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8/14/2015

EVOLUÇÃO




  TV Cultura do Pará firma parceria inédita com TV Cultura de São Paulo
 
 
A partir  desta segunda-feira/17, a TV Cultura do Pará começa a exibir a programação da TV Cultura de São Paulo, reconhecida como o segundo canal de maior qualidade do mundo. A parceria será celebrada por meio de um Termo de Cooperação Cultural, que permitirá, ainda, o intercâmbio entre os profissionais das duas emissoras e a digitalização do acervo da emissora paraense.
Para a presidente da Cultura Rede de Comunicação, Adelaide Oliveira, oficializar a parceria entre as duas emissoras de TV abre novas possibilidades. “Teremos maior integração entre os profissionais e vamos disponibilizar um conteúdo que é referência em qualidade para emissoras públicas do mundo todo. 
Pelo menos duas gerações de brasileiros conheceram o potencial das TVs públicas através do conteúdo da TV Cultura de SP. Agora, esse conteúdo se alinha com o que é produzido no Pará. Ou seja, mais informação, mais diversidade de opiniões e cultura disponível para os paraenses”, diz ela.  
Segundo Fábio Borba, coordenador de projetos da Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura de São Paulo e ainda Univesp TV, canal Multicultura Educação e rádios Cultura Brasil e Cultura FM, firmar acordos com emissoras de outros Estados reforça o conceito de rede pública no Brasil. Para ele, a união da Fundação Padre Anchieta e da Cultura Rede de Comunicação, duas das principais instituições de comunicação pública do país, “é um grande marco para o fortalecimento da rede pública nacional”.
A cooperação entre os nossos veículos de comunicação e emissoras de todo o país é importante para levar um conteúdo educativo e tão necessário para nossa população, ainda muito carente no acesso à informação de qualidade e gratuita”, diz Fábio Borba, reforçando que essa missão tem como objetivo promover a formação crítica para o exercício da cidadania, por meio de educação, cultura, informação e entretenimento. “É isso que TV Cultura São Paulo e TV Cultura do Pará farão, com conteúdo nacional e local, no Estado do Pará e em todo o Brasil”.
Atualmente, a TV Cultura São Paulo chega a 1.820 municípios de 21 Estados brasileiros, alcançando mais de 120 milhões de pessoas. Com a parceria, serão mais 113 municípios com acesso à programação pela tevê aberta. Uma grade que inclui programas como os infantis “Quintal da Cultura”, “Que Monstro te Mordeu?” e “Vila Sésamo”, que voltará a ser produzido, além do jornalismo do “Roda Viva”, “Jornal da Cultura”, “Repórter Eco”, “Planeta Terra” e “Matéria de Capa”. Tem ainda o entretenimento de “Sr. Brasil”, “Viola Minha Viola”, “Metrópolis”, “Ensaio” e “Persona em Foco”. Para Fábio Borba, marcas fortes da TV Cultura que já ganharam o coração dos brasileiros e estão enraizadas na cultura televisiva nacional.
Qualidade
No ano passado, a TV Cultura de São Paulo foi apontada como o segundo canal de maior qualidade do mundo, de acordo com uma pesquisa britânica encomendada pela BBC e realizada em 14 países. A emissora brasileira só ficou atrás da BBC One. A Rede Globo ficou em 28º lugar.
Em 2015, a TV Cultura é finalista do Festival comKids – Prix Jeunesse Ibero-Americano, com três produções próprias: “Quintal da Cultura”, “Incluir Brincando” e “Que Monstro te Mordeu?”.
A Fundação Padre Anchieta também abre espaço em seus veículos para a produção das emissoras parceiras, como a exibição de documentários no canal Multicultura Educação. Além disso, está em pauta a aquisição de conteúdo da TV Cultura do Pará para ser exibido em breve pela TV Cultura de São Paulo.
Sobre o incentivo à produção audiovisual nacional, Fábio Borba explica que a fundação estabelece, junto aos parceiros, uma agenda de capacitação para que conheçam todas as etapas de formatação de projetos voltados à emissora pública, seja por meio da Lei Rouanet ou de audiovisual. “Existe uma abertura para a elaboração de projetos em conjunto, o que é um grande ganho para as duas fundações. A expectativa de trabalhar projetos do Pará, da Amazônia, é grande e animadora”, diz ele.
Nesse contexto, a conservação e a manutenção do acervo das emissoras públicas no Brasil merece uma atenção especial. “Infelizmente, por falta de uma política pública que trate do assunto, muito da história registrada em película está sumindo. Essa questão foi tratada quando a visitei a sede da TV Cultura do Pará, em Belém. A Fundação Padre Anchieta pretende criar um grande debate com as emissoras públicas para tratar exclusivamente desse assunto. Mas vamos atuar com a TV Cultura do Pará para a preservação do acervo, ação que também está sendo discutida com a TV Aldeia, emissora educativa do Estado do Acre”, assegura.
Programação
Com a parceria entre as duas emissoras, a TV Cultura do Pará passa a reproduzir a programação da emissora paulista no horário da manhã, até 14h30, quando entra no ar o “Sem Censura Pará”, seguido pelo “Sem Censura” nacional, da TV Brasil. Às 18h30, é a vez do “Jornal Cultura” e às 19h entram no ar os programas locais, como “Coxia”, “Arquivo Cultura” e “Circuito”, retomando a transmissão da TV Cultura de SP às 20h.
Para Tim Penner, diretor da TV Cultura do Pará, afirma que além dos produtos infantis, jornalísticos e de entretenimento, outro destaque da emissora paulista é a valorização do acervo, com programas que trazem de volta clássicos como Oscarito e Grande Otelo. “Com essa parceria passamos a disponibilizar também para os nossos telespectadores essa memória da televisão brasileira”, finaliza.
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Marcia Carvalho

