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11/22/2007

Ana Júlia sanciona lei que cria a Secretaria de Comunicação

Foi criada oficialmente nessa quarta-feira/21, com a sanção, pela governadora Ana Júlia Carepa, da Lei número 7.056, de 19 deste mês, a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom). O projeto de lei, que tramitou durante quatro meses na Assembléia Legislativa, extingue a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS), criada na administração estadual anterior. Com a Secom, o Estado contratará 70 servidores, por meio de concurso público.
Segundo o coordenador de Comunicação Social do governo, Fábio Castro – que, dentro de alguns dias, será nomeado secretário de Comunicação –, a Secom surge com a missão de criar uma política diferenciada de comunicação, que tenha como objetivo final a contribuição para a criação de uma sociedade mais democrática e politizada. A função do órgão não é de apenas cuidar da imagem do governo, enfatiza.
“A CCS tinha apenas a função de fazer marketing, jornalismo e publicidade. A Secom vai além, pois tem autonomia para fomentar uma política de comunicação pública. Aprimoramos as funções e passamos a ser um órgão de governo finalístico”, explica Fábio Castro. A Secom poderá, por exemplo, lançar editais de concorrência pública e apoiar projetos como de rádio comunitária.
Segundo a lei, publicada nesta quarta-feira, no Diário Oficial do Estado, a Secom tem, em sua estrutura, os cargos de secretário e secretário-adjunto, o gabinete, as diretorias e os núcleos. A Secretaria de Comunicação contará com seções e departamentos até então inexistentes na CCS, que era apenas uma empresa de administração indireta, vinculada à Secretaria de Governo (Segov).
Às diretorias já existentes – de Jornalismo, Pesquisa e Documentação, de Publicidade, Propaganda e Marketing, de Relações Públicas, denominada agora Institucional, e de Administração e Finanças – foi acrescida a Diretoria de Comunicação Popular e Comunitária. Também foram criados os núcleos Jurídico, de Controle Interno, de Administração e Serviços e o Núcleo Financeiro.
Com a criação da Secom, foi criado também o Sistema de Comunicação do Governo do Pará, que reunirá os outros órgãos de comunicação mantidos pelo Estado, como a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) e a Imprensa Oficial do Estado. O objetivo é constituir uma unidade entre eles, sob coordenação da Secom. As funções e o funcionamento do sistema serão previstos em regulamento próprio.
Pessoal - A estrutura de pessoal da Secom contará com servidores efetivos (admitidos por meio de concurso público) e comissionados. Existirão também as funções gratificadas. O concurso, que deverá ser aberto em fevereiro do ano que vem, terá 70 vagas, das quais 20 para jornalistas, três para relações públicas e três para publicitários, cujo vencimento-base será de R$ 976,04.
Profissionais de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, que serão contratados para o cargo de técnico em gestão pública, terão seis vagas e R$ 407,13 como salário-base. Haverá também duas vagas para bibliotecários e duas para estatísticos, com o mesmo salário.
A estrutura funcional da Secom comporta ainda o cargo de técnico em gestão de informática, que tem quatro vagas e salário de R$ 407,13, e ao qual poderão concorrer graduados em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Sistemas de Informação, Tecnologia em Processamento de Dados e Tecnologia em Rede de Computadores.
Outras duas vagas foram criadas para assistente de informática e cinco para assistente administrativo. Serão contratados ainda dez motoristas e cinco radialistas. Para estes cargos, o salário é de R$ 384,30. Também serão abertas cinco vagas para repórter fotográfico, cujo salário-base é de R$ 976,04.
Os cargos comissionados – que incluem o secretário, seu adjunto, diretores, chefe de gabinete, coordenadores de núcleos, secretários e assessores de comunicação e imprensa – são 66, e os de função gratificada, oito.

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Luiz Carlos Santos - Secom

11/21/2007

CRC.Pa. Chapa 2 "na cabeça"


Todos os Contabilistas devem votar hoje na Chapa 2 para o CRC/Pa.
Vale a pena.

Parabéns, Jeronymo Filho

Foto; João Rodrigues

Jerônymo Gomes de Lima Filho hoje está “no berço”.
Nascido em Recife, Pernambuco, escolheu Belém do Pará para viver a 35 anos;
Sempre atuou ao ramo da Comunicação Social.
Inicialmente na Rede Globo do Recife e, posteriormente, na TV Liberal – canal 7, onde permaneceu por 14 anos apresentando o Jornal Liberal – 2ª Edição, às sete da noite.
Quem não se lembra da sua despedida, aos sábados, no final do programa? “Tenham um abençoado final de semana”?
Jerônyo Filho foi vereador por uma legislatura.
Logo em seguida, sendo Ministro do Evangelho, dedicou-se à pregação da Palavra de Deus. Concomitantemente desenvolveu, como desenvolve até hoje, atividades de radialista, jornalista e administração de empresas, uma das suas profissões.
Bacharel em Comunicação Social – especialista em Relações Públicas - , ainda encontra tempo para dar aulas no Curso de Comunicação Social da Universidade da Amazônia (Unama); presidir a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil – Conselho do Pará - OMEB/PA. e apresentar programas na Rede Boas Novas – Rádio e TV, onde é diretor e foi um dos fundadores.
Atualmente empresta a sua colaboração à Administração Municipal como “Assessor Especial” do prefeito Duciomar Costa. E foi lá no Palácio Antônio Lemos, sala do cerimonial que os seus colegas comemoraram o aniversário com um pequeno e animado desjejum, e cantaram o “Parabéns pra você”.
Jerônymo Filho é casado com Mércia Maria Meira Lima, e possui três filhos, André Gustavo, Rodrigo Sávio, médico (que se encontra em Goianésia), Rivaldo Elias e dois netos - Caio e Manuela - , filhos de André.
Parabéns, amigo.
Muitas felicidades.
Muitos anos de vida.

