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10/28/2006

Sérgio Couto no Conselho Nacional do Ministério Público



Deu na coluna do Dr. Hélio Gueiros no Diário do Pará de hoje: “O advogado paraense Sérgio Valente do Couto foi indicado para integrar o Conselho Nacional do Ministério Público. A nomeação depende da aprovação de seu nome pelo Senado Federal. Valente do Couto foi sabatinado pelos senadores da Comissão Especial sendo aprovado por unanimidade. A matéria, agora, vai para o plenário”.
Quero dizer que para os muitos leitores do Jornal do Feio que Sérgio Couto é um colega extraordinário, desde os tempos do Colégio Nazaré, e um chefe excelente chefe. Fui Assessor de Imprensa da OAB.Pa. quando foi presidente - 1993 a 1995 - aliás, um dos maiores presidentes que a Entidade teve nesses últimos 15 anos. Inteligente, culto, sério, ativo, exigente, realizador sem deixar de ser amigo, companheiro e irmão.
Durante a sua gestão foi reativada a Escola Superior da Advocacia (ESA), o Clube dos Advogados; deu-se a reforma total da sede da OAB.Pa – a nossa velha casa do Largo da Trindade -, além da realização do Iº Encontro dos Advogados no Pará, em Santarém.
Dono de um currículo invejável, o Conselho Nacional do Ministério Publico se verá enriquecido com a presença do Dr. Sérgio Alberto Frazão do Couto, o que equivale dizer: uma honra para o nosso Estado do Pará.
Estamos torcendo por você, amigo. (A.F.)

10/22/2006

Que péssimo exemplo


Foto: Keilon Feio




"Um homem ficou ferido na quinta-feira/19, à tarde após ser empurrado por um policial civil da Seccional do Comércio. Em Belém. A vítima caiu na calçada e bateu a cabeça. Populares acionaram o atendimento médico e ficaram revoltados com a atitude do policial.
A agressão ganhou duas versões para os fatos.
De acordo com a testemunha, Mayena Ferreira, o homem seria um flanelinha da área que fora vítima de um assalto. Ele tentava registrar ocorrência quando fora expulso do local e agredido por um investigador. Sem condições de dizer o nome, a vítima, que foi empurrada pelo policial civil, caiu na calçada e bateu a cabeça.
Testemunhas afirmaram que ação do policial foi truculenta. “Um outro policial chegou a pedir para a gente não divulgar o fato, pois o agressor era seu colega”, contou a testemunha.
Entretanto, o diretor da Seccional do Comércio, delegado Cid Cavalcante, explicou que a vítima estava embriagada e, possivelmente, drogada. Segundo a autoridade policial, o homem não tem residência fixa. “Ele entrou na seccional e passou a ofender as pessoas com palavras pornográficas. Completamente embriagado, ele foi retirado da seccional, mas não aceitou e passou a esmurrar a porta. Foi quando o investigador, ao tentar impedir o ato de vandalismo, o derrubou e este homem bateu a cabeça na calçada”, explicou. Após ser atendido, o homem fez exame de dosagem alcoólica e toxicológica e retornou à seccional para assinar o procedimento por desacato à autoridade. O fato foi comunicado à Corregedoria da Polícia Civil” .
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Na qualidade de membro-fundador do Conselho Interativo de Segurança e Pública e Justiça de Icoaraci (Cisju), peço licença dos colegas do Diário do Pará para reproduzir a notícia na íntegra e repassá-la ao mundo.
Atitudes como essas revoltam qualquer pessoa.
Cabe a Corregedoria da Polícia Civil tomar enérgicas providências, apurar e punir exemplarmente o culpado ou os culpados. A imagem da instituição policial não pode ser maculada pela ação irresponsável de um policial truculento, que não providenciou socorro para a sua vítima.
O que é pior esse triste episódio aconteceu em frente à uma Seccional no centro de Belém.

10/19/2006

Icoaraci ganha mais um logradouto público


A população da Vila Sorriso de Icoaraci ganhará em breve mais um logradouro público. Será a praça ‘Jorge Lopes Raposo’ que está sendo construída pela Agência Distrital em parceria com os moradores do conjunto Lopo de Castro. A construção da praça que fica na Travessa Itabirai, entre a Rua Padre Júlio Maria e a Rua 15 de Agosto, atrás da Igreja de São João Batista e Nossa Senhora das Graças, foi uma reivindicação das cerca de 150 famílias que moram no conjunto. Como a área estava praticamente abandonada, com muito mato, onde muitos desocupados a utilizavam para consumir drogas e praticar vandalismo, os moradores propuseram à Agência Distrital que no local fosse construída uma praça.
Os trabalhos de capinação, limpeza, construção de bancos, arborização e iluminação começaram em junho de 2006 sob a coordenação do engenheiro Ronaldo Gamelas, e o logradouro, que vai homenagear o educador Jorge Lopes Raposo – ex-diretor do Colégio Esrtadual Avertano Rocha, falecido há alguns anos – cujo prédio fica às proximidades -, escolhido pelos próprios moradores, deve ser entregue à população, antes do Círio de Icoaraci, que será realizado no dia 26 de novembro.

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Ronaldo Quadros

10/17/2006


■ Outeiro possui uma entidade – atualmente paralisada - que cuida dos seus interesses. Trata-se Associação dos Amigos do Outeiro, fundada em 1967 por Manoel Oliveira, Arace do Brasil Oliveira, Francisco Pereira, Antonio Aldemyr Feio e outros;
■ A Ilha de Cararateua sediou uma das ultimas e mais importantes atividades do saudoso Projeto Rondon na Amazônia – a Operação Especial Icoaraci-Outeiro. Os universitários participantes praticamente redescobriram a ilha de ponta a ponta;
■ A ponte que liga Icoaraci a Outeiro se chama Enéas Pinheiro – em homenagem ao antigo governador que possuía uma granja em Tucumaêra – foi construída em tempo recorde, pelo ex-governador Jader Barbalho;
■ O serviço de travessa em balsa de Icoaraci para o Outeiro (a partir da Rua 2 de dezembro) foi inaugurado em 20 de abril de 1969 pelo prefeito Stelio Maroja, sendo Agente Distrital de Icoaraci o engenheiro Evandro Simões Bonna – auditor do projeto – e Galdino Oliveira, supervisor do Outeiro, O gerente do serviço era Sakustiano Vilhena Filho - Chefe Salu, falecido;
■ Manfredo Ximenes Ponte, hidrogeólogo, ex-Administrador Regional de Icoaraci – e atual diretor regional do Censelho Regional de Pesquisas Minerais - CRPM, se prepara para a sua quarta pós-graduação. Ximenes – apesar de ter nascido em Sobral fez os seus estudos secundários em Belém e Geologia na UFPA. Foi professor no Colégio Santa Rosa. Ele foi o responsável pela revitalização do Saaeb, fundado em marco em 1968, na gestão Stélio Maroja.
■ A área onde esta construída a sede da Administração Regional do Outeiro foi cedida pelo Outeirense Esporte Clube - o mais antigo clube de Caratateua;
■ Duciomar Costa ultima mais uma obra. Será lançada possivelmente no início de 2007;
■ A contadora Edna Amaral se prepara para fazer pós-graduação numa das muitas disciuplinas da área contábil. Edna é uma das muitas pessoas que acessam diariamente o Jornal do Feio.
■ Na próxima semana, tem mais.








