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5/09/2007

Recados do Messias Lyra


Fala galera!
Estou produzindo o Festival de Choro da Casa do Gílson. As inscrições estão abertas até 18/05/07 para todos os compositores do Brasil. Quem quiser mais informações é só entrar site:www.igaraproducoes.com.br
Abraço-açú
Pedrinho Cavalléro, você é o maior.

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“Dona das Ventas”

Contamos com a sua participação na feijoada literária e musical em pról do lançamento do livro “Dona das Ventas” da poeta Adina Bezerra.
Na ocasião teremos: show musical comigo, Messias Lyra & convidados, sarau poético com a participação do Movimento Literário Extremo Norte.
Data: 12.05.07(sábado) – Hora: 13:00 hs – Local: Bar Pai d'égua (Timbiras c/ Tupinambás - Jurunas) – Preço da feijoada (com tudo dentro), apenas r$ 5,00.
Contato: 9131-1532
Contamos com seu apoio
Esta ciranda é de todos nós

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Sarau de Poesia


Toda quinta-feira a partir das 19h30 acontece o Sarau de Poesia no Café Literário da Livraria Jinkings, na Rua dos Tamoios próximo à Praça Batista Campos.
Participe e leve sua poesia para declamar ou ou ser lida.

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Sou o silêncio da tarde
invadindo o teu ser vazio,
a sombra que procuras
e te assombra em abismos.

A certeza que nada é real
dentro de um espaço aberto,
onde encontras a morte
e o princípio também.

Disperso estás a dilatar
em batidas rápidas
marcando a disritmia
em ébrio desespero.

Tentas concatenar as idéias
mas a poética transcende
a lucidez da rubrica
que a sinaliza.

Deliras em discórdia silenciosa
no extremo norte do teu ser
o vislumbre do impossível
reflete em inquietantes linhas.

Rui do carmo.esta mensagem foi enviada para você
Para todos os meus amigos de orkut (mesmo longe ou perto) ri,ri,ri..

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Lançamento do disco da Simone almeida (Nilson, eu, Vital Lima...)

Simone Almeida lançando o seu segundo cd "Quando Teu Amor Chegou em Mim"
Local: Teatro do Margarida Schiwazzappa (Centur)
Data: 11 e 12 de maio de 2007.
Hora: 21h
Participações especiais: Nilson Chaves, Eudes Fraga, Vital Lima e Luiz Pardal.
Ingressos antecipados na loja Ná Figueredo à R$15,00, com meia entrada para estudantes.
Imperdível!

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Show do Labioso

Olá amigos,
Estou mais uma vez aki para lembrar do Show do Labioso que é nesta quarta/9, no Centur.
Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro a R$ 10,00.
E o cd somente no dia do lançamento será apenas R$ 5,00.
Apareçam!!!

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Muito cuidado com links sobre o Orkut

Cuidado com os links que lhe enviarem. É muito arriscado e perigoso. Pode até não ser o próprio remetente que está na foto, pois está acontecendo todos os dias, os malfeitores clonarem as páginas dos que não usam a maldade só para enganá-los enviando vírus para os computadores das pessoas de bem. Eu já recebi mensagens me alertando que uma amiga foi deletada do orkut, porque abriu o link que o enviaram e o remetente conseguiu todos os dados dela e a deletou.
Eu já falei aos meus amigos: estou evitando acessar links no orkut, ou não em hipótese alguma.
Seja qual for a natureza.
Abraços!

Até qualquer dia, se o Feio deixar.

Para ver o perfil de Messias, clique em:http://www.orkut.com/profile.aspx?uid=10433511465321312939

5/07/2007

Alfredo Ramos


Então vamos nessa.

No site www.fielbicolor.net edição deste domingo, 6 de maio, a jornalista Iva Muniz entrevista o meia atacante Oberdan, um dos ídolos da torcida do Papão na década de 90. Boa leitura. Aliás, é bom dizer que a repórter deve premiar nossos leitores com novas entrevistas semanais, todas relacionadas com jogadores bicolores tanto do passado como do presente. Um resgate necessário e oportuno. Conhecer nossos ídolos, suas opiniões e a sua vivencia atual ou passada é interessante principalmente porque é o tipo de assunto que é uma curiosidade do torcedor.
Vivi em Belém e assistia na Curuzu, quando a grana dava, jogos do Papão. Lembro muito bem desse time bicampeão em 1966: Edmar; Valtinho, Abel, João Tavares, Paulinho; Oberdan, Tito, Quarentinha; Garcia, Bené e Rubilota. O treinador era o uruguaio Juan Antonio Alvarez. Mas lembro de ter visto jogar Castilho, Oliveira, Cacetão, Pau Preto, Caim e Gilvandro...
Em 1967, o Papão foi tri campeão, mas ai já estava em Sampa. Mas fui e voltei e, voltei de novo pra ficar em São Paulo. Mas sem rádio e sem noticias bicolores pelos jornais paulistas fiquei “fora do ar”. Só agora com a Internet é que acompanho “ao vivo” o Papão desde a Copa Norte até ao vexame da terceira divisão. Ainda bem que essas facilidades modernas nos deixam “ver” o Paysandu jogar. Mas, hoje, o Papão que se cuide. Eu estou no ar com o site da Fiel Bicolor acompanhando tudo que se passa dentro e fora dos bastidores do Papão.
Por isso acho importantes essas entrevistas que a Iva esta disposta a fazer. Ela é dez.
E por falar em dez, outro que é dez é o meu amigo Feio e cunhado. Leio o seu blog que você apropriadamente chama de Jornal. Certo. É jornal mesmo pelo conteúdo aprimorado que tem. Por isso falo aqui para todos ali darem uma passada: http://jornaldofeio.blogspot.com
Mas em frente vamos todos nós. O tempo passa. Vocês todos ficam velhos sentados atrás do computador... Há, há, há.
Peguei pesado? É só pra balançar o coreto. Deixar uma pergunta no ar e agitar o Jornal do Feio que não é conhecido pelos leitores de minha coluna. E por falar nisso, caro Feio, e distinto leitores, que tal também dar uma passadinha no meu blog? Vamos nessa e marcar presença: http://fielbicolor.blogspot.com
O comercial eu já fiz. Como essa coluna também é publicada no Jornal do Feio, vou medir a audiência do site amigo pelos acessos que o blog do Feio tiver. Pura maldade...
São Paulo(SP), 06 de maio de 2007 - 14:22

aaorbr@gmail.com

5/05/2007

Mais um conto de Luiz Lima Barreiros (5)


ESBOÇO PARA “IMAGENS DE UMA TARDE DE VERÃO”

(Uma ligeira reflexão sobre a criação artística, através de um neoconto, e pelo método descritivo)

