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11/23/2010

RAY CUNHA


A Amazônia será ocupada. Por nós, ou por uma ou mais potências estrangeiras

O problema crucial da Amazônia é que ela ainda não foi devidamente ocupada pelos brasileiros. Por isso, ledo engano é supor que a região pertence de fato ao Brasil. Será, sim, do Brasil, quando for desenvolvida por nós e devidamente guardada. Daí porque às potências estrangeiras não interessa o desenvolvimento da Amazônia. Aos Estados Unidos, Inglaterra, Japão e China, principalmente, interessa manter os cartéis agrícola e de minerais e metais. Dois exemplos: a soja da fronteira agrícola ameaça a soja americana; e a exploração dos fabulosos veios auríferos da Amazônia poriam em cheque as reservas similares americanas e poderia mergulhar ainda mais o gigante em recessão.
Assim, despovoada, sub-explorada e subdesenvolvida, não há grandes problemas para a ocupação estrangeira da região. Por exemplo: a reserva Ianomâmi – etnia que seria forjada pelos ingleses -, do tamanho de Portugal e na tríplice fronteira, em litígio, Brasil, Venezuela e Guiana, é a maior e mais rica província mineral do planeta. Pois bem, já há manifestação na Organização das Nações Unidas (ONU) de torná-la nação independente do Brasil.
É disso que trata esta entrevista que fiz com Gelio Fregapani, em fevereiro de 2005, mas que, como se verá, continua atual. Gelio Fregapani foi o mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva. Para atingir a capacidade de iniciativa de tal magnitude, ele já esteve em praticamente todos os locais habitados e muitos dos desabitados da Amazônia, inclusive a selva, aquela que poucos conhecem e que nem uma hecatombe nuclear destruiria. Fala também mais de uma língua indígena.
Fregapani já conduziu geólogos a lugares ínvios, chefiou expedições militares e coordenou expedições científicas às serras do extremo norte e onde dormem as maiores jazidas minerais da Terra. Desenvolveu também métodos profiláticos para evitar doenças tropicais, tendo saneado as minas do Pitinga e a região da hidrelétrica de Cachoeira Porteira. Coronel do Exército, serviu à força durante quatro décadas, quase sempre ligado à Amazônia, tendo fundado e comandado o Centro de Instrução de Guerra na Selva. Há mais de três décadas, vem observando a atuação estrangeira na Amazônia, o que o levou a escrever Amazônia - A grande cobiça internacional (Thesaurus Editora, Brasília, 2000, 166 páginas), apenas um título de sua bibliografia.
Para Fregapani, a vocação da Amazônia, além da produção de metais, é a silvicultura. “Se nós plantarmos 7 milhões de hectares de dendê na Amazônia, extrairemos 8 milhões de barris de biodiesel por dia, o que equivale à produção atual de petróleo da Arábia Saudita” – disse ele, em 2005.
Fregapani não descarta guerra pela ocupação da Amazônia. “A Amazônia será ocupada. Por nós ou por outros” – adverte.

Esta entrevista foi publicada inicialmente na coluna Enfoque Amazônico, que eu assinei durante meia década no portal ABC Politiko (www.abcpolitiko.com.br). Imediatamente à sua publicação, dezenas de sites e blogs a replicaram. Muitos concordavam com Gelio Fregapani; outros, discordavam. Mas uma coisa é certa: Fregapani nos oferece, nesta entrevista, uma visão que pulveriza qualquer romantismo sobre a Hileia. Vamos à entrevista.

Assassinatos no interior do Pará tornaram-se banais. Por que a região está convulsionada?

Vou me arriscar a fazer um pequeno comentário sobre o Pará, mas friso que não sou nenhum especialista na área, que não é da minha especial atenção. Acontece que aquela área é limite da expansão agrícola, que vai continuar, primeiro, pela exploração madeireira; depois, de gado; e depois, de agricultura. Os Estados Unidos preocupam-se especialmente com a tomada do mercado deles de soja. Nós produzimos soja mais barata do que eles, pela nossa quantidade de água, de terras baratas e de insolação. Então, fazem todo o possível para prejudicar-nos. Pessoalmente, estou convencido de que eles introduziram – não quero dizer o governo deles; talvez as companhias deles – a ferrugem da soja e usam o meio ambiente como uma forma de travar o nosso progresso. Nesse uso do meio ambiente se inclui a corrupção existente em alguns dos nossos órgãos; o idealismo, tolo, de algumas das nossas entidades que querem deixar a mata intocada e o nosso povo sem emprego; e, principalmente, a atuação, nefasta, de várias ONGs, como a WWF (Wold Wildlife Found). Eu acredito que nesse contexto muito desses conflitos são provocados por interesses externos. Se o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) fizesse corretamente seu papel e se as reintegrações de posse fossem cumpridas certamente não haveria muitos desses conflitos. É claro que pouca gente vê perder-se o resultado do esforço de toda sua vida sem reagir. E quando a Justiça não atende, algumas pessoas farão justiça com as próprias mãos.

Qual é a maneira legítima de ocupação da Amazônia?

A Amazônia será ocupada. Por nós, ou por outros. Numa humanidade em expansão, com uma série de terras superpovoadas, uma terra despovoada e habitável, ela será ocupada. Por quem? Nós temos, legitimamente, a posse, mas essa legitimidade não nos garante o futuro. Se nós não ocuparmos a Amazônia, alguém a ocupará. Se nós não a utilizarmos, alguém vai utilizá-la. Portanto a questão é: devemos ocupá-la, ou não? Nós somos brasileiros, então devemos ocupá-la. Se nós nos achamos cidadãos do mundo, então podemos permitir a ocupação por outros. Como ocupar? Estávamos falando da área do Pará que é a periferia da selva. Essa história de Amazônia Legal é uma falácia, feita para incluir nos benefícios da Amazônia algo que não tem nada a ver com a Amazônia real, que é aquela selva que nós todos conhecemos. Nessa periferia está a agricultura. Então, ela será ocupada, fatalmente, pela agricultura, até para alimentar o mundo. Os madeireiros não fazem o mal à selva que os ambientalistas falam. Os madeireiros pegam espécies selecionadas, que interessam ao mercado. É claro que eles abrem picadas para chegar até essas árvores, mas isso não faz dano à floresta, porque há milhões de pequenas árvores, chamadas de filhotes, que estão lá, há muitos anos, esperando uma chance de chegar ao sol para poder crescer. Quando uma árvore é abatida, aqueles filhotes que estão em redor crescem numa velocidade espantosa, na disputa para ver qual dos indivíduos vai substituir a árvore que foi abatida. Isso não altera em nada a floresta. Mas a fronteira pioneira vai avançando. Nessas trilhas, irão colonos, que procurarão fazer um corte para colocar o gado. Isso faz com que o Brasil tenha o maior rebanho de gado fora da Índia, e que abastece o mundo de carne. Há quem ache ruim. Há quem queira as árvores e não o gado. Depois, pela valorização, essas terras serão usadas pela agricultura. Essa é a forma natural de ocupação, embora lenta, pois precisamos ocupar a Amazônia de uma forma mais veloz. Contudo, tanto o gado como a agricultura, não poderão ficar na área de floresta mesmo. Não porque os ambientalistas querem. É porque a floresta não deixa. Na floresta, fora dessa área de transição, de periferia, na floresta úmida, real, as árvores crescem com uma rapidez incrível. Primeiro vem uma árvore pioneira, a imbaúba, e sob a sombra da imbaúba cresce a verdadeira floresta. Em dois anos, as imbaúbas já estão com mais de 40 metros. Então, não é possível uma agricultura, como nós a concebemos no Sul, ou no Hemisfério Norte, porque a floresta não deixa. O correto seria a silvicultura, ou seja, a substituição de árvores por outras árvores. Muitas outras árvores são interessantes para substituir aquelas árvores de menos valor. A castanheira, a seringueira... mas, no momento, o que chama atenção, mesmo, é o dendê.

Dendê?

As reservas de petróleo estão diminuindo no mundo e o consumo está aumentando. Vai chegar um momento que o uso de petróleo será inviável. Eu não estou dizendo que o petróleo vai acabar. Sempre vai sobrar um pouco, ou um achado novo, mais fundo, mas o uso do petróleo, como fazemos atualmente, está com seus dias contados. Além do mais, os Estados Unidos estão procurando tomar conta de todas as jazidas que existem no mundo e alguns países estão realmente preocupados com isso. A Alemanha, que já sabe muito bem o que é falta de energia, um bloqueio, está plantando canola para substituir diesel, e já tem alguns milhares de postos fornecendo biodiesel aos consumidores. A canola produz por hectare 20 vezes menos do que o dendê, que precisa só de calor, sol e água. Exatamente o que abunda na Amazônia. Se nós plantarmos 7 milhões de hectares de dendê na Amazônia, extrairemos 8 milhões de barris de biodiesel por dia, o que equivale à produção atual de petróleo da Arábia Saudita, que tende a declinar. O Japão mandou o seu primeiro ministro ao Brasil para tratar de biodiesel. O Japão não tem um lugarzinho nem para plantar canola. A China tem muito carvão, mas tem pouco petróleo; ela também está reunida com o Brasil, pedindo que o Brasil faça biodiesel. O mundo tem fome de biodiesel. Essa, me parece, que é a melhor ocupação da Amazônia. Sete milhões de hectares plantados seria uma área menor do que a área Ianomâmi. Nós teríamos 200 milhões de hectares plantados, se quiséssemos, produzindo biodiesel. Sete milhões de hectares plantados criarão aproximadamente 6 milhões de empregos. Isso contribuiria para atingir a meta de 10 milhões de empregos do presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva). Isso tornaria o Brasil rico e começaríamos a ocupar a Amazônia.

Há possibilidade de guerra pela ocupação da Amazônia?

Sabemos que haverá pressões, sabemos que outros tentarão ocupar a Amazônia, sabemos que se nós não a ocuparmos, certamente teremos uma guerra pela ocupação. E guerra que ninguém garante que nós vamos vencer. A necessidade de ocupação da Amazônia é um fato e a melhor forma é deixar prosseguir a fronteira agrícola. E quanto mais perto das serras que separam o Brasil dos países ao norte, melhor. É nítido o desejo dos povos desenvolvidos tomarem conta das serras que separam o Brasil da Venezuela e da Guiana, por dois motivos: para evitar que o Brasil concorra com seus mercados e como reserva futura de matéria-prima. Podemos substituir as árvores nativas pelo dendê e, com isso, conseguiremos tudo o que precisamos. Atenderia a 6 milhões de trabalhadores rurais e acabaria até com o problema dos sem-terra. Essa solução é tão vantajosa para o Brasil que para mim é incompreensível que isso não esteja com destaque na grande mídia, não esteja na discussão de todos os brasileiros, embora eu tenha consciência que está na discussão dos ministros e do presidente.

A quem interessa a grita dos ambientalistas na Amazônia?

