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TV Cultura do Pará
firma parceria inédita com TV Cultura de São Paulo
A partir desta segunda-feira/17, a TV
Cultura do Pará começa a exibir a programação da TV Cultura de São Paulo,
reconhecida como o segundo canal de maior qualidade do mundo. A parceria
será celebrada por meio de um Termo de Cooperação Cultural, que permitirá,
ainda, o intercâmbio entre os profissionais das duas emissoras e a
digitalização do acervo da emissora paraense.
Para a presidente da Cultura Rede de Comunicação,
Adelaide Oliveira, oficializar a parceria entre as duas emissoras de
TV abre novas possibilidades. “Teremos maior integração entre
os profissionais e vamos disponibilizar um conteúdo que é
referência em qualidade para emissoras públicas do mundo todo.
Pelo menos duas gerações de brasileiros
conheceram o potencial das TVs públicas através do conteúdo da TV
Cultura de SP. Agora, esse conteúdo se alinha com o que é produzido no
Pará. Ou seja, mais informação, mais diversidade de opiniões e cultura
disponível para os paraenses”, diz ela.
Segundo Fábio Borba, coordenador de projetos da
Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura de São Paulo e
ainda Univesp TV, canal Multicultura Educação e rádios Cultura Brasil e
Cultura FM, firmar acordos com emissoras de outros Estados reforça o conceito
de rede pública no Brasil. Para ele, a união da Fundação Padre Anchieta e da
Cultura Rede de Comunicação, duas das principais instituições de comunicação
pública do país, “é um grande marco para o fortalecimento da rede pública
nacional”.
“A cooperação entre os nossos veículos de
comunicação e emissoras de todo o país é importante para levar um conteúdo
educativo e tão necessário para nossa população, ainda muito carente no
acesso à informação de qualidade e gratuita”, diz Fábio Borba, reforçando que
essa missão tem como objetivo promover a formação crítica para o exercício da
cidadania, por meio de educação, cultura, informação e entretenimento. “É
isso que TV Cultura São Paulo e TV Cultura do Pará farão, com conteúdo nacional
e local, no Estado do Pará e em todo o Brasil”.
Atualmente, a TV Cultura São Paulo chega a 1.820
municípios de 21 Estados brasileiros, alcançando mais de 120 milhões de
pessoas. Com a parceria, serão mais 113 municípios com acesso à programação
pela tevê aberta. Uma grade que inclui programas como os infantis “Quintal da
Cultura”, “Que Monstro te Mordeu?” e “Vila Sésamo”, que voltará a ser
produzido, além do jornalismo do “Roda Viva”, “Jornal da Cultura”, “Repórter
Eco”, “Planeta Terra” e “Matéria de Capa”. Tem ainda o entretenimento de “Sr.
Brasil”, “Viola Minha Viola”, “Metrópolis”, “Ensaio” e “Persona em Foco”.
Para Fábio Borba, marcas fortes da TV Cultura que já ganharam o coração dos
brasileiros e estão enraizadas na cultura televisiva nacional.
Qualidade
No ano passado, a TV Cultura de São Paulo foi
apontada como o segundo canal de maior qualidade do mundo, de acordo com uma
pesquisa britânica encomendada pela BBC e realizada em 14 países. A emissora
brasileira só ficou atrás da BBC One. A Rede Globo ficou em 28º lugar.
Em
2015, a TV Cultura é finalista do Festival comKids – Prix Jeunesse
Ibero-Americano, com três produções próprias: “Quintal da Cultura”, “Incluir
Brincando” e “Que Monstro te Mordeu?”.
A Fundação Padre Anchieta também abre espaço em
seus veículos para a produção das emissoras parceiras, como a exibição de
documentários no canal Multicultura Educação. Além disso, está em pauta
a aquisição de conteúdo da TV Cultura do Pará para ser exibido em breve pela
TV Cultura de São Paulo.
Sobre o incentivo à produção audiovisual
nacional, Fábio Borba explica que a fundação estabelece, junto aos parceiros,
uma agenda de capacitação para que conheçam todas as etapas de formatação de
projetos voltados à emissora pública, seja por meio da Lei Rouanet ou de
audiovisual. “Existe uma abertura para a elaboração de projetos em conjunto,
o que é um grande ganho para as duas fundações. A expectativa de trabalhar
projetos do Pará, da Amazônia, é grande e animadora”, diz ele.
Nesse contexto, a conservação e a manutenção
do acervo das emissoras públicas no Brasil merece uma atenção especial.
