4/04/2016

JUSTIÇA


Memória com Cláudio Barradas



Aos 86 anos, o padre, filósofo, teatrólogo e ator Cláudio Barradas é o convidado do projeto “Roda de Memória”, do Museu do Estado do Pará, na quinta-feira, 7, às 18:30h, na Sala das Artes do MEP. Um dos fundadores da Escola de Teatro da UFPA, por quase duas décadas ele abandonou os palcos de Belém para se dedicar ao sacerdócio. Em 2009, prestes a completar 80 anos, protagonizou o espetáculo “Abraço”, ao lado da atriz Zê Charone, dirigido pelo teatrólogo Edyr Augusto Proença. Participou também de “Sem dizer Adeus”, em 2011, peça que narrou a história de amor do ex-governador Magalhães Barata com a segunda mulher, Dalila Ohana. 

Vigário Episcopal da Região Santa Cruz e pároco da Paróquia Jesus Ressuscitado, padre Cláudio Barradas usa o teatro para evangelizar no bairro da Marambaia. É revisor no Jornal Voz de Nazaré, já atuou como jornalista, rádio-ator e diretor de casting de novelas na Rádio Clube na década de 50 e trabalhou como ator e realizador de tele-teatro na extinta TV Marajoara, no início dos anos 60. Atuou nos quatro filmes dirigidos pelo célebre diretor parauara Líbero Luxardo: Um dia qualquer (1965); Marajó, barreira do mar (1967); Um diamante e cinco balas (1968); e Brutos Inocentes (1974). 

O Teatro Universitário da UFPA leva seu nome. No mesmo local funciona a Escola de Teatro e Dança, espaço aberto aos  grupos artísticos, com capacidade para 260 espectadores sentados.

Transcrito do Blog Fransssinete Florenzano

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N. do R. – Há quase 16 anos fiz uma reportagem, de página inteira com o nosso Cláudio de Souza de Barradas, para o Nosso Jornal – jornal que circulou em Belém, dirigido pelo confrade Salomão Macedo. Na época Cláudio Barradas, recém ordenado sacerdote, era o titular da Paróquia de Santa Izabel de Portugal, de Santa Izabel do Pará.
Anos antes, em 1960, Cláudio Barradas, que coordenava o Serviço de Teatro do SESI - Serviço Social da Indústria, dirigiu – a mim e o meu pessoal da Associação Teares Escola Santa Cruz, que funcionava na Paróquia do nosso nome Março - na peça Cristo Total, da Irmã Benedita Idefelt (Ordem da Santa Cruz Feminina), que levou em duas exibições no Estádio Francisco Vasques, da Tuna Luso Brasileira, mais de 100 mil pessoas.
Ninguém se lembra mais desse espetáculo que marcou época e foi citado em vários jornais do país e do exterior.
A Rádio Guajará, de Lopo de Castro então dirigida pelo jornalista Linomar Bahia, transmitiu parte da primeira exibição do Cristo Total.

Que bom: Cláudio Barradas está sendo lembrado.


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