CaroAldemyr
Saudações tricolores
Dia 24 de setembro de 2006, foi realizada uma Missa na igreja de São Judas, em São Paulo, para comemorar os 40 anos de sacerdócio do Pe Zezinho.
Nesta Missa estiveram presente o Arcebispo de São Paulo, D. Claúdio Hummes, e diversos padres, dentre eles o Pe Joãozinho que também é cantor, escritor, e discípulo do Pe Zezinho. O cantor Silvio Brito cantou a música “Utopia”, autoria do Pe Zezinho. Cantamos diversas músicas dele.
A cerimônia teve uma duração de 3 horas. Como você sabe, eu e a Fátima participamos ativamente do Grêmio de São Judas; isto é, um grupo de jovens comandados pelo Pe Zezinho, criado no fim dos anos sessenta e inicio dos 70.
Boa parte deste grupo participou da Missa e depois foi oferecido um almoço de confraternização; e passamos uma tarde agradável, juntamente com o padre, relembrando os velhos tempos.
Estou mandando uma foto nossa com o padre; e se você puder colocar na “Posta Restante” do Jornal do Feio e fazer algum comentário, seria muito bom.
Seu blog é muito lido aqui em Sampa.
Abraços a todos

Ricardo Uchoa
Jardim Catarina – São Paulo/SP

O único comentário, aliás, não é bem comentário: é um adendo explicativo.
Ricardo Uchoa é meu irmão paulista. Fátima minha cunhada.
Ele é Engenheiro metalúrgico e a Fátima, Assistente social.
Fico muito orgulhoso – e porque não dizer, envaidecido –
em publicar no meu espaço a foto do padre Zezinho.
Ele não se lembra de mim, mas já o entrevistei aqui em Belém para a Voz de Nazaré, há alguns anos.
Ricardo está com tudo. O seu São Paulo é quase o Campeão
Brasileiro. Faltam apenas nove jogos... enquanto o meu
Corinthians está para ser rebaixado.
Obrigado, mano.
Um abraço e saudades, padre Zezinho.
Quando virá novamente a Belém?

10/15/2006

São Paulo comemorou seu Círio de Nazaré







No segundo domingo de outubro, como manda a tradição paraense, é realizado o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Em São Paulo, desde 1968, abnegados paraenses promovem no bairro do Sumaré, o Círio, em percurso de pouco mais de um quilometro. O Círio percorreu a Av. Dr. Arnaldo e chegou até o santuário de Nossa Senhora de Fátima por volta das 11h30. Mais de 1.100 fervorosos paraenses e devotos participaram da missa do Círio.No final da Missa, na quadra de esportes da igreja, barracas improvisadas serviram todos os tipos de iguarias regionais para satisfação dos paraenses presentes.
Origem - O Círio de Nazaré teve inicio na Capital de São Paulo na década de 60, quando o então coronel do exercito Antonio Ferreira Marques, um paraense que comandava a Policia Militar do Estado de São Paulo, recebeu em seu gabinete de comando, um grupo de conterrâneos, todos bastantes idosos, que foram solicitar cooperação para realização do Círio de Nazaré. Atendidos e recebendo total apoio do comandante da policia militar, realizaram no dia 13 de outubro de 1968, o primeiro Círio de Nazaré em São Paulo. A primeira Missa do Círio foi realizada na igreja de Nossa Senhora do Carmo e teve a participação de um coral, de uma banda de musica e lanceiros da policia militar de São Paulo. Após a Missa a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi levada em pequena procissão para o pátio da igreja.A partir de então começou a crescer não só a festa como também a devoção à padroeira do povo paraense. Isto se acentuou ainda mais com a mudança dos festejos para o santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde seu pároco, Frei Yves Terral, francês de nascimento e paraense de coração, apoiou a transferência da festa do Círio.O Círio começa com a transladação, no sábado, da imagem de Nazaré, da irmandade de Nossa Senhora de Anunciação – Vila Anastácio – até a creche Nossa Senhora de Fátima, próximo ao santuário de Fátima. O translado é feito no sábado às 19 horas.

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Alfredo Ramos, de São Paulo

10/14/2006

Tv Cultura leva Icoaraci para as Américas


Uma equipe da Tv Cultura – Canal 2 - esteve por todo dia de quinta-feira/12, Dia da Criança, fazendo algumas tomadas para um especial sobre a Vila Sorriso que será exibido em três partes a partir de novembro.
De acordo com a produtora Danielle Filgueiras, o especial vai mostrar aos telespectadores do Pará, do Brasil e das Américas – já que a nossa Tv Cultura tem convênio com algumas redes e emissoras da Argentina, Chile, Equador, México e Venezuela, através da TV Educativa do Rio e Tv Cultura de São Paulo – aspectos da icoaraciense até então desconhecidos do grande público, como o seu povo, a história, o dia-a-dia, artesanato, cultura, turismo, folclore além da gastronomia.
Algumas pessoas deram o seu depoimento, dentre as quais o Orlando Figueiredo Cunha – um dos mais antigos comerciantes de Icoaraci – e o repórter pelo fato de ser o criador do slogan Vila Sorriso. A gravação ocorreu no final da tarde aqui em frente de casa, com Danielle e eu sentados na calçada do portão.
Encerrado o trabalho, todos atravessaram a Travessa Itaborai e fomos tomar um refrigerante no bar do “Seu Wilson” que fica em frente. Danielle adorou o chamado pão bombeiro - de fabricação caseira - e levou um monte para comer em casa.
A última tomada do dia aconteceu na Pizzaria Vitória, na Rua XV de Agosto – 4ª Rua de Icoaraci – próximo à Travessa Cristóvão Colombo.
Foi o melhor presente que Icoaraci ganhou nos seus 137 anos.

Projetos de Meliponicultura em Cotijuba


A Prefeitura Municipal de Belém, através do Fundo para Geração de Emprego e Renda Ver-o-Sol, realiza nesta segunda-feira (16), às 10:30h, reunião aberta para a comunidade de Cotijuba. Na ocasião será discutido a implantação dos Projetos de Meliponicultura, Farmácia Nativa e Farma-Horto, na ilha. A reunião acontece no hall da Igreja Assembléia de Deus, na Rua Manoel Barata, s/n.
O Farmácia Nativa é um projeto que promove cursos que ensinam a produzir medicamentos naturais, com finalidade de gerar emprego e renda. São treinamentos feitos pelo Fundo Ver-o-Sol para a fabricação, cultivo e manipulação de ervas, ou seja, tem o objetivo de promover, qualificar e desenvolver conhecimentos, ensinando a cultivar, produzir, acondicionar e comercializar medicamentos fitoterápicos.
Já o Farma-Horto tem a meta de promover, qualificar e desenvolver empreendedores para o cultivo de plantas medicinais extraídas do meio ambiente dessa comunidade, que a partir de suas reproduções, serão usadas na produção de medicamentos fitoterápicos, com vistas ao comércio exterior, exportando principalmente para os países europeus e o mercado japonês. O projeto ensina, através de oficinas, desde como fazer o plantio até a coleta ou extração das ervas. Meliponicultura- Outro projeto a ser discutido na reunião será o Projeto de Meliponicultura, já implementado em Mosqueiro, no assentamento Mártires de Abril, que consiste na criação de abelhas indígenas sem ferrão. Os resultados esperados para o final de 2007 são de 60 famílias meliponicultoras no projeto.
Em Cotijuba já existem 25 famílias inscritas. A reunião será para determinar o local onde serão implantados os projetos, além de divulgar informações mais claras e assim, obter maior participação dos moradores da ilha.
A reunião é uma realização da Prefeitura Municipal de Belém, Fundo Ver-o-Sol e Administração Regional do Outeiro.