8/06/2015

COCHILO



LIBERAL: Outeiro não é bairro... é distrito, há 20 anos

    Jornal do Feio



O LIBERAL, indubitavelmente, o maior jornal desta parte do país, vez por outra - não é sempre, bem entendido! – também comete barrigas – nome dado aos erros de jornal. Na edição de ontem, 5 de agosto de 2015, cometeu uma. na coluna mais importante (e mais aguardada da edição), ou seja, o “Repórter70” na segunda nota – Mais-, ao noticiar os bairros com maior índice de assassinatos, citou em primeiro lugar, Outeiro com 9,8 por cento.
Para quem como eu esteve 10 anos servindo no Outeiro como ”Assessor de Imprensa”, causou num certo mal estar; bem como, para alguns outeirenses que me ligaram irritados – O LIBERAL é muito lido em Caratateua.

Ø Para conhecimento dos redatores que cometeram esse cochilo, de acordo com a informação que obtive ao ligar para a redação:

Desde quando Outeiro é bairro? Ele é distrito há 20 anos, através da Lei Ordinária n.º 7753, de 17 de maio de 1995, sancionada pelo ex-prefeito Hélio Gueiros. Esse instrumento legal transformou a antiga Agência Distrital de Outeiro em Administração Regional, a primeira de Belém, com quadro de cargos efetivos e comissionados de direção e assessoramento superior, seções, departamentos, uma espécie de subprefeitura.
Ah, o nome correto é Administração do Outeiro/AROUT e não Agência Regional do Outeiro. Não existe fundamento legal que autorize essa denominação.
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           Mais:

A AROUT foi criada com fins de agregar as ilhas de Belém de forma mais eficiente ao contexto administrativo do município, ainda, os elos mais próximos, temporal, físicos e de identidade natural; promovendo a incorporação das demais ilhas à realidade da administração pública, tendo como sede administrativa a Ilha de Caratateua.
A Administração Regional do Outeiro é composta por 26 ilhas situadas. No centro leste: Ilha de Caratateua, Cotijuba, Combú, do Maracujá, Murutucum, de Paquetá-Açu, de Jutuba, Grande (longa), Urubuoca, Nova, Satélite, dos Patos, do Papagaio, da Mirim, Jararaca, Jararaquinha, Coroinha de Tatuoca, do Fortim, do cruzador, de Santa Cruz e mais cinco sem denominação ou habitantes.

Outras informações

A Administração Regional do Outeiro (AROUT), 1º Distrito Administrativo Oficial de Belém, é a gestão regional, diretamente subordinada ao Chefe do Executivo Municipal; compete representar o Executivo Municipal nos aspectos da Administração Pública de caráter local e da ilha de Caratateua.

