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3/07/2014


“Unidos da Baixada” e “Boêmios da Vila Famosa” são os novos campeões do Carnaval de Icoaraci 2014

Fotos: Renam Ribeiro





















































As Associações Carnavalescas Unidos da Baixada e Boêmios da Vila Famosa  são as campeões do Carnaval de Icoaraci 2014. A apuração ocorreu nesta quinta-feira/06, a partir das 16:00 h, na quadra de esportes Professor Jorge Lopes Raposo da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Avertano Rocha – conhecido como “Avertanão” -, em meio a um clima de muita expectativa dos aficionados e das diretorias das agremiações carnavalescas concorrentes, além do entusiasmo das torcidas que se acotovelam nas arquibancadas.
Os envelopes com as notas dos dez jurados que avaliaram o desempenho no desfile, foram abertos na presença do representante da Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL) e Coordenador do Carnaval da PMB, Marcos Marques, do Agente Distrital de Icoaraci  Armando Tavares, do Assessor Jurídico Honorato Cosenza, do presidente a Liga dos Blocos e Escolas de Samba de Icoaraci (LIBESI) Luiz Guilherme Tinoco, funcionários da Agência Distrital de Icoaraci (ADIC), e diretores dos blocos e escolas de samba que se acomodaram em mesas no centro da quadra.
Em clima de total tranquilidade – e ao mesmo tempo de expectativa -, foram anunciados os resultados, com a classificação dos três primeiros colocados de cada categoria.
Blocos - Dentre os blocos que participaram do Desfile da Quarta Rua, a Associação Recreativa Beneficente e Cultural ¨Tradição da Vila” ficou em 3º lugar; a Associação Carnavalesca “Unidos da Vila Izabel” em 2º, e o grande campeão foi “Unidos do Paracuri, que defendeu o tema “Sou papa-chibé, paraoara, caboclo pai d´égua, icoaraciense, outeirense, cutijubense no verde rosa do Paracuri".
A presidente Catarina Santos, chorou emocionada ao abraçar os companheiros de agremiação tendo nas mãos o ambicionado troféu. “Valeu o empenho, valeu a luta, o trabalho. Agradeço o empenho de todos os brincantes e da nossa diretoria, que vai levar pela 7ª vez para o nosso Paracuri este troféu, fruto de nosso ideal. Obrigada, de coração!”, declarou Catarina, antes de ser carregada pelos componentes do bloco que seguiram sambando até o barracão na Travessa Soledade, próximo da Rua Santa Isabel, 6ª Rua de Icoaraci.
Baixada - A grande campeã “Unidos da Baixada”, - que leva para o bairro da Ponta Grossa pela 18ª vez em 30 anos de existência o título de campeã -, apresentou na pista da Rua XV de agosto o enredo sobre Trânsito: “Nas avenidas da vida, a Baixada, é sinal verde para a alegria”, de autoria do carnavalesco Cláudio Rego, através de quatro carros alegóricos, oito alas e 500 brincantes
O presidente Daniel dos Santos Teixeira disse que a conquista da supremacia do Carnaval icoaraciense foi “um prêmio ao empenho, entusiasmo e a garra dos componentes da Baixada”. “Viemos para a 4ª Rua cheios de vontade e com muito samba no pé. O nosso recado chamando a atenção de todos para a importância do Trânsito do nosso dia a dia foi entendido pelos jurados que nos deram a nota 10 em bateria, no enredo, no samba-enredo e na fantasia. Isso é bom demais para uma agremiação que nasceu na Passagem Maura. Vamos honrar essa escolha. Valeu”, festejou.
Alegria - Francisco Barbosa, o “Maranhão”, fundador e presidente de honra dos Boêmios da Vila Famosa, com 36 anos de avenida, ficou feliz com o 2º lugar; e dedicou a vice- liderança à dedicação dos componentes. “Todos os anos procuramos levar algo novo para nossos desfiles, algo que o povo que vai para as arquibancadas gosta de ver e participar. Fazemos nosso Carnaval com amor e alegria que compartilhamos com a plateia e os jurados”, disse.
Aplausos - O presidente da Liga dos Blocos e Escolas de Samba de Icoaraci (LIBESI) Luiz Guilherme Tinoco, por sua vez, elogiou a organização do desfile de Carnaval do “mais importante núcleo populacional de Belém pelo trabalho de amealhar 11 agremiações carnavalescas preocupadas unicamente em levar alegria e descontração para o povo que precisa muito disso em meio a tanta violência que está ocorrendo em nossa minicidade”.
Ele, também, não regateou aplausos à iniciativa da FUMBEL em dividir o desfile de Carnaval de Icoaraci em duas noites: “... assim, o público pôde avaliar o desempenho, o trabalho, o valor e a criatividade dos nossos blocos e escolas de samba que fazem da tripa, coração para levar a sua mensagem à avenida. Meus cumprimentos ao prefeito Zenaldo e ao Armando Tavares e contem com a gente no ano que vem”.
2015, melhor - Para o Agente Distrital Armando Tavares – que representou o prefeito Zenaldo Coutinho - o Carnaval de Icoaraci foi excelente, sem problemas, com muita alegria e muito brilho.  “Como disse na abertura do desfile, tudo isso que os senhores viram, assistiram, foi o resultado de um trabalho participativo e de equipe. Fizemos um Carnaval digno da importância de Icoaraci. De acordo com o pensamento do prefeito Zenaldo Coutinho, trouxemos o Belém Folia e conseguimos levar muita alegria para o povo de nossa Vila Sorriso. E indagou? Os senhores observaram? Até São Pedro colaborou”.
E concluiu: “Neste momento em que premiamos os vencedores, gostaria de agradecer a todos desde o empurrador de tripé, do carro alegórico ao Mestre Sala, à Porta Bandeira, aos integrantes das baterias que levantaram a nossa 4ª. - nossa passarela do samba -, aos brincantes até às diretorias. Correu tudo as mil maravilhas. Nenhum problema. Renovo os agradecimentos ao esforço da nossa equipe e das equipes da Prefeitura de Belém, à Dra. Heliana Jatene, presidente da FUMBEL, Guarda Municipal, Polícia Civil e Polícia Militar. Muito Obrigado e, se Deus quiser, em 2015 o nosso Carnaval será muito melhor.”



