2/09/2018

RAY CUNHA


Sempre me perco em ti, e sempre de propósito



 
A Seringueira que intercepta o muro do Colégio
Amapaense, na Rua Eliezer Levy, é personagem no meu
romance A CASA AMARELA, que será publicado em
reve na Amazon.com e no Clube de Autores
 

A
s cidades são como as mulheres. De manhã, douram-se ao sol, como as rosas, e, à tarde, se transformam em um rio azul. À noite, se perdem na luz. Da mesma forma que as mulheres, nas cidades latejam segredos, só desvendados pelos que sabem mergulhar no abismo da primavera. Quanto mais as amamos, mais belas ficam, e mais misteriosas. E, como as mulheres, nunca são nossas. Não podemos ser donos de uma cidade, da mesma forma que é impossível nos apossarmos de uma mulher, porque as mulheres serão sempre livres e misteriosas. A cada partida, fica implícito o encontro marcado, e as chegadas são regadas de risos, de luz, e perdão.
Amo várias cidades, e elas se entregam a mim sem reservas. Belém tem feitiço de rosas colombianas sangrando no azul do mar, deixando um rastro de Chanel 5, gim e perfume de mulher absorta ao toucador. Manaus evoca o cheiro de mulher, tão intenso que causa vertigem, a ponto de sentirmos os movimentos da Terra no espaço, como música de Mozart. O Rio de Janeiro tem o poder de me fazer voar, cavalgando besouros furta-cores num mar transparente sem fim. Há, ainda, outras cidades, a quem eu seduzo como o garanhão faz a corte à sua próxima vítima, com paciência, concentração total e, sobretudo, fé. Percorro as cidades com amor. Assim é com Macapá.
Os tucujus a habitavam quando Carlos V de Espanha a chamou, em 1544, de Adelantado de Nueva Andaluzia e a deu ao navegador Francisco de Orellana. Em 1738, foi instalado, no cruzamento da Linha Imaginária do Equador com o rio Amazonas, um destacamento militar, na antiga Praça São Sebastião, atual Veiga Cabral. Em 4 de fevereiro de 1758, o capitão-general do Estado do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, fundou a Vila de São José de Macapá, que se debruça sobre o maior rio do mundo, não muito distante do Atlântico. Na maré alta, o gigante avança sobre a cidade, entre o açoite do vento e o muro de arrimo, onde estaca, recua e arremete com mais ímpeto. Em meio à agitação, o Trapiche Eliezer Levy emerge, indiferente.

A melhor maneira de descobrir Macapá é atravessando de barco o estuário do rio Amazonas. Quem sai do arquipélago do Marajó e mergulha no maior rio do mundo, em direção à Linha Imaginária do Equador, avista, de repente, a cidade, que surge como cunhantã se banhando no rio, o vestido molhado, colado ao corpo, os cabelos espargindo água, e, nos olhos, o mistério. É assim que gosto de pensar a cidade, e sentir seu cheiro tórrido de jasmim nas noites mornas.
Sou teu, Macapá, porque tu me pariste às 5 horas do dia 7 de agosto de 1954, no Hospital Geral, e de lá fui para a Casa Amarela, ao lado do Colégio Amapaense, na Avenida Iracema Carvão Nunes com a Rua Eliezer Levy, ao lado da Mata do Rocha, e lá passei 11 anos da minha infância. Restou a Seringueira, que meu pai plantou, e que foi salva de ser decepada – porque se recusou a sair do caminho do muro do Colégio Amapaense – pelo agrônomo Luiz Façanha, que se abraçou ao seu tronco num gesto de amor. Meu pai, João Raimundo Cunha, semeou a Seringueira, em 1952, ano do nascimento do meu irmão, o pintor genial Olivar Cunha. Macapá, para mim, é isso, e é tanta coisa.
Macapá é como a mulher que desejamos por muito tempo e que inesperadamente está diante de nós, nua, mas só acredito que estou nela quando a cidade me engole. Entro no santuário despido de todas as feridas, e mergulho num mundo prenhe de jasmineiros que choram nas noites tórridas, merengue, mulheres que recendem a maresia, o embalar de uma rede no rio da tarde, tacacá, Cerpinha, e lhe oferto rosas, pedras preciosas, luz, toda a minha riqueza. É nesse mergulho que sempre me perco em ti, e sempre de propósito, numa vertigem da qual só me recupero em Brasília, dias depois.
As viagens que fazemos no coração são vertiginosas demais. A casa da minha infância, cada palavra que garimpei em madrugadas eternas, cada gota de álcool com que encharquei meus nervos, cada mulher que amei nos meus trêmulos primeiros versos, cada busca do éter nas noites alagadas de aguardente, o jardim da casa da Leila, no Igarapé das Mulheres, o Elesbão, a casa da Myrta Graciete, a casa do poeta Isnard Brandão Lima Filho, na Rua Mário Cruz, o Macapá Hotel, o Trapiche Eliezer Levy, pulsam para sempre no meu coração, que enterrei na Rua Iracema Carvão Nunes.




