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10/08/2006

“Vila Sorriso” é meu-=================================


A expressão “Vila Sorriso” surgiu no ano de 1969. Foi criada por mim no final de 1968. Vamos aos fatos.
O saudoso médico e ex-deputado federal Stélio de Mendonça Maroja foi indicado para a Prefeitura de Belém, em 1967. Tão logo tomou posse do cargo sua primeira atitude foi manter contato com as lideranças dos bairros e distritos para conhecer de perto os problemas dessas comunidades.
Stélio veio a Icoaraci para um encontro nos primeiros dias de novembro de 1967 “com as pessoas de prestígio” e representantes do comércio e indústria de Icoaraci. O encontro ocorreu numa noite de sexta-feira na residência oficial do agente distrital, na Rua Dr. Manoel Barata, onde hoje funciona uma unidade da Funpapa.
Foi um jantar co-patrocinado pela Agência Distrital e empresários. Stélio muito prático ouviu um por um dos convidados, dentre os quais, Evandro Cunha, Orlando Cunha, Alfredo Coimbra, Rodolfo Tourinho (falecido), Bento Castro, Ivo Araújo, falecido, que à época era gerente da Óleos do Pará S.A (Olpasa) que fabricava os óleos Dora (de leite de coco babaçu) e Doramim (à base de óleo de amendoim), Holderman Rodrigues, Salustiano Vilhena Filho, o “Chefe Salú” (falecido), eu, Aldemyr Feio, que assinava uma página dominical na Folha do Norte, - “O Liberal” da época, ou seja, o jornal de maior circulação em todo o Estado, norte/nordeste, com uma tiragem comprovada de 30 mil exemplares/dia e 60/80 aos domingos – e disse que a equipe presente apresentasse sugestões e um programa de trabalho para Icoaraci, cuja jurisdição, como disse linhas acima ia da corrente da Base Aérea - que não mais existe - até quase ao Tapanã e São Clemente, áreas conhecidas – elas atualmente integram o Distrito Administrativo do Benguí -, além de Cotijuba, ilhas próximas e Outeiro, onde havia um sub-administrador indicado pelo agente distrital e nomeado pelo prefeito.
Stélio disse que precisava do apoio de todos para que fizesse uma boa administração, e já estava pensando num nome para a administração icoaraciense.
Em dezembro de 1967, ou seja, duas semanas após o jantar, Stélio Maroja mandou um recado pelo advogado e jornalista Bernardino Santos que era “oficial de gabinete” propondo um novo encontro com todo mundo que compareceu ao jantar.
A reunião ocorreu na sede do Pinheirense Sport Clube.
Na ocasião Stélio anunciou o novo “subprefeito” de Icoaraci: o engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, ex-diretor do Departamento Municipal de Estradas de Rodagens, que funcionava no prédio onde hoje se encontra a Sesan, que o substituiu.
Bonna fez o mesmo jogo do prefeito. Empossado em meio a uma grande festa reuniu com todas as lideranças para uma “conversa informal” e traçar um planejamento de trabalho, na residência oficial. Nessas alturas a Agência Distrital estava instalada em duas salas nos altos do mercado municipal.
Para encurtar a estória, desse planejamento surgiram vários frutos. Em abril foi inaugurado o serviço de travessia em balsas para o Outeiro (que antes era feito por barquinhos) com a construção de uma rampa na Rua 2 de dezembro; escola primária no bairro de Itaiteua/Outeiro (Monsenhor Azevedo), uma igrejinha bem em frente. Bonna também negociou com o Pinheirense a aquisição pela Municipalidade de uma área na Rua Manoel Barata e deu início à construção do prédio da Agência Distrital, que foi concluída na administração do major/aviador Rolando Chalu Pacheco, sendo prefeito Nélio Dacier Lobato.
Em maio surgiram rumores de que no ano seguinte – 1969 -, no dia 8 de outubro, Icoaraci completaria 100 anos de existência. Evandro Bonna mandou apurar direitinho a estória. Confirmada, instituiu a Comissão Coordenadora do Iº Centenário de Icoaraci, que foi tornada oficial por ato do prefeito Stélio Maroja. Os seus componentes eram as mesmas pessoas que acompanharam Stélio desde o início: Evandro Cunha, Orlando Cunha, Alfredo Coimbra, Rodolfo Tourinho, Bento Castro, Ivo Araújo, Holderman Rodrigues, Helio Amanajás, Salustiano Vilhena Filho, “Chefe Salú”, Aldemyr Feio, sob a presidência de Evandro Bonna.
A comissão começou a funcionar a partir de 17 de outubro de 1968 e se reunia todas as quartas-feiras, à noite, na residência oficial.
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Detalhe – A residência oficial do “subprefeito” de Icoaraci funcionava no prédio onde hoje a Funpapa mantém um abrigo para jovens delinqüentes, retirados das ruas, em vias de recuperação, na Rua Manoel Barata, em frente à Vara Distrital de Icoaraci. É o Abrigo Ronaldo Araújo.
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A partir daquele momento foi estabelecido um cronograma de eventos e inaugurações alusivos ao Iº Centenário, que deveriam acontecer em todo o decorrer de 1969, sob o comando de Evandro Bonna;
No início de dezembro, a comissão foi procurada pelo empresário – era proprietário da Empresa de Águas Nossa Senhora Nazaré, em Maracacuéra, atual Indaiá – e compositor Francisco Pires Cavalcante, oficial de marinha reformado, músico (tocava requinta, uma espécie de flauta, nas bandas de música das unidades onde serviu), natural de São José das Piranhas, sertão da Paraíba - mas apaixonado pela Cidade das Mangueiras havia muitos anos -, e que embora morasse em Belém, possuía uma bela residência na Travessa Souza Franco, próximo à Rua Siqueira Mendes, 1ª rua de Icoaraci.
Na época era famoso por ser o criador do Hino do Payssandu Sport Clube (Uma listra azul, outra listra azul...) que todos conhecem. Pires apresentou a todos uma partitura com a letra de um hino que havia criado para o Iº Centenário de Icoaraci. Ele cantou dedilhando um violão. Os membros da comissão acharam-na interessante e pediram que retornasse em janeiro com o hino gravado com letra e música, etc.
Ele assim o fez. Trouxe o hino gravado em cassete. Todos aprovaram. Pires Cavalcante disse que não queria nada em troca. Apenas que a sua criação se tornasse o Hino Oficial do Iº Centenário, além de uma ajuda da Prefeitura para a produção do disco. As demais despesas, editoria, intérprete, pagamentos de direitos de execução, conexão, etc, ficariam por sua conta. Era o seu presente para Icoaraci.
A Prefeitura de Belém bancou parte da produção. eu juntamente com Ivo Araújo fui designado para acompanhar as diversas fases de produção.
As gravadoras do Rio e São Paulo, além de botarem dificuldades na gravação e prensagem do compacto simples (era o chique da época) cobraram muito caro. Pires Cavalcante descobriu uma gravadora de jingles em Belo Horizonte (a Bemol) que, mesmo com o equipamento inferior ao das grandes gravadoras, se ofereceu para produzir o disco.
Todas as atenções se voltaram para Belo Horizonte e, em 40 dias, exatamente no dia 15 de marco, saiu o disquinho com duas musicas. De um lado, o Hino de Icoaraci; e do outro, Vila Modesta – um sambossa que enaltece Icoaraci - do próprio Pires Cavalcante e de Clodomir Colino, radialista famoso na época, professor e ex-vereador, já falecido. Foram prensadas 2000 copias. Mil por conta da Prefeitura. As outras mil por conta do Pires. O cantor Luiz Olavo (falecido há cinco anos) foi o intérprete do hino.
Pires Cavalcante, sempre modesto, não quis festa de lançamento; todavia o seu pedido não foi atendido. O lançamento oficial ocorreu em meio a um coquetel na sede do Pinheirense, com a presença do Conjunto de Guilherme Coutinho (falecido), e um dos mais importantes da época.
Pires Cavalcante ainda vive, graças a Deus. Aos 83 anos, lúcido, inteligente e bom papo, ainda compõe.
O disquinho foi distribuído imediatamente às emissoras de rádio; contudo, a primeira audição deu-se no Programa José Travassos na então Rádio Jornal Liberal que ia ao ar de nove ao meio dia, e era campeão do Ibope. Nas festas de junho e nas férias de julho de 1969 o disquinho fez o maior sucesso tocando em todas os ambientes, tanto em Icoaraci, como no Outeiro e em Cotijuba.
De tanto rodar nas rádios o hino de Icoaraci ficou famoso. Rodou até n’A Voz da América, graças ao empenho de Roberto Rodrigues – jornalista e radialista, já falecido, e correspondente daquela emissora americana, durante o programa Tributo a Icoaraci, produzido pelo próprio RR e apresentado pelo locutor Pedro Américo. O programa foi ao ar pelas ondas curtas d´A Voz da América, (25 metros) no dia 04 de julho de 1969, às 22 horas.
Na minha pagina – tanto na “Folha” como n´O Liberal para onde me transferi a convite de Rômulo Maiorana, e ao qual estive ligado quase 19 anos - deixei de usar o termo “Vila Famosa”, como Icoaraci era conhecida, e mudei para Vila Sorriso. A explicação é simples. Na segunda estrofe do Hino do Iº Centenário, Pires Cavalcante diz: “... a vida passa, passa e ninguém se embaraça, a gente é feliz todo dia sem olhar no calendário. A nossa vila sem feitiço, sem mandinga, tem uma rainha que ginga festejando o Centenário”. Ora, diante disso (fiz uma reportagem a respeito. Infelizmente não disponho mais, nem dos originais e nem do exemplar da Folha que a publicou) passei a usar o Vila Sorriso. No início houve muita reclamação, mas depois o povo aceitou.
Nos programas de rádio os animadores (àquela época não estava em moda, ainda, a expressão comunicador) se referiam a Icoaraci como Vila Sorriso, inclusive o José Travassos e o Kzan Lourenço, falecido no início de 2003, criador da primeira rede sonora de Icoaraci, a Top Som Propaganda, atual Tropical Propaganda – da Radio Marajoara – e um dos maiores divulgadores das coisas icoaracienses.
Num dia como hoje 8 de outubro -, há 37 anos atrás, a festa começou cedo. às 10 horas o prefeito Stélio Maroja, o agente Evandro Bonna e os componentes da Comissão Executiva inauguraram o monumento do Iº Centenário de Icoaraci no inicio da Praça Paes de Carvalho, ao lado da Igreja de São João Batista.
Concebido e desenvolvido pelo próprio Evandro Bonna – que também foi o autor do projeto do prédio da agencia distrital inaugurado dois anos depois - era um obelisco de 30 metros de altura em forma ogival recortado - como se fora duas mãos postas em direção ao céu, numa atitude de oração. No alto havia a marca do evento em concreto reforçado: duas rodas dentadas acopladas e cortadas por uma linha horizontal. No centro da primeira havia uma linha vertical simbolizando o numero 1 – do primeiro centenário – estilizado, e duas rodas perfazendo o número 100. O desenho – aprovado pela comissão, após concurso realizado nas escolas icoaracienses – foi de autoria de um estudante do 3º ano ginasial do Colégio Estadual Avertano Rocha.
No rodapé do monumento havia a seguinte inscrição em bronze: ”Aos que nos antecederam agrademos o trabalho; à posteridade, com orgulho entregamos os alicerces da grande Icoaraci do futuro”. Frase de autoria de Evandro Bonna – sem duvida, o maior ”subprefeito”, ou melhor, agente distrital que Icoaraci já teve nesses últimos 40 anos. O aludido monumento foi deslocado para a Praça Paes de Carvalho, diminuído de tamanho, e foi esquecido.
À noite, do dia 8 de outubro de 1969, ocorreu o grande Baile de Gala do I Centenário de Icoaraci, no Salão Paroquial Padre Theodoro Kokke, atrás da Matriz de São João Batista – gentilmente cedido pelo monsenhor José Maria Azevedo – com o Conjunto de Guilherme Coutinho, ao lado Sayonara – tendo como atração a cantora Joelma - sucesso da época - que arrasou; além da apresentação da Rainha do Iº Centenário, a senhorita Antinéia Kátia dos Reis Puga.
No encerramento dos festejos comemorativos do Iº Centenário de Icoaraci – no dia 28 de dezembro de 1969 -, todos os membros da Comissão Coordenadora foram condecorados pelo prefeito Stélio Maroja com a Medalha dos 350 anos de Belém.
Tem muita coisa para falar sobre as alegrias que me deu o Vila Sorriso.
A senhora Mízar Bonna – ex-Primeira Dama de Icoaraci -, num dos seus livros se reporta sobre o assunto atribuindo-me a criação do Vila Sorriso. Mais recentemente o jovem escritor José Raymundo de Oliveira Guimarães Junior (Junior Guimarães), morto tão precocemente há cinco anos, confirma o fato em seu livro Icoaraci – Monografia de um Mega Distrito, com detalhes; bem como o historiador Holderman Rodrigues. O site www.icoaraci.com.br, me honra com a citação.
Dois anos após as festas do Iº Centenário, por questões profissionais me mudei o Rio de Janeiro, onde passei 15 anos e concluí os meus estudos. No retorno observei que o Vila Sorriso já era expressão popular. Virou o símbolo de Icoaraci; nome de edifício, de conjunto habitacional, de bloco, de escola de samba, de escola primaria, de bar e até de motel!
Deveria tê-lo registrado. Como não o fiz, está difícil reivindicar os direitos autorais. O meu consolo é que Vila Sorriso é o codinome da terra onde a gente é feliz todo o dia sem olhar no calendário. A minha terra.
Em tempo: a última homenagem que recebi pela autoria do Vila Sorriso foi do médico Rodolfo Tourinho (falecido), a quando de sua passagem pela Agência Distrital, com o apoio do assessor José Croelhas. Um diploma e uma medalha foi reconhecimento dele e do povo de Icoaraci pela criação que tornou Icoaraci... mais alegre e feliz.
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Conheçam o Hino do Iº Centenário de Icoaraci:

Autor: Pires Cavalcante (Letra e música)

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

A criançada com sorriso de esperança,
não afastou da lembrança
o que fez pra ser feliz;
É escorrega, é carrinho e correria,
um domingo de alegria
lá na Praça da Matriz.

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

A vida passa,
passa e ninguém se embaraça;
A gente é fez todo o dia
sem olhar no calendário
;
A nossa vila sem feitiço
e sem mandinga,
tem uma rainha que ginga
festejando o centenário!

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

10/05/2006

Icoaraci terá o seu “Sorrisódromo”


Foto: João Gomes


Duciomar construirá
o “Sorrisódromo” de
Icoaraci



No último domingo noticiaram que o prefeito Duciomar Costa prometeu criar, em Icoaraci, um sambódromo destinado aos grandes eventos populares, como o Carnaval – Icoaraci realiza o segundo grande Carnaval de Belém -, festivais de várias espécies, a exemplo do que ocorre em várias cidades brasileiras, desde que o Rio de Janeiro que o primeiro a criar o seu sambódromo.
Duciomar até já escolheu o nome: Sorrisódromo, numa alusão à Vila Sorriso que, como todos sabem, foi criação aqui do redator, em 1969.
Por trás de tudo isso se encontra o dinâmico e irrequieto “subprefeito” José Croelhas que como eu sempre digo, honra as suas origens.
Na realidade esse assunto é antigo.
Tão logo assumiu o Governo do Pará, - em sua primeira gestão - o ex-governador Almir Gabriel tinha em mente dotar Icoaraci de um espaço cultural com as características de um sambódromo. O tempo passou.
O assunto foi à baila através do administrador regional. Duciomar se interessou; e atendendo uma solicitação de Croelhas, tomou para si a incumbência de fazê-lo, de torná-lo realidade.
A área onde será construído o Sorrisódromo está sendo cuidadosamente escolhida e, em breve o icoaraciense, bem como, os diversos grupos folclóricos, juninos, teatrais. etc. terão ao seu dispor um magnífico espaço onde poderão desenvolver as atividades culturais e artísticas e expor ao grande público as suas produções.
O segmento cultural de Icoaraci, além de aprovar de imediato a idéia, está entusiasmadíssimo com o futuro Sorrisódromo.
Com isso Duciomar não apenas promove Icoaraci, sua cultura, sua beleza e seu folclore como, indiretamente, homenageia a criatividade, o imaginário artístico do icoaraciense e, por que não dizer – a mim também.
Obrigado, Duciomar. ( A.F.)

10/01/2006

Prefeitura retira Terminal Pesqueiro do fundo do Rio Guamá

Após cinco anos, o Terminal Pesqueiro de Belém foi retirado do fundo do Rio Guamá. A prefeitura vai revitalizar a estrutura para a criação de dois portos flutuantes, proposta da Secretaria de Economia (Secon), que está à frente do projeto. O terminal foi construído com uma estrutura formada por quatro balsas, tecnicamente chamada de quadrimaram, e possui 1.600 metros quadrados.
O trabalho de resgate da estrutura é chamado de salvatagem e começou há dois meses com a participação de 15 pessoas, entre engenheiros, mergulhadores, mecânicos e auxiliares. Primeiro, foi realizada a retirada da água do interior das balsas e da lama da estrutura de ferro, por meio de um sistema de jateamento com bombas. Depois, seis mergulhadores analisaram as avarias do terminal para verificar se existiam condições estruturais de reaproveitamento. A partir daí um laudo técnico foi emitido para definir as possibilidades de trabalho. Para trazer a estrutura de ferro à superfície, foi necessário um período de duas semanas. Bombas de ar comprimido foram utilizadas nas balsas para que elas flutuassem.
Resgate - "Com o resgate dessa estrutura vamos unir o útil ao agradável. Era uma vontade da prefeitura tirar do fundo do rio esse patrimônio público. Todo esse trabalho faz parte do Projeto Portal da Amazônia que prevê a construção de mais portos em Belém. Vamos aproveitar apenas as balsas, que estão em boas condições de uso, e fazer dois portos flutuantes", afirmou o prefeito de Belém, Duciomar Costa. Ainda segundo o prefeito, depois de revitalizadas, as balsas ganharão uma estrutura para o atracamento de embarcações.
O Terminal Pesqueiro foi inaugurado no Governo Hélio Gueiros e localizado próximo à Feira do Açaí. Era um flutuante de três andares, possuía 20 compotas, casco duplo e custou mais de R$ 2 milhões. Ele foi construído para reduzir o custo do pescado sem a figura do atravessador.
Em outubro de 2002, o terminal foi rebocado para área em frente à Companhia de Transporte de Belém (CTBel), onde foi submergido. A cobertura da estrutura foi retirada para que o terminal ficasse na cota do nível de baixa-mar, ou seja, em uma profundidade abaixo do nível de variação do rio, mais ou menos a três metros de profundidade da superfície.
Sucata - A estrutura que se encontra hoje na área da CTBel está visivelmente deteriorada. Maquinário como frigoríficos, esteiras e locais para o armazenamento de pescado não podem ser reaproveitados. Até telefones públicos foram encontrados destruídos, além de vários documentos da época encontrados em estado de decomposição. É visível nos rostos de passageiros e tripulantes de embarcações que passam pelo Rio Guamá a surpresa com o péssimo estado do Terminal Pesqueiro, que apesar da imensa estrutura continua flutuando.
O prefeito Duciomar Costa andou pelo terminal acompanhado de secretários e técnicos das secretarias de Economia, Urbanismo e CTBEL, além do vereador Amaro Klautau. "É um crime o que fizeram com esse terminal, é um crime contra o dinheiro público. O Ministério Público deveria vir aqui e ver o que aconteceu", disse Duciomar Costa.

