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9/27/2006

EcoCírio ganha novamente as ruas de Outeiro


A Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira volta a realizar nesta quinta-feira, 28, às 9 horas, mais uma edição do EcoCírio, que anualmente reúne alunos, professores e funcionários da escola, além da comunidade de Outeiro, numa homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. Nesta quarta, 27, às 19 horas, acontece a trasladação, com saída da frente da escola e percurso pelas ruas da ilha até a Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas.
Organizado pelo Escritório Piloto de Ecoturismo da Escola Bosque, este ano o EcoCírio traz o tema "Nas Trilhas da Fé", com a finalidade de colocar a comunidade da ilha em contato com as manifestações artísticas e culturais paraenses e de mostrar o potencial do Círio para o turismo.
Durante o evento, o público poderá conhecer um pouco do trabalho desenvolvido pelos alunos, como bijuterias, terços e bótons feitos com sementes, roque-roques e produtos de papel reciclado.
Dentro da programação do EcoCírio 2006, ainda acontece uma exposição no Aeroporto Internacional de Belém sobre as ações sobre projeto, que ficará aberta à visitação do dia 2 até 15 de outubro.
A Fundação Escola Bosque tem a parceria da Infraero, Belemtur, Paratur, Sebrae, Amazon Paper, Liceu de Artes e Ofícios Mestre Raimundo Cardoso, Fábrica de Velas São João e Paróquia de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas.
Dia 27, 19h: trasladação da Escola Bosque para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas;
Dia 28, 9hEcoCírio, da Igreja para a Escola Bosque.
Endereço da escola: Rua Manoel Barata, s/n, Outeiro. Fone: 3267-1444
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Esperança Bessa

9/24/2006

Monumento do Iº Centenário de Icoaraci está esquecido


Os senhores se lembram do monumento do I Centenário de Icoaraci? Ele esta na Praça Paes de Carvalho ao lado da Matriz de São João Batista plantado por sobre um pedestal corroído pelo tempo, sem manutenção e completamente esquecido de tudo e de todos.
O monumento da maior efeméride ocorrida em Icoaraci nesses últimos 37 anos foi criado e erigido para lembrar os 100 anos de existência de Icoaraci – a Vila Sorriso.
É. Mais ele tem uma historia.
Em outubro de 1968, o então prefeito de Belém, o medico Stélio de Mendonça Maroja (já falecido) criou a Comissão Coordenadora do Iº Centenário de Icoaraci. Essa comissão que foi empossada no dia 20 de outubro, era constituída de nomes representativos da comunidade local. Sua função era, juntamente com o agente distrital, engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, presidente - de organizar um ano de comemorações dos 100 anos de Icoaraci.
Realmente, naquele ano (1969) todos os meses havia algum evento.
Em janeiro deu-se o lançamento do I Centenário de Icoaraci. Em fevereiro o Carnaval (ainda na Rua Dr. Manoel Barata, em frente a agencia distrital) foi o mais deslumbrante de todos os tempos. Além das agremiações locais, contou com a presença da Escola de Samba Quem São Eles e do Rancho Não Posso Me Amofina; em marco foi lançado o compacto simples como o Hino do I Centenário, gravado por Luiz Olavo (falecido) e produzido por Pires Cavalcante; em abril foi inaugurado o serviço o serviço de travessia de balsa para o Outeiro, a partir da 2 de dezembro (7ª Rua); em maio deu-se o Baile das Debutantes do I Centenário na sede social do Pinheirense Sport Clube; em junho a quadra junina atingiu toda Icoaraci e Outeiro e revelou o Boi Bumba Pingo de Ouro e o Grupo Leão Dourado, do Km. 23, da rodovia Augusto Montenegro; em julho ocorreu a Operação Especial Icoaraci-Outeiro do Projeto Rondon, que praticamente redescobriu as ilhas de Caratateua e Cotijuba.
Ainda em agosto foi lançado entre as escolas icoaracienses o concurso de desenhos e motivos para o futuro monumento do centenário; em setembro, a parada escolar foi uma das maiores que se tem noticia na Vila Sorriso, com a participação de todos os estabelecimentos de ensino da Icoaraci e, mais, as bandas marciais dos Colégios Augusto Meira, Paes de Carvalho e Magalhães Barata.
Em Outubro, no dia 8, ocorreu o grande Baile do I Centenário de Icoaraci, no Salão Paroquial Padre Theodoro Kokke – gentilmente cedido pelo monsenhor José Maria Azevedo – com o Conjunto de Guilherme Coutinho, também falecido - e um dos mais importantes da época, ao lado Sayonara – tendo como atração a cantora Joelma - sucesso da época - que arrasou, além da apresentação da "Rainha do Iº Centenário", a senhorita Antinéia Kátia dos Reis Puga.
Na manhã ensolarada daquele mesmo dia 8, às 10 horas o prefeito Stélio Maroja, o agente Evandro Bonna e os componentes da Comissão Executiva inauguraram o monumento do Iº Centenário de Icoaraci no inicio da Praça Paes de Carvalho, ao lado da Igreja de São João Batista. Concebido e desenvolvido pelo próprio Evandro Bonna – que também foi o autor do projeto do prédio da Agencia Distrital inaugurado dois anos depois - era um obelisco de 30 metros de altura em forma ogival recortado - como se fora duas mãos postas em direção ao céu, numa atitude de oração. No alto havia a marca do evento em concreto reforçado: duas rodas dentadas acopladas e cortadas por uma linha horizontal.
No centro da primeira havia uma linha vertical simbolizando o numero 1 – do primeiro centenário – estilizado, e duas rodas perfazendo o número 100. O desenho – aprovado pela comissão, após concurso realizado nas escolas icoaracienses – foi de autoria de um estudante do 3º ano ginasial do Colégio Estadual Avertano Rocha.
No rodapé do monumento havia a seguinte inscrição em bronze: ”Aos que nos antecederam agrademos o trabalho; à posteridade, com orgulho entregamos os alicerces da grande Icoaraci do futuro”. Frase de autoria de Evandro Bonna – sem duvida, o maior ”subprefeito” que Icoaraci já teve.
Os festejos do centenário prolongaram-se. O Círio de Nossa Senhora das Graças de 1969 teve a presença do prefeito Stélio Maroja que o acompanhou em toda sua totalidade, do arcebispo D. Alberto Ramos e do governador Fernando José de Leão Guilhon (falecido) que recebeu a imagem da Santa no final do préstito junto com monsenhor Azevedo e D. Alberto Ramos.
No dia 28 de dezembro, o prefeito Stélio Maroja condecorou os membros da Comissão Coordenadora do Iº Centenário com a Medalha dos 350 anos de Belém. Os festejos do Iº Centenário foram encerrados com uma grande festa popular na Praça da Matriz, no dia 31 de dezembro dce 1969.
O monumento ficou por muito tempo no local.
Na gestão do administrador Augusto Rezende, mudou de posição.
Dentro do projeto de reurbanização da Praça da Matriz e ajardinamento da Praça Paes de Carvalho – estabelecido em conjunto com o agente Armando Tavares -, o prefeito achou por bem modificá-lo, fazê-lo um pouco menor e colocá-lo no meio do logradouro obedecendo todas as características originais.
Durante a administração Augusto Rezende o marco do centenário foi muito bem cuidado. Quase toda semana era limpo pelos trabalhadores da Agência Distrital supervisionados, pessoalmente, pelo então agente Armando Tavares.
Com o advento da administração Edmilson Rodrigues o monumento-orgulho de Icoaraci foi esquecido, abandonado, entregue à própria sorte. Atualmente está caindo os pedaços e ninguém se lembra que ele existe.
Até mesmo a placa de bronze, sumiu. Se não estiver no Departamento de Operações da Agência Distrital, vai ver que foi fundida ou vendida...
Daqui, o apelo de um icoaraciense que ama a sua terra: Meu caro Duciomar - no dia 8 de outubro – ou seja, daqui a duas semanas - Icoaraci estará completando 137 anos. Que tal resgatar o marco que faz parte da história da Vila Sorriso, que eu criei, com as mesmas características de antanho?

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Aldemyr Feio

9/21/2006


Oi amigo feio (bonitão!!!)
Estarei chegando em Belém no dia 6 de outubro para passar o Círio ao lado
das minhas mãezinhas: Nossa senhora de Nazaré e D.Maria, minha mãe
morena.
Deixo Paris no dia 3 e passo dois dias no Rio de Janeiro.
Eu adoro seu Jornal, mas não me mande no período que estarei viajando, do 3 de outubro ao 17 de Novembro. Carrega muito o meu pobre computador que já estar idoso!!!ahahahahah!!!
E uma pena que não chego a tempo para o Festival de Musica de Icoaraci.
Chego no 6 mas às 23 hs (no aeroporto). O show já terá acabado. Fica para o proximo.
Me responda se recebeu esse e-mail.
Como ja te disse, meu computador estar deixando a desejar!!!
Quando eu chegar te telefono e vamos bater um papaço.
Beijos
Nazaré Pereira
Paris - França
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Nazaré – embaixatriz de Icoaraci na França - está chegando.
Vamos recepciona-la condignamente

9/15/2006


NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) repudia veementemente a decisão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que, nesta quinta-feira (14/09), manteve a condenação ao jornalista Lúcio Flávio Faria Pinto, para pagamento de indenização no valor de R$ 8 mil, mais acréscimos, ao empresário Cecílio do Rego Almeida, que processou Lúcio Flávio por dano moral devido à matéria publicada em seu Jornal Pessoal, em 2000. O artigo comentava reportagem de capa da revista Veja de uma semana antes, que apontara o dono da Construtora C. R. Almeida como “o maior grileiro do mundo”.
Assim como a desembargadora revisora do processo, Sônia Parente, o Sinjor-PA defende que o jornalista estava exercendo seus direitos à liberdade de expressão e de imprensa, garantidos pela Constituição Federal. É lamentável, contudo, que a revisora tenha sido voto vencido no julgamento onde as desembargadoras Luzia Nadja Nascimento e Maria Rita Xavier, relatora do recurso, atropelaram direitos basilares da democracia, condenando quem denuncia práticas vergonhosamente comuns no Pará: a apropriação ilícita de terras e o trabalho escravo.
A decisão das desembargadoras ratifica a sentença condenatória do juiz Amílcar Guimarães, que, no ano passado, exercendo interinamente a 4ª Vara Cível do fórum de Belém, acolheu a ação de indenização movida pelo empresário contra Lúcio Flávio. É ainda mais intolerável e inadmissível que o julgamento no Pará não tenha seguido a mesma linha decisória da Justiça de São Paulo, onde outros alvos de Cecílio do Rego Almeida - a revista Veja, um repórter, um procurador público do Estado do Pará e um vereador de Altamira – foram absolvidos das mesmas acusações feitas contra Lúcio Flávio.
A decisão da 3ª Câmara Cível do TJE-PA condenando Lúcio Flávio só reforça a impunidade de quem depreda e saqueia a Amazônia e se configura em um atentado à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade de ter acesso à informação de qualidade.
Não é demais lembrar que, em março deste ano, Cecílio do Rego Almeida foi declarado persona non grata para o Estado do Pará, por decisão unânime da Assembléia Legislativa do Estado. O Sinjor-PA se solidariza a Lúcio Flávio Faria Pinto pela seriedade com que desenvolve seu trabalho jornalístico, e ratifica sua defesa intransigente à liberdade de imprensa, apelando para que a Justiça, em Brasília, ao apreciar o recurso a ser apresentado pelo jornalista, faça valer este direito garantido pela Constituição Brasileira.