“Infelizmente, por falta de uma política pública que trate do assunto, muito
da história registrada em película está sumindo. Essa questão foi tratada
quando a visitei a sede da TV Cultura do Pará, em Belém. A Fundação Padre
Anchieta pretende criar um grande debate com as emissoras públicas para
tratar exclusivamente desse assunto. Mas vamos atuar com a TV Cultura do Pará
para a preservação do acervo, ação que também está sendo discutida com a TV
Aldeia, emissora educativa do Estado do Acre”, assegura.
Programação
Com a parceria entre as duas emissoras, a TV
Cultura do Pará passa a reproduzir a programação da emissora paulista no
horário da manhã, até 14h30, quando entra no ar o “Sem Censura Pará”, seguido
pelo “Sem Censura” nacional, da TV Brasil. Às 18h30, é a vez do “Jornal
Cultura” e às 19h entram no ar os programas locais, como “Coxia”, “Arquivo
Cultura” e “Circuito”, retomando a transmissão da TV Cultura de SP às 20h.
Para Tim Penner, diretor da TV Cultura do Pará,
afirma que além dos produtos infantis, jornalísticos e de entretenimento,
outro destaque da emissora paulista é a valorização do acervo, com programas
que trazem de volta clássicos como Oscarito e Grande Otelo. “Com essa
parceria passamos a disponibilizar também para os nossos telespectadores essa
memória da televisão brasileira”, finaliza.
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______________ Marcia Carvalho |
8/14/2015
EVOLUÇÃO
8/06/2015
COCHILO
LIBERAL: Outeiro não é bairro... é distrito, há 20
anos
Jornal do Feio
O LIBERAL,
indubitavelmente, o maior jornal desta parte do país, vez por outra - não é
sempre, bem entendido! – também comete barrigas
– nome dado aos erros de jornal. Na edição de ontem, 5 de agosto de 2015,
cometeu uma. na coluna mais importante (e mais aguardada da edição), ou seja, o
“Repórter70” na segunda nota – Mais-, ao noticiar os bairros com maior índice de assassinatos, citou em primeiro lugar, Outeiro com 9,8 por cento.
Para
quem como eu esteve 10 anos servindo no Outeiro como ”Assessor de Imprensa”,
causou num certo mal estar; bem como, para alguns outeirenses que me ligaram
irritados – O LIBERAL é muito lido
em Caratateua.
Ø Para conhecimento dos redatores
que cometeram esse cochilo, de acordo com a informação que obtive ao ligar para
a redação:
Desde quando Outeiro é bairro? Ele é distrito há 20 anos, através da Lei Ordinária n.º 7753, de 17 de maio de 1995, sancionada pelo ex-prefeito Hélio Gueiros. Esse instrumento legal transformou a antiga Agência Distrital de Outeiro em Administração Regional, a primeira de Belém, com quadro de cargos efetivos e comissionados de direção e assessoramento superior, seções, departamentos, uma espécie de subprefeitura.
Ah,
o nome correto é Administração do Outeiro/AROUT e não Agência Regional do
Outeiro. Não existe fundamento legal que autorize essa denominação.
·
Mais:
A AROUT foi criada com fins de agregar as ilhas de Belém de forma mais eficiente ao contexto administrativo do município, ainda, os elos mais próximos, temporal, físicos e de identidade natural; promovendo a incorporação das demais ilhas à realidade da administração pública, tendo como sede administrativa a Ilha de Caratateua.
A Administração Regional do Outeiro é composta por 26 ilhas situadas. No centro leste: Ilha de Caratateua, Cotijuba, Combú, do Maracujá, Murutucum, de Paquetá-Açu, de Jutuba, Grande (longa), Urubuoca, Nova, Satélite, dos Patos, do Papagaio, da Mirim, Jararaca, Jararaquinha, Coroinha de Tatuoca, do Fortim, do cruzador, de Santa Cruz e mais cinco sem denominação ou habitantes.
Outras informações
A Administração Regional do Outeiro (AROUT), 1º
Distrito Administrativo Oficial de Belém, é a gestão regional, diretamente
subordinada ao Chefe do Executivo Municipal; compete representar o Executivo
Municipal nos aspectos da Administração Pública de caráter local e da ilha de Caratateua.
A população é de 83.353 (Censo
demográfico - IBGE 2.010), sendo 2,1% total da população do município, distribuídos
em 6.338 domicílios - cerca de 5,12 habitantes por domicílio e sete bairros - São
João do Outeiro, o mais populoso com 8.667 habitantes; Itaiteua, Brasília, Água
Boa, e as áreas rurais de Fama, Tucumaêra e Fidélis.