Há três países especialmente interessados nisso: os Estados Unidos, a Inglaterra e a Holanda. Eles têm coadjuvantes: França, Alemanha e outros; até mesmo a Rússia já se meteu, no tempo de Gorbachev. Mas o interesse dos Estados Unidos é mais profundo. Se nós explorarmos o ouro abundante da Amazônia, vai cair o preço do ouro, e isso vai diminuir o valor das reservas dos Estados Unidos, onde está certamente a maior parte do ouro governamental do mundo. Isso seria um baque para os Estados Unidos, talvez pior do que perderem o petróleo da Arábia Saudita. A Inglaterra, não é de hoje, sempre meteu o bedelho nessas coisas. A Holanda, que é o país que mais modificou seu meio ambiente, tendo retirado seu território do mar, também tem umas manias loucas em função do meio ambiente. A grita ambientalista atende principalmente aos Estados Unidos, para cortar a exploração do ouro, e também para não atrapalhar seu mercado de soja. À Inglaterra interessa o estanho, mercado que sempre dominou. Uma só jazida de estanho na Amazônia, do Pitinga, quebrou o cartel do estanho, fazendo despencar o preço de US$ 15 mil a tonelada para menos de US$ 3 mil. Agora está em US$ 7.500, mas não voltou aos US$ 15 mil, por causa de uma única jazida. Reconheço que há ambientalistas sinceros, que acreditam nessas falácias, nessas mentiras, ostensivas, como a de que a Amazônia é o pulmão do mundo e que os pólos estão derretendo por causa disso e por causa daquilo. Os pólos estão derretendo porque ciclicamente derretem e se alguma coisa influi nisso são os países industrializados.

A abertura de estradas na Amazônia é necessária?

Quando foi aberta a Belém-Brasília, a Amazônia era como se estivesse noutro continente. Nós poderíamos chegar lá, sem dúvida, de navio ou de avião. A Belém-Brasília rasgou apenas 600 quilômetros de selva, mas essa área já está povoada, é definitivamente nossa. Tem conflitos, mas tem riquezas, tem um rebanho enorme e começa a produzir alimentos vegetais. A Transamazônica não teve o mesmo sucesso porque devia ter sido construída por etapas. A estrada especialmente estratégica, que garantiria para o Brasil a posse da Amazônia, que seria a Perimetral Norte, não saiu do papel. Mas somente estradas podem povoar a Amazônia. Elas terão que ser abertas.

Quais são os pontos específicos da Amazônia que interessam às potências estrangeiras?

As serras que separam o Brasil da Venezuela e da Guiana, e um pouquinho da Colômbia. Lá é que estão as principais jazidas e minerais do mundo. É lá que eles forçam para a criação de nações indígenas e, quem sabe, vão forçar depois a separação dessas nações indígenas do Brasil. Um segundo ponto é a orla da floresta, essa transição da floresta para o cerrado, perfeitamente apta à agricultura. Isso entra em choque com os interesses agrícolas dos Estados Unidos. O interior real da floresta, esse é desabitado, desconhecido e é mais falado pelos ambientalistas sinceros, mas ignorantes, aqueles que julgam que a floresta tem que ser preservada na sua totalidade, mesmo que o povo brasileiro fique desempregado, faminto e submisso às potências, que construíram o seu progresso modificando o meio ambiente. Não há como haver progresso sem modificar o meio ambiente. Nós temos, às vezes, algumas falácias nisso. Os ambientalistas não querem que se construa barragens nem que se faça irrigação. Não existe desperdício maior do que o rio jogar água no mar. O ideal é que a água fosse usada toda aqui dentro.

Trafica-se animais, plantas e até sangue de índio da Amazônia.

A Rússia tem aquela imensidão da Sibéria, quase despovoada, inabitável mesmo, e com muito menos animais do que pode conter a floresta amazônica. E, para ela, é uma imensa riqueza a exploração de peles. Naturalmente, os ribeirinhos têm que caçar. Os animais são desperdiçados por leis ambientais erradas. Esses animais acabam sendo levados para países vizinhos e de lá são exportados. O que nós teríamos que fazer é uma regulamentação e não uma proibição. Quanto à história de sangue de índio, até onde eu saiba, andaram aí coletando para fazer pesquisas. O que querem com essas pesquisas? Não é prático, no meu entender, coletar sangue para contrabandeá-lo. Quanto à exploração de espécies vegetais, ou à biopirataria, eu também não me assusto muito com isso, porque, uma vez que se vê que uma planta cure alguma coisa, vai se procurar o princípio ativo e produzi-lo sinteticamente. A pesquisa disso, no meu entender, traria bem para a humanidade. Se bem que eu gostaria que nós fizéssemos isso e não que os estrangeiros patenteiem e depois queiram vender para nós. Esses aspectos são mais emocionais e direcionados para que a gente não explore nada.

É verdade que a população indígena foi reduzida drasticamente desde o descobrimento do Brasil?
Mais de 30 milhões de brasileiros que se consideram brancos têm sangue indígena. Temos, portanto, mais de 30 milhões de descendentes de indígenas. Se considerarmos que havia 3 milhões de indígenas na chegada de Cabral e se há 30 milhões de seus descendentes entre os que se consideram brancos nós vemos que a população indígena não foi reduzida; foi ampliada. O que certamente acontecerá não é a eliminação do índio; é a eliminação de suas sociedades, por serem anacrônicas. A sociedade medieval já acabou. A sociedade dos samurais também. A sociedade dos mandarins também. Por que tem de ser mantida uma sociedade que não cabe no mundo moderno? Os valores tribais não são facilmente aceitos por pessoas evoluídas. Canibalismo pode ser aceito? Sinceramente, no meu entender, não. O assassinato de filhos, como cultura, não como delito, pode ser aceito? Isso não é compreensivo para mim. A nossa ingenuidade talvez nos leve a achar que devemos preservar a mata nativa e deixar o povo com fome.

Os ianomâmis são uma nação verdadeira ou forjada?

Absolutamente forjada. São quatro grupos distintos, linguisticamente, etnicamente e, por vezes, hostis entre eles. A criação dos ianomâmis foi uma manobra muito bem conduzida pela WWF com a criação do Parque Ianomâmi para, certamente, criar uma nação que se separe do Brasil. O Parque Ianomâmi é uma região do tamanho de Portugal, ou de Santa Catarina, onde, segundo afirmação da Funai (Fundação Nacional do Índio) há 10 mil índios. A Força Aérea, que andou levando o pessoal para vacinação, viu que os índios não passam de 3 mil. Ainda que fossem 10 mil, há motivo para se deixar a área mais rica do país virtualmente interditada ao Brasil? O esforço deveria ser no sentido de integrá-los na comunidade nacional. Nenhuma epidemia vai deixar de atingir índios isolados. A única salvação, nesse caso, é a ciência médica. A área ianomâmi é imensa e riquíssima, está na fronteira e há outra área ianomâmi, similar, no lado da Venezuela. Então, está tudo pronto para a criação de uma nação. Um desses pretensos líderes, orientado naturalmente pelos falsos missionários americanos, Davi Ianomâmi, já andou pedindo na ONU uma nação, e a ONU andou fazendo uma declaração de que os índios podem ter a nação que quiserem. No discurso de Davi, ele teria dito que querem proteção contra os colonos brasileiros, que os querem exterminar.

Qual é a grande vocação da Amazônia?

Duas. Uma é a mineração. E a outra é a silvicultura. Particularmente a silvicultura do dendê, que, certamente, vai suprir o mundo de combustível em substituição ao petróleo. Em menos de duas décadas, o biodiesel e o álcool terão substituído o diesel e o petróleo em quase todo o mundo. Lugar algum oferece melhores condições para essa produção do que a Amazônia.

E o turismo?

É um pequeno paliativo. Não é suficiente para desenvolver a Amazônia. A Amazônia nunca será uma Suíça, uma Espanha...

A falta de ocupação da Amazônia é, então, o grande problema da região?

É o grande problema do Brasil. A Amazônia será ocupada, de um jeito ou de outro. Por nós ou por outros. A solução da ocupação não é para a Amazônia, é para o nosso país, se quisermos ter a Amazônia.

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Brasília, 25 de fevereiro de 2005

11/19/2010


HRBA

O Ministério da Saúde, através da Coordenação Geral da Média e Alta Complexidade (CGMAC) e do Instituto Nacional do Câncer – INCA, realizaram uma visita técnica ao Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará Dr. Waldemar Penna, administrado pela Pró-Saúde, para discutir o credenciamento e a habilitação do Serviço de Oncologia do HRBA como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – UNACON. Estiveram presentes nesta vistoria, a Consultora Técnica da CGMAC, Elisangela Pedrosa Moreira Ribeiro, a Consultora Técnica do INCA, Rejane Soares, Dr. Hernann Augusto Fernandez e Dr. Antônio Carlos Castelo Branco, ambos da Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESPA (Belém), além dos Gestores locais da SESPA, Coordenação da Central de Regulação de Santarém, Diretores do Hospital Regional e Coordenação do Serviço de Oncologia do HRBA.

HRBA II

As UNACON(s) são unidades hospitalares que possuem condições técnicas, instalações físicas, equipamentos e recursos humanos adequados à prestação de assistência especializada de alta complexidade para o diagnóstico definitivo e tratamento dos cânceres mais prevalentes. O HRBA possui todos os requisitos, bem como estrutura física a assistência radioterápica para referenciar formalmente os pacientes que necessitarem desta modalidade terapêutica. A partir de agora, o Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará já pode ser credenciado como UNACON e poderá contar com recursos federais dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde para a manutenção do seu Complexo Oncológico. Para que isso aconteça resta apenas que sejam seguidos os trâmites administrativos junto ao Ministério da Saúde que ocorrerá nos próximos meses. Para o Diretor Geral do Hospital Regional, Hebert Moreschi, essa avaliação foi mais um passo importante no desenvolvimento e melhorias dos serviços ofertados pelo HRBA aos seus usuários.
VIOLÊNCIA

O Pará é o terceiro estado em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Dados do Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher (Naem), ligado à Defensoria Pública do Estado do Pará, apontam que cerca de 15 mulheres são atendidas por dia. A violência doméstica envolve cinco categorias: física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. “O crime não vem sozinho. A mulher também sofre constrangimentos e humilhação”, diz a defensora pública Arleth Guimarães, coordenadora do Naem. Grande parte da violência acontece por parte do marido ou companheiro da vítima. Quem pensa que a violência só acontece com pobres, está enganado. “Quando fiz a denúncia, nem acreditei que havia tomado coragem”. A decisão de relatar a violência sofrida pelo agora ex-marido fez a vida da engenheira química Kelly Sarmento mudar radicalmente.
ALERTA
Os scanners corporais de raios-X, utilizados em alguns aeroportos, podem ser perigosos para a saúde, alertaram cientistas à AFP. "O risco é mínimo, segundo dizem, mas estatisticamente alguém vai contrair câncer de pele por causa destes raios-X", advertiu Michael Love, que chefia um laboratório que estuda os raios-X no departamento de biofísica da Universidade John Hopkins (Maryland, leste). "Nenhuma exposição a raios-X pode ser considerada benéfica. Sabemos que são perigosos, mas nos aeroportos as pessoas têm tal necessidade de viajar, que estão dispostas a arriscar a vida desta forma", disse.
SAÚDE