9/14/2006

Cotijuba ganha nova escola


A comunidade de Cotijuba ganha esta semana uma escola nova. A Prefeitura Municipal de Belém inaugura na ilha a Unidade Pedagógica da Faveira, que irá atender a mais de 320 crianças, oferecendo o Ensino Fundamental completo, desde as séries iniciais da educação infantil até o Ciclo Básico IV (7a e 8a séries). A entrega da nova unidade da Rede Municipal de Ensino será feita pelo prefeito Duciomar Costa e pela secretária municipal de educação, Therezinh a Moraes Gueiros, na próxima sexta, dia 15, às 8 horas.
Detalhes - A Unidade Pedagógica da Faveira, ligada à Escola Bosque Eidorfe Moreira, em Outeiro, representa um investimento total de R$ 240.221,26, entre construção e aquisição de mobiliário e material didático. São 448 metros quadrados de área construída, com seis salas de aula, departamentos administrativos, biblioteca, salão de múltiplo uso, refeitório, cozinha, despensa e banheiros, fornecimento de água por poço artesiano e esgotamento sanitário com fossa e filtro anaeróbico.
A construção utiliza estrutura em madeira de lei pré-fabricada, o que possibilitou realizar a obra em tempo recorde (apenas três meses), com baixo custo (R$ 432 por metro quadrado) e com alta qualidade construtiva, num projeto adaptado para a região das ilhas.A nova escola substitui o antigo Anexo da Faveira, que funcionava em um velho barracão de madeira, sem infra-estrutura adequada e sem ambientes bem delimitados para o exercício das atividades pedagógicas, que foi derrubado para dar lugar à nova construção.
Os alunos também receberam uniformes novos e kits escolares, com cadernos, lápis, borracha e lápis de cor.
Ilhas – Esta é a segunda das três escolas que a Prefeitura inaugura este ano na região das ilhas. A primeira foi inaugurada há um mês na Ilha da Várzea e outra está sendo finalizada na Ilha do Jamaci. Os investimentos atendem a um dos eixos estratégicos da administração municipal para a educação: a busca do desenvolvimento humano sustentável, especialmente para a região das ilhas.
A Secretaria Municipal de Educação mantém, atualmente 30 unidades pedagógicas nas ilhas. Durante todo o ano de 2005, trabalhou em parceria com a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saeb), Cosanpa e Rede Celpa, levantando as necessidades de cada área. A partir disso, todas unidades ganharam esgotamento sanitário, com a instalação de fossas; abastecimento de energia por gerador; água potável, com construção de poços artesianos e instalação de caixas d´água; foram feitas reformas nas coberturas dos prédios e nos acessos às escolas, além de reequipamento das cozinhas e salas de leitura.

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Aline Monteiro

9/12/2006

Milton Nobre instala duas Varas Distritais em Icoaraci


O Tribunal de Justiça do Estado (TJE) instalou nesta terça-feira/12, mais duas Varas Distritais - uma cível e uma penal - em Icoaraci, aumentando em 100% a capacidade de atendimento processual no distrito. A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Milton Nobre, que destacou a importância da ampliação para o distrito, bem como a conseqüente agilidade processual. Ele disse, também, que a instalação das Varas foi feita de forma planejada.
A 3ª, na área do Cível, atenderá os feitos relativos à Infância e Juventude, Interditos e Registros Públicos. Já a 4ª, a competência é exclusiva para matérias penais. Além de Icoaraci, também já foram beneficiadas com Varas as Comarcas de Barcarena e Paraupebas. Nos próximos meses, segundo Milton Nobre deverão ser instaladas outras 17 Varas em diversas Comarcas do Interior. As Varas foram criadas através das leis nº 6.809/06 e nº 6.870/06, sancionadas pelo governador do Estado em janeiro deste ano. O desembargador também ressaltou a necessidade de instalação de Varas de Infância e Juventude.
Também estiveram presentes a desembargadora Carmencin Cavalcante, corregedora de Justiça da Região Metropolitana de Belém, as diretoras dos Fóruns Cível e Criminal de Belém, respectivamente juízas Maria do Céo Coutinho e Edith Dias. A instalação ainda foi prestigiada pelo desembargador Manoel Christo Alves, ex-presidente do TJE, e representantes do Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Defensoria Pública, dentre outros. Na ocasião, foram lidas as portarias da Presidência designando os juízes Elano Demétrio Ximenes e Hélio Pinheiro Pinto para responderem pelas 3ª e 4ª Varas.
Acêrto - Para a desembargadora Carmencin Cavalcante, a decisão do Tribunal Pleno em aprovar a resolução determinando as competências das Varas em Icoaraci não poderia ter sido melhor acertada. "A criação de mais duas Varas em Icoaraci se fazia necessária porque o volume de processos sempre foi grande". Conforme dados da correição realizada em 2005 pela Corregedoria, tramitavam em Icoaraci, na área Cível, 5.792 processos, sendo que 1.721 foram propostos em 2004 e outros 1.927 em 2005. Na área Penal, foram registradas 2.671 ações, sendo 582 propostas em 2004 e 660 em 2005. Do total, 153 processos correspondiam a réus presos provisoriamente.
Racionalidade - Em manifestação, o presidente da OAB/PA, Ophir Cavalcante Júnior, afirmou que quem ganha com as novas Varas é a população. "O presidente do TJE tem mostrado sensibilidade na questão do acesso à Justiça. Temos visto e testemunhado essa preocupação não só na capital, mas também no interior do Estado, com a instalação de Varas e Juizados Especiais", disse Ophir, que destacou também que a administração do Judiciário tem a concepção de que a Justiça tem que ser revertida para a sociedade.
E completou: "Icoaraci atualmente com os seus 200 mil habitantes e supera, em população, alguns municípios. Nesse cenário, a instalação das novas Varas atende às necessidades da sociedade, “O cidadão quer a Justiça perto de si e o Tribunal revela sua visão global, mostrando que está sensível às estatísticas de segurança pública com a criação planejada das Varas necessárias". É preciso o aumento do serviço de forma racional, permitindo o acesso à Justiça".
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OAB.Pa/Marinalda Ribeiro

Sérgio Couto representará a OAB no Conselho do MP


O plenário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), indicou o nome do conselheiro federal pelo Pará, Sérgio Alberto Frazão do Couto, para ocupar uma das duas vagas da OAB no Conselho Nacional de Ministério Público (CNMP). Sérgio Couto irá substituir o advogado Luiz Carlos Madeira, que renunciou ao cargo em carta enviada nesta segunda-feira/11 ao presidente nacional da OAB, Roberto Busato. O outro representante dos advogados no órgão encarregado do controle externo do Ministério Público é o ex-presidente nacional da OAB, Ernando Uchoa Lima.
Após ser eleito pelo Conselho Federal da OAB para representar a entidade no CNMP, o advogado Sérgio Couto - a apuração foi feita por um escrutinador que leu, voto a voto, a preferência dos conselheiros. Frazão recebeu a grande maioria dos votos - agradeceu a confiança depositada no seu nome pela direção da Ordem e seus conselheiros federais. “Quem vai estar presente no Conselho Nacional do Ministério Público não será a pessoa do Sérgio Frazão do Couto e, sim, o advogado, o profissional, que deve falar em igualdades de condições aos membros do Ministério Público. Se, por um lado, credito aos membros do Ministério Público grande parte da depuração da moralidade pública, também não posso deixar de acusar que suas ações, muitas delas, tem sido desenvolvidas ad terrorem, em detrimento, não apenas dos outros Poderes constituídos, mas em detrimento da advocacia que transita, que circula, que atua e que beneficia todos os três Poderes. Aceito com humildade a missão que acabo de receber do Conselho Federal da OAB”, discursou o advogado.
Sérgio Couto prestou importante colaboração para a advocacia paraense. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA), de 95 a 97 – na sua gestão a sede da Seccional recebeu grandes melhoramentos, assim como o Clube dos Advoghados, com o apoio de Ernando Uchoa Lima, à época, presidente nacional da OAB; além da Escola Superior de Advocacia e a reativação do jornal O Advogado -, foi professor universitário, advogado militante e, atualmente, exerce o cargo de Chefe da Procuradoria do Tribunal de Contas do Município.
Na avaliação de Ophir Cavalcante Junior, Presidente da OAB-PA, - segundo o site da Entidade - a indicação do conselheiro demonstra a importância que os advogados e a advocacia paraenses alcançaram no cenário nacional. “Esse é um reconhecimento a todo trabalho que o advogado Sérgio Couto tem desenvolvido em favor da advocacia paraense e nacional, tendo como pensamento central de suas ações a defesa das prerrogativas dos advogados”, conclui.
Meus parabéns, caro amigo. Você honra o nosso Estado. (A.F.)

9/04/2006

Duciomar vai construir o complexo esportivo de Icoaraci


Deu n´O Liberal - Icoaraci terá um complexo esportivo que contará com uma grande quadra poliesportiva coberta. A prefeitura já destinou quase R$ 1 milhão para o empreendimento. Com isto, o prefeito Duciomar Costa começa a trabalhar para melhorar sua imagem na Vila Sorriso, que, aliás, é muito ruinzinha, a despeito dos esforços que o agente distrital, José Croelhas, está fazendo.
Onde o prefeito também está bem pra baixo é em Mosqueiro, onde teve a maior votação que o levou ao Palácio Antônio Lemos; tudo porque o navio ainda não apareceu na ilha.
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Mas vai aparecer... esperem
E olhem que esse baixinho não é o finado Adamor Filho, mas é danado. Quando ele diz que faz, faz mesmo.
Só se não deixarem...
Eu conheço o Duciomar desde o seu primeiro mandato na Câmara Municipal. Quietinho e sem muito alarde ele foi construindo a sua carreira.
Foi para a Assembléia Legislativa e fez um bom trabalho. Criou uma fundação e ajudou uma pá de gente; deu ônibus de graça para a população carente – quiseram atrapalhar. mas ele não deu bola e foi em frente – e até mesmo colaborou com a Sesan, através de um trator que rebocando uma carroceira montada retirava o lixo nas baixadas.
Esse é o Dudu que eu conheço.
Icoaraci espera muito do prefeito.
Não apenas a concretização de uma idéia antiga; ou seja, o complexo esportivo; mas, também que Duciomar dê um um jeito no prédio da antiga estação do trem. O ex-prefeito Hélio Gueuiros queria transformá-lo num centro de difusão cultural, além de um entreposto do artesanato marajoara, tapajônico e maracá produzido em Icoaraci, com o apoio da Coarti – Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci.
Seria uma continuação do Liceu Cardoso e da Feira do Artesanato.
Fizeram tanta onda, puseram tanto empecilho e não deu, ou melhor, Hélio Gueiros desistiu.
Conclusão: o prédio histórico está se deteriorando e entregue às baratas. Tem até gente morando lá como se fosse dono.
Que tal o nosso Duciomar Costa retomar o projeto? Aí ninguém, vai ter o topete de chamar a minha Vila Sorriso de ruinzinha que para nós, "pés redondos", soa como desrespeito, como ofensa. (A.F.)

