de outubro...
Para quem não sabe ele foi o autor da letra da música "Foi
Boto Sinhá", musicada por Waldemar Henrique.

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Contatos: aldemyrfeio@oi.com.br /
aldemyrfeio@belem.pa.gov.br

Comenda da OAB-Pa valoriza a cultura jurídica paraense

Daniel Coelho de Souza





Preocupada em escrever a história da OAB no Pará, homenageando os grandes vultos da advocacia local e estimulando a cultura jurídica no Estado, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA) instituiu, nos moldes da Medalha Rui Barbosa do Conselho Federal, o Prêmio Medalha Daniel Coelho de Souza, cunhada em ouro com a esfinge do homenageado em uma de seus lados, para homenagear a memória de um dos mais brilhantes advogados paraenses e brasileiros: o jurista, advogado e professor Daniel Coelho de Souza.
Na próxima quinta-feira (7), o advogado Clóvis Cunha da Gama Malcher e os ex-presidentes da Seccional da OAB serão agraciados com a medalha, entregue pela primeira vez. Com o gesto, a OAB do Pará presta uma distinta homenagem aos advogados, destacando, assim, seu trabalho em prol da causa jurídica, do Direito e da classe dos advogados. A outorga das medalhas acontecerá em sessão solene presidida por Ophir Cavalcante Junior.
Daniel Coelho de Souza foi professor catedrático da Universidade Federal do Pará (UFPA) e reitor desta universidade, e seu livro “Introdução à Ciência do Direito”, ainda é considerado um marco no estudo jurídico nacional e internacional. Nunca deixou de exercer a Advocacia, a sua grande paixão, desde 1937. O advogado foi também presidente da OAB-PA entre os anos de 1964 e 1967, os primeiros anos da ditadura militar no país. A importância do trabalho de Coelho de Souza para o nosso Estado obteve inúmeros reconhecimentos, tendo sido ele um dos 10 mais votados na eleição para o “Paraense do Século”, no final do século XX.
Mais dois momentos marcarão a solenidade, que certamente reunirá grandes expoentes do judiciário paraense: o lançamento do I Prêmio Daniel Coelho de Souza de Monografias Jurídicas para estudantes e recém-graduados em Direito - numa promoção do Escritório Coelho de Souza -, e a presença de José Roberto Batochio, ex-presidente nacional da OAB, que fará a palestra sobre “Reforma Política, Justiça e Perspectivas de Desenvolvimento”.

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Rosana Maciel

12/04/2006

Círio de Outeiro leva 20 mil às ruas

Fotos: Mira Jatene











A comunidade da ilha de Caratateua (Outeiro) participou ontem/3 pela manhã do Círio de Nossa Senhora da Conceição. A romaria conduzindo a berlinda com a imagem da santa saiu às 8h15m da capela saiu às 8h15m da capela de São José, no bairro da Água Boa, com destino à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no bairro de São João do Outeiro, num trajeto de quase sete quilômetros. Na chegada foi celebrada Missa Final pelo padre Jonas da Silva Teixeira, titular da Paróquia da Conceição do Outeiro e das oito ilhas adjacentes. culminando com a benção utilizando a imagem da Imaculada.
Segundo uns sargentos da Polícia Militar, aproximadamente 20 mil pessoas acompanharam o cortejo, numa grande demonstração de fé, capaz de superar o intenso calor que fazia na cidade. Dentre elas, até um grupo que participou montado em cavalos. Um carro do Corpo de Bombeiros seguia atrás dos romeiros para atender qualquer eventualidade. Várias homenagens foram feitas no percurso. Entre elas, a queima de diversos fogos de artifício oferecidos pela comunidade como gratidão pelas graças alcançadas a partir da fé que têm na mãe de Jesus Cristo.
Círio fez faz várias paradas onde foram lidos e refletidos trechos da Palavra de Deus seguidos de hinos. O povo demonstrou o amor e devoção à Mãe do Céu. As ruas e avenidas estavam engalanadas e enfeitadas com balões, bandeirinhas brancas e azuis; e as janelas das residências apresentavam toalhas, flores e imagens de Nossa Senhora. No trajeto ocorreram várias homenagens pirotécnicas, destacadamente as promovidas pelas famílias Puga - Rua Franklin de Menezes - Cruz e Gadelha - Rua Manoel Barata.
Durante esta semana será desenvolvida uma variada programação socio-cultural com a participação dos noitários, grupos e associações da Igreja e conjuntos musicais nativos, além de outras atrações.
O "Círio de Outeiro" como é mais conhecido, realizado há 53 anos teve o apoio do comércio, das empresas sediadas no distrito e da Administração Regional. Vários órgãos e entidades também colaboraram: 10º Batalhão Policia Militar, Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças e Sargentos da Polícia Militar (CFAP). Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Municipal de Belém, Cruz Vermelha, Sesma, Defesa Civil Municipal, Belemtur e Escoteiros, além das Guardas de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista e Nossa Senhora das Graças (Icoaraci).