♦♦♦ RAY CUNHA – Escritor e Jornalista baseado em Brasília-DF, Brasil, é o mais antigo colunista do Jornal do Feio








2/02/2018


PEDRO CASTRO – o icoaraciense

 
 

Aluno da Escola Estadual Teodora Bentes, de Icoaraci, distrito de Belém, Pedro Castro, 17 anos, filho de um técnico em eletrônica e de uma dona de casa, foi aprovado no vestibular para Engenharia Biomédica na Universidade Federal do Pará (UFPA), no e Engenharia Florestal na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e no de Biomedicina na Universidade do Estado do Pará (UEPA). 

Sem fazer cursinho e sem biblioteca na sua escola, Pedro contou com a ajuda dos professores para tirar dúvidas e frequentou os aulões promovidos pela diretora Tereza Parente aos sábados, e aulas extras de redação (ele obteve 940 na prova de Redação do Enem).

 

Pedro é um exemplo fantástico de superação.

Que seu exemplo inspire milhares de outros!

 

♦♦♦ Orgulho para a gente icoaraciense.
       Em nome dessa gente, obrigado Franssinete Florenzano.
       Ah, um detalhe: na terra de Antônio Tavernard     
       só dá gênio!


 

2/01/2018

RAY CUNHA


Conheça o Brasil em 27 livros de ficção; o Amapá, pelo romance A CASA AMARELA
 
 
 
 BRASÍLIA, 31 DE JANEIRO DE 2018 – O romance A CASA AMARELA terá nova edição, pela Amazom.com e pelo Clube de Autores. Lançado em 2004, pela Cejup, de Belém/PA, as tiragens que a editora colocou no mercado estão esgotadas. A história – que tem início com o golpe militar de 31 de março de 1964, início da Ditadura dos Generais, que durou até 1985 – é ambientada na Macapá dos anos 1960. Subjacente à cidade e aos acontecimentos, o Trópico Úmido permeia, latente, toda a história.
A Fortaleza de São José de Macapá, o maior ícone dos amapaenses, é palco da tragédia que fornece o argumento do romance: a tortura e morte do presidente do Grêmio Literário Rui Barbosa, acusado de ser comunista. Ao fundo, a cidade ribeirinha, seccionada pela Linha Imaginária do Equador, afoga-se na margem esquerda do estuário do rio Amazonas, quando o gigante se avoluma para lançar no Atlântico 180 mil metros cúbicos de água por segundo, 16% da água doce despejada nos oceanos do mundo; em maio, sobe para 260 mil metros cúbicos por segundo, e, em novembro, cai para 100 mil metros cúbicos por segundo.
Os Picanço Cardoso vivem na Casa Amarela, em torno da qual há um jardim prenhe de rosas e zínias, e onde predominam uma seringueira, uma mangueira e um cajueiro, cercados pelo muro do Colégio Amapaense. A casa e as árvores têm sentimentos humanos e o Quartinho é frequentado também por mortos, como Ernest Hemingway, ou Antoine de Saint-Exupéry.
Os bailes reunindo a juventude dourada macapaense, no clube conhecido como Piscina Territorial, a bela esposa infiel de um milionário, lutas de boxe, o aterrorizante Velho Rocha, o apolínio Alexandre Cardoso e o trágico Alexandre filho, o prostíbulo Suerda, o campeão onanista Pentelho de Vaca, o Colégio Amapaense, são personagens que compõe uma espécie de concerto com três movimentos, no qual se destaca A Casa Amarela.
 “Para quem acredita na máxima de que os livros nos fazem viajar, nada como aproveitar a literatura para conhecer o país. O UOL selecionou 27 livros que mostram características locais dos diferentes Estados brasileiros e do Distrito Federal” – recomenda o site, citando A CASA AMARELA como o livro de ficção que melhor retrata aquilo que podemos entender como a alma da capital do estado do Amapá, situado no setentrião brasileiro, a Amazônia atlântica, e caribenha.

