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2/11/2009

José Wilson Malheiros


ENTRE A LEI E A REALIDADE

Numa linguagem mais empolada e acadêmica: entre o direito normado e o direito vivido.
Constituição Federal de 1988: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (art.227,caput)”.
Um dos deveres fundamentais da imprensa, aliás, uma de suas principais razões de existir é a liberdade de denunciar, de mostrar a verdadeira face da sociedade, por mais cruel que seja.
Analisando o artigo constitucional acima, na realidade cruel de nosso cotidiano, não há como exigir das famílias que vivem nas castas mais baixas da sociedade, que cumpram dever de assegurar alguma coisa para suas crianças e adolescentes, cidadãos como nós, quando, infelizmente, essa instituição praticamente não existe em determinadas classes da sociedade.
O que vemos no dia a dia é o pai beberrão ou desempregado que chega em casa bate na mulher, nos filhos, manda suas crianças esmolarem nos semáforos, muitas vezes vende suas filhas para a prostituição ou para a pedofilia e fica de boca e olhos fechados.
Mas esses olhos e bocas que se fecham são os olhos e as bocas da miséria, são os olhares e os dentes da indigência, da falta e do desconhecimento de valores éticos, por mínimos que sejam.
Desses bolsões à margem do Estado, é deprimente constatar, saem os pivetes, os assaltantes, os predadores, as prostitutas de todas as idades que perambulam pelas ruas da cidade, sem eira nem beira, cumprindo seus carmas, como vítimas da indigência, mensageiros, propagandistas dos algozes do tráfico endinheirado.
E a sociedade, inclusive este que escreve esta matéria, todos nós nos encarceramos cada vez mais em grades, gastamos mais dinheiro com equipamentos de segurança.
Cada qual puxa a sardinha para o seu lado, para seu conforto, para sua suposta segurança, mas procura esquecer que lá fora o caldeirão ferve e já está começando a vazar para dentro de nossos carros, de nossas casas bem decoradas, das escolas de nossos filhos etc.
Nem precisa ser arauto do apocalipse, profeta da desgraça. Basta colocar os pés para fora da porta de nossas casas, para ver que estamos todos tremendo de medo de uma situação que, de certa forma, nossa própria indiferença ajudou a criar.
Nos próximos artigos continuaremos a falar sobre esse artigo da Constituição e a realidade de todos nós, demonstrando que leis bonitas, frases de efeito já nos entupiram. Queremos atitude. Temas como este jamais serão lugar comum, porque são incendiários, são verdadeiros, são vida.

P.S.- Meus sentimentos a Nivaldo Pereira e família, pelo falecimento de seu filho, em Santarém.

2/07/2009

Ray Cunha lança um novo livro: "O Casulo Exposto"


Contos ambientados no submundo de Brasília

o casulo Exposto, novo livro de Ray Cunha, é um golpe no ventre da borboleta de Lúcio Costa, expondo-lhe as vísceras como labaredas de luxúria, depravação e morte nos subterrâneos da cidade dos exilados. Mas nos contos há também perfume, romance, esperança, luzes.


Com selo da LGE Editora (http://www.lgeeditora.com.br/), chega às livrarias, em todo o Brasil, o novo livro de Ray Cunha, O Casulo Exposto (R$ 28), 17 histórias curtas ambientadas em Brasília. “Os contos nos põem diante desses seres nascidos da junção plena de todos os brasileiros” – diz, na apresentação, o escritor e crítico Maurício Melo Júnior, autor de Andarilhos (Edições Bagaço, Recife, 2007, 100 páginas) e apresentador do programa Leituras, da TV Senado. A capa é assinada pelo premiado artista plástico e cartunista André Cerino.
Desde 1987, Ray Cunha trabalha como jornalista, em Brasília, cobrindo amplamente a cidade e o Congresso Nacional. “Seus romances e contos são, geralmente, ambientados na Amazônia, mas, como o escritor acaba envolvido ao meio onde vive, surgiu, assim, O casulo exposto” – diz o texto da quarta-capa do livro.
O "Casulo" é uma alegoria à redoma legal que engessa o Patrimônio Cultural da Humanidade, a borboleta de Lúcio Costa, ninfa golpeada no ventre, as vísceras escorrendo como labaredas de luxúria, depravação e morte nos subterrâneos da cidade-estado dos exilados. Mas nos contos há também perfume, romance, esperança, as luzes da grande cidade.
Os seres a quem Maurício Melo Júnior se refere são, quase sempre, amazônidas que migraram para Brasília, frequentadores dos salões da capital, e criaturas que chafurdam nos subterrâneos da cidade candanga, tipos fracassados e duplamente fracassados, estupradores, assassinos, bandidos disfarçados de políticos, e jornalistas.