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Vanda Amora

10/11/2006

Parabéns Priscilla


A grande aniversariante da semana é a jornalista Priscilla Amaral, Assessora de Imprensa, com atuação no Núcleo de Imprensa e Documentação da Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura de Belém.
Priscilla, apesar de jovem já possui um currículo dos mais apreciáveis.
Um pequeno exemplo:
● Jornalista com experiência internacional adquirida ao longo de quatro anos morando na Europa (Inglaterra e Espanha). Ampla atuação na cobertura política, social, cultural e econômica.
● Desenvolvimento de Projeto na área de cooperação internacional descentralizada e desenvolvimento.
● Projeto de jornalismo documental para a EICTV (Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba).
● Trabalho realizado como fixer translator e pesquisadora de campo sobre a Amazônia para a rede Britânica de Televisão (BBC). Documentário sobre o trajeto que abrange a Linha do Equador no Brasil. (Dezembro/ 2005)
● Selecionada para estudar na Espanha pelo programa PCI da “Agencia Española de Cooperación Internacional”, (http://www.aeci.es/). Certificado em “Periodismo Electrónico”. Universidade de Santiago de Compostela. Espanha. (Fevereiro a Junho de 2002).
● Voluntária no projeto social da Faculdade de Comunicação da UFG. Orientadora de jovens na produção de conteúdo informativo e de entretenimento para a rádio e TV comunitária instaladas nos assentamentos do MST. (1998 – 2000)
Sua formação também é admirável:
Setembro a Dezembro / 2005: Especialização Short Course “English in the Media”. Birkbeck University of London. (Londres-UK).
Setembro/2004 – Maio/2005: Especialização Short Course “The Theory of International Relations”. Birkbeck University of London. (Londres-UK)
Fevereiro/1998 – Fevereiro/2002: Bacharel em Comunicação Social, habilitação: Jornalismo. Universidade Federal de Goiás – UFG. (Goiânia-GO)
Poliglota, fala fluentemente o inglês (First Certificate, University of Cambridge – ESOL. (Inglaterra)); o espanhol (Certificado D.E.L.E Avanzado (Diplomas de Español como Lengua Extranjera”, Instituto Cervantes. (Espanha), além do francês e Italiano Básicos.
E mais:
Cursos Complementares -
IELTS – “International English Language Testing System”. (London – UK): Birkbeck University of London. (Setembro a Dezembro de 2005).
“El Periodismo y Las Nuevas Tecnologias” - (Espanha): Realizado na Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Santiago de Compostela. (9 horas - 2002).
“Quien Manda en el Ciberespacio” – (Espanha): Realizado pela “Secretaria General para las Relaciones con los Medios Informativos de la Xunta de Galícia”. (8 horas - 2002).
Informática e Edição Eletrônica (Senac e UFG – Goiania): Webdesign e layout: Corel Draw, Page Maker, Front Page, Photoshop, HTML, Dreamweaver. (1999-2001).
Webjornalismo (Revista Imprensa-SP): Curso teórico e prático sobre o uso da linguagem HTML na publicação de notícias on-line. (20 horas – 2001).
Apresentador de TV (Maquinário Produções - Goiânia): Curso prático de apresentação televisiva. (1998)
Fotografia (Canopus - Goiânia): Curso prático e teórico sobre o uso da câmera profissional, revelação e ampliação de filmes. Fotografia documental e artística. (03 a 12 – 1999).
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A bagagem profissional desta simpática jovem de 26 anos. inclui Londres, Inglaterra e Goiânia. Trabalhou na Rádio “K”. de Jorge Kajuru, como Repórter, Editora e Produtora, bem como, cobertura nas coletivas especiais e apresentação ao vivo de notícias durante a programação jornalística. Integrei a equipe que reestruturou o jornalismo diário da Rádio.
Atualmente, além da Comus, a irrequieta e inteligente Priscilla integra a equipe de reportagem do Jornal Cultura (TV Cultura – Canal 2); produz e chefia a equipe de reportagem da Revista Diário. Uma publicação semanal do jornal Diário do Pará – circula aos domingos encartada à edição normal -, que enfoca temas de comportamento, lazer e saúde.
Priscilla adora atuar em mídia impressa, eletrônica ou digital. Preferencialmente nas editorias de política, cultura, economia ou internacional.
Esta é a Priscilla Amaral. De Marabá para o mundo.
Parabéns, amiga.

10/09/2006

Chegou José Santos Croelhas Jr


O lar do casal José (Juliana) Coelhas está enriquecido.
Chegou no sábado/7, José Santos Croelhas Júnior.
O mais novo rebento do “subprefeito de Icoaraci” veio cheio de saúde pesando 3,780 quilos, sob os cuidados dos competentes médicos Dionísio Bentes e Áurea Lustosa, via Hospital Saúde da Criança.
Júnior veio juntar-se à Rárima, Leandro e Ana Beatriz, filhos do economista e microempresário, que está fazendo o bonito na minha Vila Sorriso.
O povo de Icoaraci dá as boas-vindas ao seu mais novo morador, e roga a São João Batista e Nossa Senhora das Graças que o abençoe hoje, amanha, sempre.

“Caro Amigo Feio.
Obrigada pela lembrança de mais uma vez me mandar noticias suas, estou feliz pelo Jornal do Amigo, PARABÉNS mesmo!!!
Quero que divulgue a reforma, organização, higiene e melhores condições de trabalho aos permissionários do Mercado Municipal de Icoaraci que o nosso ilustre Agente Distrital de Icoaraci tem nos proporcionado com seu interesse, dedicação e apoio aos trabalhos realizados no referido mercado.
Um trabalho que vem sendo desenvolvido por esta sua colega EULÁLIA, o Sérgio Wladimir da SECON e alguns funcionários das duas secretarias (ADIC e SECON).VC precisa fazer-nos uma visita para colocar-lhe a par das atividades que são desenvolvidas lá dentro, uma delas é que esta semana estaremos montando uma praça,ou seja, colocaremos alguns bancos em determinados locais com vasos (c/ pinheiros plantados) para que idosos e demais pessoas possam ter
onde descansar no período de suas compras. No dia que formos inaugurar os mesmos irei lhe avisar. Mais detalhes depois lhe mandarei. Você é o máximo, ah! ah! ah!
Beijos”.

Eulália Campina
Agência Distrital de Icoaraci

Obrigado amiga e disponha deste espaço.

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“... E Icoaraci está cheio de sulistas (paranaeses, cataerinenes e gacubis como eu). Aqui a gente se sente quase que em casa, sabe por que: O povo ~e gentil, hospitaleiro e bom, O que atrapalha é o calor mas... tem o Outeiro para quebrar o galho. Icoaraci é como você falou: Vila Sorriso onde a gente é feliz, não todo o dia, mas toda hora, além das belas meninas. Um abraço”.

Gerson de Souza Maneghetti
Conjunto Augusto Montenegro
Paracuri

Eu não falei. Quem falou foi o Pires Cavalcante.
Eu apenas criei o slogan. Obrigado por falar bem da nossa Icoaraci,
Seja bem-vindo. Você, e o seu pessoal, e todos os demais “sulistas”.


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.... Quer dizer que a Pratinha não pertence a Icoaraci? Mas todo mundo fala
que tanto a Pratinha I,como a Pratinha 2 integram o ¨território” de Icoaraci.
Me explique pelo blog.

Eunice Wanderléa Brito
Pratinha

Exatamente. Pratinha não pertence à Icoaraci, e sim ao distrito administrativo do Benguí, de acordo com a Lei nº 7.682, de 05 de janeiro de 1994, sancionada pelo ex-prefeito Hélio Gueiros.
São oito distritos administrativos. Bengui – DABEN – é o quarto. Começa na Foz do Igarapé Bacuri, sobe por esse, até encontrar a Rua Vitória (que delimita a invasão Jardim Tapanã) até quase a rodovia Transcoqueiro, incluindo Pratinha ( I e II), São Clemente, Tapanã, Parque Verde, parte da rodovia dos Trabalhadores, parte dos fundos do Estádio Olimpíco, o "Mangueirão", dobra à esquerda e segue por esse até encontrar a projeção da Via Arterial Sul, dobra à direita e segue por essa até encontrar a "Rodovia de Acesso ao Benguí", dobra à direita e segue por essa até encontrar a Passagem Magalhães Barata, e o Cemitério do Benguí, Na prática, vai da antiga corrente da Base até a Brasilit. Icoaraci encurtou
.

