4/13/2014

ÁLVARO JORGE





Corrupção e Reforma Política




  Álvaro Jorge e Adhemar de Barros Filho

Conceitos e práticas políticas modificam-se ao longo da historia das sociedades em diferentes épocas e situações, embora determinadas significações teóricas tendam a permanecver inalteradas ao longo do tempo.
 O tema corrupção é um desses que em nosso país tem se constituído permanente pano de fundo de nosso cenário político como, por exemplo: – o julgamento do mensalão pelo STF, com seus Ministros Joaquim Barbosa, Celso de Melo. Ayres Brito, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Carmem Lúcia, Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, paradigmas de Dignidade e orgulho nacional, que puniram os infratores com a santidade da Lei, que valoriza a ética, a honra, a verdade e a Democracia.
Destaque de “Honra ao Mérito”, também, para o Procurador –Geral da República,Roberto Gurgel,com esta afirmação: “foi sem dúvida, o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e desvio de dinheiro público flagrado no Brasil. Maculou-se gravemente a República”.
 A corrupção não fica por ai, porque a conceituada Policia Federal, de São Paulo, revelou à opinião pública, através da imprensa, (Revista VEJA) “uma aventura real de abuso de poder, corrupção em altos cargos do Governo, com destaque para “A mulher Rosemary Noronha, e o homem que nunca sabe de nada”. Capa da consagrada revista VEJA, edição 5 de dezembro-2012.
A corrupção é antiga como a compra do direito de promogenitura por um prato de lentilhas ou secular como a entrega de um inocente à crucifixão por uma mochila de trinta denários .
Pensadores ou cientistas políticos não têm insistido suficientemente na ligação intrínseca da cultura cívica com a organização política do poder do Estado. Sou dos que acredita que a consciência cívica da cidadania é a única forma, senão de abolir, pelo menos de minimizar, em determinado momento histórico,os efeitos do suborno e da corrupção.
Política não é meio de vida para se ganhar dinheiro. Politica, militância política é uma missão ingrata e espinhosa. Mas, sem duvida, um inexcedível exercício de grandeza  ética e moral.
Os filósofos e os intelectuais vivem em busca da verdade e da razão. Diferentemente, agem os políticos profissionais, oportunistas e habilidosos, que buscam as mais variadas formas de poder. E com astúcia, maquiavelismo, usufruem de todas as vantagens que lhes possam parecer possíveis, como, por exemplo, os integrantes do famigerado “mensalão”. Para esses, não importa a verdade, a razão, bastando-lhes suas próprias regras para consumar a conquista que conflita com a moral, com a ética e os bons costumes.

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