 


* RAY CUNHA é autor também dos romances:
FOGO NO CORAÇÃO
HIENA
A CONFRARIA CABANAGEM

E dos livros de contos:

A CAÇA



♦♦♦ RAY CUNHA – Escritor e Jornalista baseado em Brasília-DF, Brasil, é o mais antigo colunista do Jornal do Feio
 

1/24/2018

CRÔNICA de SAMPA



LIBERDADE


S

ampa é uma das cidades brasileiras que mais recebem turistas tanto do Brasil como do exterior. É destaque pela diversidade de parques, shoppings, museus, cinemas, teatros, shows e principalmente restaurantes, aqui tem culinária dos outros estados e de diversos países.
Já citei anteriormente aqui que aos domingos gostamos de passear na região da Paulista; neste fim de semana passado pra variar um pouco, fomos almoçar e curtir o bairro da Liberdade. 
Como é de conhecimento de todos, este bairro é um pedaço do oriente, principalmente de japoneses, que desde que eu me entendo por gente, predominam nesta região.
Logo em frente ao metrô uma feirinha com diversas barracas de comidas típicas e produtos, predominantemente  orientais. Depois de perambular pelas barracas, e comprar algumas lembrancinhas, fomos almoçar em um belo restaurante de comidas típicas japonesas. 
Além da Liberdade, andamos pela Rua da Gloria; passamos por cima do Viaduto Glicério; chegando próximo da São Joaquim, tomamos um suco de frutas naturais... pra variar encontramos um artista de rua tocando um violino, entramos em mais de uma loja típica de região, retornando pra casa ao cair da tarde.
O ideal, e o mais interessante é sempre fazermos passeios a pé. Além de praticarmos exercícios, atentamos para detalhes que normalmente passam despercebidos, quando passamos de carro ou mesmo em transportes coletivos. Deixamos o carro na estação Conceição - a mais próxima de casa - e fomos de metrô, que é bem mais tranquilo e econômico.
É muito bom andar pela cidade de São Paulo! 
 
Saudações Tricolores! Bora fazer a final da Copinha de Futebol no dia do aniversário de São Paulo nesta quinta-feira/25, contra o Flamengo. 
Vamos São Paulo! Vamos ser campeões!
Um abraço para os meus leitores de Belém... que são muitos... principalmente os remistas.
 
 
Liberdade, Existe coisa melhor?
 
