Powered By Blogger

4/21/2009

Por que tanta gente quer ser jornalista?


Faz muitos anos que os cursos de comunicação social que formam jornalistas são os mais cobiçados nos exames vestibulares. Faculdades de jornalismo pipocam por todo país, são centenas por toda parte.
Por isso, eu me pergunto: por que tanta gente quer ser jornalista, exatamente neste momento em que se anuncia a morte dos jornais e a nossa profissão é tão criticada pelo conjunto da sociedade?
Além disso, estamos prestes a ter uma decisão do Supremo Tribunal Federal, provavelmente acabando com a obrigatoriedade do diploma, o que, na prática, significa que qualquer um poderá ser jornalista, como já vem acontecendo.
Claro, eu sei que com o crescimento das novas mídias eletrônicas ninguém mais precisa ter diploma nem emprego para ser jornalista, pois cada um pode fazer seu próprio jornal na internet.
Mesmo assim, uns 50 mil jovens, ninguém sabe ao certo quantos, estão hoje cursando faculdades de comunicação para ter um diploma. Daqui a pouco vamos ter um contingente maior de estudantes do que o conjunto de profissionais em atividade.
Cada vez que faço uma palestra ou participo de debates em faculdades, vejo aquele mundão de gente no auditório e me preocupo com o futuro profissional daqueles jovens. Haverá emprego e trabalho para todos?
Emprego bom, não sei, mas trabalho certamente quase todos terão se quiserem mesmo ser jornalistas. Mudaram tanto as relações de trabalho que você hoje já não sabe quem é patrão e quem é empregado de quem diante dos milhares de títulos de impressos e de assessorias de imprensa, sites e blogs na internet.
O mais difícil é saber por que e para que eles querem ser jornalistas. Fiz esta pergunta aos meus alunos quando dei aulas por um período na USP e na PUC/SP no século passado e poucos souberam responder.
Cheguei à conclusão de que a maioria estava ali porque jornalismo era a profissão da moda, sem a menor idéia do que gostaria de fazer na profissão, além de aparecer na tela da TV Globo, é claro, ou ter uma coluna na Folha ou na Veja.
Aquela velha história de idealismo, compromisso social, mudar o mundo, e todos os sonhos dos meus tempos de estudante, acabou. A grande maioria quer mesmo é se dar bem, fazer sucesso e ganhar uma boa grana, sem saber como.
Fico impressionado com a quantidade de estudantes que me procuram para dar entrevistas, fazer palestras, dar depoimentos para seus TCC (Trabalho de Conclusão de Curso, uma praga que inventaram para atazanar a vida de velhos jornalistas) ou simplesmente conversar sobre a profissão.
Muitos deles buscam apenas uma palavra de estímulo, um alento, já que em suas escolas os professores os desanimam tanto diante das dificuldades que encontrarão no mercado de trabalho que muitos desistem antes mesmo de tentar alguma coisa.
E, no entanto, a cada encontro com estudantes de jornalismo me surpreendo não só com a quantidade, mas também com o entusiasmo e a qualidade de alguns deles, dispostos a encontrar nesta profissão não apenas uma opção profissional, mas uma opção de vida.
Foi o que aconteceu na última segunda-feira, na Universidade São Judas, na Moóca, em que tive dificuldades até para sair do auditório. Estava com pressa porque tinha um outro compromisso naquela noite, mas eles queriam fazer mais perguntas até no caminho do banheiro.
Eu até agora não sei responder à pergunta que fiz no título deste post. Se algum leitor tiver a resposta, por favor me diga.
Abaixo, transcrevo a palestra, na esperança de que os estudantes interessados em saber o que penso encontrem as respostas que procuram e me deixem um tempo para poder fazer minhas matérias.

1964-2009: 45 ANOS DE REPORTAGEM

Boa noite, obrigado por terem vindo…
Antes de mais nada, queria agradecer e dar os parabéns aos alunos que me convidaram e organizaram este encontro - o Maurício Hermann, o Roberto Favaro, o João Luis e Lindemberg Rocha e a Patrícia Santos.
Já tinha decidido não fazer mais palestras gratuitas em faculdades este ano por dois motivos:
· Preciso de mais tempo para me dedicar à reportagem e ao meu blog. Estava dando mais palestras e entrevistas do que fazendo matérias. Não está certo isso.
· Como vivo do meu trabalho, apesar de aposentado, também não acho certo trabalhar de graça. Todo trabalho deve ser remunerado.
Mas os colegas de vocês me convenceram a abrir uma última exceção e por isso estou aqui hoje para falar por amor à arte sobre o nosso ofício de repórter.
Sei que ler um texto é chato, mas, apesar de ter trabalhado durante tantos anos com o presidente Lula, até hoje tenho dificuldades para falar de improviso.
Por isso, peço licença a vocês, para ler um texto que preparei sobre o tema proposto como introdução para o debate que teremos a seguir.
Quero me dirigir principalmente aos jovens que ainda acreditam nos compromissos dos jornalistas de servir à sociedade com ética, fiéis ao seu tempo e à sua gente.
Este ano, estou completando 45 anos de profissão, e continuo acreditando nestes princípios.
Fui repórter na maior parte deste tempo, e ainda sou, mas já fiz de tudo um muito na carreira de jornalista _ menos trabalhar em circo, por enquanto…
De repórter estagiário a diretor de redação,
passando por editor, chefe de reportagem, correspondente na Europa, repórter, comentarista e diretor de televisão, assessor de imprensa de candidato a presidente, Secretário de Imprensa da Presidência da República, e atualmente blogueiro profissional, já fiz um muito de tudo.
Trabalhei, em diferentes cargos e funções, nos principais veículos da imprensa brasileira, com exceção da revista “Veja” e da TV Record. Fica mais fácil dizer aonde não trabalhei.
Para quem começou a trabalhar como ajudante de jornaleiro e depois foi “foca” de jornal de bairro, em 1964, até que não posso reclamar da vida…
Aprendi, logo no início da minha carreira, que uma das principais tarefas da imprensa é fiscalizar o poder público e denunciar o que tem de errado, sem deixar de contar o que está acontecendo de bom, sair dos gabinetes, contar histórias da vida real.
A imprensa era então chamada de quarto poder. Mas, nos últimos tempos, alguns jornalistas e alguns veículos parecem ter-se promovido por conta própria ao primeiro poder _ primeiro e único.
Quer dizer, a mesma imprensa que investiga e denuncia, também julga e condena. A um só tempo, faz o papel de promotor e juiz, dona da ética e do destino.
Hoje, é fácil. As denúncias muitas vezes chegam prontas para os jornalistas _ em forma de dossiês, fitas, listas, como um serviço de delivery.
Vivemos, afinal, o mais amplo e duradouro período de liberdades públicas desde que me conheço por gente.
Em geral, primeiro denunciam para só depois checar a veracidade do que foi publicado _ mais ou menos como o policial que primeiro atira para depois pedir documentos.
Mas nem sempre foi assim.
Em meados dos anos 70 do século passado, fui autor da primeira reportagem de denúncia publicada pela imprensa brasileira, depois da retirada da censura prévia no “Estadão”, instalada com o famigerado Ato Institucional nº 5.
Com a colaboração de toda a rede de sucursais e correspondentes do jornal, coordenei uma série de reportagens sobre as “mordomias” do regime militar, relatando os abusos e privilégios de ministros e altos funcionários do governo federal.
O presidente da República era o general Ernesto Geisel e os jornalistas naquele tempo corriam risco de morte no exercício do seu trabalho.
Mais ou menos nessa mesma época, meu colega Vladimir Herzog foi suicidado na prisão e vários outros jornalistas foram presos e torturados.
Tive mais sorte e acabei indo trabalhar como correspondente do “Jornal do Brasil” na Europa.
Sobrevivi para contar estas e muitas outras histórias no meu livro de memórias “Do Golpe ao Planalto _ Uma vida de repórter”, lançado pela Companhia das Letras, em 2006.
Nele conto como se deu a passagem da ditadura à democracia, sob o ângulo de um repórter que viu e viveu de perto as mudanças no país e na imprensa na segunda metade do século passado.
Como comecei em jornal no inesquecível ano de 1964, a partir daí relato o que aconteceu na imprensa e no país até 2004, quando trabalhei como Secretário de Imprensa, no Palácio do Planalto, com o presidente Lula.
O livro apresenta um registro destas quatro décadas, divididas exatamente em dois períodos de 20 anos: 20 anos de ditadura e 20 anos da nossa jovem democracia.
No meio, como um divisor de águas, localizo a Campanha das Diretas, o grande marco no processo de redemocratização do país.
A mesma grande imprensa que apoiara com entusiasmo o golpe militar de 1964 e, depois, foi colocada sob censura prévia em 1968, a partir do golpe dentro do golpe, demorou a se dar conta das mudanças, vinte anos depois.
No final dos anos 1980, um grande movimento popular estava ganhando as ruas para dar um basta à ditadura.
Trabalhava nesta época no jornal “Folha de S. Paulo” que, desde o primeiro momento, ainda nos últimos meses de 1983, abriu suas páginas e mobilizou toda sua equipe para fazer a cobertura da Campanha das Diretas.
Pela primeira vez, notei esta mudança de direção entre os chamados formadores de opinião, abrigados na grande imprensa, e a vontade popular expressa pela sociedade civil organizada.
Em vez de a imprensa fazer a cabeça do povo para ir às ruas, como aconteceu em 1964, agora era o povo nas ruas que obrigava a imprensa a ir atrás para descobrir o que estava acontecendo.
Com a liberdade reconquistada, a imprensa viveria um período de prosperidade, com investimentos em profissionais e máquinas modernas que produziam veículos graficamente cada vez mais bonitos.
Isso durou mais ou menos até meados dos anos 90, quando se instalou uma crise econômico-financeira na mídia. Algumas empresas até hoje lutam para sair dela.
Redações foram progressivamente sendo reduzidas, ao mesmo tempo em que, para cortar custos, o espaço das reportagens na mídia impressa foi sendo ocupado por colunas e pelo noticiário burocrático cevado nos gabinetes e apurado por telefone.
Em conseqüência, houve uma inversão de prioridades na pauta dos veículos. Em lugar das histórias sobre a vida no Brasil real, a mídia impressa passou a dedicar cada vez mais espaço ao Brasil oficial, aos bastidores e às futricas da disputa política, assim como à vida das celebridades.
Com a imprensa regional cada vez mais dependente do noticiário das três grandes agências nacionais _ Folha, Estadão e Globo _ , o resultado é que passamos a ter Brasília demais e Brasil de menos nos jornais e revistas.
É o caso de se perguntar hoje o que é causa e o que é conseqüência.
A mídia impressa deixou de produzir reportagens por causa da crise econômica dos veículos?
Ou a crise é justamente conseqüência desta mesmice, com os veículos cada vez mais parecidos uns com os outros e distantes do seu público?
Nos anos mais recentes, essa situação se agravou com a concorrência das novas mídias eletrônicas. Agora, já não basta encontrar novas fórmulas para diferenciar um veículo do outro, mas também acrescentar algo a mais ao noticiário das agências on-line, para diferenciar uma mídia da outra.
Além disso, enquanto a grande imprensa de papel encolhia, emissoras de rádio e televisão passaram a investir cada vez mais em jornalismo. E se multiplicaram por toda parte os sites e os blogs.
Bem abastecido de informações durante todo o dia, o leitor dos jornais de prestígio passou a sentir um gosto de pão amanhecido no noticiário impresso que acompanha seu café da manhã.
Esta modorra só costuma ser quebrada quando surge um novo dossiê, uma nova fita ou entrevista explosiva capaz de balançar os alicerces da praça dos Três Poderes.
Em compensação, os jornais populares não pararam de crescer no mesmo período, incorporando um leitorado novo. Quase todas as grandes empresas investiram nesse filão, atraindo gente que nunca antes teve dinheiro para comprar jornal.
O casamento do preço de capa bem mais barato com a melhoria de renda dos trabalhadores criou um novo e promissor mercado. Além disso, temos agora também os jornais distribuídos gratuitamente nas esquinas.
Por isso, entre outras razões, não faço coro aos profetas do apocalipse que anunciam há tempos o fim da imprensa de papel.
Assim como o cinema não acabou com o teatro, e a televisão não acabou com nenhum dos dois que vieram antes, acredito que todas as formas de divulgação de informações sobreviverão.
O que cada mídia precisa fazer será definir qual é o seu papel nesta história e ser capaz de atender às demandas da sua freguesia.
Para que isso seja possível, penso que se torna cada vez mais necessário estabelecer marcos regulatórios na comunicação social. De preferência, com a auto-regulamentação da atividade, tanto para empresas como para os profissionais, a exemplo do que já acontece com o CONAR, que zela pela ética na publicidade.
Num mundo cada vez mais conectado à grande rede, em que seremos todos um dia, ao mesmo tempo, emissores e receptores de informação, há que se estabelecer regras do jogo claras para todos.
Só assim a liberdade de expressão e informação será realmente um direito da sociedade democrática e não um privilégio de interesses particulares de grupos políticos ou econômicos.
Assim como aconteceu lá atrás na Campanha das Diretas, assistimos hoje a um processo semelhante, em que a população já não se submete mais passivamente aos velhos donos da verdade, mas forma sua própria opinião a partir das mais diversas fontes e, principalmente, dos fatos concretos da sua própria realidade.
Na medida em que, pelas mais diferentes razões, a chamada grande imprensa deixou de acompanhar o cotidiano da vida real em largas regiões do país, ao invés de surpreender seus leitores, muitas vezes ela é que está sendo surpreendida pelos fatos.
De outro lado cresce a importância dos veículos regionais, das publicações independentes, das rádios e televisões comunitárias, um passo importante para a democratização das informações.
Deixei para o final a parte mais importante da história: a grande revolução que a internet está provocando hoje nas relações humanas _ a maior desde que Guttemberg inventou a imprensa, faz uns 500 anos.
Quase 60 milhões de brasileiros já estão ligados à grande rede, tornando-se ao mesmo tempo emissores e receptores de informação, acabando com esta história de formadores de opinião.
Hoje, cada um quer formar a sua própria opinião e, se possível, influir na opinião dos outros…
Eu, se fosse vocês, querendo mesmo ser jornalista, começaria desde já a trabalhar na internet, nem que seja de graça… Só comecei neste mundo muito recentemente, já chegando aos 60 anos, e confesso que estou gostando muito…
Voltando à mídia tradicional. Para aproximar novamente um mundo do outro, quer dizer, a fábrica de papel impresso da realidade vivida por sua clientela, só tem um jeito.
É colocar novamente os dois em contato, falar a mesma língua, reaprender a contar histórias da vida real, não só contar mas também explicar o que está acontecendo.
É sair da redação, largar o telefone e as teses dos analistas políticos, botar outra vez o pé nas ruas e nas estradas, olhos e ouvidos bem abertos.
Para isso, sigo sempre a lição do velho mestre Cláudio Abramo. Ele dizia a ética do jornalista deveria ser igual à ética do carpinteiro _ ofício que ele também exercia nas horas vagas.
Quer dizer, precisamos apenas ser honestos naquilo que fazemos, e fazer bem feito o nosso trabalho, qualquer que seja nosso cargo ou função.
Não é a função ou o cargo que faz o profissional, é o contrário: em qualquer cargo ou função, seja numa redação ou numa assessoria de imprensa, a nossa ética tem que ser a mesma.
Era assim que pensava e agia quando trabalhei como Secretário de Imprensa no governo.
Nós, afinal, prestamos um serviço ao público, para o conjunto da sociedade, e não para quem eventualmente nos paga o salário, seja uma empresa privada ou o governo.
O caminho que escolhi e segui quase a vida toda foi o da reportagem _ a melhor maneira de contar o que está acontecendo, de denunciar o que está errado, mas também de louvar as iniciativas de brasileiros que estão mudando a sua própria história e a do país.
É o que procuro fazer agora na “Brasileiros”, revista mensal de reportagens, uma iniciativa de alguns jornalistas da minha geração, que ainda não perderam a fé na nossa profissão, apesar de tudo.
Se alguém ainda tiver dúvidas de que vale a pena ser jornalista, basta dar uma olhada na revista, que já está completando dois anos.
Desde abril do ano passado, escrevo também no portal “IG”, onde mantenho um blog chamado “Balaio do Kotscho”. Não percam!
Para mim, não faz a menor diferença se escrevo um texto para a internet, uma revista ou para um novo livro.
Nós, repórteres, somos contadores de histórias da vida real _ o meio usado para isso, a tal da plataforma, pouco importa.
Se antes, quando eu comecei, era arriscado e difícil denunciar a corrupção dos podres poderes de sempre, hoje o desafio que se coloca para nós profissionais é outro.
É não servir de instrumento a interesses político-partidários, sejam eles do governo ou da oposição, preocupando-nos unicamente em contar o que a sociedade tem o direito de saber sobre o que está acontecendo.
Sei que pode parecer romântico ou utópico o que estou dizendo, especialmente se falo para jovens que muitas vezes já perderam a capacidade de sonhar e de ousar.
Mas sempre foi assim que entendi o nosso papel de repórteres _ esses historiadores do cotidiano que escrevem sobre o dia de hoje, sempre na esperança de contribuir para um amanhã melhor.
Posso garantir a vocês que vale a pena tentar, mesmo remando contra a maré, mesmo dando murro em ponta de faca: é muito bom poder trabalhar como jornalista num país como o Brasil - onde tanta coisa ainda está por ser construída e tanta história para ser contada.
Muito obrigado.