12/02/2006

Outeiro realiza o 53º Círio da Conceição


Baseado no tema: “Com Maria, Imaculada Conceição, construiremos a paz em mutirão”, a comunidade católica do Outeiro realiza neste domingo, 3 de dezembro, mais um Círio de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da ilha de Caratateua. A trasladação este ano foi um pouco diferentes das anteriores. O padre Jonas da Silva Teixeira – pertencente ao Instituto Maria, Mar da Divina Providência/Movimento Providentino, há seis meses no Outeiro - juntamente com a comunidade outeirense decidiu privilegiar o bairro do Fidelis que nunca havia recebido a visita da Padroeira do Outeiro; tanto que, ontem, quinta-feira/1º, organizou uma carreata que conduziu a imagem da Imaculada Conceição até à capela de Cristo-Rei. Neste sábado/2, às 19 h, imagem da Santa sairá da capela de Cristo-Rei, do Fidelis em direção à capela de São José, na Rua Paulo Costa, bairro da Água Boa.
O Círio, propriamente dito, sairá às 07h00m, do domingo, obedecendo ao seguinte itinerário: Rua Paulo Costa, Avenida Nossa Senhora da Conceição, Rua Franklin de Menezes, Praia Grande, Rua Manoel Barata até a Igreja principal do Outeiro, num total de quase sete quilômetros (6.300 metros).
O Círio de Outeiro, como é mais conhecido, realizado há 53 anos, reúne algo em torno de 60 mil pessoas. Tem o apoio não apenas da população – em sua maior parte, católica praticante – como do comércio, das empresas sediadas no Distrito e da Administração Regional que se encarregou da infra-estrutura, da limpeza e pintura da Igreja, das flores que ornamentarão a berlinda, além da recuperação das vias constantes do trajeto da procissão.
A festividade tem início no sábado, 2 de dezembro e prossegue até o dia 10, com o arraial em torno da Igreja da Conceição, com a participação dos diversos segmentos existentes no Outeiro, no patrocínio da Barraca da Santa (noitários), bem como, o desenvolvimento de uma programação sociocultural e outras atrações.
De acordo com o padre Jonas Teixeira, pároco do Outeiro, e presidente da Festividade, o Círio de Nossa Senhora da Conceição “é uma expressão de fé e devoção que une o povo de Caratateua em torno da Igreja de Maria, Mãe da Divina Providência, Ela nos faz celebrar a nossa caminhada de muitos anos e, ao mesmo tempo, nos fortalece e nos encoraja a viver a fé e nossa unidade no alvorecer de um novo tempo na história”. (..) “Esperamos sinceramente que a festa deste ano, crie em todos nós, laços de profunda comunhão, de amizade, de acolhida, de conversão do coração, de vivência de uma fé autêntica num perfeito mutirão, O mundo hoje precisa de gente que viva a paz e o amor; antes de pensar em si, tem de pensar nos irmãos como um todo”, observa.
Origens - O Círio do Outeiro teve origem com um casal de imigrantes portugueses, Joaquim e Maria Cortinhas Marques. Procedente dos Açores resolveram adotar a Ilha dos Barrancos – como era conhecida a atual ilha de Caratateua – como seu novo lar, e trouxeram a devoção a Maria. Como não havia capela, desde o início, o casal promovia em sua casa novenas e ladainhas em louvor â Mãe do Céu, duas vezes por ano. Em maio para Nossa Senhora de Fátima; e em dezembro para a Nossa Senhora da Conceição. Em 1932, com a ajuda da comunidade, o casal construiu uma capela de madeira em honra a Nossa Senhora da Conceição.
Após 21 anos de devoção, em 1953, os filhos de Joaquim e Maria resolveram dar seguimento a devoção. Dessa feita, além das ladainhas, e das novenas, também foi realizada uma procissão que constou de uma caminhada de menos um quilometro, após o que, foi celebrada Missa Votiva, e realizado um pequeno leilão.
Essa prática se prolongou até 1970. Nesse ano chegaram ao Outeiro as religiosas pertencentes à Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, conhecidas como “Irmãs Cordimarianas” – responsáveis pelo Colégio Nossa Senhora de Lourdes, de Icoaraci - que apoiadas pelos devotos e moradores deram continuidade às festas em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Com o apoio do então vigário de Icoaraci, Monsenhor José Maria Azevedo – a quem Outeiro estava subordinado - transformaram a pequena procissão no majestoso Círio, no mesmo formato dos dias de hoje “para que Maria se tornasse, cada vez mais, conhecida e amada pelo povo de Deus.”.
Em 1977 com a cooperação das Agencias Distritais de Icoaraci e Outeiro, foi construída a atual Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no mesmo local da antiga capela (Rua Manoel Barata). A partir de 1981, o Círio passou “a rezar e a viver um tema que ajudasse os fiéis a crescer na fé, na consciência do compromisso batismal e no amor a Maria”. Desde 1986 os temas também passaram a ser ligados aos adotados pela Campanha da Fraternidade.
Até o ano de 1995, o Círio do Outeiro saía da Comunidade de Itaiteua. Em 1994, Outeiro foi elevado à condição de Paróquia dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Dois anos após, atendendo aos apelos das demais comunidades que foram se formando ao longo dos anos, ficou estabelecido que o Círio devesse sair cada ano de um bairro-comunidade, próximo da Matriz de modo a contemplar toda a ilha de Caratateua. Este ano Água Boa – o maior bairro do Outeiro - retorna ao privilégio de acolher o início do Círio de Nossa Senhora da Conceição.