MUITO MAIS MÉDICOS     
                                                                                                          
Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, o nível de estresse da vida moderna, o consumo de drogas, a má alimentação e a poluição, a demanda por saúde pública cresce a cada dia. Os médicos e enfermeiros do setor público estão sobrecarregados e quase todos acumulam outro emprego na iniciativa privada. No interior e nas áreas mais distantes, a crise se agrava. Por isso, uma das alternativas adotadas pelo governo federal foi a criação do programa “Mais Médicos”, convidando estrangeiros para trabalhar no Brasil. Até o momento, eles chegam a quase 5 mil profissionais.

MUITO MAIS MÉDICOS II                                                                                                   

Com o objetivo de ampliar o apoio médico, a PEC 293/13, do senador licenciado e atual ministro da Pesca, Marcelo Crivella, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, criou a oportunidade dos médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, radiologistas e todos os profissionais da área de saúde do Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias militares e Corpo de Bombeiros dos 27 estados do Brasil, estando ativos ou na reserva, a terem um duplo vínculo no serviço público, ou seja, ser funcionário militar e civil ao mesmo tempo.

MUITO MAIS MÉDICOS III                                                                                                             

Isso coloca mais de 20 mil profissionais de saúde para atender à população brasileira nos hospitais públicos, principalmente em áreas remotas. Referindo-se a essa grande ampliação no atendimento de saúde pública, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, na promulgação da emenda à Constituição, ressaltou que a PEC poderia até ser chamada de programa “Muito Mais Médicos”. Na opinião de Crivella. “Só uma mãe pobre com um filho doente no colo sabe como é importante encontrar um médico no hospital público na hora da dor. Para todos, mas em especial para os que sofrem, foi promulgada essa lei”, enfatiza.

RACISMO   

Você já ouviu falar da Lei 7.716? Não é comum decorar números de leis, é verdade, mas saber um pouco sobre elas é tão importante quanto reconhecer os próprios direitos. Essa é a legislação que determina punição para pessoas que cometem crimes de discriminação ou preconceito racial, de cor, etnia, religião ou procedência nacional. A lei prevê pena de reclusão e torna o crime de racismo inafiançável e imprescritível, ou seja, o criminoso não pode pagar fiança nem perde o direito de ser julgado culpado (mesmo com o passar dos anos).