11/16/2007

Alcir. Quatro anos de saudade

Meu irmão Alcir morreu 38 dias antes do Natal.
Num dia como hoje, 17 de novembro, há quatro anos
Certamente foi para o céu – lugar reservado para os bons, para os justos, e puros de coração.
Meu irmão tinha problemas.
Praticamente não era responsável por seus atos.
Tinha problemas mentais.
Apesar da sua situação, era um bom menino.
Bom mesmo
Foi o primeiro rebento da nova relação de minha mãe.
Eu... Fui o último da primeira (e oficial) relação que... não deu certo.
Mas isso não interessa.
Muitas pessoas erram por amor.
Aliás, quem não erra?
Eu o conheci aos 12 anos, na primeira viagem que fiz com os meus pais adotivos a São Paulo;
Fomos primeiramente ao Rio de Janeiro, viajando pelo “famosos” DC4 da Paraense Transportes Aéreos.
Saímos de Val de Cans às sete horas da manhã e, precisamente às 18 horas e dezesseis minutos vi pela janelinha do avião o Cristo Redentor de braços abertos sobre a Guanabara tal qual o verso de Tom Jobim no “Samba do avião”... Ou seja, quase 13 horas de vôo passando por estes brasis até a Cidade Maravilhosa.
Após alguns dias no Rio, hospedados no Paulistano Hotel, na Visconde do Rio Branco, próximo a Praça Tiradentes, e depois de visitar alguns amigos, tomamos um ônibus super confortável da "Viação Cometa" na antiga rodoviária carioca – atualmente “Novo Rio” – na Rua Francisco Bicalho, quase esquina da Avenida Brasil e alguns quarteirões da famosa Praça Mauá, com destino à cidade de São Paulo.
Isso às nove horas da manhã.
Após oito horas de viagem contemplando a beleza – naquele tempo era bela! - Rodovia Presidente Dutra – ou Via Dutra – e passando por algumas cidades, eis que, quase à noitinha, o belo veículo ingressa numa dos boxes da antiga rodovia de São Paulo. no bairro da Luz.
Quem nos estava a esperar? Raimunda Costa Uchoa, ou simplesmente Dona Zizita “minha tia” – naquela época eu não sabia que ela era minha mãe; tomei conhecimento quando fiz 15 anos, ou seja, três anos após, que também já se foi – que colocou à nossa disposição um confortável automóvel e nos levou até à sua bela Casa na Alameda dos Guaianumbis, 1080 – Indianópolis,
Foi aí que eu conheci o Alcir – que soube depois que era conhecido como "Carlão" -, a Célia, uma linda menina loira de olhos azuis-esveredados e o Ricardo que ainda era um lindo garotinho... Meus queridos irmãos.
Fomos tratados principescamente.
Aliás, Dona Zizita tratava muitíssimo bem os seus visitantes.
Ficamos cinco dias em São Paulo.
Deu pra conhecer uma porção de coisas na bela - e mal tratada – megalópole, orgulho do nosso país.
Deu para observar – agora com precisão – que o Alcir gostava muito de discos. Tinha coleção daqueles velhos vinis de 78 rotações.
Alcir e Dona Zizita foram nos deixar na Rodoviária na volta ao Rio, ainda pela “Cometa”- a maior e mais importante transportadora rodoviária daqueles tempos.
O tempo passou.
Fui morar em São Paulo com o meu irmão Ari – o mais velho do primeiro relacionamento de minha mãe -, na Rua Alberto Willo, Planalto Paulista, quase esquina na com a Avenida Indianópolis. Três quarteirões da casa de Dona Zizita.
Por intermédio do Ari – que trabalhava na Contabilidade da Varig. Era chefe de sção - e do Almir, meu irmão do meio – que trabalhava na Fundação dos Funcionários da Varig, adquiri o meu primeiro emprego – CTB/FR – Contabilidade de Fretes e Encomendas, Auxiliar.
Na Carteira Profissional – extraviada no Rio de Janeiro – constava Real S/A – Transportes Aéreos. A Varig tinha acaba de comprar a antiga Real Aerovias.
Ia sempre na Casa da mamãe conversava com o Alcir...
Após algum tempo fui demitido da Varig.
Resolvi voltar para Casa.
Subi na Gerência Geral com a intenção de solicitar um GC (Cortesia).
A moça que me atendeu – a Priscila - uma morena espetacular, natural de Pirajuí – foi muito gentil e me apresentou ao Todo Poderoso Dr. Benedetti, gerente geral. Ele me ouviu e disse que não tinha problemas: iria autorizar um GC com a seguinte argumentação: ex-funcionário que volta para Casa. Uma forma, segundo ele, da Varig agradecer os meus serviços de quase três anos.
Só tinha coisa: como era “cortesia”... só poderia viajar se sobrasse lugar no avião. Eu teria que ir para Congonhas fazer o check-in e aguardar vaga.
Só havia dois vôos para Belém.
Um às sete da manhã – o pinga-pinga, isto é, pousava em tudo quando era cidade, a partir de São Paulo –; e outro que saia às 18 hs, o internacional, que vinha do Chile, passava por Sampa, Rio, Brasília, Belém, Manaus e Caracas.
Cismei de ir para o Congonhas à tarde.
Despedi-me de todo o mundo. Peguei a minha bagagem e me mandei.
Se não conseguisse passagem, tudo bem,
Caso contrário, retornava para a Alberto Willo. Era perto, podia ir a pé.
Dei sorte.
Aliás, dei muita sorte,
Fiz o check-in e a moça mandou esperar.
Menos de uma hora, a atendente solicitou-me a autorização - a ordem do GC, uma espécie de bilhete nas cores da Varig – examinou os documentos, colocou etiqueta na minha mala, e me falou: “Corre paraense que o avião já vai sair”.
Naquele tempo não tinha cartão de embarque.
Você apresentava apenas o canhoto do bilhete.
Apressei o passo e fui tomar o avião: um super "Convair Coronado", o avião mais moderno da época, cheio de frescura e luxo, que, como falei, vinha de Santiago do Chile.
O meu assento - nº 36B (janela) no meio do avião – já estava reservado. A comissária me levou até ele.
Para falar a verdade, fui o antipenúltimo a embarcar.
Cheguei em Belém às quatro e meia da manhã.
Foi uma surpresa geral,
Após isso, voltei a São Paulo mais quatro vezes,
Uma delas para participar de um Congresso Religioso (Mariápolis) realizado no Colégio D. Mota, no Ipiranga.
Em todas essas ocasiões fui visitar os parentes, mesmo que rapidamente.
Muito tempo se passou.
Há nove anos, nesta mesma época, aproveitando uma licença-prêmio e uma féria, resolvi levar a Telma para conhecer os meus parentes longínquos.
A moça me ajudou.
Compramos uma passagem para São Paulo pela Itapemerim, e duas passagens Rio-Belém pela Varig,
A nossa intenção era passar alguns dias em São Paulo, após o que, tomaríamos um “Cometa” para o Rio de Janeiro; visitaríamos a família do Ari, - que tinha falecido havia alguns meses antes em abril – em Campo Grande, e, em seguida, apanharíamos um avião de volta para casa.
Deu tudo certo.
Principalmente devido à ajuda do meu irmão Almir que, praticamente bancou todos os 19 dias que passamos em Sampa.
Inclusive.. ele e a Dolores, sua mulher (que se - e me - emocionou ao chorar ao telefone quando lhe transmiti a notícia, logo após o Alfredo me dar, da infausta notícia do falecimento do Alcir) – foram nos apanhar na Rodoviária do Tietê, nos indicaram o metrô que nos transportou até ao seu apartamento no Conjunto da Cohab. em Itaquera.
Dois dias após a nossa chegada, o Almir nos levou até a Rua Virgílio de Lemos, no bairro do Jabaquara, onde o Alcir a mamãe moravam.
Na realidade, o Almir – apesar da sua boa vontade – não chegou até à casa da mamãe. O problema na sua perna direita – e que, praticamente, o levou à sepultura – o impediu de subir o morrinho onde casa está localizada. Ele ficou alguns metros no início da subida.
A chegada, desculpem-me, foi inesquecível.
Vi o Alcir feliz da vida.
Ele veio me abraçar todo desajeitado, com vigor, com força. e disse que estava com saudades de mim.
Abraçou, educadamente, a Telma, sem antes dizer que eu tinha (tenho) bom gosto: “Você tem sorte cara... sua mulher, minha cunhada é muito bonita. Aldemyr você tem muito bom gosto”.
Em seguida fez questão de mostrar a sua coleção de discos do Roberto Carlos.
Ele tinha desde o primeiro: João e Maria.
Mamãe chamou a sua atenção para ele não nos cansar com aquelas coisas. Alcir respondeu que fazia exatamente 21 anos que não me via e, portanto, queria festejar o encontro... à sua maneira. Logo após rodou várias versões da música Theme cantada por Connie Francis, como forma de homenagear a Telma.
Depois ele colocou no velho toca discos uma música de Tom e Vinícius, interprretada por Elizete Cardoso: Eu sei que vou te amar
O disco era tocado sempre por ele e pela mamãe para se lembrarem de mim.
Aliás, a partir daquele momento passei a escutar sempre esta música. Já fazia antes, todavia, uma vez por outra.
Não demoramos muito.
Foi um erro.
Deveríamos passar mais tempo com ele.
Quando nos despedimos eu percebi uma lágrima em sua face muito branca e rosada caindo dos seus olhos de um azul forte e penetrante.
Ele não queria que nós saíssemos.
Queria – ele e mamãe – que nós pernoitássemos lá.
Mas... tínhamos outros compromissos.
Foi a última vez que eu vi o “Carlão”.
Não voltamos mais ao Jabaquara.
Na ida para o Rio, sofremos um pequeno acidente.
O nosso ônibus entrou na traseira de um caminhão à altura de São José dos Campos.
Era noite, muita chuva, foi um tumulto. Não houve vítimas graves, senão o motorista que teve um braço fraturado.
Mas a “Cometa” providencialmente arrumou um novo ônibus e, quase duas horas depois seguimos viagem.
Amanhecemos no Rio. Apanhamos um ônibus 766 (ainda me lembro) e nos mandamos para Campo Grande.
Seis horas da manhã, estávamos em Santa Margarida, em frente à casa do Ari.
Ninguém na rua
Toquei a campainha. Todo mundo dormindo.
A Natália, minha cungada, abriu a portinha da porta principal e perguntou quem era.
Eu respondi que era eu,
Eu quem?
Vem olhar!!!
Ela já invocada botou a cabeça para fora e deu um gritou: "Aldemyr... que surpresa...pô tu continuas moleque, palhaço... eu pensei que fosse outra pessoa, aqui a gente tem que ter muito cuidado..vamos entrando.Turma... o tio de vocês está aqui. Veio do Pará!”
Não precisa dizer que ninguém mais dormiu.
E foi festa nos três dias em que lá estivemos.
No retorno o meu sobrinho Ariovaldo nos levou de carro até o centro de Campo Grande,
E lá tomamos um táxi – de um amigo dele - até a Ilha do Governador, Aeroporto Internacional do Rio – atualmente Antônio Carlos Jobim - pegamos um "Boeing" da Varig e chegamos em casa às duas e meia da manhã.
Dois anos depois, estive em São Paulo para o enterro do Almir.
Aliás, por questão de justiça, com passagem dada pela então vice-prefeita Ana Júlia Carepa.
Alcir já estava na casa de repouso.
Não houve tempo de vê-lo.
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Como disse no início, o meu irmão Carlos Alcir Uchoa Rodrigues foi para o céu – lugar reservado para os bons, para os justos, e puros de coração.
Lamento profundamente de não estar mais perto dele
De conversar com ele, de ouvir as suas músicas, os seus papos, dos feitos do Corinthians, de levar um pouco de conforto... que ele tanto precisava.
Ele era uma criança.
Uma boa criança... grande.
Tinha os seus momentos alegres, tristes... quem sabe, lembrando do irmão mais velho... distante... talvez, com um pouco mais de sorte.
Meu irmão se foi... para sempre.
Foi, segundo minha tia Estrela, ao encontro de mãe, da nossa mãe.
Mais dia, menos dia vamos nos encontrar... para ficarmos juntos, bem juntos, o que não aconteceu nesta vida.
Ele se foi 38 dias antes do Natal.
Vai comemorar o evento ao lado dos anjos.
Puros como ele foi
Vou parar por aqui já que as lágrimas estão vencendo a minha comoção.
Tchau, maninho.
Perdoe a ausência – involuntária - e não ter podido ser o irmão que você esperava que eu fosse.
Mas você, assim como o Ari e o Almir, estará presente em todos os meus dias tristes, cansados e inúteis, como dizia Rui Barbosa
Que a terra continue lhe sendo leve.
Que Deus – o Todo, Único e Suficiente Salvador, como dizem os evangélicos; O Supremo Arquiteto do Universo, no entendimento dos maçons – o Pai Eterno O tenha em seu seio,
Descanse em paz, meu querido irmãozão.
Tchau Carlão.

CHARGE
Sonhos corruptos num dia corrompido

Brasília - Aqui vai um conto ambientado na Ilha da Fantasia, que escrevi especialmente para meus dois ou três leitores, nesta véspera de feriadão. Advirto que qualquer verossimilhança será mera coincidência.