1- Tarde de verão! A claridade é imensa: a luz transborda por todas as partes. Vou descrevê-la, sem procurar armar frases, com certo rigor estilístico, mas sim, do jeito mais livre possível.
Afinal, o que nós poderíamos dizer sobre uma tarde de verão. Que estou escrevendo sobre ela, talvez sem muita vontade, ou melhor, a fim de que me torne mais claro, devido à obrigação que tenho para com o possível leitor, que estou com uma vontade maior de vivê-la, do que de contá-la? (E, de início, realmente, é isso o que faço: afirmo que estou escrevendo sobre uma tarde de verão). Mas, como vivê-la ? Saindo, e dando uma volta? Indo até ao canto? Pegando um ônibus, já que não possuo carro, e circulando pela cidade? Isto, em outras vezes, eu já fiz. Adiantaria fazer de novo? O quê? Ir até o canto? Mas, para quê? Daqui, da janela de cima, tem-se uma visão mais ampla. Talvez se eu fosse até ao telhado... E não seria a primeira vez! Aqui, nesta gaveta, tenho umas fotografias que tirei lá de cima: estão boas; foram batidas numa tarde ensolarada...
Há o que se viver numa tarde de verão? O que é uma tarde de verão? É somente um estado de espírito? Recordações de outras tardes, de outros verões, mescladas com alegria, ou o que é mais provável, com a nauséa existencial, que o aumento da temperatura provoca? Existe uma tarde de verão? Ou, apenas o planeta, cujos seres pensantes que nele vivem denominaram Terra, locomove-se mais inclinado, com seu eixo imaginário, fruto de racionalizações, em relação ao plano de sua órbita, ou, em outros termos, no Brasil , por exemplo, é verão porque com a inclinação do eixo hipotético do nosso planeta, o Pólo Sul está mais voltado para o Sol do que o Pólo Norte? (O que vem a dar na mesma, mas, passei a falar em pólos, na segunda construção, e surgiu , inesperadamente , em meu cérebro , uma pergunta , quase incessante , que passou a dominar-me , por alguns momentos : - Irei até ao Pólo Sul ? Chegarei a ver pingüins em seu habitat? – Irei ao Pólo Sul ? Verei pingüins?...) Paro um instante de bater à máquina , a fim de dissipar esta pergunta intrusa e inoportuna , que friamente veio empatar a minha descrição de uma tarde calorenta . Bem , continuemos . Logo , o hemisfério sul , onde fica situado o país em que nascemos , recebe , portanto , nesta época do ano , mais sol do que o hemisfério norte . Agora , passei a lembrar-me de laranjas e de velas , (e de velhas ) , que entram nos exemplos das professoras primárias , sobre a translação da Terra ao redor do Sol . Mas , chega ! Quem quiser conhecer melhor o novo assunto surgido , embora relacionado , que consulte os livros de Geografia , ou de Astronomia , que se confundem nos de Geografia Astronômica , ou seja , nos livros cosmográficos ... Lá estou eu caindo em outro desvio : pastores ; agricultores ; caldeus e egípcios ; chineses e hindus ; astrologia ; Babilônia ; Tales de Mileto ; Hiparco ; Ptolomeu ; Nicolau Cópernico ; Brahe ; Bruno ; Kepler ; Galileu Galilei ; Isaac Newton ; Halley ; Herschel , etc , etc.
Deixei-me cair num espelho , no labirinto das associações , mentais , tal como Alice de Lewis Carrol,quando entra no país das maravilhas . (“- Meu deus , meu Deus ,como é tarde !” , disse um coelho a si próprio) . Ou o poço era muito fundo, ou Alice caiu muito lentamente , porque na sua descida ela teve tempo de olhar em redor e ver olhar em redor e ver o que ia se passando . A princípio, eu também olhava para baixo, e distinguia pouca coisa. Depois, olhei em torno de mim e vi que, de ambos os lados , havia muitos armários e estantes de livros, que tinham de ser conquistados. Mas não devo fugir do assunto a que livremente me propus: tenho que falar de uma tarde em que o sol domina o céu e seus raios, gerados pela luta dialética de seus átomos, rompendo as nuvens, iluminam a erótica cidade.
O que escrever ? Bem, vou falar do que vejo. Mas posso falar do que vejo, logo mais, à noitinha, ou amanhã, com chuvisco, se continuar sentado aqui. Porém, sentirei, hoje, e retransmitirei o que vejo ao redor da estante, ou o que aprecio quando vou até à janela da frente, da mesma forma que amanhã? (Sou um mediador não mecanicista). Paro um pouco para refletir.
Retiro os óculos de aros finos dourados e lentes verdes-claras, de cima do termômetro, onde ele fica situado, em frente a um lote de nove livros que versam sobre psicanálise, sociologia e relatividade, e consulto a temperatura. Trinta e um graus centígrados, ou seja, aproximadamente 88º Fahrenheit. Fahrenheit preocupou-se, em 1714, em construir um termômetro de mercúrio, com uma nova tabela de medição do calor. ‘‘ Fahrenheit 451 ’’ é um bom filme de François Truffaut que assisti ano passado. Truffaut, através de ficção cientifica, satiriza o terror cultural existente em muitos países. Expiro forte: a fumaça que sai de meus pulmões, rápida se dispersa no espaço. Levemente um braço corta o ar, em seu avanço: bato cinzas para uma nova tragada. Estou em meu quarto. O relógio marca dezessete horas e cinco minutos. Em cima de minha cama, forrada com uma colcha rósea, estão dois livros. Um de Garaudy, sobre a China, e outro de A. Sánchez Vasquez, a respeito da estética marxista. Ao meu lado, uma caneta Parker – 51, que comprei há pouco tempo. Agora, coço a beirada de um olho, e chego a arrancar uma pestana. Estou um pouco suado. A camisa quadriculada, amarela e preta, em estilo escocês, está úmida. A bermuda que visto é azul e rota, tendo na bainha direita, sua costura despregando-se. As unhas dos pés estão ficando grandes. Não; não! É preciso descrever melhor esta tarde.
2- Dos meus poros, em leves golfadas, escorre o suor, que desliza pelo corpo. Da janela, o espetáculo que a tarde ensolarada nos apresenta, não pode ser qualificado num simples termo. Desejaria estar numa praia; correndo sobre a areia, com os cabelos esvoaçados pela brisa; vendo distante a cidadezinha de Salinas, á beira-mar ; e ouvindo os ruídos angustiantes do mar , este rebelde Prometeu aquoso , sem destino e louco , que há séculos contorce-se , vomitando vida , e partindo-se em espumas, contra as rochas e o infinito.
Abro a porta do quarto que dá para o pátio .Vou até à sacada . O brilho intenso dos últimos raios de sol ferem meus olhos , gerando manchas multicolores , como conseqüência desta inter-relação, e que saem não sei de que regiões niilizantes , difusas e vagas , mas que ficam bruxuleando no ar, estéreis e sem nexo, obscurecendo a visão do novo edifício, quase pronto, que foi erguido na zona comercial, pelo trabalho e suor de alguns homens, em outras tardes de sol. Ele surge na minha mente, depois de formado, ponto por ponto, pelos meus órgãos especializados, aproximadamente no mesmo ângulo das velhas telhas da sinagoga do bairro da Campina. Mais abaixo, numa combinação de vidraças brancas e azuis, o símbolo de Israel destaca-se do cimento alvo, onde situa-se, isto é, da parede dos fundos. É por esta redonda brecha vítrea que a luz jorra no templo... Cinqüenta séculos de civilização. Povos do Oriente; gregos, troianos e romanos; bárbaros, bizantinos e árabes; povos da América pré-colombiana... Isto sem falar que, há muito mais tempo, já pintávamos nas grutas pré-históricas: em Lascaux , em Altamira e em outras regiões.
O mamoeiro no quintal do vizinho, as palmeiras, que aparecem pelo esforço de minha imaginação, que quer destacá-las dos outros objetos, juntamente com as ervas daninhas que florescem nas beiradas de todos os telhados, num flagrante desprezo às construções dos homens, estão aparentemente estáticas, devido à calma repentina do vento, e também pela falha da distância que os contempla. Paredes carcomidas pela indiferença do tempo, de antigos casarões com suas estórias já esquecidas. Muros toldados de lodo, feito pelas chuvas de inverno: transformações químicas, onde vidas primitivas, sem justificação, começam a vicejar. Nas árvores, aranhas tecem teias, ou procuram eliminar os machos que as fecundaram. Abelhas recolhem-se às colmeias, e os morcegos já se assanham nos forros abafados.
O sol, descendo mais um pouco, foi parcialmente obscurecido por uma grande nuvem cinza. Dos vasos de plantas, que agem contra o ladrilho vermelho, as folhas das samambaias e dos tajás lançam em correntes no ar, os seus perfumes característicos. Minhas narinas os aspiram e meu cérebro os distinguem. O céu é cortado por um bando de andorinhas, que ora bamboleiam, ora agem como autênticos planadores, emitindo os seus gorjeios, que me perturbam os tímpanos, e extasiam-me. Os sinos da igreja próxima salpicam acordes. Na praça, moças desfilam para os rapazes que fazem ponto nas esquinas. Elas mostram sua juventude. Crianças brincam, correndo e rolando na grama, ou passeiam em seus carrinhos. Elas estão aprendendo a serem adultas, a dirigirem . Num poste, um cachorro urina . Os carros deslizam , rápidos , no asfalto . Os ônibus deslocam alguns operários para os subúrbios . Aí vão os construtores dos edifícios . Eles retornam aos seus casebres , após um dia de luta ... Pretendem vencer na vida ?!
Da janela da frente , diviso os arcabouços dos novos prédios que estão sendo construídos , nas avenidas centrais , por ordem dos homens que têm dinheiro , emparelhando-se com os já prontos . Eles podem ser arrasados pelas bombas . Que interesse tem de se dizer que este, mais largo , é recoberto de pastilhas verdes ? Duas vizinhas conversam . Uma rajada de vento bate-me no rosto e levanta meus cabelos , entre os quais é feito um pequeno caminho , como acontece nos arrozais ... Rajadas de vento ! Ah ! , os outros povos ... Aquele edifício é o mais alto da cidade . Uma poderosa antena de televisão foi erguida em cima dele . Ela traz-me notícias de terras e de fatos distantes , como o Vietnã.
A cidade , tal como uma concha , está sendo fecundada pelo sol . São quase seis horas . Ela treme : o momento do gozo se aproxima . Logo mais virá a brandura do crepúsculo . E , depois , a noite vai descer com prenúncios de sono . Mas, agora , seus edifícios , encharcados pela luz , apontam para o alto , em vergastadas no tempo cósmico . E eu percebo os gemidos efêmeros da dilatação de suas estruturas: é a contradição no âmago da natureza, numa harmonia em que se confundem os seus sons com os da civilização.


DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Governo federal parece barata depois da primeira chinelada

Brasília – A utilização até a náusea principalmente de petróleo desequilibrou o clima global. (Deus é equilíbrio!). O que a humanidade vem testemunhando – desertificação, savanização da Amazônia, secas, incêndios florestais, regiões e grandes cidades varridas por cataclismos – é sopa. O pesquisador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Eneas Salati, disse, em audiência pública sob o tema “Os efeitos das mudanças climáticas sobre o Semi-Árido brasileiro”, na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, dia 2 de maio, que o volume de carbono lançado na atmosfera da Terra, no século 20, aumentou 32%. O calor espalhado nessa bolha é equivalente à explosão de 16 bombas atômicas tipo Hiroshima por segundo.
Estados Unidos, China, Japão, os países industrializados de um modo geral, não frearão seu crescimento, e o Brasil continuará torrando suas florestas. O cenário dantesco que se descortina não afetará as famílias ricas, mas será fatal para os pobres que não conseguirem se tornar criados dos ricos. No Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lembra uma barata atingida por uma chinelada mal dada. Ela fica zonza, corre cega, até a pancada fatal. A máquina pública aparelhada pelo PT e agora também pelo PMDB é, por sua vez, como alguém de 120 quilos – lerdo e dispendioso.
“Temos problemas de orçamento e de equipe” – afirmou o coordenador Técnico de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente, José Roberto Lima, na mesma audiência pública. Ele ressaltou, porém, que, até 2003, esse tema era marginal no âmbito do governo federal. Quis dizer que a barata não se arriscava. Terá se referido ao tucano Fernando Henrique Cardoso?
Eneas Salati vê o Brasil engatinhando no que diz respeito a mudanças climáticas. Pior: “não há investimento” – afirmou, sugerindo que o Congresso Nacional pressione o governo por mais recursos para o setor de meio ambiente. O problema é que Lula é um sujeito todo baleado, mas andando firme. Algo paradoxal. Enfrenta oposição? A impressão que temos é que os parlamentares batem boca em público mas riem a pregas soltas em reuniões de madrugada.
O deputado Edson Duarte (PV/BA), autor do requerimento da audiência pública, criticou o soco que Lula deu no combalido Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fragmentando-o. Na fragmentação, rebaixou de gerência para coordenação o setor que trata da questão do aquecimento global.
Segundo o especialista em mudança climática, consultor do Banco Mundial, Antônio Rocha Magalhães - um dos redatores da segunda parte do Relatório do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima de 2007 (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU) -, que participou também dos debates, 1,6 bilhão de pessoas enfrentam, hoje, escassez de água. Até 2050, serão 6,9 bilhões. A população da Terra é estimada, hoje, em 6,5 bilhões de habitantes. Magalhães informou que três quartos das terras agricultáveis da Ibero-América sofrem processo de degradação; as geleiras andinas derreterão, com impacto sobre as bacias hidrográficas da região; e a Amazônia Oriental sofrerá um processo de savanização.A solução: desenvolvimento sustentável e articulação entre a União, os estados e os municípios, para o que é fundamental uma reforma política na verdadeira acepção do termo.

5/02/2007

Mais um recado do Carlos Correia Santos


Caros amigos que estão em Belém:
na próxima terça, 08/05, a banda A Euterpia estará lançando, oficialmente, o seu tão esperado primeiro CD.
Na verdade, o disco que já está a venda desde o mês de fevereiro, estilo, no Teatro Margarida Schiwazappa do Centur, às 20 h.
Quem está fazendo a cenografia e a iluminação do grande show da banda A Euterpia é o talentoso Carlos Vera Cruz.
Conto com a presença de todos.
Os ingressos já estão a venda e podem ser adquiridos nas lojas NÁ FIGUEREDO (Gentil, entre Dr. Moraes e Benjamin) e MITO ( Bejamin entre Gentil e Braz).

"Onde foi parar minha alegria disfarçada
O meu sorriso a toa, que me distraia
Será que eu mesmo devorei a minha agonia
E vomitei pensando que ria, mas chorava

Não se culpe nem se poupe
Deite-se, vire-se música
Deite-se, vire-se
Deite-se, vire-se música
Deixe se musicar"

Atrás de um riso estridente - A Euterpia

Tenho o orgulho de já ter sido produtor dessa banda incrível.

