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9/21/2012

Comandante CAMPELLO




MANIFESTO
DA CONFAMIL AOS
SURDOS


A Confederação Nacional da Família Militar – CONFAMIL, vem em nome dos cinco milhões e duzentos mil inativos das três Forças Armadas agregados às 28 entidades que integram o Sistema CONFAMIL, colocar a público mais uma deslealdade para com os militares ao estabelecerem um ridículo percentual de reajuste salarial que mais afronta do que socorre a situação aflitiva em que eles se encontram. Como sempre acontece nessas ocasiões, o pano de fundo é a crise que se instalou no mundo e que, como não poderia deixar de ser, espertamente contaminou a tão propalada blindagem da economia, cujos reflexos extrapolam o mandato presidencial.
Não adiantaríamos divagar sobre essas questões, pois além de fugir da racionalidade, elas evidenciam o ranço mal cheiroso da ideologia financeira que o governo se locupleta, sob a égide de uma estúpida e facciosa Comissão da Verdade, que mais se destina a auferir indenizações oficiais àqueles que traíram a Pátria.
Este foi o mote de fundo que o governo se valeu para ceder aos Comandos Militares a concessão de mais uma migalha salarial, de triste memória, pois partiu de um desqualificado que, por conveniência e por interesse de folgar o orçamento para favorecer a corrupção, não hesitou em sugeri-la em território estrangeiro.
Lamentavelmente, todos os estudos realizados por determinação dessa aprendiz de dirigente, serviram apenas para conduzir os idiotas que fomos induzidos pelos nossos chefes a ser, acreditando que o Estado estava ciente do que deveria fazer para a pacificação da tropa diante de tantas dificuldades.
A sensação primeira de que essa linha de conduta seria universalmente aplicada a todas as categorias se desfez quando, por exemplo, se soube pela mídia de recado que outras já estariam aquinhoadas com 56% de reajuste ainda em janeiro.
Não está em discussão o mérito dessas categorias, mas sim o quanto o governo se desinteressa pelos militares que servem ao Estado. Infelizmente, em sua profunda ignorância, mesmo centrados nessa ideologia de oportunidade, de que é exemplo emblemático o “mensalão”, não têm o descortino de distinguir entre a função de governo e a de Estado. Chamar isso de ignorância talvez seja até um elogio, pois se poderia pensar que existe um conflito de conceituação, o que não é o caso.
Entendemos que, em todo esse contexto de acomodações de atitudes, ficou uma grande tristeza para a Família Militar ao ver que seus Comandantes de Força foram incapazes, seja por omissão, indiferença, “solidariedade”, ou prevalência de interesses subalternos, de mostrar e fazer valer as suas condições de instituições permanentes para exigir decisões que dessem uma resposta a seus comandados. O que se viu foi apenas uma estranha e surpreendente manifestação de “agrado” pelo reajuste concedido.
A Família Militar, através deste manifesto, quer levar a público a sua imensa insatisfação pelo ocorrido, lamentando não existir um segmento oficial que responda por suas agruras financeiras.
Saibam a quantos virem este manifesto, que a sua divulgação não se limitará apenas a todos os estados da federação, mas também a 23 outros países da Europa Ocidental, Europa Central, Europa Oriental e países do Oriente médio. O que pretendemos não é simplesmente esclarecer o público interno, mas levar o nosso grito de revolta a um número ponderável de países, para que eles vejam a realidade de uma administração sem máscara para ocultar suas inúmeras mazelas.
Um País onde se tem um dirigente sindical que tem a ousadia de chamar os ministros do Supremo Tribunal Federal de “elite suja”, definitivamente perdeu o senso crítico de olhar para si próprio e suas origens.
Estamos cansados de nos dirigir a surdos, sem desmerecer aqueles que têm isso como lamentável deficiência, mas sim àqueles que não ouvem porque nada sabem sobre a responsabilidade que têm de conduzir um País de diversidade cultural e étnica e de tantas outras inteligências dentre as quais sequer podem figurar com as suas.
As urnas, se não fraudadas, podem ser uma alternativa para acabar com essa farra moral, mas existem alternativas que não a violência que de nada serviria para por um fim a tanta irracionalidade.


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Waldemar da Mouta Campello Filho
Capitão-de-Mar-e-Guerra
Presidente da CONFAMI

9/19/2012






É, Walter... um dia a gente se encontra!...


Ultimamente este espaço tem sido usado como panegírico para alguém que se foi. Mais uma vez peço permissão aos que seguem para mais um.


Dessa feita é para o jornalista, relações públicas e psicólogo – um dos títulos universitários – José Walter Guimarães Rolim, que voltou para o Criador no inicia da madrugada de terça-feira/18.
Walter Guimarães não era somente o colunista mais antigo e lido de Belém. Era acima de tudo gente. Muito gente.
A página que o Diário do Pará publicou hoje, com material de Ismael Machado e de Luiz Flávio e as manifestações nela inseridas, são tudo verdadeiro.
Eu assino em baixo.
Walter Guimaraes, era o amigo, o irmão, o parceiro, o colega, o confrade, o companheiro, gente boa em todas as horas.Todo tempo de bom humor e o incorrigível gozador. Para tudo tinha piada, uma anedota. Para ele não tinha tempo ruim.
Quando o Diário do Pará resolveu deslocá-lo da última página do caderno “Você”, para alojá-lo nas últimas páginas do tabloide "Tudo de Bom", e publicar a sua coluna apenas cinco dias por semana, eu o encontrei na porta da RBA.
Foi aquela festa... mais proporcionada por ele por ele do que por mim: “Fala pé redondo, homem da vila que está mais para tristeza do que pra sorriso... quais são as novidades?" Retruquei: "Eu é que pergunto: O que houve? A sua coluna não é mais diária?" Ele, com aquela caraterística de gozador, respondeu às gaergalhadas: “Meu filho, essa turma pensa que estou gagá, não dou mais nada... estão muito enganados: vou mostrar que sou duro de queda. Que ainda sou bom... esses meninos tem muito que aprender comigo.. estou agora no Tudo de Bom, um tabloide-joia que foi criado e voltado para o publico jovem... olha, eu aqui... ainda queimo óleo 30" - e deu uma rodada com se ensaiasse uma dança – "mas foi bom, vou trabalhar menos e ganhei página dupla”.. em seguida subiu para a redação.

Walter no dia do meu aniversário, junho/10, foi muito gentil: registrou o evento com uma foto. Foi muito carinhoso com a legenda. Ao agradecer-lhe pelo telefone, ele apenas me disse: “...não foi nada, vá mandando”.

Conheci o Walter ainda jovem.