Sonhos corruptos num dia corrompido

- Adoro mamãe Congresso Nacional; ela é igual cadela, tem seis tetas, prenhes de recursos! - disse Rato Mala à sua mulher, enquanto examinava o embrulho que lhe enviaram pelos Correios. – Não se manda recursos pelos Correios; rouba-se nos Correios - disse, desconfiado, olhando o embrulho por todos os lados.
- Será que não é o décimo-quarto salário, querido? – Salamandra lhe perguntou, interrompendo ligeiramente a maquiagem.
- Não seja burra, o décimo-quarto salário é depositado no Banco Rural - disse Rato Mala, referindo-se ao pró-labore da Confraria dos Mensalistas.
Ofendida, Salamandra ficou na dela. “Ele já me chamou de anta, cérebro de galinha, hipopótamo fêmea, marmota e agora de burra” - pensou. “Mas é o homem mais charmoso que eu já conheci; tem bolsos recheados de dólares, dólares até na cueca.”
- Aarrah! - disse Rato Mala. - Olha só o que me mandaram: um cuecão com capacidade para grandes depósitos!
- Tenho orgulho de você, minha Catita. Logo você terá uma conta, ou várias contas tão recheadas como as do Dudu Geronço, ou até mesmo do Salim – disse Salamandra, concentrada no pincel de rímel.
Rato Mala derretia-se todo quando Salamandra utilizava seu apelido de criança, Catita ou Cafifa, e ao ser comparado ao seu ídolo, Salim. Parou, sonhador, e fez alguns cálculos mentais.
- Oh! não! Salaminho – disse Rato, usando um dos apelidos de Salamandra. – Ainda terei que dar muito duro para chegar a Salim.- Mas pode chegar a Dudu, não pode? – disse Salamandra, toda melosa, devido à atenção que Rato estava lhe dando. – Ocê merece, pai!
- Vou para o quarto, experimentar o cuecão. Tenho que dar uma passada, hoje, no Banco Rural e depois ir a São Paulo para me avistar com alguns companheiros.
- Cuidado no aeroporto com aquele pessoal xereta da Polícia Federal.
- Eles sabem que não podem nem se aproximar de mim; ficou tudo acertado com nosso braço na Infraero.
- E se estiverem com aqueles cachorros que vão diretamente ao dinheiro? Poderão morder sua virilha, querido!
- Só se for a sua. Esse tipo de cuecão é anti-farejamento, galinácio.
- Você já está me ofendendo de novo, ratuíno!
- Desculpe-me, querida, é que fico nervoso sempre que levo um carregamento grande para o reduto da minha estrela-guia.
- Acho que você tem que seguir o exemplo do Dudu. Ninguém consegue descobrir os depósitos dele e ele ainda continua com as contas da Ptbras.
- Você tem razão. Vou marcar um encontro com ele.
Rato Mala foi ao quarto e voltou de lá vestido com o cuecão.
- Veja, Salamandra! Sob medida! – disse Rato Mala, dando uma volta para ela ver o cuecão.
Salamandra prestou atenção.
- Ué, Catita, você tem que diminuir o ventre, porque então caberão mais verbas – disse Salamandra.
- Já mandei fazer um remédio para emagrecer.- Daquele não, homem; contém Racumin.- Humm! Acho que aquele médico da Câmara está trabalhando pro DEM. Não é com Racumin que irão acabar comigo. Já decidi: não precisarei perder minha barriguinha. Falarei com José, Nobre e Vieira. Eles aperfeiçoaram o transporte de valores e podem burlar os mais sensíveis detectores de mentira.
Salamandra olhou orgulhosa para sua ratazana, cheia de si por ter capturado um murídio tão esperto. “Se um rato desses pega o INSS, ou o Ministério de Minas e Energia, ou a transposição do rio São Francisco, ou é eleito governador do Amapá, nem a CIA, nem o Judiciário da Itália o deterá” – pensou, já fazendo planos para as compras no ParkShopping, à tarde.
DEFESO

Incluindo o Estado do Pará, 62 mil pescadores de 12 outros Estados, já podem sacar a partir de dezembro a primeira parcela do seguro-desemprego, no valor de um salário mínimo, enquanto durar o período de reprodução das espécies. Cerca de 30 mil pescadores paraenses serão beneficiados. Para conseguir o seguro, o benefício deve ser requerido 30 dias antes do inicio do defeso e deve ser solicitado até o fim da proibição. É fundamental que o pescador esteja inscrito na Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap) há pelo menos um ano e apresentar o atestado da Colônia de Pescadores artesanais. Para o saque é necessário apresentar a carteira de identidade e o número de inscrição como segurado especial. A primeira parcela estará disponível nas Agências da Caixa Econômica Federal (CEF), casas lotéricas ou nas unidades Caixa Aqui. No ano passado, a medida beneficiou famílias de 31 mil trabalhadores, injetando R$ 41 milhões do FAT nas economias desses Estados.

ROMBO

Os convênios realizados desde 2005 pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), quando o PMDB assumiu o controle político do órgão, revelam um rombo nos cofres públicos de pelo menos R$ 75,7 milhões referentes a 176 convênios com prefeituras e organizações não governamentais, as “famosas” ONGs, para obras de saneamento básico e serviços à saúde indígena. Levantamento feito pela Funasa, após análise da Controladoria Geral da União (CGU) foram encaminhadas para o Tribunal de Contas da União (TCU) para julgamento casos de obras não executadas, desvio de recursos, prestação de contas rejeitadas, além de outras falcatruas. Somente neste ano, até junho de 2007, a CGU concluiu que 47 convênios entre os analisados estão irregulares. O valor a ser restituído aos cofres da União é de R$ 9,4 milhões. Aqui vai uma pergunta inocente, você já viu algum político devolver dinheiro roubado aos cofres públicos?

CHARUTINHO

A comunidade de Ponta de Pedras se prepara para realizar mais uma edição do Festival do Charutinho, que acontece neste final de semana (17 e 18). O evento cultural busca valorizar o potencial turístico e que já vem se tornando tradição no calendário cultural do município. A prefeitura vai apoiar a programação com o repasse de R$ 3.000,00 (Três mil reais), que serão aplicados na contratação da banda musical. O Objetivo é motivar a população santarena a conhecer e divulgar a culinária regional. A programação inicia no sábado (17), ás 08H00 e às 22H00, haverá festa dançante. Domingo (18), às 16H00 encerramento com a escolha da Miss Charutinho. Este ano a cerveja Nova Schin, através da Jobel Distribuidora de Bebidas, estará patrocinando o evento.

HOSPITAL REGIONAL

Foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 05 de novembro a renovação de um contrato de prestação de serviços com a empresa Falcon Sérvice Ltda, pelo prazo de três meses, SEM LICITAÇÃO, no valor de R$ 1.343,850,25 (Hum milhão trezentos e quarenta e três mil, oitocentos e cinqüenta reais e vinte e cinco centavos), para atender o Hospital Regional de Santarém com serviços de jardinagem e outras cossitas mais. O contrato foi renovado desde o dia 10 de novembro. Endereço da Falcon, Rua E No. 41 – Conjunto Residencial Euclides Figueiredo Sala A Belém-Pará – Tenho uma amiga que reside há 20 anos no conjunto, que é RESIDENCIAL, e ela não conhece nenhuma empresa por lá. Isso não é estranho?

E TEM MAIS.......

No mesmo Diário Oficial aparecem duas empresas santarenas. Saneng Santarém Engenharia, valor do contrato R$ 107.400,00 (Cento e sete mil e quatrocentos reais) e Laboratório Ciesca, valor do contrato R$ 743.400,00 (Setecentos e quarenta e três mil e quatrocentos reais). Os contratos foram renovados por três meses, SEM LICITAÇÃO. Pergunta inocente, por que o Governo do Estado está contratando muitas empresas, se o Hospital Regional não está funcionando? Uma boa pergunta.

DIABETES

Feliz a iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em realizar na última quarta-feira (14), uma programação voltada ao Dia Mundial de Combate ao Diabetes. As atividades iniciaram às 06H30 com uma caminhada do Grupo da Terceira Idade, em seguida, diversas atividades foram realizadas nas dependências da Igreja Santíssimo Sacramento. Os anjos da saúde efetuaram verificação de pressão arterial, teste de glicemia, exame oftálmico, palestra com nutricionista, atendimentos odontológicos, vacinação, cadastro de hipertensos e diabéticos, coleta de preventivo e consultas médicas. Muitas pessoas têm diabetes e não sabem porque não apresentam nenhum sintoma. Você que tem mais de 40 anos e parentes com diabetes, fique atento e procure um médico. Emmanuel Silva, apesar da crise que a saúde enfrenta em todo o Brasil, vem realizando um excelente trabalho em Santarém.

MOTINHAS
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Deputado estadual Alexandre Von (PSDB), através de uma Moção apresentada na Assembléia Legislativa do Estado do Pará, requer a aceleração do processo de criação e implantação da Universidade Federal do Oeste do Pará, com sede no município de Santarém, e a inclusão de novos Campi em Alenquer, Óbidos, Juruti, Rurópolis e Núcleo Universitário em Belterra. ●●● Quem diria, o nosso senador José Nery (PSOL-PA), ex-vereador em Abaetetuba, suplente que assumiu a vaga da governadora Ana Júlia, é um dos articuladores para um terceiro mandato do presidente Lula. Um verdadeiro atentado contra a democracia. Uma vergonha, como diria o jornalista Boris Casoy. ●●● Uma repórter de televisão local entrevistou uma diretora da Apae, sobre uma manhã alegre, onde haverá o leilão de um carro para angariar recursos para a entidade. A colega esqueceu de perguntar a data, horário e local do evento. A gafe deveria ser corrigida pelo apresentador, o que não foi feita. ●●● Deputado federal Lira Maia (DEM-PA), continua em Brasília, trabalhando dioturnamente no sentido de acelerar a votação do plebiscito para a criação do Estado do Tapajós. ●●● Foi nomeado o novo juiz titular da 4ª Vara Penal de Santarém. Dr. Paulo Pereira da Silva Evangelista, que era juiz da Comarca de Prainha. ●●● A Assessoria de Comunicação da Governadora Ana Júlia, comunicou via e-mail, por volta das 12h30, o cancelamento da viajem em virtude de pane no avião do governo. Em seguida às 14h30 a Assessoria da prefeita Maria do Carmo, confirmou a chegada da governadora. Muitos jornalistas não sabiam em quem acreditar. ●●● Acertou a assessoria tupiniquim, sob o comando da jornalista Nelma Bentes. A governadora chegou e assinou convênios com quatro prefeituras do Oeste do Pará. Santarém, Óbidos, Oriximiná e Juruti foram as contempladas. ●●● O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou, os editais de seis concursos públicos que somam 17.939 vagas, para a Seduc, Hemopa, Ideflor e Sespa. No caso dos professores, a remuneração varia de R$ 959,19 a R$ 1.918,38, acrescidos de vantagens legais, para uma jornada de 20 a 40 horas semanais. No caso dos técnicos, o salário é de R$ 1.099,24, para 30 horas semanais. ●●● Na Sespa são 1.780 vagas para cargos de nível superior, médio e fundamental. Para todas as especialidades médicas o vencimento base é de R$ 1.511,95, acrescido de outras vantagens. Para os demais cargos de nível superior a remuneração é de R$ 732,83. Já para os técnicos de nível médio, também em várias áreas, o vencimento base é de R$ 396,49. No caso do nível fundamental, a remuneração é de R$ 380. ●●● O comentário/editorial do padre Edilberto Sena, no jornal da manhã (Rádio Rural) e publicado no Blog do Jeso, sob o título, BR – 163: Cruz e Indignação, retrata fielmente o sentimento da maioria da população do Oeste do Pará. Parabéns companheiro. ●●● Emanuel Jorge (Jorjão), ex-assessor do Oti Santos na Prefeitura de Belterra, mudou-se de malas e cuias para Belém. Boa sorte. ●●● Ilustre amigo Osilenio Moura, acessei seu Blog, excelente, parabéns. Recomendo para os meus leitores – http://www.tapajosja.blogspot.com/ ●●● Tornearia Morenão – Av. Mendonça Furtado 2943, prox. Professor Carvalho, fone (093) 3523 2243. Profissionais competentes fazem a diferença. Confira. ●●● Belém já possui uma via de primeiro mundo, foi inaugurada a nova Av. Duque de Caxias no bairro do Marco. Prefeito Duciomar Costa está de parabéns. A população agradece. ●●● Supermercado Beira Rio (Aquino), está dando descontos de 20 a 50% nos juros, para os clientes quitarem suas dívidas. Av. Tapajós em frente à antiga feira do tablado. ●●● Mais um final de semana, vamos curtir a saborosa loira gelada (Nova Schin), a fantástica ruiva destilada e a bela morena quente. Fui