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Cláudia Saldanha

9/27/2006

Volta do Poetinha


Sofisticado, como sempre, o Ministério das Relações Exteriores inovou na prática, já tradicional entre nós, de mostrar serviço no momento adequado. No último dia 8, a menos de um mês das eleições presidenciais, tornaram-se a abrir as portas do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, para a inauguração o espaço Vinícius de Moraes, dedicado à música brasileira. Em festa como há muito não se via, a Casa de Rio Branco celebrou, com o auxílio luxuoso da Mangueira e da Portela, a memória de nosso mais querido poeta e diplomata.
Ao erguer um brinde ao homenageado, o organizador da cerimônia, Jerônimo Moscardo, anunciou aos familiares do poeta, personalidades da política e artistas presentes que o ministro das Relações Exteriores estaria enviando à presidência da República minuta de decreto propondo a plena reintegração de Vinícius de Moraes ao serviço exterior brasileiro, com sua promoção ao nível mais alto da carreira. Tão logo seja aposta a assinatura de Lula, o imortal autor do “Samba da bênção” poderá enfim tornar-se embaixador, honraria que lhe foi negada em vida por um dos atos mais brutais da ditadura militar.
Em meados de 1968, durante a onda de protestos que sacudiu o regime, o marechal Costa e Silva teria redigido de próprio punho bilhete para o então Chanceler Magalhães Pinto ordenando: “Assunto: Vinícius de Moraes. Demita-se esse vagabundo”. Fato ou lenda, o incidente ilustra a irritação do regime com o poeta, causada não por sua escassa assiduidade ao trabalho, mas por notórias amizades à esquerda e uma discreta politização de suas letras. Tal irritação levou à abertura de processo administrativo contra Vinícius que acabou sendo exonerado, em meio às cassações que se seguiram ao Ato Institucional nº 5.
A caça às bruxas foi justificada pela ditadura como ato moralizador, objetivando purgar o serviço público de “corruptos, homossexuais e bêbados”. Amigos que foram receber Vinícius no Galeão, viram-no descer do avião abatido, amargurado, mas com uma garrafa de uísque em punho, para evitar qualquer mal-entendido:
- Eu sou bêbado!
Vinícius havia ingressado na carreira diplomática em 1943, aos 29 anos, já um respeitado poeta, jornalista e crítico de cinema. Nunca foi burocrata exemplar, mas por um bom tempo soube fazer da carreira o ganha-pão que lhe permitia alçar vôos mais altos. Serviu em Los Angeles, Paris e Montevidéu, sempre envolvido em projetos de apoio à cultura brasileira, atividade facilitada por sua rede de contatos e credenciais de intelectual. Em Los Angeles, foi amigo de Orson Welles, Disney, Marlene Dietrich, divulgando sempre um Brasil que, apesar de amar Carmem Miranda, era muito mais do que somente ela. Nas duas temporadas que esteve em Paris, encantou a intelectualidade francesa e tornou-se ponto de referência do crescente ir e vir de músicos, cineastas, jornalistas e literatos entre nosso país e a Cidade Luz. A todos ajudava e prestava apoio: “Deus e o Diabo na Terra do Sol” chegou a Cannes com legendas em francês escritas por Vinícius - textos que, segundo Gláuber, eram ainda mais poéticos que o roteiro original. No período de Montevidéu, seu talento, acoplado a um charme irresistível, foi verdadeiro trator a alargar nosso diálogo com escritores e artistas de todo o Cone Sul.
Nas longas temporadas que passou no Rio de Janeiro, ajudou (e muito) a criar a mística do Itamaraty como celeiro de intelectuais e grande bastião da cultura. À época, o Palácio da Rua Larga operava como verdadeiro centro da vida social e política da Capital Federal – em seus gabinetes, arquitetava-se a projeção do Brasil no concerto das nações; em suas recepções, tramavam-se os destinos do país. Era um Itamaraty generoso, que sabia abrigar tanto homens de ação quanto homens de pensamento, pessoas das mais diferentes inclinações e interesses, em leque ecumênico que ia do jovem economista Roberto Campos ao promissor literato João Guimarães Rosa. Deles, exigia-se apenas que fossem geniais.
Ali, Vinícius estava em casa. O Itamaraty era seu porto e seu amparo, a instituição que lhe dava segurança e status para ir-se transformando em um dos mais ativos intelectuais da época. Em setembro de 1956, com o espetáculo “Orfeu da Conceição”, o poeta atingia seu auge, na síntese perfeita entre o erudito e o popular, a tradição clássica e alma brasileira, o drama e a música. Foi também o momento em que descobriu Tom Jobim e com ele iniciou a parceria que faria o mundo se ajoelhar diante do Brasil. Que mais poderia o Itamaraty exigir de seus funcionários? A arte de Vinícius era tão cativante que tinha o dom de se converter em política de Estado. Embaixador algum fez tanto pela pátria quanto ele.
Na virada dos anos 60, Vinícius começou a ficar grande demais para nossa Chancelaria. Sua celebridade atiçou a inveja dos medíocres e sua escassa fidelidade aos rigores do expediente cresceu a ponto de tornar-se lendária. Dizem que, certa feita, o poeta sumiu por quase três meses. Seus companheiros de trabalho chegaram a pensar no pior, mas afinal descobriram que ele se trancara em seu apartamento do Parque Guinle com o violonista Baden Powell, num mergulho criativo e existencial, do qual os dois somente emergiram após esgotarem duas caixas de uísque contrabandeadas pela mala diplomática. Ali nasceram os afro-sambas; canções quatro décadas à frente de seu tempo.
Enquanto foi apenas poeta, Vinícius teve vida amena no Itamaraty, como João Cabral de Melo Neto, outro grande poeta, que sequer fazia questão de ser conhecido como diplomata. Mas ao enveredar pela música popular, e emprestar seus versos a chorões e sambistas, Vinícius conquistou a inimizade de quem nisso via comportamento licencioso, prejudicial à instituição. Houve mesmo tentativa de impedi-lo de fazer sua primeira apresentação ao vivo, em show na boate “Au Bon Gourmet”, na companhia de Tom Jobim e João Gilberto. A crise foi contornada com a decisão salomônica da alta cúpula do Itamaraty de que Vinícius poderia cantar, mas teria que se apresentar de terno e gravata. E foi assim, a caráter, que o mundo soube pela primeira vez da “Garota de Ipanema”, símbolo máximo do encanto despojado de nossa beleza e segunda canção mais gravada de todos os tempos. Nosso verdadeiro hino nacional.
Vinícius dava muito ao Itamaraty e pedia pouco em troca. Jamais usou da fama para caronear colegas ou conseguir postos cobiçados. Com 25 anos de carreira era ainda primeiro-secretário, posto que equivaleria no Exército à patente de capitão. Nunca fez mal a alguém, mas foi pelo mal alheio atingido. De certo modo, a expulsão de Vinícius marcou o fim de um Brasil afável e sonhador, que acreditava poder tornar-se um dia um país melhor. Nas trevas da ditadura, perdemos a pureza de nossa alma e a gentileza em nosso modo de ser.
Quaisquer que sejam as motivações do atual governo em promover tão tardia redenção, o Brasil agradece. E espera que, sem gravata nem terno, o poeta, agora embaixador de pleno direito, continue.
Para sempre iluminando nossas vidas.
27.09.2006

Marcelo Dantas

* (Transcrito do site No Mínimo)

EcoCírio ganha novamente as ruas de Outeiro


A Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira volta a realizar nesta quinta-feira, 28, às 9 horas, mais uma edição do EcoCírio, que anualmente reúne alunos, professores e funcionários da escola, além da comunidade de Outeiro, numa homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. Nesta quarta, 27, às 19 horas, acontece a trasladação, com saída da frente da escola e percurso pelas ruas da ilha até a Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas.
Organizado pelo Escritório Piloto de Ecoturismo da Escola Bosque, este ano o EcoCírio traz o tema "Nas Trilhas da Fé", com a finalidade de colocar a comunidade da ilha em contato com as manifestações artísticas e culturais paraenses e de mostrar o potencial do Círio para o turismo.
Durante o evento, o público poderá conhecer um pouco do trabalho desenvolvido pelos alunos, como bijuterias, terços e bótons feitos com sementes, roque-roques e produtos de papel reciclado.
Dentro da programação do EcoCírio 2006, ainda acontece uma exposição no Aeroporto Internacional de Belém sobre as ações sobre projeto, que ficará aberta à visitação do dia 2 até 15 de outubro.
A Fundação Escola Bosque tem a parceria da Infraero, Belemtur, Paratur, Sebrae, Amazon Paper, Liceu de Artes e Ofícios Mestre Raimundo Cardoso, Fábrica de Velas São João e Paróquia de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas.
Dia 27, 19h: trasladação da Escola Bosque para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas;
Dia 28, 9hEcoCírio, da Igreja para a Escola Bosque.
Endereço da escola: Rua Manoel Barata, s/n, Outeiro. Fone: 3267-1444
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Esperança Bessa