Ele morava com a família na Vila Importadora, um conjunto de residências ao lado da Igreja de São Raimundo Nonato, com entrada pela Soares Carneiro e pela Rua Curuçá.
Ele sempre gostou de comunicação.
A Rádio Marajoara – ZYE-20, emissora associada de Belém do Pará – com o apoio do GuaraSuco, um refrigerante que marcou época em Belém, transmitia todas as quintas-feiras, às 18 h, diretamente da Capela de Nossa Senhora das Graças – Av. Senador Lemos, esquina com a Travessa Soares Carneiro, ao lado do antigo Dispensário de São Vicente de Paulo – a novena da Medalha Milagrosa, também conhecida como “novena dos doentes”, que terminava com o início transmissão da Voz do Brasil.
Quem fazia as apresentações era o locutor Emílio Sebastião, mais por devoção e menos por profissão.
Nesse ínterim Walter fez amizade com o Emílio Sebastião e o ajudava nos trabalhos da transmissão, carregando, deslocando equipamento, checando a linha telefônica – que ainda era explorada pela Parah Telefone – e auxiliando o técnico de som.
Quando o Emílio Sebastião foi para a Faculdade de Medicina – ele se tornou um grande pediatra, acredito que ainda é, pois nunca mais o vi... espero que ainda esteja vivo – às vezes não poderia comandar a transmissão da novena, indicou indicou à direção da Marajoara para cuidar dessa tarefa, ninguém senão Walter Guimarães que, inclusive, sabia de cor o texto da mensagem publicitária do GuaraSuco, lida no início e no final da transmissão.
Algum tempo depois, a novena perdeu o patrocínio do GuaraSuco, mas continuou sendo transmitida, com o Walter Guimarães no comando. até a desistência da emissora
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Em determinada ocasião, o nosso grande desaparecido enveredou pelo ramo de imóveis. Ele era bom vendedor. Mas o seu destino natural seria o jornalismo.
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Quando o empresário Armando Carneiro nos anos 60 criou o Jornal do Dia – uma cópia perfeita da Última Hora, do Rio, no formato, na diagramação e na côr, inclusive com a presença de todos os colunistas do vespertino carioca, onde estagiei por algum tempo, antes de fechar – reuniu uma pá de gente boa: Cláudio de Sá Leal, na secretaria de redação; Guaracy de Brito, na coluna Social; Rafael Costa, Cinema, junto com Pedro Veriano Direito Álvares; Álvaro Jorge, José Gorayeb e tantos outros. Sabe quem foi convidado pessoalmente por Armando Carneiro: Walter Guimarães.Ali WG se realizou.
A Caetana Ferreira da Silva, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Pará (SINJOR.PA.) informou-me durante o velório, que o Walter Guimarães foi um dos esteios do Jornal do Dia, por sua sagacidade, inteligência e talento. E foi ela quem assinou a sua Carteira de Trabalho.
Depois do Jornal do Dia, Walter Guimarães passou por vários veículos (rádios e tv) inclusive O Liberal; após o que foi para Diário do Pará onde permaneceu por 24 anos.

Um detalhe interessante que eu gostaria de acrescentar nesta crônica-depoimento, envolvendo o Walter Guimarães.

Eu estava na Folha do Norte – onde permaneci quase oito anos, vindo do Flash, - um semanário que circilou em Belém por quase 20 anos - escrevia uma coluna de meia página que começou pequeninha e depois se expandiu: Icoaraci dia a dia.
Nessas alturas dos acontecimentos, o empresário Romulo Maiorana que se projetou com as Lojas RM e um magazine, o Maison Regina e tornou-se colunista da Folha, resolveu adquirir O Liberal que estava ruim a ponto não mais circular.
O jornal ganhou um novo tempo. Impresso numa velha rotoplana que produzia apenas dois cadernos de oito paginas em preto e tempo, em pouco tempo ganhou nova roupagem: passou a ser impresso em offset numa moderna rotativa “Goss Comunity”, “0” km, a mais moderna do mercado, adquirida por RM no Canadá. Inclusive quem acionou a máquina foi o Rominho que era menino na época.
Com o declínio do jornal de Paulo Maranhão – Folha do Norte - que chegou a ser o maior do extremo norte... e isso é verdade – O Liberal sob o comando de RM cresceu. É muito.
A Folha do Norte, devido à desavenças internas, principalmente por questões de família, começou a decair até fechar em definitivo.
Mas antes disso, Romulo Maiorana tratou de levar para o seu jornal profissionais e colunistas da Folha do Norte. Alguns muito inteligentes como, por exemplo, Walmir Botelho d´Oliveira, o bom maracanaense – e atual Diretor Redator-Chefe de O Liberal - que começou como foca e se tornou em pouco tempo um dos maiores repórteres da Amazônia.
Eu, fui um deles.
Numa manhã recebi um telefonema do Malato para – se estivesse interessado – conversar com Romulo Maiorana às oito e meia da manhã, do dia seguinte.
Era uma segunda-feira.
Diante da minha afirmativa Eládio Bastos Ribeiro, o Malato, como era mais conhecido, preveniu-me: "...vem na hora... o italiano é muito cioso em questão de horário".
Fui lá na Rua Santo Antônio. Cheguei às oito horas. Oito e meia fui convidado a ingressar “na sala do homem” que me recebeu com o seu traje característico: camisa polo branca, calça bege, alinhada da cintura aos pés e sapatos mocasim branco e sem meia
Na sala: Malato, Walter Guimarães e Helena Cardoso – que através da taquigrafia – ela era uma gigante na atividade - registrava tudo, sem precisar de gravador que era coisa rara naqueles tempos.
Após as boas vindas e as “recomendações de praxe”, o acerto da pagina de Icoaraci aos domingos,“eu um certo tenho interesse no mercado da vila, já que tenho uma chácará lá perto”. Ele se referia a Romanza, na Rodovia Arthur Bernardes, atual Pratinha 2, em frente a Passagem John Engelhard. Romulo – que era muito objetivo e de pouco papo - pediu ao Walter Guimarães - uma especie de assessor de RM - que preparasse imediatamente a a minha carteirinha do jornal "pois não permito ninguem do jornal sem carteira de identicação".
Walter foi para máquina e em poucos minutos trouxe o documento.
Romulo assinou na hora e tirando os óculos de armação preta e grossa disse olhando diretamente nos meus olhos: “Preste Atenção Feio: estou abrindo uma exceção. Eu não costumo dar carteira d´O Liberal para uma pessoa logo no primeiro encontro; essas coisas deixo para o Departamento do Pessoal, mas como você foi muito recomendado, fizemos uma devassa na sua vida e eu aprovei. Ai está a sua carteira, espero que você possa honrar este documento. Confio no seu taco”.
E pediu ao Walter que me acompanhasse até a porta.

A página de Icoaraci circulou até a minha ida para o Rio de Janeiro.

A carteirinha – uma preciosidade – preparada pelo Walter Guimaraes e assinada por Romulo Maiorana, eu a conservo até hoje.

Finalmente, meu caro Guilherme Augusto - que foi foca do Walter, como disse na matéria do Ismael Machado - pode acreditar no seu amigo: Walter Guimarães, acomodado no seu esquife estava sorrindo, sim.
Feliz por ter cumprido a sua missão neste plano terrestre.

Teria muito coisa para falar do Walter Guimarães, “homem humilde e de fino trato”... “um exemplo para não esquecer”, o menino fofo da professora e escritora Joana Vieira (Blog da Joana) nascida em Capanema e cidadã de Santa Luzia do Pará – olhem a foto ! - meu amigo e fundador como eu da Academia Paraense de Jornalismo... mas repito o que lhe falei à beira da urna funerária, acariciando a sua face esquerda fria, sem o brilho de antanho e com coração em prantos:

É, Walter, meu camarada, um a dia a gente se encontra!...

9/15/2012

LUIZ SOLANO – O Repórter do Planalto





Mensalão


"É missão constitucional das Forças Armadas do Brasil, zelar pela defesa da Pátria, a garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa deste, da Lei e da Ordem". Será que haverá necessidade do emprego das Forças Armadas no final do julgamento do Mensalão? O que passa pela cabeça dos dirigentes do Partido dos Trabalhadores quando afirmam que o PT está se preparando para reagir e não assistirá passivo a uma provável prisão de sua cúpúla?
Falam até na possibilidade de colocar nas ruas 15 mil integrantes do MST.
Já imagino o que acontecerá! Não estamos vivendo numa republiqueta e ameaças dessa natureza precisam ser coibidas. Decisão do Supremo Tribunal Federal não se discute.
Camburões, ligar os motores e olho vivo.