Prefeita Maria do Carmo (PT), através da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), definiu através de licitação (tomada de preços) as empresas que irão construir 3 novas unidades básicas de saúde (UBS) em Santarém. São elas: 1) Construtora Tapari, encarregada de construir a UBS do bairro da Conquista. Valor da obra: R$ 415 mil. 2) Construtora Peixoto, responsável pelas obras da UBS do Tiningu. Valor da obra: cerca de R$ 208 mil. 3) Arte em Pedra Construtora, licitada para erguer a UBS do bairro da Floresta. Valor da obra: R$ 414 mil. Segundo o Vice-prefeito e Secretario de Saúde, José Antonio Rocha, com a construção e funcionamento das unidades, vai melhorar e desafogar o atendimento no Hospital Municipal.
DOCUMENTO
Deputado Lira Maia apresentou no inicio da semana na Câmara federal, o Projeto de Lei nº 7.902/2010 que Institui o número único de Registro de Identidade Civil. Pela proposta de Lira Maia da nova carteira de Identidade deverá constar fotografia, números do registro geral, do CPF, da carteira de motorista, do titulo de eleitor, do certificado militar, do pis/pasep, da carteira de trabalho e do passaporte, devendo estas informações serem armazenadas em código de barras e chip de segurança. Para o Deputado Lira Maia o objetivo da proposta é modernizar o uso de documentos pelos cidadãos.
POLUIÇÃO
Um morador de Santarém denunciou via Twitter que a praia de Alter-do-Chão, considerada o caribe brasileiro, uma das mais belas praias do Brasil, vive situação de descaso. Segundo o morador, a praia está poluída, gerando danos à região e sérios riscos de degradação das belezas naturais. "Quem toma banho na praia, logo em seguida precisa se lavar com água quente, para retirar as bactérias do corpo e evitar doenças", alega o morador, que não quis se identificar. Segundo a denúncia, ao todo são 16 "bocas" de esgoto que rodeiam a praia de Alter-do-Chão. Os hotéis, assim como casas e restaurantes que ficam próximos, têm o esgoto de seu imóvel despejado nas águas da praia, prejudicando os banhistas e afastando turistas do local que já foi considerado a praia de água doce mais bela do mundo pelo jornal Inglês The Guardian. A notícia foi publicada nos mais importantes veículos de comunicação do País. Isso é uma vergonha, como diria o jornalista Boris Casoy. Para denunciar este e outros problemas, o morador criou o site http://www.salvesantarem.com/.
MOTINHAS
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O balanço parcial da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que durante o feriado da Proclamação da República (entre os dias 12 e 15 de novembro) foram registrados 2.557 acidentes em onze Estados e no Distrito Federal. Ao todo, 1.190 pessoas ficaram feridas e cem morreram nas estradas do país. ••• Neste sábado/20, no Iate Clube, grande show de Jana Figarella e amigos. Participação especial de Cris Caetano, Isabela Moraes, Paulo Neto e meu velho amigo Nilson Chaves. Imperdível. ••• O excessivo número de acidentes de trânsito que ocorre diariamente em Santarém, foi objeto de Sessão Especial na Câmara Municipal na última terça-feira/16. Solicitação do vereador Reginaldo Campos (PSB), assinada por todos os pares da casa. ••• Presidente da Câmara Municipal de Santarém, vereador José Maria Tapajós (PMDB), fez uma analise positiva da sessão especial que colocou em pauta os problemas do trânsito em nosso município. Disse que foram discutidos amplamente pontos práticos e cobraram mais empenho das autoridades, além da colaboração da sociedade motorizada, pára que tenhamos um trânsito seguro. ••• Educador de trânsito Clauriberto Levy mostrou dados oficiais sobre acidentes de trânsito em Santarém. De janeiro a agosto de 2010. Acidentes com motos 1.500, Carros 210, Bicicletas 111, Carro e Moto 163, Atropelamentos 226 e Acidentes não especificados 35, totalizando 2.033 acidentes. Total de óbitos 18. São números assustadores. ••• Dia 9 de dezembro, apresentador Gugu Liberato comanda uma festa da TV Record, em Belém no Hangar. Rodrigo Faro, Ana Paula Padrão e outros artistas da grade nacional vão estar presentes na festa para 600 pessoas. Na área externa, show para 30 mil pessoas. Uma forma de agradecimento a grande audiência da Record em Belém. ••• Jornalista Lurdinha Bezerra recomenda no Jornal do Feio (www.aldemyrfeio.blogspot.com) os grandes shows que rolam na capital do estado. Neste sábado/20 na casa de show Botequim tem o grupo de pagode Swing e Simpatia, dividindo o palco com Gente Inocente e Moleques Travessos. Dica para os santarenos residentes em Belém. ••• Promotoria Pública de Itaituba, através do Promotor Antonio Manoel Dias titular da terceira Promotoria Eleitoral, já encaminhou à Justiça denúncias de corrupção eleitoral contra o deputado estadual eleito Hilton Aguiar (PSC), ocorridas supostamente nas eleições deste ano. ••• Salão de Beleza Bella Bia, onde se reúnem as mulheres lindas, belas, formosas e maravilhosas de Santarém. Floriano Peixoto em frente ao Hotel Sândis do amigo Emílio. ••• Prefeita Maria do Carmo asfaltou a Rui Barbosa. O asfaltamento da São Sebastião já iniciou. Meu modesto Opala agradece. ••• Parabéns as polícias civil, militar, bombeiros e Rodoviária Federal pelo excelente trabalho desenvolvido na operação do feriado prolongado. ••• Mais um final de semana, como ninguém é de ferro, vamos de Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente. Fui.

11/16/2010

RAY CUNHA



Unicórnio Azul

Levantei-me, como sempre, às cinco horas. Gosto de ouvir a madrugada se desfazendo no amanhecer. Leio. Escrevo, às vezes, pequenos poemas, como o ourives lapida a jóia. Tharcilla respirava cadenciadamente, mergulhada no vale dos sonhos. Percorria o corpo da minha mulher com o olhar, quando, no trajeto dessa viagem interminável a lembrança retornou subitamente, avassaladora como o perfume das virgens ruivas. A recordação me invadiu com a intensidade do céu de Belém do Pará, escoando no rio da tarde, em julho. Acaso um avião cortasse o céu, de tão azul, escorreria sangue. “Certamente vou encontrá-la de novo” – pensei, sem crer, contudo, no meu pensamento, pois sentia, embora imperceptível, aquele vazio que nos assalta irracionalmente e que só desaparece quando voltamos a nos alinhar à ordem do Universo. “Terá sido um sonho?” – perguntei-me, e fui à biblioteca, abri a gaveta da minha escrivaninha, a última, e lá estava, bem no fundo, onde o escondera de mim mesmo, o cartão, no qual se lia “Unicórnio Azul”.
Ontem, sentia-me perfeitamente impune no meio daquelas lindas e delicadas criaturas. Entrara ali com minha mulher e enquanto a aguardava fiquei a ouvir, deliciado, o palrar de tão encantadoras companhias. O fato de ter sido criado por minha mãe e por minha irmã mais velha, a quem chamava também de mãe, isso, além do convívio com dezenas de mulheres da família, sendo eu o único varão, determinou em mim a necessidade, vital, do elemento feminino. Onde quer que estivesse, procurava, avidamente, a presença feminina, para respirá-la, oxigenar-me, ligar-me ao éter, à vida. Só então me sentia tranquilo. Lembro-me que nos fins de semana recebíamos sempre muitas tias e primas. E lembro-me, particularmente, das gêmeas Zina e Zínia, uma loura e a outra ruiva, que me iniciaram nos prazeres, não propriamente da carne, mas do contato de peles acetinadas, perfume de cabelos sedosos, toques de mãos delicadas, sabor de lábios e a hipnose do olhar, em meio àquelas sensações que me são tão caras.
Encontrava-me numa espécie de ambiente híbrido, uma grande e antiga loja, no Conjunto Nacional, mistura de salão de beleza, butique e sala de estar, onde uma quantidade imensa de amigas de Tharcilla - principalmente as que frequentavam sua galeria de arte naquele mesmo shopping - passava as manhãs de sábado em alegre bate-papo; uma espécie de clube da Luluzinha. Ali estava eu, aguardando Tharcilla no meio daquela multidão feminina, acomodado no canto de confortável sofá de couro marrom, fingindo ler Veja.
Fiz que não vi quando no sofá à frente uma potranca subiu a saia para mostrar sua nova coxa, absolutamente livre de celulite. Engoli em seco. Bem ao meu lado, uma loura de pele deslumbrante pressionava o traseiro em mim ao mover-se para falar com sua interlocutora. Lembrei-me de um dia, em Belém. Pegara um ônibus em São Brás com destino à Estação das Docas. Nem bem me acomodei no banco e uma ninfeta pediu licença e se sentou ao meu lado, e logo começou a pressionar sua coxa na minha, fitando-me e sorrindo. Entabulou conversa. Nem me lembro mais sobre o quê. Quando dei pela coisa ela estava com a mão na minha coxa. Antes de chegarmos à Praça da República, deu-me um inesquecível beijo na boca e desceu na Avenida Nazaré, deixando atrás de si um rastro de flores. Não fora essa a única vez que coisas desse tipo aconteciam sobre ninfetas. Exerço irresistível atração sobre elas. Meço um metro e oitenta em bem pesados oitenta quilos. Tenho rosto oval, queixo quadrado com uma covinha no meio, lábios de Marlon Brando, nariz clássico e cabelos leoninos, contudo o que mais as atrai são meus olhos; eles transmitem um toque filial, que desperta nas mulheres o instinto maternal e, nas ninfetas, a urgência da descoberta. Meu único defeito físico é a mão esquerda. Estive na guerra, cobrindo, para Veja, a invasão do Kwait, e fui atingido por fragmentos de obus na mão. Logo depois me vi prisioneiro das tropas de Saddam Hussein. Iam me julgar como espião e seria enforcado, segundo me informaram. Mas fora tudo um jogo de cena, porém com tempo suficiente para que a mão infeccionasse, com risco daquilo gangrenar e eu perder a mão. Quando me libertaram, o local em que se alojara um fragmento de ferro estava bastante feio. Fui examinado em um acampamento da Cruz Vermelha e um médico, um tipo afável, disse-me que havia minúsculos fragmentos de ferro no osso e que aquilo ainda me daria alguma dor de cabeça. Pois bem, o fato é que minha mão é marcada por grande cicatriz. Tharcilla diz que aquela é sua mão predileta, porque “é a mão do herói ferido”.
Encontrava-me imerso nesses pensamentos, fingindo ler Veja, quando percebi a presença de uma senhora e de uma menina, que devia ter uns catorze anos, mas bastante desenvolvida para a idade. Possuo faro para ninfetas. Não tenho escrúpulos de confessar: já passaram pela minha cama algumas dezenas delas. Não tenho escrúpulos porque sei que as fiz felizes. Todas elas me procuraram, me caçaram, se impuseram, me deixaram sem ânimo de escapar. E as fiz felizes porque a todas iniciei com muito desvelo e carinho. Toquei-as nas cordas mais sensíveis, e só mergulhei em seus sonhos dourados quando suas entranhas passaram por uma metamorfose instantânea e elas se fizeram mulheres inteiras, com os sonhos loucos das mulheres apaixonadas. E cada uma delas, cada mulher que me encanta, e cada vez que mergulho no mundo encantado dessas criaturas, sou dominado com a intensidade da primeira vez. E isso vale para Tharcilla.
Por isso é que minha experiência com ninfetas me autoriza a lhes saber a idade assim que as vejo; sei também o peso e a altura. Aquela que acabara de ver tinha por certo catorze anos. Estava no auge da maturidade das ninfetas de Wladimir Nabocov - entre nove e catorze anos. Devia pesar quarenta e oito quilos, no seu metro e sessenta e cinco de altura. Tinha olhos verdes, aquele verde escuro, úmido, saturado de clorofila. Assemelhava-se a um arbusto jovem, confiante, desafiante, rindo, de dentro de sua incauta juventude. Os cabelos eram um ninho de parasitas, com vida própria, enraizados sobre o crânio oval, encaracolando-se, avermelhados, sobre seus estreitos ombros e tapando, às vezes, com sua claridade ruiva, os olhos de clorofila. Como potra, ou unicórnio?, expulsava a crina meneando a cabeça. Acompanhei o caos dos cabelos até onde alcançavam as costas, desci por elas e estaquei o olhar cirúrgico na cintura, inacreditavelmente estreita, abaulando-se à medida que meus olhos, agora sem controle, acariciavam-lhe as nádegas, rijas, redondas, misteriosas. O delírio veio com um raio de sol que escapou de repente de uma clarabóia impossível, incidindo sobre os películos dourados na textura de pétala da sua pele. Acordei desse sonho momentâneo com o sorriso da ninfeta bem na minha frente, me encarando. Ficou séria, sempre me encarando. Seus lábios eram polpudos, entreabertos, deixando ver um filete de marfim. O transe hipnótico durou, talvez, um segundo eterno. Então, ela começou a examinar um biquíni e me olhava de soslaio, depois entrou na cabine com o biquíni na mão.
Sentada agora no braço da poltrona, perguntou se na revista havia suplemento infantil, como nos jornais, pois gostava dos contos e dos jogos.