11/13/2007

Cotijuba - uma bela morena de 118 anos

Cotijuba completou na sexta-feira/10, 118 anos. O evento foi comemorado pela Administração Regional do Outeiro, tendo a frente o seu titular Elinaldo Sena, que levou para ilha toda a sua Assessoria Técnica e convidados num barco fretado. A festa começou cedo e se prolongou por todo o dia. Às 18 horas foi cortado um bolo gigantesco, ofertado pela AROUT e pelos comerciantes locais. Logo em seguida houve um show proporcionado pelo Grupo Parafolcórico Trilha Dourada que se prolongou até as 23 horas.
Conheça a ilha - Os primeiros habitantes da Ilha de Cotijuba foram os índios Tupinambás, que a batizaram com este nome. Em tupi, Cotijuba significa "trilha dourada", talvez uma alusão às muitas falésias que expõem a argila amarelada que compõe o solo da ilha.
De acordo com os historiadores, a integração da ilha à cidade de Belém se iniciou em 1784, com a comercialização do arroz cultivado no Engenho Fazendinha. Com a desativação do engenho, a ilha passou a ser habitada, também, por famílias caboclas que sobreviviam do extrativismo.A chegada da primeira família (Monteiro) na ilha ocorreu cinco dias antes da Proclamação da República
Em 1933, quando a criminalidade infanto-juvenil em Belém atingiu índices alarmantes por conta da estagnação econômica regional, após o declínio do Ciclo da Borracha, o governador Joaquim de Magalhães Cardoso Barata inaugurou o Educandário Nogueira de Faria, construído para abrigar menores infratores.Durante a ditadura militar, as instalações do educandário também abrigaram presos políticos.
Em 1945, imigrantes japoneses chegaram à ilha, ensinaram técnicas agrícolas aos educandos e, em 1951, fundaram a Cooperativa Mista de Cotijuba Ltda, em parceria com os agricultores locais.
Em 1968, foi construída uma penitenciária na ilha e, por algum tempo, educandário e presídio coexistiram. Porém, logo o educandário foi extinto e Cotijuba se transformou em ilha-presídio, recolhendo condenados e presos políticos, adultos e menores, com um sistema penal violento e arbitrário.
Os menores e os presidiários construíram o sistema viário que se mantém pouco modificado até os dias atuais. Em 1977, com a inauguração da Penitenciária Estadual de Fernando de Guilhon, em Americano, a Colônia Penal de Cotijuba foi, definitivamente, desativada, As ruínas podem ser vistas arte hoje ao lado do trapiche;
O estigma de ilha-presídio povoou o imaginário da sociedade paraense, mantendo-a a distância. A Constituição Brasileira de 1988 transferiu Cotijuba ao domínio do município de Belém, quando houve o despertamento do interesse de veranistas atraídos pela riqueza da sua biodiversidade e pela sua proximidade da capital paraense.
Em 1990, através de Lei Municipal, a Ilha de Cotijuba foi transformada em Área de Proteção Ambiental, fato que obriga a preservação das suas ricas fauna e flora. Um pouco depois, no dia 2 de outubro de 1995, o prefeito Hélio Gueiros aprova na Câmara Municipal a Lei N° 7.768, que proíbe a circulação de veículos motorizados na Ilha de Cotijuba sem autorização da Administração Pública Municipal, exceto os que prestem serviços de saúde, proteção policial, produção e escoamento agrícola.
Preservação - Aliás, Na administração Hélio Gueiros, havia uma grande preocupação quanto à preservação da fauna e da flora da ilha. Com base nisso, o gestor implantou na ilha um sistema de transporte (05 de novembro de 1994) de charretes semelhante ao adotado na ilha de Paquetá (Rio de Janeiro). Em Paquetá só existem os carros de coleta de lixo, bombeiro ou ambulância, o transporte é feito por bicicletas ou charretes com tração animal.
Vieram de Santa Catarina, quatro charretes e seis cavalos – adquiridos em fazendas próximas de Belém – e foram levados para Cotijuba. O serviço de charr4este funcionou normalmente em toda a gestão de Gueiros. Depois disso, igual à Conceição de Cauby Peixoto, ninguém sabe ninguém viu.
Atualmente só existe uma charrete funcionando a tipo precário; e um cotijubense diz ser de sua propriedade, assim como um dos cavalos. Só que as charretes pertencem ao povo de Cotijuba. Não consta que o ex-prefeito tenha vendido ou dado de presente o equipamento para somente um morador.
De acordo com os moradores de Cotijuba, em 2005, faleceu o último "preso" da ilha e, com ele, foi enterrado todo o sofrimento que já existiu por ali. Hoje, Cotijuba é um patrimônio a ser visitado, preservado e valorizado pela humanidade. É uma ilha cheia de Amazônia e de Amazônidas.
Localização - A Ilha de Cotijuba está localizada ao norte do Brasil, às margens da Baía do Marajó, próximo à cidade de Belém do Pará.
Limita-se ao norte pela baía de Marajó; ao Sul pelo furo do Mamão, que a separa das ilhas de Jutuba e Paquetá; à Leste pela ilha de Tatuóca e à Oeste pelo canal de Cotijuba, posicionado nas imediações a extremo oeste da Ilha e servindo de ligação entre a baía do Guajará e o rio Pará.
Como chegar - O acesso à ilha de Cotijuba se dá por Belém e por Icoaraci. As embarcações cobram preços populares. O barco que sai do trapiche de Icoaraci, cobra o mesmo preço do sistema de transporte coletivo da cidade.
A viagem pela Baía do Guajará, - saindo de Belém - é muito tranqüila e dura cerca de 45 minutos. Durante o percurso, podem-se avistar os principais pontos turísticos de Belém do Pará (Mercado do Ver-o-Peso, Estação das Docas, etc) e a simplicidade das casas dos ribeirinhos que vivem nas ilhas Paquetá e Jutuba.
Conclusão - A ilha de Cotijuba com mais ou menos 6.000 habitantes distribuídos em 1650 domicílios, tem uma área de 15.808.495.144 metros quadrados. É bastante visitada nas temporadas de veraneio; é uma região rica em paisagens e exemplos da harmonia do homem amazonida com a natureza. A “ilha da trilha dourada”, é um exemplo visível dessa realidade.
Cotijuba possui 19 quilômetros de extensão e localidades com as suas características naturais, seus igarapés e os 16 lagos, além das praias: Farol, do Amor, da Saudade, da Flecheira, Praia Funda, Vai-quem-quer, Praia das Tintas, Pedra Branca e Praia do Pescador, que compõem a rica orla desse local. Algumas dessas praias são de fácil acesso aos visitantes, próximas do núcleo da vila; outras só para aqueles que se permitem uma boa caminhada entre a flora da ilha num verdadeiro passeio ecológico. Quanto maior à distância, mais intactas as praias são mantidas. Ah, poderia falar muito mais da nossa querida Cotijuba, mas o espaço acabou.
Todos os que prestigiam este jornal eletrônico residentes em Belém e arredores, não deixem de visitar Cotijuba em através do seu povo, abraçar a bela e sedutora aniversariante.

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■ Com a colaboração de Socorro Suely Rodrigues.

11/09/2007

ALTAR EM CHAMAS
Brasília Cidade Amiga da Amazônia

Brasília – A ONG brasiliense Preserve Amazônia articulou com o Greenpeace a inclusão de Brasília na campanha Cidade Amiga da Amazônia, para o que coletou, de 21 de março a 4 de junho de 2006, mais de 3 mil assinaturas, entregues em audiência pública, no dia 5 de junho, no plenário da Câmara Legislativa, que aprovou o Projeto de Lei 3.967, de 27 de fevereiro de 2007, o qual alicerçará as ações do governo do Distrito Federal na coibição da compra de madeira ilegal da Amazônia.
O governador José Roberto Arruda (DEM) deverá implementar essa orientação ambiental em todas as instância do GDF, em campanha a ser lançada na visita do secretário geral das Nações Unidas, o sul coreano Ban K-Moon, a Brasília e à Amazônia. K-Moon visitará a América Latina para tratar de mudanças climáticas.
A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Sua destruição põe o Brasil como quarto emissor de carbono do planeta, contribuindo para o aquecimento global. Pelo menos 10 mil quilômetros quadrados por ano são destruídos. Em 2002, foram arrasados mais de 25 mil quilômetros quadrados.
Desde 1970, 30% da floresta já foram torados ou incendiados para plantação de soja, criação de gado e produção de carvão. Florestas em reservas indígenas, em áreas de preservação permanente e até em assentamentos do Incra (Instituto nacional de Colonização e Reforma Agrária) desaparecem do dia para a noite, numa rede criminosa profundamente infiltrada no poder público.
O poder público é dono de 78% da Amazônia. O governo federal estima que 80% da madeira da região são torados ilegalmente. O Brasil consome 85% da madeira da Amazônia. Um dos grandes compradores são prefeituras municipais, que se tornam, assim, cúmplices da corrupção do santuário amazônico, altar em chamas.