TRAIÇÃO

A extrema manipulação que a grande mídia- monopolista, partidária, ultraconservadora e atrelada a interesses alienígenas, fez do Mensalão para atingir seus propósitos terá consequências.
O procurador-geral e oito ministros do STF nomeados pelo PT, por incrível que pareça, incorporaram as acusações partidárias da mídia com rigor. A opinião pública que odeia o PT aplaude e as demais se perguntam: traição ou independência?
O futuro dirá.

TROCA DE MOEDA

É de surpreender? Na cartilha lulopetista, ministério sempre foi moeda de troca. Sai Ana de Holanda e entra Marta Suplicy que, abduzida, não escondeu sua "surpresa" tecendo loas à presidente e salientando a grande "sinergia" que rola entre ambas no amor às artes e a cultura.
E quanto a Ana Holanda?
Ah, mas que serventia tem a irmã do Chico agora?
Que coisa feia. Cinismo e hipocrisia têm limites.

7 DE SETEMBRO

Sete de Setembro é uma data que deveríamos nos orgulhar da Pátria Brasil. Não é o que vimos atualmente. Vivemos um momento de pré-eleição, onde alguns tentam conquistar um cargo eletivo com o intuito de roubar e, jamais nos representar. Não há mais aquela emoção, o sentimento de brasilidade, o orgulho de ser brasileiro.
Isto é fato.
Entristece-nos ainda, por estarmos em pleno julgamento de uma Ação Penal contra várias personalidades que, em vez de nos honrar, nos roubaram e nos decepcionaram ao meter a mão no dinheiro do erário.
Temos uma presidente de um passado duvidoso, mas não se sabe por que, visto é vaiada em vários locais e até saiu pelos fundos para não enfrentar manifestantes insatisfeitos com o seu governo.

TRATADA COMO CRIME

A corrupção no Brasil deveria ser tratada como crime contra a humanidade. É uma questão de simbolismo; pois o mal que essas pessoas causam à sociedade é tão grave quanto dos ditadores que fizeram limpeza étnica em outros países.
Nesse caso, os maiores prejudicados são os menos favorecidos, os pobres. Isto é ou não uma limpeza étnica na nossa sociedade. É bom lembrar que Fidel Castro, é adorado e admirado em nosso país, e tem gente dentro do Palácio do Planalto, que gostaria de seguir o seu exemplo, criando os pelotões de fuzilamentos, para se perpetuar no Governo.

LIMPEZA TOTAL

Duas frases corajosas revelam a face negra das instituições encarregadas de garantir a ordem júridica do País. "Há bandidos escondidos atrás da toga" da ex-Corregedora Geral do Conselho Nacional de Justiça Eliana Calmon, e "Temos meia dúzia de vagabundos que precisam tirar", do recém-empossado corregedor geral Francisco Falcão.
Para completar a obra só está faltando dar o nome aos bois colocando-os no pelourinho para que seja procedida a limpeza.
Espera-se não ser necessário esperar por um terceiro corregedor para que tal aconteça.

SUCESSO PARAENSE

Outro dia, estava andando por um Shopping aqui em Brasília, quando vi uma família vestindo camisetas trazendo na frente uma estampa com motivos do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, - a maior festa religiosa do Brasil, que é comemorada todos os anos no segundo domingo de outubro e que este ano vai acontecer no dia 14 de outubro.
Tanto foi a minha curiosidade, que perguntei ao casal, onde eles haviam comprado as camisas e o mesmo me informou que era uma produção paraense, fabricada pela Camizanas, de Belém do Pará. Pedi o nome o endereço da empresa que prontamente me foi repassado.
Liguei para Belém, nos telefones 91-3263.0989 e 91-9139.3838,e falei com os proprietários da Camizanas, Salvador Henrique e sua esposa dona Rosana, que me passaram todas as informações necessárias para se adquirir esse produto que me chamou atenção pela qualidade e preço o que achei muito interessante.
Mandei buscar pelo menos quatro camisas e vou usá-la com a minha esposa e os meus sogros, no dia 14 de outubro, aqui em Brasília comemorando essa grande data do povo católico paraense.

SALÁRIOS DAS PMs

Sem a valorização do policial a situação continuará assim, pois a PM em alguns Estados está há quatro anos sem reajuste. É difícil se doar nas ruas com o pior salário que o Governo do Distrito Federal, - e o mesmo acredito que esteja acontecendo no Pará, Goiás e Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo onde esta coluna circula -, paga à uma categoria da SSP.
Quem vai pagar o advogado do policial quando ele pegar uma ocorrência que necessite de auxílio? O governo aqui de Brasília fez 13 promessas e não cumpriu nenhuma até agora.
É difícil se dedicar quando olhamos policiais civis ganhando três vezes mais o que é muito justo, para fazer praticamente a mesma coisa.
É bom lembrar que um motorista do Senado ganha em torno de 12 mil reais, com direito a seis horas de serviço por dia, enquanto que o policial militar é obrigado a trabalhar 24 horas por 36 de folga.
Alguma coisa tem que ser feita para que os nossos policiais militares sejam motivados nas suas funções.

FORÇA NACIONAL

Agora sim o Distrito Federal estará seguro. Com esses policiais altamente qualificados e bem formados não haverá mais crime na Capital da República. Estamos, agora, dentro de uma bolha de tanta proteção. A sociedade agradece o governador Agnelo Lero Lero Queiroz, a presidente Dilma que vêm se empenhando, em especial com relação à segurança pública do Distrito Federal.
Sabe por que isto está acontecendo?
As providências foram tomadas porque a filha de um ministro, o Marcelo Crivela, sofreu uma tentativa de sequestro. Oxalá, que isso ocorra todos os dias com os parentes de todos os ministros, governadores, senadores e deputados pois, certamente, eles tomarão vergonha na cara e chamarão a Força Nacional que, por sinal, presta um grande serviço à sociedade brasileira

DIREITOS HUMANOS?

Só vemos os Direitos Humanos, Defensoria Pública e outros órgãos ligados ao tema lançarem campanha em prol de marginais. Mas a pessoa honesta, que trabalha e é vítima destes covardes, fica a mercê da própria sorte.
Por isso, este país não é levado a sério.
Preso tinha que apodrecer atrás das grades e ponto final. Eu me refiro ao preso assassino, estuprador, aquele com crimes hediondos nas costas e sem recuperação.
E tem mais: deveria ser sustentado pela família e não pelo governo e por nós.
Tivemos um caso recentemente em Brasília, de uma jovem mãe de apenas 23 anos quer foi brutalmente assassinada. No dia do enterro, no qual eu compareci, não tinha ninguém dos Direitos Humanos para prestar solidariedade à família da vítima; no entanto, no dia em que um jovem foi assassinado em um Centro de Recuperação para menores no Distrito Federal, lá estavam membros dos Direitos Humanos, oferecendo até caixão de primeira para o interno, cuja exigência foi feita pela mãe do mesmo.


