3/23/2007



Maior grileira do Brasil é expulsa do Pará

Brasília - Empresa do grupo CR Almeida, a Incenxil (Indústria, Comércio, Exportação e Navegação do Xingu Ltda.) terá que se retirar imediatamente da fazenda Curuá, na Terra do Meio, região do Pará entre os rios Xingu e Tapajós, por determinação da Justiça Federal, em atendimento ao Ministério Público Federal (MPF). Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informam que a fazenda Curuá é a maior área grilada do Brasil, quase 5 milhões de hectares - Holanda e Bélgica juntas.
O juiz Herculano Martins Nacif proferiu a sentença dia 15 de março. Além dos sócios, prepostos e funcionários da Incenxil, policiais militares que estejam guarnecendo o latifúndio também devem desocupá-lo já. À Polícia Federal cabe garantir o cumprimento da sentença. E caso de desobediência da sentença, a Incenxil pagará multa de R$ 100 mil por dia.
Herculano Nacif também proibiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de pagar indenizações que a Incenxil estava cinicamente pleiteando pela desapropriação da terra grilada, pertencente ao Pará e à União. Além de grilar a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, a Incenxil grilou todas as terras indígenas Xypaia e Curuaya, toda a Floresta Nacional de Altamira e 82% da Terra Indígena Baú.
“O fundado receio de dano de difícil reparação decorre, além do risco de legitimar a “grilagem”, da possibilidade de irreversível lesão ao meio ambiente pelos atuais possuidores, por intermédio da extração ilegal de madeira ou desmatamentos e queimadas para a criação de bovinos” - diz a ação proposta pelo procurador da República em Altamira, Marco Antônio Delfino de Almeida.

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Cortesia do site ABC Político

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