Outeiro possui uma área de
111.395 Km2, e administra o espaço físico, como vimos, de 26 ilhas,
de um total de 42 pertencentes ao município.
Ilha de Caratateua
A ilha de Caratateua (Outeiro), distante 25 km ao Norte do centro
urbano de Belém, possui uma área de 3.226,66 hectares, e população de 21.815
habitantes, distribuídos.
Sua posição geográfica, de frente para a Baía de Santo Antônio,
lhe confere uma fisiografia com sete praias (Brasília, Prainha, dos Artistas,
Grande, do Amor, Ponta do Barro Branco e da Água Boa), o que lhe confere a
condição de Balneário mais próximo da área central do município. Tais
características se refletem na oscilação da população, nos finais de semana (10 a 15.000 pessoas) e no
período de alta estação, mês de julho, quando sua população atinge 100 a 120.000 pessoas.
Cotijuba
A segunda ilha mais importante AROUT
tem uma área de 15.808.495.144
m2 , bastante visitada nas temporadas de veraneio, uma
região rica em paisagens e exemplos da harmonia do homem amazonida com a natureza. A ilha de Cotijuba ou “ilha
da trilha dourada” (tradução do nome indígena),
é um exemplo visível dessa realidade.
Banhada pela baia do Marajó,
Cotijuba possui Algumas dessas praias são de fácil acesso aos visitantes, próximas do núcleo da vila; outras só para aqueles que se permitem uma boa caminhada entre a flora da ilha num verdadeiro passeio ecológico muito surpresas o lugar lhes reserva. Quanto maior à distância, mais intactas as praias são mantidas.
A
sede administrativa do Outeiro funciona há mais de 20 anos num sobrado na Rua
Manoel Barata, em frente da Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira. É dirigida
pela Advogada (e Delegada de Polícia, cedida pelo Governo do Estado) Elizete Cerdoso;
Outeiro
continua pra frente - na próxima terça-feira/11, será instalada a Academia de
Letras do Outeiro, às 10 horas na Escola Pública Estadual (Centro).
O LIBERAL – responsável pela minha
formação de jornalista e advogado - possui uma equipe de jornalistas competentes;
todavia é importante que estejam atentos e bem informados para evitarem cochilos,
como o de ontem que deixou os outeirenses na bronca.
Nos
tempos do Leal e do Walmir Botelho isso não acontecia.
8/03/2015
EFEMÉRIDE
TELMA MENEZES no Mosqueiro
TELMA ao
lado do filho Adelmo, e da mamãe Terezinha Sales de Menezes
A Contadora Telma
Menezes deu uma folga nas suas atividades e foi passar alguns dias em Mosqueiro;
e desfrutar um pouco da paz, tranquilidade e do feitiço que “a bucólica” - como
carinhosamente chamava o inesquecível Rômulo Maiorana – ainda oferece.
E aproveitou o ensejo
para comemorar o seu aniversário natalício, ocorrido na última semana.
Telma foi hóspede
do casal Capitão-Engenheiro PM Sérgio (Ana Amélia) Ramos, que a recebeu em sua
chácara no Morubira.
7/20/2015
Caladinha, a jornalista
Rosângela Gusmão
completou mais um
ano
de vida.
Inteligente
e responsável pelas
belas reportagens da
TV Liberal - Canal 7,
cujo setor dirige com acerto e alto profissionalismo, Rô recebeu, com justiça, as mensagens de carinho e apreço.
À colega, o abraço e as felicitações
do
redator, colunistas e colaboradores do
Jornal do Feio.
7/06/2015
Walmir
Botelho D'Oliveira.
Walmir Botelho.
Meu amigo Walmir.
Tomar conhecimento de seu falecimento, na noite deste sábado, aos 67 anos de idade, foi mais do que renovar a certeza de que nos abalamos com esses eventos porque nascemos para viver, e não para morrer - muito embora a morte seja a coisa mais certa nesta vida.
Foi muito mais do que isso.
A partida de Walmir é mais um evento que extirpa, do jornalismo do Pará, uma de suas mais qualificadas expressões profissionais, que se fez notória e respeitada não em decorrência de celebrizações midiáticas de hoje, mas porque cultivou a noção, básica e elementar, de que jornalistas não devem ser a notícia, mas simplesmente transmiti-la da maneiras mais fiel e objetiva possível.
