9/08/2017

CRÔNICA DE SAMPA





 
ANOS 60!
 
 
 

 

Neste ano, pelo menos aqui em Sampa, os anos dourados estão sendo bem lembrados. Está em cartaz por aqui a peça "60! Década de Arromba", no Teatro Net e estreou nos cinemas o filme "Jovem aos 50" - A história de meio século da Jovem Guarda.

Semana passada eu tive a oportunidade de assistir a peça, muito bem produzida, era pra ficar em cartaz 3 meses e já está a dez. São bons cantores, ótimos atores, que prende a atenção do público, inclusive interagindo com eles. Fatos que marcaram a época no Brasil e no mundo.

O ponto alto da peça é a apresentação da Wanderléa, que interpreta ela mesmo, cantando, dançando e fazendo o público ir ao delírio. É impressionante ver uma cantora já com os seus 70 anos, bem lúcida e atuante. Parabéns a Ternurinha pela sua boa performance.

O jogo de imagens se misturando com os artistas, as músicas, os fatos da época, são passados de maneira que prende a atenção da platéia, fazendo a gente voltar no tempo, para quem viveu essa época, não tem como não se emocionar. No começo é feito uma introdução referente a chegada do rádio em 1922, e o inicio dos anos 50, com a chegada da televisão no Brasil,  até os anos 60 que encantaram toda uma geração. 

Passando por Dalva de Oliveira, Cauby, Elvis, Beatles, Edit Piaf até a turma da Bossa nova e Jovem guarda. Foram muitas emoções, bicho! Eu recomendo! Estão pensando em fazer outros espetáculos com as décadas de 70/80/90, Vamos aguardar!

O filme " Jovem aos 50" já é mais voltado a Jovem Guarda, com depoimentos de vários cantores que participaram deste movimento, para substituir o fim da transmissão dos jogos de futebol pela TV Record,  criaram um programa musical direcionados aos jovens da época, a princípio iria ser provisório, mas devida a grande aceitação do público, tornou-se uma febre e um sucesso estrondoso. 

O trio formado pelo Roberto, Erasmo e Wanderléa apresentavam o programa e trouxeram convidados que estavam despontando e o sucesso foi total.Eu lembro que as 16 horas de domingo, as ruas ficavam desertas, todos de olho na telinha para assistir aquela moçada que fazia o público ir ao delírio, tocando rock e baladas que envolviam a todos no palco e os que estavam assistindo pela telinha. 

Este movimento deixou muita saudade, como diz o rei em uma das suas canções " Velhos tempos, belos dias! Realmente foi uma " Brasa mora! ". Fui!

 
           

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Ricardo Uchôa Rodrigues   
 

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