8/26/2006

Telma, Contadora


Logo mais às 19 h, no Salão Atlântico Sul, do Hotel Sagres – um dos mais chiques da cidade – a senhora Telma Maria Sebastiana Menezes da Silva, a minha Telma Menezes, estará recebendo das mãos do Senhor Roberto Marques de Souza Rodrigues, diretor executivo da Faculdade de Estudos Avançados do Para (FEAPA) o grau de Bacharela em Ciências Contábeis, culminando com um esforço de quase cinco anos.
Telma integra uma turma de 41 alunos que a partir de agora ingressa na vida profissional.
Telma mereceu esse galardão.
Ao concluir o curso de Técnico em Administração pelo antigo Colégio Estadual Avertano Rocha (Icoaraci), tentou o vestibular. Não deu.
Dois anos após tentou novamente. Também não deu.
Ingressou na vida profissional exatamente num escritório de Contabilidade, onde aprendeu todo o bê-á-bá da profissão.
Posteriormente transferiu-se para um outro escritório onde, praticamente, consolidou a profissão.
Porém faltava a técnica superior e o grau.
Fez um novo vestibular. Foi traída por uma prova perversa.
Preparou-se mais uma vez.
Surgiu uma nova faculdade em Belém. Telma se inscreveu no vestibular. Dessa feita conseguiu a sua vaga que foi festejada não apenas por mim, mas todos os parentes e amigos.
Começou o sufoco. Aulas todos os dias, provas, trabalhos, experiências, pesquisas, exigências naturais de uma grande escola superior voltada para o presente com olhos no futuro, de acordo com o pensamento de seu criador, Roberto Rodrigues.
Finalmente os dois últimos semestres, estágio e o TCC - Fluxo de Caixa como Ferramenta de Gestão às Microempresas, que deu muito trabalho e que foi brilhantemente defendido - e a colação de grau. A consublimação, a recompensa de todo o sacrifício, das lágrimas, da ansiedade e das dores de cabeça.
Roberto Rodrigues pensou em criar uma escola superior que pudesse gerar e disseminar o conhecimento científico, tecnológico e cultural, visando à formação de profissionais empreendedores, éticos, críticos e comprometidos com o bem estar social e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Telma e os seus colegas participaram (e participam) desta realidade.
Mercúrio deve estar feliz.
Mercúrio, um deus da mitologia romana, filho de Júpiter,- o mensageiro de todos os deuses, em razão de sua grande agilidade, simbolizadas pelas duas asas que ladeiam seu capacete e de dispor da confiança da máxima divindade. Além disso, Mercúrio era tido como o deus inventor da Escrita Contábil e, portanto, patrono da Contabilidade - certamente guiará e protegerá a sua nova pupila.
Ela, por sua vez, saberá honrar o caduceu - bastão de ouro que Mercúrio usava, - essa figura acima que abre este texto - e tal como o patrono, proteger as riquezas com a sabedoria adquirida, razão e com ética.
Eu fui citado no TCC da Telma, já que fui sempre presente, a acompanhei e torci por ela nesses quatro anos.
Ela não esqueceu
Sinto-me muito orgulhoso e gratificado.
E, em nome da nova Contadora - que receberá o seu grau dentro de algumas horas-, manifesto publicamente o reconhecimento e os agradecimentos, não apenas da Telma, mas de toda a família, pelo esforço, paciência; sobretudo pelo empenho, interesse e dedicação dos seus Mestres.
Primeiramente ao Professor, Doutor e Mestre Dr. Msc. Koki Ono, presidente do Colegiado de Ciências Contábeis da FEAPA e seu orientador de TCC – o melhor presente que a Universidade de São Paulo deu a Belém do Pará/via FEAPA -; e aos professores do Colegiado: Msc. Dinaldo do Nascimento Araújo; Msc. Gesson José Mendes Lima; Esp. Irani de Fátima Silva Contente; Msc. Manoel Raimundo Santana de Farias; Msc. Maria Cristina Bessa de Brito Coelho; Esp. Petrônio Lauro Teixeira Potiguar JuniorEsp. Ticiante Lima dos Santos e Esp. Tatiana Fabricia Vasconcelos Pinheiro da Silva.
Agora Telma pode dizer com o apóstolo dias antes de se encontrar com o Criador. Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé (II Timóteo – Capítulo 4, Versículo 7).
Mas, para Telma, a carreira não acabou. Agora que começou.
Que mais posso dizer para Telma, senão, que você exerça a sua profissão com responsabilidade e transparência, respeitando as normas éticas e os interesses coletivos, em defesa da eqüidade e da justiça, na apuração correta da distribuição da riqueza, concorrendo para que o seu trabalho possa ser um instrumento de controle e orientação útil e eficaz para o desenvolvimento da sociedade e o progresso do país, - tal qual o juramento que prestará diante da sociedade.
Eu sei que fará tudo isso.
Eu a comunidade de Icoaraci confiamos em você.
Como sempre.

Parabéns Telma

8/20/2006

Jornal do Feio. Sete meses no ar


Hoje este Blog completa sete meses dias no ar.
Surgido de uma sugestão do meu irmão Ricardo de São Paulo – que, primeiramente me inscreveu no Orkut – para que criasse um espaço para escrever o que bem entendesse.
O Blog teve a acolhida gentil e simpática do Google.
E às 12:00 do dia 21 de abril surgia no universo da internet – o Jornal do Feio.
Resolvi dar um norte para este espaço: Pessoal, Icoaraci, Outeiro, Cotijuba e arredores, - onde convivo toda a minha menos os 15 anos que passei no Rio de Janeiro -, Jornalismo, Prefeitura de Belém, que me acolhe há quase 20 anos, além de variedades eventuais.
Abri espaço, também para quem desejasse escrever, expor as suas opiniões dentro de um critério ético, claro.
A pouco tempo criei o Posta Restante onde respondo as perguntas feitas por e-mail.
Nem todas, bem entendido; somente as que julgo mais interessantes. Normalmente publico (e respondo) de três a quatro perguntas. Faço questão de publicar o nome do amigo que me escreve e sua origem. Nunca o endereço.
No e-mail de apresentação que enviei a todos os componentes da minha lista de amigos, eu disse:
“Cedi à tentação e criei o meu proprio blog, que está no AR desde ao meio dia de hoje, sexta-feira, 21.
Gostaria que vc me prestigiasse acessando-o e participando com notícias, notas, comentários, críticas e sugestões.
O Jornal do Feio, como se chama, ñ é meu.
É todos os amigos.
Disponham.”
E como disse, continua sendo de todo o mundo.
O meu colega Joaquim Antunes diz que tem sete leitores.
Eu tenho um pouco mais, 25 – abstraindo os parentes, do restante do Estado, da Bahia, de Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Pelotas) – que quase todos os comparecem nos meus e-mails.
Tudo isso me dá a certeza que o Jornal do Feio conquistou o seu público
Isso é bom.
Vamos em frente. Com o apoio de todos, claro.
Os e-mails são os mesmos:

aldemyrfeio@belem.pa.gov.br e/ou aldemyrfeio@oi.com.br

8/19/2006

Posta Restante


"....assim, tenho a impressão que a nossa Icoaraci está muito mal servida de candidatos. Quando estão em campanha prometem mundos e fundos. Quando estão lá em cima se esquecem de quem os botou lá, sem exceção; eles além de embromarem fazem ouvidos de mercador. É mais fácil se conseguir algo com político (vereador) que não é daqui de Icoaraci, do que os filhos da filhos da terra ou agregados eleitos por aqui...”

Josué Benedito de Castro
Passagem John Engelhard
Rodovia Arhur Bernardes


Obrigado pela atenção.
Como disse no e-mail que enviei, este espaço não trata de política. Nem prol e nem contra. Também não tem candidatos; no entanto está aberto a todos.
Quanto aos atendimentos... acho que o amigo tem razão: santo de casa não faz milagre!...

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A Telma se formou? Você disse que ela iria se formar este mês. Quando iremos tomar os drinques?

Eulália da Silva Ceni
Bairro: Água Cristalina
Outeiro

Telma recebe o diploma no próximo sábado/26, no salão de festas e recepções do Hotel Sagres. Na quarta-feira/17, ela participou juntamente com a sua turma da Celebração Eucarística em Ação de Graças, na Igreja da Santíssima Trindade, sendo celebrante o padre Dilermando Freitas, pároco de Fátima.
Foi uma cerimônia muito bonita.
Hoje/19, ela defendeu na FEAPA, diante de Banca Examinadora, de alto nível, o seu TCC. Agora só falta mesmo o canuto de papel e correr para o abraço.
Eu tenho muito orgulho dessa rondoniense que escolheu o Pará, Icoaraci para viver.
Quanto aos drinques...só na festa no Golden Palace, em setembro.

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... E o mestre Cardoso? Você o conheceu? Não vai fazer uma reportagem sobre ele?

Helenise dos Santos Pádua
Estudante – Avertano Rocha (Avertanão)

Raimundo Saraiva Cardoso, eu o conheci bastante.
A primeira reportagem sobre quem fez fui eu, na antiga Folha do Norte, nos anos 60. Ele era da Vigia. Foi aluno de Antônio Farias Vieira - o Cabeludo, que está fazendo aniversário de morte agora em setembro - onde aprendeu tudo sobre artesanato.
Como bom aluno desenvolveu em muito os conhecimentos adquiridos.
Era conhecido em todo o mundo. Foi imortalizado por Hélio Gueiros que deu o seu nome ao Liceu de Icoaraci.
Em breve farei um material sobre velho amigo. Ele morreu no dia 10 abril deste ano com 76 anos.
Deixou uma lacuna difícil de ser preenchida.