______________
Ricardo Kotscho
Colunista do portal iG
Texto publicado no dia 17/04/09

4/18/2009

Funtelpa inaugura mais duas retransmissoras no Acará e Baião


As inaugurações acontecem simultaneamente com a presença de diretores, técnicos e convidados
A TV Cultura do Pará inaugura mais duas retransmissoras neste final de semana nos municípios de Acará e Baião. Neste sábado18, a população de Acará, localizado na Mesorregião Nordeste Paraense vai poder acompanhar a programação da TV Cultura pelo canal 9, enquanto os moradores de Baião localizado na mesma mesoregião, vão acompanhar a programação pelo canal 8.As inaugurações acontecem simultaneamente às 10h, com a presença de diretores, técnicos, convidados e da presidente da Fundação Paraense de radiodifusão, Regina Lima. Com mais essa duas inaugurações a Fundação contabiliza 36 retransmissoras. Até o final do ano, a meta é chegar a 80 localidades.
Os moradores dessas duas cidades já vão poder acompanhar a partida do Campeonato Paraense de Futebol entre Clube do Remo e São Raimundo, neste domingo (19), às 16h, no Mangueirão, que será transmitida ao vivo pela Rede Cultura de Comunicação, além de programas como o Sem Censura Pará, Jornal Cultura 1ª e 2ª Edição, Cultura Paidégua, Catalendas, além de outros programas da rede da TV Cultura.
Uma equipe de reportagem da TV Cultura do Pará está acompanhando as inaugurações e vai mostrar a história e os atrativos turisticos dos dois municípios nos programas jornalísticos da emissora.
História - O surgimento do município de Acará remonta ao período histórico em que os colonizadores portugueses realizavam a exploração do território paraense em direção ao interior do Estado do Grão Pará e Maranhão, utilizando como via de penetração o próprio curso dos rios.
Foi assim que, ao percorrerem o rio Acará, os portugueses puderam observar a facilidade da navegação naquelas águas, bem como, já em terra, constataram a sua fertilidade e a abundância de madeiras de lei.
Atraídos por todas essas condições favoráveis, os colonizadores decidiram se instalar no local, onde foi montado um núcleo de colonização que, mais tarde, tornou-se a sede do município de Acará.
Já o município de Baião originou-se de um povoado fundado em 1694.O governador e capitão-general do Estado do Maranhão e do Grão-Pará, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, reconhecido como donatário da Capitania do Camutá, entregrou como doação ao português Antônio Baião uma vasta Sesmaria, com a condição de que fundasse um povoado.
Impôs a Baião, a condição de que tal povoado deveria localizar-se à margem do rio Tocantins e que ele construísse uma casa grande e decente. Antônio Baião aceitou a oferta e cumpriu o compromisso pactuado, fundando o povoado, longe de Camutá, convertendo-o em sede da Sesmaria.

________________
Ronaldo Quadros
do Portal Cultura

4/17/2009

TABAGISMO

No ano passado, 172 pessoas por hora procuraram ajuda do Ministério da Saúde para parar de fumar. Há dois anos, as ligações em busca de informações para largar o vício estão em segundo lugar entre as recebidas pelo Disque-Saúde (0800 611997). Em 2007, 1.393.729 pessoas procuraram o serviço. Em 2008, até novembro, foram 1.385.983. Pesquisa recente do ministério, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população são fumantes (22,7% dos homens e 16% das mulheres). Em São Paulo, onde foi aprovada lei esta semana que bane totalmente o fumo de locais públicos e privados fechados e parcialmente fechados, estima-se que existam 6 milhões de fumantes.

TABAGISMO II
O Disque-Saúde é a porta de entrada da Ouvidoria Geral do Sistema Único de Saúde (SUS) para apoiar fumantes que buscam meios para deixar o vício por intermédio de uma intervenção rápida. Trata-se de uma abordagem psicológica que tenta mudar o comportamento do indivíduo com técnicas que levam as pessoas a obterem mais rapidamente progressos sensíveis. Com isso, o Ministério da Saúde espera reduzir a demanda por procura na rede pública de saúde para tratamento do tabagismo. O serviço possui atualmente uma central de teleatendimetno com 160 atendentes, além do serviço de uma unidade de resposta audível. Os cidadãos são orientados por telefone e, caso haja necessidade, encaminhados a coordenações estaduais de combate ao tabagismo, por meio de ouvidorias estaduais, ou para o Inca.