Icoaraci mais uma vez na tela da TV Cultura


Daniela Filgueiras, como eu disse dias atrás, uma bela morena de longos cabelos negros, olhos grandes, brilhantes e espertos; dona de uma pele reluzente da cor de jambo e muito inteligente – a foto não está legal devido à transmissão via internet, que não foi das melhores, por isso peço desculpas -, estará mais uma vez apresentando a partir das 14 h deste sábado/2 o programa Bem Pará na tela da TV Cultura - Canal 2, com imagens de Oscar Júnior, auxiliado por Walmir Amoras.
Atendendo a pedidos, o programa de hoje repetirá os dois primeiros exibidos na semana passada e que fez muito sucesso.
No domingo/3, após as cinco da tarde o Bem Pará voltará com a 2ª parte do especial sobre Icoaraci.
Com 60 minutos de duração divididos em três blocos de 20 minutos, o Bem Pará deste domingo vai encantar, tenho certeza, pois exibirá a parte final do programa produzido integralmente em Icoaraci.
O primeiro bloco focalizará Icoaraci e os seus costumes; a parte urbana da nossa mini-cidade, com as praças, as igrejas; a mania dos icoaracienses em usar bicicletas – cada família em média possui duas, uma delas esportiva - e a história do slogan Vila Sorriso com a participação do repórter.
O segundo bloco mostrará aspectos do campo de golfe que existe no bairro do Tenoné, coisa que muita pouca gente sabe... mas vai saber em todos os detalhes, com a narração da Daniela.
O último bloco focalizará a cultura e o folclores da Vila Sorriso, tendo como ponto de referência o tradicional Boi Resolvido.
O especial que está sendo exibido no Bem Pará, vai mostrar aos telespectadores do Pará, do Brasil e das Américas – já que a nossa TV Cultura tem convênio com algumas redes e emissoras da Argentina, Chile, Equador, México e Venezuela, através da TV Educativa do Rio e TV Cultura de São Paulo – aspectos da icoaraciense até então desconhecidos do grande público, como o seu povo, a história, o dia-a-dia, artesanato, cultura, turismo, folclore além da gastronomia. O programa foi produzido e editado em equipamento digital não linear de última geração, que fornece uma imagem perfeita, cinematográfica.
Tudo sob a direção da produtora Moema Mendes.
O programa foi gravado com câmeras digitais no dia 12 de outubro, Dia da Criança.
A equipe comandada por Daniela Filgueiras passou o dia em Icoaraci comendo tapioquinha no Cruzeiro, tomando açaí "na Primeira rua" e comendo pão bombeiro - de fabricação caseira no bar do “Seu Wilson” em frente aqui de casa, na Travessa Itaboraí. Tanto gostou que levou um monte para comer em casa.
Portanto - todo mundo atento e sintonizado no Canal 2 da TV Cultura, hoje às duas da tarde e amanhã, domingo, as cinco. Espero que a exemplo primeiro programa, a audiência seja total, totalíssima, totalicíssima, como dizia o finado comunicador Almir Silva.
A turma fora de Belém e do estado pode acompanhar pela internet: www.portalcultura.com.br