E teu nome? Por Deus, não te roças em mim. Sim, estou aguardando minha mulher. E tu?

Ela sorria com o rosto bem próximo do meu, tão perto que sentia seu hálito de eucalipto. Não sei por quanto tempo namoramos daquele jeito, loucos, indiferentes a tudo o que nos cercava. Será que ninguém percebeu o que estava acontecendo? Acho que tudo se passou apenas na minha mente. O que é que pões na minha mão? Por que escolhes logo a mão esquerda, a mão do herói ferido? É a mão de Tharcilla. Está bem, verei o que diz o cartão quando sair daqui. Guardei-o no bolso do paletó.
Dei por mim no corredor. Minha mulher trançara seu braço ao meu, com aquele brilho de mulher feliz nos olhos, de mulher amada e que não teme desilusões. Amava-a com intensidade - em casa, nos hotéis, na casa de praia em Salinas, nos motéis das estradas, na galeria, e até uma vez num quarto perdido na mansão de um amigo meu numa festa de casamento. Meu coração estava marcado por Tharcilla.
Deixei-a na galeria e fui ao Snob para o primeiro trago daquele sábado primaveril. Sentia o sofrimento que as mulheres muito belas me causam, pois desejo engoli-las e ficar grávido delas, e assim sentir a intensidade da ligação umbilical. Pus a mão no bolso do paletó, tirei o cartão e o examinei discretamente. Era um cartão de visita da loja, no verso do qual se lia: “Unicórnio Azul”. Mantive-o na mão do herói ferido, enquanto degustava o primeiro Campare do dia.

Brasília, 18 de abril de 1991

SERVIÇO

Este conto foi publicado no livro O Casulo Exposto, à venda nos sites das Livrarias Saraiva, Cultura e Leitura. Em Brasília, pode ser encontrado nas lojas da Livraria Leitura do Conjunto Nacional e do Pátio Brasil. Leia mais sobre O Casulo Exposto, com link no Marcador Conto.

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Pedidos para o editor
LGE Editora: www.lgeeditora.com.br
Editor: Antonio Carlos Navarro
lgeeditora@lgeeditora.com.br
(55-61) 3362-0008

11/11/2010

LURDINHA BEZERRA recomenda


SWING e SIMPATIA, sábado/20, no “Botequim”

No próximo sábado, dia 20/11, na nova e repaginada casa de show BOTEQUIM se apresenta em única exibição pela primeira vez o grupo de pagode SWING e SIMPATIA (foto), dividindo o palco com os grupos de pagode de Belém GENTE INOCENTE e MOLEQUES TRAVESSOS.
Swing e Simpatia, Jeito Inocente e Moleque TRavesso NUMA NOITE DE MUITO SWINGADA NA CASA DE SHOW BOTEQUIM
Sábado: 20/11-
Hora: 22H00
Ingressos antecipados e informações- 3222-2241
BOTEQUIM- Av. Gentil Bittencourt - Nazaré

Agora conheçam o Swing & Simpatia,
com o texto de Zean Bravo

Toda Noite - Ao Vivo

Cria de Nova Iguaçu, com muito orgulho, o Swing & Simpatia acumulou história em seus 12 anos de estrada. Trajetória vencedora que agora é revista junto com composições inéditas no primeiro trabalho do grupo lançado pela Deckdisc. Gravado em dezembro de 2005 na casa de shows RioSampa, palco nobre da Baixada Fluminense, berço do grupo, Toda Noite - Ao Vivo chega às lojas em CD e DVD e marca a estréia dos sambistas neste segundo formato.
Escolhida como título do trabalho, "Toda Noite" é o primeiro grande sucesso nacional do grupo, formado pelos primos Luciano Becker (voz), Sandro Becker (pandeiro e vocal), Paulinho Simpatia (tantã e vocal), Maicon Simpatia (teclado e voz), Gu (percussão e vocal), Alexandre Alvim
(violão), Márcio (violão), Dudu Oliveira (percussão) e Pereira (percussão).
A festejada faixa, composta por Luciano Becker, Marcos Nunes e Maicon Simpatia, encerra o CD e DVD e foi gravada num pot-pourri com "Eu e Você" (Mauricinho/Wallace Porto/Jr. Dom). "Essa música veio num momento difícil para a gente e é nosso hino", anuncia Luciano Becker.
Produzido por Leandro Sapucahy, responsável por trabalhos anteriores do grupo, Toda Noite - Ao Vivo evidencia a irresistível pegada romântica do Swing & Simpatia. O CD, o sexto da carreira, conta com 16 faixas e abre com as conhecidas "Me Redimir" (Luciano Becker/Maicon Simpatia/Douguinho X) e "Por Quê?" (Nenéo/Paulinho Rezende). Os fãs que acompanharam os sambistas no show da RioSampa cantaram todas as letras em coro. Basta uma audição de "Felina" (Luciano Becker/Paulinho Simpatia/Suel) ou "Encaixe Perfeito" (Luiz Cláudio Picolé/Serginho Procópio), popularizada também na trilha da novela Celebridade, para comprovar a força do repertório do Swing & Simpatia ao vivo.
O disco traz ainda sucessos mais antigos do grupo, como "Namorada Nota Dez", outra bem-sucedida composição de Luciano e Maicon, responsáveis por várias letras do álbum. O disco mescla o repertório consagrado com as novas músicas, como "Não Encontrei Outra Opção", fruto da mesma dobradinha. "Investir no lado de compositor valoriza nosso trabalho", destaca Luciano.
A dupla mostra conhecimento de causa ao falar de um amor que ainda não acabou em versos como "E o pior é que eu não sei o que fazer/ Minha cabeça diz que não/ Mas o meu coração quer você". "A introdução dessa música foge um pouco ao samba, tem uma inovação pop", destaca o vocalista, que gravou "Ficar com Você", versão de Nelson Motta para "I Wanna Be Where You Are", conhecida na voz de Michael Jackson. "O CD ficou bem eclético", define Becker.
Na inédita "Sem Parar" (Thaís Nascimento/ Arnaldo Saccomani), Luciano canta sobre um casal que resolve pedir um tempo, mas não consegue se manter afastado. "Sei que o nosso caso, às vezes/ É um sobe-e-desce/ Se a gente pede tempo/ A gente não se esquece". "Sou fã do partido-alto, mas o romantismo é nossa identidade", explica Luciano, entregando o ouro deste novo álbum: balanço e romantismo na dose certa.
Além do entusiasmado e generoso registro do show, com 21 faixas, o DVD traz entrevistas inéditas com os integrantes do Swing & Simpatia e com pessoas fundamentais nessa trajetória, como Neguinho da Beija-Flor e Jorginho do Pandeiro. Um verdadeiro documento sobre a ormação e a carreira dos músicos.

Adega do Pisco


Lembrando a todos os leitores – eu tenho alguns!!! - que nesta sexta, dia 12/11/10, na Adega do Pisco tem muito samba de raiz com o
“Grupo Tem Raiz.”
Não percam.
ESPERAMOS POR VOCÊS!!!!

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Crianças, volto na semana que vem.
Divirtam-se.
Namorem... já o amor não faz mal a ninguém.
Muito pelo contrário.
Curtam o feridão!
Volto – mais uma vez- a copiar o Thompson – FUI.

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RAY CUNHA



De tão azul, sangra

O sabiá da minha quadra começa sua armadilha de amor às 4h30. Levanto-me, com seu canto, às 5. Ligo o abajour do criado mudo, me visto, ponho um casaco e vou ao banheiro. Depois vou para a cozinha e preparo café Três Corações, gourmet. Bebo três xícaras de fumegante arábica com leite em pó, pãezinhos com manteiga ou doces. Faço minhas orações. São 6 horas. Os pássaros fazem algazarra na fria manhã de agosto.
Ao sair de casa dou de cara com nova rosa no jardim. É uma pequena rosa amarela, que se banha, sem prestar atenção a mim, ao sol redentor. Namoro-a. Ela continua seu banho, alheia ao mundo. As rosas são assim, só se importam com o sol. São indiferentes até aos beija-flores e às borboletas.
Contudo, Deus arrumou a manhã para mim, e as rosas, que se desnudam ao sol, estão na manhã, assim como as mangueiras, grávidas, e o ar prenhe de risos de crianças e tênue perfume das virgens ruivas, Chanel número 5 e mar.
Depois do trabalho, de volta à casa, paro no Big Bar, na 311 Sul, e peço uma Bohemia. Está enevoada. O rio da tarde murmura. A tarde se evola, se dilui. Os flocos negros da noite começam a cair. O sol se põe e os sons da tarde vão dando lugar à noite. Uma mulher passa na calçada. É uma linda mulher, que enobrece mais ainda os murmúrios do anoitecer.
Lembro-me, de repente, do Walmir Botelho, que me ensinou a transitar nas esquinas tumultuadas das redações dos jornais. O Walmir Botelho é diretor de redação de O Liberal, de Belém do Pará. Quando vou a Belém, tomo banho bebendo Cerpinha, vendo a cidade lá embaixo, da janela do hotel. Em Goiânia, bebo Brahma; no Rio de Janeiro, chopp da Brahma; em Manaus, Antarctica. Bebi durante 40 anos e deixei de beber para valer em 2008, mas uma vez ou outra bebo vinho ou Bohemia, ou Cerpinha.
Vou para casa. Em casa, olho para a pilha dos livros que estou lendo. O primeiro deles é Da Minha Janela – Crônicas da política brasileira (LGE Editora, Brasília, 2010), do jornalista André Gustavo Stumpf. Vou resenhá-lo. Também preciso ler História Desagradáveis, de Gladstone Machado de Menezes (LGE Editora, Brasília, 2010). Estou lendo em casa A Bíblia de Jerusalém, que me foi recomendada por Erwin Von-Rommel, autor de 100 Segredos (Zennex Publishing, São Paulo, 2003). À noite, na cama, leio A Verdade da Vida, volume 3 (Seicho-No-Ie do Brasil, 1962), de Masaharu Taniguchi. Quando vou para o trabalho, leio O livro dos espíritos (Instituto de Difusão Espírita, São Paulo, 1984), de Allan Kardec.
Coloquei ainda na pilha O Pequeno Príncipe (Agir, Rio de Janeiro, 1987), de Saint Exupéry. Li-o há muito tempo. Depois o li novamente, para minha filha, Iasmim, quando minha princesinha era um bebê. Lembro-me dos grandes olhos negros da Iasmim pousados nos meus enquanto lia o livro. Foi então que comecei a chamar para minha princesinha de “meu bem”. E também foi Exupéry que me despertou para as coisas que não vemos com os olhos físicos, mas apenas com o coração.
Ao chegar em casa, vejo que que o carteiro deixou dois pacotes. Abro-os. São livros. Um é para eu entregar para o Joy Edson (José Edson dos Santos); o outro é para mim. Trata-se de Adoradores do Sol – Novo textuário do meio do mundo (Scortecci, São Paulo, 2010), de Fernando Canto. Fernando Canto é o escritor que melhor representa Macapá, a cidade que fica na esquina do maior rio do mundo, o Amazonas, com a Linha Imaginária do Equador, no mundo das águas, a meio caminho do Caribe e da Hileia. Vou mergulhar no texto de Fernando Canto, pois estou há muito tempo em Brasília.
A noite lá fora é azul escura, tão azul que sangra.
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Brasília, 23 de agosto de 2010