A população é de 83.353 (Censo demográfico - IBGE 2.010), sendo 2,1% total da população do município, distribuídos em 6.338 domicílios - cerca de 5,12 habitantes por domicílio e sete bairros - São João do Outeiro, o mais populoso com 8.667 habitantes; Itaiteua, Brasília, Água Boa, e as áreas rurais de Fama, Tucumaêra e Fidélis.  
Outeiro possui uma área de 111.395 Km2, e administra o espaço físico, como vimos, de 26 ilhas, de um total de 42 pertencentes ao município.

Ilha de Caratateua

A ilha de Caratateua (Outeiro), distante 25 km ao Norte do centro urbano de Belém, possui uma área de 3.226,66 hectares, e população de 21.815 habitantes, distribuídos.
Sua posição geográfica, de frente para a Baía de Santo Antônio, lhe confere uma fisiografia com sete praias (Brasília, Prainha, dos Artistas, Grande, do Amor, Ponta do Barro Branco e da Água Boa), o que lhe confere a condição de Balneário mais próximo da área central do município. Tais características se refletem na oscilação da população, nos finais de semana (10 a 15.000 pessoas) e no período de alta estação, mês de julho, quando sua população atinge 100 a 120.000 pessoas.

Cotijuba

A segunda ilha mais importante AROUT tem uma área de 15.808.495.144 m2, bastante visitada nas temporadas de veraneio, uma região rica em paisagens e exemplos da harmonia do homem amazonida com a natureza. A ilha de Cotijuba ou “ilha da trilha dourada” (tradução do nome indígena), é um exemplo visível dessa realidade.
Banhada pela baia do Marajó, Cotijuba possui 19 quilômetros de extensão e localidades com as suas características naturais: Praia do farol, do Cemitério, da Saudade, da Flecheira, Praia Funda, Vai-quem-quer, Praia das Tintas e Pedra Branca que compõem a rica orla desse local.
 Algumas dessas praias são de fácil acesso aos visitantes, próximas do núcleo da vila; outras só para aqueles que se permitem uma boa caminhada entre a flora da ilha num verdadeiro passeio ecológico muito surpresas o lugar lhes reserva. Quanto maior à distância, mais intactas as praias são mantidas.
A sede administrativa do Outeiro funciona há mais de 20 anos num sobrado na Rua Manoel Barata, em frente da Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira. É dirigida pela Advogada (e Delegada de Polícia, cedida pelo Governo do Estado) Elizete Cerdoso;

Outeiro continua pra frente - na próxima terça-feira/11, será instalada a Academia de Letras do Outeiro, às 10 horas na Escola Pública Estadual (Centro).

O LIBERAL – responsável pela minha formação de jornalista e advogado - possui uma equipe de jornalistas competentes; todavia é importante que estejam atentos e bem informados para evitarem cochilos, como o de ontem que deixou os outeirenses na bronca.


Nos tempos do Leal e do Walmir Botelho isso não acontecia.

8/03/2015

EFEMÉRIDE




TELMA MENEZES  no Mosqueiro

TELMA ao lado do filho Adelmo, e da mamãe Terezinha Sales de Menezes


A Contadora Telma Menezes deu uma folga nas suas atividades e foi passar alguns dias em Mosqueiro; e desfrutar um pouco da paz, tranquilidade e do feitiço que “a bucólica” - como carinhosamente chamava o inesquecível Rômulo Maiorana – ainda oferece.
E aproveitou o ensejo para comemorar o seu aniversário natalício, ocorrido na última semana.
Telma foi hóspede do casal Capitão-Engenheiro PM Sérgio (Ana Amélia) Ramos, que a recebeu em sua chácara no Morubira.
  
   

7/20/2015








Caladinha, a jornalista

Rosângela Gusmão 

completou mais um

ano de vida. 

Inteligente

e responsável pelas 

belas reportagens da 

TV Liberal - Canal 7, cujo setor dirige com acerto e alto profissionalismo, recebeu, com justiça, as mensagens de carinho e apreço.

À colega, o abraço e as felicitações do

redator, colunistas e colaboradores do 

Jornal do Feio.