Confiram.

11/23/2006

Reginaldo Pena promete um Círio das Graças, belo e majestoso

O casal Reginaldo/
Luzia Pena




Neste domingo o povo católico de Icoaraci realizará o 54º Círio de Nossa Senhora das Graças. Esta majestosa procissão – considerada a segunda maior de Icoaraci – é realizada sempre no quarto domingo de novembro. Todo ano é eleito um Coordenador, uma espécie de vice-presidente das Festividades, já que o presidente é o vigário da Paróquia de Nossa Senhora das Graças e São João Bária, no caso, o padre Raimundo Possidônio Carrera da Mata, carinhosamente chamado de Padre CID. O Coordenador chefia uma grande diretoria, e é o grande responsável pelo Círio.
O contador e microempresário Reginaldo Garcia Pena, muito embora não tenha nascido em Icoaraci – é filho de Soure- desde tenra idade adotou a Vila Sorriso como sua segunda cidadania, conforme as suas próprias palavras.
Aqui cresceu, fez o 1º e 2º graus no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, e estudou no antigo CEFEP, tornando Técnico em Metalurgia. Posteriormente formou-se Contador pelas antigas Faculdades Integradas do Colégio Moderno (atual Unama). Não satisfeito, após 20 anos. resolveu fazer uma pós-graduação em Gestão Empresarial ainda na Universidade da Amazônia/Unama. Reginaldo junto com o irmão e sócio Risomar Garcia Pena, administra a Casa Pena – A Tradição da Vila – um dos mais antigos estabelecimentos comerciais de Icoaraci.
Reginaldo – juntamente com a esposa Luzia Lavor Pena - integra há 22 anos o Encontro de Casais com Cristo (ECC de Icoaraci) fazendo parte do “Grupo Aliança” desde o início. Há 12 anos é sócio do Lions Clube de Belém-Icoaraci, de onde já foi presidente e, atualmente, é diretor tesoureiro – Gestão da pedagoga Maria de Nazaré do Ó.
Reginaldo é veterano na coordenação do Círio. Já exerceu essa função cinco vezes em anos alternados. Por seu devotamento à causa da Igreja de Icoaraci e à Senhora das Graças, além do talento e dinamismo foi chamado de volta. Pela 6ª. vez.