GIOVANNI QUEIROZ
Diante da grave crise porque passa o Distrito Industrial de Marabá (DIM), o deputado federal Giovani Queiroz (PDT-PA), apresentará na próxima semana a proposta de criação de uma Zona de Processamento de Exportação contemplando o município, a exemplo de Santarém. A iniciativa do parlamentar é justificada como solução para os graves efeitos da crise econômica que abala os principais mercados das maiores economias do mundo, após a eclosão do problema com os papéis sub-prime a partir dos Estados Unidos e que contaminou o ambiente financeiro internacional, reduzindo drasticamente a atividade industrial dos principais mercados importadores dos produtos siderúrgicos fabricados no DIM de Marabá (ferro guza e aço).

ÁGUA
O relatório da UNESCO, produzido e divulgado a cada três anos, informa que cerca de 80% das doenças nas nações em desenvolvimento estão relacionadas com a água e, ainda segundo a UNESCO, causarão três milhões de mortes precoces por ano. Os números também impressionam quando analisamos no documento as mortes de crianças relacionadas à diarréia, onde cinco mil crianças morrem de diarréia por dia no mundo, sendo que deste total 10% poderiam ser evitados através de melhores condições de saneamento básico. Realisticamente, o futuro de todos nós não será promissor se a população e os governantes de todas as partes do mundo não se conscientizarem sobre o uso racional da água. O relatório, que a UNESCO divulgou na última semana, informa que, sem ações concretas em prol do consumo sustentável e contra o desperdício, o acesso à água potável será cada vez mais restrito e cerca de cinco bilhões de pessoas sofrerão com falta de saneamento até 2030, agravando a situação atual que já não é boa.

ÁGUA II
Acreditamos que seja um momento para reflexão deste tema vital ao futuro da humanidade. Afinal, a água está diretamente ligada à vida, não só por representar a maior parte da composição de nosso corpo, mas por ser a fonte da produção de alimento, de energia, de transporte e de saúde. É um patrimônio de todos os seres vivos e o mais precioso existente em todo nosso planeta. A busca desta consciência sustentável quanto ao uso nacional de água é, portanto, pauta do momento e será do futuro no mundo, no País, nosso Estado e Município.

ÁGUA III
O vereador Valdir Matias Jr., líder do Partido Verde na Câmara Municipal de Santarém, convidou a todos para participarem do VII Encontro de Estudos e Debates sobre: Águas Doces do Baixo Amazonas que está acontecendo em Santarém nos dias 16 e 17 de Abril de 2009. Tema: Gerenciamento de Águas Urbanas: Degradação, Saneamento e Meio Ambiente. O evento está sendo no Auditório do CEULS – ULBRA/Santarém, você ainda pode participar.

VACINAÇÃO
No período de 22 de abril a 07 de maio será desenvolvida em todos os municípios do Brasil, a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, voltada a pessoas com mais de 60 anos de idade. A Campanha pretende melhorar a qualidade de vida dos idosos, reduzindo o número de mortes por doenças como gripe, tétano, difteria e pneumonia, bem como diminuir os custos com internação. A Prefeitura Municipal de Santarém, através da Divisão de Vigilância em Saúde (DIVISA), pretende vacinar este ano 22.178 idosos. A vacina é gratuita e estará disponível em todas as unidades básicas de saúde. O slogan da campanha será: Vacinando os Idosos de Santarém.

VACINAÇÃO II
Dia D será dia 25 de abril, sábado. Nesse dia, 91 postos de vacinação estarão à disposição dos idosos em Santarém, sendo 55 na zona urbana e 36 na zona rural, que irão funcionar das 08h às 17h. A abertura do Dia D da Campanha Nacional de Vacinação do Idoso acontecerá às 08h30, no Centro de Convivência do Idoso Reviver, localizado no Aeroporto Velho, às proximidades da FIT. Contato para mais informações: Jorge Eymar Chefe da Divisão de Vigilância em Saúde e DIVISA 3524-3655.

PERDÃO
Quem é que nunca teve que enfrentar a difícil situação de ter que decidir se perdoa ou não alguém que o feriu, magoou ou o decepcionou de alguma forma? A tarefa é árdua, difícil. Mas o ato de perdoar traz muito mais do que bem-estar e paz interior. Segundo a ciência, o nobre gesto de se livrar do rancor e perdoar o próximo e a si mesmo traz benefícios para a saúde, como melhorar os batimentos cardíacos e a tensão muscular, além de evitar náuseas, perda de apetite, tontura e dores de cabeça, no peito e no estômago. A raiva crônica, que é o rancor, está sempre acompanhada de ansiedade crônica e pode fazer com que a pessoa libere mais cortisol, o hormônio do estresse, repetidamente, o que pode prejudicar o funcionamento do sistema imunológico e, depois de meses ou anos, provocar mais infecções, alergias, além de, por outros mecanismos, gastrites crônicas, sintomas depressivos leves e insônia. Por essas e outras razões estou perdoando todo mundo e não guardo rancor de ninguém.

SERESTA
Nesta sexta-feira/17, tem a tradicional Seresta no Fluminense com o melhor grupo musical do Oeste do Pará, Delson & Caetano. Imperdível. Ambiente tranqüilo para as pessoas românticas de alta sensibilidade, imperdível. O Fluminense está agora sob a administração da competente Diretora Social, minha amiga Jocilene Fonseca. Atendimento de primeiríssima qualidade. Confira, o encontro está marcado.

MOTINHAS___________________________
Durante a programação de abertura do Campeonato dos Bairros, o governo municipal homenageou Pedro Moreira de Sousa, ex-goleiro do São Raimundo e atual professor de educação física, e Manoel Waldenor Ferreira (in memorian), conhecido por Tostão, que era jogador da equipe do São Raimundo. O Prefeito Municipal José Maria Tapajós e a Assessora de Esporte e Lazer, Rita Peloso, marcaram presença no evento. ●●● A Rádio Guarany FM vai transmitir ao vivo direto do Mangueirão Clube do Remo e São Raimundo, neste domingo. Reportagens do competente Bena Santana. O evento conta com o apoio do Vice-governador Odair Corrêa. ●●● Presidente do Congresso senador José Sarney, tenta calar jornalistas. A mais recente decisão tomada para restringir o trabalho da imprensa foi anunciada na semana passada pela Diretoria-Geral, depois de seguidas reuniões a portas fechadas com membros da Mesa Diretora. A partir de agora, informações administrativas internas só serão concedidas de maneira formal, mediante ofício assinado pelo órgão de imprensa ao qual o jornalista presta serviço. ●●● Meu amigo cardiologista. Eduardo Augusto Costa, professor da Faculdade de Medicina da UFPa, retornou dos EUA após participar da reunião do 'American College of Cardiology', em Orlando, que teve a participação de renomados especialistas em cardiologia. ●●● Fama Auto Peças mudou de endereço. Está agora na Av. Magalhães Barata 832 Fones (93) 3522 3471 // 3522 0606. ●●● Recebi e agradeço brinde da Companhia Paraense de Refrigerantes (Grupo Simões), na pessoa do Gerente Geral Marcelo Costa, por ocasião do Dia do Jornalista. ●●● O Vice-governador do Pará, Odair Corrêa, chegou a Santarém na madrugada do último domingo/12, exclusivamente para assistir a vitória do São Raimundo por 3 X 2 no Águia de Marabá. O vice retornou na noite de domingo. Neste domingo/19, vai estar no Mangueirão torcendo mais uma vez pelo Pantera Negra contra o Clube do Remo. ●●● O melhor Açaí da cidade é com o casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal, feito dentro do mais alto padrão de higiene. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, atende clientes e amigos na Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. Atendimento Nota 10 dos três mosqueteiros Diego, Degenaro e Patrick. ●●● Acompanhe as finais dos campeonatos Paraense, Carioca e Paulista, no BAR DO NILO. Ambiente saudável e papo gostoso, sempre ao lado da cerveja gelada e tira-gosto de qualidade. Barjonas de Miranda próximo a Rui Barbosa. ●●● Hoje é sexta-feira, vamos curtir no Fluminense com a Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente. Vamos nessa que é bom demais. Fui