7/06/2015


Botelho D'Oliveira




Walmir Botelho D'Oliveira.
Walmir Botelho.
Meu amigo Walmir.
Tomar conhecimento de seu falecimento, na noite deste sábado, aos 67 anos de idade, foi mais do que renovar a certeza de que nos abalamos com esses eventos porque nascemos para viver, e não para morrer - muito embora a morte seja a coisa mais certa nesta vida.
Foi muito mais do que isso.
A partida de Walmir é mais um evento que extirpa, do jornalismo do Pará, uma de suas mais qualificadas expressões profissionais, que se fez notória e respeitada não em decorrência de celebrizações midiáticas de hoje, mas porque cultivou a noção, básica e elementar, de que jornalistas não devem ser a notícia, mas simplesmente transmiti-la da maneiras mais fiel e objetiva possível.
Nestes tempos em que jornalistas, eles próprios, adoram celebrizar-se, alçando-se aos panteões das redes sociais com uma autoestima que faria qualquer Narciso corar de vergonha e sentir-se o mais humilde e recatado dos seres, Walmir Botelho era um peixe fora d'água.
A foto dele que você vê nesta postagem e foi divulgada pelo jornal Amazônia, registrada pelo repórter e velho amigo Raimundo Dias, o Zero, é certamente uma das pouquíssimas - senão a única - que devem estar disponíveis nos arquivos de O LIBERAL.
Walmir odiava os holofotes. Odiava expor-se. Em vez da sala das redações, preferia a cozinha, preferia trabalhar o seu ofício sob o quase anonimato, certo de que o leitor, esse sim, deve ser privilegiado e tratado como o grande e único destinatário do que nós, jornalistas, fazemos.
"A gente só dá importância ao que acontece na nossa porta", dizia-me várias vezes, Foi esse princípio que ele implementou em O LIBERAL, ao aumentar a visibilidade e conferir um melhor tratamento ao noticiário local, ou de cidades, como costumamos dizer.
Responsável por aquela que talvez tenha sido a maior reforma gráfica implementada no jornal, emprestando a O LIBERAL a cara que tem hoje, Walmir aliou sua experiência de diagramador (hoje pomposamente chamado de designer gráfico), função que primeiramente exerceu no jornalismo, à do editor que deve conferir à notícia a relevância adequada e sempre sintonizada com a linha editorial do veículo.
Com Walmir, convivi diariamente, e muito, mas muito proximamente, durante cerca de 20 anos. Jamais conversamos em outro ambiente - literalmente nenhum outro - que não a redação. Mas foi lá, nas noites e madrugadas, que travamos um relacionamento que ultrapassou o sentido profissional e firmou-se, verdadeiramente, como uma relação de amizade, confiança e lealdade.
Avesso, conforme já mencionado, a badalações, exposições e celebrizações, Walmir era, com a maioria de seus interlocutores, quase monossilábico. E quanto mais monossilábico, mais ele rabiscava a folha de papel - qualquer uma - que estivesse à sua frente, enquanto ouvia o outro falar.
Por várias vezes, eu me divertia, quando estava em sua sala, ao vê-lo falar ao telefone.
- Hum! - era apenas o que se ouvida Walmir dizer repetidamente e de forma esparsa, durante os momentos, às vezes 10, 15 minutos em que duravam as ligações.
Era uma sucessão de 400 mil hums, até que vinha o arremate:
- Tá bom. Depois a gente conversa - era a expressão usada para encerrar aquele diálogo, digamos assim, tão palpitante.
Monossilábico por natureza, Walmir era divertidíssimo, todavia, com alguns que tiveram mais o privilégio de sua consideração, entre os quais o repórter aqui se inclui.
Aprendi com ele a "ver com bons óculos", conforme me dizia sempre, situações delicadas que precisavam ser conduzidas com habilidade redobrada. "Vê lá como administras isso", era só o que me dizia, Mas a tradução dessa ordem era a seguinte: o bicho tá pegando!
Walmir tinha um humor rascante, cortante, ferino quando se referia, em nossas conversas privadas, a personalidades e personagens - sobretudo da política paraense - que se acham o suprassumo dos suprassumos.
Demos muitas e boas gargalhadas, ele relembrando causos que enfrentou, sobretudo quando trabalhou por muitos anos em Brasília, no Correio Braziliense, sua última etapa profissional antes de retornar a Belém para trabalhar inicialmente na Folha do Norte e posteriormente em O LIBERAL.
Comecei a associá-lo como se fosse o imperador do carimbó de Maracanã, sua terra natal, e passei a chamá-lo de Verequete, referência a Mestre Verequete, um dos ícones da cultura musical paraense. Em resposta, passou a chamar-me de Marabaixo, referência ao ritmo amapaense que, insistia ele, eu teria disseminado em Santarém, onde nasci.
Por mais de 15 anos nos tratamos assim. E na redação, muitos até entraram na onda:
- Mano, o Verequete está te chamando - diziam-me colegas muitas vezes.
Era ele, Walmir, quem me chamava.
- Vai lá com o Marabaixo e entrega isso pra ele - recomendava.
Pois o cara chegava até mim e me entregava.
Walmir vai fazer falta. Muita falta.
Já está fazendo.
Mas essa é uma daquelas contingências - inescapáveis e inesgotáveis - da vida.
À Nara, sua companheira, e a seus filhos Adriano, Bruno, Flávio e Fernando, um forte abraço. E a certeza de que temos de continuar.
Ou para usar a expressão do Walmir, temos que administrar isso.
Temos mesmo!
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Paulo Sérgio Porto Bemerguy
ESPAÇO ABERTO


