8/04/2011

JOSÉ PEDRO BASTOS CAVALLÉRO. Um aprendiz audaz!



 


Pedrinho Cavalléro sempre visita a Icoaraci. Na foto – último à direita – num recente encontro com amigos na "Vila".





Compositor, músico e produtor cultural, um artista dos mais notáveis – ele que se diz “Um aprendiz audaz!” - Pedrinho Cavalléro está novamente na área. Dessa feita com o I Festival da Canção Ananindeua – FECANINDEUA - que será realizado nos dias 20, 21 e 22 de setembro próximos, em cujo município reside há mais de 15 anos. Ananindeua e segundo município mais populoso do Pará, e o terceiro da Amazônia.


Conheça o Pedrinho Cavalléro


Esse baixinho gente fina que canta com o gente grande - e que o tenho como irmão há muito tempo -, descende da família Bastos, antigos proprietários de estaleiros em Maracacuéra, em Icoaraci. Por um acidente geográfico, como ele diz, não nasceu na Vila Sorriso, e sim no bairro de Batista Campos, em Belém do Pará, Amazônia, Brasil, no dia 8 de novembro de 1958. Filho de Nely Bastos Cavalléro e Pedro Alexandrino de Magalhães Cavalléro, sobrinho-neto do maestro e compositor Theóphilo de Magalhães, autor do hino do soldado: "Nós somos da Pátria..." e neto da professora de teoria e prática de piano Maria José (Zezé) Magalhães Cavalléro.
Vida Musical - Começou estudar violão aos oito anos de idade com sua mãe, que lhe ensinou os primeiros acordes. Tendo sempre a música como parte vital de sua vida, estudou nos anos 70 com o professor Zé Bastos, mais tarde com Everaldo Uchoa Pinheiro – primo do redator deste blog!-, pai da cantora Andréa Pinheiro e fez curso de harmonia com o inesquecível Almir Chediak, em 1984. Ainda nos anos 80 estudou canto com o professor Samuel... e depois com uma das divas da música paraense professora Marina Monarcha.
Começou a compor aos 12 anos (1971) provocado e estimulado por um festival de música, produzido pelo centro de cultura do seu colégio, "Deodoro de Mendonça", sendo premiado em 2º lugar com a música "Estou Só", sua primeira composição.
Em 1976, reencontra Jorge Andrade, seu amigo de infância, amadurecendo seu lado poeta e começa uma das grandes parcerias da música paraense, que perdura até hoje.
Em 1977, participou do primeiro grande festival de sua carreira, patrocinado pela prefeitura; "Três Canções para Belém", sendo um dos finalistas com a música "Bem Te Vi", em parceria com Jorge Andrade. A música foi interpretada e gravada em LP por Rafael Lima, sendo sua primeira gravação, no ano seguinte. Daí em diante, conhece novos e antigos compositores e entra para o convívio cultural da cidade.
Em 1979 é convidado a participar do Grupo Experiência, através de um dos seus integrantes da época, Ruy Godinho, e passa a exercer a função de diretor musical e compositor da peça "Os Perigos da Bondade", de Assis Filho, desaparecido há dois anos.
Foram três músicas compostas para esse espetáculo: “Tema instrumental de Abertura", "Tema para Cearim" e "Amor Covil", essas duas últimas em parceria com Jorge Andrade. Também com Jorge Andrade criou a música "Pivete", que fazia parte do repertório da peça "Ver de Ver o Peso" do mesmo Grupo, em suas primeiras versões.
Ainda em 1979, faz seu primeiro Show "Feira de Música", produzido pelo compositor Antônio Carlos Maranhão (falecido). O evento reuniu um grupo de novos artistas - Pedrinho Cavalléro, Zé Serra, Zé Luiz Maneschy, César Escócio, Fernando Antunes, Saint Clair, Kzan Gama, Armando Hesket, Albery de Albuquerque Jr, Alfredo Reisse – que se encontraram para uma grande mostra musical no Teatro Experimental Waldemar Henrique, sendo este, o primeiro evento musical deste teatro. Nesse ano, conhece o compositor Nilson Chaves e começa uma grande amizade que dura até hoje.
Nilson Chaves - Foi a partir dessa amizade, que em 1981, que gravou no Rio de Janeiro seu primeiro disco, com produção do próprio Nilson. Um compacto duplo intitulado "Prato de Casa", com quatro faixas, todas em parceria com Jorge Andrade - Prato de Casa, Bem te Vi, Vereda e Idolatria -, com participação do saudoso Tota na bateria, um paraense que estava radicado há uns anos no Rio de Janeiro, e que no ano seguinte viria a falecer; e ao piano, na faixa "Prato de Casa", Antônio Adolfo e do próprio Nilson Chaves que divide com o musico a faixa "Vereda".
O disco foi lançado em Belém em junho de 1982 com o show "Prato de Tudo", no Teatro Experimental Waldemar Henrique, que lançava, também, o primeiro LP de Nilson Chaves "Dança de Tudo", com a participação de Vital Lima, Rosina Minari e o Grupo Gema. Também em 1979, Pedrinho começa a tocar na noite de Belém tão assiduamente, que ganha o apelido carinhoso do poeta e grande amigo Ruy Barata, de "Operário da Noite".