Nestes tempos em que jornalistas, eles próprios, adoram celebrizar-se, alçando-se aos panteões das redes sociais com uma autoestima que faria qualquer Narciso corar de vergonha e sentir-se o mais humilde e recatado dos seres, Walmir Botelho era um peixe fora d'água.
A foto dele que você vê nesta postagem e foi divulgada pelo jornal Amazônia, registrada pelo repórter e velho amigo Raimundo Dias, o Zero, é certamente uma das pouquíssimas - senão a única - que devem estar disponíveis nos arquivos de O LIBERAL.
Walmir odiava os holofotes. Odiava expor-se. Em vez da sala das redações, preferia a cozinha, preferia trabalhar o seu ofício sob o quase anonimato, certo de que o leitor, esse sim, deve ser privilegiado e tratado como o grande e único destinatário do que nós, jornalistas, fazemos.
"A gente só dá importância ao que acontece na nossa porta", dizia-me várias vezes, Foi esse princípio que ele implementou em O LIBERAL, ao aumentar a visibilidade e conferir um melhor tratamento ao noticiário local, ou de cidades, como costumamos dizer.
Responsável por aquela que talvez tenha sido a maior reforma gráfica implementada no jornal, emprestando a O LIBERAL a cara que tem hoje, Walmir aliou sua experiência de diagramador (hoje pomposamente chamado de designer gráfico), função que primeiramente exerceu no jornalismo, à do editor que deve conferir à notícia a relevância adequada e sempre sintonizada com a linha editorial do veículo.
Com Walmir, convivi diariamente, e muito, mas muito proximamente, durante cerca de 20 anos. Jamais conversamos em outro ambiente - literalmente nenhum outro - que não a redação. Mas foi lá, nas noites e madrugadas, que travamos um relacionamento que ultrapassou o sentido profissional e firmou-se, verdadeiramente, como uma relação de amizade, confiança e lealdade.
Avesso, conforme já mencionado, a badalações, exposições e celebrizações, Walmir era, com a maioria de seus interlocutores, quase monossilábico. E quanto mais monossilábico, mais ele rabiscava a folha de papel - qualquer uma - que estivesse à sua frente, enquanto ouvia o outro falar.
Por várias vezes, eu me divertia, quando estava em sua sala, ao vê-lo falar ao telefone.
- Hum! - era apenas o que se ouvida Walmir dizer repetidamente e de forma esparsa, durante os momentos, às vezes 10, 15 minutos em que duravam as ligações.
Era uma sucessão de 400 mil hums, até que vinha o arremate:
- Tá bom. Depois a gente conversa - era a expressão usada para encerrar aquele diálogo, digamos assim, tão palpitante.
Monossilábico por natureza, Walmir era divertidíssimo, todavia, com alguns que tiveram mais o privilégio de sua consideração, entre os quais o repórter aqui se inclui.
Aprendi com ele a "ver com bons óculos", conforme me dizia sempre, situações delicadas que precisavam ser conduzidas com habilidade redobrada. "Vê lá como administras isso", era só o que me dizia, Mas a tradução dessa ordem era a seguinte: o bicho tá pegando!
Walmir tinha um humor rascante, cortante, ferino quando se referia, em nossas conversas privadas, a personalidades e personagens - sobretudo da política paraense - que se acham o suprassumo dos suprassumos.
Demos muitas e boas gargalhadas, ele relembrando causos que enfrentou, sobretudo quando trabalhou por muitos anos em Brasília, no Correio Braziliense, sua última etapa profissional antes de retornar a Belém para trabalhar inicialmente na Folha do Norte e posteriormente em O LIBERAL.
Comecei a associá-lo como se fosse o imperador do carimbó de Maracanã, sua terra natal, e passei a chamá-lo de Verequete, referência a Mestre Verequete, um dos ícones da cultura musical paraense. Em resposta, passou a chamar-me de Marabaixo, referência ao ritmo amapaense que, insistia ele, eu teria disseminado em Santarém, onde nasci.
Por mais de 15 anos nos tratamos assim. E na redação, muitos até entraram na onda:
- Mano, o Verequete está te chamando - diziam-me colegas muitas vezes.
Era ele, Walmir, quem me chamava.
- Vai lá com o Marabaixo e entrega isso pra ele - recomendava.
Pois o cara chegava até mim e me entregava.
Walmir vai fazer falta. Muita falta.
Já está fazendo.
Mas essa é uma daquelas contingências - inescapáveis e inesgotáveis - da vida.