10/08/2006

“Vila Sorriso” é meu-=================================


A expressão “Vila Sorriso” surgiu no ano de 1969. Foi criada por mim no final de 1968. Vamos aos fatos.
O saudoso médico e ex-deputado federal Stélio de Mendonça Maroja foi indicado para a Prefeitura de Belém, em 1967. Tão logo tomou posse do cargo sua primeira atitude foi manter contato com as lideranças dos bairros e distritos para conhecer de perto os problemas dessas comunidades.
Stélio veio a Icoaraci para um encontro nos primeiros dias de novembro de 1967 “com as pessoas de prestígio” e representantes do comércio e indústria de Icoaraci. O encontro ocorreu numa noite de sexta-feira na residência oficial do agente distrital, na Rua Dr. Manoel Barata, onde hoje funciona uma unidade da Funpapa.
Foi um jantar co-patrocinado pela Agência Distrital e empresários. Stélio muito prático ouviu um por um dos convidados, dentre os quais, Evandro Cunha, Orlando Cunha, Alfredo Coimbra, Rodolfo Tourinho (falecido), Bento Castro, Ivo Araújo, falecido, que à época era gerente da Óleos do Pará S.A (Olpasa) que fabricava os óleos Dora (de leite de coco babaçu) e Doramim (à base de óleo de amendoim), Holderman Rodrigues, Salustiano Vilhena Filho, o “Chefe Salú” (falecido), eu, Aldemyr Feio, que assinava uma página dominical na Folha do Norte, - “O Liberal” da época, ou seja, o jornal de maior circulação em todo o Estado, norte/nordeste, com uma tiragem comprovada de 30 mil exemplares/dia e 60/80 aos domingos – e disse que a equipe presente apresentasse sugestões e um programa de trabalho para Icoaraci, cuja jurisdição, como disse linhas acima ia da corrente da Base Aérea - que não mais existe - até quase ao Tapanã e São Clemente, áreas conhecidas – elas atualmente integram o Distrito Administrativo do Benguí -, além de Cotijuba, ilhas próximas e Outeiro, onde havia um sub-administrador indicado pelo agente distrital e nomeado pelo prefeito.
Stélio disse que precisava do apoio de todos para que fizesse uma boa administração, e já estava pensando num nome para a administração icoaraciense.
Em dezembro de 1967, ou seja, duas semanas após o jantar, Stélio Maroja mandou um recado pelo advogado e jornalista Bernardino Santos que era “oficial de gabinete” propondo um novo encontro com todo mundo que compareceu ao jantar.
A reunião ocorreu na sede do Pinheirense Sport Clube.
Na ocasião Stélio anunciou o novo “subprefeito” de Icoaraci: o engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, ex-diretor do Departamento Municipal de Estradas de Rodagens, que funcionava no prédio onde hoje se encontra a Sesan, que o substituiu.
Bonna fez o mesmo jogo do prefeito. Empossado em meio a uma grande festa reuniu com todas as lideranças para uma “conversa informal” e traçar um planejamento de trabalho, na residência oficial. Nessas alturas a Agência Distrital estava instalada em duas salas nos altos do mercado municipal.
Para encurtar a estória, desse planejamento surgiram vários frutos. Em abril foi inaugurado o serviço de travessia em balsas para o Outeiro (que antes era feito por barquinhos) com a construção de uma rampa na Rua 2 de dezembro; escola primária no bairro de Itaiteua/Outeiro (Monsenhor Azevedo), uma igrejinha bem em frente. Bonna também negociou com o Pinheirense a aquisição pela Municipalidade de uma área na Rua Manoel Barata e deu início à construção do prédio da Agência Distrital, que foi concluída na administração do major/aviador Rolando Chalu Pacheco, sendo prefeito Nélio Dacier Lobato.
Em maio surgiram rumores de que no ano seguinte – 1969 -, no dia 8 de outubro, Icoaraci completaria 100 anos de existência. Evandro Bonna mandou apurar direitinho a estória. Confirmada, instituiu a Comissão Coordenadora do Iº Centenário de Icoaraci, que foi tornada oficial por ato do prefeito Stélio Maroja. Os seus componentes eram as mesmas pessoas que acompanharam Stélio desde o início: Evandro Cunha, Orlando Cunha, Alfredo Coimbra, Rodolfo Tourinho, Bento Castro, Ivo Araújo, Holderman Rodrigues, Helio Amanajás, Salustiano Vilhena Filho, “Chefe Salú”, Aldemyr Feio, sob a presidência de Evandro Bonna.
A comissão começou a funcionar a partir de 17 de outubro de 1968 e se reunia todas as quartas-feiras, à noite, na residência oficial.
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Detalhe – A residência oficial do “subprefeito” de Icoaraci funcionava no prédio onde hoje a Funpapa mantém um abrigo para jovens delinqüentes, retirados das ruas, em vias de recuperação, na Rua Manoel Barata, em frente à Vara Distrital de Icoaraci. É o Abrigo Ronaldo Araújo.
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A partir daquele momento foi estabelecido um cronograma de eventos e inaugurações alusivos ao Iº Centenário, que deveriam acontecer em todo o decorrer de 1969, sob o comando de Evandro Bonna;
No início de dezembro, a comissão foi procurada pelo empresário – era proprietário da Empresa de Águas Nossa Senhora Nazaré, em Maracacuéra, atual Indaiá – e compositor Francisco Pires Cavalcante, oficial de marinha reformado, músico (tocava requinta, uma espécie de flauta, nas bandas de música das unidades onde serviu), natural de São José das Piranhas, sertão da Paraíba - mas apaixonado pela Cidade das Mangueiras havia muitos anos -, e que embora morasse em Belém, possuía uma bela residência na Travessa Souza Franco, próximo à Rua Siqueira Mendes, 1ª rua de Icoaraci.
Na época era famoso por ser o criador do Hino do Payssandu Sport Clube (Uma listra azul, outra listra azul...) que todos conhecem. Pires apresentou a todos uma partitura com a letra de um hino que havia criado para o Iº Centenário de Icoaraci. Ele cantou dedilhando um violão. Os membros da comissão acharam-na interessante e pediram que retornasse em janeiro com o hino gravado com letra e música, etc.
Ele assim o fez. Trouxe o hino gravado em cassete. Todos aprovaram. Pires Cavalcante disse que não queria nada em troca. Apenas que a sua criação se tornasse o Hino Oficial do Iº Centenário, além de uma ajuda da Prefeitura para a produção do disco. As demais despesas, editoria, intérprete, pagamentos de direitos de execução, conexão, etc, ficariam por sua conta. Era o seu presente para Icoaraci.
A Prefeitura de Belém bancou parte da produção. eu juntamente com Ivo Araújo fui designado para acompanhar as diversas fases de produção.
As gravadoras do Rio e São Paulo, além de botarem dificuldades na gravação e prensagem do compacto simples (era o chique da época) cobraram muito caro. Pires Cavalcante descobriu uma gravadora de jingles em Belo Horizonte (a Bemol) que, mesmo com o equipamento inferior ao das grandes gravadoras, se ofereceu para produzir o disco.
Todas as atenções se voltaram para Belo Horizonte e, em 40 dias, exatamente no dia 15 de marco, saiu o disquinho com duas musicas. De um lado, o Hino de Icoaraci; e do outro, Vila Modesta – um sambossa que enaltece Icoaraci - do próprio Pires Cavalcante e de Clodomir Colino, radialista famoso na época, professor e ex-vereador, já falecido. Foram prensadas 2000 copias. Mil por conta da Prefeitura. As outras mil por conta do Pires. O cantor Luiz Olavo (falecido há cinco anos) foi o intérprete do hino.
Pires Cavalcante, sempre modesto, não quis festa de lançamento; todavia o seu pedido não foi atendido. O lançamento oficial ocorreu em meio a um coquetel na sede do Pinheirense, com a presença do Conjunto de Guilherme Coutinho (falecido), e um dos mais importantes da época.
Pires Cavalcante ainda vive, graças a Deus. Aos 83 anos, lúcido, inteligente e bom papo, ainda compõe.
O disquinho foi distribuído imediatamente às emissoras de rádio; contudo, a primeira audição deu-se no Programa José Travassos na então Rádio Jornal Liberal que ia ao ar de nove ao meio dia, e era campeão do Ibope. Nas festas de junho e nas férias de julho de 1969 o disquinho fez o maior sucesso tocando em todas os ambientes, tanto em Icoaraci, como no Outeiro e em Cotijuba.
De tanto rodar nas rádios o hino de Icoaraci ficou famoso. Rodou até n’A Voz da América, graças ao empenho de Roberto Rodrigues – jornalista e radialista, já falecido, e correspondente daquela emissora americana, durante o programa Tributo a Icoaraci, produzido pelo próprio RR e apresentado pelo locutor Pedro Américo. O programa foi ao ar pelas ondas curtas d´A Voz da América, (25 metros) no dia 04 de julho de 1969, às 22 horas.
Na minha pagina – tanto na “Folha” como n´O Liberal para onde me transferi a convite de Rômulo Maiorana, e ao qual estive ligado quase 19 anos - deixei de usar o termo “Vila Famosa”, como Icoaraci era conhecida, e mudei para Vila Sorriso. A explicação é simples. Na segunda estrofe do Hino do Iº Centenário, Pires Cavalcante diz: “... a vida passa, passa e ninguém se embaraça, a gente é feliz todo dia sem olhar no calendário. A nossa vila sem feitiço, sem mandinga, tem uma rainha que ginga festejando o Centenário”. Ora, diante disso (fiz uma reportagem a respeito. Infelizmente não disponho mais, nem dos originais e nem do exemplar da Folha que a publicou) passei a usar o Vila Sorriso. No início houve muita reclamação, mas depois o povo aceitou.
Nos programas de rádio os animadores (àquela época não estava em moda, ainda, a expressão comunicador) se referiam a Icoaraci como Vila Sorriso, inclusive o José Travassos e o Kzan Lourenço, falecido no início de 2003, criador da primeira rede sonora de Icoaraci, a Top Som Propaganda, atual Tropical Propaganda – da Radio Marajoara – e um dos maiores divulgadores das coisas icoaracienses.
Num dia como hoje 8 de outubro -, há 37 anos atrás, a festa começou cedo. às 10 horas o prefeito Stélio Maroja, o agente Evandro Bonna e os componentes da Comissão Executiva inauguraram o monumento do Iº Centenário de Icoaraci no inicio da Praça Paes de Carvalho, ao lado da Igreja de São João Batista.
Concebido e desenvolvido pelo próprio Evandro Bonna – que também foi o autor do projeto do prédio da agencia distrital inaugurado dois anos depois - era um obelisco de 30 metros de altura em forma ogival recortado - como se fora duas mãos postas em direção ao céu, numa atitude de oração. No alto havia a marca do evento em concreto reforçado: duas rodas dentadas acopladas e cortadas por uma linha horizontal. No centro da primeira havia uma linha vertical simbolizando o numero 1 – do primeiro centenário – estilizado, e duas rodas perfazendo o número 100. O desenho – aprovado pela comissão, após concurso realizado nas escolas icoaracienses – foi de autoria de um estudante do 3º ano ginasial do Colégio Estadual Avertano Rocha.
No rodapé do monumento havia a seguinte inscrição em bronze: ”Aos que nos antecederam agrademos o trabalho; à posteridade, com orgulho entregamos os alicerces da grande Icoaraci do futuro”. Frase de autoria de Evandro Bonna – sem duvida, o maior ”subprefeito”, ou melhor, agente distrital que Icoaraci já teve nesses últimos 40 anos. O aludido monumento foi deslocado para a Praça Paes de Carvalho, diminuído de tamanho, e foi esquecido.
À noite, do dia 8 de outubro de 1969, ocorreu o grande Baile de Gala do I Centenário de Icoaraci, no Salão Paroquial Padre Theodoro Kokke, atrás da Matriz de São João Batista – gentilmente cedido pelo monsenhor José Maria Azevedo – com o Conjunto de Guilherme Coutinho, ao lado Sayonara – tendo como atração a cantora Joelma - sucesso da época - que arrasou; além da apresentação da Rainha do Iº Centenário, a senhorita Antinéia Kátia dos Reis Puga.
No encerramento dos festejos comemorativos do Iº Centenário de Icoaraci – no dia 28 de dezembro de 1969 -, todos os membros da Comissão Coordenadora foram condecorados pelo prefeito Stélio Maroja com a Medalha dos 350 anos de Belém.
Tem muita coisa para falar sobre as alegrias que me deu o Vila Sorriso.
A senhora Mízar Bonna – ex-Primeira Dama de Icoaraci -, num dos seus livros se reporta sobre o assunto atribuindo-me a criação do Vila Sorriso. Mais recentemente o jovem escritor José Raymundo de Oliveira Guimarães Junior (Junior Guimarães), morto tão precocemente há cinco anos, confirma o fato em seu livro Icoaraci – Monografia de um Mega Distrito, com detalhes; bem como o historiador Holderman Rodrigues. O site www.icoaraci.com.br, me honra com a citação.
Dois anos após as festas do Iº Centenário, por questões profissionais me mudei o Rio de Janeiro, onde passei 15 anos e concluí os meus estudos. No retorno observei que o Vila Sorriso já era expressão popular. Virou o símbolo de Icoaraci; nome de edifício, de conjunto habitacional, de bloco, de escola de samba, de escola primaria, de bar e até de motel!
Deveria tê-lo registrado. Como não o fiz, está difícil reivindicar os direitos autorais. O meu consolo é que Vila Sorriso é o codinome da terra onde a gente é feliz todo o dia sem olhar no calendário. A minha terra.
Em tempo: a última homenagem que recebi pela autoria do Vila Sorriso foi do médico Rodolfo Tourinho (falecido), a quando de sua passagem pela Agência Distrital, com o apoio do assessor José Croelhas. Um diploma e uma medalha foi reconhecimento dele e do povo de Icoaraci pela criação que tornou Icoaraci... mais alegre e feliz.
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Conheçam o Hino do Iº Centenário de Icoaraci:

Autor: Pires Cavalcante (Letra e música)

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

A criançada com sorriso de esperança,
não afastou da lembrança
o que fez pra ser feliz;
É escorrega, é carrinho e correria,
um domingo de alegria
lá na Praça da Matriz.

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

A vida passa,
passa e ninguém se embaraça;
A gente é fez todo o dia
sem olhar no calendário
;
A nossa vila sem feitiço
e sem mandinga,
tem uma rainha que ginga
festejando o centenário!

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

10/05/2006

Icoaraci terá o seu “Sorrisódromo”


Foto: João Gomes


Duciomar construirá
o “Sorrisódromo” de
Icoaraci



No último domingo noticiaram que o prefeito Duciomar Costa prometeu criar, em Icoaraci, um sambódromo destinado aos grandes eventos populares, como o Carnaval – Icoaraci realiza o segundo grande Carnaval de Belém -, festivais de várias espécies, a exemplo do que ocorre em várias cidades brasileiras, desde que o Rio de Janeiro que o primeiro a criar o seu sambódromo.
Duciomar até já escolheu o nome: Sorrisódromo, numa alusão à Vila Sorriso que, como todos sabem, foi criação aqui do redator, em 1969.
Por trás de tudo isso se encontra o dinâmico e irrequieto “subprefeito” José Croelhas que como eu sempre digo, honra as suas origens.
Na realidade esse assunto é antigo.
Tão logo assumiu o Governo do Pará, - em sua primeira gestão - o ex-governador Almir Gabriel tinha em mente dotar Icoaraci de um espaço cultural com as características de um sambódromo. O tempo passou.
O assunto foi à baila através do administrador regional. Duciomar se interessou; e atendendo uma solicitação de Croelhas, tomou para si a incumbência de fazê-lo, de torná-lo realidade.
A área onde será construído o Sorrisódromo está sendo cuidadosamente escolhida e, em breve o icoaraciense, bem como, os diversos grupos folclóricos, juninos, teatrais. etc. terão ao seu dispor um magnífico espaço onde poderão desenvolver as atividades culturais e artísticas e expor ao grande público as suas produções.
O segmento cultural de Icoaraci, além de aprovar de imediato a idéia, está entusiasmadíssimo com o futuro Sorrisódromo.
Com isso Duciomar não apenas promove Icoaraci, sua cultura, sua beleza e seu folclore como, indiretamente, homenageia a criatividade, o imaginário artístico do icoaraciense e, por que não dizer – a mim também.
Obrigado, Duciomar. ( A.F.)