 
Quando vier a São Paulo, visite a Liberdade
 
♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦
 
Ricardo Uchôa Rodrigues 
  

1/19/2018

FENAJ





 A violência contra jornalistas diminuiu em 2017, em comparação com 2016. Foram registrados 99 casos de agressões contra a categoria, 38,51% a menos do que em 2016, quando houve 161 agressões. A FENAJ apresenta seu relatório anual amanhã, dia 18, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro


Campanha Salarial de RTV: SJSP
apresenta contraproposta dos jornalistas
 
    
Após realizar diversas assembleias em todo o Estado, com a participação de cerca de 150 jornalistas que fecharam a contraproposta, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) se reuniu com as empresas na última terça-feira (16) para avançar no fechamento da negociação da Campanha Salarial Rádio e TV 2017-2018.
De forma majoritária e consensual, os jornalistas aprovaram o reajuste salarial de 3% com correção das alíquotas da PLR em 5%, garantia de direitos já presentes na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a inclusão de pontos que preservam as relações de trabalho diante da reforma trabalhista.
Entre os pontos prioritários, a categoria reivindica a manutenção do quinquênio, que corresponde ao acréscimo de 3% do salário a cada cinco anos no mesmo emprego; a estabilidade pré-aposentadoria; o direito do trabalhador regular suas férias sem fracionamento; e a estabilidade de um mês para mulher que retorna da licença-maternidade. Além disso, jornalistas são contra a instituição da terceirização indiscriminada, do trabalho intermitente e querem manter a assistência do Sindicato em caso de demissão, entre outras reivindicações.
O SJSP vai enviar a nova contraproposta oficialmente até amanhã (17) e aguarda posicionamento das empresas para continuar a negociação e estender a validade da CCT vigente, que vence na próxima sexta-feira (19).
O Sindicato propôs que a CCT seja estendida até 28 de fevereiro e concordou com a manutenção do calendário de reunião semanal de negociação, dispondo-se a negociar duas ou três vezes por semana caso seja necessário.
O Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) deve se posicionar até quinta-feira (18) sobre a validade do acordo e o prosseguimento da negociação.

*Com informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo

Foto: Cadu Bazilevski

 Sindicato do Município do Rio entrega pauta de
reivindicações e patrões de de Rádio e TV
 promete o inicio das negociações este mês
 
Após a entrega da pauta de reivindicações, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, em dezembro passado, o presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Município do Rio de Janeiro (SERTERJ), Fernando Gimenez, assinou o Termo de Garantia da Data-Base dos trabalhadores desse segmento, estabelecida em 1° de fevereiro de 2018. A primeira rodada de negociação está marcada para esta quinta-feira, 18 de janeiro. Na agenda, mais duas reuniões estão marcadas para os dias 25 de janeiro e 1° de fevereiro 2018.
A data-base é o período que marca o momento em que os trabalhadores buscam o reajuste salarial anual, aumentos reais da remuneração, a manutenção de benefícios (por exemplo, o vale-refeição) e a obtenção de outros tantos, como plano de saúde etc.
Na Pauta de Reivindicações, aprovada na assembleia dos trabalhadores, no final do ano passado, o reajuste dos salários dos empregados em empresas de rádio/TV e jornais/revistas deverá ser de 100% da inflação medida pelo INPC acumulada no período de fevereiro de 2017 a janeiro de 2018. Os salários deverão, também, ser reajustados em 6,5% a título de aumento real. Os trabalhadores reivindicam, ainda, que o valor mínimo para a jornada de 5 horas diárias seja estabelecido no valor de R$ 3.600,00, a partir de 1° de fevereiro, data-base dos jornalistas do município do Rio de Janeiro.

*Com informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

Sindjorn faz campanha em apoio aos servidores públicos do governo e prefeituras municipais com salários atrasados
 
O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte vem se manifestando a favor dos servidores públicos do Governo do Estado e das prefeituras municipais que passam dificuldades porque os salários estão atrasados. Esta semana, a diretoria do SINDJORN recebeu as entidades representativas de categorias de segurança pública do Estado. Os diretores declararam apoio à causa dos Policiais Militares, Bombeiros e Policia Civil do RN, como também aos demais funcionários públicos que passam pela mesma situação de atraso nos vencimentos.
 
