1/08/2013






MESSIAS LYRA informa








Gostaríamos de iniciar a coluna com um belo poema do conterrâneo, que como nós,  amamos a poesia

SIMILITUDES

Nasci em frente ao mar.
Meu primeiro vagido
misturou-se ao fragor do seu bramido

Tenho a vida do mar!
Tenho a alma do mar!

A mesma inquietude indefinível,
que nele é onda, e é em mim anseio,
faz-nos tremer, faz-nos fremir, faz-nos vibrar.
Às vezes, creio
que da minha loucura do impossível
sofre também o mar.
Tenho a sua amplidão iluminada
- o meu amor; e seu velário de brumas
- minha mágoa.
Ruge a tormenta... e o que ele faz com a frágua:
embates colossais,
faço com a minha fé petrificada...
té que tudo se extingue em turbilhões de espumas
e de lágrimas... Destinos abismais!...

Guarda em si tempestades que estraçoam,
Cóleras formidáveis em mim guardo...
Sobre o meu pensamento, idéias voam,
voam alciões sobre o seu dorso pardo...

Meu gigantesco irmão,
Senhor do cataclismo,
se tens, por coração, um negro abismo,
eu tenho, por abismo, um coração.
Dentro de ti, quantos naufrágios, quantos,
de naves rotas pelos vendavais?!...
E, dentro de mim, sob aguaçais de prantos,
quantos naufrágios, quantos, quantos,
de sonhos, de ilusões e de ideais?!...

Faço trovas a alguém que não posso beijar
tal como tu, na angústia de querê-las
sem as poder tocar,
fazes, nas noites brancas de luar,
serenatas inúteis às estrelas...

Sou bem fraco, porém, e tu és forte...
Nada te vencerá, há de vencer-me a morte...
Embora!... Mar morto, água dormida
que por mais nada nem de leve ondeia,
hei de deixar meus versos pela vida,
como tu deixas âmbar pela areia!...
Casa em que viveu Antônio Tavernard está no chão

Das paredes em estilo colonial, só restam escombros e saudad, tristeza. Portas e janelas e a beleza do velho cazarãojá vieram abaixo pela ação do tempo. O mato tomou conta de todo o interior do imóvel, com raízes espalhadas naquele que deveria ser um patrimônio histórico preservado, um testemunho da vida e obra do autor e também um dos tesouros históricos de Icoaraci, que a cada ano vê seus casarões desaparecerem nas estações chuvosas.
O ator e estudante universitário Evanildo Mercês desabafa ao relatar o estado da edificação. “Essa situação é um desrespeito à sociedade paraense. A casa que deveria ser, pela sua forte simbologia, um espaço dinâmico da linguagem literária ou de realização de atividades artístico-culturais permanentes não passa de ruínas invadidas pelo matagal da área que cresce a cada dia, destruindo os restos mortais do prédio, dando, ao mesmo tempo, lugar a uma paisagem urbana desastrosa, fedida e aterradora”, diz ele.
Entre os moradores que frequentam as proximidades do local, é comum perceber movimentações de mendigos e assaltantes, que utilizam o terreno como ponto de esconderijo durante a noite.
Não sabemos como até hoje aquela área não foi invadida. 
Milagre.

Os órgãos públicos? Órgãos públicos... Ué, isso existe? Nada fizeram.
Aliás, a área está tão esquecida, que só é possível reconhecê-la graças a uma placa trilíngue (em português, inglês e francês) com os seguintes dizeres: “Casa do Poeta Antônio Tavernard. Casarão antigo do século passado”.

Novidades da edição de Dembro do´O ESTADO 

Circulando desde a última semana, mais uma edição do O Estado, correspondente ao mês de dezembro. O veículo mais simpático da nossa Vila Sorriso, traz em suas páginas, - como sempre muito bem diagramadas eletronicamente por Eduardo Croelhas, com a nossa supervisão - um excelente material, como por exemplo, a cobertura completa sobre as comemorações da Semana da Pátria em Icoaraci, - sob o comando do agente distrital José Croelhas - com uma bela foto da Mãe Medianeira de Todas as Graças na  primeira página;  Repórter 2000, Comentando, Stop e outras colunas interessantes.
O Estado desde 2011 ganhou novo ritmo, nova apresentação, maior tiragem e melhor distribuição, além da qualidade de conteúdo e apresentação. O jornal conta com o apoio da Henvil Transportes, Casa Pena, Viação Princesa, Sistema de Ensino Passa a Passo, Laboratório Amaral Costa e Colégio Santa Mônica. Outros virão, com certeza. O Estado atinge aos 143 municípios do Pará.
Vale a pena conferir.