11/05/2010


DILMA
A primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Vana Rousseff, é uma mineira radicada no Rio Grande do Sul, filha de uma professora e de um imigrante búlgaro. No último domingo (31), a economista – e avó – de 62 anos conquistou o direito de exercer seu primeiro cargo eletivo. À trajetória dela se misturam alguns dos episódios marcantes da história recente do Brasil, como a resistência à ditadura, a redemocratização do país e a consolidação de uma ordem política equilibrada entre dois blocos pelo PT e pelo PSDB.

Dilma II

Dilma nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte. Entrou na política ainda no antigo colegial, na oposição ao regime de exceção instaurado em 1964. Começou na Organização Revolucionária Marxista – Política Operária (Polop), movimento que, na sua origem, era uma espécie de coalizão de dissidentes, com quadros do PCB, do PSB e do trabalhismo, além de trotskistas e outros marxistas. Na Polop, ela conheceu o primeiro marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares. Ao lado dele, mais tarde, optou pela luta armada e se juntou ao Comando de Libertação Nacional (Colina).

JATENE

Filho de um imigrante libanês com uma nordestina, Simão Jatene nasceu em Belém, mas foi criado em Castanhal. Formou-se em Economia pela Universidade Federal do Pará e fez mestrado na mesma área na Universidade de Campinas (SP). Em 1982, participou da primeira eleição direta para governador depois da ditadura militar. Já ocupou cargo de secretário de Planejamento do Estado em dois governos e secretário geral do Ministério da Previdência, quando participou da criação do Ministério da Reforma Agrária. Em 1988, foi um dos fundadores do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Também já foi secretário de Produção. Foi eleito governador do Pará em 2002. Nas eleições de 2010, Simão Jatene volta a ocupar o maior cargo do Executivo paraense.

PROPOSTAS

Entre suas principais, Jatene pretende reforçar o atendimento nos hospitais municipais para diminuir a pressão no setor da saúde em Belém. Além disso, o novo governador prometeu construir mais dois hospitais regionais. Na área da educação, o tucano prometeu reformar e reequipar as escolas; apoiar os municípios na gestão e expansão da rede pública de educação infantil e prosseguir com a interiorização da Uepa (Universidade do Estado do Pará), criando cursos superiores de Saúde em Marabá, como o de Medicina.
PROPOSTAS II

No ensino profissionalizante, Jatene pretende recuperar as escolas existentes e construir mais 12, de forma a alcançar a meta de 60 mil matrículas em 2014. Outro projeto é criação da Universidade Tecnológica do Pará. Na área de segurança, Jatene prometeu recuperar o programa Pró-Paz e investir na modernização das polícias, adquirindo equipamentos. Para gerar emprego e renda, Jatene pretende fortalecer cadeias produtivas do agronegócio e políticas estaduais de florestas, pesca e aqüicultura. Simão Jatene também pretende construir a Praça da Juventude, no entorno do Mangueirão, com dez ginásios de esportes.

HUMILDADE

Logo após o anúncio do resultado da eleição, na presença da militância do PT e a imprensa, Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição ao governo do Pará, parabenizou Simão Jatene pela vitória alcançada nas urnas. 'Parabenizo Jatene pela conquista, mas quero dizer que me sinto muito feliz porque sei que fiz uma mudança profunda no Pará e com a ousadia que ninguém antes teve coragem. Quando questionada sobre o seu futuro político, Ana Júlia revelou que não pretende assumir nenhum cargo. 'O que quero agora é terminar meu governo, inaugurar as obras que faltam e continuar sendo essa liderança política que mais de 44% da população acredita e confia', explicou.

DERROTA
Alguns fatos importantes que levaram à governadora Ana Júlia a derrota. Subestimou a inteligência do povo paraense afirmando que era amiga do Lula e Belém seria uma das sedes da Copa de 2014. Chegou a preparar uma grande festa na Praça da República, e a multidão revoltada viu a Copa ir para Manaus (AM). No final Ana Júlia tentou justificar a derrota colocando a culpa no governador de São Paulo José Serra, que nada tinha a ver com a Copa. O PMDB que garantiu a vitória de Ana Júlia foi aos poucos sendo expurgado do poder, contrariando o cacique Jader Barbalho.

II
No desespero, Ana Júlia se aliou ao rejeitado prefeito da capital Duciomar Costa e aceitou a inesperada adesão do velho e ex-governador Almir Gabriel, justamente o homem mais criticado nos últimos 20 anos pelo PT e pela própria governadora que o chamou de assassino. Em Santarém, foi infeliz em colocar o nome do seu ex-chefe de gabinete Cláudio Puty, tirando a possibilidade de eleição do deputado estadual Carlos Martins, irmão da prefeita Maria do Carmo, rumo a Câmara Federal. No final das eleições, Ana Júlia elegeu Puty e perdeu o cargo para o tucano Simão Jetene.

SAÚDE

A população santarena está aprovando o atendimento e a nova estrutura do novo Pronto Socorro Municipal que tem entrada pela Avenida Marechal Rondon e conta com 42 leitos, modernas salas de observação adulta e pediátrica, ultra-som, ecocardiograma e eletrocardiograma, ortopedia e traumatologia, salas para pequenas cirurgias e curativos, reanimação, reunião, postos de enfermagem, dois consultórios médicos, sala de serviço social, recepção com cadeiras novas e almofadadas e computadores, entre outros. Os atendimentos no novo PSM continuarão sendo de urgência e emergência a pacientes de Santarém e cidades vizinhas. Segundo o Secretário Municipal de Saúde, José Antonio Rocha, o PSM atenderá pelo menos 15 mil pacientes/mês.

MOTINHAS
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Simão Jatene obteve mais de 90 mil votos em Santarém. Ana Julia Carepa recebeu pouco mais de 40 mil votos, apesar do trabalho incansável da prefeita Maria do Carmo. ●●● Palavras do Senador eleito Flexa Ribeiro (PSDB), logo após a confirmação da vitória de Simão Jatene. “Parabéns ao povo do Pará, que uniu forças e tirou o Pará do vermelho”●●● Amiga Suzana Thomaz fixou residência em São Paulo, juntamente com seu filho Heliabe. Desejo sucesso aos dois na terra da garoa. ●●● Desastres do governo Ana Júlia. Fato que virou notícia no mundo. A prisão de uma menina de 15 anos com vinte homens em uma cela da delegacia de Abaetetuba, durante 24 dias, ajudou a mostrar a fragilidade da segurança pública. ●●● Vieram depois à morte de 250 bebês na Santa Casa, o escândalo dos kits escolares, um contrato nebuloso de R$ 20 milhões com a Delta Construções para locação de 450 veículos à Polícia Militar, a transferência de pacientes com câncer para tratamento em outros Estados diante da penúria enfrentada pelo Hospital Ophir Loyola. Parecia não haver limites para tantas ações desastrosas. ●●● No final do seu governo explodiu o caso das caixas pretas da Auditoria Geral do Estado (AGE), revelando os tentáculos da corrupção que se disseminava pelas principais secretarias do governo. Em meio ao tsunami de revelações contidas nessas caixas, o governo reagia apenas com slogans. ●●● A governadora Ana Júlia contratou uma empresa de Marketing da Bahia para elaborar sua campanha. Ao contrário, Simão Jatene valorizou a prata da casa sob o comando do competente publicitário Orly Bezerra. Nesse caso os santos de casa fizeram milagre. Afonso Klautau, Nathisú, dentre outros. Parabéns a galera da Griffo e demais profissionais envolvidos na campanha de Simão Jatene. ●●● Vereadores Reginaldo Campos (PSB), Jailson do Mojuí (PSDB), Henderson Pinto DEM), Carlos Jaime (PT) e José Maria Tapajós (PMDB) enalteceram a vitória de Simão Jatene (PSDB) com destaque ao vice-governador santareno Helenilson Pontes (PPS). Todos garantiram que Helenilson representará muito bem a região Oeste do Pará e o Estado por ser um dos mais renomados advogado tributarista do Brasil. ●●● Governador Simão Jatene (PSDB), Senador Flexa Ribeiro (PSDB), Deputado Federal Lira Maia (DEM) e Deputado Estadual Alexandre Von (PSDB) terão compromissos dobrados com a região Oeste em função da excelente votação que obtiveram, principalmente em Santarém. ●●● Gostei desta frase da Presidenta Dilma. “Prefiro o barulho da imprensa do que o silêncio da democracia”. Vou cobrar durante os 4 anos de mandato. ●●● Por falar em democracia vamos comemorá-la com a Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente. Fui.

10/26/2010

Adeus, DONA ELZA...




O Jornal do Feio, o seu redator jornalista Aldemyr Feio e os seus colaboradores manifestam os votos de profundo pesar a Família Garcia Pena pela perda irreparável de sua matriarca senhora ELZA VITÓRIA GARCIA PENA, ocorrida nesta segunda-feira, 25 de outubro de 2010.
Dona Elza, amicíssima de minha mãe que a precedeu no céu – há dois anos – a exemplo de Paulo, "combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou s fé; assim, a coroa da justiça que lhe estava reservada, será entregue". (II Timotéo – Capitulo. 4, versículo 7).

Que Deus em Sua Infinita Bondade A receba em seu Seio, lhe conceda o Reino da Glória e A inclua entre os Seus eleitos.

PAZ À SUA ALMA.

