8/09/2017

CRÔNICA DE SAMPA


CAMPINHOS


  
N
o fim dos anos 50, aquí em Sampa, existiam muitos campos oficiais de futebol, particularmente no bairro onde morava no Planalto Paulista. No começo dos anos 60, começaram a ser desativados, na Av. Indianópolis no campo do Engefusa fizeram o prédio do  Colégio Alberto Levy; no Territorial fizeram um supermercado, e do Palmeirinha e Flamenguinho, construções diversas.
A solução foi construir campinhos. Nós mesmos capinávamos os matos dos terrenos vazios; colocávamos traves e jogávamos futebol no terrão.
Foram formados times de rua. Na Guainumbis tinha o nosso time; na Aratãs o time do Marcílio; na Moací, o do Vandinho; na Iraí, o d
o Rafael e outros mais.
Jogávamos contra, muitas vezes, valendo flâmulas ou uma pequena taça. Havia até uma certa rivalidade entre as turmas, mas depois do jogo, todos voltavam a ser bons amigos.
O tempo passou, e muitos desses meninos sumiram do mapa. Agora, cerca de quatro  anos atrás fizemos uma página no Facebook, https://www.facebook.com/groups/364018270335219/ e criamos um site www.confrariadosboleiros.com.br, hoje com de 2184 confrades, para reunir o pessoal antigo da várzea.
Cada jogo nosso, pelo menos um dos confrades encontra um amigo que não via a muitos anos. Eu, particularmente, domingo passado encontrei o amigo Marcílio, menino bom de bola que era o responsável pelo time da Aratãs, que eu não o via a quase 50 anos. 
Foi emocionante, relembramos dos velhos tempos, inclusive além do futebol, a gente ia aos sábados em uma reunião de jovens na Igreja do Nazareno no nosso bairro onde, além de orarmos er lermos a bíblia, tínhamos momentos de descontração onde  jogávamos tênis de mesa, - para nós ping pong - e outras brincadeiras de salão. 
Hoje o Marcílio mora em Peruíbe; e só nos encontramos porque semana passada,  eles vieram jogar contra nós, só jogadores acima de 60 anos, e ele foi convidado e aceitou jogar pelo time da Confraria.
É muito bom ter amigos, melhor ainda é encontrá-los e jogar conversa fora, acho que não existe terapia melhor.
Ah, sim, o Remo vem aqui jogar com o Oeste, no Baruerí
Vou torcer, uma vez o oponente do leão azul paraense está invicto.

Segue o jogo!


Eu e o Marcílio


Confraria dos Boleiros

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Ricardo Uchôa Rodrigues     
          

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