9/01/2012

LUIZ SOLANO – O Repórter do Planalto






MARKETING POLÍTICO


Inconformada com o acordo feito na Câmara dos Deputados entre o relator do Código Florestal, deputado Luiz Henrique e a bancada ruralista, a presidente Dilma Roussef adotou uma nova forma de cobranças de seus ministros: o envio de bilhete, flagrado por fotógrafos, durante reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, realizada no Palácio do Planalto.
"Por que os jornais estão dizendo que houve um acordo no Congresso sobre o Código Florestal e eu não sei de nada?" reclamou a presidente, em bilhete endereçado as ministras Izabela Teixeira, do Meio Ambiente, e Ideli Salvati, das Relações Institucionais, entregue pelo Chefe do Cerimonial da Presidência da República.
Quem prestou a atenção no bilhete publicado pela imprensa de todo o Brasil, percebe que a colocação do mesmo foi feita de propósito para ser fotografado nas mãos da presidente Dilma e com interesse de uma divulgação do mesmo, para mostra às autoridades, que com ela não se brinca.
Foi na verdade uma jogada de mestre; só que muita gente não acreditou na bronca ao vivo, pois se realmente quisesse fazer isso, chamaria as duas no gabinete e daria o pifão sem ninguém saber.
O marketing foi quase perfeito.

MENSALÃO

Lula diz em entrevista ao New York Times que não acredita no mensalão, como se estivesse afirmando, convicto, que não acredita em ETs e em marcianos verdes.
Sucede que o julgamento do mensalão está sendo visto e acompanhado com muito interesse pelas mídias no exterior. Mesmo que uma turma de advogados pagos pelo PT tenha tentado impedir, por vias legais, o uso do termo pela imprensa nada conseguiram.

ENTRE MINISTROS

As desavenças no julgamento do mensalão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal serão maiores quando os onze votarem. Se somar os votos, dividir os processos e tarefas desse julgamento, a matemática explicará os resultados, mas o povo não entenderá; pois podem até sair condenados, mas a pena é insignificante.
Bom seria resultados justos e honestos para que o povo brasileiro possa entender.

FUNCIONALISMO

A queda de braço entre o governo e os funcionários públicos atingiu níveis nunca vistos neste país. Chega até ao ponto de o mandatário maior da nação, ter quer usar a porta dos fundos do Palácio do Planalto como rota de fuga.
Para a presidente Dilma pode ser mais um desafio a enfrentar na sua trajetória política; mas para a população que não está acostumada a isso, choca.
O Estado não pode continuar parado; e, pelo andar da carruagem, os próximos passos serão o bloqueio do Palácio da Alvorada, Granja do Torto, etc... sucessivamente.
Será que não é melhor pensar em uma saída mais consciente e adequada, ou o Planalto pretende colocar as Forças Armadas nas ruas de todo o País contra os seus funcionários mantenedores e votantes?
O certo é que uma atitude tem que ser tomada de forma equilibrada e produtiva para todo o país. O Brasil pede uma solução lúcida para a situação.
Será que o Governo tem de ser sempre contra o povo? No ano que vem teremos vitrine para todo o Planeta com a Copa das Confederações.

JOÃO PAULO

O deputado João Paulo Cunha, não apresentou um verdadeiro álibi no que diz respeito aos cinquenta mil reais que sua mulher em seu nome sacou no banco. A parte inexplicada da alegação é a comprovação da forma como esse dinheiro foi gasto.
Diz ele que quitou despesas com pesquisas, parece, mas os documentos comprobatórios desses pagamentos que ele apresentou não satisfazem; ao invés disso, revelam exatamente o contrário.
Uma verdadeira burrice: a numeração das notas, salientou a Ministra Rosa Weber, é sequencial. Esses documentos, apesar da numeração sequencial, teriam sido emitidos nos meses de setembro e dezembro de 2003. Esse detalhe das datas revela a tentativa de dissimulação do crime nele imanente.
A empresa que emitiu essas notas fiscais, então, tinha apenas o João Paulo Cunha por cliente? Aí está a comprovação do crime sobre o que os ministros Ricardo Lawandovski e Dias Toffoli passam ao largo, eles que estavam preparados para advogar a causa desse réu.

AINDA JOÃO PAULO

Mais: o deputado federal João Paulo Cunha, diz em comício que sob o Palácio do Catete jorrava um mar de lama e corrupção; mas sobre seus ombros pesa a vergonha de um comportamento sombrio. E isso o povo de Osasco e de todo o Brasil tem conhecimento.
A memória de Getúlio Vargas merece respeito. Suas citações são incoerentes. Pare com essas baboseiras e pense na obra do gestor dinâmico que foi Getúlio Vargas, que até a época de JK foi mais popular presidente da nossa história.
Haja óleo de peroba para os caras de pau do mensalão, inclusive o senhor João Paulo Cunha, que deveria ter renunciado o mandato que lhe foi outorgado pelo povo de São Paulo

ASSALTADO

O consumidor brasileiro vem sendo assaltado e enganado pela redução no peso de muitos produtos, o que é uma maneira disfarçada de aumentar preços.
Mas pior do que isto é a queda na qualidade dos produtos.
O suco virou néctar. O requeijão vem misturado com amido e gorduras sem informação clara nas embalagens. O leite e iogurte viraram bebidas lácteas. Manteiga misturada com margarina, azeite misturado com óleo...isto tudo nas barbas da fiscalização , dos órgãos qu deveriam defender o consumidor.
Cadê o Ministério Público?
E por que não falar no excesso de água nos produtos congelados? A redução no peso dos produtos e a queda na qualidade além de serem um aumento disfarçado de preços, é um atentado aos direitos dos consumidores brasileiros.
Quem pode nos ajudar?

IDOSOS MERECEM RESPEITO

O Ministério Público, O TCU e o Judiciário devem fiscalizar e cobrar com urgência uma regra nacional para a gratuidade dos idosos e deficientes físicos, no transporte público em qualquer cidade do país.
Hoje por exemplo, o idoso ou deficiente que tem carteira de gratuidade em Brasília enfrenta problemas fora da cidade: a mesma não é aceita no Rio de Janeiro, São Paulo ou Belém do Pará.
Ora a pessoa é deficiente em qualquer cidade do País.
Nem mesmo a carteira de gratuidade do Ministério dos Transportes, é aceita nas cidades brasileiras. Na maioria das cidades e estados o transporte público é dominado por cartéis, muitas vezes a margem da lei. A Constituição de 1988 determina a licitação das linhas municipais, intermunicipais e interestaduais o que não é respeitada.
Nem a ANTT, após mais de 20 anos de vida, conseguiu fazer a tão desejada e necessária licitação das linhas, tamanha a pressão, corrupção e lobby dessas empresas.
Muitas dessas empresas impõem obstáculos aos idosos e deficientes na gratuidade dos transportes; inclusive colocando em sua maioria ônibus executivo, leito e semi-leito para fugir da obrigatoriedade, ante à omissão e cumplicidade dos órgãos que deveriam fiscalizar.

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