Reginaldo Silva Ferreira foi Prefeito por um dia

Foto:João Gomes

Em festa popular no Memorial dos Povos, realizada nesta terça-feira, "Dia do Trabalhador", a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) contemplou a categoria dos taxistas com a escolha do "Prefeito por um dia". O sorteio foi feito pelo prefeito Duciomar Costa, e o "sortudo" foi o taxista Reginaldo Silva Ferreira, que trabalha nas ruas de Belém há mais de 30 anos e integra a cooperativa que atende o hotel Sagres, em São Brás. Ele será premiado com um salário de prefeito, de cerca de R$ 9 mil (valor que terá os descontos previstos em lei), e na próxima semana ainda vai participar por um dia da agenda da administração municipal, atuando como prefeito no trato de assuntos de interesse da cidade de Belém.
Além do "prefeito por um dia", Duciomar Costa também participou do sorteio de prêmios úteis aos taxistas, como jogos de pneus, tapetes e equipamentos de som automotivo, entre outros. Em seu discurso o prefeito ressaltou a importância da categoria na economia da cidade, em especial no turismo. "Eu já fui taxista e sei o quanto essa categoria trabalha duro, alguns até 14 horas por dia, para garantir a sua renda. Por outro lado, são trabalhadores muito importantes para a cidade, pessoas que amam Belém e fazem uma propaganda gratuita e diária de nossa cidade para aqueles que a visitam", afirmou Duciomar. Já o prefeito por um dia, Reginaldo Silva Ferreira, falou de sua emoção pela premiação, que ele disse coroar uma vida inteira de trabalho dedicado a rodar pelas ruas de Belém transportando pessoas. "Ser taxista tem sido a minha profissão a vida inteira. Nunca fiz outra coisa, e hoje me sinto feliz de poder participar junto com a Prefeitura de Belém e representar minha categoria com sugestões que possam melhorar a nossa cidade", declarou o taxista sorteado, que compareceu ao evento com a esposa Maria Emília Leitão Ferreira.
Benefícios - O taxista lembrou que a categoria tem sido beneficiada com os programas da PMB, em especial os voltados para a qualificação. "Já tive acesso a diversos cursos, inclusive de língua estrangeira, junto com outros grupos de taxistas, além de outras linhas de assistência e financiamentos", afirmou, em relação aos projetos desenvolvidos através do Fundo Ver-o-Sol, entre os quais o Projeto Praça Taxista, que já financiou sistemas de rádios para diversas cooperativas de táxis de Belém. A festa do "Dia do Trabalhador" foi uma programação organizada pelo gabinete da PMB em parceria com o programa Ama Belém, e teve ainda show de humor com os paraenses Felizmunda e Sérgio Cunha, sorteio de prêmios e show musical com a Banda Amazonas. Esse foi o terceiro ano em que a PMB sorteou um trabalhador para ser prefeito por um dia. No ano passado o felizardo saiu da categoria dos feirantes, e em 2005 a escolha para sorteio foi feitas entre os garis que cuidam da limpeza pública de Belém.

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Cléo Soares

4/30/2007

"Dudu" agora é Biólogo



Hoje é um dia especial aqui para o repórter.
Logo mais às 18 horas estará coloando grau em “Biologia”, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) o meu filho Luís Eduardo Moreira Feio – a coisa mais bela e mais valiosa que o Rio de Janeiro me deu.

A cerimônia acontecerá no Centro de Convenções Édson Queiroz, no centro da capital alencarina, presidida pelo reitor Antonio Colaço Martins.

“Dudu” vê assim coroado os esforços e estudos iniciados no Rio, onde nasceu, e completados em Fortaleza para onde se transferiu com a sua mãe, e onde reside o restante da família dela.

O grau adquirido pelo Luís Eduardo – o “Dudu”, meu único filho -, enche e de júbilo, alegria e orgulho o coração deste jornalista.

Parabéns DUDU!

Que você continue sendo o bom filho de sempre e amigo de seu pai e, finalmente, saiba honrar o grau que hoje recebe. Acredite em seu potencial e contribua com a sua inteligência e com o seu trabalho para o progresso e desenvolvimento da ciência biológica.

4/29/2007

Alfredo Ramos ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


É o fim da picada essa Série C

Dureza meu irmão. Julho esta longe, muito longe e enquanto isso o nosso Papão fica na sua toca, ou melhor, na sua Boca do Lobo (concentração bicolor na Curuzu) a espera do inicio do falido Campeonato Brasileiro da Série C 2007.
Pois é! Quem manda ser rebaixado duas vezes. Da primeira divisão em 2005 para a segundona em 2006 e, para o fundo do poço e terceirona, em 2007.
Égua! Da vontade de pegar o teclado do computador e jogar pela janela. Não, ele, o teclado, não merece tanta barbaridade, muito menos minhas plantas que ficam lá embaixo. Se pudesse mandava o teclado na cabeça do Tourinho.
Mas vejam só, não tem jeito não. O Papão virou mesmo terceira divisão. Alias o futebol do Pará passa por essa fase negra. O sonho de melhor futebol do norte acabou melancolicamente com a queda do Paysandu.
Copa Norte, Copa dos Campeões e Libertadores. Adeus Boca Júnior. Adeus à grana – alguém falou em grana? - e os dólares?
Bem-vindo às dividas. Bem-vindo a terceira divisão. Sessenta e quatro clubes, a elite do pior futebol brasileiro formado por times de jogadores sucatas, refugos dos times medíocres da segunda divisão, perebentos e perebões, quarentões e cinquentões, pernas-de-pau de norte a sul, jogando desunidos e desorganizados no campeonato da pior qualidade.
Veja alguns dos times da lista desses famosos. Coruripe (AL), Poções (BA), Icasa e Itapipoca (CE), Ceilandia (DF), Jaguaré (ES), Bacabal (MA), Cacerense e Jaciarense (MS), Tupi (MG), Nacional de Patos (PB), Galo (PR), Porto (PE), Veranopolis (RS). Faltou o Ibis, , que por sinal se recusa a disputar a Série C pois segundo eles creem, pode acabar de vez com o seu time de futebol e deixar de ser o pior time do mundo.
Certo, vamos melhor o nível disso? Tem Bahia, Guarani e Joinville, sucatas da primeira e depois sucata da sucata da segundona. Ah, sim! Tem a Tuna que no ano passado fazia Cooper nas estradas brasileiras. O ônibus ia à frente e os jogadores corriam atrás. A Globo se divertia à custa dessa maratona. Mas na terceira divisão treinamento é assim mesmo. Tem que ralar.
Papão sai do chão. Estou cansado de repetir esse refrão. Papão do chão, não. Sai é dessa praga da terceira divisão... Não agüento tanta humilhação.

São Paulo, 29 de abril de 2007

4/28/2007

Muita festa para Anna Beatriz




A grande aniversariante da semana foi Anna Beatriz, encanto do casal José (Juliana) Croelhas, “subprefeito” de Icoaraci, que completou dois belos aninhos.
A festa da Aninha no Planet Happy, em Belém, foi muito bonita, e não faltaram os amiguinhos da aniversariante e reuniu os amigos do feliz papai, dentre esses o prefeito de Belém, Duciomar Costa.

PELO NEPOTISMO

Políticos de todos os matizes, no Pará, se unem em torno de Ana Júlia Carepa

Brasília – Nepotismo é uma forma sutil de desvio de dinheiro público, defendido com os mais surpreendentes argumentos por príncipes tupiniquins os mais diversos. Funciona da seguinte maneira: presidente da República, ministros, governadores, prefeitos, senadores, deputados, toda a cambada que pode arranjar emprego pago pelo povo para os seus só faltam empregar o cachorro da família. Os outros que se danem. Há casos de prefeitos que empenharam boa parte do orçamento do município para sua família. O que não quer dizer que os apaninguados tenham que trabalhar. Assim, há famílias que ficam ricas só com nepotismo. Esclareça-se: não é todo mundo que é nepotista.
Parlamentares estaduais do Pará estão em pé de guerra contra a revista Veja, porque, em edição desta semana, Veja afirma que Ana Júlia Carepa, governadora parauara, é arrematada nepotista. Segundo o jornal O Liberal, “os deputados criticaram a revista pelo tom pejorativo com que tratou a governadora, acusada de ter dado emprego a sete parentes”.
A petista Bernadete Ten Caten, aborrecidíssima com Veja, propôs nota de repúdio à revista; entende que Veja ofendeu “não só a governadora, mas as mulheres e a imagem do povo paraense”. Alessandro Novelino (PMDB) comentou que “a revista usou termos que não se usam com nenhuma mulher, ainda mais com uma governadora”. Arnaldo Jordy (PPS), Regina Barata (PT) e Joaquim Passarinho (PTB) se solidarizaram com Ana Júlia Carepa. Luiz Sefer (DEM) opinou que nenhum governante deveria ser alvo de críticas nos primeiros seis meses de governo, principalmente no que diz respeito a questões éticas.
O líder da oposição, José Megale (PSDB), acha que ex-marido e ex-cunhado não devem ser considerados parentes. Megale pensou mais um pouco e se lembrou do seguinte: “Nas gestões anteriores, o PT chegou até a entrar com uma ação contra o nepotismo, classificando o emprego de parentes como algo imoral e ilegal, mas parece que agora a coisa mudou. Na verdade, quem mudou foi o PT”.

Segue-se a matéria de Veja:

Governadora muito família

Contrastando com uma safra de bons governadores, Ana Júlia Carepa só quer saber de dar felicidade a seus parentes e amigos