RACISMO II                                                                                                                        

No último dia 15, a australiana Louise Stephanie Garcia Gaunt, de 30 anos, foi presa em flagrante ao agredir uma manicure. Ela se recusou a ser atendida pela mulher negra e ainda pediu que a profissional se retirasse do local, pois a presença dela era incômoda. “Tem que ser essa? Não pode ser outra? Não vou sujar minha mão com uma raça ruim”, disse Louise. A australiana foi solta. Assim, crimes de racismo seguem impunes e estão longe de chegar ao fim no Brasil, onde pretos e pardos são a maioria da população. Ainda falta muito para o País avançar na luta contra o racismo. Falta endurecimento no Código Penal, para que pessoas como Louise não fiquem impune. Isso é uma vergonha!

PRIMEIRO EMPREGO

Ter diploma de universidade renomada ou concluir um bom curso técnico não é garantia de sucesso profissional. Ao contrário do que alguns jovens pensam, o caminho para o primeiro emprego é longo e desgastante. A pouca experiência, a ansiedade e a falta de iniciativa dificultam a saga rumo ao trabalho ideal. Alguns processos seletivos chegam a ser mais concorridos do que o vestibular. Isso exige muito preparo de quem deseja se destacar entre dezenas de currículos que chegam aos postos de recrutamento. O diploma fornece a técnica e as características acadêmicas necessárias, mas nivela os candidatos.

PRIMEIRO EMPREGO II

A partir daí, cada um precisa desenvolver qualidades comportamentais que vão fazer a diferença na hora da contratação. Buscar cursos gratuitos, participar de palestras e encontros da área de atuação, aprender outros idiomas, desenvolver a comunicação, treinar a escrita, ler muito e se manter atualizado são tarefas que não devem ser deixadas em segundo plano. Tudo isso colabora para o enriquecimento do currículo. Em resumo, não adianta ficar parado esperando que o emprego caia no colo; é preciso correr atrás.
MOTINHAS
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Estudo revela pílula para prevenção do HIV. Uma droga experimental foi testada em macacos e protegeu totalmente os animais da contaminação, de acordo com dois estudos apresentados em uma conferência sobre AIDS. "Essa é a maior inovação no campo de prevenção do HIV que eu ouvi recentemente", disse Robert Grant, especialista em HIV da universidade da Califórnia. ••• Mangueirão completou dia 04 de março, 36 anos. Até hoje não entendi qual a mutreta política que tirou o Estado do Pará, a oportunidade de sediar a Copa do Mundo 2014, com um estádio totalmente pronto. Perdemos para o Amazonas, que não tem tradição em competições de futebol. ••• Será que foi a inércia de Ana Julia? Ou a bagagem do então governador Eduardo Braga? Lembro que a ex-governadora arrotava que era amicíssima do Lula, então presidente. Solicito aos sapientes comentaristas esportivos do Estado, ou, conhecedores da matéria, para que comentem o real motivo. (motathompson@hotmail.com) ••• Desde sua inauguração, em oito de março de 2012, a Unidade Integrada Pro Paz Mulher de Santarém, onde também funciona a Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca), já realizou 5.639 atendimentos, entre abertura de inquéritos e atendimento médico e psicossocial a pessoas com vulnerabilidade. ••• O espaço, que recebeu um aporte financeiro de R$ 365.773,53 do Governo do Pará, é uma das obras de infraestrutura e assistência social que se somou às atividades integradas de combate à criminalidade na região do Baixo Amazonas. ••• Procurador Jurídico do DETRAN, ex-vereador em Santarém, Dr. Válber Xavier, vem sedo assediado por, no mínimo, três siglas partidárias para sair candidato a Prefeito no vizinho município de Belterra. Válber comprou recentemente uma bela chácara em Porto Novo, naquele município. ••• Carnaval se foi, vem aí a Copa do Mundo. Assim o Brasil caminha em meio a festas. Neste sábado tem o show de artistas na Garapeira Ypiranga do amigo Cacheado. Vou lá com a Loira Gelada, Ruiva Destilada, Morena Quente, Negra Gostosa, Bela Dalila e Poderosa Beatriz. Fui

2/28/2014




RAY CUNHA recebe seus amigos e leitores dia 12 de março no sebinho, na 406 norte

BRASÍLIA – Na Boca do Jacaré-Açu – A Amazônia Como Ela É (Ler Editora, Brasília, 153 páginas, R$ 25) será lançado por Ray Cunha, escritor amazônida radicado em Brasília, no dia 12 de março, uma quarta-feira, a partir das 18h30, no Sebinho, complexo de livraria, cafeteria e restaurante, na 406 Norte, Bloco C, Loja 30/72, com apoio da Preserve Amazônia e da Proativa Comunicação. Será servido coquetel.