Reconhecimento

Campeão ALAN FONTELES é reverenciado pelas ruas da capital paraense


O atleta paralímpico Alan Fonteles, medalhista de ouro nas Paralimpíadas de Londres, chegou a Belém no início da tarde deste sábado/15 e foi recebido com muitas homenagens no Aeroporto Internacional de Belém. Familiares, amigos e fãs receberam o paraense, que foi conduzido em um carro do Corpo de Bombeiros pelas ruas da capital.
Com apenas 20 anos, o paraense nascido em Marabá conseguiu superar o favorito sul-africano Oscar Pistorius e conquistou a medalha de ouro na final dos 200m da classe T44 nos Jogos Paralímpicos de Londres. Ele iniciou os treinamentos aos oito anos de idade, no antigo projeto "Papo Cabeça", desenvolvido pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (SEEL). Os exercícios do garoto começaram na Escola Superior de Educação Física e, depois, no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão), onde ele treinou até o final do ano passado, quando se juntou à equipe brasileira permanente paralímpica.
Até o tão sonhado sucesso, a caminhada foi dura e árdua. Alan teve uma septicemia - infecção geral no organismo - causada por uma infecção intestinal, aos 21 dias de vida. Por causa disso, ele teve as duas pernas amputadas acima do joelho ainda bebê. Mas, mesmo com esse difícil começo, o esporte entrou na vida do campeão e o ajudou superar suas próprias limitações.
Questionado sobre a satisfação de ser recebido com tanta festa na terra natal, Alan disse que sentia uma emoção muito grande. “Foi muito bom ter representado esse Estado maravilhoso, esse país maravilhoso”. Alan foi o único atleta mencionado nominalmente pela presidente Dilma Rousseff na última quinta-feira/13, no encontro que reuniu, no Palácio do Planalto, em Brasília, todos os medalhistas brasileiros das Paralimpíadas de Londres. A presidente enalteceu a vitória do atleta do Pará.
No Pará, o titular da SEEL, Marcos Eiró, ressaltou que a conquista de Alan Fonteles também pode ser vista como o resultado de um trabalho intenso da Seel. “O governo do Estado está comprometido com o esporte e com o lazer. Agora, o Alan desponta no cenário nacional e internacional como um atleta de nível mundial e, a partir daí pode até oferecer uma estrutura melhor para sua família e isso é resultado do trabalho constante do Governo do Estado, que incentiva e apoia os atletas olímpicos e paralímpicos através de vários projetos
Homenagem - No aeroporto, o titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, Marcos Eiró, entregou ao atleta o documento enviado pelo governador do Estado, Simão Jatene, anunciando que Alan Fonteles será condecorado com a Comenda da Ordem do Mérito Grão Pará, no grau Cavaleiro, a mais elevada honraria do Estado a personalidades merecedoras da admiração do Governo e do povo paraense.
Pelas ruas por onde passou, o atleta foi recebido com carinho e muitas homenagens. Aplausos, fogos, sorrisos, palavras de incentivo ou até um simples aceno. Valia qualquer coisa para parabenizar Alan. “Ele é um exemplo de determinação, força e coragem. Todos nós temos que nos espelhar nele, ainda mais nós paraenses que somos da mesma terra dele”, disse a funcionária pública Socorro Aguiar. Ao passar pela Basílica Santuário de Nazaré, Alan fez questão de dar uma parada e fazer um agradecimento especial à Virgem de Nazaré. A carreata seguiu até a Escola Madre Celeste, na Cidade Nova, em Ananindeua, instituição onde Alan estudou.


Comenda da Ordem do Mérito Grão Pará

A mais elevada honraria do Estado a personalidades merecedoras da admiração do Governo e do povo paraense, a Comenda da Ordem do Mérito Grão Pará, será entregue pelo governador Simão Jatene ao atleta paralímpico Alan Fonteles, medalhista de ouro nas Paralimpíadas de Londres, na próxima segunda-feira/17, durante uma cerimônia no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, onde serão homenageados também todos os atletas que participam de projetos do Governo do Estado.
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Bruna Campos/Ângela Bazzoni
Agência Pará

RAY CUNHA


Gritos e
sussurros
A tarde desmaiava, assaltada por flocos negros, invisíveis, acamando-se na cidade, e logo os anúncios luminosos, as luzes dos postes e os faróis dos carros começaram a povoar as ruas. Dentro do bar, onde eu estava, de repente a vida recomeçou. Podia ver parte do Setor Hoteleiro Sul, o Pátio Brasil e alguns prédios do Setor Comercial Sul. Em primeiro plano, o anoitecer me ofertava o passa-passa de mulheres tão lindas que eram, estou certo disso, miragens. Lá fora, o tempo estava seco e quente como um soco na boca do estômago, mas dentro do bar o ar refrigerado e o umidificador funcionavam ajustados como um foguete tripulado.
- O Mensalão começou a respingar no Chefão – disse meu amigo, velho jornalista que não conseguiu se adaptar aos novos tempos. Quanto a mim, ainda logrei resistir a treinamento motivacional, coaching, essa baboseira cibernética toda, voltada para o que eu chamaria de “escravidão mansa”. Lembrei-me de William Faulkner: “É uma vergonha que haja tanto trabalho no mundo. Uma das coisas mais tristes é que a única coisa que um homem pode fazer durante oito horas diárias, dia após dia, é trabalhar. A gente não pode comer, beber ou fazer amor durante oito horas diárias: só o que se pode fazer, durante oito horas, é trabalhar. Eis aí a razão por que o homem torna a si próprio e a todos os demais tão miseráveis e infelizes”.
- Mas não te iludas; gente como o Chefão está tão blindado que nem Klark Kent conseguiria prova contra ele – disse-lhe. – Continuará chiando sua algaravia.
Uma jovem entrou no bar do hotel. Remetia imediatamente a jambo maduro, com sua alva pele cafuza, e longos cabelos de índia descendo-lhe como ervas daninhas até a garupa de DNA africano. Trajava vestido de seda branco, estampado de amarelo e vermelho. Foi direto para o balcão e se aboletou num tamborete, os quadris maravilhosos enchendo meus olhos, e os do meu velho amigo jornalista, que perdeu, de repente, o interesse pelo Chefão. Duas jovens europeias, com suas peles brancas, rosadas, quase vermelhas, inflamadas pelo sol tropical, também olharam para a cafuza, que deixou um rastro de jasmineiros chorando em noites tórridas em Macapá, cidade que flutua na boca do maior rio do mundo, o Amazonas. A cafuza pediu água tônica. Inadvertidamente, levei minha água tônica à boca. Gelada, refrescante, a bebida assumiu sabor de Caribe, ao som da voz da mulher improvável, que tinha sotaque francês. “Será da Guiana Francesa?” – pensei, referindo-me à colônia que os franceses mantêm vizinha ao estado do Amapá, que o senador Zé Sarney, o dos Atos Secretos, anexou ao Maranhão.
Meu velho amigo jornalista suspirou. Parecia o último suspiro de décadas de álcool, cigarro, noites indormidas, desregramento.
- Produto genuíno do trópico – cochichou-me, quase babando. Fiz sinal ao garçom para que levasse mais uma garrafa de água tônica para mim e uma Cerpinha para meu amigo. Cerpinha é a melhor cerveja do mundo. Quando eu era alcoólatra e ia a Belém, começava a beber Cerpinha enquanto tomava banho e depois observando a cidade pela janela do quarto de hotel, de modo que ao mergulhar nas veias da Cidade Morena já estava pronto.
- É da Guiana Francesa – disse-lhe. – Ou de Macapá, há muito tempo morando em Caiena.
- Conheci uma assim no Acre – confidenciou-me.
De repente, lembrei-me de Gabriela, Cravo e Canela, em cartaz na Globo. A mulata, a mulher cor de canela, a negra, a índia, mulheres produzidas para a libidinagem dos europeus e brasileiros de sangue azul. Um paradoxo. Mesmo com 10 mil anos de polimento, levado ao paroxismo em países como a Grã-Bretanha, a natureza masculina conserva o animal irracional que a habita. Se queres conhecer a verdadeira personalidade de um homem, lança-o à guerra, ou enche-o de cachaça, ou observa seu comportamento ao assalto de uma mulher fatal.
- Temos mulheres assim em toda a Amazônia – comentei, pois sabia que meu amigo conhece a Hileia tanto quanto eu, o que quer dizer que ambos já mergulhamos na alma da mulher amazônida, e sentimos o mundo girar, a mesma experiência de tomar tacacá às 6 horas da tarde na banca do Colégio Nazaré. Jambu! Jasmineiros chorando! Cerpinha! O céu, tão azul que sangra! Maresia! O balanço de uma rede! Leite da mulher amada! Jambo, doces como seios!
A cafuza fazia, agora, anotações em um caderno tipo Moleskine, e vi que era da Tilibra. Seria jornalista também? Ou secretária executiva de algum bilionário do ramo dos hotéis fazendo prospecções para a Copa do Mundo de 2014? Seja lá o que for, era tão linda que causava dor. Eu estava tão concentrado nela, que a mulher improvável se voltou para mim. Só então vi seus olhos, de clorofila, duas pedras preciosas a me engolirem. Fiquei petrificado, com o mesmo terror que deve acometer as presas na boca do jacaré. Depois percebi que o olhar da cafuza fora ocasional, que ela sequer me viu, nem à sua saída, deixando um banzeiro de romance e aventura na noite. Meu amigo e eu ficamos calados. Eu sabia o que ele estava pensando e ele também sabia perfeitamente o que eu sentia. Logo depois saímos. A noite era como um relicário de joias. Mais tarde, em outro bar, ouvi, quase inaudível, vindo de algum lugar, Zorba, o Grego, de Mikis Theodorakis.