9/24/2006

Monumento do Iº Centenário de Icoaraci está esquecido


Os senhores se lembram do monumento do I Centenário de Icoaraci? Ele esta na Praça Paes de Carvalho ao lado da Matriz de São João Batista plantado por sobre um pedestal corroído pelo tempo, sem manutenção e completamente esquecido de tudo e de todos.
O monumento da maior efeméride ocorrida em Icoaraci nesses últimos 37 anos foi criado e erigido para lembrar os 100 anos de existência de Icoaraci – a Vila Sorriso.
É. Mais ele tem uma historia.
Em outubro de 1968, o então prefeito de Belém, o medico Stélio de Mendonça Maroja (já falecido) criou a Comissão Coordenadora do Iº Centenário de Icoaraci. Essa comissão que foi empossada no dia 20 de outubro, era constituída de nomes representativos da comunidade local. Sua função era, juntamente com o agente distrital, engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, presidente - de organizar um ano de comemorações dos 100 anos de Icoaraci.
Realmente, naquele ano (1969) todos os meses havia algum evento.
Em janeiro deu-se o lançamento do I Centenário de Icoaraci. Em fevereiro o Carnaval (ainda na Rua Dr. Manoel Barata, em frente a agencia distrital) foi o mais deslumbrante de todos os tempos. Além das agremiações locais, contou com a presença da Escola de Samba Quem São Eles e do Rancho Não Posso Me Amofina; em marco foi lançado o compacto simples como o Hino do I Centenário, gravado por Luiz Olavo (falecido) e produzido por Pires Cavalcante; em abril foi inaugurado o serviço o serviço de travessia de balsa para o Outeiro, a partir da 2 de dezembro (7ª Rua); em maio deu-se o Baile das Debutantes do I Centenário na sede social do Pinheirense Sport Clube; em junho a quadra junina atingiu toda Icoaraci e Outeiro e revelou o Boi Bumba Pingo de Ouro e o Grupo Leão Dourado, do Km. 23, da rodovia Augusto Montenegro; em julho ocorreu a Operação Especial Icoaraci-Outeiro do Projeto Rondon, que praticamente redescobriu as ilhas de Caratateua e Cotijuba.
Ainda em agosto foi lançado entre as escolas icoaracienses o concurso de desenhos e motivos para o futuro monumento do centenário; em setembro, a parada escolar foi uma das maiores que se tem noticia na Vila Sorriso, com a participação de todos os estabelecimentos de ensino da Icoaraci e, mais, as bandas marciais dos Colégios Augusto Meira, Paes de Carvalho e Magalhães Barata.
Em Outubro, no dia 8, ocorreu o grande Baile do I Centenário de Icoaraci, no Salão Paroquial Padre Theodoro Kokke – gentilmente cedido pelo monsenhor José Maria Azevedo – com o Conjunto de Guilherme Coutinho, também falecido - e um dos mais importantes da época, ao lado Sayonara – tendo como atração a cantora Joelma - sucesso da época - que arrasou, além da apresentação da "Rainha do Iº Centenário", a senhorita Antinéia Kátia dos Reis Puga.
Na manhã ensolarada daquele mesmo dia 8, às 10 horas o prefeito Stélio Maroja, o agente Evandro Bonna e os componentes da Comissão Executiva inauguraram o monumento do Iº Centenário de Icoaraci no inicio da Praça Paes de Carvalho, ao lado da Igreja de São João Batista. Concebido e desenvolvido pelo próprio Evandro Bonna – que também foi o autor do projeto do prédio da Agencia Distrital inaugurado dois anos depois - era um obelisco de 30 metros de altura em forma ogival recortado - como se fora duas mãos postas em direção ao céu, numa atitude de oração. No alto havia a marca do evento em concreto reforçado: duas rodas dentadas acopladas e cortadas por uma linha horizontal.
No centro da primeira havia uma linha vertical simbolizando o numero 1 – do primeiro centenário – estilizado, e duas rodas perfazendo o número 100. O desenho – aprovado pela comissão, após concurso realizado nas escolas icoaracienses – foi de autoria de um estudante do 3º ano ginasial do Colégio Estadual Avertano Rocha.
No rodapé do monumento havia a seguinte inscrição em bronze: ”Aos que nos antecederam agrademos o trabalho; à posteridade, com orgulho entregamos os alicerces da grande Icoaraci do futuro”. Frase de autoria de Evandro Bonna – sem duvida, o maior ”subprefeito” que Icoaraci já teve.
Os festejos do centenário prolongaram-se. O Círio de Nossa Senhora das Graças de 1969 teve a presença do prefeito Stélio Maroja que o acompanhou em toda sua totalidade, do arcebispo D. Alberto Ramos e do governador Fernando José de Leão Guilhon (falecido) que recebeu a imagem da Santa no final do préstito junto com monsenhor Azevedo e D. Alberto Ramos.
No dia 28 de dezembro, o prefeito Stélio Maroja condecorou os membros da Comissão Coordenadora do Iº Centenário com a Medalha dos 350 anos de Belém. Os festejos do Iº Centenário foram encerrados com uma grande festa popular na Praça da Matriz, no dia 31 de dezembro dce 1969.
O monumento ficou por muito tempo no local.
Na gestão do administrador Augusto Rezende, mudou de posição.
Dentro do projeto de reurbanização da Praça da Matriz e ajardinamento da Praça Paes de Carvalho – estabelecido em conjunto com o agente Armando Tavares -, o prefeito achou por bem modificá-lo, fazê-lo um pouco menor e colocá-lo no meio do logradouro obedecendo todas as características originais.
Durante a administração Augusto Rezende o marco do centenário foi muito bem cuidado. Quase toda semana era limpo pelos trabalhadores da Agência Distrital supervisionados, pessoalmente, pelo então agente Armando Tavares.
Com o advento da administração Edmilson Rodrigues o monumento-orgulho de Icoaraci foi esquecido, abandonado, entregue à própria sorte. Atualmente está caindo os pedaços e ninguém se lembra que ele existe.
Até mesmo a placa de bronze, sumiu. Se não estiver no Departamento de Operações da Agência Distrital, vai ver que foi fundida ou vendida...
Daqui, o apelo de um icoaraciense que ama a sua terra: Meu caro Duciomar - no dia 8 de outubro – ou seja, daqui a duas semanas - Icoaraci estará completando 137 anos. Que tal resgatar o marco que faz parte da história da Vila Sorriso, que eu criei, com as mesmas características de antanho?

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Aldemyr Feio

9/21/2006


Oi amigo feio (bonitão!!!)
Estarei chegando em Belém no dia 6 de outubro para passar o Círio ao lado
das minhas mãezinhas: Nossa senhora de Nazaré e D.Maria, minha mãe
morena.
Deixo Paris no dia 3 e passo dois dias no Rio de Janeiro.
Eu adoro seu Jornal, mas não me mande no período que estarei viajando, do 3 de outubro ao 17 de Novembro. Carrega muito o meu pobre computador que já estar idoso!!!ahahahahah!!!
E uma pena que não chego a tempo para o Festival de Musica de Icoaraci.
Chego no 6 mas às 23 hs (no aeroporto). O show já terá acabado. Fica para o proximo.
Me responda se recebeu esse e-mail.
Como ja te disse, meu computador estar deixando a desejar!!!
Quando eu chegar te telefono e vamos bater um papaço.
Beijos
Nazaré Pereira
Paris - França
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Nazaré – embaixatriz de Icoaraci na França - está chegando.
Vamos recepciona-la condignamente