O livro já está à venda no site: www.lereditora.com.br. Livreiros devem fazer pedidos pelo e-mail: atendimento@lereditora.com.br, ou pelo telefone: (55-61) 3362-0008, ou ainda diretamente na Ler Editora, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Quadra 3, Lote 49, Bloco B, Loja 59 – Brasília/DF – CEP 70610-430.

Na Boca do Jacaré-Açu enfeixa 14 histórias curtas, ambientadas em Belém, que perpassa todos os contos e acaba sendo personagem subjacente, e a quem o autor dedica o livro. Algumas histórias têm sequências na maior feira livre da Ibero-América, o Ver-O-Peso, que aparece em fotomontagem na capa desta edição, bem como no Marajó, “maior ilha flúvio-marítima do planeta, ao sul do estuário do rio Amazonas, o maior do mundo, único com estuário e delta, e que despeja por segundo pelo menos 200 mil metros cúbicos de água e húmus no Atlântico, tornando as costas do Amapá e do Pará as mais piscosas da Terra; apesar disso, a Amazônia Azul setentrional é a menos estudada pela academia e a mais mal guardada pelo estado brasileiro” – comenta Ray Cunha.

“O conto que dá título ao livro, Na Boca do Jacaré-Açu, é o mergulho suicida do arqueólogo Agostinho Castro nos abismos do Mundo das Águas, a confluência dos rios Amazonas, Pará, Tocantins e Guamá, e o oceano Atlântico, abocanhando o arquipélago de Marajó, mais de mil ilhas, a maior delas do tamanho de Portugal. Jacaré-açu é o grande réptil amazônico, só perdendo para a sucuri, e que atinge mais de 6 metros de comprimento e meia tonelada de peso; no conto Na Boca do Jacaré-Açu, representa a morte, na pessoa do pai de Agostinho, Castro e Castro” – adianta o escritor.

Na Boca do Jacaré-Açu é o segundo volume de contos que se encaixam no contexto do subtítulo do livro: A Amazônia Como Ela É. No primeiro volume, Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos (edição do autor, Brasília, 116 páginas), a Amazônia é também a base da ficção de Ray Cunha; tanto a Hileia quanto as metrópoles da selva estão presentes nas histórias. “Isto é a Amazônia” – comentou, ao ler Trópico Úmido, o coronel Gelio Fregapani, um dos intelectuais que mais conhecem geopolítica do Trópico Úmido, mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva, fundador e comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva e autor, entre outros títulos, de Amazônia - A Grande Cobiça Internacional (Thesaurus Editora, Brasília, 2000, 166 páginas).

“Sou caboco de Macapá, cidade da Amazônia Caribenha que tremeluz na Linha Imaginária do Equador e se debruça no estuário do Amazonas, a cerca de 200 quilômetros da boca do maior rio do planeta, quando o Mar Doce penetra fundamente o Atlântico, fertilizando-o até o Caribe” – define-se Ray Cunha, que mora em Brasília, onde é correspondente do Portal do Holanda (o mais lido da Amazônia e vigésimo do país, segundo o último ranking entre os sites auditados pelo Instituto de Verificação de Circulação – IVC) e estuda Medicina Tradicional Chinesa na Escola Nacional de Acupuntura (ENAc).

TRECHO DO CONTO NA BOCA DO JACARÉ-AÇU, QUE DÁ TÍTULO AO LIVRO 

A madrugada começara. Foi ao Mafioso, ali perto. Henrique estava lá.      O bar, por fora, era bastante discreto; por dentro, enfumaçado e mergulhado na penumbra. Ouvia-se boa música ali, numa altura agradável, que não incomodava a quem quisesse conversar. Além do mais, Chico, o barman, preparava grandes drinks. Henrique era escritor. Já era rico antes de se tornar escritor. Tinha a idade de Agostinho e eram amigos de infância. Henrique estava na companhia de uma jornalista, atraente, chamada Soraya.

– E então? – perguntou a Agostinho, quando o viu se aproximar, apresentando-o à jornalista.

– Estou com insônia – disse Agostinho. E para o barman: – Um Jonnie Walker, Chico. – Voltou-se para Henrique e Soraya. – Quero que passes o réveillon conosco, no Marajó. Antônia e Alexandra virão. Tu és também convidada – disse à Soraya. Sorveu um grande primeiro gole de Jonnie Walker.

– Vamos beber champagne em antecipação ao Ano Novo? – Soraya propôs.

Chico providenciou uma garrafa de George Albert, que já estava num balde com gelo, e pôs logo outra garrafa no balde.