Brasília, 15 de novembro de 2011

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♦ RAY CUNHA – Escritor e Jornalista baseado em Brasília-DF, Brasil

9/11/2012


Paracuri recebe a primeira etapa do ‘Residencial IVY PORTELA’


Muita animação marcou nesse domingo/9, a entrega da primeira etapa de obras do “Residencial IVY PORTELA”, no bairro do Paracuri, em Icoaraci, às 48 famílias contempladas pelo projeto de habitação que compõe a Macrodrenagem do Igarapé do Paracuri. Com direito à bandinha do Dudu e brinquedos montados para fazer a alegria das crianças na Rua 2 de Dezembro, com a Travessa Souza Franco.

Duciomar Costa, esteve presente e disse estar satisfeito com a qualidade dos serviços executados no local. “Essa é mais uma obra de qualidade que estamos entregando à população, mais uma obra que vem resgatar a dignidade das pessoas que moram em Icoaraci, que antes tanto sofria com as enchentes e com as péssimas condições de moradia na área”, destacou.
Contentamento - Assim como Duciomar, as famílias que receberam as chaves das suas unidades habitacionais demonstraram muito contentamento e emoção ao adentrarem nos imóveis. É o caso da dona Márcia Cristina, moradora do Paracuri há mais de 10 anos e que apostou no projeto desde o início. “Eu estou muito alegre com o meu apartamento e com as obras que estão fazendo aqui, pois já posso atestar as melhorias nas nossas vidas. Isso aqui era só lama e agora como está já melhorou 100%, e olha que o projeto ainda não está completo. A prefeitura está de parabéns!”, comemorou.
Ana Ruth foi outra moradora que ficou muito feliz com a entrega dos seis blocos habitacionais e com as obras de urbanismo e infraestrutura geridos pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SEURB) e que tem recursos federais por meio do Plano de Aceleração do Crescimento e do município. “Eu moro com a minha filha de dois anos e saber que agora eu tenho algo de valor para deixar de herança para ela me conforta e alegra meu coração, além de ter melhorado a nossa condição de vida. Ficou tudo tão bonito",disse emocionada.
Homenagem - O residencial foi intitulado “IVY PORTELA” como forma de homenagear a ex-agente distrital de Icoaraci falecida em setembro do ano passado. Além disso, a Secretaria Municipal de Meio ambiente (SEMMA), responsável pelo paisagismo local, fez outra homenagem à IVY PORTELA plantando mudas de Ipê Rosa com o prefeito Duciomar Costa, o titular da SEURB, Fernando Pereira e os pais da homenageada, Mário e Heloísa Brito.
Para a mãe de IVY, participar de um momento como este é emocionante. “Numa sociedade como a nossa, onde só é homenageado quem é produtivo é uma emoção, ainda mais porque esta obra foi algo em que minha filha sempre se empenhou muito para acontecer, porque ela tinha um amor muito especial por Icoaraci e sempre quis ver o desenvolvimento do distrito. E saber que o nome dela vai se perpetuar através deste empreendimento e em cada árvore plantada me deixa feliz. Que assim como estas árvores, que a vida de cada uma dessas pessoas que ganharam seus imóveis, cresça, floresça, pois nada mais digno que morar em um lugar que é seu”.
Mais obras - O município trabalha ainda na construção de mais 12 blocos habitacionais; cinco localizados na Dois de Dezembro, e que estão em fase de fundação e alvenaria e sete situados na rua 8 de maio, que estão em fase de conclusão, faltando apenas a instalação da cobertura e obras de acabamento e instalação louças dos apartamentos.
Em 2008, quando a primeira etapa de obras na comunidade foi concluída, a prefeitura entregou à população o poço de 250 metros e o reservatório de água que fazem parte do sistema de abastecimento de água potável; a quadra poliesportiva localizada na TV L3 e a pavimentação asfáltica de diversas vias do conjunto Paracuri II, que incluem as ruas L1, L2, L3 e L4; travessas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11.
Além do conjunto, mais 950 metros da Travessa Soledade e 500 metros da Rua Dois de Dezembro - 7ª Rua de Icoaraci - também foram pavimentadas, dentre outras vias de menor extensão, como as ruas Mururé, Cumaru, Iguapí e Jutaí e todas as transversais da Dois de Dezembro. Todas essas vias foram entregues sinalizadas verticalmente e horizontalmente.
A prefeitura continua ainda executando obras na rede coletora de esgoto, rede domiciliar de esgoto e rede de drenagem das demais vias atendidas pelo projeto.

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Cristiane Paiva

9/08/2012

LUIZ SOLANO – O Repórter do Planalto




Uai, chamaram o Exército



 O Exército Brasileiro foi acionado para amenizar a escassez de milho no Semiárido nordestino e outras regiões afetadas pela estiagem. O Semiárido enfrenta a maior seca dos últimos 50 anos e, apesar e o governo ter autorizado a remoção de 400 mil toneladas de milho para pequenos criadores de aves e porcos, há dificuldades de frete causada pelo crescimento de demanda e por novas regras que aumentaram o tempo de entrega e o preço das tarifas em tido o País.
O Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, se reuniu com o Ministro da Defesa, Celso Amorim, para pedir apoio as Forças Armadas.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) enviou ao Ministério da Defesa uma listagem das origens e dos destinos da produção de milho para resolver o problema de abastecimento. A partir de agora, o Ministério da Defesa deve elaborar um plano emergencial de remoção do cereal.
De acordo com a Conab, um dos problemas enfrentados é que o Exército teria condições de transportar apenas carga ensacada. A estatal fará, então, o ensacamento de 400 toneladas por dia, sua capacidade atual, e pedira o apoio logístico dos militares para transportar a carga em processo que deve prosseguir até o fim do ano.
É, minha gente, o Exército Brasileiro, continua fazendo o seu parte junto a sociedade brasileira. Se faz presente no morro do Alemão, no combate às drogas, vigia as nossas fronteiras, e ajuda os agriculutores de todo o Brasil.
Por onde andam os arautos, aqueles que não gostam do Exército?
Uma boa hora para se redimir dos pecados e da falácia.