11/08/2007


PAPAI NOEL
O pagamento do 13º salário deve injetar cerca de R$ 64 bilhões na economia brasileira até dezembro. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que divulgou recentemente um estudo sobre o impacto do benefício em todo País. No Pará, onde 1.337.210 trabalhadores receberão o salário extra, o incremento orçamentário chegará a R$ 921 milhões, montante que é 8,43% maior que o valor liberado ano passado. Para calcular o ingresso desses valores na economia, o Dieese levou em conta dados da relação Anual de Informações Sociais (Rais), Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2006, além de informações do Ministério da Previdência Social.

PRAZO FINAL

Por lei as empresas têm até o dia 30 de novembro para pagar a primeira parcela do 13º salário aos seus empregados, sob pena de serem multados pela Justiça do Trabalho. O valor da primeira parcela corresponde à metade do salário de outubro para quem foi contratado até 15 de janeiro de 2007. Quem foi contratado após esta data terá o pagamento proporcional aos meses trabalhados (o período de 15 ou mais dias é considerado como mês integral). Têm direito a receber o 13º salário, todos os empregados, inclusive os domésticos, rurais e avulsos, além de aposentados e pensionistas.

ELEIÇÕES 2008

Há no mínimo 16 pré-candidatos à Prefeitura de Belém para as eleições municipais de 2008, incluindo o atual, Duciomar Costa, do PTB. A guerra é para administrar um orçamento de mais de R$ 1,158 bilhão, com base nos cálculos deste ano, e interferir na vida de mais de 1,4 milhão de habitantes, distribuídos em 71 bairros e oito distritos administrativos. Entre os cotados para a disputa estão: - Edmilson Rodrigues (PSOL); Suely Oliveira, Mário Cardoso, Valdir Ganzer (PT); José Priante (PMDB); Simão Jatene, Zenaldo Coutinho e Paulo Chaves (PSDB); Valéria Pires Franco (Democratas); Arnaldo Jordy (PSB) ; José Carlos Lima (PV); Atnágoras Lopes (PSTU); Cássio Andrade (PPS); Zeca Pirão PP) e Raimundo Abdon (PMN). Na próxima semana, divulgaremos os possíveis pré-candidatos em Santarém.

GRANDE MULHER

Como estreante na disputa ao cargo de prefeita, surge a ex-governadora do Estado Valéria Pires Franco (DEM) . Ela não esconde suas pretensões de governar Belém. Ela aposta na sua atuação como secretária de Promoção Social, cargo que acumulava no governo tucano de Simão Jatene. O presidente estadual do DEM em exercício, deputado estadual Márcio Miranda, diz que Valéria é candidata por estar em 'excelente posição nas pesquisas de opinião'. Aliança com os tucanos? O parlamentar responde que agora é um 'novo momento'. 'Ela aparece melhor colocada que qualquer um dos candidatos deles', comenta Miranda, relatando que o esfacelamento da 'União pelo Pará' inviabiliza, de certa forma, a reaproximação. Márcio garante que Valéria tem buscado o diálogo com todas as siglas. Não descarta apoios, mas, pelo discurso, não admite Valéria como coadjuvante na briga pela PMB: o partido quer a ex-vice governadora como cabeça de chapa. As fichas estão concentradas na figura feminina que, ao longo de quatro anos desempenhou programas direcionados às populações mais carentes do Estado.

INCRA

O deputado estadual Alexandre Von (PSDB), requereu junto a Comissão Temporária da Assembléia Legislativa, para que acompanhe apuração de denúncias de irregularidades junto a Superintendência Regional do Incra na região Oeste do Pará, referentes a criação de projetos de assentamentos , crédito-fomento e implantação de obras de infra-estrutura, além de denuncias formuladas por ONGs e, até mesmo pelo Ministério Público Federal, com a decisão da Justiça Federal que determinou a intervenção em nada menos do que 99 (noventa e nove) assentamentos rurais sob suspeita de irregularidades.

MULHERES

Integrantes do Programa Saúde da Família do Jardim Santarém convocam todas as mulheres do bairro que ainda não realizaram o PCCU – Preventivo do Câncer do Colo do Útero para comparecer à Unidade no período de 19 a 23 de novembro de 2007, das 13h00 às 17h00. Na oportunidade, essas mulheres serão atendidas pelos profissionais da referida unidade, que estarão coletando o material para a realização do exame. Os profissionais de saúde ressaltam a importância do exame, que ajuda a prevenir e a combater o Câncer do Colo do Útero, que é a terceira neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, sendo superado pelo câncer de pele e pelo câncer de mama. É a quarta causa de morte por câncer em mulheres.

MOTINHAS
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Fórum Internacional de Madeira Tropical trará ao Pará, neste mês, representantes do primeiro escalão de países africanos, asiáticos e europeus. São esperados cerca de 150 estrangeiros. Eles visitarão a Flona Tapajós, em Santarém, e farão um tour por empresas madeireiras do Distrito Industrial de Ananindeua e Icoaraci. O fórum vai debater o mercado de madeira tropical no mundo. ●●● O decreto que deu o nome do maestro santareno Wilson Fonseca a uma rua do Rio de Janeiro foi assinado no dia 9 de outubro do ano passado pelo prefeito César Maia. A rua do Maestro fica entre as Ray Conniff e Marlon Brando. É muita bagagem. ●●● Manoel Carlos, o autor de novelas da Globo, se filiou ao Partido Verde, no Rio. Não é candidato, mas pretende dar total apoio às candidaturas do partido. ●●● Ao contrário dos que muitos pensavam, o vice Odair Corrêa foi bastante discreto quando exerceu o Executivo, na ausência da governadora Ana Júlia. Na última segunda-feira/05 Ana Júlia reassumiu o governo. Odair terá outra oportunidade de assumir o poder, em março, se a governadora aceitar o convite para visitar a China. ●●● O jornalista Walter Guimarães será o único representante nortista a receber, da Federação Nacional dos Colunistas Sociais, o “Troféu Jacintho de Thormes”, como um dos mais renomados colunistas de todo o país. A entrega será neste sábado (10), em Santa Catarina. ●●● Jornalista e deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) virá a Belém em março, para uma reunião do Partido Verde com todos os militantes do Estado. Vereador Valdir Matias JR, deve marcar presença. ●●● Nicolau do Povo, fiel escudeiro do competente médico Nélio Aguiar, vai disputar uma vaga de vereador em 2008, pelo Partido Municipalista Nacional (PMN), tem saúde para ganhar. ●●● Vem ai: AVATAR Aguarde! Você não perde por esperar. ●●● Repórter do Rádio Pela Educação, produção da Rádio Rural de Santarém, está entre os vencedores do Concurso Jovem Parlamentar 2007. ●●● A cerveja Nova Schin, estará patrocinando o Festival do Charuto, nos dias 17 e 18 de novembro, na praia de Ponta de Pedras. Imperdível. ●●● Os parlamentares que defendem a divisão do Pará trabalham rápido. Pressionam, agora, para que o Senado coloque na ordem do dia, para ser votada daqui a 15 dias, a autorização do plebiscito. Dentre eles, está o deputado federal Lira Maia (DEM-PA). ●●● Tornearia Morenão Av. Mendonça Furtado 2943 prox. Professor Carvalho Fone (093) 3523 2243. ●●● O ex-governador Simão Jatene esteve no inicio da semana em São Paulo, tratando das questões ligadas ao PSDB, com a direção nacional do partido. Candidaturas a prefeito de Belém serão discutidas só em dezembro. ●●● Dia 12 de janeiro, data de aniversário de Belém, o prefeito Duciomar inaugura o primeiro quilômetro de orla da cidade. Nessa mesma data Dudu abre a Avenida João Paulo II (ex-Primeiro de Dezembro) até o Entroncamento. ●●● O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), espera que no inicio da semana seja votado o projeto de lei que legaliza a prostituição no Brasil, de sua autoria. A sociedade está dividida. Você é contra ou a favor? ●●● Supermercado Beira Rio (Aquino), aberto de 5 da manhã até 10 da noite - Av. Tapajós em frente ao antigo Tablado. ●●● Final de semana. Vamos comemorar com uma gostosa loira gelada (Nova Schin), uma fantástica ruiva destilada e a bela morena quente. Fui.

