1/26/2013







Profissionais e 


autoridades


internacionais 


debatem a violência 


contra jornalistas



Promovido pela Federação de Jornalistas da América Latina e Caribe (Fepalc) e pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), o Seminário Internacional de Direitos Humanos e Jornalismo reuniU, nos dias 18 e 19 de janeiro, em Porto Alegre, profissionais e autoridades internacionais para debaterem a violência contra jornalistas e alternativas para superação do problema. O tema ganhou ainda mais relevância diante da constatação de que 2012 foi um dos anos nos quais foram registrados mais assassinatos de profissionais de comunicação no mundo.
Realizado pela FENAJ com apoio do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, o evento reuniu personalidades de destaque internacional como Marcelo Duhalde, do Arquivo Nacional da Memória da Secretaria de Direitos Humanos da Argentina, Roger Rodríguez, jornalista investigativo do Uruguai, José Pablo Peraza, Diretor de Jornalismo da Rádio Progresso de Honduras, Grisel Bethancourt, ex-presidente do Colégio Nacional de Jornalistas do Panamá e Ernesto Carmona, jornalista e escritor, organizador do livro "Morir es la Noticia", sobre crimes contra jornalistas durante a ditadura de Augusto Pinochet, no Chile.

Já entre os destaques brasileiros que participaram do Seminário estão a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB/SP), autor do projeto de lei que prevê a federalização das investigações de crimes contra jornalistas, Beth Costa, Secretária Geral da FIJ e o jornalista investigativo Carlos Alberto Kolecsa.

O Seminário será no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, com início às 9 horas do dia 18 de janeiro, e contará com a participação de jornalistas e autoridades da Argentina, Venezuela, México, Chile, Uruguai, Paraguai, Honduras, Panamá, Colômbia e Brasil. Às 19 horas haverá solenidade de instalação da Comissão Memória, Verdade e Justiça dos Jornalistas Brasileiros, composta por Audálio Dantas (SP), Nilmário Miranda (MG), Rose Nogueira (SP), Carlos Alberto Caó (RJ) e Sérgio Murillo de Andrade (SC).

Direitos Humanos




Nota oficial


Violência contra profissionais de comunicação faz mais uma vitima

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) lamenta o assassinato de mais um profissional da comunicação, o radialista Renato Machado, sócio da Rádio Barra FM, do município de São João da Barra (RJ). De acordo com informações veiculadas pela imprensa, o profissional foi atingido por vários tiros, na porta da emissora, na noite de terça-feira (08/01/13).

A FENAJ solidariza-se com os familiares, amigos e colegas de trabalho do radialista, ao mesmo tempo em que se soma às entidades que já manifestaram pedindo a apuração rigorosa do caso, com a identificação e punição dos culpados.

A FENAJ lembra que, em 2012, onze profissionais da comunicação foram assassinados, dois quais quatro eram jornalistas e sete eram radialistas ou donos de pequenos veículos de comunicação.

Os assassinatos de jornalistas e outros profissionais da comunicação, além de atentado à vida, são também crimes contra a liberdade de expressão e o direito à informação. São, portanto, crimes que não podem ficar impunes, sob pena de prejuízos à democracia e ao pleno exercício da cidadania do povo brasileiro.

Brasília, 9 de janeiro de 2012.
Diretoria da Federação Nacional dos Jornalista
s.



Violência

Relatório da FIJ registra 121 assassinatos de jornalistas em 2012

Com seis casos, o Brasil ficou em 5º lugar na lista de países com mais assassinatos de jornalistas e trabalhadores da mídia em 2012. O relatório apresentado pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) no dia 31 de dezembro registra que o ano passado foi um dos mais sangrentos para os jornalistas. Segundo os dados da entidade, 121 profissionais foram assassinados no exercício de suas funções ou devido às suas atividades.

Para o presidente da FIJ, Jim Boumelha, esses números terríveis provam o fracasso dos governos e das Nações Unidas para cumprir as suas obrigações internacionais de proteger o direito fundamental à vida dos jornalistas. "O número de mortos em 2012 se torna uma acusação contra a falta de convicção dos governos no fornecimento da proteção aos jornalistas. Obviamente não conseguiram parar este massacre" , disse.

Boumelha destaca que esse nível elevado de jornalistas mortos tornou-se uma característica constante da última década, durante a qual a reação normal das Nações Unidas e dos governos foi de apenas algumas palavras de condenação e uma investigação superficial e indiferente. Segundo a FIJ, que desde 1990 publica relatórios anuais dos profissionais de mídia que morreram em incidentes relacionados com a sua atividade profissional, ao contrário do que muitos pensam, não foram as guerras que motivaram a maioria dos casos de mortes de jornalistas, mas sim os "crimes encomendados" para silenciar os profissionais que publicaram denúncias ou realizavam trabalhos investigativos.

O relatório da FIJ apontou, em 2012, as mortes dos brasileiros Valério Luiz (Rádio Jornal 820/GO), Décio Sá (Jornal O Estado do Maranhão e Blog do Décio/MA), Paulo Roberto Cardoso Rodrigues (Jornal da Praça/MS), Mário Randolfo Marques Lopes (Vassouras na Net/RJ), Laécio de Souza (Rádio Sucesso FM/BA) e Eduardo Carvalho (Portal Última Hora News/MS).

A Síria lidera o ranking de países onde ocorreram mais casos de mortes de jornalistas em 2012, com 35 casos, seguida pela Somália com 18 registros. Além dos 121 casos de mortes de jornalistas no exercício da função, o relatório da FIJ arrola mais 30 mortos por acidente ou doença relacionada com a prática do jornalismo em 2012.

Em novembro passado, na Conferência das Agências das Nações Unidas realizada em Viena (Áustria), foi lançado oficialmente o Plano de Ação da ONU para segurança de jornalistas e combate à impunidade. Para Beth Costa, Secretária Geral da FIJ, é hora de pressionar os governos para cumprirem este Plano. "A situação é tão desesperadora que a inação não é possível" , destacou.

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