O Autor
Ray Cunha – da equipe deste blog. É o nosso posto avançado em Brasília - nasceu na Amazônia Caribenha, em Macapá, a capital do estado do Amapá, cidade facilmente localizada no mapa-múndi, situada que é na confluência da Linha Imaginária do Equador com o maior rio do planeta, o Amazonas.
Estreou na literatura em 1972, com o livro coletivo de poemas Xarda Misturada (edição dos autores, Macapá), juntamente com o poeta e contista José Edson dos Santos (Joy Edson) e José Montoril. Em 1982, a União Brasileira de Escritores, seção de Manaus, publicou Sob o céu nas nuvens, poemas.
Em 1990, Ray Cunha estreia na ficção, com A grande farra (edição do autor, contos, Brasília). Em 1996, a Editora Cejup, de Belém do Pará, publica o conto A caça e o romance O lugar errado. Em 2000, publica Trópico Úmido - Três contos amazônicos (Brasília) e, em 2005, a Editora Cejup volta a publicar um romance do autor, A Casa Amarela.
Segue-se a apresentação de Maurício Melo Júnior, publicada na orelha de O Casulo Exposto.

Candangos

“O escritor Jorge Amado costumava se queixar de algumas ausências da literatura brasileira. E dizia que a mais gritante delas era a falta de romances sobre o ciclo do café, como os que foram escritos sobre os ciclos da cana-de-açúcar e do cacau. Também podemos dizer que ainda não surgiram os escritores que tomaram o desafio de contar as sagas da busca da borracha na Amazônia e da construção de Brasília em pleno cerrado goiano.
“Neste seu novo livro de contos e novelas, O casulo exposto, o escritor Ray Cunha, nascido no Amapá e vivente em Brasília, passa longe da narrativa de homens perdidos na solidão da floresta ou na poeira das construções incansáveis. O que interessa ao escritor são os resultados daquelas experiências, são os personagens que ficaram depois das epopéias.
“Os homens e mulheres que saltam destas páginas são bastante curiosos. Têm a política no sangue, embora apenas transitem em torno dela. Vêem o poder bem de perto, mas não participam de suas benesses. Também calejados pelas dores impostas pela opressão da floresta, já nada os surpreendem e a violência pode ser uma forma de defesa ou sobrevivência. Sim, os escrúpulos são poucos. Ou, citando Jarbas Passarinho, um acreano que fez carreira política no Pará: “Às favas com o escrúpulo”. Em compensação, a sensualidade aflora na pele dessa gente. O perigo é que também este poder de encantar e seduzir é instrumento de dominação.
“Naturalmente que a visão que temos aqui está superdimensionada pelos requisitos da literatura, mesmo assim sua base tem intensos pontos de realismo. E Ray Cunha ainda lhes dá um tratamento recheado de um humor cáustico, em alguns momentos até cruel. No entanto, esse humor nasce do clima noir, o clima dos filmes e livros policiais surgidos nos anos de 1940.
“Sem saudosismos e com muito suspense, os contos e novelas de Ray Cunha nos põem diante de O casulo exposto, esses seres nascidos da junção plena de todos os brasileiros. E vale muito a pena conhecê-los.”
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Até o fim deste mês, ele estará em livrarias de todo o Brasil.
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Contato com o autor:
ray.cunha@uol.com.br
61-9621-6425

Antônio Cavalcante



MASCARADO BOFÓ

Estamos nos aproximando da quadra momesca, aí me lembrei dos tempos de criança! no bairro de São Brás.