10/01/2006

Prefeitura retira Terminal Pesqueiro do fundo do Rio Guamá

Após cinco anos, o Terminal Pesqueiro de Belém foi retirado do fundo do Rio Guamá. A prefeitura vai revitalizar a estrutura para a criação de dois portos flutuantes, proposta da Secretaria de Economia (Secon), que está à frente do projeto. O terminal foi construído com uma estrutura formada por quatro balsas, tecnicamente chamada de quadrimaram, e possui 1.600 metros quadrados.
O trabalho de resgate da estrutura é chamado de salvatagem e começou há dois meses com a participação de 15 pessoas, entre engenheiros, mergulhadores, mecânicos e auxiliares. Primeiro, foi realizada a retirada da água do interior das balsas e da lama da estrutura de ferro, por meio de um sistema de jateamento com bombas. Depois, seis mergulhadores analisaram as avarias do terminal para verificar se existiam condições estruturais de reaproveitamento. A partir daí um laudo técnico foi emitido para definir as possibilidades de trabalho. Para trazer a estrutura de ferro à superfície, foi necessário um período de duas semanas. Bombas de ar comprimido foram utilizadas nas balsas para que elas flutuassem.
Resgate - "Com o resgate dessa estrutura vamos unir o útil ao agradável. Era uma vontade da prefeitura tirar do fundo do rio esse patrimônio público. Todo esse trabalho faz parte do Projeto Portal da Amazônia que prevê a construção de mais portos em Belém. Vamos aproveitar apenas as balsas, que estão em boas condições de uso, e fazer dois portos flutuantes", afirmou o prefeito de Belém, Duciomar Costa. Ainda segundo o prefeito, depois de revitalizadas, as balsas ganharão uma estrutura para o atracamento de embarcações.
O Terminal Pesqueiro foi inaugurado no Governo Hélio Gueiros e localizado próximo à Feira do Açaí. Era um flutuante de três andares, possuía 20 compotas, casco duplo e custou mais de R$ 2 milhões. Ele foi construído para reduzir o custo do pescado sem a figura do atravessador.
Em outubro de 2002, o terminal foi rebocado para área em frente à Companhia de Transporte de Belém (CTBel), onde foi submergido. A cobertura da estrutura foi retirada para que o terminal ficasse na cota do nível de baixa-mar, ou seja, em uma profundidade abaixo do nível de variação do rio, mais ou menos a três metros de profundidade da superfície.
Sucata - A estrutura que se encontra hoje na área da CTBel está visivelmente deteriorada. Maquinário como frigoríficos, esteiras e locais para o armazenamento de pescado não podem ser reaproveitados. Até telefones públicos foram encontrados destruídos, além de vários documentos da época encontrados em estado de decomposição. É visível nos rostos de passageiros e tripulantes de embarcações que passam pelo Rio Guamá a surpresa com o péssimo estado do Terminal Pesqueiro, que apesar da imensa estrutura continua flutuando.
O prefeito Duciomar Costa andou pelo terminal acompanhado de secretários e técnicos das secretarias de Economia, Urbanismo e CTBEL, além do vereador Amaro Klautau. "É um crime o que fizeram com esse terminal, é um crime contra o dinheiro público. O Ministério Público deveria vir aqui e ver o que aconteceu", disse Duciomar Costa.

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Cláudia Saldanha

9/27/2006

Volta do Poetinha


Sofisticado, como sempre, o Ministério das Relações Exteriores inovou na prática, já tradicional entre nós, de mostrar serviço no momento adequado. No último dia 8, a menos de um mês das eleições presidenciais, tornaram-se a abrir as portas do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, para a inauguração o espaço Vinícius de Moraes, dedicado à música brasileira. Em festa como há muito não se via, a Casa de Rio Branco celebrou, com o auxílio luxuoso da Mangueira e da Portela, a memória de nosso mais querido poeta e diplomata.
Ao erguer um brinde ao homenageado, o organizador da cerimônia, Jerônimo Moscardo, anunciou aos familiares do poeta, personalidades da política e artistas presentes que o ministro das Relações Exteriores estaria enviando à presidência da República minuta de decreto propondo a plena reintegração de Vinícius de Moraes ao serviço exterior brasileiro, com sua promoção ao nível mais alto da carreira. Tão logo seja aposta a assinatura de Lula, o imortal autor do “Samba da bênção” poderá enfim tornar-se embaixador, honraria que lhe foi negada em vida por um dos atos mais brutais da ditadura militar.
Em meados de 1968, durante a onda de protestos que sacudiu o regime, o marechal Costa e Silva teria redigido de próprio punho bilhete para o então Chanceler Magalhães Pinto ordenando: “Assunto: Vinícius de Moraes. Demita-se esse vagabundo”. Fato ou lenda, o incidente ilustra a irritação do regime com o poeta, causada não por sua escassa assiduidade ao trabalho, mas por notórias amizades à esquerda e uma discreta politização de suas letras. Tal irritação levou à abertura de processo administrativo contra Vinícius que acabou sendo exonerado, em meio às cassações que se seguiram ao Ato Institucional nº 5.
A caça às bruxas foi justificada pela ditadura como ato moralizador, objetivando purgar o serviço público de “corruptos, homossexuais e bêbados”. Amigos que foram receber Vinícius no Galeão, viram-no descer do avião abatido, amargurado, mas com uma garrafa de uísque em punho, para evitar qualquer mal-entendido:
- Eu sou bêbado!
Vinícius havia ingressado na carreira diplomática em 1943, aos 29 anos, já um respeitado poeta, jornalista e crítico de cinema. Nunca foi burocrata exemplar, mas por um bom tempo soube fazer da carreira o ganha-pão que lhe permitia alçar vôos mais altos. Serviu em Los Angeles, Paris e Montevidéu, sempre envolvido em projetos de apoio à cultura brasileira, atividade facilitada por sua rede de contatos e credenciais de intelectual. Em Los Angeles, foi amigo de Orson Welles, Disney, Marlene Dietrich, divulgando sempre um Brasil que, apesar de amar Carmem Miranda, era muito mais do que somente ela. Nas duas temporadas que esteve em Paris, encantou a intelectualidade francesa e tornou-se ponto de referência do crescente ir e vir de músicos, cineastas, jornalistas e literatos entre nosso país e a Cidade Luz. A todos ajudava e prestava apoio: “Deus e o Diabo na Terra do Sol” chegou a Cannes com legendas em francês escritas por Vinícius - textos que, segundo Gláuber, eram ainda mais poéticos que o roteiro original. No período de Montevidéu, seu talento, acoplado a um charme irresistível, foi verdadeiro trator a alargar nosso diálogo com escritores e artistas de todo o Cone Sul.
Nas longas temporadas que passou no Rio de Janeiro, ajudou (e muito) a criar a mística do Itamaraty como celeiro de intelectuais e grande bastião da cultura. À época, o Palácio da Rua Larga operava como verdadeiro centro da vida social e política da Capital Federal – em seus gabinetes, arquitetava-se a projeção do Brasil no concerto das nações; em suas recepções, tramavam-se os destinos do país. Era um Itamaraty generoso, que sabia abrigar tanto homens de ação quanto homens de pensamento, pessoas das mais diferentes inclinações e interesses, em leque ecumênico que ia do jovem economista Roberto Campos ao promissor literato João Guimarães Rosa. Deles, exigia-se apenas que fossem geniais.
Ali, Vinícius estava em casa. O Itamaraty era seu porto e seu amparo, a instituição que lhe dava segurança e status para ir-se transformando em um dos mais ativos intelectuais da época. Em setembro de 1956, com o espetáculo “Orfeu da Conceição”, o poeta atingia seu auge, na síntese perfeita entre o erudito e o popular, a tradição clássica e alma brasileira, o drama e a música. Foi também o momento em que descobriu Tom Jobim e com ele iniciou a parceria que faria o mundo se ajoelhar diante do Brasil. Que mais poderia o Itamaraty exigir de seus funcionários? A arte de Vinícius era tão cativante que tinha o dom de se converter em política de Estado. Embaixador algum fez tanto pela pátria quanto ele.
Na virada dos anos 60, Vinícius começou a ficar grande demais para nossa Chancelaria. Sua celebridade atiçou a inveja dos medíocres e sua escassa fidelidade aos rigores do expediente cresceu a ponto de tornar-se lendária. Dizem que, certa feita, o poeta sumiu por quase três meses. Seus companheiros de trabalho chegaram a pensar no pior, mas afinal descobriram que ele se trancara em seu apartamento do Parque Guinle com o violonista Baden Powell, num mergulho criativo e existencial, do qual os dois somente emergiram após esgotarem duas caixas de uísque contrabandeadas pela mala diplomática. Ali nasceram os afro-sambas; canções quatro décadas à frente de seu tempo.
Enquanto foi apenas poeta, Vinícius teve vida amena no Itamaraty, como João Cabral de Melo Neto, outro grande poeta, que sequer fazia questão de ser conhecido como diplomata. Mas ao enveredar pela música popular, e emprestar seus versos a chorões e sambistas, Vinícius conquistou a inimizade de quem nisso via comportamento licencioso, prejudicial à instituição. Houve mesmo tentativa de impedi-lo de fazer sua primeira apresentação ao vivo, em show na boate “Au Bon Gourmet”, na companhia de Tom Jobim e João Gilberto. A crise foi contornada com a decisão salomônica da alta cúpula do Itamaraty de que Vinícius poderia cantar, mas teria que se apresentar de terno e gravata. E foi assim, a caráter, que o mundo soube pela primeira vez da “Garota de Ipanema”, símbolo máximo do encanto despojado de nossa beleza e segunda canção mais gravada de todos os tempos. Nosso verdadeiro hino nacional.
Vinícius dava muito ao Itamaraty e pedia pouco em troca. Jamais usou da fama para caronear colegas ou conseguir postos cobiçados. Com 25 anos de carreira era ainda primeiro-secretário, posto que equivaleria no Exército à patente de capitão. Nunca fez mal a alguém, mas foi pelo mal alheio atingido. De certo modo, a expulsão de Vinícius marcou o fim de um Brasil afável e sonhador, que acreditava poder tornar-se um dia um país melhor. Nas trevas da ditadura, perdemos a pureza de nossa alma e a gentileza em nosso modo de ser.
Quaisquer que sejam as motivações do atual governo em promover tão tardia redenção, o Brasil agradece. E espera que, sem gravata nem terno, o poeta, agora embaixador de pleno direito, continue.
Para sempre iluminando nossas vidas.
27.09.2006

