7/14/2007

Hélio Dória fala sobre o Outeiro


Comentário levado ao ar no início do Programa Hélio Dória – Rádio Transpaz – AM - de ontem:

Estive no Outeiro e vi como aquele balneário está abandonado. Fiquei muito triste mesmo com a situação do Outeiro. Eu fui visitar o Outeiro que á terra do meu pai, meu pai nasceu no Outeiro.
Confesso, fiquei triste com o que eu vi. O sistema de transporte coletivo do Outeiro está falido, rigorosamente falido. Eu não tinha noção do tamanho do problema em que o Outeiro se encontra. Eu fui com alguns amigos do Colégio Rui Barbosa cujo sítio fica na Brasília. Eu tive de atravessar o Outeiro de ponta a ponta, fiz um ângulo que quase 360 graus, fui por uma via e voltei por outra. Fiz isso para ver melhor, para conhecer melhor o Outeiro. Andei pela orla, por diversas vias, fiquei impressionado... o que tem de kombi velha circulando no Outeiro fazendo transporte de passageiro...não é brinquedo. Eu andei fazendo perguntas acerca dessas kombis, e um cidadão lá do bairro de Brasília me disse com toda a convicção: Isso é que tem nos salvado...veja, Duciomar, o que os moradores do Outeiro tem dito. Essas kombis velhas, esses paus velhos que rolam por lá é quem tem salvado essas pessoas...!
Eu disse: não é possível?! E os ônibus? Ele me disse: nós temos seis ônibus para servir a ilha do Outeiro toda... seis ônibus que circulam na ilha do Outeiro, o que ele disse eu tomei como verdadeiro, e que me pareceu um cidadão sério, já de idade, morador antigo do Outeiro.
Fiquei observando por alguns minutos aquela situação.
Quando eu vinha voltando – nós viemos pela orla – quando estávamos subindo ali na Praia Grande, eis que vem um ônibus que faz a linha para o Outeiro com bastante passageiro, ônibus superlotado. O ônibus pára e desce alguns passageiros, aliás, os passageiros que desceram o fizeram pela porta da frente, portando, subentendem-se que eles viajavam com carteirinha, dois ou três passageiros... tinha uma menina de mais ou menos 12 anos de idade com a mochila de estudante, mas não estava fardada... essa menina tentou subir no ônibus e o motorista arrancou de forma brutal e a menina ficou lá aguardando. Ora, a subida do ônibus não é pela frente? O motorista sabia se aquela menina iria ou não pagar a passagem? Então como é que ele arranca de forma tão irresponsável?
Aí eu voltei. Pedi para que o Helinho, que foi comigo, que voltasse e me dirigi à menina. Ela ficou até meio assustada comigo. Eu lhe disse, minha filha não tenha medo. Perguntei-lhe se o ônibus não tinha parado para ela... a garota além de afirmar, disse mais: eles não param nunca, nem para criança e nem para velho.. e aí eu pergunto – e eu quero fazer essa pergunta ao meu particular amigo Mário Martins, presidente do Setrans-Bel... como que você estão brigando para acabar com as kombis, se quando é para cumprir o preceito, que é o direito do cidadão, vocês não cumprem.. que é de parar para idoso e para menor? É um absurdo uma coisa dessa. É um absurdo... porque você vê que um cidadão é idoso o motorista arranca para que não possa subir no ônibus. Se ele vê que um estudante que vai pagar meia passagem, ele arranca não deixa entrar no ônibus. Parece que a orientação é uma vingança: se não anda no ônibus, na kombi também não anda porque vai pagar ingresso total ou vai andar de graça...
Mas eu quero dizer que o idoso não anda de graça no ônibus. Pode não ter custo para o idoso... mas isso esta incluso na planilha de custos do transporte coletivo. Está incluso o percentual de pessoas que andam gratuitamente no ônibus, em especial, os idosos; portanto não atendê-lo, não prestar o serviço de transporte ao idoso é uma excrescência, é uma imoralidade e a CTBel não pode permitir.
Agora, por falar em CTBel, é inaceitável que você não tenha na ilha do Outeiro um único agente da CTBel, ou uma viatura da CTBel para tentar visitar os pontos finais, para ficar circulando na ilha do Outeiro para evitar que abusos possam ser praticados. O que não se admite e andar de ponta a ponta no Outeiro e não encontrar uma única viatura da polícia.
Eu dei uma descida ali na Praia Grande, já vindo embora – fazia um bom tempo que eu não ia ao Outeiro... e para falar a verdade, eu não conhecia nem aquelas barracas que foram construídas, eu acho na época do Hélio Gueiros, quando prefeito – achei interessante... estão meio abandonadas, mas é interessante.
Agora tem umas placas lá, do Governo do Estado, que dizem que está sendo revitalizada a orla do Outeiro... corram porque senão vocês não irão nem encontrar a estrada para levar a piçarra para fazer a orla. porque a erosão já está comendo e levando tudo ali na Ilha da Caratateua, conhecida como ilha do Outeiro,
Outeiro está entregue à própria sorte, me disse uma senhora de setenta e tantos anos de idade na frente do mercado da Brasília. Ela me disse: meu filho, filme tudo, não deixe escapar nada... eles pensavam que eu estava a serviço de algum canal de televisão.... já que levei uma câmara digita; Mas a intenção mesmo é mostrar pra todo o mundo como está o nosso ponto de recreação mais perto e mais barato.. é lamentável a situação em que se encontra o Outeiro sem que ninguém faça absolutamente nada.
A única coisa que funciona na ilha do Outeiro é a boa vontade, a educação das pessoas sempre solícitas. Quando você pede uma informação elas dão sorrindo conquistando a gente de imediato... agora estão à míngua e abandonadas de tudo e jogados à própria sorte. Outeiro pede socorro e nós nos somamos ao grito dos moradores do Outeiro estamos cobrando das autoridades, segurança... estamos cobrando das autoridades municipais uma ação imediata e efetiva na ilha do Outeiro, que possa minimizar o sofrimento daquela população.
Ó Pai ajuda o povo do Outeiro porque a situação não está fácil".

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