Victor De Martino


"A política brasileira é tão machista que, quando uma mulher chega ao poder, se espalha que é seu marido quem manda no governo. Dizia-se, por exemplo, que Jorge Murad administrava o Maranhão para Roseana Sarney e que Anthony Garotinho geria o Rio de Janeiro para Rosinha Matheus. Quando a ministra do Turismo, Marta Suplicy, era prefeita de São Paulo, insinuava-se que o comando estava com seu marido, Luis Favre. A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, 49 anos bem vividos, é a nova vítima desse tipo de comentário. A oposição diz que a eminência parda de seu governo é um de seus ex-maridos, Marcílio Monteiro, atual secretário de Projetos Estratégicos do Pará. Foi pelas mãos de Monteiro que Ana Júlia ingressou na política sindical e no PT. Nem mesmo a separação, ocorrida há mais de dez anos, impediu que ele continuasse a dedicar sua vida à carreira da ex-mulher. Mas os adversários, desalmados, não entendem que as relações afetivas possam sobreviver às intempéries. Não compreendem, enfim, que a governadora é muito família, só isso. Ela não tem medo de ser feliz, gente.
Eleita senadora em 2002, Ana Júlia retribuiu o empenho de Monteiro. Emplacou-o na chefia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) no Pará. No cargo, ele articulou a candidatura da ex-mulher à prefeitura de Belém. Ana Júlia acabou derrotada e Monteiro, suspeito de improbidade administrativa. Na CPI da Biopirataria, ele chegou a ser acusado de autorizar a exploração ilegal de madeira em troca de dinheiro para as campanhas do PT. Um empresário declarou que a propina ia para a conta de Joana Pessôa, caixa de campanha de Ana Júlia. Por causa dessas denúncias, o PT a preteriu no momento de escolher seu candidato a governador. Ana Júlia só participou da disputa porque o deputado Jader Barbalho, do PMDB, convenceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que era possível elegê-la. Uma vez instalada no palácio, Ana Júlia recompensou a todos. Empregou sete parentes, Joana Pessôa – e deu a Jader onze cargos, que, juntos, controlam 33% do orçamento estadual. Jader, puxa, é como se fosse da sua família, né?
Nos anos 80, o incorrigível Jader empregou o pai de Ana Júlia, Arthur Carepa, na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia. Carepa estava afastado dos postos oficiais desde 1964. Naquele ano, o regime militar o demitiu da Secretaria de Obras de Belém depois que uma comissão de investigação concluiu que ele "exerceu o poder corruptor e cometeu desonestidade: sonegou; enriqueceu ilicitamente". As acusações não redundaram em processo criminal, mas Carepa teve seus direitos políticos cassados até 1979, quando foi anistiado. Longe da vida pública, sobreviveu com a receita de sua academia de natação, que, naquele tempo, era a preferida dos ricos de Belém. Por causa da escola, seus sete filhos conviveram com a juventude dourada local. Ana Júlia só teve de enfrentar a reputação do pai quando passou a fazer política, na faculdade de arquitetura. Nesse tempo, apaixonou-se por Rômulo Paes de Sousa, um líder estudantil que se tornou seu primeiro marido e pai de seu filho, Júlio. Influenciada por ele, militou no PCdoB. Ao passar num concurso do Banco do Brasil, em 1983, ela mudou de partido e de companheiro, mas, como é muito família, não se esqueceu de Sousa, indicando-o para a Secretaria de Avaliação do Ministério do Desenvolvimento Social do governo Lula. Seu novo marido, Marcílio Monteiro, levou-a para o PT. Ao fim dessa relação, Ana Júlia tinha uma filha, Juliana, e o grupo político que hoje a acompanha.
A governadora costuma relacionar o fim do segundo casamento com sua emancipação pessoal. Uma vez separada, ela caiu na night. Ao som de forró e brega (no Pará, isso não é adjetivo, mas gênero musical), Ana Júlia passou a exibir em bares e boates seu talento de dançarina. Muitos caíram apaixonados. Um deles fisgou o coração da então senadora, deixando de ser "ficante" para tornar-se namorado oficial – o piloto de avião Mário Fernando Costa. E bota oficial nisso: a governadora muito família empregou-o como administrador do hangar do estado. A desenvoltura de Ana Júlia na noite de Belém acabou sendo alvo de ataques durante a campanha para governador. Até hoje, Ana Júlia se ressente de adesivos com a frase "Xô, galinha", distribuídos na capital paraense. Depois de vencer nas urnas, para evitar a condenável associação com a ave, ela trocou a residência oficial, a Granja do Icuí, por uma casa alugada pelo governo paraense. Dos imóveis disponíveis para o governador, ela só usa a casa de praia de Salinas. Na Semana Santa, levou para lá seu namorado e 22 assessores – pagando a todos diárias de "trabalho". No início do governo, o séquito oficial incluía até uma dermatologista e uma cabeleireira, que zelavam pelos atrativos que se vêem na foto acima. Ambas foram demitidas por pressão da opinião pública. Mas a governadora ainda se dá ao direito de um luxinho ou outro. Em fevereiro, usou o jato fretado pelo governo para ir a Belo Horizonte assistir à formatura de seu filho. Ana Júlia é mesmo muito, muito família.

Mais um conto de Luiz Lima Barreiros (4)


Kátia foi passear no Bosque

(Esta é a autonarrativa do desvirginamento de Kátia, ao som de uma valsa de quinze anos, feita livremente por ela, que deixa de ser uma pirralha levada e se torna mulher nos braços de um jovem estudante, que morava em sua rua e que ocupou seu bosque encantado)

Tá, pequeno chato, eu vou te contar ... eu ainda estava estudando minha quinta série, porque me atrasei, devido às viagens da família pra Macapá, os empregos e as transferências do meu pai, essas coisas todas... eu já ia fazer quinze anos... e fui lá para o grupo escolar, onde realmente menstruei, certa vez, sentada na carteira, naquele dia, como já te falei, Antônio ... as coleguinhas me caçoaram, sim, e mais que a professora, foi a Olga que me ajudou, mas nós não éramos saboeiras... bom, aí eu fui para o grupo, eu e meu vizinho Richard, louro, alto ... eu estava flertando com ele, tinha enjoado das bonecas, mas não vivia suspirando, nem sonhando acordada, as condições financeiras da família não me induziam a estes enlevos ... ele já tinha passado , recentemente , no vestibular , e aí um dia , ele pegou me convidou para dar um passeio lá no Bosque , pra eu faltar à aula , que depois ele me ensinava ... e as aulas eram chatas mesmo , e já estava se aproximando o fim do semestre , aí , eu peguei , gazetei ... lá no Bosque , começamos a andar por lá, e , tal e tal , e aí, paramos lá no meio ... não tinha quase ninguém , era um fim de tarde de verão , e somente uns vigias limpando e varrendo ... aí , de novo , começamos a andar por lá , ele me olhava esquisito , culpa minha , sabia , e aí, então, nós paramos, e começamos a nos abraçar e a nos beijar , essa confusão de sentimentos toda ... ele falando baixinho, fungando , de leve no meu pescoço , eu ,às vezes , fingindo que achava chato, mas no fundo, cada vez mais gostando ... e ele me beijando , e começou a pegar nos meus seios , o que eumais gostava , a me afagar , e meteu a mão por dentro da minha calça verde , e foi me apalpando toda , e fui perdendo mesmo todo o controle , ficando meladinha ... aí,, ele foi levantando a minha saia , essas coisas todas ... só sei que foi rápido ... senti uma dorzinha, sei lá ... aí, eu comecei a me empurrar , a querer me afastar , me livrar um pouco dele , mas acabava deixando ... eu acho que ele chegou a gozar ... eu nem olhei direito pro negócio dele , ainda tinha medo ... aí , quando o homem ... aí eu disse que queria ir embora , que eu estava toda suja , e que eu queria ir embora , quando surgiu o homem do bosque ... mas , antes , ele me explicou que era natural que isso acontece , que ele não tinha me ofendido em nada ... aí, tá certo , eu não fiquei gostando : ele dizendo que não , e aí , eu dizendo que sim , e ele que não me estava ofendendo em nada , começou de novo a querer me convencer ... aí surgiu um homem berrando , para acabarmos com aquela sem-vergonhice , armando um escândalo , e depois querendo dinheiro, e eles discutindo ,e eu aproveitei uma oportunidade, e me mandei sozinha ... e, já na rua , é que fui ver que estava com a calcinha e a saia toda suja ... aí, tá ... aí, passou um bom tempo sem a gente se ver, e ele teve que fazer o tal negócio de Projeto Rondon , nas férias de julho , e nós não nos encontramos ... mas , pouco antes , tinha sido meu aniversário , e a gente ainda estava assim , assaz , assados ... talvez , quem sabe ? ... por isso , que ele começou com uma tal de Gilda , que morava perto de casa , e aí é que eu fui ver que ele não estava ligando muito pra mim , e eu não quis mais saber dele ...
No dia do meu aniversário , encontrei-me com ele numa festa , perto de casa , aí ele veio com um papo de me dizer que não tinha me enganado em nada , que tudo aquilo era bobagem minha, essas coisas todas ... voltei pra casa com o pessoal , a mamãe não abriu a porta , papai tinha saído , depois de beber ... aí, eu peguei , voltei com a mana Lucinha e um irmão menor , e aí ele já estava atracado com essa tal de Gilda , e por isso que eu fiquei muito puta ... quando ele voltou das férias de julho , do Projeto Rondon , foi falar comigo , me trouxe , de presente, uma caixa de bombons ... peguei , não quis ... disse que não aceitava ... ele disse que podíamos sair , conversar, peguei disse não ... aí , tá , ele continuou com a Gildinha dele , e, depois , eu soube que ele tinha se mudado de lá... quem me disse foi o Renato , colega dele ... mas , também não sabia para onde ele tinha ido , e pronto , eu o esqueci um tempo ... esqueci não , eu continuei pensando nele , mas passou um bom tempo , um bom tempo mesmo ... e eu, que já tinha feito minha primeira comunhão , comecei a fazer minha primeira série no ginásio ... e às vezes , eu o via de longe , mas , nunca senti vontade de chamá-lo e ir com ele conversar ... uma vez , eu o vi lá no Comércio , perto do Mercado do Ver-o-Peso , mas não cheguei a falar com ele ... aí, passou um outro tempo , Antônio ... e, como nós , mulheres , também temos desejos !... e , eu encontrei-me com ele ... eu saí com o Betinho, na primeira vez que este meu irmão quebrou o braço , e eu o levava pra fazer massagens ... o ônibus deu prego , na Padre Eutíquio , e nós saltamos , pegamos outro , e ele estava neste , e eu fiquei olhando pra ele , até que nos falamos ... perguntou se eu estava estudando ... estava ... onde? ... no Instituto de Pedagogia ... estava já fazendo o segundo ano ... aí, ele perguntou que horas eu entrava ... peguei , disse ... quando foi no outro dia eu ia entrando no colégio , e ele estava lá no canto , chamou-me , perguntou se eu ia assistir aula , e eu disse que sim ... e ele propôs se eu não queria falar com ele ... fiquei assim pensando ... e , depois disse : vamos , aí nós fomos , e ele me convidou pra irmos no apartamento dele , que agora ele não estava mais morando numa república , e sim na Praça Brasil ... aí ficamos conversando e tal ... e ele me levou para o quarto dele , depois de ouvirmos música e tomarmos duas doses , e eu não quis aceitar de novo ... já estava sem blusa exibindo meus seios , que muitos acharam lindos, e ele mandou que eu tirasse a saia , eu disse não , e ainda não consegui fazer desta vez ... aí, no outro dia , ninguém se encontrou ... que decepção , não achas cínico ? ... quando terminou a aula , eu voltei pra casa ... quando foi no fim de semana , ele , de novo ,e sempre, com a minha tabelinha de menstruação , cujos cálculos de fertilidades , o Richard, no começo, fazia só com ele... numa sexta-feira, noite de lua cheia, ele apareceu... aí, tá, eu fui e, desta vez, se completou... eu usava calcinha verde, lembro-me, e já estava pra fazer dezesseis anos... resumindo: nós trepamos muitas vezes, e eu comecei a perder aulas, parei um tempo de estudar, arrumei meu primeiro emprego... eu não queria dólares, o que eu queria era amar... aí, uma vez ele foi em casa, se apresentou, deu boa-noite pra mamãe, ela não respondeu, e ele aproveitou o pretexto pra não mais aparecer... onde estão os incas? ... eh, lá vens tu de novo... e os maias?... aí, isto foste tu que me ensinaste... e os astecas?... ah, ah, ah, a Amazônia está morrendo... e os encontros com ele foram se rareando... tá bom, Anthony?... ei, pequeno chato, pára! California dreams... Califórnia dreams...

4/23/2007

Alfredo Ramos



Alguém passou a mão em algum lugar que não devia?