11/07/2007

Prof. Raymundo Dias - Uma história 100% paraense


Nossos parabéns ao filho, irmão, esposo, pai, avô, bisavô, amigo e herói que hoje completa 86 anos e inicia seus oitenta e sete.
Filho de caboclos naturais da ilha do Mosqueiro, e que posteriormente, imigraram a Belém, conseguindo fazer vida como açougueiros, “seu Dias”, como é conhecido, foi educado por um médico nos anos entre as décadas 20 e 30.
O profissional de saúde, que também era pianista, o ensinou a ter uma boa postura em sociedade (etiquetas) e também, a cantar; despertando no então garoto, seu talento musical. Desde lá, a música passou a ser uma constante em sua vida.
Ingressou no antigo Instituto Lauro Sodré (que tinha regime de internato à época) e ali se desenvolveu como atleta e integrante da banda musical da escola ,tocando trombone de vara.
Já como soldado do exército, não chegou a ir p/a segunda guerra devido à sua estatura, pois à época, havia seleção. Só os mais altos era quem iam. Ainda bem! Assim, ele conseguiu escapar do pior, quem sabe?!.....Mas, mesmo em quartel local, esteve sob duro treinamento com "bala real". Ele conta que certa feita, livrou-se de morrer junto com outros companheiros, quando por experiência, perceberam uma 'voz de comando errada' da parte de um sargento que os mandava levantar enquanto uma metralhadora antiaérea varria o terreno com centenas de tiros. Posteriormente, aquele sargento foi chamado de recruta por um capitão que assistia ao treinamento.
Mesmo sendo de pele mais escura, Raymundo Dias sempre gostou de trajar-se como todo um Gentleman. Nas festas, chamava atencão, com seus ternos de casemira branca.
Como excelente bailarino (chegou a ser conhecido como pé-de-valsa), encantava as damas presentes nos salões de bailes, onde conheceu a dona Bib i (de família de ascendência judáica-portuguesa), a mais bela da Travessa Estrela, no bairro da Pedreira, em Belém.
D. Bibi era chamada de "a estrela da estrela"; que, com seus olhos claros, cabelos longos e pele fina e branca, enamorou, mesmo sem querer, a muitos. Entre tantos, alguns cidadãos portugueses que destacaram-se no comércio e industria; Além de alguns oficiais de Marinha de alta patente.
Mas...o amor tem diferentes caminhos...
Ela acabou por aceitar o Raymundo Dias (mesmo a contra-gosto de todos os que se opunham) e com ele, viveu mais de cinqüenta anos, gerando oito filhos e filhas, netos e bisnetos e tataranetos.Todos, homes e mulheres de bem, profissionais honestos e trabalhadores.
Com o falecimento de D. Bibi (Z'L'), Raymundo entristeceu-se um pouco e já não brinca como antes.
Casou-se outra vez e continua sendo um incentivador da vida, com suas histórias e aconselhamento aos jovens.
Em sua humildade, aceita como apenas uma brincadeira e até sorri junto àqueles jovens-amigos irreverentes, que dizem que o contraste da pele morena e suas cãs...se parece ao 'sorvete de açaí com cobertura de côco'.
Este ano,” seu Dias” assustou a todos com um princípio de enfarto....mas nada que seu vigor físico não suportasse.
Após o susto, já retornou às suas sessões de hidroginástica e suas caminhadas de todas as manhãs. Ele gosta de andar muito. É seu principal exercício.
“Seu Raymundo” nunca quis ter automóvel. Mesmo em seus áureos tempos de comerciante (farmácia), somente um chauffeur vinha buscá-lo de volta à casa. Já em casa, ouvindo o jogo de futebol num radinho de pilhas, conferia a renda do dia e fazia suas anotações.
Raymundo Dias já ajudou muita gente, assim como também já foi ajudado. Amigos, que conserva até hoje. Afinal de contas, sustentar uma família nesse Brasil de tantos santos, não é tarefa fácil.
Ele sempre ensinou aos filhos que: “`As vezes, nessa vida de trabalhador brasileiro, é necessário engolir muitos desgostos e insultos, a fim de trazer o pão pra mesa no fim da tarde".
Raymundo Dias....um guerreiro de fé que não 'se mixa' por pouco.
É ele, que nem um passarinho...canta e canta....mesmo quando a situação aparentemente está difícil.
Foi o professor-fundador da Escola Adventista de Icoaracy, onde viveu largos anos.
Canta até hoje com o grupo Irmãos do Rei (primeiro quarteto vocal da Amazônia).
Fundou o conjunto Flores da Primavera e, posteriormente o cora Vozes de Sião ,que, esteve sob sua maestria há mais de trinta anos e inspirou outros grupos-corais de várias igrejas, entidades e empresas do Pará.
Foi o criador da Festa do Abacaxi, ainda comemorada a cada ano naVila Sorriso, atraindo centenas de pessoas.
Enfim...esse homem simples e que não toma menos que meio litro de açaí para não sujar os dentes com tão pouco, tem mesmo, a fibra dos grandes paraenses. Daqueles que honram esta terra abençoada por todas as estrelas de sua bandeira.
Hoje O Pará está de parabéns, pois o Senhor Professor Raymundo Dias está de aniversário.
Parabéns “ seu” Dias!

Esta é uma história verídica e 100% paraense.

11/03/2007

A Poesia de Iolanda Brazão


Eu era feliz e não sabia

Antes tudo era calmo, tranqüilo!
Todos se conheciam e reconheciam-se
Havia amizade, cumplicidade!
E automaticamente diante disso a felicidade
A inocência era conseqüência
Hoje em dia só violência
E tudo não existe mais.
O progresso chegou destruindo tudo
Os valores de ontem já não são os mesmos hoje
A televisão ta aí pra excitar
Pra distorcer e ensinar.
O capitalismo lucra com a destruição da família
Pra poder fazer mais um lar
E assim mais a ganhar
Vendendo tudo em dobro
E o que vemos na rua é assustador...
Assalto, tiroteio,arrastão

Na verdade muita confusão
Hoje ninguém conhece ninguém
Todos se fazem refém
Vivendo diante de tanta ameaça e insegurança
Eu era feliz e não sabia...
Mas o tempo não volta atrás
Quem viveu ,viveu ...
Resta agora relembrar
Quem não viveu, ficará na saudade
E ainda assim não terá lembranças
E se ainda rezar muito, terá esperança
De viver em um mundo igual ao de outrora
Já eu e você, que vivemos esta gloria
Ficamos com todas as lembranças
Pra podermos contar nossa história.
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Iolanda é de Icoaraci

Ela mesmo conta -Sou escritora, poetisa, produtora, atriz e diretora, reg. nº 13738 - DRT - RJ. Escrevi minha primeira poesia em 1969, daí então nunca parei de escrever.
Como atriz comecei minha carreira artística em Belém do Pará – Icoaraci - minha terra natal, em 1973, com o Grupo Gruta
, dirigida por Salustiano Moraes de Vilhena e Henrique da Paz.
Meu primeiro trabalho foi “Os Viajantes” de Isabel Câmara. Logo em seguida vim para o Rio de Janeiro.
Em 1994 escrevi meu primeiro texto teatral “A Nova Versão da História do Lobo Mau”. Com ele venci um festival no Teatro Procópio Ferreira - Nova Iguaçu , ganhando assim todos os prêmios: melhor espetáculo, melhor texto, melhor direção, ator e atriz. Com este espetáculo estou 12 anos em cartaz fazendo Teatro Escola.
Mais tarde escrevi outros textos: A Sereia Encantada, As Aventuras do Cão Totó, Os Dois Irmãos, A Porção Mágica, O Rapto do Papai Noel, Alugam-se Vagas, Alugam-se Vagas II, Parece que não é mais é, Na casa dos 40, Direitos Iguais, Entre Dois Amores, A Mulher E A Consciência, A Empregada Fissurada, As Aventuras de Severina e Guta, O Casamento da Onça com O Bode, Careta Não! Sem Drogas Sim e Big Bode Especial.
Minhas poesias estão publicadas no site:http://recantodasletras.uol.com.br/autores/iolandabrazao
Tenho um romance e uma história infantil a serem publicados, ou seja, inéditos.
Atuo na Baixada Fluminense desde 1986; ora ministrando cursos de iniciação teatral, montando, dirigindo e atuando espetáculos teatral.
Como escritora e atriz, faço parte de duas Academias de Letras e Artes. De São João de Meriti e de Mesquita.