Marcelo Dantas

* (Transcrito do site No Mínimo)

EcoCírio ganha novamente as ruas de Outeiro


A Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira volta a realizar nesta quinta-feira, 28, às 9 horas, mais uma edição do EcoCírio, que anualmente reúne alunos, professores e funcionários da escola, além da comunidade de Outeiro, numa homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. Nesta quarta, 27, às 19 horas, acontece a trasladação, com saída da frente da escola e percurso pelas ruas da ilha até a Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas.
Organizado pelo Escritório Piloto de Ecoturismo da Escola Bosque, este ano o EcoCírio traz o tema "Nas Trilhas da Fé", com a finalidade de colocar a comunidade da ilha em contato com as manifestações artísticas e culturais paraenses e de mostrar o potencial do Círio para o turismo.
Durante o evento, o público poderá conhecer um pouco do trabalho desenvolvido pelos alunos, como bijuterias, terços e bótons feitos com sementes, roque-roques e produtos de papel reciclado.
Dentro da programação do EcoCírio 2006, ainda acontece uma exposição no Aeroporto Internacional de Belém sobre as ações sobre projeto, que ficará aberta à visitação do dia 2 até 15 de outubro.
A Fundação Escola Bosque tem a parceria da Infraero, Belemtur, Paratur, Sebrae, Amazon Paper, Liceu de Artes e Ofícios Mestre Raimundo Cardoso, Fábrica de Velas São João e Paróquia de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas.
Dia 27, 19h: trasladação da Escola Bosque para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas;
Dia 28, 9h – EcoCírio, da Igreja para a Escola Bosque.
Endereço da escola: Rua Manoel Barata, s/n, Outeiro. Fone: 3267-1444
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Esperança Bessa

9/24/2006

Monumento do Iº Centenário de Icoaraci está esquecido


Os senhores se lembram do monumento do I Centenário de Icoaraci? Ele esta na Praça Paes de Carvalho ao lado da Matriz de São João Batista plantado por sobre um pedestal corroído pelo tempo, sem manutenção e completamente esquecido de tudo e de todos.
O monumento da maior efeméride ocorrida em Icoaraci nesses últimos 37 anos foi criado e erigido para lembrar os 100 anos de existência de Icoaraci – a Vila Sorriso.
É. Mais ele tem uma historia.
Em outubro de 1968, o então prefeito de Belém, o medico Stélio de Mendonça Maroja (já falecido) criou a Comissão Coordenadora do Iº Centenário de Icoaraci. Essa comissão que foi empossada no dia 20 de outubro, era constituída de nomes representativos da comunidade local. Sua função era, juntamente com o agente distrital, engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, presidente - de organizar um ano de comemorações dos 100 anos de Icoaraci.
Realmente, naquele ano (1969) todos os meses havia algum evento.
Em janeiro deu-se o lançamento do I Centenário de Icoaraci. Em fevereiro o Carnaval (ainda na Rua Dr. Manoel Barata, em frente a agencia distrital) foi o mais deslumbrante de todos os tempos. Além das agremiações locais, contou com a presença da Escola de Samba Quem São Eles e do Rancho Não Posso Me Amofina; em marco foi lançado o compacto simples como o Hino do I Centenário, gravado por Luiz Olavo (falecido) e produzido por Pires Cavalcante; em abril foi inaugurado o serviço o serviço de travessia de balsa para o Outeiro, a partir da 2 de dezembro (7ª Rua); em maio deu-se o Baile das Debutantes do I Centenário na sede social do Pinheirense Sport Clube; em junho a quadra junina atingiu toda Icoaraci e Outeiro e revelou o Boi Bumba Pingo de Ouro e o Grupo Leão Dourado, do Km. 23, da rodovia Augusto Montenegro; em julho ocorreu a Operação Especial Icoaraci-Outeiro do Projeto Rondon, que praticamente redescobriu as ilhas de Caratateua e Cotijuba.
Ainda em agosto foi lançado entre as escolas icoaracienses o concurso de desenhos e motivos para o futuro monumento do centenário; em setembro, a parada escolar foi uma das maiores que se tem noticia na Vila Sorriso, com a participação de todos os estabelecimentos de ensino da Icoaraci e, mais, as bandas marciais dos Colégios Augusto Meira, Paes de Carvalho e Magalhães Barata.
Em Outubro, no dia 8, ocorreu o grande Baile do I Centenário de Icoaraci, no Salão Paroquial Padre Theodoro Kokke – gentilmente cedido pelo monsenhor José Maria Azevedo – com o Conjunto de Guilherme Coutinho, também falecido - e um dos mais importantes da época, ao lado Sayonara – tendo como atração a cantora Joelma - sucesso da época - que arrasou, além da apresentação da "Rainha do Iº Centenário", a senhorita Antinéia Kátia dos Reis Puga.
Na manhã ensolarada daquele mesmo dia 8, às 10 horas o prefeito Stélio Maroja, o agente Evandro Bonna e os componentes da Comissão Executiva inauguraram o monumento do Iº Centenário de Icoaraci no inicio da Praça Paes de Carvalho, ao lado da Igreja de São João Batista. Concebido e desenvolvido pelo próprio Evandro Bonna – que também foi o autor do projeto do prédio da Agencia Distrital inaugurado dois anos depois - era um obelisco de 30 metros de altura em forma ogival recortado - como se fora duas mãos postas em direção ao céu, numa atitude de oração. No alto havia a marca do evento em concreto reforçado: duas rodas dentadas acopladas e cortadas por uma linha horizontal.
No centro da primeira havia uma linha vertical simbolizando o numero 1 – do primeiro centenário – estilizado, e duas rodas perfazendo o número 100. O desenho – aprovado pela comissão, após concurso realizado nas escolas icoaracienses – foi de autoria de um estudante do 3º ano ginasial do Colégio Estadual Avertano Rocha.
No rodapé do monumento havia a seguinte inscrição em bronze: ”Aos que nos antecederam agrademos o trabalho; à posteridade, com orgulho entregamos os alicerces da grande Icoaraci do futuro”. Frase de autoria de Evandro Bonna – sem duvida, o maior ”subprefeito” que Icoaraci já teve.
Os festejos do centenário prolongaram-se. O Círio de Nossa Senhora das Graças de 1969 teve a presença do prefeito Stélio Maroja que o acompanhou em toda sua totalidade, do arcebispo D. Alberto Ramos e do governador Fernando José de Leão Guilhon (falecido) que recebeu a imagem da Santa no final do préstito junto com monsenhor Azevedo e D. Alberto Ramos.
No dia 28 de dezembro, o prefeito Stélio Maroja condecorou os membros da Comissão Coordenadora do Iº Centenário com a Medalha dos 350 anos de Belém. Os festejos do Iº Centenário foram encerrados com uma grande festa popular na Praça da Matriz, no dia 31 de dezembro dce 1969.
O monumento ficou por muito tempo no local.
Na gestão do administrador Augusto Rezende, mudou de posição.
Dentro do projeto de reurbanização da Praça da Matriz e ajardinamento da Praça Paes de Carvalho – estabelecido em conjunto com o agente Armando Tavares -, o prefeito achou por bem modificá-lo, fazê-lo um pouco menor e colocá-lo no meio do logradouro obedecendo todas as características originais.
Durante a administração Augusto Rezende o marco do centenário foi muito bem cuidado. Quase toda semana era limpo pelos trabalhadores da Agência Distrital supervisionados, pessoalmente, pelo então agente Armando Tavares.
Com o advento da administração Edmilson Rodrigues o monumento-orgulho de Icoaraci foi esquecido, abandonado, entregue à própria sorte. Atualmente está caindo os pedaços e ninguém se lembra que ele existe.
Até mesmo a placa de bronze, sumiu. Se não estiver no Departamento de Operações da Agência Distrital, vai ver que foi fundida ou vendida...
Daqui, o apelo de um icoaraciense que ama a sua terra: Meu caro Duciomar - no dia 8 de outubro – ou seja, daqui a duas semanas - Icoaraci estará completando 137 anos. Que tal resgatar o marco que faz parte da história da Vila Sorriso, que eu criei, com as mesmas características de antanho?