O jornal Amazônia Hoje publica matéria assinada pelo jornalista Abner Luis sobre Robson. O que se lê não dá para acreditar. Primeiro porque é uma matéria de cunho pessoal e que não deveria ter espaço no jornal, a não ser que, mesmo assim, fosse paga. Como certamente não o foi, a direção de jornalismo da ORM provavelmente só vai se dar conta da besteira que deixou passar depois de colocar nas bancas tantas lamurias pessoais em detrimento da expectativa dos seus leitores que certamente não concordam com os desabafos pessoais do setorista redator.
Jornais do Pará servem para isso agora?
Abner Luis transformou um dos melhores jornais de Belém em um gigantesco Blog impresso. A matéria publicada dentro da pagina de esporte do jornal, fora da sua coluna e do seu blog e com o titulo, “Adeus Robson”, é lamentável, tipo comunidade Orkut. Mas a pergunta a ser feita ao bloguista é qual o motivo de tanta ira?
“Um contrato 'calhorda' trouxe de volta para a atividade um ex-jogador que, sobre o maior rival, em três jogos, deu uma cabeçada apenas. Contrariou o departamento médico, físico e até o treinador. Que diga o episódio da viagem para Recife, onde o Paysandu tomou um chocolate”.
“Desde que desembarcou em Belém pela primeira vez, Róbson só conseguiu mostrar futebol no Paysandu: decepcionou no Santos, frustrou os japoneses, enganou no Sport Recife e não disse o que foi fazer no Juventude”.
“Só lamento que o Pará tenha uma cadeira ocupada por quatro anos na Assembléia Legislativa por um parlamentar que não fala por não saber falar, não escreve por não saber escrever".
“ Ontem, de forma melancólica e proposital, o atacante do Paysandu passou duas horas ( no Mangueirão) sentado no banco de reservas, dizendo-se choroso, porém não caía uma lágrima de seus olhos, à espera de ser visto pelos repórteres que faziam a cobertura da festa dos jogadores azulinos”
Qual o motivo?
Abner deve ter algum motivo para ter escrito tal matéria. Certamente ficou revoltado com alguma coisa. O que o levou a isso? Será ainda o efeito Zidane que agora toma conta do jornalismo paraense? Alguma cabeçada que tomou do Robson e agora revida?
Já que a matéria tem cunho pessoal seria bom que fosse da parte do Abner esclarecido os motivos que o levaram a usar as paginas do Amazônia Jornal para deitar tanta falação. Muita gente vai querer saber detalhes. Jornalismo de ação e efeito. Caldo Knor ou a Jiripoca vai piar?

Cante com Daniel ...

Hoje a Jiripoca vai "piá", vai
Vai "piá" a noite inteira ai, ai
Hoje eu quero enxugar
Vou tomar muita cerveja
Hoje eu quero arrepiar
Hoje a Jiripoca vai "piá", vai
Vai balançar o pé da roseira ai, ai
Hoje eu "tô" com dó de mim
"Caba" não "caba" sim tô "facim", "facim"
Quando eu entrar no forró
A poeira vai subir, sanfoneiro vai gritar
Coqueiro que não balança
Até vai balançar
As mocinhas pelos cantos vão começar a dançar
O forró bem manhosinho, grudadinho é bom demais
Eu que não sou nada bobo puxo logo uma pra trás
Enquanto tiver suor e ele não virar pó
Pode amanhecer o dia não arredo pé do forró.
Até pra semana.
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São Paulo(SP), 23 de abril de 2007
aaorbr@gmail.com

4/21/2007

Parabéns, “Lidi”


Dentro de mais algumas horas estará recebendo o diploma de conclusão do Curso de Serviço Social pela Universidade Federal do Pará, no auditório do Centur, a bela morena aí da foto: Lidiana Marcela Pires de Sousa.
“Lidi” como, é mais conhecida na intimidade, é filha de Raimundo Cecílio de Sousa e Ana Maria Pires de Sousa – e é minha prima querida.
A nova Assistente Social integra a Turma 1º Semestre de 2002, composta de
40 diplomandos que a partir de agora partem para a vida profissional.
A comemoração da formatura da “Lidi” começou ontem.
Seus pais, regozijados, mandaram celebrar uma Missa em Ação de Graças na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro do Telégrafo, – presidida pelo padre Márcio Oliveira – em agradecimento a Deus e Sua Mãe Santíssima, pela grande conquista.
Logo após a cerimônia solene no Centur, a partir das 22 h. a família reunirá parentes, amigos e convidados para o Grande Baile de Formatura no Clube Veleiro (Rodovia Arthur Bernardes – Base Naval de Val de Cans), animado por Márcio Costa e seu conjunto.
Não obstante esses cinco anos de luta, sacrifício e dedicação aos estudos – ela sempre foi estudiosa, desde o Jardim da Infância – a moça não pensa em parar: nos seus planos para breve inclue-se uma pós-graduação. Ela quer ser Assistente Social, de fato, de direito e com conhecimento de causa para servir aos menos afortunados e quem dela precisar com ética, trabalho e amor.
Parabéns, “Lidi”.

4/20/2007

Mais um conto de Luiz Lima Barreiros (3)


REENCONTRO NO LENNON BAR

À Lurdinha


A multidão festiva lotava grande parte da Avenida 1º de Dezembro, no bairro do Marco. Era o fim de tarde do dia 16 de fevereiro de 1984, ante vésperas do Carnaval. Nas proximidades do ginásio da Escola Superior de Educação Física, localizava-se o imenso palanque para o comício , lotado de políticos. Os oradores se revezavam entre bandeiras mil e os enfeites verde-amarelos. Diretas, já! Diretas, já! Diretas, já! Era o coro retumbante que pipocava por toda a nação. Jovens (de todas as idades) tomavam chopes no Lennon Bar. Desvencilhando-se da multidão, e por entre as mesas da calçada, Antônio entrava naquela festa.
Chegando-se, com certa ironia:
- Ôooooi!
- Ôi... (sentada, ela sorri surpresa)
- Você está só? (no mesmo ritmo)
- Estou. (com sua singelice matreira)
- Só mesma?
- Sim...
Senta-se, e diz, com certa lentidão aproximativa:
- E o que você faz aqui sozinha, meu anjo?
Olham-se. Sorriem-se. Continuam a se olhar. Ele retransmite a ela resquícios de mágoas. E ela também.
- Garçon! Traga uma , bem gelada... e dois novos copos!
- Eu preferiria um gin-fizz...
Acende um cigarro. Dá uma longa tragada, e depois espira. O restante da fumaça esvai-se, no rosto dela, por causa do vento que passou.
- Depois, você pede... e a gente toma.
Ouve-se um som do jazz “I Believe to My Soul”(Quero acreditar em minha alma), do Ray Charles.
- Mas, o que tens feito?- Ela indaga sorridente.
- Tudo ou nada...
- Quais as novidades, menino?
- As mesmas de sempre.
Ela ri. E ele sorri. O garçom serve-os, e pergunta se querem alguma coisa para tira-gosto.
- Estou com fome... quero jantar- Kátia diz com delicadeza.
- Bifes de fígado bem acebolados, como na última vez?
- Temos...- diz o garçon.
- Taí, então traga... e uma dose de corações também.
Ela sorri.
- Gostas do Ray Charles?
- E prefiro “Georgia on My Mind.”
- Belém está linda!
- Você também.
- Poxa, aquele teu telefonema!
- Você desligou o fone naquele dia... Quatro meses!
- Estavas uma fera, bicho!
Sorvem mais goles de cerveja.
- Como é, vais votar pra presidente?
- A primeira vez na vida... e como vai o cinema?
- Estou meio parado, mas, ando escrevendo...
- Vamos?

Saem, e entram em outro bar. Diretas, já! Diretas, já! Diretas, já! Uma alegria contagiante no ambiente.
- O que não deu certo, menino? Sei lá, também fiquei confusa.
- E não é? A gente não soube se amar...


(Menção honrosa no I Concurso Literário da FUNTELPA,1986)

4/15/2007

Alfredo Ramos




C q sabe

Será mesmo que o treinador é o culpado pela derrota do Papão frente o Náutico?

Olhando pra trás logo se vê que a história recente do Paysandu não é uma Brastemp. Jogou fora do estado, toma cacetada uma atrás da outra. Vai de quatro, vai de cinco, vai de seis, e até, de nove. Noves fora, zero para o Papão.

É o treinador o culpado?

É preciso que os dirigentes encarnem o espírito do futebol. Entre a várzea e a primeira divisão a distancia vai do Apeú (com acento no u) até ao Pacaembu (sem acento no lugar do u, do rabicó).

O treinador é culpado porque sabia que na Curuzu só tinha perebas e Rom Montilla. Aceitou porque quis.

Agora fica, dizem. Claro que fica. A madeira de lei agora é pinho.

Pinho sol, pinho lá e pinho pra todo lugar.

Empacou e na hora errada.

Se no mar a coisa esta feia, na Curuzu Sinomar vai virar a baleia encalhada da terceira divisão e com direito a essência de pinho para não feder quando entrar em decomposição.

Adeus Campeonato Paraense.

Acoooooorda Papão!
_________________

São Paulo(SP), 06 de abril de 2007 - 16:15
Alfredo Ramos
aaorbr@gmail.com

4/14/2007

Ilha de Caratateua comemora 114 anos de história e riqueza cultural

Foto: Mira Jatene

A Ilha de Caratateua, uma das 25 ilhas que formam o Distrito Regional de Outeiro, administrado pela Prefeitura Municipal de Belém, acordou neste sábado/14, em clima de festa pela comemoração dos seus 114 anos. Mas antes que as atividades culturais e a animação das bandas tomassem conta do local, uma missa campal realizada às 8 horas da manhã no estacionamento da Praia Grande atraiu dezenas de pessoas, abrindo a programação que presenteou moradores e visitantes até a meia noite.
"Não poderíamos deixar de festejar a Ilha de Caratateua, um lugar de grandes riquezas culturais. Queremos que o aniversário deste pedaço de Belém seja sempre lembrado", enfatizou o agente distrital de Outeiro, Elinaldo Ferreira, ao recordar que a memória do local estava sendo esquecida. Segundo ele, a prefeitura, por meio da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), pretende resgatar em um livro toda a história das tradições,costumes e da colonização da ilha, que hoje tem aproximadamente 45 mil habitantes. "É um local povoado por comunidades ribeirinhas, artistas, poetas e escritores que traduzem com muita beleza e amor o apego que têm pela sua terra".
Elinaldo contou ainda, que a administração municipal pretende resgatar em Caratateua a prática diária da comercialização de pescado, frutos do mar e artigos regionais. "Para isso já temos o projeto para implantar um mercado municipal na ilha. Um presente que a prefeitura vai oferecer aos moradores a partir de agosto", afirmou.
No entanto, relembra que a prefeitura já entregou a Outeiro um grande presente, quando em janeiro deste ano inaugurou os sistemas públicos de esgotamento sanitário, na Praia Grande, que já beneficia diretamente 1,2 mil pessoas, e o sistema de abastecimento de água potável de São João do Outeiro, com capacidade final para atingir até 30 mil pessoas.
A programação de aniversário reuniu na Praia Grande centenas de pessoas que durante o dia participaram das oficinas de tapeçaria e bijuterias promovidas pelo programa Ama Belém. Cortes de cabelo e emissão de carteiras de trabalho e de identidade também foram oferecidos à população em ações de cidadania.
O Conselho de Cultura da Ilha de Caratateua se uniu às comemorações e organizou oficinas de Yoga, produção de brinquedos feitos com sucata e uma exposição de pinturas e murais fotográficos.
Os ritmos regionais embalaram a tarde de aniversário. Mas nem só de carimbó se formou a "roda" da animação. O pop rock de grupos formados pelos próprios moradores da ilha agitou o público de todas as idades. O momento bastante esperado foi o show da banda Amazonas, que encerrou a programação de aniversário com músicas variadas do repertório local e nacional.

