8/29/2012

Comandante CAMPELLO



A Família Militar e as eleições 2012



Embora tantas eleições já tenham ocorrido em nosso País, a deste ano se reveste de grande importância. Digo isso pelo quanto ela pode significar em termos de interrupção de um processo deletério de administração de um partido que recorreu a tudo quanto é artifício para ocupar todos os espaços da administração em seus diferentes níveis, o municipal, o estadual e o federal.
Não se trata de preconceito contra quem quer que seja, mas em face de uma declaração feita por um dirigente desse partido de que “não queria passar o governo para os tucanos” (sic), veio a lembrança de que toda concepção ditatorial tem por objetivo escoimar da vida pública a oposição.
Ora, a tese defendida por esse partido vendedor de ilusões é a de que os trabalhadores devem ter em mente que têm reais possibilidades de ganhar sem trabalhar, de que é exemplo essa política assistencialista perversa, que subtrai do homem a dignidade que só a atividade laboral é capaz de lhe propiciar. Esse nada mais é do que um recurso que foi concebido para manter a massa cativa e alienada.
Isso é o que todos estamos vendo em nosso dia-a-dia e já se tem notícias da existência de municípios que estão recorrendo a trabalhadores de fora para conseguir mão de obra disposta ao trabalho. De forma resumida podemos dizer que o partido que hoje se instalou no poder, e que pretende expandir-se para o maior número possível de municípios, tem como prática usual, a mentira, a hipocrisia, a banalização da corrupção, a dissimulação, o assalto aos cofres públicos, isso para apenas citar algumas das centenas de outros adjetivos que transmitem, injustamente, o pensamento que se tem com relação a atividade sindical.
Esse é o mais autêntico sindicalismo marrom que já pudemos ver em nossas vidas. Para esse partido, a ideologia é o dinheiro público; para eles, a palavra povo nada mais representa do que uma ideologia totalitária. Efetivamente que muitos imaginam que é chegado o momento de as FFAA entrarem em ação para interromper esse processo de degradação ora em curso no Pais.
Se os tempos fossem outros, talvez essa fosse uma solução. Mas, o País evoluiu, apesar da presença deles, o Brasil é outro que não concebe tal solução, e a sociedade ainda se encontra inerme por achar que o que a mídia comprometida divulga é a expressão da verdade e que o melhor é continuar deitado em berço esplêndido, exatamente a gosto dos que se articulam para se perpetuar no poder.
Apregoam, insistentemente, que são democratas, embora se empenhem em abolir a oposição, que é uma característica do que é democracia, ou seja, a presença do contraditório. Como se pode ver, amigos da Família Militar, o desafio que temos pela frente é grande, mas não impossível de ser vencido. Tudo vai depender de nossa capacidade de disseminar as presentes informações aos que nos são próximos. Eles conseguiram chegar ao poder usando a fragilidade da democracia em nosso País e precisam ser dele alijados pelo mesmo processo.
Não se iludam pelos militantes que apregoam que se o governo está dando conta da administração nada melhor do que ter continuidade. Isso é uma falácia que se aplica a todos os níveis de poder, o municipal, o estadual e o federal. Ao acolher essa tese, instituir-se-á a concepção da existência de um partido único, o que seguramente nos levará ao já rançoso totalitarismo nazista de triste memória.
É imperioso reagir a esse dissimulado socialismo, tendo sempre em mente o que disse em certa ocasião uma Primeira Ministra Inglesa ao definir essa ideologia: “O socialismo dura até que se esgote o dinheiro público”. Somente depois que todo o dinheiro público for dilapidado é que os atuais detentores do poder se disporão a deixá-lo. Até lá não existirá força capaz de interromper esse processo que tornará o partido no poder como o mais rico da América do Sul, isso para nos cingir apenas a um universo limitado. A CONFAMIL recomenda a Família Militar que seja o agente encarregado de, com o seu voto, escoimar da vida pública essa aberração moral e ética gerada no que existe de mais pernicioso no sindicalismo brasileiro

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