À Nara, sua companheira, e a seus filhos Adriano, Bruno, Flávio e Fernando, um forte abraço. E a certeza de que temos de continuar.
Ou para usar a expressão do Walmir, temos que administrar isso.
Temos mesmo!
Walmir Botelho.
Meu amigo Walmir.
Tomar conhecimento de seu falecimento, na noite deste sábado, aos 67 anos de idade, foi mais do que renovar a certeza de que nos abalamos com esses eventos porque nascemos para viver, e não para morrer - muito embora a morte seja a coisa mais certa nesta vida.
Foi muito mais do que isso.
A partida de Walmir é mais um evento que extirpa, do jornalismo do Pará, uma de suas mais qualificadas expressões profissionais, que se fez notória e respeitada não em decorrência de celebrizações midiáticas de hoje, mas porque cultivou a noção, básica e elementar, de que jornalistas não devem ser a notícia, mas simplesmente transmiti-la da maneiras mais fiel e objetiva possível.
Nestes tempos em que jornalistas, eles próprios, adoram celebrizar-se, alçando-se aos panteões das redes sociais com uma autoestima que faria qualquer Narciso corar de vergonha e sentir-se o mais humilde e recatado dos seres, Walmir Botelho era um peixe fora d'água.
A foto dele que você vê nesta postagem e foi divulgada pelo jornal Amazônia, registrada pelo repórter e velho amigo Raimundo Dias, o Zero, é certamente uma das pouquíssimas - senão a única - que devem estar disponíveis nos arquivos de O LIBERAL.
Walmir odiava os holofotes. Odiava expor-se. Em vez da sala das redações, preferia a cozinha, preferia trabalhar o seu ofício sob o quase anonimato, certo de que o leitor, esse sim, deve ser privilegiado e tratado como o grande e único destinatário do que nós, jornalistas, fazemos.
"A gente só dá importância ao que acontece na nossa porta", dizia-me várias vezes, Foi esse princípio que ele implementou em O LIBERAL, ao aumentar a visibilidade e conferir um melhor tratamento ao noticiário local, ou de cidades, como costumamos dizer.
Responsável por aquela que talvez tenha sido a maior reforma gráfica implementada no jornal, emprestando a O LIBERAL a cara que tem hoje, Walmir aliou sua experiência de diagramador (hoje pomposamente chamado de designer gráfico), função que primeiramente exerceu no jornalismo, à do editor que deve conferir à notícia a relevância adequada e sempre sintonizada com a linha editorial do veículo.
Com Walmir, convivi diariamente, e muito, mas muito proximamente, durante cerca de 20 anos. Jamais conversamos em outro ambiente - literalmente nenhum outro - que não a redação. Mas foi lá, nas noites e madrugadas, que travamos um relacionamento que ultrapassou o sentido profissional e firmou-se, verdadeiramente, como uma relação de amizade, confiança e lealdade.
Avesso, conforme já mencionado, a badalações, exposições e celebrizações, Walmir era, com a maioria de seus interlocutores, quase monossilábico. E quanto mais monossilábico, mais ele rabiscava a folha de papel - qualquer uma - que estivesse à sua frente, enquanto ouvia o outro falar.
Por várias vezes, eu me divertia, quando estava em sua sala, ao vê-lo falar ao telefone.
- Hum! - era apenas o que se ouvida Walmir dizer repetidamente e de forma esparsa, durante os momentos, às vezes 10, 15 minutos em que duravam as ligações.
Era uma sucessão de 400 mil hums, até que vinha o arremate:
- Tá bom. Depois a gente conversa - era a expressão usada para encerrar aquele diálogo, digamos assim, tão palpitante.
Monossilábico por natureza, Walmir era divertidíssimo, todavia, com alguns que tiveram mais o privilégio de sua consideração, entre os quais o repórter aqui se inclui.
Aprendi com ele a "ver com bons óculos", conforme me dizia sempre, situações delicadas que precisavam ser conduzidas com habilidade redobrada. "Vê lá como administras isso", era só o que me dizia, Mas a tradução dessa ordem era a seguinte: o bicho tá pegando!
Walmir tinha um humor rascante, cortante, ferino quando se referia, em nossas conversas privadas, a personalidades e personagens - sobretudo da política paraense - que se acham o suprassumo dos suprassumos.