Domingo de carnaval, ou melhor, “domingo gordo”, década de 50 do século XX em Belém do Pará. No bairro de São Brás onde morávamos ali na Avenida José Bonifácio, bem em frente ao Berço de Belém, próximo ao mercado municipal e a antiga Praça Floriano Peixoto hoje Lauro Sodré, palco de uma gostosa recordação da infância. Logo de manhã após a missa na capela do Berço de Belém, a garotada da vizinhança se assanhava para imitar gente grande e cair na gandaia para brincar o carnaval. Nos pintávamos de carvão ou urucum, batendo em latas, panelas velhas, ou tamborins de madeiras elaborados com pele de cobra, que sobre o calor do fogo feito com jornal, fazíamos esticar o couro para dar a afinação necessária e ainda o cheque-cheque feitos em madeira e fichas de refrigerantes ou cervejas, sem esquecer dos apitos, confetes e serpentinas compradas na “4 e 4” mais tarde Lobrás, instalada na rua: Conselheiro João Alfredo, no centro comercial de Belém e de saudosa memória em nossa vida. Ensaiávamos uma batucada que para nos, aquela altura, era a mais afinada do mundo, tal qual as executadas pelas baterias das escolas de samba daquela Belém pai d'égua e saiamos brincando e cantando as marchinhas e sambas de carnaval até a esquina da antiga Avenida Independência atual Magalhães Barata onde ficava o bar e sorveteria “Passa O Pau” ponto de atração do bairro.
Em nossa imaginação infantil, era como se estivéssemos no desfile das batalhas de confetes promovido pelas emissoras de rádio existentes naquela época: a rádio Clube do Pará que comandava o carnaval jurunense, a rádio Marajoara que promovia o carnaval em Nazaré, já na Avenida Presidente Vargas a prefeitura de Belém através do seu Departamento Municipal de Certames e Turismo promovia o desfile oficial da Cidade. Além da grande batalha de confete, promovida pelo jornal - A Folha do Norte no Boulevard Castilhos França. Nas semanas que antecediam o período momesco, a Prefeitura de Belém com o apoio desses órgãos de imprensa, patrocinavam aos fins de semanas nos bairros da Cidade, poderosas batalhas de confetes, contribuindo dessa forma para que o carnaval de Belém fosse um dos mais animados do País.
Mas voltando a nossa fanfarra momesca, nosso bloco de sujo infantil ia e voltava várias vezes por um mesmo trajeto, não nos afastávamos muito de nossas casas, sempre sob o olhar atento dos vizinhos que com seus aplausos incentivavam aquele grupo de foliões mirins a cada vez que passava por sua porta, ou por um de nossos responsáveis que acompanhava os pequenos mascarados. Algumas vezes o bloco se desfazia quando víamos algum mascarado maior que nos e saíamos em desabalada carreira para nossas casas ou entrávamos chorando na primeira porta de vizinho que encontrávamos aberta, com medo daqueles foliões que se apresentavam com as máscaras horrorosas de capeta, morte, gorila, amigo da onça e outras menos famosas.
Mais ou menos entre as 11:00 horas e meio dia entravamos para tomar banho e almoçar para alegria de nossos pais que ficavam comentando e davam boas gargalhadas das nossas aventuras ou desventuras carnavalescas. Após o almoço íamos para a tradicional sesta paraense e lá pelas 16:00 horas a família se reunia novamente para uma volta de zepelim pela cidade. Onde apreciávamos o movimento daquele carnaval sadio de nossa Belém de outrora, com seus blocos de sujos perambulando pelas ruas da cidade em direção as concentrações carnavalescas acima citadas. E aí com muita coragem de dentro do ônibus, gritávamos em coro: EI MASCARADO BOFÓ! CADÊ TUA VÓ? Aquilo era uma espécie de vingança, por terem desmanchado nossa brincadeira de carnaval pela manhã. Já à noitinha saltávamos em frente o Passa o Pau para saborearmos aquele sorvete, e assim completar de forma magnífica a nossa participação naquele dia de folia do Rei Momo. Por fim chegávamos em casa onde um saboroso jantar nos aguardava. Na segunda e terça feira de carnaval geralmente a gente participava de bailes infantis nos clubes sociais da cidade.
Encerrado o carnaval, entrávamos no período da quaresma, que coincidia também com o término das férias escolares e o início do período letivo, daí então ficávamos aguardando a Semana Santa, o Período Junino e as tão esperadas férias de julho, quando geralmente nossa família ia para alguma cidade do interior onde gozávamos o merecido descanso das aulas.

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Tatá Cavalcante
Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803 ● CEP: 66.053-050

2/06/2009


DENGUE
Uma carreata realizada na última sexta-feira/30.01, pelas principais ruas da cidade abriu oficialmente a programação da Semana Municipal de Prevenção e Combate à Dengue, promovida pela Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria de Saúde (SEMSA) e do Comitê de Prevenção e Combate à Dengue. O Prefeito José Maria Tapajós e o então Secretário Municipal de Saúde, José Antônio Rocha, acompanharam todo o percurso. Durante a carreata, populares receberam orientações para combater os focos do mosquito transmissor da dengue, bem como as instruções para a Gincana que teve início em todos os bairros da cidade e nas comunidades de Tabocal, Alter do Chão, Mojuí dos Campos e Boa Esperança. A gincana, voltada à prevenção e combate à dengue, encerra nesta 6ª feira (06), com uma grande programação e entrega de premiação às equipes vencedoras.