11/02/2007

FINADOS
Mortos e vivos se reúnem em Macapá

Brasília – Finados. Ontem, choveu um pouco no Planalto Central, amenizando os vestígios de secura da primavera. A temperatura está agradável. Acabo de fazer as orações aos meus antepassados e mortos da família. Nesta época do ano, as noites no Planalto Central ainda são quentes e secas. Quando são muito quentes, abro a porta da sacada e a janela do meu quarto para uma eventual brisa circular pelo apartamento. Às vezes, se a noite é ardente, sinto o perfume exalado pelo jasmineiro. Meu jardim compõe-se de um arbusto de léia-rubra, um belo comigo-ninguém-pode, duas violetas, um lírio e duas jibóias, além do jasmineiro. Quando estou sozinho, gosto de ouvir o silêncio, e de percorrer as lombadas dos meus livros de cabeceira na estante. Apanho Cheiro de Goiaba, de Gabriel García Márques, e vou para o sofá. Cheiro de Goiaba é um bate-papo entre Gabo e Plínio Apuleyo Mendoza, publicado em 1982. Em espanhol, El Olor de la Guayaba. Este livro contém o trópico como tempestade nos campos das minhas lembranças.
Em Brasília, só percebemos plenamente o trópico nos dias quentes, pois as mulheres povoam as ruas e os shoppings trajando roupas folgadas e decotados e sandálias. Mas as brasilienses não recendem a goiaba. Nem a Chanel Número 5 e maresia. Nem, tampouco, transmitem a embriaguez do gim. Lembras-te, Fernando Canto, daquela noite, em Belém, quando nos embriagamos com gim? Houve outras noites regadas a daiquiri, Cerpinha e Strega.
Fernando Canto degusta Cerpinha. Troncos gigantescos de árvores espraiam-se até onde a vista alcança no mangue, desde a Fortaleza São José de Macapá até o Igarapé das Mulheres. O Trapiche, defronte ao Macapá Hotel, é uma rua comprida, sem semáforos e sem esquinas. Se é maré cheia e venta, ondas sucessivas explodem no quebra-mar. Mulheres bonitas espalhavam um rastro perfumado no rio azul da tarde, quase noturna. Perto, na Rua Mário Cruz, o poeta Isnard Lima Filho ouve o silêncio da tarde, enquanto espera a grande dama, a noite, na expectativa de uma possível incursão etílica.
O rio Amazonas açoita o quebra-mar com sua força descomunal. Os troncos foram removidos faz muito tempo. O Trapiche se afoga no mar doce e, longe, um navio grande como uma cidade se move como lesma para o Norte e se encontrará com o Atlântico. O antigo prédio do Macapá Hotel foi demolido e no seu lugar ergueram um hotel mais amplo e confortável, embora sem o encanto daquelas tardes de outrora.
Sirvo Fernando Canto de nova taça de Cerpinha. Não sei se o poeta prefere Cerpinha, nem se os bares do quebra-mar servem-na enevoadas, mas, aqui, na dimensão da poesia, só há o melhor das nossas vidas. Fernando Canto também ouve o silencioso aproximar-se da noite firme. Ouve-se merengue. Embora o som e as mulheres povoem um bolsão de silêncio. O poeta, quem sabe, trabalha um poema, ou compõe uma canção, ou absorve o embrião de um conto, enquanto voa na noite iluminada por mulheres inacreditáveis de tão lindas.
Quanto a mim, há muito tempo não me sentia tão feliz. Estou em Macapá, bebendo Cerpinha enevoada com Fernando Canto.
- Ela logo virá – diz Fernando Canto.
Sim. Aguardo-a. Ela esparge rosas colombianas à sua passagem e tem o poder de evocar a estrela azul.
- Será como num conto – diz Fernando Canto.
- Como num conto de Gabriel García Márquez – digo.- Em Barranquilha? – Fernando Canto pergunta.
- Não! – respondo.
– Em Macapá, mesmo, mas num conto de Gabriel García Márquez.
De repente, sinto o perfume tênue das rosas.
- Gabo é como um morto com quem eu gostaria de ter convivido – disse. Fernando Canto ficou atento. – Conheço-o demais sem nunca sequer o ter visto. Mas conheço-o apenas na dimensão da poesia, não como conheço a ti, Fernando – disse ao poeta. – Isso ocorre também com meu pai e com Ernest Hemingway. Ah! meu pai era bonito e não tinha medo! Ele me contou histórias maravilhosas... Vejo-o em sonhos e sinto sua presença quando oro para meus antepassados. Meu pai é uma das pessoas com quem eu gostaria de passear e bater papo, agora, que me sinto maduro para isso. Não tive, entretanto, essa oportunidade.
- E Hemingway? – Fernando Canto perguntou.
- Todos os anos, envio para a Academia Espiritual da Seicho-No-Ie, na cidade de Ibiúna, em São Paulo, pedidos de oração para mortos queridos, entre os quais Papa Hemingway. Os mortos recebem oração o ano todo. Fernando, saiba que oração, para os mortos, é luz, luz que conduz à Harmonia cósmica, que é Deus. Pois bem, no primeiro ano que enviei o nome de Papa para Ibiúna sonhei com ele. Encontrava-me em um teatro que me lembra o interior do antigo Cine Palácio, na Avenida Presidente Vargas, em Belém. Papa estava sentado entre duas pessoas na platéia superior. Seus cabelos estavam completamente brancos e ele, muito magro e com aquela debilidade das pessoas muito velhas, embora tivesse apenas 61 anos. Logo depois o vi no palco. Várias pessoas o ladeavam. Era o jovem Hemingway, trajando seu humilde terno preto dos tempos em Paris. De repente, ele desceu do palco e passou por mim, voltou-se e me olhou nos olhos. Obrigado!, ele me disse, em silêncio.
Fernando Canto pedira novas Cerpinhas e novas taças, e me servira a enevoada cerveja paraense, a mais deliciosa do mundo. Em Brasília, são 2 de novembro, mas, na dimensão da poesia, não é novembro, pois chove, em novembro, na Amazônia. É uma noite mágica de julho, quando todas as estrelas da galáxia se aglomeram no céu de Macapá, os jasmineiros enlouquecem e as mulheres ficam ainda mais bonitas
.- Isnard! – Fernando Canto gritou. O poeta Isnard Lima Filho, trajado em linho branco, inglês, aproximou-se, sorrindo. Logo depois chegou o pintor Olivar Cunha. De um instante para o outro, nos reuníamos em torno de várias mesas, agora também com Alcinéa, Hemingway, Gabo, meu pai, e havia outros mortos e vivos. Ganhei um sorriso de Savina e lá estava Antoine de Saint-Exupéry. Francisco, meu irmão, me abraçou. Tinha a mesma beleza e imortalidade de sempre. Mamãe me deu um abraço redentor. É a mulher mais maravilhosamente linda e forte que já conheci. Linda, minha irmã mais velha, também estava lá. De repente, todos estavam lá, mortos e vivos, estávamos lá, ofertando rosas para a madrugada.
Masaharu Taniguchi também estava lá, e declamou Canto da Vida Eterna.

Este corpo é como o arco-íris.
O arco-íris não é perenee
e em breve desaparece.

Este corpo é como a bolha.
A bolha não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como a miragem.
A miragem não é perene
e em breve desaparece.
Este corpo é como o eco.
O eco não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como o relâmpago.
O relâmpago não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como a nuvem.
A nuvem não é perene
e em breve desaparece.

Este corpo é como a correnteza.
A correnteza é inconstante
e se escoa sem parar.

Este corpo é como a bananeira:
parece que é sólido,
mas não tem consistência.

Este corpo é como o fogo:
parece que transmite calor,
mas a tudo consome e se extingue.

Este corpo é como o sonho:
parece que é real,
mas é irreal e efêmero.

Este corpo vem da ilusão:
parece ter substância,
mas é vazio e efêmero.

Este corpo é desamparado;
parece ter amparo,
mas logo se desmorna.

Este corpo não possui mente;
embora pareça possuí-la,
não a possui, tal qual entulho.

Este corpo não tem vida;
como palha carregada pelo vento,
é arrastado pela força do carma.

Este corpo é impuro;
embora pareça formoso,
está repleto de impurezas.

Este corpo é transitório;
embora pareça duradouro,
um dia terá de morrer.

Não é existência verdadeira
o que some como a bolha,
o arco-íris, a miragem, o eco.

Não tomeis por vosso Eu
o que não é existência verdadeira;
jamais o considereis vosso Eu.

O que é efêmero não é o vosso Eu.
O que morre não é o vosso Eu.
O que desaparece não é o vosso Eu

O que é eterno, eis o Eu!
O que é imortal, eis o Eu!
O que é universal, eis o Eu!

Repondo os fatos -2

O presidente da Câmara Municipal de Belém, vereador Zeca Pirão publicou na seção Espaço do Leitor do Diário do Pará, uma carta contrapondo algumas críticas feitas pelos leitores Sinderlei Cardoso e Luiz Mário de Melo, veiculadas no jornal, e na mesma seção, nessa quinta-feira/31, sobre fatos lamentáveis ocorridos durante a realização de uma “audiência pública” promovida pela CMB em Icoaraci sobre “graves problemas na obra do Conjunto da COHAB”.
Além dos muitos argumentos - alguns dos quais demagógicos e fantasiosos – Pirão afirma que “é a primeira vez na história que esta Casa Legislativa promove audiências públicas periódicas em todos os bairros e distritos do Município com a finalidade de ouvir a população...
O edil deve se informar melhor.
Em Icoaraci desde 1967 já foram realizadas pelo menos seis audiências públicas.
O então vereador Antônio Cunha Gonçalves - conhecido por Matos Costa -promoveu uma; Alby Corrêa de Miranda liderou três; o vereador Rodolpho Ezequiel Cabral Tourinho – de saudosa memória-, promoveu mais três... inclusive comandos médicos em várias comunidades (Pratinha, São Clemente, Tapanã, Tenoné e Outeiro) com o apoio da Câmara Municipal.
E, para concluir - cinco anos, no dia 13 de abril, a Câmara Municipal de Belém realizou – aí, sim, pela primeira vez – uma sessão ordinária aqui em Icoaraci, presidida pelo vereador Joaquim Passarinho.
Foi no Clube Ibirapuera, na Rua XV de agosto, em frente à Praça Paes de Carvalho.
Alguns dos atuais vereadores se lembram.
Se não se lembram, vejam uma das fotos tiradas no evento pelo Paulo Eremita Filho.

Repondo os fatos - 1

O Liberal de segunda-feira, 19 de novembro, publicou no seu caderno Magazine uma reportagem, sobre a memória cultural de Icoaraci, tendo como mote principal a pesquisadora Audo Piani, criadora do Movimento de Vanguarda da Cultura Icoaraci (Mova-CI).
A matéria foi muito bem escrita por Carolina Menezes; todavia, necessita de uma pequena correção.
Audi Piani afirma que foi a descobridora do trabalho de Antônio Farias Vieira – o inesquecível Mestre Cabeludo, morto em setembro de 1999 – e que foi o precursor da cerâmica artística e gráfica da minha Vila Sorriso.
Não é verdade.
Na realidade, Mestre Cabeludo foi descoberto por mim nos idos de 1960, despertado pelo, hoje jornalista, Herculano Bispo que à época fazia as fotos para uma coluna de meia página que eu mantinha aos domingos na Folha do Norte.
O resultado desse encontro foi uma reportagem de página inteira – que ganhou espaço nos anais da Câmara Municipal por solicitação do vereador Alby Miranda (Arena).
Cabeludo ganhou mais duas outras reportagens n´O Liberal – já na versão Romulo Maiorana alguns após anos.
A última reportagem foi publicada no mesmo jornal (Caderno de Domingo, já no sistema off-set) editada pelo jornalista Guálter Loyola Alencar, que morreu de acidente de trânsito no ano passado.
Não se pode tirar os méritos de Audi Piani.

Foi ela quem, através do Moca-CI, resgatou - e continua resgatando - a memória do Mestre Cabeludo com a realização a partir da morte do artista da Semana Cultural Mestre Cabeludo, realizada sempre em setembro.
Mas quem descobriu Antônio Vieira, fui eu.
O Mestre Cardoso, também... mas isso é assunto para outra oportunidade.
Recebi com pedido de publicação o texto a seguir. Após analisar e verificar o conteúdo e a sua importância, resolvi atender:

“A direção da União Norte Brasileira, associação adventista, resolveu por conta propria, confundir com lei federal, uma Instrução Normativa citada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996, e na Lei Orgânica de Seguranca Alimentar e Nutricional do Ministério da Educacão que contempla o direito à alimentação escolar a cada criança.
Uma verdadeira ignorância jurídica.
Se o disposto acima fosse lei federal, todas as escolas do Brasil estariam cumprindo com o mesmo.
Os adventistas estão impondo seu regime alimentar religioso em suas escolas de Belém, proibindo seus alunos de comprarem o que desejam nos intervalos e recreio, além de proibirem também os responsáveis por suas cantinas de venderem o que os pastores julgam impróprio.
Mal sabem eles, que o glúten, tão largamente usado em seus produtos SUPERBOM, já está há muito, este sim, proibido nos países de primeiro mundo, devido desencadear uma série de reações alérgicas, podendo levar,em alguns casos, à morte.
Assim, pelo menos nos EUA, nenhum produto que contenha glúten, pode ir às prateleiras sem a devida advertência de que o contém.
O maior absurdo em tudo isso é o autoritarismo dos líderes adventistas.
Eles ameaçam alunos e funcionários, dizendo que se não seguirem tais normas, receberão determinadas represálias administrativas.
Está na hora de sentirem que o mundo não gira em torno deles.
Mãos à obra amigo.
Use todo esse talento que Deus lhe deu e acione sua cadeia de amigos de imprensa - inclusive o seu apreciado Jornal do Feio - pra fazer o secretário de Educacão do Estado levantar da cadeira e reagir; pra mostrar quem manda no sistema de Educacão no Pará, fazendo uma fiscalização nas lanchonetes adventistas e perguntando o porquê de não se encontrar um guaraná da Amazônia (que é tão bom) pra vender pros alunos.

