6/21/2007

Campanha Social dos alunos da FAZ


Haroldo, Hélio, Erika e Igor - Primeira apresentação do projeto

■ Este trabalho foi inicialmente proposto como tema para o TCM (Trabalho de Conclusão de Módulo), sob a orientação do Professor Heraldo Cristo, na FAZ - Faculdade de Tecnologia da Amazônia, Belém, Pará, 2007. Devido a sua complexidade e também a sua relevância social, os membros do grupo decidiram aprofundar o tema desenvolvendo-o conjuntamente em todas as disciplinas do segundo semestre do curso de Produção Publicitária. Assim sendo, ele foi abordado subjetivamente na disciplina de Psicologia Publicitária, da Prof. Célia Amaral; objetivamente em Pesquisa de Mercado, do Prof. Eduardo Ventura; analisado em Mercadologia, da Prof. Karla Gil; destinado em Planejamento de Mídia, da Prof. Christiane Dias; e destrinchado em Planejamento Estratégico, da Prof. Rosilene Vieira.
A APPD (Associação Paraense das Pessoas com Deficiência) foi escolhida como a destinatária do estudo e esforços de campanha. Como as diferentes deficiências exigem diferentes abordagens, definiu-se como meta da ação, a deficiência visual.
Através de pesquisas realizadas junto aos membros da própria associação e as referências bibliográficas relacionadas ao final do trabalho, entendeu-se que existem ações sociais, públicas, privadas, leis, que poderiam ser adotadas na ação publicitária. Porém, todas exigem graus de complexidade e investimentos que demandariam tempo de retorno de médio e, principalmente, de longos prazos. A ação mais simples, imediata e que ainda assim agrega grandes benefícios à qualidade de vida dos deficientes visuais, é a sensibilização social. Com o engajamento ou, pelo menos, uma maior compreensão das pessoas a cerca da realidade e das necessidades dos cegos, há a formação de uma base para que se trabalhe futuramente todas as outras questões com maior eficiência. E a capacidade individual de cada um interferir diretamente ao auxiliar um cego em atividades quotidianas, é de grande impacto para eles, que começariam a usufruir destes benefícios ao mesmo tempo em que a campanha ocorre.
O mote estabelecido foi: “Sou cego, mas é você que não me vê”. Esta frase, associada às peças publicitárias evidenciando o “cego invisível na sociedade”, traduzem a intenção de despertar a atenção social para a questão.
A divulgação de massa mostrou-se como a forma mais eficiente para disseminação do conceito, uma vez que toda a população belenense é eleita para esta sensibilização.
A árdua tarefa acadêmica dos primeiros dias, aos poucos foi cedendo espaço ao carinho e empenho pessoal dos membros da equipe ao redor desta causa. E eles, que hoje consideram um privilégio terem tomado contato com a realidade dos deficientes visuais, certamente consideram-se tocados por esta causa e para sempre modificados em suas realidades individuais através deste fio de luz, que os permitiu vislumbrar um pouco deste mundo “às escuras” e nele enxergar o cego, antes invisível aos olhos da mente e do coração.

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