* Na próxima semana será a vez do Jornal das Ilhas do Outeiro.

 *Para a alegria dos amigos (que são muitos) e da infinidade de fãs, Pedrinho Cavallero, ex- Assessor Cultural da Agência Distrital de Icoaraci (ADIC) - que por um “triz” não nasceu em Icoaraci - é presença certa, vez por outra, no Bar Belém, na Berredos, esquina da Manoel Barata, 2ª Rua de Icoaraci.

* A antiga estação ferroviária de Icoaraci, eternamente ocupada pela Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci (Coarti), que seria transformada no Espaço Cultural Nhenguaiba Tupinambá, quando Duciomar era prefeito,  não foi concretizado. 
Será que Zenaldo fará?

* Uma boa notícia: os alunos do Liceu de Artes e Ofícios Mestre Raimundo Cardoso – uma escola profissional em Icoaraci - estão confeccionando flauta doce em cerâmica e, ao mesmo tempo aprendendo teoria musical. Em breve estão tocando qualquer música neste instrumento.

* O jornal O Estado do Tapajós, que circula em Santarém, pertencente ao nosso confrade Miguel Oliveira, publicou uma excelente reportagem sobre o artesanato de Icoaraci, que está meio desprezado, mas que sempre é importante e necessário.

*O presidente Raimundo Téofilo Moura está com a corda toda. Promete para muito breve a abertura de uma “boutique” que comercializará objetos com a marca do Pinheirense (chaveiros, isqueiros, lenços, bonés, viseiras, abadás, camisetas, bolsas de plásticos, flâmulas, pochetes etc...). Funcionará no térreo da sede onde por muitos anos funcionou uma loja de classificados. O Pinheirense está chegando lá.

 *O Clube dos Advogados do Pará (CRAP) – o simpático agremiação do Tenoné – completou 22 anos.

*Em São Paulo – sede do site que a abriga – esta coluna é lida por Elayne Aparecida Reuters de Freitas, de Itaquera, futura administradora de empresas...e bonita, também.

*Em Minas é lida por Mônica Setembrino de Moraes Vergueiro, de Divinópolis, também jornalista.
nNo Rio de Janeiro, somos lidos por Vera Lúcia Almeida Dias, grande amiga e antiga colega da Artplan Publicidade, Natalia Paiva de Sena – é cunhada, mas conta...), Norma Cereja de Abrantes (de Marechal Hermes), Marta Priscila Arantes de Souza, do Flamengo e Eliane dos Santos Bessa Dentre outros.

*No Recife, o nosso ponta-de-lança é José Carlos Nascimento, funcionário da Prefeitura Municipal.

*O site www.icoaracionline.com.br  completou 10 anos em novembro. Está no ar totalmente reformado, e bem acessado, sob o comando de Karina Eremita.

* Entraremos em pleno processo de ensaio, já que o repertório foi definido. Estamos falando de nosso próximo show que será um tributo-homenagem ao saudoso Teddy Max. São músicas que fizeram sucesso na voz deste grande ídolo popular paraense, que nos deixou precocemente, todas de autoria do grande compositor Firmo Cardoso, que também estará compondo nossa banda. Claro que não ficará de fora “Ao por-do-sol”, o grande sucesso de Teddy, considerado o grande clássico do brega paraense. 

*Vem aí mais um consagrado Festival de Marchinhas Carnavalescas coordenado pelo performático Elói Iglésias. Ano passado, quase que o referido festival não acontecia. No apagar das luzes, Heitor Pinheiro, então presidente do IAP – Instituto de Artes do Pará, não só abriu as portas do instituto, como garantiu o patrocínio. A classe artística musical já se mobiliza no afã de participar do festival. Será que o Elói conseguirá patrocínio? Torcemos para que consiga. 

*No próximo domingo/13, um almoço celebrará os cinco aninhos de nossa neta Amanda Karoline Diniz (foto), inclusive com música “ao vivo” deste que vos escreve, mais as participações de Firmo Cardoso, Cabinho Lacerda e Nazaré Pereira. Com certeza será um momento de muita alegria e descontração para todos nós.    
O palco da festa será no Bar Belém  Não falte.

  Amanda Diniz fazendo pose para o avô.

 * Por hoje é só. Semana que vem tem mais. Como diz a minha maninha Lurdona Bezerra, inté.

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