Demos muitas e boas gargalhadas, ele relembrando causos que enfrentou, sobretudo quando trabalhou por muitos anos em Brasília, no Correio Braziliense, sua última etapa profissional antes de retornar a Belém para trabalhar inicialmente na Folha do Norte e posteriormente em O LIBERAL.
Comecei a associá-lo como se fosse o imperador do carimbó de Maracanã, sua terra natal, e passei a chamá-lo de Verequete, referência a Mestre Verequete, um dos ícones da cultura musical paraense. Em resposta, passou a chamar-me de Marabaixo, referência ao ritmo amapaense que, insistia ele, eu teria disseminado em Santarém, onde nasci.
Por mais de 15 anos nos tratamos assim. E na redação, muitos até entraram na onda:
- Mano, o Verequete está te chamando - diziam-me colegas muitas vezes.
Era ele, Walmir, quem me chamava.
- Vai lá com o Marabaixo e entrega isso pra ele - recomendava.
Pois o cara chegava até mim e me entregava.
Walmir vai fazer falta. Muita falta.
Já está fazendo.
Mas essa é uma daquelas contingências - inescapáveis e inesgotáveis - da vida.
À Nara, sua companheira, e a seus filhos Adriano, Bruno, Flávio e Fernando, um forte abraço. E a certeza de que temos de continuar.
Ou para usar a expressão do Walmir, temos que administrar isso.
Temos mesmo!
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Paulo Sérgio Porto Bemerguy
ESPAÇO ABERTO
RAY CUNHA
Papo com Walmir Botelho D'Oliveira
BRASÍLIA,
5 DE JULHO DE 2015 – Recebemos
na confraria um jornalista brilhante: Walmir
Botelho D’Oliveira, irmão querido, e mestre. Gabriel
García Márquez está batendo altos papos com ele.
Walmir foi para o mundo
espiritual, ontem,5, aos 67 anos.
Ele foi meu grande mestre no jornalismo,
orientou-me na literatura, leitor voraz que era, e deu-me água em momentos de
desesperança.
Protegeu-me, estendeu-me as mãos nos meus voos cegos na
caminhada.
Conheci-o em Macapá, minha cidade natal; eu tinha 17 anos e ele já
era um gênio, e se casou com uma ninfeta linda, minha amiga para sempre, Deury
Farias.
Depois, em Belém, trabalhei junto com ele e Octávio Ribeiro, o Pena
Branca, em O Estado do Pará, e depois, em Brasília, no Correio do
Brasil e no BSB Brasil, do Oliveira Bastos; e de volta a Belém, em O
Liberal, em 1996/1997.
Seu texto era impecável, e será sempre um farol nas
minhas incursões jornalísticas.
Cansamos de beber a noite toda, até o sol
surgir, e de bater papo durante horas. Falávamos sobre literatura, mulheres,
bebida, jornalismo, sobre tudo, e não cansávamos de voltar a conversar sobre
todas essas coisas.
Walmir amava a intensidade, a luz, o azul, não tinha apego
a nada, nem ambicionava nada.
Belém perdeu um pouco da sua graça sem Walmir.
Em
compensação, o Quartinho da Casa Amarela, que é na verdade o portal da
confraria, está em ebulição, numa festa que não acaba nunca.
6/14/2015
O
prefeito Zenaldo Coutinho, através do Decreto Nº 81.827/2015/PMB, publicado no
Diário oficial do Município de Belém – No. 12.73828.01 - Página
3 - de quinta-feira, 29 de
janeiro de 2015, concedeu a Isenção da
Taxa de Licença para Localização – TLPL – ao Colégio Nossa Senhora de Lourdes,
imóvel- Rua Padre Julio Maria, nº 810, Icoarací, referente ao exercício de
2014.
A nova edição de Icoaraci – Monografia de um Megadistrito está sendo atualmente revista e ampliada, com o apoio de uma equipe que espera concluir o seu trabalho até o primeiro semestre do próximo ano.
Cícero das Neves – agora aposentado – lidera uma comunidade em
Outeiro (bairro da Brasília), além de cuidar juntamente com Antônio (Toninho)
Silva, da Tropical Propaganda, a rede sonora-pioneira de Icoaraci, é membro do
Cobselhopiscal da novel Associação de Futebol amador de Icoaraci (AFAI).
Esmelinda dos Santos Pojucan (Estrada do Outeiro) eis a resposta: realmente, o engenheiro rodoviário Evandro Bonna, ex “subprefeito” de Icoaraci, e a quem esta mini-cidade muito deve, foi homenageado com nome de rua. É a Rua Evandro Bonnaem Itaiteua, Outeiro. Aliás, aquela comunidade foi praticamente descoberta por ele nos idos de 68, além de ter construído uma capela e uma escola.