9/15/2006


NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-PA) repudia veementemente a decisão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que, nesta quinta-feira (14/09), manteve a condenação ao jornalista Lúcio Flávio Faria Pinto, para pagamento de indenização no valor de R$ 8 mil, mais acréscimos, ao empresário Cecílio do Rego Almeida, que processou Lúcio Flávio por dano moral devido à matéria publicada em seu Jornal Pessoal, em 2000. O artigo comentava reportagem de capa da revista Veja de uma semana antes, que apontara o dono da Construtora C. R. Almeida como “o maior grileiro do mundo”.
Assim como a desembargadora revisora do processo, Sônia Parente, o Sinjor-PA defende que o jornalista estava exercendo seus direitos à liberdade de expressão e de imprensa, garantidos pela Constituição Federal. É lamentável, contudo, que a revisora tenha sido voto vencido no julgamento onde as desembargadoras Luzia Nadja Nascimento e Maria Rita Xavier, relatora do recurso, atropelaram direitos basilares da democracia, condenando quem denuncia práticas vergonhosamente comuns no Pará: a apropriação ilícita de terras e o trabalho escravo.
A decisão das desembargadoras ratifica a sentença condenatória do juiz Amílcar Guimarães, que, no ano passado, exercendo interinamente a 4ª Vara Cível do fórum de Belém, acolheu a ação de indenização movida pelo empresário contra Lúcio Flávio. É ainda mais intolerável e inadmissível que o julgamento no Pará não tenha seguido a mesma linha decisória da Justiça de São Paulo, onde outros alvos de Cecílio do Rego Almeida - a revista Veja, um repórter, um procurador público do Estado do Pará e um vereador de Altamira – foram absolvidos das mesmas acusações feitas contra Lúcio Flávio.
A decisão da 3ª Câmara Cível do TJE-PA condenando Lúcio Flávio só reforça a impunidade de quem depreda e saqueia a Amazônia e se configura em um atentado à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade de ter acesso à informação de qualidade.
Não é demais lembrar que, em março deste ano, Cecílio do Rego Almeida foi declarado persona non grata para o Estado do Pará, por decisão unânime da Assembléia Legislativa do Estado. O Sinjor-PA se solidariza a Lúcio Flávio Faria Pinto pela seriedade com que desenvolve seu trabalho jornalístico, e ratifica sua defesa intransigente à liberdade de imprensa, apelando para que a Justiça, em Brasília, ao apreciar o recurso a ser apresentado pelo jornalista, faça valer este direito garantido pela Constituição Brasileira.

9/14/2006

Cotijuba ganha nova escola


A comunidade de Cotijuba ganha esta semana uma escola nova. A Prefeitura Municipal de Belém inaugura na ilha a Unidade Pedagógica da Faveira, que irá atender a mais de 320 crianças, oferecendo o Ensino Fundamental completo, desde as séries iniciais da educação infantil até o Ciclo Básico IV (7a e 8a séries). A entrega da nova unidade da Rede Municipal de Ensino será feita pelo prefeito Duciomar Costa e pela secretária municipal de educação, Therezinh a Moraes Gueiros, na próxima sexta, dia 15, às 8 horas.
Detalhes - A Unidade Pedagógica da Faveira, ligada à Escola Bosque Eidorfe Moreira, em Outeiro, representa um investimento total de R$ 240.221,26, entre construção e aquisição de mobiliário e material didático. São 448 metros quadrados de área construída, com seis salas de aula, departamentos administrativos, biblioteca, salão de múltiplo uso, refeitório, cozinha, despensa e banheiros, fornecimento de água por poço artesiano e esgotamento sanitário com fossa e filtro anaeróbico.
A construção utiliza estrutura em madeira de lei pré-fabricada, o que possibilitou realizar a obra em tempo recorde (apenas três meses), com baixo custo (R$ 432 por metro quadrado) e com alta qualidade construtiva, num projeto adaptado para a região das ilhas.A nova escola substitui o antigo Anexo da Faveira, que funcionava em um velho barracão de madeira, sem infra-estrutura adequada e sem ambientes bem delimitados para o exercício das atividades pedagógicas, que foi derrubado para dar lugar à nova construção.
Os alunos também receberam uniformes novos e kits escolares, com cadernos, lápis, borracha e lápis de cor.
Ilhas – Esta é a segunda das três escolas que a Prefeitura inaugura este ano na região das ilhas. A primeira foi inaugurada há um mês na Ilha da Várzea e outra está sendo finalizada na Ilha do Jamaci. Os investimentos atendem a um dos eixos estratégicos da administração municipal para a educação: a busca do desenvolvimento humano sustentável, especialmente para a região das ilhas.
A Secretaria Municipal de Educação mantém, atualmente 30 unidades pedagógicas nas ilhas. Durante todo o ano de 2005, trabalhou em parceria com a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saeb), Cosanpa e Rede Celpa, levantando as necessidades de cada área. A partir disso, todas unidades ganharam esgotamento sanitário, com a instalação de fossas; abastecimento de energia por gerador; água potável, com construção de poços artesianos e instalação de caixas d´água; foram feitas reformas nas coberturas dos prédios e nos acessos às escolas, além de reequipamento das cozinhas e salas de leitura.

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Aline Monteiro

9/12/2006

Milton Nobre instala duas Varas Distritais em Icoaraci


O Tribunal de Justiça do Estado (TJE) instalou nesta terça-feira/12, mais duas Varas Distritais - uma cível e uma penal - em Icoaraci, aumentando em 100% a capacidade de atendimento processual no distrito. A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Milton Nobre, que destacou a importância da ampliação para o distrito, bem como a conseqüente agilidade processual. Ele disse, também, que a instalação das Varas foi feita de forma planejada.
A 3ª, na área do Cível, atenderá os feitos relativos à Infância e Juventude, Interditos e Registros Públicos. Já a 4ª, a competência é exclusiva para matérias penais. Além de Icoaraci, também já foram beneficiadas com Varas as Comarcas de Barcarena e Paraupebas. Nos próximos meses, segundo Milton Nobre deverão ser instaladas outras 17 Varas em diversas Comarcas do Interior. As Varas foram criadas através das leis nº 6.809/06 e nº 6.870/06, sancionadas pelo governador do Estado em janeiro deste ano. O desembargador também ressaltou a necessidade de instalação de Varas de Infância e Juventude.
Também estiveram presentes a desembargadora Carmencin Cavalcante, corregedora de Justiça da Região Metropolitana de Belém, as diretoras dos Fóruns Cível e Criminal de Belém, respectivamente juízas Maria do Céo Coutinho e Edith Dias. A instalação ainda foi prestigiada pelo desembargador Manoel Christo Alves, ex-presidente do TJE, e representantes do Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Defensoria Pública, dentre outros. Na ocasião, foram lidas as portarias da Presidência designando os juízes Elano Demétrio Ximenes e Hélio Pinheiro Pinto para responderem pelas 3ª e 4ª Varas.
Acêrto - Para a desembargadora Carmencin Cavalcante, a decisão do Tribunal Pleno em aprovar a resolução determinando as competências das Varas em Icoaraci não poderia ter sido melhor acertada. "A criação de mais duas Varas em Icoaraci se fazia necessária porque o volume de processos sempre foi grande". Conforme dados da correição realizada em 2005 pela Corregedoria, tramitavam em Icoaraci, na área Cível, 5.792 processos, sendo que 1.721 foram propostos em 2004 e outros 1.927 em 2005. Na área Penal, foram registradas 2.671 ações, sendo 582 propostas em 2004 e 660 em 2005. Do total, 153 processos correspondiam a réus presos provisoriamente.
Racionalidade - Em manifestação, o presidente da OAB/PA, Ophir Cavalcante Júnior, afirmou que quem ganha com as novas Varas é a população. "O presidente do TJE tem mostrado sensibilidade na questão do acesso à Justiça. Temos visto e testemunhado essa preocupação não só na capital, mas também no interior do Estado, com a instalação de Varas e Juizados Especiais", disse Ophir, que destacou também que a administração do Judiciário tem a concepção de que a Justiça tem que ser revertida para a sociedade.
E completou: "Icoaraci atualmente com os seus 200 mil habitantes e supera, em população, alguns municípios. Nesse cenário, a instalação das novas Varas atende às necessidades da sociedade, “O cidadão quer a Justiça perto de si e o Tribunal revela sua visão global, mostrando que está sensível às estatísticas de segurança pública com a criação planejada das Varas necessárias". É preciso o aumento do serviço de forma racional, permitindo o acesso à Justiça".
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OAB.Pa/Marinalda Ribeiro

Sérgio Couto representará a OAB no Conselho do MP


O plenário do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), indicou o nome do conselheiro federal pelo Pará, Sérgio Alberto Frazão do Couto, para ocupar uma das duas vagas da OAB no Conselho Nacional de Ministério Público (CNMP). Sérgio Couto irá substituir o advogado Luiz Carlos Madeira, que renunciou ao cargo em carta enviada nesta segunda-feira/11 ao presidente nacional da OAB, Roberto Busato. O outro representante dos advogados no órgão encarregado do controle externo do Ministério Público é o ex-presidente nacional da OAB, Ernando Uchoa Lima.
Após ser eleito pelo Conselho Federal da OAB para representar a entidade no CNMP, o advogado Sérgio Couto - a apuração foi feita por um escrutinador que leu, voto a voto, a preferência dos conselheiros. Frazão recebeu a grande maioria dos votos - agradeceu a confiança depositada no seu nome pela direção da Ordem e seus conselheiros federais. “Quem vai estar presente no Conselho Nacional do Ministério Público não será a pessoa do Sérgio Frazão do Couto e, sim, o advogado, o profissional, que deve falar em igualdades de condições aos membros do Ministério Público. Se, por um lado, credito aos membros do Ministério Público grande parte da depuração da moralidade pública, também não posso deixar de acusar que suas ações, muitas delas, tem sido desenvolvidas ad terrorem, em detrimento, não apenas dos outros Poderes constituídos, mas em detrimento da advocacia que transita, que circula, que atua e que beneficia todos os três Poderes. Aceito com humildade a missão que acabo de receber do Conselho Federal da OAB”, discursou o advogado.
Sérgio Couto prestou importante colaboração para a advocacia paraense. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB-PA), de 95 a 97 – na sua gestão a sede da Seccional recebeu grandes melhoramentos, assim como o Clube dos Advoghados, com o apoio de Ernando Uchoa Lima, à época, presidente nacional da OAB; além da Escola Superior de Advocacia e a reativação do jornal O Advogado -, foi professor universitário, advogado militante e, atualmente, exerce o cargo de Chefe da Procuradoria do Tribunal de Contas do Município.
Na avaliação de Ophir Cavalcante Junior, Presidente da OAB-PA, - segundo o site da Entidade - a indicação do conselheiro demonstra a importância que os advogados e a advocacia paraenses alcançaram no cenário nacional. “Esse é um reconhecimento a todo trabalho que o advogado Sérgio Couto tem desenvolvido em favor da advocacia paraense e nacional, tendo como pensamento central de suas ações a defesa das prerrogativas dos advogados”, conclui.
Meus parabéns, caro amigo. Você honra o nosso Estado. (A.F.)