8/17/2006

Duciomar sempre foi amigo de Cotijuba


Duas pessoas – cujos nomes por questão de coerência e discreção prefiro não divulgar – enviaram-me e-mails perguntando se eu “que sabe tudo sobre Icoaraci, Outeiro e Cotijuba”, estava por dentro da Lei que trata da circulação de veículos em Cotijuba. Os dois amigos se basearam numa
nota que foi publicada no Diário do Pará, na semana passada, já que pintaram candidatos tentando confundi-los, assim como, os eleitores da ilha.
Estou por dentro, sim. Vamos aos fatos, por partes.
Em setembro de 1995, dentre os muitos trabalhos apresentados pelo então vereador Duciomar Costa destacou-se um projeto de lei que proibia a circulação de veículos em Cotijuba. Apenas veículos de tração animal eram permitidos.
O projeto foi aprovado à unanimidade e sancionado pelo prefeito Hélio Gueiros.
Eis o texto:
LEI N° 7.768, DE 02 DE OUTUBRO DE 1995
Estabelece normas quanto à circulação de veículos motorizados na Ilha de Cotijuba e dá outras providências.
A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM estatui e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1°. É vedada a circulação de veículos motorizados na Ilha de Cotijuba sem autorização da Administração Pública Municipal.
Parágrafo único. Somente veículos motorizados que prestem serviços de saúde, proteção policial, produção e escoamento agrícola são autorizados a trafegarem pela ilha.
Art. 2°. Esta Lei entre em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM, 02 de outubro de 1995.
Hélio Mota Gueiros
Prefeito Municipal de Belém

Dizem os remetentes que a nota do Diário afirma que essa lei (acima), recentemente, foi flexibilizada. Agora, motos também são permitidas, ali. A mudança ocorreu depois que a área de saúde da PMB constatou que 90% dos cavalos que puxam charretes na ilha estão anêmicos.
Não tomei conhecimento, portanto não posso comentar.
_______________

Pois bem. Um ano antes - 1994 - buscando melhorar a qualidade de vida dos habitantes da ilha de Cotijuba, através de várias frentes de trabalho. A Secretaria Municipal de Economia (Secon) concluiu um estudo que diagnosticou as atividades econômicas da ilha.
Um deles era a o problema de transportes na ilha, já que havia uma grande preocupação quanto à preservação da fauna e da flora de Cotijuba. Com base nisso, o gestor implantou na ilha no dia 05 de novembro de 1994 um sistema de transporte de charretes semelhante ao adotado na ilha de Paquetá (Rio de Janeiro). Em Paquetá só existem os carros de coleta de lixo, bombeiro ou ambulância, o transporte é feito por bicicletas ou charretes com tração animal. Vieram - novinhas em folha e cheirando à tinta fresca - de Santa Catarina, quatro charretes em estilo colonial e seis cavalos – adquiridos em fazendas próximas de Belém – e foram levados para Cotijuba. O serviço de charrete funcionou normalmente em toda a gestão de Hélio Gueiros transportando moradores e turistas na ilha. Elas estavam sob os cuidados das associações de produtores e moradores de Cotijuba.
Naquela ocasião o prefeito afirmou que preferiu entregá-las às associações do que deslocar de Belém toda uma equipe da Prefeitura para realizar esse serviço de locomoção em Cotijuba. “As associações são as maiores interessadas na boa utilização destas carruagens. Acredito que na mão delas nós estaremos melhor servidos”, avaliou Hélio Gueiros.
Após a administração Hélio Gueiros, igual à Conceição de Cauby Peixoto, ninguém sabe ninguém viu mais as charretes. Até maio do passado, quando me transferi do Outeiro para o Gabinete do Prefeito, só existia uma charrete funcionando a tipo precário; e um cotijubense dizia ser de sua propriedade, assim como um dos cavalos.
Os outros cinco sumiram.
Só que as charretes pertencem ao povo de Cotijuba. Não consta que o ex-prefeito Hélio Gueiros tenha vendido ou dado de presente o equipamento para somente um morador.
Quando Duciomar Costa se elegeu e assumiu a Prefeitura de Belém, numa matéria publicada no Jornal das Ilhas de Outeiro, eu dizia que novo prefeito além dos muitos desafios, teria um outro de grande importância e responsabilidade: transformar Cotijuba, devolver-lhe o encanto de antanho e transformá-la definitivamente, em Ecotijuba.
Pelo que se vê ele não está decepcionando.
Quando a uns & outros que só aparecem em época de eleição – mesmo sendo da área – contando lorotas, o povo e vocês que gentilmente me acionaram, não devem tomar conhecimento, não acreditem em papo furado. Dê-lhes o troco no dia 1º de outubro.

8/12/2006

José Croelhas cumprimenta Telma Menezes


O agente distrital de Icoaraci, economista e microempresário José Santos Croelhas, muito gentil, enviou telegrama a Telma Menezes – esposa do repórter – por sua formatura em Contadora pela FEAPA.
Aliás, a turma pioneira da faculdade da rodovia Augusto Montenegro – Benguí.
Eis o teor da mensagem:

“Na qualidade de agente distrital de Icoaraci, é-me sumamente grato cumprimentar a prezada amiga por sua formatura em Contadora pela Faculdade de Estudos Avançados do Pará – FEAPA. O seu amor aos livros, aliado à força de vontade e sua tenacidade contribuíram, tenho certeza, para essa importante conquista na sua vida. Parabéns e felicidades. O povo de Icoaraci, que represento, está orgulhoso de você.

José Croelhas.”

▬“Escola Bosque do Outeiro ressurgirá das cinzas"


No final de abril do ano passado, eu publiquei nos jornais de Belém - eu era Assessor de Comunicação Social da Administração Regional do Outeiro- , a matéria abaixo. Como o prefeito e escritor Duciomar Costa ressuscitou a Escola Bosque, e pretende transformar Cotijuba em uma estação de eco-museu, tornando realidade um antigo sonho do ex-prefeito Hélio Gueiros, acho que vale a pena republicá-la – com as devidas ressalvas –

Essa afirmação é da professora Rita Nery, consultora da Secretaria Municipal de Educação (Semec) ao participar de uma audiência sobre Educação promovida pelo Capra, um conselho que congrega as entidades e associações que funcionam naquele distrito, realizada no auditório da Escola Bosque. O encontro que reuniu os dirigentes das escolas públicas do Outeiro (estaduais e municipais), líderes comunitários e representantes do Sindicato da Educação (Sintepp), passou em revista a situação e os problemas que afligem esses estabelecimentos. Uma vez equacionados e sistematizados, serão apresentados ao Estado e Município como forma de colaboração.
Sem inauguração – Dentre os muitos problemas apresentados um chamou a atenção. Refere-se à Escola Municipal Helder Fialho, do bairro da Brasília. Ela funciona há quatro anos e nunca foi efetivamente inaugurada pela Prefeitura.
De acordo com a diretora Professora Lecy Barbosa – e seguindo uma prática adotada desde a primeira investidura da professora Terezinha Gueiros na Semec, durante a gestão Hélio Gueiros, segundo a qual, os diretores das escolas municipais sejam indicados pela comunidade - a antiga administração municipal nunca aceitou a sua eleição para o cargo. A Semec apostava numa outra candidata, todavia, a comunidade optou por seu nome.
Desde então a escola começou a sofrer represálias de toda espécie; as salas de aula eram utilizadas para reuniões político-partidárias, e no final sempre apareciam equipamentos danificados ou quando não sumiam. A escola foi entregue à própria sorte; e até mesmo a sua recuperação se deve ao apoio da comunidade que arregaçou as mangas, e juntamente com a equipe de Lecy deu um novo colorido ao prédio.
Escola Bosque - A professora Rita Nery – atual consultora na Semec e que representou a titular, professora Terezinha Gueiros – em sua fala explicou que, lamentavelmente, a Escola Bosque nesses oito anos foi totalmente descaracterizada e sucateada, em todos os aspectos. Ela lembrou que a construção da Escola Bosque partiu de uma idéia do sociólogo Mariano Klautau de Araújo. Meses após a posse do prefeito Hélio Gueiros, ele esteve com a professora Terezinha Gueiros levando em mãos o projeto da Escola-bosque, de sua autoria com o apoio da comunidade do Consilha – Conselho das Ilhas do Outeiro. Terezinha o aconselhou que procurasse Rita Nery, à época, Diretora de Ensino da Semec.
A educadora achou o projeto surpreendente aconselhou a professora Terezinha Gueiros que o aprovasse junto ao prefeito. Logo após foi criado o Centro de Referência em Educação Ambiental – Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, numa homenagem ao professor recentemente falecido, entusiasta em meio ambiente.
A comunidade participou ativamente das demarches para a desapropriação da área onde foi construída a Escola Bosque - Avenida Nossa Senhora da Conceição esquina com a Rua Manoel Barata – Bairro de São João do Outeiro.
O projeto da Escola Bosque aprovado pela Câmara Municipal diferia das demais escolas do município. Era um centro de referência de alto nível, Tanto que os professores selecionados possuíam pós-graduação, e ganhavam um pouco mais do que os seus colegas da rede municipal de ensino; e os alunos selecionados passavam o dia na escola em atividades escolares e extra-escolares voltados para o meio ambiente, com direito a almoço O sucesso foi tanto que houve necessidade da criação de seis anexos na área do distrito do Outeiro, inclusive nas ilhas de Jutuba I e Jutuba II, em frente ao Cotijuba.
Rita explicou que tudo foi pensado. As salas de aula da Escola Bosque no formato octogonal – com oito lados – foram concebidas de modo a não cansar o aluno, assim como, despertar-lhe a criatividade. O auditório foi construído de forma triangular não para somente servir de palco de encontros e eventos. como também para a apresentação de peças teatrais e até mesmo óperas. Nada foi esquecido, inclusive a acústica.
A Escola Bosque tornou-se famosa como centro de referência em educação ambiental e ganhou prêmios e menções honrosas fora do Brasil, na Argentina, Chile Equador, Guatemala e no México.
Futuro - A administração Duciomar Costa juntamente com a professora Terezinha Gueiros pretendem restaurar totalmente a Escola Bosque. Tudo será feito de forma que ela que retorne às finalidades iniciais de referência em Educação Ambiental, com menos alunos e um corpo docente de alto nível entre professores, engenheiros florestais e técnicos em turismo.
Alem disso, segundo Rita Nery, a Prefeitura de Belém tem planos ousados para a Escola Bosque. “Ela vai ressurgir das cinzas”. Será transformada no Centro e Desenvolvimento Insular, não apenas como referencial de Educação Ambiental como também de centro de irradiação de turismo com a participação total da Comunidade. Como se não fosse bastante, dentro da expansão da Escola Bosque, a atual administração pretende recuperar totalmente as ruínas do antigo Educandário Nogueira de Faria (Cotijuba) e transformá-lo num centro de cultura e lazer. O local será a Central de Desenvolvimento das ilhas, um projeto a ser desenvolvido pela atual administração municipal num futuro próximo.
E isso não vai demorar garantiu a educadora.

