6/28/2012


É isso aí Abílio!


O jornalista e publicitário Abílio Couceiro vê a partir de agora a sua vida imortalizada em livro. Uma publicação – Tempo de Lembrar - de 320 páginas compiladas, escritas e organizadas pelo também Jornalista José Carneiro – meu velho companheiro de redação da tão lembrada e importante Folha do Norte - vai contar tudo a respeito desse profissional, em lançamento programado para a noite dessa quinta-feira/28, na Fiepa. (Federação das Indústrias do Estado do Pará).
Abílio Couceiro iniciou-se no mercado com a Mercúrio Publicidade Ltda. que após mais de quarenta anos, em pleno vigor, cerrou as portas por decisão do próprio, há poucos anos.
Abílio Diogo Couceiro sempre foi um profissional de escol. Sério, ético, criartivo, honesto e responsável, não apenas como Publicitário, como também “ponta de gol” – nas inesquecíveis narrações esportivas de Luiz Bandão, na ZYE-20 –Rádio Marajoara, e Mestre-de-Cerimonias do programa “Qual é o assunto”, na TV Marajoara, Canal 2, nos anos 60.
Prova disso foram seus clientes, alguns dos quais, praticamente começaram e terminaram com ele a sua agência. Como é o caso da Estacon Engenharia, de Lutfala Bitar. Abílio atendeu a empresa desde quando Lutfala, ainda acadêmico de Engenharia da UFPa, juntamente com outros colegas resolveu montá-la.
Outro cliente que veio desde os primórdios da Mercúrio foram as Perfumarias Phebo, até quando foi adquirida pelo Grupo Granado (Casa Granado) do Rio de Janeiro.
Não sei se o Carneiro colocou esse fato no livro.
Posso falar de cátedra de Abílio Couceiro, pois trabalhei com ele. Por pouco tempo, mas que valeu muito para minha vida profissional.
Aliás, devo muito ao Abílio. Inclusive o meu Registro Profissional.
Após 10 anos de trabalho na Artplan Publicidade – onde aprendi a ser publicitário – deixei a agência.
Meses após Deus permitiu que eu encontrasse o Abílio lá no Rio de Janeiro (Praia de Copacabana). Desse encontro partiu a decisão de retornar à terrinha. Abílio Couceiro me trouxe diretamente para a sua Mercúrio Publicidade. Lá reencontrei o Walter Rocha, meu velho conhecido da TV Marajoara, conheci o Waltinho, o Hiram Lima, cunhado do Abílio e revi o Fernando Jares Martins, meu antigo contemporâneo dos tempos da União dos Estudantes dos Cursos Secundários do Pará (UECSP).

Como disse, foi Abílio Couceiro o responsável pelo meu registro na DRT/Pa.

Na época, graças ao dispositivo de uma Lei atribuída ao Coronel Jarbas Passarinho, nos tempos em que era Ministro do Trabalho, que permitia o registro de “Publicitário”, a quem comprovasse ter exercido a profissão de “Publicitário” por mais de 10 anos, e tivesse o 2º grau ou algum título universitário,muitos profissionais se registraram.
Da minha parte e com o apoio do Fernando Jares, reuni todos os documentos, a minha escolar em Belém e no Rio de Janeiro, e me mandei para a Delegacia do Trabalho.
Dez dias depois fui chamado a DRT/Pa. Fui informado que após as demarches, informações e sindicâncias – pelo menos foi o que disseram – o meu pedido de registro tinha sido deferido e eu teria de assinar o “Livrão”.
Ao ser devolvida a Carteira Profissional, qual foi a minha surpresa - estava escrito: Registro de “Publicitário” Nº 001, Fls. 1 Livro 001; ou seja, sou o Publicitário Nº 001 de Belém, há 30 anos, com muito orgulho.
Tudo isso graças ao apoio do meu amigo Abílio Diogo Couceiro que integra a memória viva da propaganda paraense e que a partir de agora tem a sua bela vida transformada em livro.
Com justiça, por sinal.

Um exemplo para a atual e as futuras gerações de profissionais.


Valeu Abílio.

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