DENGUE II
O evento que reuniu Enfermeiros, Agentes de Saúde, Técnicos de Enfermagem, lideranças de bairros e voluntários será realizado na Praça do Pescador, a partir das 18h. Participaram da carreata, representantes da Delegacia Fluvial de Santarém, Grupo de Escoteiros, Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Transportes e Polícia Militar. A Marinha levou ainda integrantes do Bloco Carnavalesco “Serrote”, usado na divulgação das orientações nesta época do ano. No final do percurso, na Praça do Pescador, houve a distribuição de adesivos com a mensagem da campanha “SANTARÉM, TODOS CONTRA A DENGUE”. A população sabe que a Dengue mata, a Semsa está trabalhando forte para combater o mosquito transmissor, você deve fazer a sua parte, não deixe água empossada, a vítima pode ser você.

DIPLOMATA
O Ministério das Relações Exteriores abre no próximo dia 12 (quinta-feira) as inscrições ao concurso de admissão à carreira de diplomata. Qualquer pessoa a partir de 18 anos pode se candidatar a uma das 105 vagas oferecidas, para ingressar na carreira de diplomata no cargo de Terceiro Secretário, de acordo com a ordem de classificação obtida. Os aprovados poderão se matricular no Curso de Formação e no Mestrado em Diplomacia do Instituto Rio Branco. A remuneração inicial do cargo é de R$ 10.906,86. O edital do concurso, com o cronograma e os programas das provas, está disponível no endereço do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (http://www.cespe.unb.br/concursos/diplomacia2009).

DIPLOMATA II
Com reconhecida tradição nas relações internacionais, o Brasil participa com seu corpo diplomático de importantes negociações, visando a defesa dos interesses nacionais e a manutenção da paz entre os países. Para participar do concurso o interessado precisa ser brasileiro nato, com idade mínima de 18 anos; comprovar a conclusão de curso superior; estar em dia com as obrigações eleitorais e usufruindo dos direitos políticos, e estar em dia com o serviço militar, para candidatos do sexo masculino. O concurso será realizado simultaneamente em 18 capitais: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

BALANÇO
Estimativas apontam que pelo menos R$ 40 milhões foram injetados na economia paraense durante o Fórum Social Mundial, realizado em Belém entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro. Projetados pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), com base em informações divulgadas pelos organizadores no decorrer da semana e em edições anteriores do evento, os números referem-se somente aos gastos dos participantes com hospedagem, alimentação e transporte, sem considerar ainda os impactos econômicos diretos em outras 53 atividades. Somente o setor de hospedagem, que ofertou leitos por meio da rede hoteleira convencional e de uma rede familiar capacitada para receber participantes, movimentou mais de R$ 17 milhões. Com a alimentação, os turistas de diferentes faixas de renda gastaram uma média de R$ 16,3 milhões e, no setor de transportes, os participantes deixaram um mínimo de R$ 5,32 milhões.

SENTENÇA
A Coligação Trabalho e Respeito integrada pelos partidos PV, PDT, PP e PRB, ingressou através do competente advogado João Carlos Ramos, com uma representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará, em face da Coligação Óbidos no Rumo Certo, e de seus candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito do Município de Óbidos, Jaime Barbosa da Silva e Rudimar Cardoso terem praticado abuso de poder econômico e captação ilícita de voto. Na ação, relata que no dia 03.10.2008, por volta das 09H00, a Coligação Trabalho e Respeito por Óbidos, recebeu denúncia de distribuição de combustível, na localidade da Colônia Z-19, por parte de pessoas do Diretório da Coligação Óbidos no Rumo Certo, a mando do Prefeito e Vice-Prefeito, candidatos a reeleição à Prefeitura de Óbidos.

SENTENÇA II
O TRE do Pará acionou o Ministério Público e foi constatada a distribuição de combustível através do presidente da Colônia, Benedito Edilson de Souza Ribeiro, vulgo Bené, o mesmo foi autuado em flagrante delito. Baseado nesses argumentos o Juiz Eleitoral da 22ª. Zona, José Ronaldo Pereira Sales, julgou parcialmente procedente a inicial para dar os requeridos, Jaime Barbosa da Silva e Rudimar Cardoso, como incursos nas disposições legais e decretou a inegibilidade de ambos pelo prazo de 3 (três) anos, contados do dia das eleições em 05.10.2008. A sentença do Juiz Eleitoral está datada de 02.02.2009.

TRÂNSITO
A educação para o trânsito como alternativa à paz foi o tema da palestra ministrada pela psicóloga Rosário Portela, técnica em trânsito do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran), durante o primeiro dia da programação da Semana de Capacitação de Agentes Pastorais da Campanha da Fraternidade 2009. O Detran Pará é parceiro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Norte 2, e deve participar de programações em todo o Estado com objetivo de informar e conscientizar as pessoas sobre a importância da prática de um trânsito mais seguro.