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Priscilla Amaral
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N.R – Fico satisfeito em receber da Priscilla informações sobre as comemorações dos 114 anos do Outeiro, que não foi esquecido.
Mas somente um dia?...
Mantenho tudo o que falei no texto publicado.
Aliás, eu e uma pá de gente que pensa exatamente igual, e que mandou um monte de e-mails sobre o assunto. (A.F.)

4/13/2007

Mais um conto de Luiz Lima Barreiros (2)


UM ROMPIMENTO

(Este conto também tem dois outros títulos: “Não Faça de seu Sexo uma Arma: A Vítima Pode Ser Você!” ou “As Treinadinhas do Coronel”)

- Alô, Kátia... tudo bem ?
- Mais ou menos.
- Por que você não me ligou, e nem apareceu ?
- Porque eu não quis.
- Mas, por quê ? Não estava tudo certo ? Esta já é a segunda vez que eu tenho de jogar almoço fora
- È que eu enjoei estes almoços na tua casa, Antônio... pronto, só isso!
- Poxa, mas agora não foi você mesmo quem marcou ?
- Tu já estás bêbado ?
- Sabes que eu nunca fico bêbado, queridinha... e, além dos almoços, me falhastes duas outras vezes, este ano.
- E daí ?
- E daí, tem coisas... na última vez, teu comportamento já foi bem estranho.
- Lá vens tu com tua paranóia...
- Você sabe que eu sou professor de psicologia, psicanálise, psiquiatria e sexologia...
- Ah, ah, ah, ah ...
- Você sabe! Por que tu me perguntaste se eu tenho armas em minha casa ?
- Eu não disse isso, Antônio...
- Disseste, maluca!
- Quando ?
- Naquele dia... em que foste tomar banho, e saíste correndo do banheiro, pela metade, para pegar uma bolsinha, onde poderias ter trazido um gravador... naquele dia, em que fizeste tantas perguntas, e defendeste aquele crápula... e em que quiseste ver meus livros mais secretos; e, quando propuseste que eu sublocasse um quarto, para uma tua misteriosa amiga, que eu nunca vi, e que teria de ficar com todas as chaves...
- Estás doido!
- Estás treinadíssima!
- Treinadíssima em quê ?
- Alguém te orienta!
- Ah, ah, ah, ah...
- Tu és uma oportunista !
- Antônio, estás me chamando de oportunista !
- Estou, porrinha pirada... queres que eu repita? Oportunista e utilitarista! Você gosta de usar as pessoas!
- Antônio, eu vou desligar...
- Espera... eu vou te dizer mais duas coisas: tu tiras uma de esquerda, mas só se fores da pior linha... tu e o teu professor, com aquela velha tática de desestruturação psíquica ...
- Eu vou desligar, Antônio !
- Tu és uma dessas que tiram a calcinha pela causa, és ?
- Ahn ?...
- Ou o que é pior: és do outro lado, mais sujo ainda, sua revolucionária de merda !
- Eu te odeio, Antônio !
- Eu vou te dizer uma coisa que, talvez, não saibas... ouve bem o que eu vou te dizer: ano passado, um coronel da segurança lá da Universidade, um coronel, sua porrinha, superior ao teu pai...
- Antônio...
- Gabou-se, Kátia... para um grupo de amigos, e alguns meus, e que me contaram, que ele tem mulheres preparadíssimas, para irem para a cama de quem eles quiserem, e para pegarem as informações que eles quiserem.
- Cachorro !
- E eu vou saber o nome de todinhas !
Kátia soluça e desliga, bruscamente, o telefone.



BAR BRASIL
Lula cita Sarney e Jader em comilança do PMDB sobre a sucessão imperial


Brasília - O senador maranhense José Sarney (PMDB/AP) e o deputado Jader Barbalho (PMDB/PA) receberam fortíssimos elogios do imperador Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quarta-feira 11, quando o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), em jantar na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse a Lula que só cinco ministérios é pouco; o PMDB quer é apoio de Lula para eleger seu sucessor, “sem maiores dificuldades”.

“Sarney me apóia desde a campanha de 2002. É o único ex-presidente que se comporta como ex-presidente” - disse Lula, que acompanha as peripécias do mais ilustre emigrante do Maranhão, Sarney, que desembarcou no Amapá, terra de outro grande peemedebista, o senador Gilvam Borges.

Sobre Jader Barbalho, aquele que chegou a ser algemado e engaiolado pela Polícia Federal, acusado de embolsar dinheiro público, disse Lula: “Jader é um injustiçado. Todo mundo sabe que foi um dos mais destacados parlamentares do PMDB autêntico, o quanto foi importante para a conquista da democracia. Quem, no Pará, não votou em Jader, em 1974?”

Estamos em 2007!

4/10/2007

Um conto de Luiz Lima Barreiros


Um dia na vida cabreira de João Carioca Macaxeira

(Dedicado a Aleksandr Soljenítsin e a Jonh Lennon)

Era nos idos de 1971. E o ônibus se dirigia célere para o balneário da ilha de Outeiro. Contava-me ele, que teve um caso com uma mulher casada, e nem pediu endereço e nada... O aperta-cunha do lotação de Icoaraci, bairro de Belém, um aperreio, tu te moras?, fez com que uma senhora de branco e vermelho, coroa nova ainda, acompanhada de dois filhos pequenos, ao lado da babá deles, se encostasse em nosso herói João, que, com os braços levantados, se apegava no corrimão do teto. E, é claro, ele nem se mexeu. E ela, que não tinha um rosto muito bonito, mas era boa, se encostava mais ainda. E , então, ele baixou um dos braços, e não me disse qual, pois pouco importava, é verdade, já com tantos detalhes! Pondo a mão do braço abaixado, próxima dos seios dela, de leve os pressionava, aproveitando os solavancos do carro que não tinha. E o outro braço continuava elevado; e algo mais se elevou, e ele então o ajeitou. Ele já sentia que ela queria. E ela arriou a cabecinha no seu ombro e quase chora. E eles continuavam silenciosos. E, na certa, consigo mesmo, ele cantarolou: “Carolina, hum hum hum, Carolina, hum hum hum, gente que nunca dançou, Carolina”...e pensou nos paus-de-arara nordestinos. E, ainda frisou que roçando as coxas, se instalou aconchegante na brecha entre as bundas. E acabou atracando-a com jeito, porque ele era maneiroso. E o ônibus se dirigia célere para o balneário de Outeiro.
Ele, meio irado, macucou a jogada, pegou todos os macetes, cara esperto era aquele, e achou tudo natural, porque afinal ele era um herói amazônida incompreendido, e era muito justo que isso acontecesse com ele. O ônibus, na margem da travessia chegando, depois de muito trepidar pelas ruas e estradas mal pavimentadas, por causa deles que nada fazem, nisto ele também pensou, porque cada ser humano tem um tipo diferente de pensamento... Mas, ele deixou isso para lá, porque agora ele estava na dele! Ia aproveitar o doce e cheiroso domingo de sol. E segunda-feira, iria chegar bronzeado no escritório, com o status aumentado, e ai do chefe se viesse com onda com ele! Ele diria: “Doutor, cada qual tem seu modo de pensar...assim como eu o compreendo, o senhor tem que me compreender...o ser humano tem que agir”... Blá-blá-blá pra cá e blá-blá-blá pra lá... E ele iria ficando com mais raiva, não aguentaria... Explodiria: “e fique sabendo de uma coisa: eu tenho um negócio aí, estou vendo se abro uma agência de loteria esportiva, estou com uma ligação lá com o sul, conheço um piloto que vai levar e trazer os talões, e eu mesmo vou fazer umas viagens até Manaus!” E, deslanchou: “porque o negócio é ser vivo, o cara tem que ser vivaldo, eu não sou otário, tô com o olho aberto pra todos esses caras! Eu não me meto na vida de ninguém, como é que vêm se meter na minha vida? Não! Eu sei me defender! Eu ainda apago um! Tu me entendes? Olha, caboclo, eu estou vivo... fico só urubusservando! Sou malandro, não nego, mas trabalho... cada qual tem de ter seu ofício; eu não podia ficar numa escola daquela... eu tenho olhos é pra ver, ninguém mete aqui na bundinha, não!” E pensou em apagar aquele seu amigo-da-onça que sempre tirava um barato com ele, dizendo que o caso dele, Carioca Macaxeira, era de manicômio judiciário...
E tinham que pegar o barco, para atravessar para o outro lado, onde havia praias, e aproveitar o sonoro e luminoso domingo de sol... E ela disse, quando o barco deslizava pelas ondas: “Esqueci meu maiô, Maria! Chegando lá na beira, eu te dou dinheiro e tu voltas para apanhá-lo; ele está na porta esquerda do guarda-roupa, perto duns vestidos... ainda está cedo, dá pra tu voltares com as crianças, e ainda tomar um banho”. Carioca entendeu o lance da patroa se desvencilhar da empregada. Maré cheia, só mais logo. E ele então se mancou, abriu mais os olhos, e foi aí que falou, em tom filosoficamente compassado, porque notou que ela, no íntimo, se dirigia era para ele (e para quem mais poderia ser?): “É, madame... ainda está cedo...” E havia outras pessoas no barco que pensaram que eles fossem bem conhecidos. E uma brisa ligeira soprou as velas ufanantes.
Entre grandes nuvens brancas, o sol acelerava seu vôo alvissareiro. Mas Maria nem voltou, e eles cinco já se dirigiam para a praia. E ele, na maior intimidade, já falava com ela, mas não me disse o que falou. Só depois, quando quis distanciar-se dos outros banhistas, pois conhecia tudo quanto era buraco, nos subúrbios e nos balneários, ele, galã atrevido, que não dá bobeira, a ela observou: “Eu sei dum lugar onde a senhora pode tomar banho, sem maiô” E notou pela expressão dela, que ela não gostou. Mas logo após, para surpresa dele, e minha, ela surgiu de biquíni vermelho, muito curto , daqueles de Ipanema. E ele , de novo falou :_“Se a madame permite , acho que esse biquíni está muito indecente!” Indecente! Palavra forte ... porque ele era durão (e talvez estivesse, ou com a conta certa, e a cuca não). Com ele não tinha essa de moleza não, aqui ó ! , e fazia toc-toc com o jogo das mãos. Cara esperto , vivo e malandro estava aí, em pessoa , personificando todas as proezas. E ele continuou: “Manda os garotos darem uma voltinha, e vamos mais pra lá !” Se ele tivesse um iate e fosse navegador, seu lema seria, é óbvio, plus ultra . Gostava de astronautas. Lia Erich von Däniken. Ulisses vagueador, de praia em praia durante dez anos; fingiu-se até de louco, para não ir à guerra de Tróia. Ó bela Araguaia! Ele admirava os hippies que falavam em paz , mas lhes era superior, pois não usava fitinha de índio na testa, essas frescuras, e nem mochila nas costas, por aí afora, porque cada ser humano tem um pensamento bem diferente ...
E ela, já completamente fascinada , obedeceu-lhe , e mandou que Maria se afastasse com os dois garotinhos , por causa do calor . E Maria ,também paquerada , se afastou . E eles se afastaram , e foram indo para locais ermos . Locais estes onde nem sequer um viajor haja pisado . Esta terra lhe era bem conhecida . Tristes trópicos ! E ele , então , largou-lhe um beijo na boca , de improviso , e ela se assustou levemente , porque ele era muito impulsivo . E continuaram se afastando , e ele viu que aqui esta bom . E mal deu tempo deles se acomodarem , e já investia sobre ela . E ela se abandonava . E se agarravam , e se beijavam . Beijavam-se e se agarravam . E ele queria que ela conhecesse a sua força , e ela queria ser moldada , e chupou-lhe todo , disse-me . Ó! E fez uma pausa , porque era mau . Puxou do bolso um estranho cigarro , vindo de Bragança ou do Maranhão, ela estranhou, e ele disse : “ Isso é cigarro americano minha filha veio lá da Zona Franca” . E começou a tragar e lhe ofereceu , e ela acabou aceitando , pois quem podia resisti-lo ? E recomendou para que ela não soltasse logo a fumaça . Se precisasse mais papel para fazer outro ela arrancaria uma folha da revista “Ele e Ela”, que trouxera, e ele outro faria. Mesmo assim , havia “ O Pasquim ”. E como ela , ainda desconfiada , não acatasse sua recomendação , quando puxou outra vez , ele , para impedir que a fumaça saísse , e deu ênfase para este detalhe , abocanhou sua boca . E disse : “ não solta! ”... “Aahhn?... ” E a fumaça saiu . E se agarravam , e se beijavam numa desagregação psíquica... o pescoço , os ombros , os seios ... E ela , de repente , despida já estava , talvez até tarde , num resquício de filme censurado . E dizia : “ ai , meu filho , você é louco ! ” E o vento assanhava os cabelos deles . E João Macaxeira se libertava de suas frustrações , nem que fosse pela imaginação . E eles rolavam pela areia quente . Era uma brasa , mora! Laço firme , braço forte. E nenhum tira apareceria naquela fantástica toca . Da areia quente, eles escorregavam para a areia molhada . Ninguém os presenciava . E , de repente , acenderam-se os holofotes ! E o diretor pedia mais luz , e eles se aproximavam da água resplandecente . Um bando de gaivotas cortou o azul celestial . E houve um close-up das bocas sugadoras . E uma gaivota mergulhou , e pegou um peixe , e outra imitou-a , e depois outra , mais devagar . E o povo bradava : viva Mao , viva Mao ! E outros : eu quero mocotó , mocotó é um barato ! E o troço já estava maçante . E as ondas se quebravam nos rochedos imersos parcialmente na água . Os sinos badalavam . E já era quase meio-dia . E a terra girava célere no espaço !
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■ Este conto obteve o troféu de 4° lugar, no XV Concurso Nacional de Contos de Paranavaí (PR) , em novembro /1983.

