4/11/2009

Valeu, CID


Cid, meu irmão:

Ainda emocionado com a beleza do Sermão das Três Horas da Agonia que você pregou a pouco, quero lhe dizer que me orgulho de telo como meu pastor, meu pároco, meu amigo e meu irmão e meu conterrâneo.
Você não foge às suas funções de professor. Interpretou as Sete Últimas Palavras do Mestre Maior, com inteligência, competência, clareza e muita didática, utilizando citações do professor Carlos de Fucot – é assim que se escreve? – Padre Antônio Vieira, Papas Leão XIII e Paulo Vi, São João Maria Vianey, Santo Afonso de Ligório e um outro beato que não anotei, além dos evangelistas, meu colegas; ou seja, foram os primeiros repórteres, inclusive o maior deles – meu guru – Paulo de Tarso, que fez reportagens completas envolvendo vários povos e nações!!!
Deu para entender tudo.
Você deu clara demonstração de que se preparou bastante para pregar esse sermão centenário, 130 anos. Me parece que Belém é a segunda ou terceira cidade brasileira a adotar essa prática.
Esses quatro dias de confinamento lhe foi muito útil.
Você, meu camarada – me permito a essa intimidade – deu o recado numa boa. Pregou, encantou e até mesmo provocou lágrimas... não apenas em mim; mas, acredito em todo o povo de Belém, da Amazônia e em todos os lugares onde chega a imagem da TV Nazaré, e o som da Rádio Nazaré (Via satélite) e da Rádio Clube e da Rádio Liberal que prestigiaram (como sempre, aliás) o evento, - quando citou o caso de uma mãe – deve ser nossa paroquiana - que perdeu o seu filho os 13 anos, ao explicar a palavra “Mulher, eis aí o teu filho.Filho, eis ai tua mãe.”
Você se emocionou.
E todos nós que o assistíamos.
Foi demais.
Talvez tenha sido o ponto alto do sermão que me dou a liberdade de chamá-lo de sermão cidal. Também pregou o Amor à Nossa Mãe do Céu, Maria, enaltecendo o seu "Magnificat".
Vou comentar o quê? Você esgotou o assunto!
Você não esqueceu ninguém.
Nem mesmo do Movimento dos Focolare, ao comentar alguns atos de Chiara Lubich – falecida há um ou dois anos – fundadora da comunidade em Lopiano, Itália.
Você leu alguns textos da Chiara. Foi muito bom.
Aqueceu, com a unidade pregada por ela, as ondas da TV e das Rádios.
Ela deve ter ficado feliz no Céu onde se encontra.
Os assuntos religiosos, sociológicos – cuidadamente abordados na explanação da última palavra Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito – e até mesmo a violência, foram dissertados de forma prática, objetiva, eloqüente – a luz da Teologia e da Exegese Cristã, adotada pela nossa Fé Católica.
Você, inteligentemente, não tocou em política e nem dos demais credos, em forma de crítica.
Deu algumas pequenas pinceladas – quase imperceptíveis – sobre o assunto, utilizadas com muito talento.
Você deu um mostra cabal que se pode falar três horas. – Na realidade, 177 minutos e três décimos!!! – sobre a nossa Fé e o nosso Cristo, "Nossa Loucura Maior", como dizia, o diz, o meu mais novo Pai, São Vicente de Paulo -, sem se comprometer
Usou até mesmo uma linguagem coloquial, cotidiana, usual, sendo muito aplaudido.
Com razão.
Você lançou, pregou “uma nova sociedade plena de amor e perdão” como disse o nosso irmão mais velho: o Cristo Ressuscitado.
Você, meu caro CID merece, à mercê do Altíssimo, usar a Mitra, o Báculo e o Solidéu e paramentos na cor vermelha-púrpura, ontem, hoje, sempre.
Você é o meu querido amigo, meu irmão, o meu D. CID.
Ah, sim: você no final agradeceu.
Agradecer o quê, cara pálida?
Nós que devemos agradecer.
Primeiro a Deus que suscitou a sua vocação.
Em segundo lugar, a você, por existir e conviver em nosso meio.

PS. Muito tocante a sua atitude em dedicar o sermão cidal ao meu colega jornalista Orani João Tempesta, que deixa nossa Arquidiocese e – segundo Ordinem Melchisedeque – se transfere para a minha segunda cidade, o Rio de Janeiro – onde morei por 15 anos. Lá concluí o meu Curso de Direito; e onde, também, adquiri duas novas profissões, Publicitário e Relações Públicas, e ganhei o presente mais caro e mais belo que a Cidade Maravilhosa poderia me dar – o meu filho, Luís Eduardo. O meu DUDU.
Sem curujice.
Essa atitude de dedicar o Sermão das Três Horas da Agonia – 2009, a D. Orani só tinha que ser do CID!!!!
Que Melchisedeque o conserve na sua ORDEM; e Deus em Sua Infinita Bondade o Abençoe Sempre.

Aldemyr Feio – 10.04.09, às 15h17m

Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei do texto.
O Padre CID merece.
Parabéns,