10/22/2010

Pará será sede de Congresso de Jornalistas especializados em Turismo


O Pará foi eleito oficialmente na tarde desta terça/19, em Angra dos Reis (RJ) como sede do XXIII Congresso da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (ABRAJET). A indicação do Estado para sediar o evento que deverá reunir em Belém, no Marajó e em Santarém, mais de 200 jornalistas especializados, ocorreu em maio deste ano em São Paulo, durante o Salão do Turismo - Roteiros Brasil e se confirmou nesta terça durante a vigésima edição do congresso que teve início no último dia 17 no Resort Vila Galé Angra.
Com a eleição da nova diretoria da entidade, também ficou com a ABRAJET PARÁ, presidida pela jornalista Benigna Soares, a diretoria Regional Norte da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, antes vinculadas ao Tocantins. a ABRAJET, que a nível nacional tem mais de 50 anos e representação em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, foi criada no Pará em 2006. em quatro anos de funcionamento realizou importantes eventos como Io. Prêmio de Jornalismo em Turismo “Comendador Marques dos Reis” (2006), duas edições da Semana de Turismo de Belém.
Também integra o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) e o Fórum Estadual de Desenvolvimento Turístico do Estado do Pará (FOMENTUR). “somos fontes de informações sobre o turismo paraense para todo o Brasil e para o exterior. Agora, com a coordenação da Região Norte, vamos ampliar nossa atuação difundindo também o conceito de Turismo na Amazônia”. Afirma a jornalista Benigna Soares, que é especialista em Cultura e Midiologia das Sociedades Contemporâneas e acredita que a “comunicação é uma importante ferramenta que, aliada ao Turismo, pode gerar emprego, renda e mudar a percepção da sociedade sobre a relação de um visitante com um determinado destino turístico”.
Do Resort Vila Galé Angra a comitiva de jornalistas de turismo de todo o Brasil segue para a cidade de Niterói, onde participa de city tour. Na sede do Rio de Janeiro os jornalistas participam, no Riocentro, de mais uma edição da Feira das Américas (ABAV 2010), de 20 a 22. Durante a programação da ABAV, na noite desta quinta/ 21 haverá a cerimônia de posse da nova diretoria da ABRAJET nacional, até então presidida pelo jornalista Cláudio Magnavita, radicado no Rio de Janeiro. O novo presidente é o jornalista Hélcio Estrela, que recebe agora a missão de dar continuidade ao trabalho de mais de cinqüenta anos voltados à promoção e divulgação do turismo brasileiro.
CONGRESSO - O XXIII Congresso da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (ABRAJET) está previsto para ser realizado no Pará na segunda quinzena de setembro do próximo ano. Já tem confirmados como parceiros a Companhia Paraense de Turismo (PARATUR), a Coordenadoria Municipal de Turismo (BELEMTUR) e a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV). Os mais de 200 jornalistas esperados para o evento, que também terá oficinas, palestras, exposições e apresentações culturais, devem conhecer os pólos turísticos Belém, Marajó, Tapajós e outros.
Leia mais: http://www.abrajetpara.blogspot.com/

MABE cria Exposição Virtual "O Olhar da Primavera”


Com o objetivo de estimular novos olhares para a história da cidade, o Museu de Arte de Belém (MABE) criou a exposição virtual “O Olhar da Primavera”. São 35 fotos do Centro Histórico de Belém, que retratam a beleza de prédios, praças, monumentos e detalhes arquitetônicos, mas também a necessidade de preservação. “O Olhar da Primavera” tem a curadoria de Moema Alves e pode acessado no http://olhardaprimavera.blogspot.com.
A exposição virtual surgiu como resultado de uma ação educativa realizada durante a 4ª Primavera de Museus, que aconteceu em setembro passado em todo país. Com o tema “Museus e Redes Sociais”, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) incentivou programações nesses espaços de memórias. Em Belém, o departamento de ação educativa do MABE realizou atividades, entre elas, uma dinâmica onde um grupo de pessoas caminhava pelas ruas do bairro da cidade velha e fotografava o que lhes chamassem a atenção.
Segundo a diretora do Ação Educativa do MABE e curadora da exposição, Moema Alves, o objetivo da dinâmica era que o grupo conhecesse e aprendesse um pouco sobre o processo de formação e urbanização da cidade, além de suas edificações, ruas e praças. “a ação era importantíssima para despertar a necessidade que Belém possui de valorização do seu patrimônio”, complementou Moema.
“O Olhar da Primavera” é o relato visual de 35 locais e detalhes de prédios históricos da Cidade Velha, que despertaram a atenção de oito pessoas durante a programação do primavera dos museus no MABE. “Na exposição virtual não buscamos o rigor técnico das fotografias, já que não estávamos trabalhando com profissionais, mas sim, estimular o olhar sobre a cidade”, explicou a diretora.
Além do blog da exposição “O Olhar da Primavera” (http://www.olhardaprimavera.blogspot.com), o Museu de Arte de Belém possui seu próprio blog com artigos, notícias, informações sobre programação e curiosidades. acesse http://mabelem.blogspot.com.

Dom Erwin Krautler: Nobel Alternativo 2010


Dom Erwin Lrautler, bispo da Prelazia do Xingu, no Pará, recebeu o Prêmio Nobel Alternativo da Paz, concedido pela fundação sueca Right Livelihood Prize

Para a CNBB, ao conceder a Dom Erwin Krautler tão grande honraria, a Fundação Right Livelihood Prize presta inestimável apoio às causas por ele defendidas e dá-lhes uma visibilidade de grande alcance no cenário internacional, contribuindo, assim, para o reconhecimento dos empobrecidos e a restauração de sua dignidade. A entidade sueca homenageou o bispo brasileiro por causa de sua vida dedicada à defesa dos "direitos humanos e ambientais dos povos indígenas e pelo seu incansável trabalho na Região.
Quem é - Dom Erwin Kräutler nasceu na Áustria em 1939, tornou-se padre em 1964 e logo após veio para o Brasil como Missionário. Em 1978, tornou-se um cidadão brasileiro (embora também mantendo a sua cidadania austríaca). Ele trabalhou entre os povos do Xingu, que inclui povos indígenas de diferentes etnias.
Em 1980, Dom Erwin foi nomeado Bispo do Xingu, a maior diocese do Brasil. Entre 1983-1991, e desde 2006 é o presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), entidade vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

10/08/2010

SÊNIOR CLUBE completa 21 anos


Há 21 anos, no dia do aniversário de Icoaraci – 8 de outubro - um grupo de professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Avertano (à época, Colégio Estadual Avertano Rocha) e um outro, aposentado do Colégio Agrícola Manoel Barata, do Outeiro (atualmente Escola Agrotécnica de Castanhal) – o Turarí Silva - que gostavam de praticar futebol futebol-de-salão, todos os sábados, na quadra do “Avertano Rocha”, resolveram fundar uma associação – o Sênior Clube.
Além de reunir os amantes do futebol, o Sênior Clube deveria ser o ponto de encontro das famílias nos finais de semana para um papo cordial (e molhado), além de promover o companheirismo, a solidariedade e manter a unidade de seus membros.
Dos fundadores, dois já faleceram: Turarí Silva e Jorge Lopes Raposo – antigo diretor do “Avertano Rocha”, que em Icoaraci é conhecido como Avertanão – enquanto que os demais, Geraldo Majella Miranda, Gildo Leal Rayol e Miguel Leal da Conceição continuam firmes e fortes.
O Sênior Clube, para não fugir à regra, mantém um campeonato interno, do qual participam quatro times, o Unidos, Portela, SPC e o Verdão – atual campeão do primeiro turno. As competições são realizadas aos sábados na mesma quadra Jorge Raposo, do “Avertano Rocha”, com uma torcida das mais fiéis.
Logo após as competições – duas por rodada – é realizada a reunião semanal no mesmo local onde o Sênior Clube iniciou à Passagem Paes de Carvalho em frente ao Conjunto Lopo de Castro, no centro de Icoaraci. O clube é apenas esportivo. Ele festeja os aniversariantes do mês, Dia das Mães, dos Pais e realiza anualmente uma grande festa de confraternização natalina, normalmente na sede do Pinheirense Sport Clube. Quarenta pessoas integram o quadro social.
Os 21 anos do Sênior Clube serão comemorados, segundo o presidente Celivaldo Pimentel no dia 16, ou seja, no próximo sábado.

10/07/2010

Círio procissão da fé



Procissão!!!
Demonstração de fé, a Maria mãe.
Oh! Virgem de Nazaré, teus muitos filhos
Sofridos romeiros, joelhos no chão
Homens descalços, pés calejados
Rostos suados, olhos lacrimejados
Romeiros sofridos, mas forças nas mãos
Segurando a corda, seguindo na procissão.
Mãos doloridas, mãos tão feridas
Com bolhas d’ água, mas firmes na corda
Fechadas e molhadas, de sangue e suor.
Quanto sofrimento e agonia, em sinal da fé
Pagando a promessa, a virgem de Nazaré.
Procissão!!!
Avalanche de fé, demonstração de amor
São fiéis que caminham, com serenidade aparente
Há Satisfação no olhar, mas aflição no peito
Querendo gritar sua fé, a virgem de Nazaré.
Procissão!!!
De crianças vestidas de anjos, com asas rasgadas
De túnicas molhadas de lagrimas e suor.
Os guardas carregam nos ombros feridos,
Com muita glória o andor da virgem.
A santa ostenta seu manto tão rico
Em sua volta perfumes, de flores tão lindas.
Que enfeitam e dão brilho
A sua suntuosa berlinda.
Procissão!!!
Caminhadas firmes, cansaço dormente
Mas seguindo firme, com olhares pedintes
São romeiros simples com bocas sedentas
Corações apertados, soluços sufocados
Com gritos de anseios, guardados no peito
Prontos para explodir.
Caminham tão lento, mas com humildade
No rosto o suor, nos olhos as lágrimas
No corpo o cansaço, mas no coração amor.
E com gestos tão tímidos saúdam a virgem
Oh! Grande senhora!!!
Oh! Grande Maria!!!
Oh! Virgem de Nazaré!!!
Olhai vossos filhos, atenda os pedidos
Que pediram com fé nas fitas que levam
Com muito orgulho amarradas nas mãos
Oh! Virgem amada!!!
Olhai vossos filhos que rogam a tua benção
Na corda os romeiros, as dores e gemidos
Sorrisos e suspiros são gestos agradecidos
Olham pra virgem com olhar devoto
Acenam e se curvam olhando pra virgem
Fazendo orações em uma só voz
E com a mesma fé, gritam por Nazaré.
Oh! Mãe amada!!!
Olhai para nós, seus filhos queridos.
Joelhos sangrando, eles pouco se importam
Mas pagando promessas pedem por proteção
A corda caminha, seguindo de mão em mão.
No andor vai à virgem, a olhar os filhos seus.
No chão a mistura, de todas as classes
De pés descalços e varias religiões.
Mas em uma só fé, fazem orações.
São romeiros irmãos que lutam por espaço
Para demonstrar a fé à mãezinha de Nazaré.
Procissão!!!
De corpos cansados, mãos cheias de dor
Mas acenam pra virgem com muito amor.
São todos romeiros, o rico e o pobre
O branco e o negro, o doente e o são.
O calmo e o aflito, o empregado e o patrão
Sem diferenças, todos pedem por proteção.
São todos iguais, todos se dão as mãos.
O promesseiro agradece e faz em silêncio
A sua humilde prece, e com lenço branco
Acenam pra virgem e com olhar piedoso
A mãe Maria agradece.
Oh! Bom romeiro sofrido, caminhas lento e feliz
Olhando pra virgem sorrindo e pede com fé e amor
Abençoe esse filho, fervoroso e sofrido.
Oh! Mãe de Nazaré olhai por nós.
Oh! Virgem Maria, mãe de Jesus de Nazaré.
Abençoa teus filhos em massa, nesta avalanche de
graças.

