5/27/2007

De onde pode advir a verdade?


Há ainda muitas coisas que temos que aprender nessa vida.

Uma delas, muito importante, é aprender ler a verdade nos olhos.

Ler a verdade dentro dos olhos requer sutileza, atenção, bondade, devoção, amor, carinho e acima de tudo, consideração, respeito e apreço pelo seu semelhante.

Às vezes, nós não estamos atentos ao fato de que, uma pessoa, também dotada de todos nos nossos sentimentos, é plenamente capaz de sentir dor, emoção, prazer, angústia, amor, esperança, expectativa de futuro e de querer também viver bem!

A sutileza é tamanha que nós não nos damos conta disso, passa mesmo despercebido!

A verdade que é lida nos olhos, nem sempre pode ser lida olhando olho no olho, face na face, mas pode ser lida através de palavras ditas ou escritas, em frases construídas com a pureza da alma, levando-se em conta que todas as almas são puras por serem obra de Deus.

A demonstração que nos é dada por palavras que saíram dos olhos refletem a nossa condição espiritual, refletem o nosso Eu e a nossa verdadeira intenção, que em muitas das vezes está ofuscada pela nossa aparência, pelo tom de voz, pela emoção e pela suscetibilidade tanto de quem observa quanto de quem é observado e também pela própria construção e constituição de nossa natureza humana.

É muito bom quando nós podemos falar com os olhos e quando os nossos olhos vêem, lêem e transmitem a bondade, a nossa melhor das intenções.

É muito bom quando podemos ir ao futuro e que a nossa viagem tenha uma boa base do passado e seja eivada de boas ações no presente.

Quando isso acontece, nós nos encontramos com nós mesmos e buscamos o que há de mais sagrado, o que há de melhor e mais sublime na própria natureza humana: a liberdade, a sabedoria, a perseverança, a paciência, a tolerância, a sensatez, a razão e a prudência.

Ocorrendo esses atributos, nós poderemos identificar o que há de melhor para o bem viver e poderemos estabelecer os nossos objetivos pautados nas metas que desejamos determinar para a sucessão do curso dos nossos dias, até chegarmos ao dia final, estando sempre com a consciência tranqüila de que fizemos o melhor que pudemos.

Viver, trabalhar, ajudar o nosso semelhante, tendo dado o melhor que está em nossa alma, assim dessa forma, vamos concorrendo para o fortalecimento da humanidade, vamos dar uma grande parcela de contribuição para a melhoria de vida de cada um que aqui nessa terra habita.

Vamos exercitar os Ensinamentos Sagrados: Nós todos somos iguais, na medida da proporção das nossas igualdades e das nossas diferenças.

Essas igualdades e diferenças é que fazem de nós, cada um, de per si, um mundo à parte, mas que vive na interdependência mútua. Precisamos uns dos outros - essa é uma regra incontroversa!

O começo de tudo isso se dá no momento em que um ser humano é gerado, em que um casal se ama e a Mulher é fecundada: aí nasce uma vida, nasce tudo, uma vida humana que, independentemente de quem quer que seja, na verdade é o tudo, é o todo, esse ser é uma projeção do passado no futuro e uma volta ao passado vivendo no presente.

A verdade dos olhos está dentro da nossa alma: é o que temos de melhor, é a nossa verdade humana e harmônica entre todas as pessoas no seu campo de cognição, de percepção e do exercício de sua própria natureza individual nas suas relações diversas como um ser gregário, por excelência!

É por dizer assim, o exercício de nossa liberdade com coerência, com consideração, respeito e apreço ao nosso semelhante. É o que se pode também chamar de: Exercício racional, ético, lógico e espiritual da Cidadania, com a própria alma, em respeito a tudo e a todos, para poder manter o nosso nome sempre limpo.

Creio eu que se trata de Princípios Sagrados que por excelência, por conseqüência estão acima de qualquer Lei humana e que regem, em sentido incontroverso, as relações de respeito, de ética e de moral em uma Nação.

Eu acredito que essa seja uma das premissas da verdade e da necessidade de resgatarmos os valores que ainda não estão perdidos, mas que estão se distanciando da própria essência do ser humano.


Belém, Pa, 22/maio/2005

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Jorge Dorival Torres Benigno

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