O Clube dos Advogados
do Pará (CRAP) – o simpático agremiação do Tenoné – completou 24 anos.
O deputado Celso Sabino(PSDB) -
é o novo presidente da Comissão de Turismo e Esporte e seu vice é Dirceu
TenCaten(PT).
Deu n´O
LIBERAL: “Icoaraci que a maioria afirma possuir 400 mil habitantes, na
realidade só tem193mil. Desse total, são eleitores (30ª Zona) apenas 96 mil.
Nas últimas eleições concorrem 109 candidatos das mais variadas legendas.
Icoaraci não possui representante na Assembléia Legislativa.
Os icoaracienses tentaram a eleger um filho
legítimo da terra, que conhecessem os seus problemas que tivesse domicílio na
área da Vila.
Não
deu.
Doze candidatos que fizeram campanha em Icoaraci, nenhun se elegeu.
Doze candidatos que fizeram campanha em Icoaraci, nenhun se elegeu.
O
Porto da Sotave, (ao lado da Praia de Brasília) no Outeiro, que a Prefeitura de
Belém pretende transformar numa unidade de Conservação Ambiental, (de acordo
com a Lei Orgânica dos Municípios) está aos poucos sendo tomado por terceiros.
Convém
uma visitinha da "sub-prefeita" Elizete Cardoso ao local para colocar
as coisas no lugar. Já chega de apropriação indébita e invasões
A Academia Paraense de Jornalismo (APJ)
tem novo presidente. Trata-se do advogado e jornalista Walbert Monteiro, que
assume aquele Silogeu pela 2ª vez.
Roberta
Vilanoca, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR) foi eleita.
Ocujpa a casdweira que antes pertenceu a Rubens Silva, falecido recentemente.
Uma
outra academia, a Paraense Literária
Interiorana (APLI) – nascida em
Icoaraci por feliz inspiração do falecido Lucinerges Couto, na “finada” casa do
Porta Antônio Tavernard - está com
planos ousados para 2015.
Quem quiser comer
bem, com descontração em bom ambiente e companhia, procure o restaurante Fundo
de Kintal, do Freddy do Vale, há quase 50 anos no mesmo lugar e com a mesma
qualidade, em frente à praia do Cruzeiro.
Experimente o galeto à moda do chefe, especialidade da
casa, além de bastante espaço para estacionamento.
Luiz Lima Barreiros, velho amigo e companheiro no antigo CEJUP e da Associação Paraense de
Escritores, além de colaborador do Jornal do Feio, era amigo de Icoaraci a quem
dedicou cinco textos.
Morreu igual Vinicius de
Moraes: tranqüilo...na banheira em sua residência, no bairro da Campina, em
Belém.
O Maguari Futebol Clube – o “Dragão da Vila”, de grandes e memoráveis feitos – completou 70 anos. Criado por antigos funcionários do antigo Matadouro do Maguari teve os seus dias de glórias na década de 50 e 60, revelando valores que atuaram nos grandes clubes de Belém, principalmente quando foi presidido pelo empresário Armando Tavares da Silva.
Hoje, lamentavelmente, nada mais existe que lembre o grande time. A praça de esportes foi vendida, à revelia da diretoria e dos sócios; e a sede foi transformada em templo de uma igreja evangélica.
Uma pena.
Está
chegando o Shopping Center Vila Sorriso, na área da antiga Selvaplac -Campina.
Isso é muito bom para o progresso e desenvolvimento da nossa Icoaraci.
Agora
uma pergunta: os dirigentes precisam conversar comiogo para usar o nome?
Eu sou é o criador/autor do slogan Vila Sorriso,
desde 1969.
Todo
mundo sabe.
A
família do escritor José Raymundo de Oliveira Guimarães (Júnior Guimarães), falecido
prematuramente há 10 anos, vai bancar a 2ª edição da sua obra Icoaraci -
Monografia de um Megadistrito atualmente esgotada.
De
acordo com um dos membros da família, tal atitude é uma forma de homenagear o
irmão-caçula, falecido em pleno vigor da juventude aos 25 anos, assim como,
contribuir para a memória e para cultura icoaraciense, uma vez que a obra é
contentemente solicitada nas escolas, colégios, repartições públicas e na
Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha e os poucos exemplares existentes
são disputados pelos estudantes e pesquisadores da terra.