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Maria Aparecida Pinheiro dos Reis
Icoaraci (PA), 20 de setembro de 2010

ICOARACI - 141 ANOS



Icoaraci, que em 1969 eu denominei de Vila Sorriso, completa hoje, 8 de outubro, 141 anos
A história de Icoaraci confunde-se com a própria fundação de Belém. Os integrantes da expedição de Francisco Caldeira Castelo Branco – mais ou menos 1650 viajantes portugueses -, procurando um lugar adequado para fixar os fundamentos da cidade, desembarcaram numa ponta de terra situada na confluência dos rios Guajará e Maguari, a qual denominaram de "Ponta do Mel" devido a presença no local de favos de mel em grande quantidade.
No final do século XVII, Sebastião Gomes de Souza instalou-se em uma área elevada na confluência do Rio Pará (Baia do Guajará) com o Furo do Maguari, a chamada Ponta do Mel ou Melo construiu uma casinha de taipa para sua família com a intenção de implantar um engenho.
Em 13 de novembro de 1701 nascia a Fazenda Pinheiro quando Sebastião requereu a Carta de Sesmaria ao Governador da Província do Maranhão e Grão-Pará General Fernão Carrilho, sendo confirmada a concessão em 15 de outubro de 1705 por Dom Pedro II, Rei de Portugal. O sesmeiro seria Pinheirense, cidade de Portugal.
Em 1762 a fazenda passou a ter novo dono, aquirida por Antônio Gomes do Amaral que ao falecer, doou-a ao Convento de Nossa Senhora do Monte Carmo com exigência de que fosse rezada uma missa anualmente em favor de sua alma.
Em 13 de julho de 1824 a Ordem dos Frades Carmelitas Calçados já com a posse, vendeu-a juntamente com a Fazenda Livramento, área vizinha de onde retiravam argila para olaria, ao Tenente-Coronel João Antônio Corrêa Bulhões. As terras juntas mediam ¾ de léguas do igarapé do Paracuri no Tapanã até o pontão do Cruzeiro e, meia légua (3300m) entrando pelo Furo do Maguari, indo até os limites do engenho do Coronel José Narciso da Costa Rosa. Bulhões adquiriu posteriormente a metade da ilha de Caratateua que pertencia a D. Tomázio Ferreira de Melo, viúva de Manoel Góes.
Em 7 de julho de 1838, após a morte de Bulhões, a filha e herdeira Marina Francisca Corrêa Bulhões, casada com Benjamin Upto Júnior, vendeu todas as terras ao Presidente da Província do Grão-Pará General Francisco José D'Andréa que deu início a instalação de um lazareto a ser administrado pela Santa Casa de Misericórdia. Por inviabilidade, 20 anos depois a Santa Casa devolveu o patrimônio ao Governo que tentou vendê-lo e não conseguindo, arrendou-o durante nove0 anos a Adolfo Klaus.
Em 3 de maio de 1861 foi instalada na Fazenda a Escola Rural D. Pedro I, a primeira escola agrícola do Pará. Em 8 de outubro de 1869 pela Lei Provincial nº 598, a fazenda Pinheiro foi transformada em Povoado com a denominação de Santa Izabel, passando sua área a ser demarcada para definição de lotes e logradouros para em seguida serem aforados.
Em 16 de abril de 1883, a Lei nº 1167 deu ao povoado o novo nome de São João Batista sendo construída a Capela do mesmo nome. Em 6 de julho de 1895, a Lei nº 324 já do regime republicano, elevou o povoado de São João Batista a Vila, com a denominação de Pinheiro.
Em 31 de outubro de 1938, através do Decreto Lei nº 3.133, foi definido os limites interdistritais de Pinheiro. Sua área limitava com Val-de-Cans e Mosqueiro, abrangendo o Sub-Distrito de Outeiro. Em 30 de dezembro de 1943, através do Decreto nº 4.505, assinado pelo interventor Magalhães Barata, fixou a divisão administrativa e judiciária do Estado, pelo qual a então Vila de Pinheiro passou a ser chamada Icoaraci.
"De frente para o sol"
Segundo alguns, Icoaraci significa "De frente para o sol". Entretanto, profundas pesquisas do historiador José Valente, o qual publicou com o título de "Sinopse de Icoaraci", esta palavra significa na língua Tupi-Guarani "Mãe de todas as águas" (Icoara=águas e ci=mãe). Diz valente que em 1943, o interventor Magalhães Barata contratou o filólogo (estudioso em línguas) Jorge Urley para que escolhesse uma nova denominação para a então Vila de Pinheiro. Urley em visita "in loco", constatou os margeamentos da baia do Guajará e furo do Maguari e a grande quantidade de igarapés e riachos cortando a Vila em todas as direções.
Outra versão não oficial, diz que Barata quis prestar uma homenagem a um amigo, Coaraci Nunes, ex-governante do Amapá e por isso baixou o ato político com tal disfarce, já que era por lei proibido dar nome de pessoas vivas a qualquer instituição.
Icoaraci hoje
Icoaraci, distante 18km do centro de Belém por via rodoviária, é reconhecido como um dos principais pólos de produção artesanal de cerâmica do Estado do Pará. Localizado no ângulo entre a Baía do Guajará e o Rio Maguari, o Distrito desfruta de uma posição geográfica que possibilita fácil acesso à jazidas de argila que se concentram nos rios Paracuri e Livramento. Essa característica possibilitou transformar a área em um dos principais pólos de produção artesanal de cerâmica do estado do Pará.
Artesanato - O artesanato icoaraciense apresenta em suas peças uma beleza plástica e diversa, fruto da pluralidade cultural manifestada desde os tempos pré-coloniais, como são os estilos tradicionais: marajoara (caracteriza-se pela exuberância e variedade de decoração, utilizando pintura vermelha e preta, sobre engobe branco, representa a 4ª fase arqueológica da Ilha do Marajó), tapajônico (é tridimencional, feita com uma mistura de cauxi e cariapé. São figuras humanas e animais que provém da região do Baixo Tapajós), maracá (tem como berço o Amapá, mas é em Icoaraci que este trabalho se desenvolve. As urnas funerárias encontradas no Vale do Rio Maracá são de três tipos: tubulares, zoomorfas e antropomorfas) . (Vejam no topo do site algumas imagens de peças do artesanato icoaraciense).
O maior número da produção de Icoaraci, concentra-se no bairro do Paracurí, mais precisamente na Travessa Soledade, onde se localizam a maioria das olarias.
Paracurí é o nome do Rio que corta a região, de suma importância para a comunidade, pois no percurso deste rio encontram-se várias jazidas de argila, matéria prima para a confecção das peças de cerâmica, que, a bem verdade encontram-se ameaçadas com as constantes invasões.
A produção nessas olarias é muito variada, desde a confecção de peças arqueológicas até às mais estilizadas; de peças lisas e sem pintura às mais trabalhadas; de estilos tradicionais até suas recriações com pintura em manganês; de cerâmica utilitária à cerâmica decorativa, como: vasos, alguidares, cofres, pratos, jogo de feijoada, cinzeiros, etc.
Ainda no Paracurí (Travessa dos Andradas, nº 1110, com a Rua Coronel Juvêncio Sarmento) existe uma escola que se propõe a ensinar a arte de produzir cerâmica, é o Liceu de Artes e Ofícios "Mestre Raimundo Cardoso", fundada em dezembro de 1996 pelo prefeito Hélio Gueiros. O Liceu foi a concretização de um projeto de auto-sustentação que teve como autoras a professora Terezinha Gueiros e arte educadora Laís Aderne, falecida em 2009.
Icoaraci é composta de quarteirões regulares, ruas e travessas largas bem traçadas repletas de mangueiras. Compartilhando da Belle-Époque tanto quanto outras áreas da capital do estado, Icoaraci guarda em seus Chalés e Estação Ferroviária as características das construções que caracterizaram a primeira metade do início deste século. Inclusive o Chalé Tavares Cardoso, onde hoje funciona a Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha.
Vida Feliz - Viver em Icoaraci é poder desfrutar do tempo ainda que dentro da modernidade. É sentir aquela moleza gostosa depois do almoço de açaí com camarão comprados no Mercado Municipal e poder dormir a sesta; pois o comércio, tal como Belém fazia há anos atrás, fecha suas portas. É poder tomar tacacá no final da tarde sob a sombra refrescante das mangueiras e não se preocupar com a hora de chegar em casa; - afinal a casa é logo ali -, e locomover-se de bicicleta é a tarefa de todo pé redondo - para quem não sabe as pessoas de Icoaraci são conhecidas como pés redondos, pois seu veículo de locomoção é, por excelência, a bicicleta. É tomar água de coco sentindo a brisa da orla e olhando o rio-mar. É andar alguns quarteirões e encontrar mais um Chalé que fala sozinho sobre a história da capital. Viver em Icoaraci é a oportunidade de poder ser mais belenense.
Mega Distrito - Como muito bem disse José Raymundo Guimarães Júnior – Junior Guimarães, falecido precocemente em 1996 – Icoaraci é um Mega-Distrito, onde residem aproximadamente 300.000 pessoas, distribuídas entre os bairros do Cruzeiro, Agulha, Águas Negras, Campina, Maracacuera, Paracuri, Parque Guajará, Ponta Grossa e Tenoné.
A vida escolar de Icoaraci varia entre instituições tradicionais - como a escola Coronel Sarmento, Avertano Rocha, Nossa Senhora de Lourdes - e algumas mais recentes - como o Madre Celeste e Rui Barbosa.
O comércio local também é bastante variado, suprindo as necessidades básicas da população e encontra-se em expansão por toda Vila, sendo nas Ruas 8 de Maio, Cristóvão Colombo – atualmente Travessa Lopo de Castro - e na Travessa do Cruzeiro, suas maiores concentrações. Percebe-se uma descentralização desse setor para outras outras ruas como: Travessa. dos Berredos, Rua 15 de Agosto e Travessa São Rocque.
Icoaraci é um distrito basicamente industrial, empregando boa parte de seus moradores em indústrias de pesca, madeireiras, olarias (fabricação de telhas e tijolos), marcenarias, industrialização de palmito, etc...
Saúde - Quanto à saúde pública, como em todo país, Icoaraci ainda necessita de melhorias. O Pronto Socorro Municipal e o Hospital Abelardo Santos atendem a população carente (ou ao menos tentam), enquanto algumas clínicas particulares oferecem consultas, exames e operações de pequeno porte. Infelizmente, em casos de emergência o indicado continua sendo recorrer aos hospitais de nossa capital - Belém.
Visualmente, Icoaraci, ainda aguarda algumas melhorias. Em outras épocas a praia do Cruzeiro e as praças se apresentavam em um estado bem mais conservado, no entanto, a Vila Sorriso ainda atrai muitos visitantes - seja pela tradicional água de coco no Pontão, seja pelas delícias de suas peixarias ou ainda pelo papo gostoso que rola nos bares da antiga 1ª Rua (Siqueira Mendes). Além de tudo isso, Icoaraci tem a oferecer seu orgulho maior, a beleza da grande arte aqui renascida nesses últimos 40 anos.
Icoaraci é administrada por agente distrital – uma espécie de “sub-prefeito”, nomeado pelo prefeito de Belém. A psicóloga Ivy de Menezes Veiga Portella; Possui dois jornais de circulação mensal, O Estado (20 anos) e a Gazeta do Pará; dois sites. icoaraci. com.br (10 anos) e icoaraci on line (dois anos). uma associção e industrial (47 anos), dois clubes de serviço, Lions e Rotary e uma rádio comunitária, a Rádio Sorriso FM (104.9 Mhz).
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Ilustração: Roberts Vale