MOTINHAS
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Parabéns Jota Ninos. 25 anos de bons serviços prestados ao jornalismo, com isenção, seriedade, competência e profissionalismo. ●●● Algumas lideranças comunitárias e pelo menos, dois suplentes de vereadores, estão apoiando a candidatura Von/Nélio. Tudo indica que o velho guerreiro Osmando Figueiredo está perdendo o controle sobre seus aliados. ●●● A legislação para o setor de consórcios mudou. A partir desta sexta-feira/6, segundo circulares publicadas na edição do Diário Oficial da União, o Banco Central prevê que será possível financiar, nessa modalidade, pacotes turísticos, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas, serviços de informática e até pacotes para acesso a pós-graduação no exterior. Anteriormente, a legislação só permitia consórcios de carros e casas. ●●● O aumento de 12% no salário mínimo acendeu a luz vermelha nas prefeituras do Pará que possuem receita quase totalmente dependente de repasses federais e ICMS. A tendência é que haja desemprego, principalmente nos municípios com menor circulação de receita. ●●● Atualmente, 80% dos municípios paraenses dependem dos recursos federais para saldar suas dívidas. O grande desafio destes municípios será cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite gastos com pessoal superior a 54% da sua receita líquida. ●●● Notícia boa. No Pará, mais de 3,1 milhões de trabalhadores serão diretamente beneficiados pelo aumento de R$ 50 no salário mínimo. De acordo com cálculos do Ministério do Trabalho, isso corresponde a R$ 750 milhões que serão injetados na economia paraense. ●●● Restaurante Piracema continua chamando a atenção pelo excelente atendimento, servindo um cardápio variado, dentro do mais alto padrão de higiene e qualidade. Peixe à Piracema (Pirarucu recheado com banana, queijo e arroz do mar). Caldeirada Pai D’égua – Pirarucu – Tucunaré ou Surubim - (com camarão rosa, caranguejo e pirão). Yakissoba Mocoronga (pirarucu, camarão, legumes e jambú ao tucupi). Filé ao Molho Madeira, dentre outros. Av. Mendonça Furtado 73 – Prainha – entre Rosa Passos e Dom Frederico Costa. Almoço terça a domingo. Jantar quinta a sábado. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, atende também à noite. Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. ●●● Iniciaram os campeonatos Carioca e Paulista. Acompanhe os jogos no Bar do Lino. Ambiente tranquilo e papo gostoso, sempre ao lado da loira gelada, é claro. Barjona de Miranda próximo a Rui Barbosa. ●●● Em Belterra recomendamos a Pousada e Restaurante Cajutuba do amigo Inilson. Apartamentos com central de ar, piscina, além de uma praia maravilhosa (Rio Tapajós). Contatos: (93) 3522 2088 e 9125 1043. ●●● O melhor e mais saudável Açaí da cidade é do casal Leitão e Terezinha na Borges Leal. ●●● Minhas sinceras condolências ao empresário e amigo Nivaldo Pereira pela perda brusca do seu filho Lívio Pereira, vitíma de acidente automobilístico, ocorrido na madrugada da última quarta-feira/04. ●●● Espero estar com meus grandes amigos, neste final de semana em Santarém. Fui