ASSASSINATOS

Não sabemos ainda qual a motivação da crueldade dos assassinos. Mas vejam só: um meliante desses, com toda certeza, merece cinquenta anos de prisão em regime fechado e ainda trabalhando para pagar o que come.
Só assim, esses vagabundos que tem o apoio dos Direitos Humanos iriam pensar duas vezes antes de cometer tal brutalidade.
O Código Processo Penal tem que mudar e com urgência.

DEBATE S0OBRE O PIB

Sem dúvida, pertinente se voltar a debater aspectos do subdesenvolvimento e do desenvolvimento no País, a partir do comentário da presidente Dilma sobre o PIB (Produto Interno Bruto).
A ONU deveria destacar e examinar novos indicadores, no sentido de ver o PIB com outros conteúdos, tendo componentes que melhor refletissem a situação dos países no mundo, com critérios voltados para o povo e seus valores.
Lembremos que vários estudiosos já se preocuparam em ver novos conteúdos para o desenvolvimento - tema que tenho discutido aqui neste espaço onde escrevo.

MAIS TEMPO

Em principio, considere-se justa a proposta do ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Melo, endossada pelo advogado Thomas Bastos, no sentido de que a função de juiz do STF deveria ser vitalícia, ainda que, sugerida sob a emoção da despedida do ministro Cezar Peluso do STF; não, porém, sem limites enquanto se sentisse em condições de ser juiz, estudar e distribuir justiça, como concluiu Thomas Bastos.
Biologicamente é evidente o quanto a idade avançada pode desgastar mentalmente o indivíduo, em consequência de doenças degenerativas do tipo do Mal de Alzheimer, limitando sua capacidade de julgar tornando-o inidôneo para se considerar com as capacidades exigidas para exercício da função desmandando, assim, outra instância para o julgamento.

LEIS MAIS RIGOROSAS

Sou a favor em acabar com o benefício de progressão penal.
Veja o caso do promotor de São Paulo: tirou duas vidas e a companheira estava grávida. Foi condenado a dezesseis anos de prisão, ficou oito foragido e, preso há quatro anos, já está pleiteando uma progressão para o regime semiaberto.
Isso é uma aberração das leis brasileiras.
A família da vítima sofre duas vezes: uma pela perda do ente querido e outra por não ver justiça.
Tem que mudar.

ABUSO

A todos os servidores atinge o estresse funcional que influencia nas atitudes da vida pessoal. Faltam políticas que combatam a insalubridade mental desses servidores e sobram críticas as suas atuações.
Há condutas repreensíveis que devem ser punidas, mas tudo não passa de mazelas funcionais de quem diariamente arrisca a vida para proteger a sociedade.

CONSUMIDORES

Além da alta carga tributária, os péssimos serviços oferecidos pelos Governos Federal, Estaduais e Municipais, os consumidores brasileiros são desrespeitados ante a omissão e passividade das autoridades que deveriam defendê-los.
Temos vários exemplos como a cobrança de R$ 100,00 pelas seguradoras pela apólice do seguro; um simples papel, que é ilegal e imoral pois esse custo já está embutido no preço do prêmio dos seguros automotivos.
A omissão da Susep é criminosa.
Outra irregularidade é que os seguros de veículos são feitos pela tabela Fipe cujos preços estão 30% acima do valor de mercado dos veículos e os IPVA também são calculados nessa tabela, inclusive no Distrito Federal, o que comprova o sobre preço, mas na hora do sinistro elas querem indenizar o proprietário pelo valor de mercado do bem o que é um escândalo.
Mas quem compra um carro ainda está sujeito às taxas imorais. A mais nova, ilegal e suspeita, é a de inspeção veicular criada pelo Denatram, o tal "denatram do kit
socorro” e tantas e tantas suspeitas e corrupções.

MULTAS

Com inflação anual de 6% e taxa Selic, agora em 7,5% é de se estranhar por que as multas nos pagamentos de impostos federais, estaduais e municipais são ainda de 10%.Muito justamente as multas nas contas de luz, água, condomínio etc... são de 2%.
Por que quando se trata do setor público a regra é diferente? E por que não dizer das multas do Imposto de Renda que chegam a 150%?
Essa revisão tem de ser urgente, assim como verificar a legalidade imoral e já são, de algumas taxas e impostos como a taxa de iluminação pública cobrada em quase todo o país, a indecente taxa de incêndio no Rio de Janeiro, as taxas de inspeção veicular - como eu já disse acima desta nota em outra matéria - e tantas que nos sufocam e desrespeitam os consumidores.
Algumas são seculares e absurdas como o foro marítimo. Há que se fazer com urgência uma revisão desses impostos e taxas e criar mecanismos que dificultem a fome arrecadadora do pode público de criar novos ônus aos contribuintes.

VOTO DE CASTIDADE

Interessante, mas acho um pouco radical.
Há certas coisas que são importantes de se conhecer antes de um casamento, para que não sejam geradas insatisfações e consequente término ou traições.
Respeito... mas a fase do namoro deve ser mais intensa para ver se realmente há afinidade entre o casal. é uma fase decisiva e gostosa, não com promiscuidade, mas com amor e decisão.
Muitas separações tem acontecido por causa falta desse conhecimento entre um homem e uma mulher. É preciso diálogo, conversa, paciência, para que o casal tenha um casamento feliz e eterno.

MIX FM 100.9

Quero convidar os amigos e amigas deste espaço, para ouvir diáriamente na Rádio Mix FM 100.9.de Belém do Pará, o Mix Atualidades, sob o comando de Nonato Pereira - o programa de maior audiência do rádio paraense com 73% de preferência em toda Belém e grande parte do Pará.
O Mix Atualidades, vai ao ar a partir das 6 horas às 8 da manhã e as mais variadas noticias de Belém do Pará e do Brasil, nele são focalizados.
Eu entro “ao vivo” direto de Brasília, precisamente às 7h30m informando os fatos que acontecem dentro do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Ministérios, bem antes das grandes redes de televisão, pois temos cerca de 60 fontes que nos abastecem com informações precisas e que interessam ao publico ouvinte e, em especial, para os leitores do JORNAL DO FEIO.
Tenho orgulho de participar da equipe de Nonato Pereira, no programa Mix Atualidades.