4/15/2009

Outeiro festeja o 116º aniversário


A ilha de Caratateua/Outeiro completou 116º aniversário nessa terça-feira/14. As comemorações serão no sábado/19, com uma vasta programação durante todo o dia, tendo como palco o estacionamento da Praia Grande.
Outeiro teve seu início quando vários locais de sua área serviam de cemitério para realizar enterros de animais dos indígenas, nos tempos antes da fundação de Belém, especialmente no bairro que hoje se chama ltaiteua, na Ilha chamada por eles de “Caratateua”, que no dialeto Tupi-Guarani, quer dizer “lugar das grandes batatas” ou “terra do cará Inhame”. Os portugueses recem chegados rebatizaram de “Outeiro” que para eles quer dizer “pequenos morros”.
Segundo os anais da História do Pará, em abril de 1731, o então governador da Província do Grão-Pará, Capitão Geral Alexandre de Souza Freire, repartiu as terras da ilha de Caratateua através da carta das Sesmarias - que oficializava a doação de terras a particulares objetivando sua ocupação. As Sesmarias espalharam-se por todas as colônias, e só foram extintas após a Independência do Brasil.
A segunda fase de colonização da ilha deu-se a partir de 1893, quando foi criada a colônia de Outeiro (ou núcleo modelo de colonização), uma hospedaria foi implantada na antiga colônia agrícola, - onde até algum tempo funcionava o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças - CFAP, que recebeu em 14 de abril de 1893, doze famílias italianas que deram o pontapé definitivo na colonização de Outeiro.
Até meados de 1990, o Outeiro era subordinado a Icoaraci. No dia 17 de maio de 1995 foi decretada pelo prefeito Hélio da Mota Gueiros a divisão dos bairros da Ilha de Caratateua, assim como, foram criadas oito administrações regionais de Belém, concretizadas na gestão seguinte - Edilson Brito Rodrigues, 1997. Nesse dia, inclusive, foi sancionado o Plano Diretor das Ilhas de Outeiro e Mosqueiro, em vigor.
Outeiro é o único distrito autônomo regular de Belém; ou seja, uma mini-prefeitura, administrado atualmente por Edriano João da Costa Ferreira.
Outeiro - Caratateua, Outeiro ou Ilha das Barreiras, - nomes atribuídos ao Distrito ao longo desses anos -, distante 25 Km ao Norte do centro urbano de Belém, possui uma área de 111.395 Km2, e uma população em torno de 45 mil habitantes, distribuídos em sete bairros (São João do Outeiro 7.667 habitantes, Água Boa 5.662, Brasília 5.162 e Itaiteua 1.231, as áreas rurais de Fama, Tucumaêra e Fidélis com 3.438 habitantes, respectivamente), sendo 2,1% total da população do município, distribuídos em 6.338 domicílios - cerca de 4,12 habitantes por domicílio; e administra o espaço físico de 26 ilhas, de um total de 42, pertencentes ao município.
Tais características se refletem na oscilação da população, nos finais de semana - 10 a 15.000 pessoas- e no período de alta estação, mês de julho, quando sua população atinge 100 a 120.000 pessoas.
A sua posição geográfica, de frente para a Baía de Santo Antônio, lhe permite uma fisiografia com sete praias - Brasília, Prainha, dos Artistas, Grande, do Amor, Ponta do Barro Branco e Água Boa, o que lhe confere a condição de balneário mais próximo da área central de Belém.
Economia - A economia da ilha de Caratateua está representada pelo comércio varejista (Mercadinhos, Armarinhos, Farmácias, Estâncias, etc.), por atividades comerciais (Hotéis, Pousadas, Restaurantes, Bares, Casas Noturnas, etc.) e por prestadores de serviços autônomos que operam por iniciativa popular, pequenas feiras (livres), além de24 barracas padronizadas no trapiche de Cotijuba (comidas e lanche)
Eventos - Outeiro tem aumentado expressivamente seu potencial em matéria de cultura, passando a contar com a representação em todos os seus bairros e ilhas de diversas entidades culturais abrangendo todas as formas dessa atividade social.
Grandes eventos ocorrem durante o ano: O Círio de Nossa Senhora da Conceição desde o ano de 1953, sempre realizado no segundo domingo de dezembro. Festival de Iemanjá - reverenciada pela comunidade umbandista como a “Rainha do Mar”-, que reúne no dia 8 de dezembro, de 60 mil pessoas na Praia Grande para homenagear com oferendas de perfume, rosas e bebidas e rituais próprios à divindade. O festival é promovido pela Associação dos Amigos de Iemanjá a mais de 30 anos.
Além disso ocorrem no Outeiro as festas juninas com os grupos folclóricos, parafolclóricos, quadrilhas juninas, bois-bumbás, cordão de pássaros entre outros, que se apresentam em concursos públicos promovidos pela Administração Regional.
O mais novo evento no Outeiro é o Festival da Cobra Grande, por ocasião da quadra junina cuja primeira edição ocorreu no ano passado.
Cotijuba - A segunda ilha mais importante do Outeiro tem uma área de 15.808.495.144 m2, bastante visitada nas temporadas de veraneio; uma região rica em paisagens e exemplos da harmonia do homem amazonída com a natureza. A ilha de Cotijuba ou “ilha da trilha dourada” (tradução do nome indígena), é um exemplo visível dessa realidade.
Banhada pela baia do Marajó, Cotijuba possui 19 quilômetros de extensão e localidades com as suas características naturais: Praia do farol, do Cemitério, da Saudade, da Flecheira, Praia Funda, Vai-quem-quer, Praia das Tintas e Pedra Branca que compõem a rica orla desse local. Algumas dessas praias são de fácil acesso aos visitantes, próximas do núcleo da vila; outras só para aqueles que se permitem uma boa caminhada entre a flora da ilha num verdadeiro passeio ecológico, muitas surpresas o lugar lhes reserva. Quanto maior à distância, mais intactas as praias são mantidas.
Tranqülidade – Morar no Outeiro é uma maravilha. O ânimo dos moradores, considerados lutadores e defensores da ilha, contagia a outros, que fazem questão de mostrar a paixão que nutrem por ela. Os outeirenses sentem orgulho do seu lugar. Eles costumam ficam atentos para afastar qualquer sinal de perigo que possa quebrar a harmonia do ecossistema em Outeiro e que pode desembocar em acidentes catastróficos à vida dos nativos, os quais ainda vivem do que produzem, como pesca, produção agrícola e do pequeno produtor,
Todos são unânimes em afirmar que “Outeiro ainda é um lugar bom para viver, porque há bairros onde a tranqüilidade é preservada”. Isso não quer dizer que Caratateua seja um paraíso, até porque não se pode esconder os problemas estruturais que existem na ilha. São pontuados a falta de transporte, insegurança e falta de incentivo para o turismo. Apesar disso, é preciso levar em consideração que tais problemas são conseqüências comuns de qualquer outro lugar que sofre migração.
Desses problemas, o maior segundo o povo do Outeiro é a segurança; e afirmam: uma das alternativas encontradas é fazer com que o CFAP volte a funcionar como centro de formação dos praças da Polícia Militar do Estado.
"Com isso, ao mesmo tempo que desenvolvessem as aulas práticas na ilha, os futuros soldados garantiriam a segurança nas ruas de Caratateua".
Caratateua, Outeiro ou Ilha das Barreiras, não importa – apesar de nome oficial Ilha de Caratateua -, o que interessa é ver sem discriminação Outeiro, como é popularmente conhecida pelos belenenses, detentora de um bucolismo que pouco se vê na capital paraense. Cercada pelo rio Pará e com uma fauna e flora diversificadas em espécies, guarda uma tranqüilidade que nem de longe lembra as agitações das praias da ilha no final de semana ou na segunda-feira modificada pelas aparelhagens de som.
Meio Ambiente - A Administração Regional do Outeiro/AROUT está integrada na luta pela preservação do meio ambiente das ilhas próximas de Belém sob a responsabilidade da Secretária Municipal de Meio Ambiente (Semma). A AROUT tem promovido ao longo desses anos vários encontros em Cotijuba e ilhas adjacentes sobre a preservação da fauna, flora e recursos hídricos na tentativa de conscientizar essas populações as populações para a importância do meio ambiente. AROUT organiza ciclo de oficinas, palestras e debates destinado aos futuros conselheiros de meio ambiente desses ilhas que integram o Outeiro.
Ecoturismo - A Coordenadoria Municipal de Turismo (Belemtur) está desenvolvendo um trabalho de incentivo e fortalecimento de atividades turísticas nas ilhas e comunidades ribeirinhas de Belém, principalmente nos distritos de Outeiro e Mosqueiro. Com esse objetivo vem realizando visitas técnicas nessas localidades visando estudos de viabilidade de novas trilhas turísticas.
Segundo a Belemtur, Mosqueiro, Outeiro, Icoaraci e Belém oferecem boas opções de trilhas e há uma demanda de visitantes que precisa ser incentivada para descobrir esses espaços. Um exemplo, é o Parque Municipal da Ilha do Mosqueiro, uma unidade de conservação formada pelas ilhas do Cotovelo, Terra Alta e Carará, ladeada pelos rios Murubira e Tamanduá. São três mil metros de trilhas ecológicas.
Em Outeiro, a nova trilha, que está sendo avaliada, envolve 870 metros a partir da Escola de Pesca, na rua Evandro Bonna com a passagem São José, conhecida também como passagem "Olho D´água", pela abundância de fontes naturais de água que jorram da floresta. O roteiro envolve 10 minutos de caminhada na floresta densa, com direito a apreciar vegetação típica da Amazônia, incluindo árvores frutíferas como açaí, cupuaçu, abio, bacuri, cacau, jaca e tucumã.
Trocando em miúdos, Outeiro guarda tesouros indescritíveis que constam em inventários científicos e transformados em áreas de preservação permanente. Dentre eles está o Parque Zoobotânico de Outeiro, com 1.200 metros de fundo e 250 de frente; a avenida beira-mar e os barrancos ou falésias. Após um levantamento da riqueza do solo, das espécies animais e vegetais, o Museu Paraense Emílio Goeldi confirmou que os nativos da ilha são privilegiados com um pedaço da Amazônia.
Ponte do Outeiro - Todo o progresso experimentado pelo Outeiro. deve-se à Ponte Enéas Pinheiro sobre o rio Maguari -, e que faz o traço-de-união entre a cidade e a ilha.
Vale a pena contar um pouco da sua história.
Ela foi inaugurada no dia 26 de outubro de 1986 no primeiro governo Jader Barbalho, pontualmente às 10 horas da manhã, precisamente - segundo o folder distribuído à época - 13 dias, seis horas e 45 minutos antes da data prometida.
Foram 230 dias úteis de trabalho, construindo 1,56 m de ponte por dia. Ela tem 360 metros, por 11 de largura . Para ter acesso à ponte do Outeiro o antigo DER - àquela altura dirigido pelo engenheiro Antônio César Brasil - teve de construir, no mesmo período, uma outra ponte com 30 m de vão, em concreto e vigas metálicas, sobre o rio Taboquinha.
A ponte do Outeiro substituiu o sistema de travessia por balsa inaugurado no dia 26 de abril de 1969 pelo então “sub-prefeito” Evandro Simões Bonna – o maior administrador que Icoaraci já teve nesses 40 anos.
Este é um ligeiro retrato do Outeiro – o grande aniversariante.
Vá cumprimentá-lo.