8/08/2006

Parabéns, Mauro Neto

Foto
Foto:Waldemar Carvalho



Mauro Mendonça Vieira Neto - esse é o nome do artista aí da foto, Gerente de Relações com a Imprensa da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Belém que hoje – a gente entrega - completa 32 “risonhas primaveras”.
A trajetória do Mauro é simples. Da Pratinha – à época não havia divisões, Pratinha I e Pratinha II -, onde nasceu e cresceu, para o mundo.
Desde pequeno o irrequieto garoto filho do Seu Daniel e da Dona Maria Emilia já tinha “queda” para jornal... Anos mais tarde esse anelo tornou-se realidade: Mauro formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará.
Repórter experiente, já trabalha há muito tempo no grupo O Liberal onde passou no crivo do Walmir Botelho. Atualmente, está respondendo pelo caderno Mercado, depois de passar pela chefia de reportagem de O Liberal, onde, diga-se de passagem, deixou saudades e para cujo cargo, se dependesse dos profissionais da redação, já teria retornado.
Ao deixar a Chefia de Reportagem assumiu a Editoria de Polícia, de onde saiu para editar o caderno Mercado.
Também já trabalhou no Diário do Pará.
Por onde passou, Mauro Neto – como se identifica – deixou saudades e mostras da sua competência.
Como chefe, o Mauro tem uma característica marcante. Ele sabe congregar o grupo, sabe distribuir tarefas, evita ao máximo sobrecarregar as equipes; é camarada, compreensivo, defende os colegas e age com bom senso. Mas, também, sabe cobrar e, se necessário, o faz com rigor.
Bem humorado, tem muitas histórias de reportagem para contar! Também tem histórias cômicas da Pratinha. Ele não é empolgado com cargos de chefia, sendo, como se diz no popular, pau para toda obra. Não tem medo de trabalho. Gosta de enfrentar desafios.
Tem talento, o cara!
Na Comus/PMB, há pouco tempo, tem dando demonstração de tudo isso que eu falei.
Há meses por motivos profissionais deixou a Prefeitura; todavia, a direção geral não ficou quieta enquanto não o trouxe volta para a felicidade geral da nação, digo, do Núcleo de Imprensa.
Regozijados pela magna data, os colegas de Mauro organizaram uma café da manhã para ele.
É uma forma de lhe dizer o quanto o quanto lhe querem bem.
Parabéns, Mauro Neto.
Muitas Felicidades.
Muitos anos de vida
.
_________________

* Meus agradecimentos ao Dilson Pimentel e a Fernanda de Oliveira

7/18/2006

Parabéns, meu amor


Peço permissão aos muitos amigos que acompanham este espaço eletrônico para fugir um um pouco da rotina das notícias, comentários e conceitos para registrar com alegria o aniversário natalício de uma pessoa a quem devo muito, muito mesmo e que me atura há quase 20 anos: minha mulher Telma Maria.
Para quem se utiliza das letras como vocação, prazer e profissão há quase 45 anos - e chegou a trocar, quem sabe, uma promissora carreira advogatícia pelo jornalismo- falar das pessoas é muito fácil; contudo, falar da Telma é um pouco complicado.
Ah, se eu fosse falar desta mulher maravilhosa que Rondônia deu de presente ao Pará, e Deus deu de presente a mim, não haveria espaço suficiente neste blog.
Tinha e tenho muita coisa para dizer e agradecer.
Aliás muito mais para agradecer do que pra dizer.
Mercê de Deus, Telma tem sido tem sido nesses últimos 20 anos
a parceira, a amiga, a companheira, a mulher que não vê os meus erros e quando os vê tenta consertá-los; o meu anjo bom que elogia e critica o meu trabalho, me puxa as orelhas quando necessário e me incentiza a prosseguir a caminhada.
Devo muito à senhora Telma Menezes.
A começar pela alegria de viver que ela me devolveu...
Portanto neste 18 de julho quando a Telma completa mais um ano de vida; dessa vida maravilhosa que, de certa forma, eu participo, só me resta dizer:
Parabéns, Meu amor.
Muitas Felicidades.
Muitos anos de vida e que Deus a abençoe.
Obrigado por você existir.
Te amo.

7/17/2006

Posta Restante


.... "e para concluir gostaria de saber tudo sobre o Atendimento ao Usuário que a CTBel pode oferecer. Você que me parece é ligado à Prfefeotura de Belém, pode atender?

José D´Ajuda Prazeres Teles
Tenoné
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Parodiando um pouco o seu nome, faço com prazer.
Eu já havia falado algo a respeito desde assunto, mas vamos lá: Os usuários dos sistemas de transportes públicos - ônibus, táxis e hidroviário - gerenciados pela Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) têm três opções para encaminhar suas reclamações e/ou sugestões sobre os serviços prestados na área municipal: a Central 0800-911314, a Ouvidoria e o protocolo geral da CTBel.
Podem ser feitas através da Central 0800 solicitações em relação à fiscalização de ônibus e táxis, agentes de trânsito, sinalização de trânsito, instalação de pontos de parada para ônibus e abrigos, entre outros, incluindo também reclamações a respeito da prestação de serviços pelas empresas de ônibus urbanos e de operadores (motoristas, cobradores, fiscais). A Central 0800 da CTBel atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
A Ouvidoria da CTBel recebe e apura reclamações e denúncias contra todo e qualquer funcionário do órgão. O setor funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Telefone: 3283-4508.
O protocolo geral da CTBel funciona, para o público externo, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Para o recebimento de correspondências oficiais, porém, o protocolo geral fica aberto até às 15h.


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Como é o nome completo do prefeito de Icoaraci? É verdade que é ele é jornalista?

Luciana Paredes Exer

Conjunto Vila Sorriso I- Icoaraci

Primeiramente quero esclarecer que Icoaraci, ainda não é municíoio; portanto não tem prefeito. A nossa Vila Sorriso é um distrito ligado ao Gabinete do Prefeito. Como distrito possui ruas, bairros, Cartório, Vara Distrital, mas não é automoma; portanto, o nosso José Croelhas não é prefeito e, sim, agente distrital - uma espécie de "subrefeito". Lamentavelmente Croelhas não é jornalista profissional, apesar de ser o criador do jornal O Estado. O administrador de Icoaraci é economista e professor - lecionou no Colégio Nossa Senhora de Lourdes - e é pós-graduado pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), além de microempresário.

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Você não axha que o padre CID já deveria ser bispo? O ex-vigário José Maria Azevedo não era Monsenhor?

Maria José Oliveira Contreiras

Icoaraci

O CID não vai gostar nem um pouco desse assunto, mas como veio de uma internauta, vamos lá. Claro que o nosso Raimundo Possidênio Carreira da Mata já deveria ter sido sacrado bispo há muito tempo. E não foi por falta de incentivo e propaganda da minha parte. Desde a época em que estava no´O Liberal. Mas quem decide é o Sumo Pontífice. Já pensou um filho de Icoaraci, bispo? Uma Benção. Padre, Graças a Deus temos vários, filhos da Terra do Coronel Sarmento. CID é um deles e o Goerge Jenner, do Paracurí. Vamos torcer, Maria, para que Bento XVI e o Altíssimo Se lembrem desse antigo morador da Travessa Souza Franco.

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Encrevam:

aldemyrfeio@oi,com.br e/ou

aldemyrfeio@belem.pa.gov.br

7/14/2006

Parabéns, Dílson



O jornalista Dilson de Assis Pimentel Júnior tem todas as características de um bom sujeito. É cordato, honesto, inteligente, um excelente profissional, ético e competente; e tem se revelado um pai carinhoso e extremado da Isabela, 12 anos.
Ele encarna o adágio popular que diz que um bom filho é um bom marido e um bom pai e... bom amigo.
É verdade.
Dílson é tudo isso e mais alguma coisa.
Originário das plagas maranhenses, ou melhor, da cidade de Carolina, sul do Maranhão, um dia aportou em Belém e aqui – trocando as maravilhas da boa terra de Humberto de Campos pela manga e pelo açai de Belém – adotou a nossa cidade como sua, de alma e coração.
Tanto que ingressou na Universidade Federal do Pará concluindo com louvor o Curso de Comunicação Social – Habilitação: Jornalismo.
O nosso personagem tem quase uma estória n´O Liberal onde começou como estagiário e onde está há 17 anos.
Atualmente é reporter “C” e subeditor de Polícia, co-responsãvel pelo caderno de Polícia do jornal... aliás, muito bem feito e editado.
Ainda como estudante ingressou na Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Belém (Comus), onde atua há mais de 10 anos, no Núcleo de Imprensa.
Pois é. Dílson – que é casado com a repórter fotográfica Shirley Penaforte - aniversaria neste sábado/15...
...mas como neste dia ninguém trabalha na prefeitura e o expediente de sexta-feira vai até meio dia, os colegas resolveram fazer a festa para ele na quinta-feira/13, pela manhã.
Nem precisa dizer que Dilson é querido e estimado por todos, sem exceção.
Parabéns amigo;
Muitas felicidades,
Muitos anos de vida.
É uma honra, um privilégio para todos nós tê-lo como colega e amigo.
Na foto de Waldemar Carvalho um aspecto da Festinha para o Dílson na redação da Comus.

6/30/2006

Escola Bosque retoma papel de referência em educação ambiental
















Fotos: Waldemar Carvalho


Uma grande festa marcou a entrega das obras de revitalização da Escola Bosque Prof. Eidorfe Moreira, em Outeiro, na manhã da sexta-feira/23, O refeito Duciomar Costa, a secretária municipal de educação, Therezinha Gueiros, autoridades e nomes da área ambiental relembraram o histórico da escola e de seu projeto pioneiro de educação ambiental e exaltaram o momento que chamaram de “renascimento” da escola em seus princípios pedagógicos originais, dez anos depois de sua fundação. O ex-prefeito Hélio Gueiros, a secretária Therezinha Gueiros e o arquiteto Milton Monte receberam homenagens especiais.
O prefeito Duciomar Costa, que era vereador quando a Escola Bosque foi inaugurada e apoiou a retomada do seu perfil original como centro de referência em educação ambiental, falou da importância do projeto para ajudar a mudar a cidade de Belém. “Estou tendo a honra de resgatar obras importantes para Belém e isso é resultado de uma administração compartilhada. Será impossível construir a cidade que sonhamos se não houver o compromisso de todos. A principal obra, portanto, é exatamente a conscientização, é a educação”.
O pronunciamento da secretária Therezinha Gueiros, responsável pela implantação da escola em 1996, no último ano da administração de Hélio Gueiros, foi tomado de afetividade. “A melhor palavra que pude achar para falar desse momento foi renascimento, depois do quase desmonte de um projeto que sempre foi coletivo e que pôs em marcha a construção de uma educação ambiental à época inovadora na América Latina. Esse desabrochar agora se deve à qualidade da semente que foi lançada há dez anos. Sei que o prefeito Duciomar foi um dos que sofreram ao ver a deterioração desse projeto e quero agradecê-lo pela coragem de entregar novamente a educação aos educadores.”
A comemoração começou com uma visita por todos os espaços recuperados na área de 120 mil hectares de mata secundária ocupada pela escola. Os visitantes passaram pelo bosquinho onde se iniciaram as discussões com a comunidade da ilha para a criação da escola, ainda em 1995, e onde foram recebidos por uma dramatização dos alunos do curso de teatro da escola, voltado para a educação ambiental. Seguiram pelos laboratórios, salas de aula, biblioteca, refeitório e viram apresentação do grupo parafolclórico Boto Tucuxi, formado por comunitários, e chegou até a horta.
Durante a cerimônia, a professora Marilena Loureiro foi apresentada como a nova presidente da Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque Prof. Eidorfe Moreira (Funbosque), responsável para administração da escola. Também foram apresentados o conselho consultivo da escola, formado por especialistas e nomes de referência em educação ambiental, e o grupo Amigos da Escola Bosque, que reúne voluntários dispostos a contribuir para o desenvolvimento das práticas educativas da escola.
Como parte da comemoração, ainda foram assinados convênios de cooperação técnica entre a Funbosque e Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) e Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), ambos para a realização de estágio curricular para os alunos do curso técnico em meio ambiente.

