7/14/2007


NÃO AO COLONIALISMO

Eduardo Braga lança frente dos governadores da Amazônia

Brasília - O governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), é, atualmente, o mais importante líder da Amazônia, ao lado do ex-governador do Amapá, João Capiberibe (PSB). O marajoara Capiberibe, que, com sua esposa, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), participou da resistência à Ditadura dos Generais (1964-1985), imprimiu, nos seus dois governos (1994-2002), o desenvolvimento sustentável , rompendo com a subserviência ao colonialismo com que o Sudeste, principalmente São Paulo, encaram a Amazônia. Apeado do Senado da República por meio de um processo judiciário infame, que enoda esse poder, legou o Projeto de Lei Complementar 217/2004, que prevê que todo o poder público exponha suas contas na internet; Capi deu o exemplo no Amapá. Falta esse projeto ser votado no plenário da Câmara e, se aprovado, seguir para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mas “a transparência nas contas públicas é um poderoso instrumento de controle social republicano, que reduz as práticas criminosas na aplicação do dinheiro do contribuinte” – observa Capi. Lula sancionará o projeto de Capi?
Já Eduardo Braga, que nasceu em Santarém, também no Pará, como Capi, caboclo marajoara, tomou duas atitudes que merecem aplausos: decidiu transformar a BR-316, a Manaus-Porto Velho, em ferrovia; e se associou à governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), para liderar uma frente amazônica. Era do que o Trópico Úmido precisava. Não se pode esperar nada de Ana Júlia Carepa, que só se interessa por nepotismo e cabides de emprego, mas seu estado é o mais importante da Amazônia.
Pois bem, Eduardo Braga, que participa, em Belém, do Quinquagésimo-Nono Encontro Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), convidou Ana Júlia para participar, em Manaus, de reunião, prevista para agosto, com o objetivo de reunir forças com osdemais estados da Amazônia e conseguir a liberação de verbas federais para a região, especialmente a área de ciência e tecnologia.
Eduardo Braga e Ana Júlia reclamaram do tratamento desigual que a Amazônia recebe de Brasília. "São Paulo tem 36% do Produto Interno Bruto (PIB) da nação e recebe 42% dos recursos para educação. Isso, nós não podemos aceitar" – Eduardo Braga protestou. "Precisamos acabar com essa disputa besta, que vem da época do Brasil Colônia, entre Amazonas e Pará. Nossas bancadas no Congresso, por exemplo, não têm quantidade e sim qualidade. Mas se nos juntarmos, todos os estados da Amazônia, seremos mais fortes" – afirmou o governador amazonense.
Ana Júlia concordou e disse que está disposta a participar de um encontro de governadores em Manaus. "Sou contra a disparidade de investimentos entre os estados brasileiros" – disse.
Com efeito, a federação brasileira é trôpega.

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