4/13/2009

Antônio Cavalcante



A SAGA DAS INDÚSTRIAS DE GUARANÁ NO SÉCULO XX EM BELÉM

Às vezes me pergunto, porque o sabor natural da Amazônia ficou relegado por muitos anos nestas últimas décadas do século XX, ao quase que completo esquecimento, nas festas, confraternizações, coquetéis, outros eventos menos importantes etc., dando lugar a outros tipos de refrigerantes, de origem externa à Amazônia e, muita das vezes, menos saborosos que os cá de casa.
Lembro-me dos tempos de criança, em que era um devorador costumais de guaraná, que nessa época era sinônimo de refrigerante. Havia uma variada gama de marcas de guaranás, cada um mais gostoso que o outro. Para se ter uma idéia, e a memória não falhar, você poderia encontrar em qualquer bar ou restaurante, as seguintes marcas: Brasil, Fiel, Globo, Simões, Soberano, Vigor, Vitória e outros.
Eram produzidos por pequenas e médias indústrias locais, que participavam ativamente no cotidiano social, esportivo e cultural da cidade, patrocinando programas de rádio como: Calendário Social Brasil na PRC-5, Rádio Clube do Pará, ou eventos como a tradicional festa de Nazaré, quando essas indústrias montavam bares em pleno arraial, em frente à basílica da Santa Padroeira de Belém, onde se destacava o Grande Bar Soberano, palco de muitas histórias da vida social e mundana da festividade, símbolo de uma época belenense.
A resistência às marcas de fora era tão grande, que na década de 50/60, a toda poderosa Coca Cola, quando se instalou em Belém pela primeira vez, com sua fábrica localizada na travessa Lomas Valentina, teve uma passagem meteórica, fazendo com que a cidade passasse para a história, como uma das raras no mundo, em que a fábrica dessa famosa marca cerrou suas portas.
Contam que naquela ocasião, as indústrias paraoaras de refrigerantes, usaram de uma estratégia pouco convencional e antiética, para impedir o avanço internacional da famosa marca americana no mercado de Belém. Vamos tentar explicar mais ou menos como tudo aconteceu. As indústrias de refrigerantes da cidade utilizavam um tipo de vasilhame único, do tipo utilizado atualmente pela ‘CERPA EXPORT’, a nossa conhecida cerpinha, enquanto que a concorrente estrangeira usava o tradicional modelo de embalagem que conhecemos hoje, só que em tamanho menor. Aí os fabricantes locais, quando iam reabastecer seus clientes, eles também recolhiam não somente os seus vasilhames, como também os da Coca Cola, os quais davam sumiço (quebrando-os).
Ora! Belém naquela ocasião era ligada ao resto do mundo por água e por ar, dependendo em muito dos navios que abasteciam a cidade, e que faziam do porto de Belém, um dos mais movimentados do País. Então repor os vasilhames para atender a produção, não era fácil, causando assim um tremendo prejuízo ao grupo empreendedor, que tentava se implantar na cidade, o que com certeza, somou na decisão de fechar a fabrica de Belém. Vitória parcial dos industriais cabanos.
A partir desse episódio, passou a imperar na cidade, o popular Guarassuco, cuja fábrica, ficava na Avenida Almirante Barroso, e com uma forte campanha publicitária tornou-se o símbolo de refrigerante. Patrocinando eventos esportivos, culturais e sociais, dos quais destacamos em nossa lembrança, o Campeonato Colegial Guarassuco: gincana cultural envolvendo alunos secundaristas, que mais se destacavam em suas escolas. Esse evento cultural possuía uma mesa examinadora, composta por renomados mestres dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino de Belém, a saber: Colégio Estadual Paes de Carvalho, Colégio Moderno, Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, Colégio Salesiano Nossa Senhora do Carmo, Escola Normal atual IEP, Colégio Gentil Bittencourt e outros, transmitido ao vivo por uma das emissoras de rádio da época: a ZYE-20 Rádio Marajoara, pertencente ao grupo empresarial: Diários e Emissoras Associados, chegando a parar a cidade, alcançando elevados índices de audiência.
A importância do Guarassuco na sociedade da época era tanta, que também eram comuns histórias de famílias paraenses, quando em visita a outros lugares do Brasil e do mundo, pedirem Guarassuco, em vez de refrigerantes, provocando risos e gozações quando aqui retornavam. O slogan publicitário utilizado em sua campanha servia de referência às pessoas que estavam em evidência ; Quando uma pessoa aparecia muito em festas ou eventos de natureza diversa, o povo falava: puxa o fulano parece até Guarassuco, está em todas!
O tempo foi passando, o Guarassuco cedeu lugar a uma nova marca: o Guaraná Garoto, com sua fábrica instalada na BR e que mais tarde passou a engarrafar a Pepsi Cola, principal concorrente mundial da Coca Cola, que já estava instalada pela segunda vez em Belém, na rodovia Augusto Montenegro. Só que desta vez com o beneplácito do Governo, que junto com outros fatores de natureza endógena e exógena, promoveram a decadência e/ou quase extinção das marcas de refrigerantes regionais, formadas por pequenas e médias indústrias locais.
Podemos afirmar estar havendo um ressuscitar daquelas marcas antigas, além da entrada de outras novas marcas de âmbito regional, largamente encontradas nas grandes redes de auto - serviços e distribuidoras de bebidas, espalhados por toda a Região Metropolitana de Belém concorrendo em preço com as multinacionais do ramo de cervejas e refrigerantes. Vale salientar que a entrada dessas indústrias de refrigerantes regionais no mercado, ampliando inclusive a linha de sabores tais como: Colas, Laranjadas, Limonadas e outras fizeram com que, multinacionais como a Coca Cola, promovesse o lançamento de um novo Guaraná, com campanha publicitária, fazendo referência à matéria prima do guaraná ao seu habitat natural, oferecendo ao consumidor, um produto com o sabor inigualável do genuíno guaraná da Amazônia.

●●●●●

Tatá Cavalcante

Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803 ● CEP: 66.053-050

4/12/2009


CONCURSO
O SENAC abre inscrições destinadas a preenchimento de vagas no Quadro de Pessoal em Belém, Santarém e Castanhal. Serão selecionados 101 Assistentes Técnicos, 102 Bibliotecários, 103 Oficiais Administrativos, 104 Recepcionistas, 105 Auxiliares Administrativos, 106 Motoristas, 107 Lancheiros, 108 Atendentes de Lanchonete e 109 Auxiliares de Serviços Gerais. Os salários variam de R$ 1.935,00 a R$ 485,00. As inscrições serão realizadas apenas por via Internet. Período de 13 de Abril a 05 de Maio de 2009. O Processo Seletivo será realizado pela CONED – Planejamento e Execução, empresa conceituada no Estado do Pará. O Edital completo e as inscrições você encontra no Site http://www.coned.com.br/ ou pelos telefones (091) 3242 6035 e (091) 9984 1111.

VIOLÊNCIA

Na frente de 40 alunos do ensino fundamental, a professora de Educação Física Márcia*, de 36 anos, foi agredida com chutes, cotoveladas e mordidas por um aluno de 13 anos da escola estadual Kakunosuke Hasegawa, em Itaquaquecetuba, no interior de São Paulo. Dez dias depois, no Rio Grande do Sul, a professora Gláucia Souza da Silva, de 25 anos, teve traumatismo craniano após sofrer agressões de uma aluna da oitava série. Além das marcas físicas, Márcia e Gláucia carregam algo em comum: jamais puderam imaginar que chamar a atenção de um aluno por indisciplina pudesse transformá-las em vítimas de violência dentro da sala de aula. "Não imaginava que isso fosse acontecer comigo. Sempre me dei bem com os alunos", diz Márcia.

VIOLÊNCIA II

A agressão física contra professores, entretanto, não se limita apenas às escolas estaduais e municipais. Ela está presente em instituições particulares. "E com um agravante: na área privada, o aluno é tratado como cliente, o que faz com que ele se sinta no direito de fazer o que bem entender", critica Rosana*, professora de uma universidade do Rio. Em junho do ano passado, ela foi agredida por uma aluna, que não concordou com o número de faltas contabilizadas. "Ela me esperou na saída da universidade e me atacou", conta. Como relata Rosana, a universidade não expulsou a aluna, como havia prometido. "Não consigo voltar a trabalhar lá. Essa experiência custou meu emprego depois de 40 anos de trabalho."

VIOLÊNCIA III

Na nossa época de estudante, isso não acontecia, respeitávamos nossos mestres, e quando saíamos do trilho, por pequenos motivos, vinha junto o castigo merecido, que, diga-se de passagem, era para o nosso bem. Quanta saudade da professora Aurora na Domingos Marreiros (Umarizal) onde comecei a aprender as primeiras letras e números. O primário no Grupo Escolar Dr. Freitas na Generalíssimo Deodoro, onde éramos obrigados a tomar o Bentônico Fontoura e a Emulsão de Scott (Fígado de Bacalhau), esse era muito ruim. Hoje agradeço a educação e ensinamento que obtive na década de 50, que me deu base para chegar hoje onde estamos. Não me lembro de professores fazendo greve, pareciam que todos ensinavam com amor e dedicação ao magistério. Hoje está tudo mudado, alunos entram armados em escolas e matam mestres e estudantes de forma brutal e covarde. Confesso, jamais pensei que o ensino moderno poderia transformar alunos em monstros.

EMERGÊNCIA

Vereador Nélio Aguiar (PMN), destacou o Decreto de Estado de Emergência em alguns bairros e comunidades assinado pelo prefeito José Maria Tapajós. Segundo o vereador, a Secretaria de Infra-estrutura deveria tirar plantão durante 24 horas, já que a situação em alguns bairros é calamitosa citando como exemplo o bairro do Mapirí, onde seus moradores não querem desculpas e sim madeiras, pregos, ripões, aterro, etc. .A burocracia é grande, precisamos de medidas urgentes da Secretária Alba Valéria, disse o vereador.

LIVRO

Será que somos nós quem definimos o que vamos comer ou somos definidos pelo que comemos? A comida tem um significado mais amplo do que apenas o sustento e interfere psicologicamente na vida de todos. A autora Bunny Crumpacker explora o tema de forma inusitada no livro A Vida Sexual dos Alimentos – Uma viagem através da História e da psicologia da comida (Ideia & Ação, 368 páginas). A narrativa conta os aspectos psicológicos das comidas através de uma viagem na história da humanidade e a influência sexual dos alimentos no cotidiano da sociedade. Crumpacker considera a maioria dos legumes e vegetais ligados ao universo masculino. Frutas em sua quase totalidade são ligadas ao feminino. A autora relata curiosidades que provam a afinidade que passa despercebida. A boca, língua, o ato de chupar, morder e lamber que são usados durante a alimentação, também estão presentes quando interagimos com o próximo. Já nas escolas, as imagens da banana e das salsichas geram piadinhas terríveis entre as crianças. A Vida Sexual dos Alimentos 368 páginas Preço: R$ 39,90. Você pode adquiri-lo por e-mail imprensa@matrixeditora.com.br.
QUE ÉTICA?

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Alepa foi oficialmente instalada em reunião reservada, no inicio da semana, presidida pelo deputado Domingos Juvenil (PMDB), na ante-sala da presidência da Assembléia Legislativa com a eleição do deputado Cássio Andrade (PSB) para presidente e do deputado Alexandre Von (PSDB) para vice. A reunião contou ainda com as presenças dos deputados titulares Carlos Martins (PT), Roberto Santos (PRB), Eduardo Costa (PTB) e Luiz Cunha (PDT); além do suplente, deputados Zé Neto (PP). Compõe ainda a Comissão de Ética, o deputado Martinho Carmona (PMDB) e como suplentes, os deputados Alessandro Novelino (PSC) e Robgol (PTB). A Comissão instalada vai analisar as representações do PT, PPS e PSOL que pedem a cassação do mandato do deputado Luiz Sefer por quebra de decoro parlamentar. Sefer responde a processo criminal por abuso sexual contra uma criança. O crime teria sido praticando dos nove aos doze anos de idade da menina, enquanto ela morava na casa do parlamentar, conforme denúncia aceita pela justiça.

SAÚDE

Diversas atividades foram realizadas na última terça-feira (07) em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde. Várias atividades aconteceram no final da Av. Mendonça Furtado como: consultas médicas, odontológicas e de enfermagem, teste de glicemia, verificação de pressão arterial, expedição do cartão SUS, verificação e atualização do cadastro do Programa Bolsa Família, brinquedoteca, manicure, corte de cabelo, exames laboratoriais, teste HIV/AIDS, educação em saúde, visitas domiciliares de agentes de endemias, vacina do idoso e Ouvidoria Municipal do SUS. Sopa e mingau serão distribuídos aos participantes. Uma grande equipe da Semsa foi disponibilizada para o evento, que atendeu centenas de pessoas.