RAY CUNHA









Papo com Walmir Botelho D'Oliveira


BRASÍLIA, 5 DE JULHO DE 2015 – Recebemos na confraria um jornalista brilhante: Walmir Botelho D’Oliveira, irmão querido, e mestre. Gabriel García Márquez está batendo altos papos com ele. 
Walmir foi para o mundo espiritual, ontem,5, aos 67 anos. 
Ele foi meu grande mestre no jornalismo, orientou-me na literatura, leitor voraz que era, e deu-me água em momentos de desesperança. 
Protegeu-me, estendeu-me as mãos nos meus voos cegos na caminhada. 
Conheci-o em Macapá, minha cidade natal; eu tinha 17 anos e ele já era um gênio, e se casou com uma ninfeta linda, minha amiga para sempre, Deury Farias. 
Depois, em Belém, trabalhei junto com ele e Octávio Ribeiro, o Pena Branca, em O Estado do Pará, e depois, em Brasília, no Correio do Brasil e no BSB Brasil, do Oliveira Bastos; e de volta a Belém, em O Liberal, em 1996/1997. 
Seu texto era impecável, e será sempre um farol nas minhas incursões jornalísticas. 
Cansamos de beber a noite toda, até o sol surgir, e de bater papo durante horas. Falávamos sobre literatura, mulheres, bebida, jornalismo, sobre tudo, e não cansávamos de voltar a conversar sobre todas essas coisas. 
Walmir amava a intensidade, a luz, o azul, não tinha apego a nada, nem ambicionava nada. 
Belém perdeu um pouco da sua graça sem Walmir. 
Em compensação, o Quartinho da Casa Amarela, que é na verdade o portal da confraria, está em ebulição, numa festa que não acaba nunca.


6/14/2015





O prefeito Zenaldo Coutinho, através do Decreto Nº 81.827/2015/PMB, publicado no Diário oficial do Município de Belém – No. 12.73828.01 -  Página  3  - de quinta-feira, 29 de janeiro de 2015,  concedeu a Isenção da Taxa de Licença para Localização – TLPL – ao Colégio Nossa Senhora de Lourdes, imóvel- Rua Padre Julio Maria, nº 810, Icoarací, referente ao exercício de 2014.


A nova edição de Icoaraci – Monografia de um Megadistrito está sendo atualmente revista e ampliada, com o apoio de uma equipe  que espera concluir o seu trabalho até o primeiro semestre do próximo ano.


Cícero das Neves – agora aposentado – lidera uma comunidade em Outeiro (bairro da Brasília), além de cuidar juntamente com Antônio (Toninho) Silva, da Tropical Propaganda, a rede sonora-pioneira de Icoaraci, é membro do Cobselhopiscal da novel Associação de Futebol amador de Icoaraci (AFAI).


Esmelinda dos Santos Pojucan (Estrada do Outeiro) eis a resposta: realmente, o engenheiro rodoviário Evandro Bonna, ex “subprefeito” de Icoaraci, e a quem esta mini-cidade muito deve, foi homenageado com nome de rua. É a Rua Evandro Bonnaem Itaiteua, Outeiro. Aliás, aquela comunidade foi praticamente descoberta por ele nos idos de 68, além de ter construído uma capela e uma escola.