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Aline Monteiro

6/25/2006

Escola Bosque continua promovendo a Educação Ambiental


Deu na coluna do Dr. Hélio Gueiros, no Diário do Pará, de hoje:

“Diz-se que todo pai e toda mãe tem seu filho preferido. Amam a todos, lutam e se sacrificam por todos, mas há sempre um que dá a impressão de que é mais preferido do que os outros.
Pela Bíblia, isso vem do começo do mundo, ebeca, mãe de Esaú e Jacó, fez uma tramóia em favor de Jacó contra a primogenitura de Esaú e este ganhou as bênçãos que por direito seriam de Esaú. Na vida pública o governante, mesmo tendo obras e serviços a comemorar, se apega mais à uma realização do que às outras.
É o que parece acontecer comigo quando me lembro do meu governo. Acho que fiz alguma coisa para deixar lembrado o meu nome, mas a criação da Escola Bosque no Outeiro me fala mais alto à mente e ao coração. Idéia da cabeça da Therezinha aproveitando um trabalho do sociólogo Mariano Klautau no Outeiro, a Escola Bosque “Eidorfe Moreira” se constitui um marco na história da educação no Pará, com repercussão em todo Brasil e no estrangeiro.
A Escola Bosque está completando dez anos. E o Prefeito Duciomar Costa e Therezinha fizeram festa na sexta-feira/23 e apresentaram à população uma escola renovada e revitalizada a partir de investimentos, com recursos próprios da Prefeitura, de mais de meio milhão de reais. Os trabalhos para recuperação da Instituição de Educação Ambiental compreenderam instalações elétricas e hidro-sanitárias, melhoramento das esquadrias e das estruturas dos prédios, recuperação do grande auditório, troca de móveis, instalação completa da biblioteca e da brinquedoteca, aquisição de 2.500 livros, cozinha industrial, nova central de refrigeração, novos computadores, recuperação do lado, abertura de trilhas e caminhos. Além disso, todos os professores da escola receberam em 2005 e 2006 cursos semestrais e intensivos na linha da formação continuada através do projeto denominado “Ecoar”.
O objetivo a cuida da aprendizagem dos alunos que, somente na sede do Outeiro, somam 1.700 entre educação infantil, ensino fundamental e ensino médio com curso para formar técnico em meio ambiente.
10 anos da Escola Bosque! Deus continue a abençoar seus dirigentes, seus professores, seus funcionários, seus alunos e a sofrida, heróica e grande gente das ilhas de Belém”.
É como diz o belo e criativo anúncio da DC3: “...As pessoas ganham aa chace de ter uma boa profissão e renda. A cidade ganha multiplicadores da idéia de progresso com consciência ecológica.
Uma vitória de todos”.
E que Deus abençoe o senhor Dr. Hélio que tornou realidade um antigo sonho dos outeirenses. (A.F.)

6/23/2006

‘Escola Bosque’ ressurge das cinzas



Duciomar devolve a Escola
Bosque à comunidade


Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira completa dez anos de fundação com sua estrutura física revitalizada e com o processo de retomada do seu projeto pedagógico original.
Nesta sexta, dia 23, às 9 horas, o prefeito Duciomar Costa faz a entrega da obra e acompanha a secretária municipal de Educação, Therezinha Gueiros, numa visita aos espaços recuperados, junto à comunidade do Outeiro.
A revitalização da Escola Bosque, iniciada no ano passado, representou um investimento superior a R$ 700 mil. Foram feitas a recuperação da estrutura e telhas da cobertura de todos os blocos, pintura geral, recuperação dos alojamentos, do auditório, e pintura de painéis coloridos, além de recomposição paisagística dos jardins e bosques da escola.
Desde o ano passado, a escola está retomando sua relação com a comunidade, organizando uma série de projetos de geração de renda para a população do entorno, mantém um escritório piloto de ecoturismo formado pelos alunos do curso técnico, projetos de incentivo ao uso de plantas medicinais, de reciclagem de papel para criação de pastas, embalagens e outros produtos, clube de ciências e um núcleo de educação ambiental através da arte e esporte.
Os frutos dessa retomada já começaram a surgir. Treze convênios estão sendo formalizados com instituições ligadas à educação e à área ambiental para desenvolvimento de atividades com alunos e comunidade. A escola também está implantando seu conselho consultivo e a Associação Amigos da Escola Bosque como parte das comemorações de aniversário.
E não faltam motivos para comemorar. A escola recebeu do Ministério da Educação o Prêmio Melhoria do Ensino Médio Noturno, no valor de R$ 140 mil reais para investimentos na reformulação dessa modalidade de ensino a partir do projeto Curupira.
Também acaba de lançar o livro “Receitas e Sabores da Horta”, organizado pelos alunos do Ciclo II do Ensino Fundamental como resultado do projeto “Plantando e Colhendo - Aprendizagem na Horta do Conhecimento”, que tem como principal objetivo compreender a importância das hortaliças para a saúde humana.
A Escola Bosque foi criada na administração Hélio Gueiros, para ser um centro de referência em educação ambiental e para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região insular de Belém, a partir de discussões que tiveram a participação da Prefeitura Municipal de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e dos moradores organizados no Conselho de Representantes da Ilha de Caratateua, o Consilha.
Localizada a 35 quilômetros do centro de Belém, ela foi construída em uma área de 120 mil metros quadrados de floresta tropical secundária, com salas de aula, auditório, biblioteca, videoteca, brinquedoteca, laboratórios de informática, de ecoturismo, de química e de biologia, horta, orquidário, lago para criação de peixes, cozinha, refeitório e alojamentos para receber pesquisadores.
Organizada como uma fundação, tem hoje cerca de 2.300 alunos, de educação infantil até ensino médio profissionalizante, com formação em técnico em meio ambiente, direcionados para manejo de fauna, flora e ecoturismo, sendo a única da rede municipal a oferecer ensino médio.
Durante a gestão Hélio Gueiros, a Escola Bosque viveu o seu apogeu e foi citada como sendo um dos mais importantes centros de Educação Ambiental, não apenas no Brasil, como também vários congressos realizados na Argentina, Chile, Equador, no Uruguai e foi visitada por pessoas ligadas a Ecologia e Educaçao Ambiental de todo o mundo.
Como repórter que acompanhou a Escola Bosque desde o projeto inicial. cumprimento efusivamente o prefeito Duciomar Costa por sua atitude de fazer com que a Escola Bosque, igual a Fênix da mitologia grega, ressurgisse das cinzas.
Muito bem, amigo.
Outeiro não esquecerá.

· Com a colaboração de Esperança Bessa

6/21/2006

Posta Restante



Está dificil essa situação da falta d'agua em Icoaraci. Como é possivel uma companhia de saneamento não localizar um simples vazamento? Se não me engano, aqui a Sabesp, dispõe de um dispositivo - aparelho, ou algo parecido - que localiza com precisão esses tipos de vazamento. Não tenho certeza disso, mas você poderia averiguar se a empresa paraense tem conhecimento disso.
A falta de água nas proximidades da Rua 7 deve atingir você que mora quase nas imediações. Certo?

Alfredo Ramos, de São Paulo
(um belenense peocupado com a situação dos moradores de Icoaraci)

É verdade, cunhado.
Mas acredito que os técnicos do Saaeb já estão tomando as providências.
Por sinal, está circulando o n 1º do Notícias do Saaeb com muitas novidades. Oportunamente falarei sobre esta publicação
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Icoaraci está sem água há quase quatro dias,
Não é posível uma coisa dessas acontecer numa mini-cidade que você apelidou de Vila Sorriso.
Como podemos sorrir com a falta do chamado precioso líquido?
Você que sabe tudo sobre o Saaeb – escreveu há dias muito bem sobre ele – interceba a quem de direito para que resolva a situação.
Chega de politica, vamos cuidar mais de ação.

José Antônio Penteado Drumond – Ponta Grossa, Icoaraci

Está registrada a crítica.
Ô Raul Meireles, anote essas reclamações
.
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Conheci ontem o teu jornal eletrônico – o Jornal do Feio,
Parabéns, o bicho é da melhor qualidade. Ele é semanal ou mensal? Preciso saber prá poder ficar ligado. Grande beijo meu, da tua prima Ione e dos primos. Amanhã: BRASIL 3, e o pessoal do olho pequeno O.
Vamos cruzar os dedos!!!
Lhe aguardo.

José Ronaldo Uchoa Pinheiro – Telégrafo, Belém.

Obrigado, primo.
Vou assistir o jogo na sua casa. Prepare a Coca e os sanduiches.
Eu não bebo cerveja... e nenhuma bebida alcoólica, ok?
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Oi, Feio
Chama atenção das autoridades, ou de quem de Direito, para o estado crítico do prédio onde nasceu o nosso poeta maior Antônio de Nazareth Frazão Tavernard – que em maio completou 70 anos de morto – na Rua Siqueira Mendes – ou 1ª Rua, como queiram – quase esquina com a Travessa São Rocue, que está quase para cair. Até o Cisju que funciona lá desde a sua fundação, há nove anos, saiu, já que não tinha condições de funcionar.
Quebre este galho.

José Raymundo Mesquita – Cruzeiro, Icoaraci.

Faço côro à reclamação do José Raymundo.
Por sinal a edição d´Estado que estará circulando segunda-feira/26, traz uma nota a respeito desse assunto.
Em breve, aqui neste espaço e no mais antigo de Icoaraci, este assunto será tratado com maior profundidade.

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Este espaço é de todos:
aldemyrfeio@belem.pa.gov.br/
aldemyrfeio@oi.com.br.
Escrevam.

6/11/2006

Jornal do Feio fala sobre Alfredo Ramos


O blog do jornalista Aldemyr Feio, o Jornal do Feio, editado em Belém, destaca em sua última atualização este colunista. A idéia em principio não era contar uma história, mas fui escrevendo e quando me dei conta, tinha a matéria pronta. Falei para o Feio: Cara estou te mandando o texto.
Lê, vê o que dá para aproveitar, faz um resumo e manda pro ar. Feio, achou que dava pra colocar do jeito que mandei. Sendo assim, que seja. Vamos ver a reação da galera.

Aldemyr Feio é jornalista e assessor de imprensa da Prefeitura de Belém. É dele o slogan de Icoaraci: Vila Sorriso.

PS - Pinçado do site Fiel Bicolor – Brasil, que é editado em São Paulo.

Obrigado, gente!