MOTINHAS______________________________


O Vice-governador Odair Corrêa esteve no Estado do Amapá na segunda-feira/06 e conversou com o Ministro das Minas e Energia Edison Lobão, sobre o Projeto de Eletrificação da Cachoeira de Aruã no Ara piuns, que vai beneficiar cerca de 10.000 famílias. ●●● O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, no município mineiro de Montes Claros, que as prefeituras assumam sua parcela de sacrifício na queda de arrecadação da União em razão da crise financeira internacional. Porém, Lula reconheceu que desonerações tributárias feitas pelo governo federal atingem mais os Executivos municipais e reiterou que um grupo interministerial foi criado para estudar medidas de auxílio a prefeituras e a Estados que "estão mais no sufoco". ●●● Durante o final de semana, outras três escolas municipais foram entregues pelo prefeito José Maria Tapajós, sendo duas no planalto e uma na região de rios. Vamos continuar nosso trabalho pela melhoria da educação, oferecendo prédios de qualidade e valorizando nossos alunos e profissionais da área, disse o prefeito. ●●● Leitor da nossa coluna via internet em Belém, Roberto Marques, está indignado com a cobrança de multas pela Guarda Municipal. Acredito que a Justiça poderá mandar devolver o dinheiro das multas que na nossa modesta opinião, são indevidas. ●●● A linda jovem, Camila Xavier, estudante de Modas na capital do Estado veio passar a semana santa com o irmão Marcelino Neto e paizão Válber Xavier aqui na Pérola do Tapajós. ●●● Nesta sexta-feira santa vamos aproveitar para fazermos uma pequena reflexão, elevando nossos pensamentos para o alto pedindo as bênçãos ao nosso Pai Celestial. ●●● Neste final de semana vamos torcer pelo São Raimundo e pelo técnico Valter Lima, grande profissional do futebol que merece uma chance nos grandes clubes brasileiros. ●●● Fluminense entra em recesso nesta sexta com a sua tradicional Seresta, na próxima sexta dia 17 estará de volta sempre com grandes atrações, sob o comando da Jô. ●●● Parece que a chuva deu uma trégua em Santarém, principalmente para os nossos irmão que vivem na periferia da cidade. ●●● Uma senhora cortou o coração de muita gente quando pediu apenas uma dúzia de tábuas em um canal de televisão, enquanto isso, milhares de toras de madeiras apreendidas pelo IBAMA estão apodrecendo no 8º. BEC. Isso é muita sacanagem. Ainda tem gente que acredita na Justiça, pra mim só a de Deus. ●●● O melhor Açaí da cidade é com o casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal, feito dentro do mais alto padrão de higiene. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, atende clientes e amigos na Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. Atendimento nota 10 dos três mosqueteiros Diego, Degenaro e Patrick. ●●● Acompanhe as finais dos campeonatos Paraense, Carioca e Paulista, no BAR DO NILO. Ambiente saudável e papo gostoso, sempre ao lado da cerveja gelada e tira-gosto de qualidade. Barjonas de Miranda próximo a Rui Barbosa. ●●● Amigo Carlos Valente funcionário do DETRAN em Belém está à disposição da Câmara Municipal. Continua sendo nosso leitor. Obrigado. ●●● Ações do Vice-governador Odair Corrêa, estão sendo divulgadas no Site Nacional do PDT. ●●● O maior patrimônio do Jornalista é a credibilidade, o tesouro são as fontes fidedignas conquistas ao longo do tempo e a dignidade não pode ser negociada. Pense nisso!!! ●●● Sexta-feira daremos folga a Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente. No Sábado estaremos juntos. Um excelente final de semana abençoado a todos os leitores do Impacto e Jornal do Feio. Fui

4/11/2009

Valeu, CID


Cid, meu irmão:

Ainda emocionado com a beleza do Sermão das Três Horas da Agonia que você pregou a pouco, quero lhe dizer que me orgulho de telo como meu pastor, meu pároco, meu amigo e meu irmão e meu conterrâneo.
Você não foge às suas funções de professor. Interpretou as Sete Últimas Palavras do Mestre Maior, com inteligência, competência, clareza e muita didática, utilizando citações do professor Carlos de Fucot – é assim que se escreve? – Padre Antônio Vieira, Papas Leão XIII e Paulo Vi, São João Maria Vianey, Santo Afonso de Ligório e um outro beato que não anotei, além dos evangelistas, meu colegas; ou seja, foram os primeiros repórteres, inclusive o maior deles – meu guru – Paulo de Tarso, que fez reportagens completas envolvendo vários povos e nações!!!
Deu para entender tudo.
Você deu clara demonstração de que se preparou bastante para pregar esse sermão centenário, 130 anos. Me parece que Belém é a segunda ou terceira cidade brasileira a adotar essa prática.
Esses quatro dias de confinamento lhe foi muito útil.
Você, meu camarada – me permito a essa intimidade – deu o recado numa boa. Pregou, encantou e até mesmo provocou lágrimas... não apenas em mim; mas, acredito em todo o povo de Belém, da Amazônia e em todos os lugares onde chega a imagem da TV Nazaré, e o som da Rádio Nazaré (Via satélite) e da Rádio Clube e da Rádio Liberal que prestigiaram (como sempre, aliás) o evento, - quando citou o caso de uma mãe – deve ser nossa paroquiana - que perdeu o seu filho os 13 anos, ao explicar a palavra “Mulher, eis aí o teu filho.Filho, eis ai tua mãe.”
Você se emocionou.
E todos nós que o assistíamos.
Foi demais.
Talvez tenha sido o ponto alto do sermão que me dou a liberdade de chamá-lo de sermão cidal. Também pregou o Amor à Nossa Mãe do Céu, Maria, enaltecendo o seu "Magnificat".
Vou comentar o quê? Você esgotou o assunto!
Você não esqueceu ninguém.
Nem mesmo do Movimento dos Focolare, ao comentar alguns atos de Chiara Lubich – falecida há um ou dois anos – fundadora da comunidade em Lopiano, Itália.
Você leu alguns textos da Chiara. Foi muito bom.
Aqueceu, com a unidade pregada por ela, as ondas da TV e das Rádios.
Ela deve ter ficado feliz no Céu onde se encontra.
Os assuntos religiosos, sociológicos – cuidadamente abordados na explanação da última palavra Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito – e até mesmo a violência, foram dissertados de forma prática, objetiva, eloqüente – a luz da Teologia e da Exegese Cristã, adotada pela nossa Fé Católica.
Você, inteligentemente, não tocou em política e nem dos demais credos, em forma de crítica.
Deu algumas pequenas pinceladas – quase imperceptíveis – sobre o assunto, utilizadas com muito talento.
Você deu um mostra cabal que se pode falar três horas. – Na realidade, 177 minutos e três décimos!!! – sobre a nossa Fé e o nosso Cristo, "Nossa Loucura Maior", como dizia, o diz, o meu mais novo Pai, São Vicente de Paulo -, sem se comprometer
Usou até mesmo uma linguagem coloquial, cotidiana, usual, sendo muito aplaudido.
Com razão.
Você lançou, pregou “uma nova sociedade plena de amor e perdão” como disse o nosso irmão mais velho: o Cristo Ressuscitado.
Você, meu caro CID merece, à mercê do Altíssimo, usar a Mitra, o Báculo e o Solidéu e paramentos na cor vermelha-púrpura, ontem, hoje, sempre.
Você é o meu querido amigo, meu irmão, o meu D. CID.
Ah, sim: você no final agradeceu.
Agradecer o quê, cara pálida?
Nós que devemos agradecer.
Primeiro a Deus que suscitou a sua vocação.
Em segundo lugar, a você, por existir e conviver em nosso meio.

PS. Muito tocante a sua atitude em dedicar o sermão cidal ao meu colega jornalista Orani João Tempesta, que deixa nossa Arquidiocese e – segundo Ordinem Melchisedeque – se transfere para a minha segunda cidade, o Rio de Janeiro – onde morei por 15 anos. Lá concluí o meu Curso de Direito; e onde, também, adquiri duas novas profissões, Publicitário e Relações Públicas, e ganhei o presente mais caro e mais belo que a Cidade Maravilhosa poderia me dar – o meu filho, Luís Eduardo. O meu DUDU.
Sem curujice.
Essa atitude de dedicar o Sermão das Três Horas da Agonia – 2009, a D. Orani só tinha que ser do CID!!!!
Que Melchisedeque o conserve na sua ORDEM; e Deus em Sua Infinita Bondade o Abençoe Sempre.

Aldemyr Feio – 10.04.09, às 15h17m

LURDINHA BEZERRA recomenda


Príncipe do Bolero lança novo show na Casa da Seresta

O cantor Igor Marques, considerado o Príncipe do Bolero, apresenta seu novo show neste sábado, 11, no palco da Casa da Seresta. Intérprete dos sucessos de grandes nomes do gênero musical, como Nelson Gonçalves, Dolores Duran, Altemar Dutra e muitos outros, Igor prepara-se para estrear um novo espetáculo que, segundo ele próprio, irá marcar sua carreira em 2009.
O novo show é resultado de uma pesquisa realizada entre seus admiradores, e busca agradar a sua imensa legião de fãs “O artista é fruto de seu público. Se o público está satisfeito com nosso repertório, automaticamente irá nos prestigiar por mais de uma vez e recomendar nossas apresentações”, explica. “Sempre busco saber o que meu público quer ouvir, me preocupo em agradar as pessoas que me brindam com suas presenças por onde me apresento”, diz
Por essa razão, Igor Marques procurou observar as canções mais pedidas pelos freqüentadores das casas noturnas onde se apresenta, preparando uma seleção especial, como forma de homenagear a todas as pessoas que o prestigiam e incentivam sua carreira.
“É um presente de Páscoa dedicado aos meus fãs. Espero todos por lá, na Casa da Seresta”, convida o artista.

Serviço

Dia 11.04 (sábado), tem show do Príncipe do Bolero, Igor Marques, e do cantor Agostinho Júnior na Casa da Seresta.Na Domingueira da Páscoa, dia 12.04, tem prêmios valiosos no Bingo Dançante, a partir das 15 horas, com a animação da Banda Signo's. A Casa da Seresta fica na trav. Ferreira Pena, nº 354 (esquina da trav. 14 de março) - Bairro Umarizal.Vendas de Ingressos, Mesas e Camarotes pelos fones 3230.2370 / 9983.8213.

(Cortesia da Áurea Gomes)

Notas -

●● PAGODÃO DO FURA OLHO. todos os domingos no Lava Jato Momentun Car, no bairro da Marambaia, próximo onde era o antigo Cazuzas, na Rodolfo Chermont. E nesse domingo,de Páscoa,dia 12/04, tem como convidado Jakaré e cia, Daniel ex- Trama do Samba, GRUPO MOLEQUE ATREVIDO, a partir das quatro da tarde. inf-81520050.

●●Pai d' Egua. assim vai se chamar as noitadas de sexta feira, na casa de show Botequim, a partir do dia 17/04, dez da noite. Edilson Moreno, Kim Marques,Anormal do Brega, Aninha a Odalisca do Brega, Fernando Belém, são alguns dos nomes que vão fazer a noitada ser mais Pai d'egua de Belém, relembrando os aúreos tempos de xOdó, Chacara com o melhor do brega dos anos 80.