2/05/2009

José Wilson Malheiros


O CARDEAL

A imprensa mundial está noticiando com acentuada evidência o caso do Cardeal que foi punido pela Igreja Católica por adotar posições radicais, quem sabe até mesmo nazistas, quando teria afirmado que o holocausto dos judeus, durante a segunda guerra mundial, não foi tão pavoroso como afirmam, já que os martirizados foram “apenas” trezentos mil (vejam bem, trezentos mil!!!!) e não os seis milhões propalados pela história.
Ora, de saída é bom dizermos que se essa infelicidade tivesse atingido apenas UMA pessoa, um ser humano já seria abominável e o delito não seria e nem é menor.
Não se pode medir a gravidade, a crueldade, de crimes como esse, pelo número de vítimas. Seria o mesmo que afirmar: Sim, matei o fulano, mas não dei dez tiros, como andam propalando. Disparei uma bala, apenas.
Pensamento igual tem, por exemplo, o ditador do Iran, que, por sinal, talvez nem tenha os compromissos éticos de um sacerdote.
No campo da religião, nada temos a ver se o Vaticano reabilitou ou não esse padre. Trata-se de assunto interno que não nos cabe comentar, inclusive porque cerca de noventa por cento dos que se dizem católicos nunca leram a Bíblia (ou o que restou dela, após centenas de alterações, acréscimos etc), nem pela letra que mata, nem pelo espírito, como diz o Apóstolo Paulo.
É como um Advogado que nunca leu a Constituição e um Médico que nunca abriu um livro de Patologia. Mas não podemos silenciar sobre as repercussões do caso.
Estamos com o teólogo e ex-padre, o renegado Leonardo Boff, quando temos certeza que Jesus Cristo, hoje dia, se viesse à Terra, não mais reconheceria como Seus representantes esses senhores que afirmam serem os donos da Verdade.
Mas, quando falamos em direitos humanos, em crimes hediondos contra a humanidade, não é bom calar ante essa jogada política urdida nos porões de Roma, por certo em nome do poder temporal, quando o Cristo falou abertamente que seu reino não é deste mundo.
E daí, como ficam os milhões de fiéis que acreditam cegamente nos dogmas, nos exemplos, nas orientações de uma pessoa que – não sei com quais intenções – tenta escamotear, tenta encobrir o genocídio judaico?
Sabemos que esse Cardeal não representa toda uma instituição, é claro.
Mas, cada vez mais me convenço da inutilidade dos ISMOS: catolicismo, protestantismo, budismo, espiritismo etc, cabrestos que com passar do tempo já não mais ficam servindo no pescoço e nos corações da humanidade deste milênio que ora começa.
O que importa não é o rótulo e sim a conduta reta, pautada pela consciência, sem pieguismos, sem complexos de culpa e coisas do gênero.
Viva Jesus Cristo, viva Buda, viva Lao-Tsé, viva Maomé e o bem que todos eles pregaram e pregam até hoje, sem fanatismos ou sem interesses subalternos.
Na essência, as mensagens desses e de outros avatares da humanidade é a mesma.
Religião e política não combinam. Se você gosta da Bíblia, leia. Se gosta do Alcorão, leia e assim por diante. É questão de foro íntimo que ninguém tem o direito de interferir dizendo que você está certo ou errado.
Mas, por favor, não se deixe levar, como cordeirinho, pelos radicais interesseiros de todos os credos, cegos que conduzem cegos, como dizia o Cristo.