A
nova edição de Icoaraci – Monografia de um Megadistrito está sendo atualmente
revista e ampliada, com o apoio de uma equipe - que espera concluir o seu
trabalho até o primeiro semestre do próximo ano.
SANTA
ROSA de
volta!
|
N
|
em
tudo está perdido.
No
primeiro sábado de junho/6, Icoaraci teve de volta – pelo menos na lembrança –
as grandes festas promovidas pelo Santa Rosa Esporte Clube, na sua antiga sede
social.
Foi o "Forró dos Solteiros da 6ª Rua", na Padre Júlio Maria (2ª Rua).
Gente
pra dedeu.
Um sucesso!
A
sede do alvi azul icoaraciese foi vendida ad
referendum dos associados para um supermercado há alguns. Ficou esquecida.
O comprador teve dificuldades em honrar compromissos trabalhistas e o imóvel
foi para a Hasta Pública.
O
novo comprador arrematou a sede e prometeu resgatar o brilho de antanho, para a
alegria dos santarosenses.
Está
cumprindo a promessa.
Ainda
bem.
RAY CUNHA
Para Josiane Souza Moreira Cunha
O
primeiro beijo que me deste, explodiu
Como
relâmpago na minha alma
Feriu-me,
doce como brisa,
Pétalas
pousando no púbis de um anjo
Desde
então, flor da minha vida,
Voo
na tua dimensão
Grávido
de ti, como um abismo,
Mulher
amada!
Segue-me,
pois te mostrei quase nada
E
tenho a chave dos sonhos
Que
conduzem à eternidade
À
fogueira do nosso amor, minha namorada,
Ao
voo vertiginoso
Da
luz movida a acme
A Câmara de Belém debocha de nós. De você, inclusive.
Convenhamos o seguinte.
A hipocrisia é uma praga.
Mas a hipocrisia e o ridículo, quando se dão as
mãos, aí temos uma conduta que pretende chocar os outros – pelo deboche, pelo
despautério, pela insolência e irracionalidade.
A Câmara Municipal de Belém foi, no mínimo,
debochada, insolente e irracional, quando inspirou-se na hipocrisia e no
ridículo ao votar emenda que pretendia reduzir os subsídios – vulgarmente
chamados de salários – de Suas Excelências.
Imaginando que todo mundo – no caso os
contribuintes que bancam a remuneração das Excelências – pode ser um idiota de
uma só vez, o tempo, os valorosos edis resolveram tentar enganar os trouxas (“é
nóis”, outra vez) com artifício que teria a aparência de ser uma homenagem à
moralidade e aos bons costumes.
O que previa o projeto do vereador Cleber Rabelo
(PSTU), em votação no plenário da Casa?
Previa a fixação dos subsídios em oito
salários-mínimos. Isso implicaria a redução dos ganhos remuneratórios dos
vereadores de Belém dos atuais R$ 15.031,76 para R$ 6.304,00.
O que fizeram 29 dos 32 parlamentares presentes em
plenário?
Aprovaram emenda do vereador Moa Moraes (PCdoB),
facultando aos distintos integrantes da augusta Câmara Municipal a decisão de
abrir mão ou não de parte de seus subsídios.
Tradução: cada um reduzirá seu salário se quiser,
identificando sua opção por meio de requerimento endereçado ao presidente da Casa,
garantindo o limite mínimo de oito salários mínimos de sua remuneração.
Parem com isso!
Tanto a Câmara Municipal de Belém é um poder
independente como seus integrantes são maiores de idade, vacinados e investidos
da legitimidade que o voto popular lhes conferiu. Além disso, espera-se que
saibam distinguir perfeitamente a hipocrisia do ridículo.
Por que, então, não rejeitaram pura e simplesmente
a proposta original?
Por que não assumiram – publicamente,
transparentemente, firmemente e outros “mentes” – que pretendem ficar ganhando
os subsídios atuais?
Não seria mais digno adotar essa postura do que
aprovar emenda que é um deboche, um despautério, uma insolência completa?
Quem vai reduzir seu próprio salário por livre e
espontânea vontade? Quem? Só o proponente do projeto originalmente modificado?
Só ele e mais dois outros que votaram contra a emenda?
Tenham paciência!
O propósito era criar um regramento – impositivo,
vale dizer – para toda a Câmara, e não para dois ou três voluntários.
Mas a Câmara preferiu unir a hipocrisia ao ridículo
para produzir um papelão.
Mais esse papelão.
Putz!
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Transcrito do blog
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