– Como vão as coisas? – Agostinho perguntou, continuando a beber Jonnie Walker.

– Já comecei a redigir o discurso de agradecimento do Prêmio Nobel – brincou Henrique, que só publicara um romance ainda, com o prosaico título “Tim-Tim!”, e estava pelejando para terminar outro.

– Bem, e como é esse discurso? – disse Agostinho. – Tu poderias fazer o discurso aqui para a gente.

Soraya acendeu um cigarro. Henrique pigarreou.

– Senhoras e senhores – começou ele. – Minhas palavras se dividem em três partes. A primeira é sobre o ofício de escrever. A segunda, sobre os políticos, que infeccionam meu país. A terceira, são agradecimentos. – Fez uma pausa. Agostinho e Soraya aplaudiram. – Ganhei o Prêmio Nobel de Literatura por pura sorte. Uma série de circunstâncias me levou a ele. Até uns cinco anos atrás não estava certo de que fosse escritor. Nasci em berço de ouro e nunca fui estimulado a ganhar dinheiro para minha sobrevivência. Entretanto, obedecendo a uma ordem soberana, já iniciara, na solidão do meu quarto, a jornada literária que o destino me reservou – Soraya tomou um grande sorvo de champagne. – Descobri que não poderia viver sem escrever. Seria infeliz. Mas estava situado numa colina de prazeres. Faltava entregar-me ao sacerdócio da criação literária como o objeto do sacrifício submete-se ao carrasco. Tinha de pôr minha cabeça no cepo. Um escritor classe A vive em disciplina implacável. Não faz nada que possa prejudicar as horas sagradas do ofício de escrever. É feliz naquelas horas. Trabalha com disciplina e resignadamente. É feliz assim. Seria infeliz se fosse diferente. – Parou um pouco para tomar um gole.

– Isso está me cheirando a Faulkner – disse Agostinho, que lera uma longa entrevista que Faulkner concedera aos repórteres da The Paris Review, publicada num volume intitulado Escritores em Ação, coordenado e prefaciado por Malcolm Cowley.

– Todos os escritores classe A pensam da mesma forma – disse Henrique, em tom de brincadeira e voltando ao discurso. – Somente os gênios não precisam submeter-se à disciplina, porque prescindem dela. Tudo o que fazem, no campo da sua genialidade, é intenso. Se são escritores, escrevem compulsivamente até exaurirem suas forças. Mas esses semideuses são poucos. Em segundo plano vêm os escritores classe A, que conseguem ser tão bons como os semideuses, mas com muito esforço, disciplina e trabalho. O que é trabalho para um escritor classe A é puro lazer para o semideus e tortura para o escritor medíocre. O escritor medíocre é aquele que se sente realizado com o primeiro livro que escreve, e vive da glória de ter escrito esse livro. – Agostinho os serviu de champagne. – O escritor classe A esconde-se algumas horas por dia – continuou Henrique. – Vai refugiar-se na solidão do seu esconderijo. Tem hora marcada com seu culto. É o padre que oficia a missa. Escreve com fé. Nada o abala. E tudo o que acontece ao seu redor alimenta-o para novo encontro com seu deus. – Soraya e Agostinho bateram palmas.          – Cumprida sua tarefa diária, realizado seu trabalho, se for um escritor pobre, partirá para ganhar seu sustento e o de sua família, se a tiver; se for rico, irá divertir-se. E tudo o enche de prazer. Viajar, ver peixes, frutas, amar, beber, comer, bater papo, ler, ouvir, ver as telas que ama, reler os livros que aprendeu a amar desde a infância, ouvir a música de Mozart, ver o sorriso de uma criança, emocionar-se, beber às 6 horas da tarde, ver mulheres absolutamente lindas, sentir cheiros, dormir, ouvir a chuva...

– Estou interessada na parte que fala dos políticos – disse Soraya, que era setorizada no Palácio Lauro Sodré.

– Os políticos que infestam meu país estão infeccionando, necrosando tudo onde passam a mão. Um dia, quando tentarem necrosar nervos expostos, vai espirrar carnicão. Aí será tarde para esses urubus. No meu país, os políticos são vermes expelidos para uma grande privada, onde se locupletam numa bacanal.

– Nossa, isso está ficando um discurso escatológico – disse Soraya.

– Vocês acham? – disse Henrique.

– Bem, acho que o discurso ficou um pouco pesado nessa parte – disse Agostinho.

– Acho que vou tirar a parte dos políticos... – ponderou Henrique.

– A primeira parte está boa – disse Agostinho.