●●BOTEQUIM, a melhor opção da cidade. Av. Gentil Bittencourt- Nazaré- inf- 91495885


●●CHOPERIA ROTA BR316 - Não perca as quartas sertaneja na choperia Rota Br316, com as duplas Beto e Leno, Kaio e Thiago na quinta-feira é dia de BEATLES FOREVER, e na segunda a choperia vai de samba com o samba na Rota com Meio dia e Marquinhos Ps.

●● Surge em Belém uma nova opção tanto como casa de recpção como também lugar de ouvir/ dançar uma boa música e restaurante/petiscos. SOLAR DA PRAÇA. Na sexta-feira happy Hours do Solar,a partir das sete da noite, com Rose Belém e Alex Teclados, no sábado tem FLASH SAUDADE, no Solar,a partir das nove da noite,com DJ Régis.
O solar da Praça fica na Mundurucus,1812- 1° andar- entre serzedelo Correa e Padre Eutiquio- Batista Campos inf-3222-2022/3212-6867.

-------------------------------------------

Lançamento de Livro

O Instituto Federal de Educação, Ciencia e Tecnologia do Pará(antigo CEFET), a Editora Flecha do Tempo, o organizador, e a família do autor promoveram o lançamento de: VIAJANTE DAS ÁGUAS, IMAGINÁRIO AMAZÔNICO, livro de memórias de Raimundo Rabelo Mendes,um notável contador de histórias da Região Amazônica, na última sexta-feira, à noite na Biblioteca CEFET.
A familia de Raimundo Rebelo Mendes, esse caboclo nascido em Almerim, Pará que viveu parte de sua vida num cenário quase intocado da floresta, da imensidão das aguas e de mitos fundadores e universais, resolveu fazer o registro de sua infancia na Região Amazônica.

●●●●●●

“Clube do Samba” ouvido na Europa

Se não neste sábado, ouçam no próximo, a partir do meio dia, no sonzão digital da Rádio Cultura FM, Clube do Samba com um monte de atrações. Como eu sempre digo: deixem de lado a tristeza e as coisas ruins da vida e ouçam o nosso programa que está sendo ouvido até no exterior.
Nas “oropa”, meu!!!
Pela internet, claro.
É mole?
Portanto, curta o nosso recado e alegre a sua mente e o seu visual, com o Samba de Raiz, genuinamente paraense.
A Produção é minha – a Rainha Branca do Samba
Comando: João Rodrigues Neto – o Janjão que todos conhecem.De sobra. Meu parceiro é bótimo!
●●●●●●

Pra semana que eu volto.
Inté.

"Dia do Jornalista" é comemorado em meio a mudanças na profissão


O Dia do Jornalista deste ano tem um sabor especial. A expectativa em torno de três temas importantes para a profissão e futuros profissionais faz deste 07 de abril uma data em que o passado, presente e futuro da profissão devam ser motivo de debates e troca de ideias. Estão em jogo as decisões sobre o trabalho da categoria, através da Lei de Imprensa e da obrigatoriedade do diploma, e os rumos que o ensinamento do jornalismo vai tomar, através das diretrizes curriculares debatidas entre uma comissão formada pelo Ministério da Educação.
E foi pensando nesses três assuntos que o Comunique-se conversou com profissionais que possam colaborar para o debate.
Audálio Dantas, jornalista e ex-representante da Associação Brasileira de Imprensa em São Paulo“Acho que o mais importante a se lembrar nesta data é a questão da Lei de Imprensa. É absurdo que ainda estejamos discutindo isso e mais uma vez a decisão sobre a questão tenha sido adiada. Só o fato de o STF suspender 20 artigos da lei demonstra como é absurda a permanência desse texto regendo as relações de imprensa do País. O Legislativo se omitiu ao longo desses mais de 40 anos e a discussão sempre esteve colocada no Congresso. Uma vez discutida a questão pelo Supremo, espero que tenhamos a oportunidade de ter uma nova Lei de Imprensa. Muita gente prega, o próprio Miro Teixeira faz isso, de que não precisamos de uma legislação específica. Eu, como ex-presidente da Fenaj acho que temos que ter uma lei específica que cuide das relações da imprensa com a sociedade.
Já sobre a questão da exigência do diploma, espero que se decida pela continuidade da obrigatoriedade do documento porque isso é do interesse não só da categoria, mas também da sociedade. Por que a formação não melhoria a qualidade da informação? Pelo contrário, por pior que seja um curso de jornalismo, sempre vai gerar um mínimo de conhecimento. Se na prática a pessoa será um bom jornalista ou não, é outra questão.
Sobre as diretrizes curriculares, todos sabemos que há muitas faculdades que despejam novos jornalistas na praça todos os anos enquanto o mercado não tem condições de absorver. Precisamos que haja uma melhoria na qualidade do ensino, porque ninguém pode alegar que há falhas lamentáveis na formação dos jornalistas. Nessa comissão do MEC estão pessoas mais que capacitadas para chegarem a um resultado que seja ideal ou próximo ao ideal”.
Rogerio Christofoletti, responsável pelo blog Monitorando, que trata do jornalismo“Acho que estamos vivendo um momento bastante importante para o jornalismo no Brasil, seja pelo que acumulamos historicamente e ganhamos com a evolução da profissão, seja ainda pelas decisões que 2009 deve trazer para a profissão. Os debates em torno das diretrizes curriculares para os cursos de Jornalismo são cruciais para modernizarmos as bases pelas quais as escolas de comunicação se orientam para criar e manter cursos. Mas são vitais também para repensarmos e refundarmos a identidade do jornalista e a função do jornalismo nos tempos contemporâneos.
As decisões que virão do STF este ano - sobre a constitucionalidade ou não da Lei de Imprensa, e sobre a exigência ou não de diploma universitário para a obtenção do registro profissional -, essas decisões vão tornar claros os limites legais para o exercício do jornalismo, mexendo com o mercado e provocando consequências na qualidade dos produtos oferecidos à sociedade.
Mas não é só isso. O Ministério do Trabalho deve concluir em breve um estudo para uma nova regulamentação da profissão. Um grupo de trabalho foi formado e o resultado disso deve ser uma lei que auxilie não só os profissionais e as empresas, mas a população que anseia por informação responsável, de qualidade e com ética.
Vejo com grande otimismo esse momento, independente de quais sejam os rumos que tomaremos. O mais importante é refletir sobre a nossa profissão, discuti-la e reforçar suas bases que desembocam inevitavelmente na função social que o jornalismo deve encarnar. É um momento histórico, e isso não é exagero. Sairemos de 2009 com novas bases para o jornalismo brasileiro. Em poucas ocasiões tivemos tantas definições concentradas num período tão curto”.
Ricardo Kotsho, colunista do iG “Acho que todo mundo é contra a atual Lei de Imprensa. Uma outra questão é que temos que ter uma regulamentação. Tem que haver regras do jogo para que todos os envolvidos respeitem e sejam respeitados. Nisso entra o direito de resposta, que é uma forma da sociedade se proteger da imprensa. A sociedade também tem seus direitos. O Código Penal é antiquíssimo e também está superado, além de a justiça brasileira ser lenta. Está na hora de discutirmos assuntos mais amplos, uma regra do jogo.
A minha intenção com aquele Conselho Federal de Jornalismo [ele sugeriu a criação do CFJ em 2004, quando trabalhava na Secretaria de Comunicação do governo Lula] era essa. Queria que o Congresso Nacional discutisse. Reconheço as falhas, mas esse assunto precisa ser discutido pela sociedade. Defendo a responsabilização das pessoas e das empresas pelo que é escrito.
O que, a meu ver, pode funcionar é algo nos moldes da OAB. Pode haver um exame de acesso ao exercício da profissão. Qualquer pessoa pode participar. Não sei quem poderia fazer isso, se a Fenaj, a ABI ou um novo órgão.
Hoje não temos motivo para comemorar. Temos que refletir e discutir qual é o nosso papel nessa história. E não debater se o jornal vai acabar ou não. Não importa a plataforma, e sim o conteúdo e a responsabilidade por tudo que é publicado, desde o jornalzinho da igreja até um blog. Devem participar dessa discussão setores organizados da sociedade, para quem prestamos serviço, independentemente da empresa. Temos que pensar sempre pelo conjunto da sociedade. Sempre entendi a profissão assim. Hoje vejo que as pessoas não pensam assim. Sou do tempo em que o jornalista tem compromisso social.


●● Transcrito do portal Comunique-se

Dênis Cavalcante


A Arte de não fazer nada

Tenho um amigo que possui uma profissão única e invejável: fiscal da natureza. Ou seja, se dedica à sublime e difícil arte de não fazer nada. Há décadas começa o dia fazendo sempre a mesma coisa. Acorda, lê os matutinos, toma café e, ainda bubuiando, no fundo de uma rede, inicia os telefonemas para se atualizar, pôr em dia as novidades. Almoça cedinho (onze horas). Depois, liga a tevê e assiste aos canais de notícia. Esgotado, tira uma sesta até as quatro. Afinal de contas, ninguém é de ferro. Acorda, toma banho e vai à cata dos amigos. E são justamente as amizades seu maior paradoxo. Explico. Como não tem com o que se preocupar, se dedica de corpo e alma aos amigos. E olha que eles são muitos. Dorme, e no outro dia faz tudo sempre igual (como na letra de Chico Buarque). Vocês acham que é tarefa fácil? Então tentem.
Todo esse preâmbulo porque, na segunda, uma gripe (agora é virose) violentíssima me pegou de jeito. O corpo todo doía. Suei frio, uma tosse intermitente, uma febre terçã tomou conta do meu ser. Quando retirei o termômetro, não acreditei: 40.6 graus. Uau! Se botassem um ovo no meu sovaco, ficaria no ponto em poucos minutos. Tomei uma overdose de anti-térmicos, outra de antitussígenos, toneladas de vitamina C e me enfurnei no quentinho do meu edredon. Mas como apregoa o pessimista Murphy, muita coisa ainda estava por acontecer. A noite caiu e nada da família chegar. Tem coisa pior do que ficar doente e não ter ninguém pra cuidar da gente? Apesar do gosto de guarda-chuva velho na boca, a total falta de apetite, eu precisava me alimentar. O pior é que com a chegada da gripe, meus dois mais aguçados sentidos (olfato e paladar) foram totalmente anulados. Preparei um suquinho de laranja, abri um pacote de bolachas creme craker, lambuzei manteiga e enfiei goela abaixo. Para arrematar, um copinho de geléia de mocotó. Tirando a gripe – tem coisa melhor? Adormeci, tentando em vão ler um livro. Só acordei com os pingos da tempestade entrando sem pedir licença, janela adentro. Pai d´égua. Gripadíssimo, caindo pelas tabelas, e ainda pego chuva da madrugada.
No dia seguinte acordei pior, bem pior. Chegou-se a pensar em dengue, tal a quantidade de calafrios que acometiam meu corpo. Impossibilitado de me locomover, tratei de chamar o Laboratório Paulo Sergio Azevedo, em casa. Chegaram rapidola e me subtraíram hectolitros de sangue. Precisa tirar tanto sangue pra fazer uns examezinhos?
Passei o resto do dia razoavelmente bem, cheguei até a aventar a hipótese de mexer nas panelas no Baú Bistrô. Mas quando anoiteceu… Começou tudo de novo. Calafrios, febre, tosse… Mais uma noite gemendo. Calma lá! Apreendi como meu velho pai: quando algo dói, gema. Seja dor do corpo ou da alma. Incomoda quem está ao teu lado. Contudo, enquanto estiveres gemendo, não sentirás dor. Experimentem.
Como no dia anterior, fiquei jogado no fundo da rede, esperando a danada da gripe me largar de mão. E ela lá, renitente, a me perseguir como cães em filme de terror. Outra noite insone, mais uma noite passando mal. Quando esse suplício irá acabar?
Na quinta – como num passe de mágica - acordei sem febre, quase zerado. Eis aí a ligação entre eu e meu amigo do começo da crônica - aquele que não faz nada. Como ele consegue? Eu fiquei ilhado em casa por quatro longos e intermináveis dias e quase pirei. Repito: Como é que ele…?