9/04/2006

Duciomar vai construir o complexo esportivo de Icoaraci


Deu n´O Liberal - Icoaraci terá um complexo esportivo que contará com uma grande quadra poliesportiva coberta. A prefeitura já destinou quase R$ 1 milhão para o empreendimento. Com isto, o prefeito Duciomar Costa começa a trabalhar para melhorar sua imagem na Vila Sorriso, que, aliás, é muito ruinzinha, a despeito dos esforços que o agente distrital, José Croelhas, está fazendo.
Onde o prefeito também está bem pra baixo é em Mosqueiro, onde teve a maior votação que o levou ao Palácio Antônio Lemos; tudo porque o navio ainda não apareceu na ilha.
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Mas vai aparecer... esperem
E olhem que esse baixinho não é o finado Adamor Filho, mas é danado. Quando ele diz que faz, faz mesmo.
Só se não deixarem...
Eu conheço o Duciomar desde o seu primeiro mandato na Câmara Municipal. Quietinho e sem muito alarde ele foi construindo a sua carreira.
Foi para a Assembléia Legislativa e fez um bom trabalho. Criou uma fundação e ajudou uma pá de gente; deu ônibus de graça para a população carente – quiseram atrapalhar. mas ele não deu bola e foi em frente – e até mesmo colaborou com a Sesan, através de um trator que rebocando uma carroceira montada retirava o lixo nas baixadas.
Esse é o Dudu que eu conheço.
Icoaraci espera muito do prefeito.
Não apenas a concretização de uma idéia antiga; ou seja, o complexo esportivo; mas, também que Duciomar dê um um jeito no prédio da antiga estação do trem. O ex-prefeito Hélio Gueuiros queria transformá-lo num centro de difusão cultural, além de um entreposto do artesanato marajoara, tapajônico e maracá produzido em Icoaraci, com o apoio da Coarti – Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci.
Seria uma continuação do Liceu Cardoso e da Feira do Artesanato.
Fizeram tanta onda, puseram tanto empecilho e não deu, ou melhor, Hélio Gueiros desistiu.
Conclusão: o prédio histórico está se deteriorando e entregue às baratas. Tem até gente morando lá como se fosse dono.
Que tal o nosso Duciomar Costa retomar o projeto? Aí ninguém, vai ter o topete de chamar a minha Vila Sorriso de ruinzinha que para nós, "pés redondos", soa como desrespeito, como ofensa. (A.F.)

8/26/2006

Telma, Contadora


Logo mais às 19 h, no Salão Atlântico Sul, do Hotel Sagres – um dos mais chiques da cidade – a senhora Telma Maria Sebastiana Menezes da Silva, a minha Telma Menezes, estará recebendo das mãos do Senhor Roberto Marques de Souza Rodrigues, diretor executivo da Faculdade de Estudos Avançados do Para (FEAPA) o grau de Bacharela em Ciências Contábeis, culminando com um esforço de quase cinco anos.
Telma integra uma turma de 41 alunos que a partir de agora ingressa na vida profissional.
Telma mereceu esse galardão.
Ao concluir o curso de Técnico em Administração pelo antigo Colégio Estadual Avertano Rocha (Icoaraci), tentou o vestibular. Não deu.
Dois anos após tentou novamente. Também não deu.
Ingressou na vida profissional exatamente num escritório de Contabilidade, onde aprendeu todo o bê-á-bá da profissão.
Posteriormente transferiu-se para um outro escritório onde, praticamente, consolidou a profissão.
Porém faltava a técnica superior e o grau.
Fez um novo vestibular. Foi traída por uma prova perversa.
Preparou-se mais uma vez.
Surgiu uma nova faculdade em Belém. Telma se inscreveu no vestibular. Dessa feita conseguiu a sua vaga que foi festejada não apenas por mim, mas todos os parentes e amigos.
Começou o sufoco. Aulas todos os dias, provas, trabalhos, experiências, pesquisas, exigências naturais de uma grande escola superior voltada para o presente com olhos no futuro, de acordo com o pensamento de seu criador, Roberto Rodrigues.
Finalmente os dois últimos semestres, estágio e o TCC - Fluxo de Caixa como Ferramenta de Gestão às Microempresas, que deu muito trabalho e que foi brilhantemente defendido - e a colação de grau. A consublimação, a recompensa de todo o sacrifício, das lágrimas, da ansiedade e das dores de cabeça.
Roberto Rodrigues pensou em criar uma escola superior que pudesse gerar e disseminar o conhecimento científico, tecnológico e cultural, visando à formação de profissionais empreendedores, éticos, críticos e comprometidos com o bem estar social e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Telma e os seus colegas participaram (e participam) desta realidade.
Mercúrio deve estar feliz.
Mercúrio, um deus da mitologia romana, filho de Júpiter,- o mensageiro de todos os deuses, em razão de sua grande agilidade, simbolizadas pelas duas asas que ladeiam seu capacete e de dispor da confiança da máxima divindade. Além disso, Mercúrio era tido como o deus inventor da Escrita Contábil e, portanto, patrono da Contabilidade - certamente guiará e protegerá a sua nova pupila.
Ela, por sua vez, saberá honrar o caduceu - bastão de ouro que Mercúrio usava, - essa figura acima que abre este texto - e tal como o patrono, proteger as riquezas com a sabedoria adquirida, razão e com ética.
Eu fui citado no TCC da Telma, já que fui sempre presente, a acompanhei e torci por ela nesses quatro anos.
Ela não esqueceu
Sinto-me muito orgulhoso e gratificado.
E, em nome da nova Contadora - que receberá o seu grau dentro de algumas horas-, manifesto publicamente o reconhecimento e os agradecimentos, não apenas da Telma, mas de toda a família, pelo esforço, paciência; sobretudo pelo empenho, interesse e dedicação dos seus Mestres.
Primeiramente ao Professor, Doutor e Mestre Dr. Msc. Koki Ono, presidente do Colegiado de Ciências Contábeis da FEAPA e seu orientador de TCC – o melhor presente que a Universidade de São Paulo deu a Belém do Pará/via FEAPA -; e aos professores do Colegiado: Msc. Dinaldo do Nascimento Araújo; Msc. Gesson José Mendes Lima; Esp. Irani de Fátima Silva Contente; Msc. Manoel Raimundo Santana de Farias; Msc. Maria Cristina Bessa de Brito Coelho; Esp. Petrônio Lauro Teixeira Potiguar JuniorEsp. Ticiante Lima dos Santos e Esp. Tatiana Fabricia Vasconcelos Pinheiro da Silva.
Agora Telma pode dizer com o apóstolo dias antes de se encontrar com o Criador. Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé (II Timóteo – Capítulo 4, Versículo 7).
Mas, para Telma, a carreira não acabou. Agora que começou.
Que mais posso dizer para Telma, senão, que você exerça a sua profissão com responsabilidade e transparência, respeitando as normas éticas e os interesses coletivos, em defesa da eqüidade e da justiça, na apuração correta da distribuição da riqueza, concorrendo para que o seu trabalho possa ser um instrumento de controle e orientação útil e eficaz para o desenvolvimento da sociedade e o progresso do país, - tal qual o juramento que prestará diante da sociedade.
Eu sei que fará tudo isso.
Eu a comunidade de Icoaraci confiamos em você.
Como sempre.