Em 1980 funda o grupo "Nativo" e participa do Projeto Jayme Ovalle, no Teatro da Paz. Logo em seguida, com o mesmo grupo e no mesmo teatro, participa da Feira Pixinguinha, promovida pela Funarte e produzida em Belém pelo grande compositor Sidney Miller.
O Projeto Pixinguinha, surge na vida de Pedrinho Cavalléro em 1983, numa "Janela para os novos", que era uma pequena participação nos Shows dos artistas que vinham de fora. Sua participação foi junto com Tête Espíndola, Almir Satter e outro artista local, Armando Hesket.
Pedrinho Cavalléro é um frequentador assíduo dos festivais de musicas realizados no Brasil e no exterior, desde 1983. "O Palco é Nosso" em Porto Alegre(RS), produzido pelo diretório de Arquitetura da UFRGS, foi o primeiro, sendo finalista com a música "Estrela da Manhã", em parceria com Jorge Andrade.
Não Pára - Por 15 anos (79 a 94), trabalhou em quase todos os bares, hotéis, casamentos, aniversários, shows em várias cidades do interior e em outros estados. Os festivais de música, primeiro no âmbito escolar - a partir de 1971 -, depois no regional - a partir de 1977- e por fim nos nacionais – como vimos, a partir de 1983), são muito importantes na vida desse artista que hoje, além de participar como concorrente por todo o Brasil, também coordena esses eventos em colégios, clubes e prefeituras por todo o estado do Pará.
Nesses 39 anos de composição, tem mais de 50 parceiros que lhe renderam mais de 300 músicas, sem contar os jingles.
O parceiro mais constante é seu amigo de infância, Jorge Andrade, como vimos linhas acima. Com ele já fez mais de 150 canções, incluindo sucessos como Pássaro Cantador, que se tornou ícone do nosso cancioneiro, e que identifica o artista.
Em 2007, os dois fizeram 30 anos de parceria. E para comemorar essa efeméride, foi criado um projeto, apoiado pela Lei Municipal de Incentivo a Cultura Tó Teixeira, e patrocinado pela Y.Yamada. Desse encontro surgiu o CD intitulado Querelas da Amazônia, com participação de grandes intérpretes da nossa música, que foi lançado em dezembro de 2009.
Eis o depoimento do Pedrinho – “Através de um projeto da respeitada produtora cultural, Carmem Ribas, participei de show em homenagem ao mestre Billy Blanco, falecido há duas semanas. Esse ilustre paraense foi, e é, um dos precursores da Bossa Nova, parceiro de Tom Jobim e Baden Powell. O CD saiu bem graças a Deus e continua a disposição o dos interessados”.
E prossegue – “Há alguns anos temos uma empresa "Igara Produções e Eventos" e produzimos CDs, Shows e festivais de música por todo estado do Pará, como e caso agora do I Festival da Canção Ananin. No ano de 2007, produzimos o I Festival de Choro da Casa do Gílson, inclusive gravamos um CD com as 12 finalíssimas, o I Festival AP da Canção do Norte, com produção de CD duplo com todas as 35 concorrentes. O Festival da Canção Ouremense, que no ano passado 2010 completou 27 anos e é o festival de música mais antigo do norte. Produzimos desde 2005”.
Quanto ao I Festival da Canção Ananin, Pedrinho Cavalléro explica que o evento conta com o incentivo da Lei Semear do Governo do Estado, patrocínio da Y.Yamada - que o acompanha há muitos anos - e apoio da Casa de Show Cangalha, Bar Teatro Café Portela e Doceria Abelhuda. É aberto para todo Brasil.
Importante – ele ressalta que no Festival será obrigatória a participação de compositores residentes no município de Ananindeua (!).
E encerra: “Nosso site é igaraproducoeseeventos.blogspot.com
Visitem! Quem quiser se comunicar comigo para shows, produções de eventos, formatação de projetos, meu e-mail é: pedrinhocavallero@yahoo.com.br - Fones: 91 9180-8560/8108-4850/3263-4526”.
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Essa e a historia do meu irmão Pedrinho Cavalero, que honra as suas origens icoaracienses de cuja Agencia Distrital, por sinal, foi Assessor de Cultura e Lazer – Administração Manfredo Ximenes – com um trabalho dos mais admiráveis.
O papo e longo, mas vale a pena!
Ah, sim, as inscrições para o I Festival da Canção Ananindeua – FECANINDEUA - estão abertas e se prolongarão até sexta-feira, dia 12 de agosto. O Regulamento e ficha de inscrição estarão disponibilizados para download no blog da Igara Produções no dia 11 de julho. O material também estará disponibilizado Bar Teatro Café Portela, situado na WE 52, nº 221, Cidade Nova VIII, Ananindeua. (A.F.)

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