– Fiquei emocionada – falou Soraya.

– Bem, ainda não pensei na parte dos agradecimentos – disse Henrique.

MARCELO LARROYED
•Exclusivo para o Jornal do Feio
  

2/27/2014



PALAVRAS                                                                                                                                                 
Elas podem emocionar ou magoar, incentivar ou humilhar, acariciar ou bater, aproximar ou afastar, levantar ou derrubar. As palavras têm poder – tanto as ditas em voz alta como as sussurradas ao pé do ouvido. Um belo discurso faz brotar lágrimas de uma pessoa considerada insensível, enquanto palavras negativas conseguem desestimular até aqueles que vivem com um sorriso no rosto. Os pensamentos, a fé e as atitudes de uma pessoa se materializam por meio de palavras. Quem deseja prosperar, por exemplo, deve primeiro buscar esse objetivo por meio da fala. Proferir frases de vitória é fundamental para conseguir visualizar um futuro com mais satisfação e felicidade. Já a boca que só confessa fracassos corre o risco de construir sozinha a derrota, letra por letra. Pense nisso!
RECONHECIMENTO                                                                                  
Você trabalha o máximo que pode, dá sempre o melhor de si e parece que ninguém vê isso. Sente como se tudo o que faz de bom em cada setor da sua vida fosse em vão. Se trabalha além do expediente, seu gestor parece não ver.  Se arruma a casa inteira no dia em que chegou mais cedo, sua esposa (ou esposo) ignora o trabalho. Até mesmo a comida que prepara, o assento que cede no ônibus, a gorjeta que deixa, tudo parece ser invisível ao mundo. A cada pequeno bom ato que você pratica e não recebe sequer um “muito obrigado”, sua vontade de fazer coisas boas diminui. Mas por quem você age corretamente? Vivemos em um mundo focado no egocentrismo. “Eu trabalho”; “Eu estudo”; “Eu me sustento”; Eu, eu, eu. Levantar os olhos para o que os outros fazem parece tomar um tempo já escasso.
RECONHECIMENTO II                                                            
 Quantos brasileiros heróis da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, você conhece? Provavelmente dirá: “Nenhum.” Mas há vários. Um deles, reconhecido apenas pelas pessoas que ele ajudou, salvou mais de mil seres humanos de morrerem em mãos nazistas. Se a falta de reconhecimento do mundo – mesmo que seja um simples “muito obrigado” – faz diferença, por que não se voltar a quem mais tem a ver com isso tudo? Se é a consideração de alguém que você quer, considere-se a si mesmo. Dar o melhor de si é sempre o caminho ideal a seguir, ainda que só você possa ver isso. Caso contrário, sempre viverá em sua mente a dúvida: “Se eu me esforçasse mais, poderia ter sido melhor?” A paz de espírito ao agir bem é – e deve ser – maior do que a vinda de qualquer elogio.
IDOSOS                                                                                                                           
Eles são a cara do Brasil do futuro. Os brasileiros com mais de 60 anos de idade já somam 24,8 milhões de indivíduos. E o envelhecimento da população deve continuar. Em 2030, nosso país será uma nação de idosos: o grupo de pessoas de 60 anos ou mais vai ultrapassar o contingente de crianças com até 14 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a proximidade do Dia Nacional do Idoso, comemorado em 27 de fevereiro, a Folha Universal mostra que se manter atualizado é a chave para envelhecer com qualidade de vida. Ter vida longa é um privilégio que também traz desafios.
IDOSOS II             
À medida que a idade avança, cabelos brancos e rugas aparecem e são acompanhados pela diminuição dos reflexos e por movimentos corporais mais lentos. Apesar das mudanças físicas, a terceira idade não significa estagnação. Pelo contrário: essa é a fase de compartilhar experiências e de adquirir novos aprendizados. Se antes muitos idosos passavam boa parte do tempo em casa, hoje eles sabem que podem continuar fazendo a diferença na sociedade mesmo depois da aposentadoria. Dar conselhos aos mais novos, ocupar postos de trabalho, fazer trabalho voluntário e decidir o futuro do País por meio do voto são apenas algumas das formas de atuação.
SEXO            