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jwmalheiros@hotmail.com

1/26/2009

Cláudio Barradas, 17 anos de sacerdócio



O meu querido amigo e irmão Cláudio de Souza Barradas, completou ontem, dia 25 de janeiro, 17 anos de vida sacerdotal. Acho que vale a pena falar um pouco desse padre. Para tanto, peço – usando o pronome na primeira pessoa - a devida vênia aos leitores deste espaço.
Desde muito jovem acompanho os passos de Cláudio de Souza Barradas. Esse ator e diretor consagrado – com prêmios nacionais e internacionais e um dos principais elementos representativos da arte cênica do Pará – eu o vi pela primeira vez no palco do Teatro da Paz, interpretando o príncipe Omar, da peça Branca de Neves e os Sete Anões, adaptada por Maria Clara Machado, com música e arranjos da professora Maria Luísa Vella Alves, há quase 60 anos.
Quando estava na Folha do Norte, nos primórdios do jornalismo, estive várias vezes em casa de Barradas – ele morava na Rua Tiradentes, próximo da travessa Piedade – em companhia do poeta e ficcionista Eliston Altmann, que dirigia a página literária da Folha, publicada aos domingos na capa do 2º caderno.
Anos mais tarde, dirigindo a ATESC – Associação Teatro-Escola Santa Cruz, entidade ligada à Paróquia de Santa Cruz (Marco), que funcionava ao lado do prédio do antigo Hospital Juliano Moreira – onde hoje está erigido o prédio da Faculdade de Medicina do Estado, - eis que me vejo diante do diretor Cláudio Barradas.
Minha entidade estava participando do planejamento, ensaios, montagem e realização da peça Cristo Total, da irmã Benedita Idefelt (OSC), encenada em pleno regime de exceção, por duas vezes, no Estádio Francisco Vasques, da Tuna Luso Brasileira – por gentileza do diretor Manoel Chipello, de saudosa memória -, e que reuniu mais de cem mil pessoas – um sucesso total – sob os auspícios do Círculo Operário Belenense, e do inesquecível padre Thiago Way. Cláudio, àquela época no SESI, era o responsável pela direção geral.
Daí que a amizade com esse moço admirável frutificou. Tornei-me guru do ator e diretor Cláudio Barradas.
Noviciado - Muito antes disso, Cláudio Barradas já havia freqüentado seminário. Ele tinha 13 anos (atualmente tem 79) quando ingressou na antiga casa de formação da Arquidiocese de Belém – Seminário Nossa Senhora da Conceição – levado por D. Alberto Ramos, que à época era apenas um padre diocesano. Após oito anos, no finalzinho do curso de filosofia, Cláudio Barradas deixou o seminário para o desagrado, não apenas de D. Alberto Ramos, do padre Nelson Soares – que se tornou seu amigo e confessor – como de D. Mário de Miranda Villas Boas, que o tinha escolhido para os estudos complementares de Filosofia e Teologia em Roma, na Universidade Gregoriana.
Cláudio Barradas pintou, bordou, virou, mexeu... andou muito pelas “bocadas” da Rua 13 de Maio, nos anos 60!!!; fez Letras Clássicas, inaugurando a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Pará, sonho do professor Antônio Gomes Moreira Jr., falecido no início de 2000.
Foi o primeiro lugar da turma... também... pudera... sabia Latim de trás pra frente e de frente pra trás! Em seguida abraçou de corpo e alma o teatro, sendo um dos primeiros alunos da Escola de Teatro da UFPa.
Mas nem Deus e nem D. Alberto se esqueceram do brilhante e irrequieto – e já irreverente - seminarista.
Nas horas vagas, Cláudio ajudava às paróquias. Colaborou em São José de Queluz, quando por lá passou o padre David Sá, atualmente afastado do ministério; São Francisco de Assis (Capuchinhos), participando do antigo Grêmio Bento XV – que revelou, entre outros, Assis Filho, advogado, poeta, escritor e ensaísta; e Sant’Ana, do monsenhor Nelson Brandão Soares (aposentado), onde aprendeu tudo sobre música, regência etc, além de integrar a famosa Schola Cantorum e, de quebra, fazia teatro na Igreja duas vezes por ano, na Semana Santa e no Natal.
Quando Nelson foi para a catedral, Cláudio Barradas o acompanhou. Tinha tudo a ver. Naquela Igreja ele foi batizado; onde aprendeu o catecismo; recebeu a primeira eucaristia (ou primeira comunhão, como se dizia até a pouco tempo); foi cruzado e recebeu o sacramento da Crisma de D. Mário. Já aposentado da UFPa. e com o tempo livre, passou a exercer um monte de atividades no Curato da Sé.
O Chamado - Num belo domingo de Páscoa, D. Alberto logo após a celebração do Pontifical, ao desfazer-se dos paramentos sacros, com a ajuda de Cláudio, dirigiu um olhar firme e ao mesmo tempo sereno e paternal ao acólito, e perguntou: “Cláudio, você aceita ser ordenado? Já é tempo, não acha?... Você começaria de baixo, leitor, diácono e depois viriam às demais funções do presbitério até a Ordem, propriamente dita. Não sou eu quero, é Deus que O chama". A pergunta soou para Cláudio Barradas, segundo as suas próprias palavras, como um “chute no saco”. Ele não titubeou, e em lágrimas, disse SIM.
A partir daquele momento tudo mudou na vida desse homem. Deixou de lado a vaidade e os seus muitos títulos mundanos e foi para o Seminário São Pio X, como qualquer outro postulante ao sacerdócio. Como já tinha praticamente todos os créditos necessários, concluiu a parte que faltava de Filosofia e estudou Teologia. Fez o tirocínio na Catedral auxiliando (ainda mais) monsenhor Nelson Soares nas atividades paroquiais.
No dia 25 de janeiro de 1992 foi ordenado lá mesmo na Catedral, sendo nomeado vigário auxiliar. No dia 2 de fevereiro de 1993, D. Zico o designou para a Paróquia de Santa Isabel de Portugal, onde realizou um trabalho pastoral, dos mais edificantes e maravilhosos.
Cláudio Barradas não perdeu tempo e logo no início montou uma equipe de tca. Suas missas eram belíssimas e muito participativas. Tão contagiante foi o seu trabalho que muitos crentes se converteram ou retornaram à fé católica.
Eu estive lá num sábado e posso dar o meu testemunho.
Na ocasião Cláudio confessou que preferia estar junto ao povo humilde do interior, sentindo o cheiro de mato. “Essa gente é mais autêntica.“ Todos o queriam bem, não obstante o seu gênio explosivo... uma das suas características! Mas é inofensivo. É doce,
Atualmente dirige a Paróquia de Cristo Ressuscitado, no bairro Atalaia. E é muito querido.
E nesse domingo , 25 de janeiro, dia da conversão de Paulo de Tarso no caminho de Damasco, dia escolhido por Cláudio Barradas, para a sua ordenação, o meu irmão e amigo completou 17 anos de padre. Oxalá que as palavras de Melchisedeque o acompanhem para todo o sempre, e que ele possa, através das suas virtudes, com o seu valor com a sua inteligência, com o seu teatro e a humildade, trazer muitos servos para a Messe que tanto necessita.
Como disse - Deus e D. Alberto não o perderam de vista.
Detalhe - Cláudio de Souza Barradas teve casa, uma vida sem problemas, fez teatro, e um monte de coisas bonitas que só ele sabe fazer, no campo da cultura e na arte cênica do Pará.
E mais importante : continua sendo um grande amigo de Icoaraci. Muitos atores locais o tiveram como professor na Escola de Teatro da UFPa.
E honram os ensinamentos do Mestre.