10/05/2010

Jurema chegou da Suíça


Jurema de Oliveira Harder – nossa assídua leitora virtual – juntamente com o marido, o botânico Edward Jacob Harder, pintou nas plagas icoaracienses após 29 horas de viagem procedente de Saintt Galle – Suíça Alemã. Veio matar as saudades dos parentes pés redondos; da água de coco no Cruzeiro e das delícias do sítio em Marituba. De acordo com Jurema que, como dissemos nos acompanha através da internet, a cidade onde mora é uma das mais antigas da Suíça; foi fundada por um padre no ano de 618 DC. Apesar da longura está sempre ligada à Icoaraci e o seu povo. Ficará por aqui até o seu aniversário na primeira semana de outubr0.

Seja bem-vinda!

LURDINHA BEZERRA recomenda


ANINHA PORTAL de Icoaraci, faz sucesso no Rio


A paraense ANINHA PORTAL,radicada há mais de 15 anos, no Rio de Janeiro, onde canta de segunda a segunda no circuito LAPA, levando sempre o melhor do samba de raiz,encontra-se em Belém para rever os familiares e aproveita para mostrar um pouco do samba que ela vem fazendo na Cidade Maravilhosa, inclusive ganhando várias premiações e considerada a mais bela voz (revelação) feminina do samba carioca.
Aninha, que é paraense da Vila Sorriso e que por muitos anos encantou os paroáras dançando carimbó, agora encanta os cariocas e paraenses com a sua voz afinada e forte que embala as noitadas de samba na LAPA, no Rio de Janeiro.
O show será no dia 12 de outubro, no teatro da Estação GASÔMETRO - Parque da Residência, às oito da noite e contará com a participação de vários sambistas paraenses.
A cantora paraense está à disposição para entrevistas e shows ficando na cidade até o dia 13 de outubro, quando retorna ao Rio para assumir sua agenda, produzida pelo músico carioca BETO KAVAKETTA.

Serviço:

Uma noite da LAPA em Belém
Data:12/10- Terça feira (feriado).
Hora: 20H
Participação: Pedrinho Cavalero, Alcyr Guimarães, Bilão, João Lopes, Ademir do Cavaco, Fernando Gogó de Ouro, Bosco Guimarães, Marquinhos Melodia e Toni Melodia.
Direção Geral: NENO FREITAS
Produção Musical: Maestro Gonçalo e Jesus Santos

Contatos: 3247-0354/81419934

VISÃO

O tempo seco atrelado ao uso intensivo do computador em ambientes com ar condicionado leva à desidratação da córnea, ocasionando a Síndrome do Olho Seco. O problema já atinge mais de 18 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Associação dos Portadores do Olho Seco (Apos). “Os sintomas são desconforto na vista, às vezes com sensação de areia nos olhos e até vermelhidão”, explica Pedro Carricondo, oftalmologista do Hospital das Clínicas. Olhos lacrimejando, vista embaçada e sensibilidade à luz também podem aparecer. O olho seco acontece quando a pessoa não pisca muito (na frente da tela do computador ou da tv) ou quando o tempo está seco (seja naturalmente ou por causa do ar condicionado). Então, o filme lacrimal deixa de ser suficiente para manter o olho lubrificado.

VISÃO II

O envelhecimento e a poluição são outras causas que contribuem para o aparecimento da doença. Segundo o oftalmologista, normalmente o olho seco não causa maiores problemas além do desconforto por algumas horas ou dias, mas em casos mais graves é possível afetar a visão permanentemente. Ainda de acordo com o especialista, caso os sintomas persistam é aconselhável que o paciente procure um oftalmologista. A Síndrome é a segunda maior causa de atendimento em consultórios

SAÚDE

Os moradores do bairro de Área Verde já dispõem de uma Unidade de Saúde nova, que foi entregue oficialmente na última terça-feira (28) pela administração municipal, na pessoa do titular da SEMSA, José Antônio Rocha. O novo prédio foi ampliado para receber equipes do programa Estratégia Saúde da Família, integrado por médico, enfermeiro, técnico de Enfermagem, Auxiliar Administrativo, vigia e Agentes Comunitários de Saúde. Estrutura com recepção/arquivo, farmácia, Pronto Atendimento, sala de coleta de Exames/Teste do Pezinho, copa, sala de esterilização/expurgo, consultório médico, consultório de enfermagem, sala de coleta de PCCU e sala de Imunização. As obras da Unidade de Área Verde foram financiadas com recursos da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA). O Vice-Prefeito e Secretário de Saúde de Santarém, José Antônio Rocha, informou que no local, funcionarão todos os Programas preconizados pelo Ministério da Saúde. Diretamente, serão beneficiadas 685 famílias, em um total de aproximadamente 2.922 pessoas.

SENSO

A estiagem que baixou o nível de rios do Amazonas vem prejudicando o trabalho dos recenseadores do Censo 2010 do IBGE. Estão em situação de alerta por causa da falta de navegabilidade 27 cidades do Estado, segundo a Defesa Civil. Como o barco é o principal meio de transporte na região, os agentes não conseguem ir a comunidades isoladas. Ao todo, 2.700 recenseadores estão em campo. Em alguns casos, eles deixam os barcos e caminham pela vegetação, nas margens dos rios, até alcançar os locais dos levantamentos. A previsão de conclusão do Censo para o próximo mês está mantida. A coleta atingiu 54% da população no Estado.

SEGURANÇA

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estuda alterar mais uma vez a resolução que determina a obrigatoriedade do uso de cadeirinhas em carros de passeio. Desta vez, o órgão analisa a possibilidade de estender a obrigação do uso do equipamento para vans que transportam crianças com menos de sete anos e meio de idade. Por enquanto, táxis e ônibus estão descartados dessa obrigação. O Contran, segundo sua assessoria, está seguindo regulamentações internacionais sobre o tema, que também liberam táxis e ônibus da obrigatoriedade. Nos táxis, o Contran entende que é complicado obrigar o taxista a disponibilizar três tipos de equipamento.

JALECOS

Pesquisa mostra que contaminação está presente em 95% dos jalecos médicos.
As pesquisadoras correlacionaram o grau de contaminação e a patogenicidade dos microorganismos encontrados com as seguintes variáveis: dia em que foi realizada a coleta; freqüência de lavagens semanais do jaleco; uso por homens e mulheres; médicos profissionais e o ano de graduação dos estudantes. "A vestimenta deve ser restrita ao ambiente de trabalho. Os médicos e estudantes não devem circular com ele fora do hospital ou da clínica", alertaram as pesquisadoras. A matéria foi objeto de Requerimento do médico e vereador Nélio Aguiar, na Câmara Municipal de Santarém.

CORRUPÇÃO

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, defendem uma reforma na legislação processual penal para permitir a aplicação de punições efetivas aos envolvidos em crimes de corrupção. Ambos assinaram protocolo de cooperação técnica entre as instituições, eles afirmaram que o excesso de garantias na lei aumenta a sensação de impunidade. "O garantismo exacerbado da legislação esquece que à sociedade é devida a efetividade da tutela penal", afirmou Gurgel.

MOTINHAS __________________________________________________________________

Em nome do amigo Coronel PM Agenor Campos Comandante do CPR-1 parabenizo todos os integrantes da Gloriosa Policia Militar do Estado do Pará pela passagem dos seus 192 anos, ocorrido no último dia 25 de setembro. *** Ibope, Vox Populi e Datafolha. São os três principais institutos de pesquisa que dizem saber o que as urnas mostrarão neste domingo dia 3 de outubro. Mas, os números de cada um deles são diferentes, cada um diz uma coisa. Após os resultados das urnas vamos saber quem chegou mais perto e qual é o instituto de pesquisa mais picareta. *** O candidato da Coligação Juntos com o Povo, Simão Jatene participou no último domingo/26 de carreata, que contou com a participação de aproximadamente três mil carros. No percurso da carreata, em frente à Casa de Show Pororoca, Simão Jatene recebeu a adesão do candidato à reeleição à Câmara Federal pelo PMDB, Wladimir Costa. Na eleição passada, Wlad apoiou Almir Gabriel, apesar do PMDB estar com Ana Júlia. *** Com a vitória de Jatene, Santarém poderá ter pela segunda vez consecutiva o Vice-governador do Pará com Helenilson Pontes. *** Faltam dois dias para as eleições gerais de 2010. Neste domingo, dia 3 de outubro, mais de 200 mil eleitores brasileiros residentes no exterior devem votar para escolher o novo presidente da República. *** A candidatura de Francisco Everardo Oliveira Silva, o "Tiririca" será mantida, de acordo com informações da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP). Se for comprovado que Tiririca é analfabeto, ele pode ser vetado por inelegibilidade constitucional, conforme artigo 14, parágrafo 4º da Constituição Federal. *** Uma vergonha nacional a matéria exibida no jornal do SBT, apresentado pelo jornalista Carlos Nascimento, mostrando a precariedade do sistema prisional no Pará. Presos convivem com ratos e baratas em uma penitenciária em Marituba, região metropolitana de Belém. A penitenciária feminina é pior ainda, celas para 4 detentas abrigam 10. As matérias foram exibidas na segunda-feira/27 e terça-feira/28, respectivamente. Pelo absurdo, me recuso a comentar o que vi. Uma realidade cruel e desumana. *** Vice-governador Odair Corrêa candidato a Deputado Federal (1233-PDT) passa o final de semana na região, domingo vota em Santarém. *** Caso a maioria da população fosse realmente politizada, não precisaríamos votar uma lei para barrar as candidaturas fichas sujas, bastaria votar em candidatos fichas limpas. A imprensa após a revolução militar passou a divulgar as figuras corruptas deste País. Quem não conhece os políticos mensaleiros, sanguessugas, ladrões, corruptos, etc? Pense nisso neste domingo. *** Jean Marcel Corrêa, dinâmico funcionário da Ambev em Manaus (AM), retorna neste domingo para a capital Baré, após merecidas férias em Santarém, sua terra natal, ao lado de sua querida genitora Lúcia Corrêa. *** Aproveitando o final de semana, vamos de Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente, lembrando que Domingo é Lei Seca. Não vote em Ficha Suja. Fui.