RAY CUNHA



Rio de Janeiro
  Cheguei ao Rio de Janeiro num dia de semana, sem lenço e sem documento, em 1972. Tinha 17 anos e não portava sequer carteira de identidade, e contava apenas com o terceiro ano do antigo curso ginasial, hoje, ensino fundamental. Queria sair de Macapá. Tomei um barco para Belém e de lá viajei de carona para Brasília e depois tomei um ônibus para o Rio de Janeiro, levando comigo alguns exemplares de Xarda Misturada, livro de poemas que publiquei em 1971, em Macapá, com Joy Edson (José Edson dos Santos) e José Montoril. Lembro-me que cheguei no meio da tarde e na rodoviária pedi informações e tomei um ônibus para o coração do Rio de Janeiro, o cruzamento das avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, onde fica a antiga catedral da cidade de São Sebastião. Levava comigo o endereço de trabalho de uma amiga do pintor e poeta Manoel Bispo, de Macapá, e a confiança inabalável de um garoto ribeirinho de que a amiga do Manoel Bispo me receberia de braços abertos. Localizei-a quase à saída do trabalho; já na rua ela me olhou e me disse que eu não poderia ficar na casa dela, desejou-me boa sorte e sumiu na multidão.
Eu levava também comigo o endereço de um amigo que conheci no Colégio Amapaense, Sílvio, paulistano que fora para Macapá com o pai, um americano que trabalhava na Indústria e Comércio de Minérios de Ferro e Manganês (Icomi), que, juntamente com a Bethlehem Steel, transportou do município de Serra do Navio, para os Estados Unidos, a jazida do melhor manganês do planeta, a preços vis, e deixou uma imensa cratera no Amapá.
Na época, o Sílvio morava com os tios na Alameda São Boaventura 208, Fonseca, Niterói. Cheguei lá à noite. O Sílvio, sua tia e seus primos me receberam muito bem. Em novembro daquele ano apresentei-me na Primeira Região Militar do Exército. Eu meço 1,64 metro de altura, e creio que pesasse, naquela época, 50 quilos (hoje, peso 64 quilos), também a mudança de clima e a poluição causaram uma coceira no meu corpo todo, de modo que fui dispensado do serviço militar, e vi meu propósito de morar no quartel esfarinhar-se.
O tio do Sílvio era um oficial da Aeronáutica, negro, coisa rara na Ditadura dos Generais (1964-1985). Acho que o episódio que aconteceu naquela noite foi reflexo daqueles anos de chumbo. O tio do Sílvio chegou mais cedo. Eu estava tocando violão na sala. Aprendera-o em Macapá com um amigo de adolescência, Ribamar Teixeira. O tio do Sílvio ordenou que fôssemos todos dormir. Eu dormia num sofá, na varanda. Continuei tocando violão. Então o tio do Sílvio veio do quarto dele e ordenou que eu pegasse minhas coisas e fosse embora. Juntei meus pertences – algumas roupas e exemplares de Xarda Misturada – e fui para a rodoviária central de Niterói. Foi uma longa noite. Só senti mais frio na estação aeroviária de Buenos Aires, em certa noite que lá passei, e da qual surgiu o poema Noite Horrível, publicado no livro Sob o Céu nas Nuvens (edição do autor, Belém, 1982).
Só quem passa uma noite dessas é que sente o quanto o sol do alvorecer é vivificante. Nem bem o dia amanheceu, lavei o rosto, tomei café com leite e pão com manteiga e me mandei para a representação do governo do Território Federal do Amapá, no centro do Rio de Janeiro. O representante, Couto, era conhecido por ajudar amapaenses. Conversamos. Ele me perguntou se eu conhecia o Itabaraci, que é de uma geração ligeiramente antes da minha, de Macapá (onde hoje vive); contudo, seu pai, Aimore (em tupi, não leva acento agudo na última sílaba) Nunes Batista, era padrinho da minha irmã caçula, Rosa Maria. Disse ao Couto que sim, conhecia o Itabaraci, e ele me deu um conselho.
- Vai procurar o Itabaraci; ele mora num apartamento em Copacabana, onde a senhoria, dona Maria Antônia, aluga vagas – disse-me ele, e me deu o endereço: Rua República do Peru 210, Apartamento 204, entre as ruas Tonelero e Barata Ribeiro, Copacabana. Vivi dois anos lá.
Dona Maria Antônia, paraense, funcionária dos Correios, há muito radicada no Rio, foi uma das mulheres mais bacanas que encontrei. Ela simplesmente me acolheu, e só passei a pagar vaga depois que ela mesma conseguiu emprego para mim, como ajudante de carteiro numa agência dos Correios em Copacabana, e depois como faz-tudo numa empresa de conserto e venda de peças de eletrodomésticos, primeiramente numa loja em Ipanema e depois em Copacabana. Quanto ao Itabaraci, e seu irmão, o violonista e pianista Aimorezinho, que nessa época tocava na banda do Raul Seixas (hoje, vive em fortaleza), trataram-me como a um príncipe. Por isso sou eternamente grato a eles.
Logo depois, o compositor amapaense Luiz Tadeu Tavares Magalhães, que estava morando no Rio e trabalhava na White Martins, conseguiu para mim uma vaga como contínuo na filial de Jacaré, na Zona Norte. O Tadeu era músico e radialista em Macapá, e me entrevistara várias vezes, na condição de escritor. Em 1971, antes de publicar Xarda Misturada, participei de um jornalzinho colegial anarquista, A Rosa, de modo que eu tinha ideia de como fazer um house organ, e foi o que eu fiz, o jornalzinho da filial. Além disso, eu pagava mensalmente uma empresa que fornecia entradas a pelo menos quatro peças teatrais por mês. O gerente da filial, dr. Arlindo, também era cliente da mesma empresa, e andamos nos encontrando nos teatros. Conclusão: ele morava em Ipanema e passou a me dar carona para Copacabana quando saíamos juntos. O jornalzinho e o interesse comum por teatro entre o gerente da filial e eu, além da companhia do Luiz Tadeu, tornavam o ambiente pesado de multinacional da White Martins em um convívio bastante agradável.
Às sextas-feiras, principalmente após recebermos o salário, eu saía com o Luiz Tadeu. Às vezes, íamos para a casa do nosso colega de White Martins, Frank Loiola Matos, em Padre Miguel. O fato é que bebíamos muito. Também foi nessa época que conheci o Luiz Loyola, Lula, irmão do Frank, no Curso de Interpretação Teatral no antigo Teatro de Comedia do Estado da Guanabara (Teco), na turma do professor e ator Jorge Paulo. A prova final do curso foi a encenação de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, com músicas de Chico Buarque de Holanda, no extinto Teatro de Arena no Largo da Carioca. Fiz um dos coveiros. Nessa mesma época, começamos leituras e laboratório da peça Miolo de Pão, texto de Luiz Loyola e que expressava “a realidade conflitante, festiva e utópica de uma família do subúrbio carioca” – como diz o próprio Loyola. Nós nos reuníamos na casa do Jamil Viana, na Pavuna; na casa da belíssima Beth Bello, na Ilha do Governador; e na Vila Valqueire.
No quarto do Loiola, BOE (Boite Onda Estudantil), na casa em Padre Miguel, “aconteciam reuniões com muita música, teatro, poesia, happenings, num clima underground e ambiente psicodélico, cheio de posters de vanguarda, caricaturas, painel com capas de LP, objetos antigos, como um armário centenário com um enorme espelho de cristal na frente da porta, que encantava os narcisistas, uma luminária em formato de chapéu mexicano vermelho, iluminada por uma tênue luz azul opaca, lembrando cabarés da Avenida Prado Júnior, no Leme; no chão, havia um espelho retrovisor redondo, de aproximadamente um metro de diâmetro, do serviço de trânsito do Rio, apelidado de “poço” pelo companheiro de trabalho Paulo Cesar Americano do Brasil, da Remington Rand, onde trabalhei com Luiz Tadeu no inicio da década de 70” – lembra Luiz Loiola.
“Num desses eventos, em uma noite festiva, tive o prazer de receber o amigo Ray Cunha, sutilmente trajando: calça jeans do Lixo (boutique cult de Copa), camisa mangas compridas com gola rolé cor roxa e sapatos bicolor vermelho e amarelo... a figura tinha cabelos ruivos black-power no melhor estilo saltimbanco do ator do filme musical Gospell... em sua companhia chegaram Luiz Tadeu e Iara Picanço, depois de uma viagem de trem da Central do Brasil, direto do subúrbio do Lins de Vasconcelos” – recorda Luiz Loila.
“Numa única visita à casa de Ray Cunha, na Rua República do Peru, em Copacabana, na década de 70, o poeta me recebeu em seu quarto (vaga), onde havia uma cama beliche e o seu estado de saúde era gripal e febril, e driblamos aquele quadro e resolvemos sair pra respirarmos uma brisa do mar caminhando pelo calçadão, depois paramos numa lanchonete e tomamos um delicioso café e suco de laranja com sanduíche, e serpenteando pelas ruas sombrias do bairro, o poeta fez uma citação irreverente dizendo que "Copacabana era uma enorme cama, onde nordestinos descansam...” – Luiz Loiola mergulha mais naqueles anos dourados, referindo-se ao poema Essa Copacabana Triste Mulher, publicado no livro Sob o Céu nas Nuvens.
“Não posso deixar de relatar, uma noite quando eu e o poeta chegamos em minha casa em Padre Miguel fomos para a cozinha e nos deliciamos com café com bolo, pães, cuscuz de fubá preparados por minha mãe, dona Maria Amélia (in memorian); foi quando o poeta, degustando uma banana, começou a declamar versos de Xarda Misturada, dando um toque tropicalista romântico àquela noite de inverno tímido” – registra meu caríssimo amigo Luiz Loiola.
Nessa mesma época, Manoel Bispo foi fazer um curso de pintura no Parque Lage, e foi vizinho do Luiz Tadeu, no Lins. Havia fins de semana que o Bispo e eu saíamos para bater perna. Parávamos para ver os pintores que expõem nas ruas da Zona Sul, entrávamos nas galerias, íamos a cinema e conversávamos sobre tudo. Eu ia muito a teatro, cinema de arte, circos como o Moscou e a grandes shows, como o Santana. Ia muito, também, aos programas de auditório da extinta TV Tupi. Varava o Rio noite adentro. Em 1974, já como balconista da filial da White Martins de Jacaré, pedi demissão e voltei para Macapá.
Em 1982, em Belém, com o matrimônio fracassado, parti novamente para o Rio de Janeiro. Mas era como se eu estivesse sonhando. Lembro-me que fui com o Luiz Tadeu para Pedra de Guaratiba, onde o Luiz Loiola festejou seu aniversário, com muita batida do Primo, vinho, cerveja, happenings e a bela voz do Luiz Tadeu. Dessa vez, minha estada no Rio durou pouco tempo. Retornei para Belém e concluí o curso de jornalismo.
Nos anos 1990, eu estava novamente no Rio quando o pintor Olivar Cunha expôs na Fiesp, em Botafogo, defronte ao Shopping Rio Sul. Ao coquetel de abertura estavam presentes Luiz Tadeu e sua filha e minha querida amiga Luciana Magalhães, e Luiz Loyola.
Em 1992, fui ao Rio para lançar A Grande Farra (edição do autor, Brasília, 1992, contos). Foi uma estada etílica.
Em 2000, fui participar da Bienal do Livro, com Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos. Num domingo de manhã eu acabara de sair da praia de Ipanema, com Luciana Magalhães, quando houve o primeiro arrastão televisionado - cenas aterrorizantes. Também dessa vez foi como se eu estivesse mergulhado num sonho etílico.
Em 2010, passei uma semana com a minha gata, Josiane, no Rio. Ela é psicóloga e foi participar do décimo primeiro Congresso Brasileiro de Psicooncologia e do quarto Encontro Internacional de Cuidados Paliativos em Oncologia, de 22 a 25 de setembro, no Centro de Convenções do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), em Botafogo. Hospedamo-nos no Hotel Inglês, ao lado do Museu da República, onde Getúlio Vargas se matou, no Flamengo. Jantávamos num restaurante defronte ao Museu, quase sempre camarão. Todas as comidas daquele restaurante são deliciosas. Aquela parte do Flamengo, até Botafogo, passando pelo Largo do Machado, é a Europa no trópico – fantástico. Durante o dia, enquanto a Josiane estava no CBC, eu incursionava pela Zona Sul, num resgate memorialístico redentor da cidade que eu tanto amo. Durante aquela semana eu esquadrinhei a Zona Sul, agora com o olhar maduro do homem de 56 anos de idade e que não mergulhava mais em bebedeiras mortais.
Perambulei por muitas ruas da Zona Sul, observei a arquitetura, a Lagoa Rodrigo de Freitas à noite, bati perna em Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca, Flamengo, Botafogo, centro do Rio, e retornei ao Pão de Açúcar, com minha amada. Lá de cima sabemos de pronto por que o Rio é a Cidade Maravilhosa. Há cidades que aonde quer que eu vá estarei sempre nelas, porque elas, como o Rio de Janeiro, vivem para sempre no relicário do meu coração.