Desde quando começou a preparação para o Círio de Icoaraci 2006?
R – Desde março
De quem surgiu a idéia do slogan do Círio desde ano Maria ensina teu
Povo a rezar como Jesus nos ensinou?
R – Foi o padre Cid quem criou
Quais as providências quanto às peregrinações?
R – Existe uma diretoria que cuida exclusivamente das peregrinações, tem dias que chegam a ter três peregrinações.
Como está constituída a diretoria deste ano e quais os critérios para a
escolha dos nomes?
R - A diretoria está constituída de 14 equipes com seus diretores e respectivas equipes, somando ao todo 70 diretores.
Quanto importa em números ($$), ou seja, qual o montante investido na realização do Círio?
R – O custo total das despesas está orçado em R$ 50.000,00 (cinqüenta
mil reais). Isso inclui pintura da Igreja, a construção dos arcos, ornamentação, corda do Círio, e despesas diversas.
De onde vem esse dinheiro?
R – Patrocinadores, aluguel de espaços no arraial, aluguel do parque, etc..
O Ita Central Park estará novamente abrilhantando o arraial este ano?
R - Sim, com as ultimas novidades do Círio de Belém.
E arraial... quais os melhoramentos introduzidos?
R - Reforma total da antiga Barraca da Santa, toda com recursos próprios.
Teve alguma alteração no esquema geral do Círio?
R – Não
E as homenagens? São as mesmas?
R - Sim são as mesmas dos anos anteriores aumentando apenas duas novas
homenagens.
Quem são os pregadores da quinzena?
R – Padres Dilermano Freitas, Joel Oliveira, Jonas da Silva, José Maria Ribeiro, Antônio Cardoso, Romeu Ferreira da Silva, Raimundo Possidônio Carrera da Mata (Padre CIO), Aguinaldo Ramos, José Gonçalo, Francisco Sadeck, Irineu Roman, Jayme Pereira, Adailson Oliveira – ordenado em Icoaraci, recentemente - e George Jenner Evangelista França.
D. Orani virá acompanhar e/ou celebrar a Missa da Chegada?
Sim
Quer acrescentar mais alguma coisa?
Sim. Se você me permite, gostaria de agradecer publicamente ao Governo do Estado, Prefeitura Municipal de Belém, Agência Distrital de Icoaraci, Banda de Música da Polícia Militar, 4º Batalhão Independente da Policia Militar, Corpo de Bombeiros, Cruz Vermelha, Defesa Civil, Sesma, CTBel e Guarda Municipal, Cefap, Indústria e Comércio, Escolas de Icoaraci, redatores e redatoras dos encontros das peregrinações, diretores e todas as equipes de trabalho do Círio.
Além disso, gostaria de fazer um agradecimento especial aos seguintes colaboradores: Caldo de Cana da Rose, Casa Pena, Ciclo Peça Monark (João Souza), DCI – Distribuidora Cerpa de Icoaraci (Luiz Alves), Dr. Jorge Arbage, EBATA – Produtos Florestais (Leônidas Ernesto de Souza), EMPASA (Mario Campos) Griffo Comunicação, Ita Center Park, Sra. Maria José Tourinho e família, Moreira Confecções, Nossa Água, O Peruano Descartáveis, Paulo César Costa Lima e família, Rui Garcia e família, Saint-Gobain Brasilit Ltda, Rufino Recepções (João Guilherme Rufino), Maria Clara Pena de Carvalho (Maria Clara Recepções), Meriam Xerfan Cordeiro, Supermercados Líder, Tintas Renner, Tramontina Norte S.A. (Antônio Pagliari) e Urucuri – Materiais de Construção (Mário, Jorge e Narja Oliveira).
Quero desejar a todos e todas as famílias um ótimo e abençoado Círio de Nossa Senhora das Graças

11/18/2006

Parabéns, Dani, Valeu!


