6/09/2014

RAY CUNHA


HIENA, novo romance de Ray Cunha, é publicado pelo Clube de Autores

 RAY CUNHA


BRASÍLIA, JUNHO DE 2014Hiena, novo romance de Ray Cunha, escritor amazônida radicado em Brasília, foi disponibilizado, a partir de hoje, no site do Clube de Autores, em versões para impressão (155 páginas, papel couchê 90 gramas, R$ 26,44) e e-book (74 páginas, R$ 5,38). Trata-se de uma história de detetive. Ao investigar o assassinato de um senador da República, degolado com uma katana, no Tropical Hotel, no Setor Hoteleiro Sul, em Brasília, o detetive particular Hiena faz a grande descoberta de sua vida.
Hienas são como bactérias grandes. Bandidos do reino animal. Atarracadas, quartos traseiros caídos, andar manquejante, começam a comer a vítima viva ainda na perseguição, rasgando-lhe o ventre, as vísceras espirrando. O humorista carioca Juca Chaves, Jurandyr Czaczkes, cunhou uma frase que se tornou um mito persistente: “A hiena é um animal que come fezes dos outros animais, só tem relações sexuais uma vez por ano e ri… mas ri de quê?”
 A Crocuta crocuta é predador sem igual. Caçadora formidável, chega a perseguir suas presas à velocidade de até 55 quilômetros por hora, em grupos que chegam a 100 indivíduos. O segredo desse vigor é um coração poderoso. Mas o que as tornam resistentes como baratas é que podem se alimentar de praticamente tudo, desde filhotes de leão, passando por insetos a ovos de avestruz, até carniça já cheia de vermes, e de outras hienas, além de suas próprias fezes. Contudo, caçam também animais de médio e grande portes, como gazelas, impalas, gnus e zebras. Suas mandíbulas são tão potentes que comem, normalmente, os ossos das suas presas, razão pela qual suas fezes são esbranquiçadas.
 O detetive Hiena, Crocuta crocuta, como chama a si mesmo, não é bem o que Jurandyr Czaczkes, o Juca Chaves, disse. Embora discreto, quando ri para valer sua gargalhada é atroadora. Gastrônomo, elegeu a cozinha paraense a melhor do mundo. Vive só, embora tenha namorada. Contudo, têm em comum com a Crocuta crocuta alguns traços, como o sistema imunológico, pois nunca ficou sequer resfriado; pode se alimentar de comida estragada sem se preocupar, já que não se intoxica; conta com dentes de aço; é resistente como as baratas; e capaz de atravessar qualquer circunstância de extrema tensão sem que seu batimento cardíaco se altere. Também guarda um traço físico em comum com a Crocuta crocuta: o tórax largo, sem ser do tipo cangula (sinônimo de pipa na terra das suas duas mães, Belém do Pará), largo em cima e fino em baixo.
 Com um metro e oitenta, lábios carnudos, cabelos de Al Pacino, o que mais chama atenção em Hiena são seus olhos bicolores, que amanheciam com um tom azul claro, permanecendo assim nos dias frios, mas à medida que a temperatura subia, iam ficando como lápis-lazúli e, à noite, independentemente do tempo que estivesse fazendo, eram sempre duas esmeraldas. Adotou o cognome Hiena por uma série de circunstâncias. Afinal, como disse José Ortega y Gasset: “O homem é o homem e a sua circunstância”.
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MARCELO LARROYED
- escritor e mestre em teoria da literatura pela Universidade de Brasília (UNB)        


RAY CUNHANascido em Macapá, cidade que se debruça na margem esquerda do estuário do maior rio do planeta, o Amazonas, na esquina da Linha Imaginária do Equador, Amazônia Caribenha, Ray Cunha é autor de A Casa Amarela; Na Boca do Jacaré-Açu – A Amazônia Como Ela É; Trópico Úmido – Três Contos Amazônicos; A Caça; A Grande Farra; e Sob o Céu Nas Nuvens. Vive em Brasília-DF, com sua esposa e a filha Yasmim,
Ray Cunha - amigo de fé e irmão camarada - é nosso posto avançado em Brasília.

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