4/08/2007


CAOS EM MACAPÁ

Amapá em chamas


Brasília – Será que o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), escapa da guilhotina? A Polícia Federal está fazendo o dever de casa. Mas o prefeito de Macapá, João Henrique (PT), que já foi até algemado, está soltinho, e de olho no governo do Amapá. Vamos aos fatos.
Há indícios de que Waldez Góes utilizou caixa dois e de que tem ligação com a quadrilha da Secretaria de Saúde, responsável pela morte de vários pacientes. O Ministério Público Federal do Amapá já está cuidando de encaminhar à Procuradoria Geral da República documentos e escutas telefônicas que supostamente envolvem Waldez Góes em fraudes em licitações para compra de remédios e em possível doação ilegal de campanha.
Os peixes, presos ou não, são graúdos. Além de três ex-secretários de Saúde e um sobrinho de Waldez Góes, estão enredados também os deputados federais Jurandil Juarez (PMDB), ex-secretário de Planejamento e Orçamento, e Sebastião Rocha (PDT). Depoimento do empresário Nivaldo Aranha da Silva, 45 anos, proprietário da Globo Distribuidora de Medicamentos, envolve o governo do Amapá em esquema de caixa dois na última campanha, na qual o governador Waldez Góes (PDT) foi reeleito. Silva afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que entregou pessoalmente propina aos deputados Jurandil Juarez e Sebastião Rocha.
Os inquéritos na PF de Macapá correm em segredo de Justiça, mas o jornal Folha de S.Paulo obteve cópia do depoimento de Nivaldo Aranha da Silva, prestado dia 23 de março. Silva narra que, em setembro de 2006, foi procurado pelo então chefe de gabinete da Secretaria de Saúde do Amapá, José Gregório Ribeiro de Farias, para participar de um esquema ilegal de R$ 2 milhões para a campanha do PDT e de partidos coligados.
R$ 1 milhão, segundo Silva, foi depositado na conta-corrente 14.931-4 da Globo Distribuidora, Agência 4544-6 do Banco do Brasil, em Macapá. R$ 600 mil foram entregues, parceladamente, para Farias, entre o fim de setembro e o início de outubro de 2006. Segundo Silva, o mesmo esquema foi feito com o dono da JR Hospitalar, Aparício Couto Júnior, que teria fugido com cerca de R$ 1 milhão. Couto Júnior foi preso em Belém (PA).
Na campanha de 2002, quando Waldez Góes foi eleito pela primeira vez, Nivaldo Silva fizera um depósito de R$ 100 mil para a campanha do governador. Nivaldo Silva entregou o comprovante do depósito à Polícia Federal. Disse também que pagou R$ 100 mil, pessoalmente, ao ex-secretário de Planejamento e Orçamento, eleito deputado federal, Jurandil Juarez (PMDB). Já os pagamentos para Sebastião Rocha teriam ocorrido entre 2003 e 2004, quando Rocha era secretário de Saúde do Amapá.
Sebastião Rocha é citado em conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, durante as investigações que culminaram na Operação Antídoto, deflagrada nos dias 22 e 27 de março, quando foram presas 25 pessoas, acusadas de participar de uma quadrilha que fraudava o fornecimento de medicamentos às secretarias da Saúde do Amapá, do Pará e do Ceará. Todos já estão de volta às ruas. O rombo foi de pelo menos R$ 20 milhões. Esse dinheiro será devolvido? Os pacientes assassinados serão ressuscitados?
Em nota, a Secretaria da Comunicação do Amapá diz: “O governador repele veementemente qualquer tentativa de envolvê-lo num assunto que ainda está com investigação em andamento". Dia 4, do plenário da Câmara, o deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), defendeu Waldez Góes e pôs a culpa na imprensa: "Gostaria de registrar a insistência com que a imprensa tem envolvido o nome do governador Waldez Góez, ao tratar de assuntos do
Amapá, em especial os relacionados à Operação Antídoto e a uma história naturalmente ilegal e imoral... ficamos preocupados, porque sabemos que não há envolvimento direto do governador nesse crime; não há citação do Ministério Público sobre envolvimento do governador, mas a imprensa tem noticiado... Temos notado que há pessoas interessadas em mandar essas notícias para a imprensa, inclusive os adversários, os derrotados das urnas na eleição passada. Eles estão tentando colocar essa matéria nas mãos de jornalistas como se o governador tivesse algum envolvimento com esses criminosos".
E adverte, tratando os jornalistas (ou a Polícia Federal?) como retardados: "Aviso aos adversários que não vale a pena insistirem em incriminar o governador porque eles já perderam as eleições. Eles foram derrotados e têm de se conformar com a derrota. O governador está limpo. E queremos chamar a atenção da imprensa para que fique atenta a essas pessoas que plantam notícias".
E Macapá?
Enquanto o Amapá pega fogo, Macapá, a capital, mergulha no caos. O prefeito, João Henrique, não está nem aí para as greves que pipocam no município - professores, agentes de saúde, agentes de combate à dengue, caçambeiros, o diabo.
Na Operação Pororoca, da Polícia Federal, João Henrique foi algemado, indiciado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, fraude
em licitação de obras públicas e desvio de verbas.

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Cortesia do site ABC Político