cronista9@hotmail.com

4/07/2009


OPINIÃO
Com relação às multas de transito aplicadas em Belém pela Guarda Municipal, concordo com o Promotor de Justiça Nelson Medrado, são irregulares. Posso falar com propriedade porque fui eu, quando vereador, autor do Projeto que criou a Guarda Municipal, sancionada pelo então prefeito Coutinho Jorge. Objetivo do projeto foi criar empregos e proporcionar segurança para o nosso patrimônio publico cultural, sem o uso de armas de fogo. Não cabe a Guarda Municipal fazer papel de segurança pública. A Guarda Municipal não tem pode de polícia. Acompanhe matéria publicada no Jornal O Liberal (29.03.2009) e tire suas conclusões.

O LIBERAL
Todas as multas de trânsito aplicadas por guardas municipais, nos últimos cinco anos, podem ser anuladas. Isso porque os guardas municipais não têm poder de polícia - daí que não têm competência para fiscalizar o trânsito e, muito menos, para aplicar sanções aos infratores. Quem afirma é o promotor de Justiça Nélson Medrado, da 2ª Promotoria de Ações Constitucionais e da Fazenda Pública. Isso quer dizer que, a prevalecer o entendimento do promotor e dos vários magistrados que têm condenado o uso da Guarda Municipal na fiscalização do trânsito, pelo menos 600 mil multas são passíveis de anulação, em Belém, o que representa uma montanha de dinheiro superior a R$ 10,6 milhões.

O LIBERAL II
Segundo Nélson Medrado, só empresas e cidadãos que possuem condições de arcar com os custos de advogados têm-se beneficiado da possibilidade de anular essas multas - o resto da população quer por falta de informação, quer por falta de dinheiro, acaba efetuando o pagamento e desistindo de recorrer. A ilegalidade desses convênios se torna ainda mais grave porque, de acordo com Medrado, o município de Belém sequer dispõe de legislação que permita à Guarda o exercício do poder de polícia administrativa de trânsito. Tanto a Lei de criação da Guarda Municipal, quanto o decreto que a regulamentou e, ainda, a lei que disciplinou as atribuições dela, não trazem qualquer referência à possibilidade de que atue na fiscalização do trânsito e se isso se estende a qualquer município que utilize a Guarda Municipal para aplicação de multas de trânsito.
O LIBERAL III '
O princípio da legalidade importa em que, diferentemente do particular, que pode fazer tudo o que a lei não proíba, a administração só pode atuar como facultado na lei', ensina. Já o jurista Zeno Veloso - que atuou como assessor na elaboração da Constituição Federal de 1988 e foi relator, na Assembléia Legislativa, da Constituição Estadual - diz que o promotor Nélson Medrado tem razão em pelo menos um ponto: as guardas municipais vêm extrapolando, em todo o país, as suas atribuições constitucionais. Se você foi multado pela guarda municipal de Belém, pode recorrer e quem sabe, receber o seu dinheiro de volta.

FINANCIAMENTO
O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Saúde Pública, torna pública a realização de seleção para financiamento de projetos comunitários a serem executados por Organizações Não Governamentais (ONG) e outras Organizações da Sociedade Civil (OSC). De acordo com o edital, poderão participar desta seleção entidades sem fins lucrativos que tenham seus objetivos sociais compatíveis com a política de incentivo para Estados e municípios no âmbito do Programa Nacional de HIV/Aids e outra DST, localizadas no Estado do Pará. O Edital, entre outras disposições, estabelece os critérios de avaliação dos projetos executados pelo comitê seletivo externo.

INVEJA

Pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência Radiológica, em Tóquio, no Japão, anunciaram a descoberta da região do cérebro que controla a inveja. Trata-se da parte do córtex dorsal anterior e áreas relacionadas. O resultado foi obtido a partir da análise de ressonâncias magnéticas de 19 pacientes induzidos a imaginar três personagens, sendo dois deles mais capazes e inteligentes do que os entrevistados. Em situações hipotéticas e imaginárias, quando um personagem falhava ou passava por algum problema, os invejosos estimulavam sempre à mesma parte do cérebro, denominada corpus striatum, associada à recompensa, também acionada quando se é premiado, por exemplo. “As chamadas neurociências apenas confirmam o que a psicanálise diz há muito tempo: que a inveja está relacionada à cobiça e à recompensa, e que o invejoso está mais preocupado com o outro do que consigo mesmo e se sente gratificado quando alguém generoso falha. Está muito ligado ao sentido de perversão.

SERESTA

Nesta sexta-feira/03, tem a tradicional Seresta no Fluminense com Lígia Mônica e Rick Miranda & Banda. Ambiente tranqüilo para as pessoas românticas de alta sensibilidade, imperdível. O Fluminense está agora sob a administração da competente Diretora Social, minha amiga Jocilene Fonseca. Atendimento de primeiríssima qualidade. Confira, o encontro está marcado.

MANGABEIRA
A convite do vice-governador do Pará, Odair Corrêa, e de lideranças garimpeiras da região, como Ivo Lubrinna e Sérgio Aquino, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Mangabeira Unger, visitou garimpeiros de Creporizão, no município de Itaituba (cerca de 450 km de Santarém), na última terça-feira (31). O vice-governador lembrou que a profissão de garimpeiro foi regulamentada em junho de 2008, mas até agora os garimpeiros não puderam ser inscritos no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Daí a necessidade de aprovar o Estatuto do Garimpeiro. A governadora Ana Júlia acompanhou a comitiva.

SAÚDE

Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) estiveram no último sábado (28.03) em 06 comunidades da região de várzea disponibilizando ações de saúde aos moradores. A comunidade pólo foi o Quilombo de Arapemã, onde foram realizados atendimentos odontológicos, médicos, consultas de enfermagem, vacina, teste de glicemia, verificação da pressão arterial, distribuição de hipoclorito de sódio e sais para reidratação oral, e acompanhamento das pessoas que recebem benefício do Programa Bolsa Família. De acordo com o assessor de saúde de rios da SEMSA, Arildo Rego, a próxima ação deve acontecer neste sábado, 04 de abril, na região do Aritapera.

MOTINHAS_______________________________

Guido Mantega disse que, para compensar a queda na arrecadação com as novas medidas, o governo aumentou a alíquota do IPI e do PIS/Confins para cigarros. “Essa medida implicará em um aumento médio de 30% nos preços dos cigarros. Estamos caminhando no sentido de desestimular o consumo, que prejudica a saúde, e com esses recursos vamos pagar a desoneração de outras medidas”. Será que o ministro fuma? ●●● O governo federal colocou na conta dos fumantes a perda de arrecadação causada pela redução de impostos para os setores automotivos e de construção civil. 'O aumento do preço vai depender de cada cigarro. Os mais baratos devem ter um preço em média 20% maior, e os mais caros de aproximadamente 25%’’. Sou fumante e concordo com a medida, não vou parar de fumar, devo diminuir o consumo, para o bem do bolso e da saúde. ●●● Todo cuidado é pouco. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que a lei Maria da Penha pode ser aplicada a casos de namoro, mesmo que o casal não more junto. Segundo a decisão da ministra Laurita Vaz, da Terceira Seção do STJ, é necessário que exista uma relação de intimidade entre autor e vítima para que a lei seja aplicada. ●●● O caso mais notório de agressão de um namorado é a do ex-casal de atores Dado Dolabella e Luana Piovani. Dado é acusado de agredir a atriz e sua camareira em 23 de outubro passado, quando a atriz alegou que levou uma tapa do ator em uma boate. Câmeras do circuito interno flagraram a briga. ●●● Tenho certeza que a invasão do gramado em Santarém no jogo contra o Paissandu, não foi provocada nem materializada por alguém ligado ao São Raimundo. Foi uma armação de torcedores que vieram de Belém, com medo de Remo e Paissandu enfrentem o Pantera nas finais no Barbalhão. Tenho dito. ●●● Um dos mais renomados repórteres da região Bena Santana, completou meio século de vida na última terça-feira/31. Bena já entrevistou quatro Bispos, jogadores Zico, Garrincha e Pelé, Príncipe Charles, Presidentes Getúlio Vargas, Fernando Henrique, Lula e transmitiu ao vivo a inauguração da Garapeira Ypiranga. Parabéns cabo Bena. ●●● Portobello Hotel a mais nova opção em Santarém. Avenida Tapajós 2215. Aldeia. Fone 3522 1433. Cexa Luczynski é a gerente. ●●● O melhor Açaí da cidade é com o casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal, feito dentro do mais alto padrão de higiene. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, atende clientes e amigos na Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. Atendimento nota 10 dos três mosqueteiros Diego, Degenaro e Patrick. ●●● Acompanhe os campeonatos Paraense, Carioca, Paulista, Italiano e Espanhol no BAR DO NILO. Ambiente saudável e papo gostoso, sempre ao lado da cerveja gelada e tira-gosto de qualidade. Barjonas de Miranda próximo a Rui Barbosa. ●●● O Prefeito José Maria Tapajós entregou ao presidente da Câmara Municipal vereador Nélio Aguiar, na sessão da última terça-feira/31, Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a conceder, sob forma de concessão de uso, área de domínio do Município, em favor do São Francisco Futebol Clube. A área total do terreno mede 67.470,00 m² e fica localizada à Avenida Curuá-Una, no bairro do Maicá. ●●● Advogado, Jornalista e Professor Jorge Serique é nosso leitor. Obrigado. ●●● Final de semana vamos curtir a Gostosa Loira Gelada, Linda Ruiva Destilada e Bela Morena Quente no Restaurante Céu e Mar do amigo Carlos. Avenida Rui Barbosa 379 entre Turiano Meira e Praça São Sebastião. Qualidade comprovada. Fui