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte se solidarizam com os servidores do Governo do Estado e Prefeituras Municipais que passam por diversas dificuldades, inclusive alimentar, devido ao atraso no recebimento dos vencimentos a que tem direito. “A falta de infraestrutura nos diversos órgãos do Governo do Estado como Saúde, Educação e principalmente na Segurança Pública, nos faz refletir e chama a sociedade a participar desse processo de transformação na melhoria de todas as instâncias oferecidas à comunidade Potiguar”, diz o documento.
O SINDJORN reafirma a luta por uma sociedade justa, plural e democrática, que só com a dignidade ao trabalhador sendo respeitada em todas suas instâncias, seja salarial, material de trabalho e condições de exercer a sua função, poderá ser alcançada.
* Com informações do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte
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Sindicato do Ceará retoma visitas aos locais de trabalho, com foco nas TVs e assessorias
O Ano Novo começou com muito trabalho para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce). Após fechar duas convenções coletivas de mídia impressa, no fim de 2017, e uma convenção de mídia eletrônica (ainda em outubro), os diretores reiniciaram, este mês, as visitas aos locais de trabalho, com destaque para as assessorias de imprensa e emissoras de televisão.
Além de levar a Cartilha do Jornalista, o Manual de Cobertura de Conflitos, o folder da campanha de sindicalização e panfletos de alguns dos atuais convênios disponíveis aos associados, os dirigentes sindicais estão entregando aos colegas um moleskine de bolso. O “mimo” tem agradado os jornalistas e estagiários das redações. Já foram distribuídos no Grupo O Povo (incluindo a Rádio O Povo CBN), TV Ceará e TV Cidade.
Entre as assessorias, as visitas começaram pelo Paço Municipal e Secretaria de Cultura de Fortaleza (SecultFor). “Nosso objetivo é dialogar com os colegas, ouvir sugestões e esclarecer sobre os direitos dos jornalistas”, afirma a presidente do Sindjorce, Samira de Castro.
Em breve, o Sindjorce retoma seu calendário de cursos e formações complementares, além de rodas de conversa e outros momentos de integração com a categoria. “2018 marca os 65 anos do Sindicato e estamos preparando uma programação com atividades diversificadas”, acrescenta o secretário-geral, Rafael Mesquita.
*Com informações do Sindicato dos Jornalistas do Ceará
 Trabalhadores transformarão Porto Alegre
na capital da democracia dia 24 de janeiro
 Em reunião da Executiva da CUT-RS, realizada na quarta-feira (10), na sede da entidade, ficou evidenciada a disposição dos movimentos sindical e social de transformar Porto Alegre na capital da defesa da democracia e dos direitos entre os dias 22 e 24 de janeiro. Segundo relatos das representações de diversas categorias presentes ao encontro, estão sendo organizados comitês, grupos de trabalho, blocos de resistência e outras iniciativas, em diferentes regiões do RS, com o objetivo de promoverem ações em defesa da democracia e do direito do ex-presidente Lula concorrer à presidência da República na eleição de 2018. Muitos grupos devem estar em Porto Alegre para participar da vigília, que inicia no dia 23 e se estenderá até o final do julgamento, marcado para o dia 24, a partir das 8h30.
O julgamento acontecerá no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em frente ao Parque da Harmonia. Nesta data acontece o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no processo referente ao caso do tríplex do Guarujá (SP), a partir de decisão do juiz Sérgio Moro, de primeira instância que o condenou sem provas porque não tem o crime.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, destacou a importância da participação e a responsabilidade de cada um no que definiu como um momento histórico. “Os olhos do mundo estarão em Porto Alegre e será um momento importante para desmascarar setores do judiciário e da mídia que atuam como verdadeiros militantes políticos a serviço dos tucanos e do capital, com o claro objetivo de dar continuidade ao golpe implantado no Brasil para atacar e retirar direitos trabalhistas, fazer a reforma da previdência e retroceder nos programas sociais que estavam fazendo a diferença para milhões de brasileiros”, pontuou ele. Segundo Claudir, a organização tem sido no sentido de realizar mobilizações pacíficas, dentro do direito legítimo de se manifestar livremente, previsto na Constituição.
Panfletagem em todo o Estado
A extensa agenda de atividades inclui importantes ações preparatórias para os dias 22, 23 e 24 de janeiro. Desde a segunda-feira (8), por exemplo, iniciou um calendário de panfleteações de material da CUT-RS em diversas cidades do Estado, esclarecendo sobre o processo contra Lula e a sua relação com as reformas do Temer, entre elas a da previdência, prevista para ser votada dia 19 de fevereiro. O material está sendo distribuído nas portas das fábricas e outros locais públicos, como estações de trens, pontos de ônibus e espaços de grande circulação de pessoas.
Movimentos sociais e organizações comunitárias também estão se organizando, a partir de plenárias em bairros, para realizarem atividades nestes dias, especialmente no dia 24, marcando a data como um dia de defesa da democracia e do direito do povo escolher seus representantes, a partir da lógica de que eleição sem Lula é fraude, já que não há provas para a condenação do ex-presidente. Para o presidente da CUT-RS, a iniciativa demonstra o envolvimento da população no processo e evidencia que o povo está acordando para o golpe e para as manobras que têm sido articuladas para condenar o ex-presidente Lula.
‘Vakinha’ solidária
Outro ponto tratado na reunião foi a necessidade de solidariedade entre os trabalhadores, para possibilitar a participação de todos os setores nas atividades. Além de iniciativas como organização de comitês e de caravanas, foi reiterada a importância da participação na vakinha virtual, da Frente Brasil Popular, com objetivo de arrecadar recursos para dar estrutura às manifestações. As doações podem ser feitas no link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/em-defesa-da-democracia-e-de-lula-ser-candidato-fbp-rs
*Com informações da CUT-RS do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