O Clube dos Advogados do Pará (CRAP) – o simpático agremiação do Tenoné – completou 24 anos.


O deputado Celso Sabino(PSDB) -  é o novo presidente da Comissão de Turismo e Esporte e seu vice é Dirceu TenCaten(PT).


 Deu n´O LIBERAL: “Icoaraci que a maioria afirma possuir 400 mil habitantes, na realidade só tem193mil. Desse total, são eleitores (30ª Zona) apenas 96 mil. Nas últimas eleições concorrem 109 candidatos das mais variadas legendas. Icoaraci não possui representante na Assembléia Legislativa.
 Os icoaracienses tentaram a eleger um filho legítimo da terra, que conhecessem os seus problemas que tivesse domicílio na área da Vila.
Não deu.
Doze candidatos que fizeram campanha em Icoaraci, nenhun se elegeu.


O Porto da Sotave, (ao lado da Praia de Brasília) no Outeiro, que a Prefeitura de Belém pretende transformar numa unidade de Conservação Ambiental, (de acordo com a Lei Orgânica dos Municípios) está aos poucos sendo tomado por terceiros.
Convém uma visitinha da "sub-prefeita" Elizete Cardoso ao local para colocar as coisas no lugar. Já chega de apropriação indébita e invasões



A Academia Paraense de Jornalismo (APJ) tem novo presidente. Trata-se do advogado e jornalista Walbert Monteiro, que assume aquele Silogeu pela 2ª vez.
Roberta Vilanoca, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR) foi eleita. Ocujpa a casdweira que antes pertenceu a Rubens Silva, falecido recentemente.
Uma outra academia, a Paraense Literária  Interiorana (APLI) –  nascida em Icoaraci por feliz inspiração do falecido Lucinerges Couto, na “finada” casa do Porta Antônio Tavernard - está  com planos ousados para 2015. 



Quem quiser comer bem, com descontração em bom ambiente e companhia, procure o restaurante Fundo de Kintal, do Freddy do Vale, há quase 50 anos no mesmo lugar e com a mesma qualidade, em frente à praia do Cruzeiro.
Experimente  o galeto à moda do chefe, especialidade da casa, além de bastante espaço para estacionamento.



Luiz Lima Barreiros, velho amigo e companheiro  no antigo CEJUP e da Associação Paraense de Escritores, além de colaborador do Jornal do Feio, era amigo de Icoaraci a quem dedicou cinco textos.
 Morreu igual Vinicius de Moraes: tranqüilo...na banheira em sua residência, no bairro da Campina, em Belém.

O Maguari Futebol Clube – o “Dragão da Vila”, de grandes e memoráveis feitos – completou 70 anos. Criado por antigos funcionários do antigo Matadouro do Maguari teve os seus dias de glórias na década de 50 e 60, revelando valores que atuaram nos grandes clubes de Belém, principalmente quando foi presidido pelo empresário Armando Tavares da Silva.

Hoje, lamentavelmente, nada mais existe que lembre o grande time. A praça de esportes foi vendida, à revelia da diretoria e dos sócios; e a sede foi transformada em templo de uma igreja evangélica.

 Uma pena.

Está chegando o Shopping Center Vila Sorriso, na área da antiga Selvaplac -Campina. Isso é muito bom para o progresso e desenvolvimento da nossa Icoaraci.
Agora uma pergunta: os dirigentes precisam conversar comiogo para usar o nome?
Eu sou  é o criador/autor do slogan Vila Sorriso, desde 1969.
Todo mundo sabe.


A família do escritor José Raymundo de Oliveira Guimarães (Júnior Guimarães), falecido prematuramente há 10 anos, vai bancar a 2ª edição da sua obra Icoaraci - Monografia de um Megadistrito atualmente esgotada.
De acordo com um dos membros da família, tal atitude é uma forma de homenagear o irmão-caçula, falecido em pleno vigor da juventude aos 25 anos, assim como, contribuir para a memória e para cultura icoaraciense, uma vez que a obra é contentemente solicitada nas escolas, colégios, repartições públicas e na Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha e os poucos exemplares existentes são disputados pelos estudantes e pesquisadores da terra.