Homens fazem sexo e mulheres fazem amor. Verdade? Mentira. Quando estão casados, homem e mulher fazem sexo com amor ou pelo menos deveria ser assim. Contudo, é claro que existem diferenças na maneira de enxergar a relação para ele e para ela. E entender essas diferenças é um dos primeiros passos para alcançar a plenitude na cama. O sexo é a liga que aproxima o casal, mas ultimamente parece que essa cola tem faltado na maioria das casas. Famílias desestruturadas, casais que só brigam e lares perdidos. Tudo isso pode ter uma origem: a vida sexual do casal. A felicidade matrimonial está diretamente relacionada à vida sexual. Afinal, sexo é aquilo que somente você pode fazer com seu marido e ele com você. Conversar, sair, viajar e se divertir são atividades que podem ser feitas entre amigos e parentes. Intimidade não. Por mais que a mulher negue, é contra a natureza dela ser promíscua. E quem afirma isso é a ciência.
SEXO II
Existe um hormônio, a oxitocina, que é o responsável pelo “amor”. O homem produz, a mulher também. A diferença é em qual ocasião cada um libera esse hormônio. A mulher o faz durante a gravidez, como forma de estreitar o vínculo da mãe com o bebê que está para nascer. Mas ela também o libera depois do ato sexual. É quando ela espera que o sexo tenha sido muito mais do que uma relação física. Pense nisso! E, se você é casada, pode ter sentido que, após a relação sexual, enquanto você quer carinho e atenção, seu marido quer apenas ficar no canto dele. Isso não quer dizer que ele não a ame. A culpa é desse hormônio também. Quanto a isso, Cristina tem sua teoria: “O homem faz sexo para ficar bem e a mulher só faz sexo quando está bem”, esclarece.
MOTINHAS
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O Governo do Estado vai zerar o déficit de delegados no interior do Pará, com a entrada de quase 400 policiais civis (entre delegados, escrivães e papiloscopistas) aprovados no concurso C-169 e C-149, realizado ano passado. Dos mais de 22 mil inscritos, 397 foram aprovados, sendo 150 delegados, 135 investigadores, 96 escrivães e 20 papiloscopistas. A aula inaugural do curso de Formação Técnico Profissional de Policiais Civis do Pará foi ministrada pelo governador Simão Jatene. ••• O Ministério da Saúde anunciou a distribuição de 104 milhões de camisinhas como parte da estratégia de prevenção à aids e às demais doenças sexualmente transmissíveis (DST). A campanha, este ano, será estendida a todos os grandes eventos e festas populares do país, como o carnaval, São João e a Copa do Mundo. ••• Com o slogan “Se tem festa, festaço ou festinha, tem que ter camisinha”, a idéia da pasta é alertar para a prevenção em todos os momentos de divertimento. O público-alvo da campanha são adolescentes e adultos jovens, com idade entre 15 e 49 anos. ••• A Justiça do Rio mandou soltar, o ator Vinícius Romão de Souza, de 27 anos, preso desde a noite do dia 10 acusado de ter roubado a bolsa de uma mulher na Rua Amaro Cavalcanti, no bairro do Méier, zona norte do Rio de Janeiro. ••• O delegado incompetente Niandro Lima, da 25ª Delegacia de Polícia (Engenho Novo), responsável pela investigação, ajuizou habeas corpus em favor do ator, reconhecendo que ele não teve participação no roubo. Souza fez uma participação na novela "Lado a lado", da TV Globo. Isso é abuso de poder. ••• O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que está na hora de o País passar por outra grande mudança, equivalente à que houve com a implantação do Plano Real. "Não vou me antecipar, mas o povo sente que está na hora de mudar o rumo", afirmou o tucano a caminho do plenário do Senado, onde ocorreu solenidade em homenagem aos 20 anos do Plano Real. XX O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu que a Justiça  tome providências para acabar com as regalias recebidas por condenados na Ação Penal (AP) 470, o processo do mensalão, que estão presos em Brasília. No documento, os promotores relatam uma feijoada feita dentro de um dos presídios onde os condenados cumprem pena. ••• As irregularidades, segundo o MP, ocorreram no Centro de Internamento de Reeducação (CIR), onde está preso o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), onde o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, cumpre pena. Tem que prender esses bandidos em presídios federais. Tenho dito! ••• A partida entre Nacional-AM e Clube do Remo vai inaugurar a Arena da Amazônia, no dia 09 de março, domingo, no jogo da volta da segunda fase da Copa Verde. A confirmação veio depois de uma reunião da diretoria do Nacional, Unidade Gestora do Projeto Copa no Amazonas (UGP-Copa), Federação Amazonense de Futebol e Governo do Amazonas. Já tem remistas comprando passagens. ••• Último final de semana do mês. Amanhã tem Garapeira Ypiranga do amigo Cacheado, vamos prestigiar a Caipiroska do Heitor com a Loira Gelada, Ruiva Destilada, Morena Quente, Negra Gostosa, Bela Dalila e Poderosa Beatriz. Fui

2/23/2014

RAY CUNHA







IASMIM, MEU AMOR!