Confesso que é um tanto quanto piegas agradecer cumprimentos de aniversário.
Lembro de uma citação de um antigo colega – já aposentado – Dalvino Flores, que sempre dizia: "após os 50 anos a gente não aniversaria, mas completa tempo de fundação".
É o meu caso!!!
Depois de quase 40 anos de estrada, disponho de um espaço para escrever e acolher o que outros escrevem... e, ontem, foi o dia do meu aniversário; portanto, vale a pena o registro.
De qualquer forma, agradeço sensibilizado às pessoas que gentilmente me cumprimentaram, por e-mails, cartões e telefonemas.
Destacadamente: Duciomar Costa, Fernando Coutinho Jorge, Almir de Oliveira Gabriel, Augusto Teixeira, Hamilton Pinheiro da Costa, Antônio Eustáquio do Nascimemto, Hélio Dória, Hélio Dória Jr. Santino José de Jesus Soares, Padre Raimundo Possidônio Carreira da Mata, Clayton Palmeira, Messias Lyra, Rárima Croelhas Feio, Cláudio Croelhas, José Santos Croelhas, Telmo Mãrio Menezes da Silva, Gerson Menezes da Silva, Terezinha de Jesus Sales da Silva, Ivanice Lobato, Ivanildo Lobato, Lucas Gonçalves, Sérgio Lobão, de Belém; Antônio Alfredo de Olivcira Ramos, Antônio Alfredo de Olivcira Ramos Jr, Maria Aracy Sena da Silva, Dolores Garanito de Freitas e Ricardo Uchoa Rodrigues, de São Paulo; Yolanda Nóvoa Braão, Raimundo Moreira Filho, Aylton Nacarato, Oscar Silvano, José de Oliveira Gaspéro e Prescila Mont´Alverne Tys, do Rio de Janeiro, além de José Serrote, Maria Dália de Azevedo Quincas, de Belo Horizonte e Lúcia Oliveira e Luís Eduardo Moreira Feio, de Fortaleza – dentre outros.

A Poesia da Yolanda


Yolanda Brazão (*)


Vamos lá brasileiros
Chegou mais um grande momento
Soltem suas emoções
Preparem seus corações
Façam pedidos em orações
O Brasil precisa ganhar
E para o nosso Brasil
O hexa conquistar
Vamos reunir nossas vibrações
E tudo que há de melhor
Buscar apenas os bons fluidos
E com o pensamento positivo
Apostar nesta vitória
Que só nos trará gloria
E orgulho de ser brasileiro
Vamos mostrar para o mundo inteiro
Nossa versatilidade
Toda criatividade
Todo nosso talento
Nossas grandes estrelas
Dizer que no Brasil
Não existe só violência
Que ela está em todo mundo
Mas, contudo
Não é assim divulgada
E aos quatros ventos espalhado
Nosso Brasil tem grandes qualidades
Muita boa gente na cidade
Mas é rica em emoção
Nos temos a maior seleção
Por cinco vezes fomos campeões
E agora vamos vencer...
Trazendo para o Brasil
Mais uma taça pra seus cidadões
Vamos gritar , bradar
Em bom alto som
O hexa não é um sonho
É a nossa maior realidade
Nossa maior conquista
Somos os campeões.

Junho 11, 2006 5:42 AM
(*) Yolanda Nóvoa Brazão, é atriz, poetisa e escritora icoaraciense, radicada no Rio de Janeiro

6/07/2006

Alfredo Ramos, por ele mesmo


Nasci em Belém, em agosto de 1941. Estudei no Colégio do Carmo, primeiro como interno, depois fui “promovido” por bom comportamento para o externato.Fiz parte junto com Manoel Pompeu Filho e José Bonifácio Antunes Monteiro, do triunvirato que dirigiu o Grêmio Recreativo Domingos Sávio na tentativa de soerguê-lo. Mas o que se viu na pratica é que seus dias ficaram piores e quase foi fechado pelos diretores do Colégio principalmente quando eu tentei meter as mãos pelos pés e tentar “dirigir” o Grêmio.
O primeiro contato com um político de porte foi com então governador do Estado, Magalhães Barata. Fui até o Palácio pedir seu apoio para a reforma de nossa quadra de esportes. Barata garantiu que daria total apoio. Esperei 30 dias e nada da reforma começar, então mesmo sendo advertido pelo diretor do Colégio, Pe. Belchior Maya d´Atayde, mandei quebrar a quadra, na esperança que viesse a provocar uma “revolução” estudantil, contra o governo - veja só que criancice! Nada aconteceu, a não ser minha expulsão do Colégio.
Manoel Pompeu era um grande líder estudantil. Um revolucionário dos bons. Foi um dos lideres e idealizador da Liga Camponesa do Pará. Fiz parte, ou melhor, me colocaram nela, mas nunca me envolvi no movimento, mesmo porque queriam que fosse panfletar e distribuir nos confins do Judas (interior do Pará) armas para os colonos em nome do suposto movimento comunista do Leonel Brizola e Jango Goulart. Na realidade eu não estava nem um pouco preocupado com esse movimento de esquerda. Minha preocupação era outra, a de adolescente da era James Dean, descobrindo o mundo na base da rebeldia e nas grandes farras.
Nunca fui um bom estudante. Fui expulso de todos os colégios de Belém. Carmo, Paes de Carvalho, Moderno, Abraão Levy e até do único colégio que jamais ousara expulsar o pior aluno, o Para Amazonas. Credo! Por conta disso, o Nazaré não quis nem saber de minha matricula. Pior pra eles. Nunca gostei dos Marianos mesmo. Sempre fui um Salesiano.
Quando estudava no Carmo tinha um jornalzinho editado pelo Waldir Sarubby de Medeiros. O Clarim. Poesia pura. Mas eu lia O Clarim, o que era editado na Argentina, que meu pai assinava. Sarubby nasceu poeta como o João de Jesus Paes Loureiro que também escrevia suas poesias no manuscrito deste. Eu, sempre fui um semi-analfabeto. Não estudava e ainda queria ser jornalista. Lancei então um jornaleco manuscrito concorrente: o Sem Rival. Fez sucesso principalmente por só falar o que não devia. Era o Pasquim piorado da época. Tinha as minhas “vitimas” preferidas. Lembro do Pe. Bertoldo, que lecionava francês e o chamava de Padre Bicudo, ou melhor, Padre Bicudô, com direito a bico e tudo. Encarnei tanto no coitado que ele entrou em depressão e deixou de lecionar. Pura maldade juvenil.
Tempos depois fui me “oferecer” a aprendiz de jornalista. Bati n’A Província do Pará. Deram-me uma mesa e uma cadeira – como se eu fosse gente - e, a incumbência, pior ainda - de cobrir a Câmara Municipal. Dureza para quem não sabia nem o que era mesmo um jornal. Fui a Câmara e sentei numa mesa de fundo, onde os jornalistas faziam a cobertura das sessões. Não entendi patavina que os vereadores falavam. Tudo grego, como, aliás, é o modo deles falarem. Resultado - mandei um projeto de matéria mal escrita e que falava não dos vereadores, mas das atividades na zona do meretrício de Belém. Nem tinha começado e já fora despedido com um simples recado: “Vá trabalhar na Tribuna do Pará. Lá é que é lugar de terrorista e comunista” Acho mesmo que o certo seria: Vai trabalhar, vagabundo.
Certo. Comecei na Tribuna do Pará. Tudo o que escrevia ninguém lia, nem os editores. Deveria ser uma bela porcaria mesmo. Mas me deram uma carteirinha de repórter amador. Quando peguei a carteira só deu tempo de descer as escadas da redação e dar de cara com o Exercito na esquina. Cercaram e invadiram a Tribuna. Prenderam todo mundo, menos eu que dei sorte de sair antes deles chegarem. Vim parar em São Paulo, via Paraense Transportes Aéreos, a primeira e única empresa aérea que você embarcava com pára-quedas nas costas e mais com a certeza que a Revolução de 64 não me pegaria nunca. Quem iria fugir da Revolução viajando pela PTA?
São Paulo - Não vim corrido e nem perseguido; afinal a Revolução de 64 não tinha nada haver comigo. Não era comunista, político e muito menos anarquista, embora tivesse cara. Era sim, merengueiro dos bons.
Em São Paulo morei na Pensão dos Aeroviários, em frente ao Aeroporto de Congonhas. Na lanchonete tomava café e nas horas de folga fazia o que todos os paulistanos caretas faziam. Olhava o sem fim das aeronaves descerem e subirem. Seis meses de frio e saudades de Belém. Voltei.
Apesar de pouco emprego em Belém, nunca fiquei desempregado. Cheguei a ter três empregos, acreditem, de uma só vez. Na Booths Line, era Office-boy. Escondido, fazia coleta de dados cadastrais de futuros clientes para a White Martins. O tempo que sobrava, depois das cinco da tarde, andava como louco de "Vespa", vendendo porta a porta sabão para uma fábrica que fazia o famoso Sabão Pintax.
Se fui um grande vendedor não foi por que eu queria. Fato é que certo dia “camelando” por uma certa rua tentava fazer minhas vendas. Entrei num grande prédio e vendi dez caixas de sabão. Grande venda. O comprador foi a Perfumaria Phebo.
“Então, disse o dono da Sabão Pintax, você é o tal que conseguiu vender sabão para uma fábrica de sabão?”. Mereci destaque e a consideração da empresa. Mas no fundo, hoje, quando me lembro disso, da até vontade de chorar.
Mas não foi só sucesso, não. Tempo depois as vendas do sabão caíram assustadoramente. Tentando vender sabão para um portuga dono de um empório, ele me disse que não comprava sabão Pintax por nada neste mundo, pois tinha acabado a promoção na TV e não queria ficar mais com tanto sabão encalhado.
- Certo. Não compra mesmo não. Já estou cansado de tentar vender essa porcaria que só tem sebo e não limpa p... nenhuma – disse irritado.
O portuga era o tio do dono da fabrica de sabão. Fui despachado com o seguinte recado: “Paga o Alfredo e dá uma caixa de Sabão Pintax para ele lamber”.
Mas na Booth Line a vida era mansa. Certo dia me incumbiram de ir até o cais do porto e fazer chegar até o escritório da empresa, uns marinheiros que desembarcavam de um vapor vindo da Inglaterra.
Contato feito. “ Do you speek english?
Os caras riram tanto que quase cairam do bote que estavam. Inconformado com as risadas dos ingleses mandei essa:
“Seus sun of beech viados. Vão pra pqp. Não vou levar ninguém pro o escritório”.
Na Booth depois dei de cara com os ditos marujos. Um deles era português e não tinha ficado nada satisfeito por tê-lo xingado e quando me viu ameaçou sair correndo atrás de mim.
Trabalhava numa fabrica de colchões que na época inovou com crina de coco. Um sucesso, Não sei por quanto tempo durou. Mas, tempo depois, bancos de carros vieram a ser fabricado com esse material.
Em Belém estava preste a ser dado o pontapé para a formação de uma sociedade que deveria inaugurar a primeira cervejaria da amazônia, a Cerpa. O dono da fabrica de colchões, Erichsen era o idealizador. Como trabalhava no escritório me mandaram, pela minha boa letra, passar para o livro, a ata de fundação da cervejaria. Lá está a ata, toda com minha caligrafia.
A secretária me convidou para uma festa de formatura. Fui.
Na festa todos bebiam e dançavam. Uma “mina” de vestido vermelho, não. Mas ninguém conseguia convencer a mocinha a dançar. Olhei e disse: Comigo ela dança. Dançou. Ela era paraense, mas tinha sido criada desde bebê em São Paulo. Seu pai era piloto da Rea Aerovias. Estava em Belém pela primeira vez. De férias
Namorei. Ela voltou a São Paulo, e eu fiquei ligado. Por uma dessas coisas que acontece ela morava duas quadras atrás da Pensão dos Aeroviários, onde então tinha morado, quando da minha primeira e curta passagem de seis meses pela terra da garoa. Ela trabalhava na lanchonete do aeroporto, onde sempre tomava café. Mas não a conheci lá e nunca a vira, ou se vira e nem prestara atenção. Em Belém, sim, prestei melhor atenção, tanto que acabei voltando para São Paulo e casando com a princesa Célia – irmã do redator deste blog. Talvez por isso tenha mais espaço.
Casado, mudei pra melhor. Tentei estudar, mas sempre não fui bom nisso. Também pudera, trabalhava em três turnos alternados. Quando estudava de manhã, trabalhava à tarde. Quando trabalhava à tarde estudava a noite. Quando trabalhava de noite, dormia de manhã. O estudo acabou.
Quem casa quer casa. Comprei uma na periferia, em Interlagos, achando que tinha feito um grande negócio. Um pesadelo. Não se podia abrir a boca que os pernilongos caiam matando. Luz, nem pensar. Água só de poço. Ônibus a léguas de distancia. Para completar, para atravessar a represa, só de barco, feito de caixotes de madeira. Valia quase uma passagem de ônibus com direito a ficar com os sapatos molhados.
Quando minha esposa viu a casa, desmaiou. Acostumada a todo conforto de classe média, morando numa bela casa na Alameda dos Guainumbis, em Indianópolis, o desmaio foi pouco. Pior quando chegou a noite e tinha esquecido de comprar um lampião. Ela me perguntou: Onde ascende a luz? Que luz, respondi, aqui não tem luz.
- Meu Deus! E caiu dura no chão!
Dei uma de político. Prometi e prometi bastante até acalmá-la. “Antes que meus filhos cresçam, você terá luz elétrica, água encanada, esgoto, telefone, rua asfaltada, escola e ônibus na porta de casa e se duvidar até um posto de saúde”.
-Eu quero é ir pra casa de minha mãe!
Mas promessa feita é promessa a ser paga. Cumpri todos os itens acima, um a um, menos o posto de saúde.
Hoje ela não quer mudar donde mora. Tem tudo aqui.
A luta não foi fácil para conseguir tudo o que tinha prometido. Fundei uma sociedade de amigos do bairro onde fui presidente por dez anos até acabar com minha sina. Fundei outras tantas sociedades e até uma federação de futebol de várzea, em Santo Amaro.
No Palácio do Governo, num jantar com Maluf, diversos lideres de bairros de toda Zona Sul estavam se acertando. Marin era seu vice e queria me lançar candidato a vereador. O custo era alto demais e não tinha como bancar a empreitada e o risco. Acabei não topando a parada. Nunca mais quis saber de política. Teria valido a pena?
Tornei-me empresário. Tive algum sucesso, mas tomei dois canos seguidos do governo e fali bonito. Um por conta do maluco do Collor confiscando minha poupança e, por tabela, arruinando o mercado de construção civil, meu ramo de negócio de elétrica. E quando estava voltando ao normal, por conta da prefeita Erundina que não pagou as obras que tinha feito, tanto de elétrica como de hidráulica, em dezenas de escolas e creches publicas que ela tinha contratado. Naquela época Erundina era o piolho de Lula. Só inventava!
Mas não morri de fome. Mudei de atividade e passei a trabalhar como terceirizado no ramo de telecomunicações. Enfartei, quase morri duas vezes, sobrevivi e hoje, estou aqui, contando essa história.
Como aposentado, dizem não tem nada o que fazer, arranjei um divertimento, que acabou virando quase uma obrigação. Criei a Fiel Bicolor em São Paulo. Não me recordo se já existia esse nome em Belém. Fiel sim. Hoje o site é que sobrevive, pois de Fiel Bicolor em Sampa, só tem cara duro. Não faz sentido uma torcida organizada aqui. Em Belém sim, mas lá tem a Terror que quase expurgada adotou também o nome de Terror Fiel Bicolor.
É isso ai, gente. Essa é minha história. Do que escrevi aproveitem duas linhas e as demais mandem pro brejo. Ainda tem brejo seco em Belém? E a Matinha? Lá, sim, tinha perereca a dá com rôdo.
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Esse aí é o meu cunhado. É o homem que promove este blog em Sampa. (A.F.)