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Aldemyr Feio

9/21/2006


Oi amigo feio (bonitão!!!)
Estarei chegando em Belém no dia 6 de outubro para passar o Círio ao lado
das minhas mãezinhas: Nossa senhora de Nazaré e D.Maria, minha mãe
morena.
Deixo Paris no dia 3 e passo dois dias no Rio de Janeiro.
Eu adoro seu Jornal, mas não me mande no período que estarei viajando, do 3 de outubro ao 17 de Novembro. Carrega muito o meu pobre computador que já estar idoso!!!ahahahahah!!!
E uma pena que não chego a tempo para o Festival de Musica de Icoaraci.
Chego no 6 mas às 23 hs (no aeroporto). O show já terá acabado. Fica para o proximo.
Me responda se recebeu esse e-mail.
Como ja te disse, meu computador estar deixando a desejar!!!
Quando eu chegar te telefono e vamos bater um papaço.
Beijos
Nazaré Pereira
Paris - França
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Nazaré – embaixatriz de Icoaraci na França - está chegando.
Vamos recepciona-la condignamente

9/15/2006


NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) repudia veementemente a decisão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que, nesta quinta-feira (14/09), manteve a condenação ao jornalista Lúcio Flávio Faria Pinto, para pagamento de indenização no valor de R$ 8 mil, mais acréscimos, ao empresário Cecílio do Rego Almeida, que processou Lúcio Flávio por dano moral devido à matéria publicada em seu Jornal Pessoal, em 2000. O artigo comentava reportagem de capa da revista Veja de uma semana antes, que apontara o dono da Construtora C. R. Almeida como “o maior grileiro do mundo”.
Assim como a desembargadora revisora do processo, Sônia Parente, o Sinjor-PA defende que o jornalista estava exercendo seus direitos à liberdade de expressão e de imprensa, garantidos pela Constituição Federal. É lamentável, contudo, que a revisora tenha sido voto vencido no julgamento onde as desembargadoras Luzia Nadja Nascimento e Maria Rita Xavier, relatora do recurso, atropelaram direitos basilares da democracia, condenando quem denuncia práticas vergonhosamente comuns no Pará: a apropriação ilícita de terras e o trabalho escravo.
A decisão das desembargadoras ratifica a sentença condenatória do juiz Amílcar Guimarães, que, no ano passado, exercendo interinamente a 4ª Vara Cível do fórum de Belém, acolheu a ação de indenização movida pelo empresário contra Lúcio Flávio. É ainda mais intolerável e inadmissível que o julgamento no Pará não tenha seguido a mesma linha decisória da Justiça de São Paulo, onde outros alvos de Cecílio do Rego Almeida - a revista Veja, um repórter, um procurador público do Estado do Pará e um vereador de Altamira – foram absolvidos das mesmas acusações feitas contra Lúcio Flávio.
A decisão da 3ª Câmara Cível do TJE-PA condenando Lúcio Flávio só reforça a impunidade de quem depreda e saqueia a Amazônia e se configura em um atentado à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade de ter acesso à informação de qualidade.
Não é demais lembrar que, em março deste ano, Cecílio do Rego Almeida foi declarado persona non grata para o Estado do Pará, por decisão unânime da Assembléia Legislativa do Estado. O Sinjor-PA se solidariza a Lúcio Flávio Faria Pinto pela seriedade com que desenvolve seu trabalho jornalístico, e ratifica sua defesa intransigente à liberdade de imprensa, apelando para que a Justiça, em Brasília, ao apreciar o recurso a ser apresentado pelo jornalista, faça valer este direito garantido pela Constituição Brasileira.

9/14/2006

Cotijuba ganha nova escola


A comunidade de Cotijuba ganha esta semana uma escola nova. A Prefeitura Municipal de Belém inaugura na ilha a Unidade Pedagógica da Faveira, que irá atender a mais de 320 crianças, oferecendo o Ensino Fundamental completo, desde as séries iniciais da educação infantil até o Ciclo Básico IV (7a e 8a séries). A entrega da nova unidade da Rede Municipal de Ensino será feita pelo prefeito Duciomar Costa e pela secretária municipal de educação, Therezinh a Moraes Gueiros, na próxima sexta, dia 15, às 8 horas.
Detalhes - A Unidade Pedagógica da Faveira, ligada à Escola Bosque Eidorfe Moreira, em Outeiro, representa um investimento total de R$ 240.221,26, entre construção e aquisição de mobiliário e material didático. São 448 metros quadrados de área construída, com seis salas de aula, departamentos administrativos, biblioteca, salão de múltiplo uso, refeitório, cozinha, despensa e banheiros, fornecimento de água por poço artesiano e esgotamento sanitário com fossa e filtro anaeróbico.
A construção utiliza estrutura em madeira de lei pré-fabricada, o que possibilitou realizar a obra em tempo recorde (apenas três meses), com baixo custo (R$ 432 por metro quadrado) e com alta qualidade construtiva, num projeto adaptado para a região das ilhas.A nova escola substitui o antigo Anexo da Faveira, que funcionava em um velho barracão de madeira, sem infra-estrutura adequada e sem ambientes bem delimitados para o exercício das atividades pedagógicas, que foi derrubado para dar lugar à nova construção.
Os alunos também receberam uniformes novos e kits escolares, com cadernos, lápis, borracha e lápis de cor.
Ilhas – Esta é a segunda das três escolas que a Prefeitura inaugura este ano na região das ilhas. A primeira foi inaugurada há um mês na Ilha da Várzea e outra está sendo finalizada na Ilha do Jamaci. Os investimentos atendem a um dos eixos estratégicos da administração municipal para a educação: a busca do desenvolvimento humano sustentável, especialmente para a região das ilhas.
A Secretaria Municipal de Educação mantém, atualmente 30 unidades pedagógicas nas ilhas. Durante todo o ano de 2005, trabalhou em parceria com a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saeb), Cosanpa e Rede Celpa, levantando as necessidades de cada área. A partir disso, todas unidades ganharam esgotamento sanitário, com a instalação de fossas; abastecimento de energia por gerador; água potável, com construção de poços artesianos e instalação de caixas d´água; foram feitas reformas nas coberturas dos prédios e nos acessos às escolas, além de reequipamento das cozinhas e salas de leitura.

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Aline Monteiro