Parabéns Telma

8/20/2006

Jornal do Feio. Sete meses no ar


Hoje este Blog completa sete meses dias no ar.
Surgido de uma sugestão do meu irmão Ricardo de São Paulo – que, primeiramente me inscreveu no Orkut – para que criasse um espaço para escrever o que bem entendesse.
O Blog teve a acolhida gentil e simpática do Google.
E às 12:00 do dia 21 de abril surgia no universo da internet – o Jornal do Feio.
Resolvi dar um norte para este espaço: Pessoal, Icoaraci, Outeiro, Cotijuba e arredores, - onde convivo toda a minha menos os 15 anos que passei no Rio de Janeiro -, Jornalismo, Prefeitura de Belém, que me acolhe há quase 20 anos, além de variedades eventuais.
Abri espaço, também para quem desejasse escrever, expor as suas opiniões dentro de um critério ético, claro.
A pouco tempo criei o Posta Restante onde respondo as perguntas feitas por e-mail.
Nem todas, bem entendido; somente as que julgo mais interessantes. Normalmente publico (e respondo) de três a quatro perguntas. Faço questão de publicar o nome do amigo que me escreve e sua origem. Nunca o endereço.
No e-mail de apresentação que enviei a todos os componentes da minha lista de amigos, eu disse:
“Cedi à tentação e criei o meu proprio blog, que está no AR desde ao meio dia de hoje, sexta-feira, 21.
Gostaria que vc me prestigiasse acessando-o e participando com notícias, notas, comentários, críticas e sugestões.
O Jornal do Feio, como se chama, ñ é meu.
É todos os amigos.
Disponham.”
E como disse, continua sendo de todo o mundo.
O meu colega Joaquim Antunes diz que tem sete leitores.
Eu tenho um pouco mais, 25 – abstraindo os parentes, do restante do Estado, da Bahia, de Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Pelotas) – que quase todos os comparecem nos meus e-mails.
Tudo isso me dá a certeza que o Jornal do Feio conquistou o seu público
Isso é bom.
Vamos em frente. Com o apoio de todos, claro.
Os e-mails são os mesmos:

aldemyrfeio@belem.pa.gov.br e/ou aldemyrfeio@oi.com.br

8/19/2006

Posta Restante


"....assim, tenho a impressão que a nossa Icoaraci está muito mal servida de candidatos. Quando estão em campanha prometem mundos e fundos. Quando estão lá em cima se esquecem de quem os botou lá, sem exceção; eles além de embromarem fazem ouvidos de mercador. É mais fácil se conseguir algo com político (vereador) que não é daqui de Icoaraci, do que os filhos da filhos da terra ou agregados eleitos por aqui...”

Josué Benedito de Castro
Passagem John Engelhard
Rodovia Arhur Bernardes


Obrigado pela atenção.
Como disse no e-mail que enviei, este espaço não trata de política. Nem prol e nem contra. Também não tem candidatos; no entanto está aberto a todos.
Quanto aos atendimentos... acho que o amigo tem razão: santo de casa não faz milagre!...

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A Telma se formou? Você disse que ela iria se formar este mês. Quando iremos tomar os drinques?

Eulália da Silva Ceni
Bairro: Água Cristalina
Outeiro

Telma recebe o diploma no próximo sábado/26, no salão de festas e recepções do Hotel Sagres. Na quarta-feira/17, ela participou juntamente com a sua turma da Celebração Eucarística em Ação de Graças, na Igreja da Santíssima Trindade, sendo celebrante o padre Dilermando Freitas, pároco de Fátima.
Foi uma cerimônia muito bonita.
Hoje/19, ela defendeu na FEAPA, diante de Banca Examinadora, de alto nível, o seu TCC. Agora só falta mesmo o canuto de papel e correr para o abraço.
Eu tenho muito orgulho dessa rondoniense que escolheu o Pará, Icoaraci para viver.
Quanto aos drinques...só na festa no Golden Palace, em setembro.

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... E o mestre Cardoso? Você o conheceu? Não vai fazer uma reportagem sobre ele?

Helenise dos Santos Pádua
Estudante – Avertano Rocha (Avertanão)

Raimundo Saraiva Cardoso, eu o conheci bastante.
A primeira reportagem sobre quem fez fui eu, na antiga Folha do Norte, nos anos 60. Ele era da Vigia. Foi aluno de Antônio Farias Vieira - o Cabeludo, que está fazendo aniversário de morte agora em setembro - onde aprendeu tudo sobre artesanato.
Como bom aluno desenvolveu em muito os conhecimentos adquiridos.
Era conhecido em todo o mundo. Foi imortalizado por Hélio Gueiros que deu o seu nome ao Liceu de Icoaraci.
Em breve farei um material sobre velho amigo. Ele morreu no dia 10 abril deste ano com 76 anos.
Deixou uma lacuna difícil de ser preenchida.

8/17/2006

Duciomar sempre foi amigo de Cotijuba


Duas pessoas – cujos nomes por questão de coerência e discreção prefiro não divulgar – enviaram-me e-mails perguntando se eu “que sabe tudo sobre Icoaraci, Outeiro e Cotijuba”, estava por dentro da Lei que trata da circulação de veículos em Cotijuba. Os dois amigos se basearam numa
nota que foi publicada no Diário do Pará, na semana passada, já que pintaram candidatos tentando confundi-los, assim como, os eleitores da ilha.
Estou por dentro, sim. Vamos aos fatos, por partes.
Em setembro de 1995, dentre os muitos trabalhos apresentados pelo então vereador Duciomar Costa destacou-se um projeto de lei que proibia a circulação de veículos em Cotijuba. Apenas veículos de tração animal eram permitidos.
O projeto foi aprovado à unanimidade e sancionado pelo prefeito Hélio Gueiros.
Eis o texto:
LEI N° 7.768, DE 02 DE OUTUBRO DE 1995
Estabelece normas quanto à circulação de veículos motorizados na Ilha de Cotijuba e dá outras providências.
A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM estatui e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1°. É vedada a circulação de veículos motorizados na Ilha de Cotijuba sem autorização da Administração Pública Municipal.
Parágrafo único. Somente veículos motorizados que prestem serviços de saúde, proteção policial, produção e escoamento agrícola são autorizados a trafegarem pela ilha.
Art. 2°. Esta Lei entre em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM, 02 de outubro de 1995.
Hélio Mota Gueiros
Prefeito Municipal de Belém

Dizem os remetentes que a nota do Diário afirma que essa lei (acima), recentemente, foi flexibilizada. Agora, motos também são permitidas, ali. A mudança ocorreu depois que a área de saúde da PMB constatou que 90% dos cavalos que puxam charretes na ilha estão anêmicos.
Não tomei conhecimento, portanto não posso comentar.
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Pois bem. Um ano antes - 1994 - buscando melhorar a qualidade de vida dos habitantes da ilha de Cotijuba, através de várias frentes de trabalho. A Secretaria Municipal de Economia (Secon) concluiu um estudo que diagnosticou as atividades econômicas da ilha.
Um deles era a o problema de transportes na ilha, já que havia uma grande preocupação quanto à preservação da fauna e da flora de Cotijuba. Com base nisso, o gestor implantou na ilha no dia 05 de novembro de 1994 um sistema de transporte de charretes semelhante ao adotado na ilha de Paquetá (Rio de Janeiro). Em Paquetá só existem os carros de coleta de lixo, bombeiro ou ambulância, o transporte é feito por bicicletas ou charretes com tração animal. Vieram - novinhas em folha e cheirando à tinta fresca - de Santa Catarina, quatro charretes em estilo colonial e seis cavalos – adquiridos em fazendas próximas de Belém – e foram levados para Cotijuba. O serviço de charrete funcionou normalmente em toda a gestão de Hélio Gueiros transportando moradores e turistas na ilha. Elas estavam sob os cuidados das associações de produtores e moradores de Cotijuba.
Naquela ocasião o prefeito afirmou que preferiu entregá-las às associações do que deslocar de Belém toda uma equipe da Prefeitura para realizar esse serviço de locomoção em Cotijuba. “As associações são as maiores interessadas na boa utilização destas carruagens. Acredito que na mão delas nós estaremos melhor servidos”, avaliou Hélio Gueiros.
Após a administração Hélio Gueiros, igual à Conceição de Cauby Peixoto, ninguém sabe ninguém viu mais as charretes. Até maio do passado, quando me transferi do Outeiro para o Gabinete do Prefeito, só existia uma charrete funcionando a tipo precário; e um cotijubense dizia ser de sua propriedade, assim como um dos cavalos.
Os outros cinco sumiram.
Só que as charretes pertencem ao povo de Cotijuba. Não consta que o ex-prefeito Hélio Gueiros tenha vendido ou dado de presente o equipamento para somente um morador.
Quando Duciomar Costa se elegeu e assumiu a Prefeitura de Belém, numa matéria publicada no Jornal das Ilhas de Outeiro, eu dizia que novo prefeito além dos muitos desafios, teria um outro de grande importância e responsabilidade: transformar Cotijuba, devolver-lhe o encanto de antanho e transformá-la definitivamente, em Ecotijuba.
Pelo que se vê ele não está decepcionando.
Quando a uns & outros que só aparecem em época de eleição – mesmo sendo da área – contando lorotas, o povo e vocês que gentilmente me acionaram, não devem tomar conhecimento, não acreditem em papo furado. Dê-lhes o troco no dia 1º de outubro.

8/12/2006

José Croelhas cumprimenta Telma Menezes


O agente distrital de Icoaraci, economista e microempresário José Santos Croelhas, muito gentil, enviou telegrama a Telma Menezes – esposa do repórter – por sua formatura em Contadora pela FEAPA.
Aliás, a turma pioneira da faculdade da rodovia Augusto Montenegro – Benguí.
Eis o teor da mensagem:

“Na qualidade de agente distrital de Icoaraci, é-me sumamente grato cumprimentar a prezada amiga por sua formatura em Contadora pela Faculdade de Estudos Avançados do Pará – FEAPA. O seu amor aos livros, aliado à força de vontade e sua tenacidade contribuíram, tenho certeza, para essa importante conquista na sua vida. Parabéns e felicidades. O povo de Icoaraci, que represento, está orgulhoso de você.

José Croelhas.”