Daniela Filgueiras, uma bela morena de longos cabelos negros, olhos grandes, brilhantes e espertos; dona de uma pele reluzente da cor de jambo e muito inteligente, foi a grande responsável pela matéria sobre Icoaraci - 1ª. Parte - exibida ainda a pouco, às 14 horas, no vídeo da TV Cultura - Canal 2, dentro do programa Bem Pará.
Com 60 minutos de duração divididos em três blocos de 20 minutos, o Bem Pará deste sábado, simplesmente encantou.
A impressão que deu a todos os que o assistiram – pelos meus cálculos, mais da metade dos quase 300 mil habitantes de Icoaraci, ou seja, audiência total, totalíssima, totalicíssima, como dizia o finado comunicador Almir Silva - o programa foi feito com muito carinho e caprichosamente produzido pela equipe da diretora Moema Mendes.
Tanto o texto -simples e objetivo - como a trilha sonora, o roteiro, o som – ambiente e acústico -, os enquadramentos de câmera, a edição etc... foram simplesmente demais e agradou, acredito, a gregos e a troianos.
Digo isso, porque, após o encerramento do programa fui até ao centro de Icoaraci – que fica aqui próximo - para tentar ouvir a opinião do povo... se bem que antes, eu tinha feito uma senhora propaganda lá mesmo, no centro.
Não me enganei: todo mundo gostou.
Inclusive o senhor Orlando Figueiredo Cunha que foi um dos protagonistas do programa, no primeiro bloco, estava exultante.
Se o povo que se concentra aos sábados à tarde no centro da Vila Sorriso – que não é pouco - viu e gostei, imagine o resto!!!!
Resta saber se o povo da internet assistiu.
Deve tê-lo assistido.
Além das coisas boas que Danielle e sua equipe mostraram, o que eu mais gostei foi a declaração do artesão Rosemiro Pereira afirmando que tudo o que está acontecendo no Paracuri teve início com um homem – Antônio Farias Vieira - o Cabeludo nos anos 60, cujo nome, e eu o pessoal do Movimento de Vanguarda de Icoaraci – Mova-CI - tentamos resgatar.
Pois bem - Daniella Filgueiras, publicitária por formação e produtora de TV -, errou de profissão. Deveria ser Jornalista, já que demonstrou categoricamente ser uma repórter completa, supimpa.
Ainda está em tempo.
Só me resta, como maior divulgador de Icoaraci, e Cia agradecer a Daniella e a Moema pelo excelente trabalho.
Ainda não acabou. Vem aí a 2ª e a 3ª partes. Aguardem
►►► Quem não assistiu ao programa ainda tem chance. O Bem Pará será reprisado amanhã/19 às 17h30, isto é, cinco e meia da tarde.
Confiram.

11/16/2006

Icoaraci, sábado/18, na tela da TV Cultura


TV Cultura – Canal 2 exibe neste sábado/18, a partir das 14 horas um programa especial sobre Icoaraci, focalizando aspectos da icoaraciense até então desconhecidos do grande público, como o seu povo, a história, o dia-a-dia, artesanato, cultura, turismo, folclore além da gastronomia. Uma equipe da emissora tendo a frente a produtora Danielle Filgueiras esteve no início do mês de outubro em Icoaraci fazendo tomadas em alguns locais da Vila Sorriso, como o Cruzeiro, centro comercial, Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci,a Coarti – que funciona no prédio da antiga estação da Estrada de Bragança, na Rua Padre Júlio Maria ao lado da Praça da Matriz – no bairro do Paracuri e na Pizzaria Vitória - Rua XV de Agosto próximo à Travessa Cristóvão Colombo.
O especial é devidido em três partes. O programa que será exibido amanhã, é reprise do que foi ao ar na terça-feira/14, no horário nobre. Primeiramente será apresentado em Belém e no Estado através das poderosas repetidoras da Funtelpa.
Na primeira apresentação será focalizado o artesanato de Icoaraci, destacadamente a cerâmica marajoara, tapajônica e maracá de forma didática com informações e depoimentos de artesãos..
Além disso, será mostrada um pouco da vida de Icoaraci, ou seja, o dia a dia de uma “Vila Cidade”.
Num segundo momento o especial sobre Icoaraci será mostrado ao Brasil através da Rede Brasil – comandada pela TV Educativa, Canal 2, Rio de Janeiro - e, finalmente à América Latina, uma vez que, a nossa TV Cultura tem convênio com algumas redes e emissoras da Argentina, Chile, Equador, México e Venezuela, via TV Cultura de São Paulo.
Portanto, todo mundo de olho na tela da TV Cultura, a partir das duas da tarde (Hora Paraense de Inverno), para assistir a primeira parte do Especial sobre Icoaraci – a minha Vila Sorriso.
Os amigos que me dão a honra de acessar este blog em alguns pontos do Brasil (Rio, São Paulo, Porto Alegre, Alagoas, Recife, Fortaleza – em todos esses lugares existe icoaraciense!) podem assistir o programa através do site
http://www.portalcultura.com.br/.
Vamos prestigiar a Priscila Filgueiras.