Afinal, a maioria dos alunos não é adventista.
Sabe-se ainda, que tal proibição é algo localizado.
Em outras escolas adventistas do Brasil não acontece o mesmo.
Grato.

Antônio Humberto Mercês Bretas
Belém”

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Contatos: aldemyrfeio@belem.pa.gov.br


11/01/2007


GUINCHO
Conhecida por ser uma terra de oportunidades, Belém é terreno fértil também para uma nova indústria, a dos guinchos. Com R$ 87,00 por veículo guinchado ao menor sinal da Ctbel, ainda que em áreas não sinalizadas, empresas estão indo de vento em popa. Como a Suspencar, por exemplo, que, a cada 20 dias, embolsa algo em torno de R$ 17 mil, enquanto o pátio da Ctbel vai ficando pequeno para os carros. Aqui em Santarém, não é diferente, você não pode vacilar, caso contrário, a poderosa indústria entra em ação. Da última vez que escrevi sobre o assunto, fui bater nas barras do Tribunal. É dever da imprensa, acredito eu, chamar atenção das pessoas. Nunca vi ninguém ganhar tanto dinheiro, em tão pouco tempo. Isso é uma vergonha, como diria o jornalista Boris Casoy.

SAÚDE

No plenário da Câmara Municipal de Santarém, o vereador Luiz Alberto (PP), reportou-se em defesa do Secretário Municipal de Saúde, Emannuel Silva, que vem realizando um grande trabalho na área da saúde em nosso município. Citou que problemas existem em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, dentre outras cidades brasileiras. Santarém não pode ser exceção, já conquistamos vários avanços com a implantação do projeto Saúde Bucal e melhorias no setor de atendimento de emergência do Hospital Municipal. Lamentou que a CPMF não esteja sendo usada apenas no setor da saúde. Disse que o Dr. Emannuel é um homem técnico, e que está desenvolvendo um trabalho sério e competente.

CHEIRO DE CORRUPÇÃO

Grande parte dos amantes do futebol está em festa com a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, enquanto os críticos alertam para a falta de transparência e a eventual corrupção na gestão dos recursos para preparar o grande evento. "Valeria a pena se tivesse gente séria, uma gestão transparente, com objetivos de melhorias sociais. Mas do jeito que está vai ser uma roubalheira", dispara o ex-jogador Sócrates, paraense, nascido na cidade de Igarapé-Açú, região nordeste do Estado, crítico da administração da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), presidida por Ricardo Teixeira há 18 anos. Sócrates é um caso raro entre ex-jogadores, dirigentes, técnicos e atletas, que, em geral, aplaudiram a decisão da Fifa, anunciada na última terça-feira (30). Para o doutor Sócrates, a CBF não conseguirá recursos suficientes da iniciativa privada e o dinheiro "vai sair do nosso bolso mais uma vez", como nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em julho deste ano, quando o governo federal bancou a maior parte dos mais de 4 bilhões de reais gastos.

RECURSOS DO PPA

O deputado estadual Alexandre Von (PSDB), através de emendas apresentadas por ele no Plano Plurianual (PPA), na Assembléia Legislativa do Estado, solicita R$ 10 milhões para o Terminal Fluvial de Passageiros de Santarém. R$ 10 milhões para o Terminal de Passageiros do Aeroporto Wilson Fonseca, como contra partida do Governo do Estado. Recursos também para a construção de um Centro de Convenções e Eventos em Santarém, além de recursos para um Centro de Eventos Turísticos e Culturais em Alter do Chão. Propõe a implantação de unidades do Corpo de Bombeiros para Alenquer, Juruti, Óbidos, Monte Alegre e Oriximiná. Propõe a implantação de campus da Uepa em Alenquer e Óbidos, além de recursos para a ampliação do campus da Uepa em Santarém, com novos cursos.

TEMPORÁRIOS

As galerias da Assembléia Legislativa foram ocupadas desde cedo pelos servidores temporários. Eles vieram acompanhar a sessão realizada na última terça-feira (30/10) e pediram apoio dos deputados para evitar as demissões. A mobilização foi avaliada pelos parlamentares de vários partidos. A deputada Regina Barata (PT) lembrou que a situação dos temporários no serviço público federal é diferente dos temporários do Estado. “A União tem um prazo mais elástico, de quatro anos, para resolver a questão. Aqui no Pará, por força do Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público, o governo tem até o final do ano para efetuar as demissões”, comparou Regina Barata. Ela defendeu uma negociação com o MP para conseguir uma flexibilização maior nesse prazo. O deputado Martinho Carmona citou exemplos de tentativas de solucionar o problema em outros estados. “Em Minas Gerais, o governador Aécio Neves transformou os temporários em cargos efetivos do quadro suplementar, mas isso já foi apontado como inconstitucional. Em São Paulo, há um acordo entre o governador José Serra e o Ministério da Previdência no sentido de garantir os direitos trabalhistas aos temporários”, avaliou Carmona.

NOVA VARA CRIMINAL

A partir de 2008 a Comarca de Santarém deverá contar com 11 varas judiciais em funcionamento, assim que for criada a 10ª Vara Criminal anunciada pela presidente do TJE, Albanira Bemergui, em sua recente passagem por Santarém. Até o inicio deste ano funcionavam em Santarém 8 varas judiciais, uma a menos que a Comarca de Ananindeua na região metropolitana de Belém. Com a criação das duas varas de execução (Cível e Penal) no meio do ano, Santarém já havia superado Ananindeua e agora vai se consolidar como a segunda maior Comarca do Estado depois de Belém, contando com sete varas cíveis e quatro criminais. A decisão foi anunciada pela desembargadora após reunir-se com o diretor do Fórum local, Dr. Silvio Maria e com os juizes que atuam na Comarca. A nova vara criminal será especializada para feitos da área de Entorpecentes e de Crimes contra a Vida.

MOTINHAS ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Na última segunda-feira, dia 29/10, o Deputado Federal Lira Maia (DEM-PA), fez um pronunciamento no Grande Expediente da Sessão da Câmara dos Deputados às 15 horas e 50 minutos, horário de Brasília, sobre Assistência Técnica e Extensão Rural. O Pronunciamento foi transmitido ao vivo pela TV Câmara. ●●● O governador em exercício, Odair Corrêa, despachou, na última segunda-feira/29, no Palácio dos Despachos. Esta foi a primeira vez, em 10 meses de governo, que ocupa o cargo. Odair cumpriu agenda protocolar da governadora Ana Júlia Carepa. Ela se encontrava em Zurique, Suíça, onde foi acompanhar a cerimônia da Fifa, em que o Brasil foi confirmado como organizador da Copa do Mundo de 2014. ●●● A Academia de Polícia Civil instituiu o Curso de Capacitação do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP/Web) para policiais civis lotados no interior do Estado, visando atualizá-los no manuseio operacional do SISP. O objetivo do Governo do Estado é possibilitar um atendimento mais eficaz junto à população que necessita dos serviços prestados pela PC. ●●● Os dados revelados pelo Núcleo de Monitoramento Estatístico do Detran mostram que, nos últimos cinco anos, a quantidade de vítimas fatais de acidentes de trânsito do sexo masculino tem sido muito superior do que do sexo feminino. Nesse período, 2.848 homens morreram no trânsito, contra 974 mulheres. Isso significa que 75% das vítimas fatais são do sexo masculino. ●●● Super Mercado Beira Rio (Aquino), abre 5 da manhã e fecha 10 da noite. Av. Tapajós em frente a antiga feira do tablado. ●●● A governadora Ana Júlia disse em Zurique na Suíça que "agora vamos direcionar nossos esforços para garantir que Belém seja uma das cidades-sede da Copa do Mundo". O prefeito de Belém, Duciomar Costa, comunga desse sentimento e destaca que a união desses esforços garantirá o sucesso de Belém. O prefeito lembrou que Belém vive um momento especial e se torna cada vez mais referência para o mundo. ●●● A cerveja Nova Schin, através da Jobel Distribuidora de Bebidas, vai patrocinar nos dias 17 e 18 de novembro, o Festival do Charuto, na Praia de Ponta de Pedras. ●●● Solicitamos se possível, ao Secretário de Agricultura e Abastecimento, Osmando Figueiredo, antes do evento, providenciar uma patrol, para melhorar o acesso das pessoas. A comunidade agradece. ●●● O presidente da Câmara Municipal de Santarém, vereador José Maria Tapajós (PMDB), administrou com muita serenidade, a permanência dos sem teto do bairro do Aeroporto Velho, nas dependências do Poder Legislativo. ●●● Tenente coronel da PM Antenor, é nosso leitor em Monte Alegre. ●●● Desejo um excelente final de semana ao grande gerente geral do Basa Luiz Euclides Feio e esposa, em São Luiz (MA). Um amigo certo, das horas incertas. ●●● Tornearia Morenão, serviço rápido e eficiente. Av. Mendonça Furtado 2943 prox. Professor Carvalho Fone (093) 3523 2243. XX Um bom final de semana ao amigo Pasquetto, cap da Pematec Triangel. É gente da melhor qualidade. ●●● Nesta sexta feira/ 02.11, vamos referenciar os nossos ente queridos, desejando a todos muita paz de espírito. Saudade da minha querida velha Thereza Mota. Sinto sua presença constantemente ao meu lado. Mãe é como uma lâmpada, só lhes sentimos a falta, quando se apaga. Pense nisso. ●●● Um excelente final de semana a todos. Loira Gelada (Nova Schin), Ruiva Destilada e Morena Quente. Só no sábado, na Garapeira Ypiranga do amigo Caxiado. Fui.