A nova edição de Icoaraci – Monografia de um Megadistrito está sendo atualmente revista e ampliada, com o apoio de uma equipe - que espera concluir o seu trabalho até o primeiro semestre do próximo ano.



SANTA ROSA de volta!



N
em tudo está perdido.

No primeiro sábado de junho/6, Icoaraci teve de volta – pelo menos na lembrança – as grandes festas promovidas pelo Santa Rosa Esporte Clube, na sua antiga sede social. 
Foi o "Forró dos Solteiros da 6ª Rua", na Padre Júlio Maria (2ª Rua).

Gente pra dedeu. 

Um sucesso!

A sede do alvi azul icoaraciese foi vendida ad referendum dos associados para um supermercado há alguns. Ficou esquecida. O comprador teve dificuldades em honrar compromissos trabalhistas e o imóvel foi para a Hasta Pública.

O novo comprador arrematou a sede e prometeu resgatar o brilho de antanho, para a alegria dos santarosenses.

Está cumprindo a promessa.

Ainda bem.



RAY CUNHA



Para Josiane Souza Moreira Cunha


O primeiro beijo que me deste, explodiu
Como relâmpago na minha alma
Feriu-me, doce como brisa,
Pétalas pousando no púbis de um anjo

Desde então, flor da minha vida,
Voo na tua dimensão
Grávido de ti, como um abismo,
Mulher amada!

Segue-me, pois te mostrei quase nada
E tenho a chave dos sonhos
Que conduzem à eternidade

À fogueira do nosso amor, minha namorada,
Ao voo vertiginoso
Da luz movida a acme


A Câmara de Belém debocha de nós. De você, inclusive.



Convenhamos o seguinte.
A hipocrisia é uma praga.
Mas a hipocrisia e o ridículo, quando se dão as mãos, aí temos uma conduta que pretende chocar os outros – pelo deboche, pelo despautério, pela insolência e irracionalidade.
A Câmara Municipal de Belém foi, no mínimo, debochada, insolente e irracional, quando inspirou-se na hipocrisia e no ridículo ao votar emenda que pretendia reduzir os subsídios – vulgarmente chamados de salários – de Suas Excelências.
Imaginando que todo mundo – no caso os contribuintes que bancam a remuneração das Excelências – pode ser um idiota de uma só vez, o tempo, os valorosos edis resolveram tentar enganar os trouxas (“é nóis”, outra vez) com artifício que teria a aparência de ser uma homenagem à moralidade e aos bons costumes.
O que previa o projeto do vereador Cleber Rabelo (PSTU), em votação no plenário da Casa?
Previa a fixação dos subsídios em oito salários-mínimos. Isso implicaria a redução dos ganhos remuneratórios dos vereadores de Belém dos atuais R$ 15.031,76 para R$ 6.304,00.
O que fizeram 29 dos 32 parlamentares presentes em plenário?
Aprovaram emenda do vereador Moa Moraes (PCdoB), facultando aos distintos integrantes da augusta Câmara Municipal a decisão de abrir mão ou não de parte de seus subsídios.
Tradução: cada um reduzirá seu salário se quiser, identificando sua opção por meio de requerimento endereçado ao presidente da Casa, garantindo o limite mínimo de oito salários mínimos de sua remuneração.
Parem com isso!
Tanto a Câmara Municipal de Belém é um poder independente como seus integrantes são maiores de idade, vacinados e investidos da legitimidade que o voto popular lhes conferiu. Além disso, espera-se que saibam distinguir perfeitamente a hipocrisia do ridículo.
Por que, então, não rejeitaram pura e simplesmente a proposta original?
Por que não assumiram – publicamente, transparentemente, firmemente e outros “mentes” – que pretendem ficar ganhando os subsídios atuais?
Não seria mais digno adotar essa postura do que aprovar emenda que é um deboche, um despautério, uma insolência completa?
Quem vai reduzir seu próprio salário por livre e espontânea vontade? Quem? Só o proponente do projeto originalmente modificado? Só ele e mais dois outros que votaram contra a emenda?
Tenham paciência!
O propósito era criar um regramento – impositivo, vale dizer – para toda a Câmara, e não para dois ou três voluntários.
Mas a Câmara preferiu unir a hipocrisia ao ridículo para produzir um papelão.
Mais esse papelão.
Putz!
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Transcrito do blog Espaço Aberto