4/06/2007

ELOY SANTOS. Icoaraci chora a morte do filho ilustre


Eloy Albuquerque de Oliveira Santos já mais existe.
Uma das importantes referências do rádio paraense se foi de forma violenta, vítima de atropelamento de motocicleta. Como disse Hilbert Nascimento, diretor da Rádio Liberal AM, última emissora que em trabalhou e por onde se aposentou há cinco anos. “Eloy Santos foi um homem que marcou a sua época, com um jeito muito pessoal de fazer rádio, sempre polêmico e firme nas suas colocações, e que o consagraram como o “Rei do Rádio”.
“Chegou o lindo, chegou o lindo, veio contente, seja bom-vindo. Meu carro é vermelho....” estas músicas Eloy iniciavam todos os dias o seu programa na Rádio Liberal, levado ao ar todos os dias de 15 às 18 horas, com quase 100 por cento de Ibope.
Não tinha pra ninguém.
Eloy Santos nasceu aqui perto de casa na Rua Manoel Barata, esquina da Travessa Itaboraí há 69 anos, onde hoje se encontra o Laboratório Guadalupe. Ali funcionava a farmácia do seu Santos, pai do nosso herói. Mas quem disse que o Eloy Santos queria saber de remédio? O caso dele sempre foi o microfone. Depois de cursar o curso primário no antigo Grupo Escolar Coronel Sarmento – mais antigo da minha Vila Sorriso -, se mandou pra Belém. Precisamente para o bairro da Pedreira.
O empresário Raul Ferreira, criador dos Sonoros Rauland – ele comprou dois automóveis “Pontiac” nos quais instalou duas “cornetas” na capota e saia todos os dias pelos bairros de Belém fazendo propaganda volante. Raul brigava com a Propaganda Volante A Voz do Dia, de Manoel Buraco, “a única que se mantém no ar diariamente com o seu programa Belém Bom Dia”. Eles foram os pioneiros desta atividade – arrendou o “Pedreira Bar’ na parte frontal do Mercado Municipal da Pedreira, esquina da Travessa Mauriti e, além da propaganda instalou um serviço de alto-falante que fez história. e que revelou grandes nomes e vozes do rádio paraense de antanho – Jaime Bastos, Laércio Ramos (falecido), Max Menezes, Diel Carvalho (onde andas, meu?), Antônio Maria Zacharias da Costa, o nosso Costa Filho, que à época era conhecido como Costinha, Jorge Silva e outros.
E um belo dia adivinham quem aparece no “Pedreira Bar”? O Eloy Santos – moço de 16 anos esperto, simpático, prestativo, - já com aquele vozeirão - doido para falar para no microfone super sensível RCA Victor do "Pedreira Bar". O “seu” Raul não deixava por menos: importava todo o equipamento eletrônico diretamente dos Estados Unidos. O “Pedreira Bar” tinha uma programação noturna que começava às 18 horas e encerrava às 21 horas. Foi o precursor das chamadas rádios de porte. Só que transmitia com vários projetores no próprio local. Os técnicos davam um jeito e o som ia longe!
Eloy conquistou todo mundo e foi “adotado” pelo “seu” Raul. Fazia “de tudo” sendo muito útil para a empresa e principalmente para o Laércio Ramos que era genro do patrão.
Não demorou muito e lá estava o Eloy Santos de microfone na mão rodando pelas ruas de Belém no carro volante.
Passaram-se os anos e vamos encontrar Eloy Santos sendo motorista de praça fazendo ponto na Praça da República próximo do Teatro da Paz, com carro próprio, sem nunca perder a proteção do velho Raul. Depois disso ele virou patrão sendo dono de vários carros e ajudando outros colegas motoristas, dentre esses o mais famoso – o Nenca.
Eloy nunca negou que começo a sua vida profissional como motorista de praça.
Logo após houve um teste para locutor da PRC-5 – Rádio Clube do Pará – a voz que fala e canta para a planície. Muita gente se inscreveu. Sabe quem levou o primeiro lugar? Ora, o Eloy Santos.
Começou como locutor comercia; todavia, Mário Barradas, diretor artístico da emissora, acreditou no moço - que só “andava na pinta” e era muito querido pelos ouvintes - e lhe deu a responsabilidade de apresentar o “Parabéns pra Você” – o calendário social de Eloy Santos – tradicional programa de emissora que era apresentado de segunda a sábado de 13 as 14 horas.
Foi o começo.
Da Rádio Clube foi para a Rádio Marajoara, TV Guajará (atual Rede Boas Novas) e depois para Rádio Liberal AM onde encerrou a carreira em grande estilo, com os programas Eloy Santos Show e A Hora e a vez do boêmio, de 22 à zero hora.
Autodidata e muito inteligente, lia muito e estava por dentro de tudo o que girava na cidade, no estado e no país. Ele próprio escrevia o texto do Comentário de Eloy Santos, que era lido no início do seu programa. Mesmo usando uma linguagem simples e elegante, não livrava a cara de ninguém. Suas manifestações críticas eram acatadas pelo público senão os muitos telefonemas e as suas muitas cartas que recebia.
De 1987 a 1989 fui Assessor Parlamentar do prefeito Coutinho Jorge, dando expediente no plenário da Câmara Municipal, época em Eloy Santos era vereador. Posso testemunhar que ele sempre foi um político sério, ético, responsável e comprometido com o seu eleitorado. Seus pronunciamentos eram incisivos, polêmicos sempre em favor dos humildes. Tudo o que falaram dele nos jornais, rádio e TV, é verdadeiro.
Eloy Santos ingressou na política através do coronel Jarbas Passarinho. Filiou-se à então Arena e nunca mudou de partido. Até mesmo quando perdeu a eleição, após duas legislaturas, permaneceu na legenda, apesar dos muitos convites para mudar de time.
Uma das muitas virtudes de Eloy Santos era ser autêntico, verdadeiro. Muitas vezes arranjava inimigos devido a essa sua postura. Reconhecido, quando Passarinho exercia poderes em Brasília e anunciava a sua vinda a Belém, Eloy era primeiro chegar ao aeroporto para recebê-lo e fazia questão de conduzi-lo â cidade no seu carro.
A morte de Eloy Santos é mais um golpe na chamada era de ouro do rádio paraense, dos grandes comunicadores do porte de Paulo Ronaldo, Jaime Bastos, Grimoaldo Soares, considerados grande comunicadores.
O estilo polêmico será a maior lembrança deixada por Eloy, assim como os bordões ainda hoje recitados por centenas de ouvintes, entre eles o famosíssimo 'Desejo vida longa aos meus inimigos para que possam assistir de pé a minha vitória'.
E muitos passaram... e ele ficou... até ontem.
Pois é, Se fosse das muitas facetas da vida de Eloy Santos o espaço deste blog seria pouco;
Eloy Santos, - icoaraciense de muitos amores, o amigo dos humildes, dos desafortunados e das velhinhas se foi, infelizmente.
Todas às vezes quando encerrava o seu programa, com aquela voz magnífica que Deus lhe deu, ele dizia: Linda, já vou... bem.
E foi... para não mais voltar.
Tchau conterrâneo.
Até qualquer dia.

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Aldemyr Feio

4/05/2007

Alfredo Ramos


04/04 - Será que agora deu para cair à ficha? O Paysandu foi a Recife mostrar via TV para todo mundo que quisesse ver que seu futebol atual não dá para encarar os mais fracos dos fracos times do Pará. Imaginem só ter a presunção de jogar futebol fora de casa, em outro estado. Ah, sim! Desculpe nossa falha. A culpa é o rombo no Papão. Assim sendo, ta desculpado. Futebol não é mais a praia do Paysandu pelo menos enquanto esse papo vestir a camisa do time de futebol.

O Náutico que anda meio freguês em Pernambuco pegou o time de Sinomar Naves e deitou e rolou. Um, dois, três, quatro, cinco,

Sinomar Naves que dizem é o melhor treinador do Pará, mas só fez estágios nas divisões de bases do Papão, e no Ananindeua, mas não passou dos portões da Curuzu, não pode ter “diploma” de treinador. Se tivesse aproveitado seu tempo, quando podia, ter feito estágios em clubes do sudeste, mesmo da Bahia, poderia ter aprendido um pouco mais. Hoje, ficou olhando o PC treinador do Náutico armar o time pernambucano e assistir sem poder fazer nada, ver sua tática errada de armação ter virado uma esculhambação só visto em times sem categoria alguma. Gogó até que ele tem. Disse que ia armar o Papão pra dá um nó no Náutico. Coitado... Acho que o nó vão dá nele em Belém. Mas se não der, tudo bem. Afinal o Paysandu tem futebol? Tem rombo nas finanças. Desculpa que satisfaz quem gosta de tomar Coca-Cola.

Feito do Papão. Desta feita jogando fora de Belém, não pegou de seis a zero. Melhorou pacas, mas poderia ter pegado de nove que dava no mesmo.

Gama vai ao Maraca, enfrenta a festa do Vasco dá de 2 a 1 e elimina os cariocas. Se fosse o Paysandu, Romário teria feito o milessimo gol e de quebra mais alguns. Essa é a diferença atual. Quem diria que o Papão da Libertadores chegasse esse ponto.


06 min/1t – Valença
22 min/1t – Kuki
29 min/1t – Felipe
42 min/1t – Felipe
08 min/2t – Felipe

Paysandu: Ronaldo, Cleidir (Lecheva), Cametá, Silvio, Alex; Sam, Arcelino, Ricardo Oliveira, Fábio Baiano (Flamel), Robson e Marcelo Maciel.

Volto qualquer dia.

4/03/2007

Parabéns, Vereador Adalberto Aguiar


Peço licença mais uma vez aos muitos acessadores do Jornal do Feio, para registrar com muita alegria o aniversário natalício de um grande amigo; aliás, amigo como poucos,que gosta da gente, briga pela gente, que nos acolhe, orienta, critica, e se entusiasma com as nossas poucas vitórias como se fossem dele.
Um amigo de fato.
Trata-se do vereador, contador, administrador de empresas e ex-líder sindical Adalberto Aguiar Nunes.
Conheci Adalberto Aguiar há quase 10 anos quando assumiu a Agência Distrital de Icoaraci – após trabalhar por muito tempo no Departamento Financeiro das Centrais Elétricas do Pará S.A/Celpa - em substituição ao hidrogeólogo Manfredo Ximenes Ponte que foi transferido para a Administração Regional do Outeiro.
O trabalho de dois anos e meio de Adalberto Aguiar na administração icoaraciense, objetivo e transparente, agradou tanto que foi para a Câmara Municipal e, atualmente, encontra-se em seu segundo mandato.
E é devido a tudo isso;para dizer que o querem bem, que os seus funcionários, amigos e correligionários farão uma festa para comemorar a grande data no "Palácio dos Bares! (Condor), a partir das das nove da noite, sem hora para acabar.
Tudo mundo está convidado.
Parabéns Adalberto, Muitas felicidades. Muitos anos de vida e obrigado pelo privilégio que me concede de fazer parte de seu círculo de amizades.

4/02/2007

Aqui, Outeiro


O Ministro Alfredo Nascimento visitou o Outeiro em 2004


Imortais na Ilha

- A Ilha de Caratateua (Outeiro), - como todos leram na bela matéria publicada aqui no Jornal do Feio - teve uma sessão especial da Academia Paraense de Letras, no dia 23 (sexta-feira passada), ás 17h no auditório da Escola Bosque. O evento se deu em homenagem aos 80 anos de Alonso Rocha, que ostenta o título de Príncipe dos Poetas Paraenses. O orador da reunião foi o acadêmico Júlio Victor Moura.

Cultura
- Já e dado como certa a fundação de um Conselho de Cultura para a ilha de Caratateua, os membros deste seleto e importante segmento. O primeiro encontro foi também na Escola Bosque, no próximo sábado/ dia 24, às 10h. Na pauta foi discutida a definição e as atribuições do referido conselho.

Insuportável

- Os moradores da ilha, dividem com parte dos moradores de Icoaraci a terrível experiência de sentir o dor exalado da indústria de couro do Curtume Ideal, simplesmente horrível após ás chuvas.

PREMIAÇÃO

- Será nesta sexta-feira; dia 06 de março, a cerimônia de entrega do Prêmio “Os melhores do ano, de 2006”, às 18h, no restaurante Parque do Igarapé, na orla da Praia do Amor. Na oportunidade haverá apresentações de artistas locais e a nona edição do Jornal das Ilhas (edição n° 8, a primeira foi a nº “0”).

Comercial

- A Associação Regional Comercial de Outeiro - ARCO, Sucursal da ACII no Daout, programa a vinda por 3 dias do SEBRAE e JUCEPA. Em breve certificaremos a data.

GUilherme Augusto

- O jornalista Guilherme Augusto (Diário do Pará), pública com freqüência notas sobre a ilha de Caratateua em sua coluna. Nossos agradecimentos.

Ciganinha

O grupo Junino "A Ciganainha da Ilha", agora sob a direção de Cristiany e dona Sabá, iniciou ensaio, visando apresentarem bonito na quadra junina vindoura. O grupo comemora 15 anos ininterruptos de tradição.

Semana que vem teremos mais assuntos.
Até lá então.

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Luiz Carlos Freire