▬“Escola Bosque do Outeiro ressurgirá das cinzas"


No final de abril do ano passado, eu publiquei nos jornais de Belém - eu era Assessor de Comunicação Social da Administração Regional do Outeiro- , a matéria abaixo. Como o prefeito e escritor Duciomar Costa ressuscitou a Escola Bosque, e pretende transformar Cotijuba em uma estação de eco-museu, tornando realidade um antigo sonho do ex-prefeito Hélio Gueiros, acho que vale a pena republicá-la – com as devidas ressalvas –

Essa afirmação é da professora Rita Nery, consultora da Secretaria Municipal de Educação (Semec) ao participar de uma audiência sobre Educação promovida pelo Capra, um conselho que congrega as entidades e associações que funcionam naquele distrito, realizada no auditório da Escola Bosque. O encontro que reuniu os dirigentes das escolas públicas do Outeiro (estaduais e municipais), líderes comunitários e representantes do Sindicato da Educação (Sintepp), passou em revista a situação e os problemas que afligem esses estabelecimentos. Uma vez equacionados e sistematizados, serão apresentados ao Estado e Município como forma de colaboração.
Sem inauguração – Dentre os muitos problemas apresentados um chamou a atenção. Refere-se à Escola Municipal Helder Fialho, do bairro da Brasília. Ela funciona há quatro anos e nunca foi efetivamente inaugurada pela Prefeitura.
De acordo com a diretora Professora Lecy Barbosa – e seguindo uma prática adotada desde a primeira investidura da professora Terezinha Gueiros na Semec, durante a gestão Hélio Gueiros, segundo a qual, os diretores das escolas municipais sejam indicados pela comunidade - a antiga administração municipal nunca aceitou a sua eleição para o cargo. A Semec apostava numa outra candidata, todavia, a comunidade optou por seu nome.
Desde então a escola começou a sofrer represálias de toda espécie; as salas de aula eram utilizadas para reuniões político-partidárias, e no final sempre apareciam equipamentos danificados ou quando não sumiam. A escola foi entregue à própria sorte; e até mesmo a sua recuperação se deve ao apoio da comunidade que arregaçou as mangas, e juntamente com a equipe de Lecy deu um novo colorido ao prédio.
Escola Bosque - A professora Rita Nery – atual consultora na Semec e que representou a titular, professora Terezinha Gueiros – em sua fala explicou que, lamentavelmente, a Escola Bosque nesses oito anos foi totalmente descaracterizada e sucateada, em todos os aspectos. Ela lembrou que a construção da Escola Bosque partiu de uma idéia do sociólogo Mariano Klautau de Araújo. Meses após a posse do prefeito Hélio Gueiros, ele esteve com a professora Terezinha Gueiros levando em mãos o projeto da Escola-bosque, de sua autoria com o apoio da comunidade do Consilha – Conselho das Ilhas do Outeiro. Terezinha o aconselhou que procurasse Rita Nery, à época, Diretora de Ensino da Semec.
A educadora achou o projeto surpreendente aconselhou a professora Terezinha Gueiros que o aprovasse junto ao prefeito. Logo após foi criado o Centro de Referência em Educação Ambiental – Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, numa homenagem ao professor recentemente falecido, entusiasta em meio ambiente.
A comunidade participou ativamente das demarches para a desapropriação da área onde foi construída a Escola Bosque - Avenida Nossa Senhora da Conceição esquina com a Rua Manoel Barata – Bairro de São João do Outeiro.
O projeto da Escola Bosque aprovado pela Câmara Municipal diferia das demais escolas do município. Era um centro de referência de alto nível, Tanto que os professores selecionados possuíam pós-graduação, e ganhavam um pouco mais do que os seus colegas da rede municipal de ensino; e os alunos selecionados passavam o dia na escola em atividades escolares e extra-escolares voltados para o meio ambiente, com direito a almoço O sucesso foi tanto que houve necessidade da criação de seis anexos na área do distrito do Outeiro, inclusive nas ilhas de Jutuba I e Jutuba II, em frente ao Cotijuba.
Rita explicou que tudo foi pensado. As salas de aula da Escola Bosque no formato octogonal – com oito lados – foram concebidas de modo a não cansar o aluno, assim como, despertar-lhe a criatividade. O auditório foi construído de forma triangular não para somente servir de palco de encontros e eventos. como também para a apresentação de peças teatrais e até mesmo óperas. Nada foi esquecido, inclusive a acústica.
A Escola Bosque tornou-se famosa como centro de referência em educação ambiental e ganhou prêmios e menções honrosas fora do Brasil, na Argentina, Chile Equador, Guatemala e no México.
Futuro - A administração Duciomar Costa juntamente com a professora Terezinha Gueiros pretendem restaurar totalmente a Escola Bosque. Tudo será feito de forma que ela que retorne às finalidades iniciais de referência em Educação Ambiental, com menos alunos e um corpo docente de alto nível entre professores, engenheiros florestais e técnicos em turismo.
Alem disso, segundo Rita Nery, a Prefeitura de Belém tem planos ousados para a Escola Bosque. “Ela vai ressurgir das cinzas”. Será transformada no Centro e Desenvolvimento Insular, não apenas como referencial de Educação Ambiental como também de centro de irradiação de turismo com a participação total da Comunidade. Como se não fosse bastante, dentro da expansão da Escola Bosque, a atual administração pretende recuperar totalmente as ruínas do antigo Educandário Nogueira de Faria (Cotijuba) e transformá-lo num centro de cultura e lazer. O local será a Central de Desenvolvimento das ilhas, um projeto a ser desenvolvido pela atual administração municipal num futuro próximo.
E isso não vai demorar garantiu a educadora.

8/08/2006

Parabéns, Mauro Neto

Foto
Foto:Waldemar Carvalho



Mauro Mendonça Vieira Neto - esse é o nome do artista aí da foto, Gerente de Relações com a Imprensa da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura de Belém que hoje – a gente entrega - completa 32 “risonhas primaveras”.
A trajetória do Mauro é simples. Da Pratinha – à época não havia divisões, Pratinha I e Pratinha II -, onde nasceu e cresceu, para o mundo.
Desde pequeno o irrequieto garoto filho do Seu Daniel e da Dona Maria Emilia já tinha “queda” para jornal... Anos mais tarde esse anelo tornou-se realidade: Mauro formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará.
Repórter experiente, já trabalha há muito tempo no grupo O Liberal onde passou no crivo do Walmir Botelho. Atualmente, está respondendo pelo caderno Mercado, depois de passar pela chefia de reportagem de O Liberal, onde, diga-se de passagem, deixou saudades e para cujo cargo, se dependesse dos profissionais da redação, já teria retornado.
Ao deixar a Chefia de Reportagem assumiu a Editoria de Polícia, de onde saiu para editar o caderno Mercado.
Também já trabalhou no Diário do Pará.
Por onde passou, Mauro Neto – como se identifica – deixou saudades e mostras da sua competência.
Como chefe, o Mauro tem uma característica marcante. Ele sabe congregar o grupo, sabe distribuir tarefas, evita ao máximo sobrecarregar as equipes; é camarada, compreensivo, defende os colegas e age com bom senso. Mas, também, sabe cobrar e, se necessário, o faz com rigor.
Bem humorado, tem muitas histórias de reportagem para contar! Também tem histórias cômicas da Pratinha. Ele não é empolgado com cargos de chefia, sendo, como se diz no popular, pau para toda obra. Não tem medo de trabalho. Gosta de enfrentar desafios.
Tem talento, o cara!
Na Comus/PMB, há pouco tempo, tem dando demonstração de tudo isso que eu falei.
Há meses por motivos profissionais deixou a Prefeitura; todavia, a direção geral não ficou quieta enquanto não o trouxe volta para a felicidade geral da nação, digo, do Núcleo de Imprensa.
Regozijados pela magna data, os colegas de Mauro organizaram uma café da manhã para ele.
É uma forma de lhe dizer o quanto o quanto lhe querem bem.
Parabéns, Mauro Neto.
Muitas Felicidades.
Muitos anos de vida
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* Meus agradecimentos ao Dilson Pimentel e a Fernanda de Oliveira

7/18/2006

Parabéns, meu amor


Peço permissão aos muitos amigos que acompanham este espaço eletrônico para fugir um um pouco da rotina das notícias, comentários e conceitos para registrar com alegria o aniversário natalício de uma pessoa a quem devo muito, muito mesmo e que me atura há quase 20 anos: minha mulher Telma Maria.
Para quem se utiliza das letras como vocação, prazer e profissão há quase 45 anos - e chegou a trocar, quem sabe, uma promissora carreira advogatícia pelo jornalismo- falar das pessoas é muito fácil; contudo, falar da Telma é um pouco complicado.
Ah, se eu fosse falar desta mulher maravilhosa que Rondônia deu de presente ao Pará, e Deus deu de presente a mim, não haveria espaço suficiente neste blog.
Tinha e tenho muita coisa para dizer e agradecer.
Aliás muito mais para agradecer do que pra dizer.
Mercê de Deus, Telma tem sido tem sido nesses últimos 20 anos
a parceira, a amiga, a companheira, a mulher que não vê os meus erros e quando os vê tenta consertá-los; o meu anjo bom que elogia e critica o meu trabalho, me puxa as orelhas quando necessário e me incentiza a prosseguir a caminhada.
Devo muito à senhora Telma Menezes.
A começar pela alegria de viver que ela me devolveu...
Portanto neste 18 de julho quando a Telma completa mais um ano de vida; dessa vida maravilhosa que, de certa forma, eu participo, só me resta dizer:
Parabéns, Meu amor.
Muitas Felicidades.
Muitos anos de vida e que Deus a abençoe.
Obrigado por você existir.
Te amo.