Comecei a sentir tua presença logo nos primeiros dias após tua concepção, pois Josiane, tua mãe, começou a ficar ainda mais bonita, a desabrochar como rosa grávida. Eu sentia no ar tua presença como a luz na alma; a música de Mozart nunca pulsou tão divina e o perfume da vida me extasiava. Eras tu que estavas vindo, para alegrar, para sempre, minha vida.

Logo o ventre da tua mãe começou a crescer. Eu o beijava e tu tentavas, lá do teu mundo uterino, tocar em mim. Os meses passavam e eu, agora, tinha duas namoradas. E queria também ficar juntinho do ventre da tua mãe, e líamos contos dos gênios da literatura infantil para ti. Abraçado à tua mãe, eu te sentia; e me sentia Deus. Já não criava somente personagens de ficção, mas estava prestes a ver o triunfo de uma criação perfeita.

Josiane ficou esplêndida, um santuário que eu beijava ajoelhado. Uma noite, 22 de fevereiro de 1990, o rio da tarde acabara de desaguar no Ocidente quando tu anunciaste que querias nascer. Joanira, um anjo que te acompanha desde sempre, levou tua mãe e eu ao Hospital Regional da Asa Norte, e, às 23h40, os jardins do mundo se iluminaram, pois nasceu um jasmim.

Na manhã do dia seguinte, fui te conhecer. Quando te vi, filha, senti uma emoção tão azul que vertia rubis, diante da luz, intensa, redentora, que tu emanas. Sabíamos que somos um, tua mãe, tu e eu. Pedi a Deus, meu Pai, que arrumasse a manhã para ti, a manhã da tua vida. Ele, então, me muniu de amor, luz, sabedoria, gentileza, para que eu cuidasse de ti.

E tu cresceste como um botão que abre imperceptivelmente as pétalas ao sol, como um poema cada vez mais azul. Eu lia histórias para ti, até um dia que tu mesma começaste a ler, e não paraste mais. O riso da tua infância, que guardo no relicário do meu coração, é minha perene alegria.

Todos os anos eu te dou o mesmo presente, que sou eu. Pertenço à tua mãe, de quem tu fazes parte, e sou teu também, porque és parte de mim, por isso te dou meu coração, que é o que me resta, pois nas histórias que te contei já te dei o mundo, e todos os jardins, e todas as rosas, e os girassóis de Van Gogh, e todo o perfume, e a música de Mozart.

Tu és meu exército; basta evocar teu riso. Quando nasceste, ganhei asas, e minha mente quebrou todos os grilhões que me acorrentavam ao átomo, e o mundo rebentou em jardins se derramando no espaço sideral. Tu és forte como os olhos dos bebês felizes, como pétalas ao sol, como o amor, porque nada temes.

Assim que te vi recém-nascida, dei-te para sempre a firmeza das minhas mãos, a fortaleza dos meus músculos e pedras preciosas que escavo na minha alma. Ouço, desde então, a música de Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven, e sinto o cheiro do mar, mesmo em Brasília.

Tua beleza, suprema, que vai muito além do teu sorriso, nasceu da minha conjunção com a mulher amada, em explosões lá para os lados do Grande Atrator. Nasceste sob o signo do amor, no Lar do Progredir Infinito. Meu Pai me tocou com Seu hálito, e então criei a flor definitiva, como o azul, que, de tão intenso, esparge quantum em tal plenitude que nos permite ver Deus.

Desde que nasceste, flutuo num voo perene, ao lado dos condores, dos Boeing, dos foguetes que partem de Cabo Canaveral, na Flórida, e de Kourou, na colônia francesa da Guiana. Quando menino voava nos Douglas DC-3, conduzidos, com segurança, em terra, por meu pai, teu avô, no Aeroporto Internacional de Macapá, e nunca mais parei, principalmente agora, que me dás o combustível para eu cavalgar a luz.

Tua é minha fé, que é muito, muito mais forte do que titânio e angelical como leão alado. Teu é o meu coração, e tua a minha vida, e tu serás sempre o meu bebê, e eu, um ser híbrido de anjo e leão, empunho uma espada de luz, para garantir que teu caminho esteja prenhe de manhãs, jardins e sol.










Teu!