1/17/2018

MELHORIAS



O Sindicato dos Jornalistas no Pará (SINJOR-PA) já está de portas abertas para receber você.
Venha visitar nossa nova sede, no Edifício Vitta Office – Sala 1905. Av. Rômulo Maiorana, 700, entre Humaitá e Chaco.

Um cafezinho o espera.
 * * * * *

 

SulAmérica Seguros


Em tempo: a direção do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (SINJOR/PA) assinou acordo com a empresa SulAmérica Seguros, que vai oferecer aos associados plano de saúde com vantagens exclusivas, negociadas entre o sindicato e a empresa.

 O plano vai proporcionar aos associados a uma rede de cobertura nacional, que conta com mais de 22.000 referenciados, entres eles, mais de 16.000 clínicas e consultórios e 2.700 centros diagnósticos, além de 1.400 hospitais.

Dessa relação fazem parte, na rede referenciada em Belém; os hospitais Adventista de Belém, Saúde da Mulher, Beneficente Portuguesa, Laboratórios Amaral Costa, Paulo Azevedo, entre outros. Em São Paulo; alguns dos principais hospitais do Estado fazem parte da rede, entre eles o Sírio Libanês, Albert Einstein, Instituto do Coração, São Luiz Morumbi, Unidade Avançada Einstein Perdizes e Samaritano.

1/15/2018

ANIVERSÁRIO






 
 
Parabéns, CAÍTO
 

  
É-me sumamente grato e prazeroso registrar o aniversário de um grande amigo
CAIO JÚLIO LANHOSO MARTINS,
ou simplesmente Caíto - um paulista que se encantou por uma paraense, a Angela, e ficou por aqui mesmo justificando o adágio quem vai ao Pará, parou; tomou açaí: ficou, namorou, casou.
Caíto foi um dos melhores diretores que eu tive nos meus 33  anos de Comus/PMB;
Pena que demorou pouco tempo.
Ao amigo envio um grande abraço, acompanhado dos votos  de parabéns, felicidades e longa vida.