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• RAY CUNHA – Escritor e Jornalista baseado em Brasília-DF, Brasil 

9/06/2012


                    Foto: Sirlene Veiga

 Cápsula do tempo
é enterrada em Belém

Daqui a 14 anos Belém vai saber o que os seus moradores esperavam para o futuro.Isso será possível quando a cápsula do tempo enterrada nesta quarta-feira,05, Dia da Amazônia, for desenterrada em 2026. Centenas de pessoas foram até à Praça da República para deixar armazenado na cápsula os seus desejos e expectativas para o seu futuro ou da sua cidade.

Alunos das escolas Coronel Gurjão e de ensino técnico Magalhães Barata estiveram presentes. Eles participam do projeto Ideias que Transformam, idealizado pela ONG Noolhar, onde debatem temas para uma Belém melhor. A ONG foi a grande idealizarora da cápsula, que chamou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) para ser parceira do projeto.
A secretaria apoiou escolhendo o lugar na praça para a cápsula ser enterrada e a construção do local. Uma placa de concreto e de identificação será colocada no local pela Semma. O Procurador da República no Pará, Alan Mansur, e a coordenadora do comitê gestor Propaz, Izabela Jatene, também enviaram as suas mensagens. Entre os candidatos à prefeitura de Belém, apenas Anivaldo Vale,do PR, enviou a sua mensagem para a cápsula.
“Percebemos que as pessoas comentavam muito sobre como Belém era e o como elas queriam que Belém fosse. Então decidimos fazer essa cápsula para depositarmos nossos desejos e planos. Daqui a 14 anos vamos ver se conseguimos concretizá-los”, disse Marcos Wilson, coordenador da ONG Noolhar. Quem passava pela praça era abordado e não resistia a escrever uma mensagem.
Para a secretária municipal de Meio Ambiente, Camilla Miranda, os problemas de hoje devem ser esquecidos. “Todo cidadão tem direito à memória. Com a iniciativa da cápsula, poderemos ver como a cidade evoluiu. Esperamos que problemas de hoje, como desrespeito ao meio ambiente, fome e miséria, não ocorram no futuro. Esperamos que estes problemas fiquem só no passado”, disse.
“Adorei a ideia e espero estar viva daqui há 14 anos para desenterrar e ler todas as mensagens. Espero que a gente consiga realizar nossos sonhos até lá e também melhorar a nossa cidade”, disse a autônoma Liana Torres, que escreveu uma mensagem para a sua família e desejou a melhora do trânsito de Belém.
Todos que participaram do projeto da Cápsula do Tempo, chamada Amigos de Belém, fizeram um cadastro para daqui a 14 anos serem convocados para desenterrar a cápsula,que foi enterrada na Praça da República, ao lado do teatro Waldemar Henrique, na Avenida Presidente Vargas.

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Liandro Brito