9/28/2017

CRÔNICA DE SAMPA


Parar ou não



E 

u acho que quem acompanha algumas crônicas minhas, percebeu que eu sou apaixonado por música e futebol. Ao longo dos meus 66 anos de idade, ainda tento bater uma bolinha com os amigos. Atualmente jogo pela Confraria dos boleiros, que foi formada a quase cinco anos atrás, hoje com quase 1200 confrades. 

A nossa arena hoje é no CDC da Vila Guarany, e jogamos lá nos sábados, eventualmente marcamos jogo contra no campo dos adversários. Apesar do alto número de confrades, está sendo difícil montar um time de sessentões, então jogamos normalmente contra os cinqüenta acima. 

Eu tinha prometido a mim mesmo que só jogaria nos rachões, pois devido à minha idade, está difícil corre atrás de um jogador de cinqüenta anos, e o risco de jogar contra e ter uma contusão mais grave.

No dia 19 de março deste ano, fui participar dos jogos de integração dos funcionários da CEF; foi feito um quadrangular com times de jogadores acima de 50 anos. Ficamos invictos, mas não ganhamos o campeonato; perdemos por saldo de gols, mesmo assim ganhamos medalhas de prata.

Graças a uma botinada, essa medalha me custou 14 dias internado no hospital, tomando antibióticos, uma cirurgia, mais três procedimentos. Agradeço a Deus, família, principalmente a Dona Fátima, e a força dos amigos. 

Fiquei quase seis meses fora dos gramados, retornei agora sábado retrasado. Na sexta anterior passei no meu cirurgião, estava tudo bem, entrei no segundo tempo joguei 35 m, ganhamos o jogo, fiz um gol e dei o passe para outro. Não senti nada na perna operada, mas como nem tudo são flores; disputei uma bola com o zagueiro no alto, e só na segunda fiz uma tomografia e foi constatado uma fratura alinhada no oitavo costal direito, - mais conhecido como "costela quebrada".

PQP! Que fase! 

Hoje 27 de setembro faz dez dias do ocorrido e ainda sinto muitas dores, mas ainda estou na dúvida se paro ou não. Sabe aquela máxima que diz que o artista quer morrer no palco? Eu não quero morrer em um campo de futebol, mas também não quero morrer jogando dominó na praça!...

Continuo trabalhando, procurando levar uma vida normal. Vamos ver como vai ser a minha recuperação.Espero que seja breve com a graça de Deus. Só o tempo dirá.

Segue o jogo! 

Saudações Tricolores!
 
 

 

PS – Meus cumprimentos ao Pedagogo Luís Eduardo Moreira Feio, meu sobrinho carioca, filho do meu irmão Aldemyr, pelo transcurso do seu aniversário, com votos de felicidades e longa vida.

 

 
 
Olha eu aí! No intervalhio do jogo
 
 
 Dois craques: eu o meu filho
 
Esse é o time!
 
 
 
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Ricardo Uchôa Rodrigues     
          
 

 
 

Um comentário:

Turcão disse...

Meu grande amigo Ricardo Uchôa, como diz a Valéria e dizia outros amigos, sou fanático por jogar futebol, bater na bola, dar um passe certeiro para um colega fazer o Gol. Antigamente fazia gols tbem, com a idade se tornaram raros, mas os passes certeiros continuam fazendo a diferença. Não marco mais como marcava antigamente. Não sou craque como eram meus irmãos, Cláudio, Toninho e Roberto, mas aprendi um pouquinho com eles, e me sinto satisfeito pelos elogios recebidos de quem entende de futebol, até os 50 fazia a diferença dentro de campo, superava a técnica pela raça, e o adversário tinha que ser bem superior para ganhar um jogo, realmente me doava em campo, nunca fui maldoso dando pontapé no adversário. Agradeço a Deus e a Jesus Cristo pela minha recuperação, o meu menisco estava lesionado e ele está me ajudando e eu me sinto muito bem novamente, e vou correndo até quando ele quiser. Voce voltará com certeza, tenha fé meu amigo. E vamo para o próximo. Jorginho.