6/02/2006

Meus pêsames, Croelhas



Às vezes nós que fazemos jornalismo quase 24 horas por dia, ficamos intrigados com os designios do Altíssimo. Gente que a gente quer bem, de um momento para o outro retorna ao Grande,
ao Criador de todas as coisas.
Mas Ele é sábio. O maior sábio de todo o universo e quem poderá ousar de Suas determninações?
Nem eu, nem você, nem ninguém.
Chico Buarque para mim um dos maiores poetas deste país - depois de Vinícius de Moares, claro – já dissera, o que dá pra rir, dá pra chorar.
Na quarta-feira/31, nós divertíamos com a notícia publicada no Diário do ParáColuna Repórter Diário – que relatava a afliçãodo administrador regional de Icoaraci – o economista
microempresário José Croelhas – para provar que está vivo!...
É que algum engraçadinho – se assim posso dizer já que a educação e a ética me impedem de chamá-lo de outra forma – espalhou aos quatro ventos que o Croelhas havia morrido!!!!
Só que o amigo estava – como está - vivinho da silva.
Claro que esta notícia causou um tremendo mal estar não apenas para o Croelhas, como para a sua família e os amigos.
Pois bem, ontem/01, à noite, quem morreu foi o irmão do Croelhas, Cláudio Santos Croelhas,
Só que dessa vez, de verdade.
Croelhas que é poeta – tem até livro lançado – entende a linguagem dos poetas que dizem, o amanhã é um eterno recomeçar; mas com o morte não tem reconeço, tem, sim, a dor, a ausência, a saudade que não tem fim...
E como disse acima, Deus – O Supremo Redentor dos mundos como dizem os místicos, sabe o que faz e chamou para junto de Si, o Cláudio.
Estava precisando dele para criar junto com os anjos e santos, belas peças de barro em cerâmica tal como fazia lá no Paracuri.
Por que usei a frase do Chico Buarque?
Simplesmente porque no domingo/04, José Croelhas, estará aniversariando...

Paradoxal ao extremo, não é mesmo?
Cláudio se foi.

Tomou rumo da glória, usando uma linguagem, que aprendi desde menino; mas em setembro alguém virá: o novo rebento do Croelhas que, certamente, trará novas esperanças e novas alegrias para o seu coração compungido, com as bençãos do titio que está no céu.
Croelhas: eu, Telma. Luís Eduardo, Adelmo e a família compartilhamos da sua dor.

Meus pêsames amigo.

Aldemyr Feio

Honra ao Mérito


Outros jornalistas também foram classificados.
Ei-los - Rosalina Alenandre, José Carlos Boução da Silva, Dina Santos e Roh~erio Paiva Pinto.

5/23/2006

Obrigado "São" Carlos Vinagre



É muito difícil a gente dizer adeus para àquelas pessoas que se quer bem.
Carlos Vinagre é uma delas.
O conheci há muitos anos quando ainda engatinhava no jornalismo e ele já era bamba no ofício.
Anos mais tarde me tornei amigo dele como professor – ele criou duas escolas, a mais famosa foi a Elias Viana, na Travessa Caldeira Castelo Branco – e como político, já que, por algum tempo, fui repórter de cidade e cobria, vez por outra, a Assembléia Legislativa; e ele um parlamentar de escol, ou seja, um dos poucos políticos sérios e honestos que conheci... tanto que foi fiel a um só partido, o MDB e posteriormente o PMDB, cuja ficha de filiação a de nº 1.
Bom esposo, bom pai e um avô coróco com os netos.
Carlos Vinagre era muita coisa: um notável anfitrião, advogado, filósofo, historiador, jornalista e procurador do MP - trabalhou como promotor em Maracanã - e professor de História e Geografia. Chegou a lecionar em mais de 20 escolas.
Anos mais tarde fomos nos reencontrar na Academia Paraense de Jornalismo que juntamente comigo, Donato Cardoso e outros excelentes companheiros, ajudou a fundar.
Carlos Vinagre era o editor responsável pelo jornal O Estado -­ que eu já reportei neste espaço – desde o início, há 17 anos.
Aconteceu algo, envolvendo a lembrança de nosso pranteado morto, que eu gostaria de contar para todos os que prestigiam o Jornal do Feio.
Hoje após ouvir atentamente o Ronald Pastor, no Jornal da Manhã – Rádio Cultura FM -, falar das qualidades de Carlos Vinagre, fui trabalhar na Prefeitura de Belém.
Antes passei pelo salão nobre da Assembléia Legislativa para dizer Tchau ao amigo, e fazer algumas orações diante do seu corpo inerte.
Atravessei a rua e me entreguei às atividades. Lá por volta do meio dia o César, do setor de informática, veio até à minha mesa e disse sem jeito: “Feio... o teu computador, não mais tem jeito, levou farelo" – o PC que eu trabalho, um pouco antigo... acho que data dos tempos do Dr. Hélio Gueiros, nove a 10 passados, pifou há uma semana e foi levado para a Cinbesa; faltava um HD... foi comparado... mesmo assim pifou – . E ele continuou: "Como vamos resolver esse problema... ah, tive uma idéia: eu tenho em casa um PC usado, mas não tanto como esse teu, com um HD de 20 MB... eu posso dispor dele... vou te emprestar até a Prefeitura comprar um novo. Podes usá-lo como quiseres e eu posso trazer amanhã..aceitas?”
E eu ia dizer que não, ora!
Nesse momento o Hamilton Pinheiro, que é o responsável pela minha seção e a que tudo assistia, disse em tom de blague: “Olha aí companheiro...o São Carlos Vinagre fazendo milagre!... Tu foste dizer adeus pra ele e ele retribuiu o teu gesto no ato: ganhastes um computador semi-novo para trabalhar”
É pertinente.
Muito mais quando perguntado, o César disse que teve a idéia na hora....sem mais e nem menos.
Horas depois, o Edílson, que trabalha com César, me trouxe uma proposta para aquisição de um computador incrementadíssimo que iria facilitar enormemente o meu trabalho.
Passei a proposta para o Departamento de Administração; e, ao que parece, vou ganhar mesmo uma máquina nova cheia de recursos.
Para mim esse dia será inesquecível.
Obrigado amigo, confrade e colega Carlos Vinagre.
Mesmo depois de morto você continua o mesmo camarada de sempre e ajudando às pessoas.
Que Deus em Sua Infinita Bondade O receba com as honras que merece.
Paz à boníssima alma.

Aldemyr Feio