Que Deus continue LHE abençoando, meu irmão Claúdio Barradas.

Duciomar inaugura novo trapiche da UFPA e Outeiro


Duciomar inaugura novo trapiche da UFPA e Outeiro

O trapiche construido na Universidade Federal do Pará (UFPA), como suporte de logística para o Fórum Social Mundial, foi inaugurado na manhã do último domingo (25). A cerimônia que marcou a entrega da obra contou com a presença da governadora Ana Júlia Carepa e do prefeito de Belém, Duciomar Costa. Os dois gestores participaram, também, de uma caminhada às margens do Rio Tucunduba, no bairro da Guamá, acompanhados por dezenas de moradores da área.
O percurso terminou no trapiche, onde o barco Antônio Lemos, da Prefeitura de Belém, fez a viagem inaugural da linha especial criada especialmente para o Fórum Social Mundial. Serão duas viagens por dia, a primeira com saída às 6h do Distrito de Outeiro, no trapiche da rua BL10, antiga rua da balsa, com escala em Icoaraci e chegada na UFPA. O deslocamento tem duração de duas horas. A última viagem tem saída às 18h30, da UFPA, com direção à ilha de Outeiro. Haverá, ainda, uma linha especial saindo de Mosqueiro para a UFPA e da ilha de Cotijuba, com parada na Praça do Pescador, no Ver-o-peso, seguindo para a UFPA.
As viagens são totalmente gratuitas e vão beneficiar cerca de 1.600 pessoas por dia. "Qualquer pessoa poderá utilizar o navio para se deslocar. Isso ajuda a dinamizar o transporte aquaviário da nossa cidade", lembra o diretor de transporte da CTBel, Walter Campos, que destaca também a revitalização do trapiche de Cotijuba. A entrega do novo trapiche de Outeiro foi marcada por uma queima de fogos, prestigiada por vários moradores

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Liandro Brito

1/24/2009

José Wilson Malheiros


OS HEROIS E OS GUERREIROS DO BIAU

Semana passada assistimos em uma grande rede televisiva o início do programa Big Brother, quando o jornalista Biau convocava seus “heróis e guerreiros” para o inicio de mais uma maratona rumo ao milhão.
Ele, inegavelmente, é um grande jornalista. Agora, chamar de heróis e guerreiros aquela turma de aventureiros, capazes de tudo para “vencer” no mundo da telinha é abusar da inteligência do público brasileiro.
Concordo plenamente que existe um bom número de pessoas que se deslumbram com os “astros e estrelas” e seus quinze minutos de fama. Torcem, compram jornais e revistas de fofoca sempre procurando novidades sobre seus novos ídolos de poucas semanas e ínfimos minutos na TV aberta.
Tem gente pra tudo. Devemos respeitar todos os gostos. Mas não podemos ficar calado diante da alienação desses inocentes úteis.
Esse pessoal não é herói nem guerreiro de coisa alguma. Heroi é você que vive de salário mínimo, paga ônibus caro e desconfortável , é humilhado no trabalho e tem que manter filhos, mulher, comprar material escolar (se o dinheiro der pra isso...) etc.
Guerreiras são as donas de casa que fazem ginástica para esticar o dinheiro do salário no supermercado.
Herois são os cientistas que trabalham anonimamente para descobrir novos remédios que curem nossas dores e doenças, são os garis, os pedreiros que constroem edifícios de luxo mas são proibidos de entrar neles.
Guerreiros são os professores mal remunerados, os enfermeiros e enfermeiras de plantão nos hospitais, os abnegados que trabalham anônimos e de graça nas instituições de caridade e de recuperação de viciados, que sempre lutam pela falta de dinheiro.
Heróis e guerreiros são os que batalham nos igapós, nas várzeas e garimpos do interior amazônico, sem luz, sem voz, sem vez, sem esperança.
Heróis e guerreiros são aqueles policiais zelosos e honestos que têm como missão proteger nossas vidas, são os valorosos bombeiros, o pessoal que livra nossas casas da dengue, os ambulantes que lutam contra tudo e todos, os negros, os feios, os gordos, as mulheres, os gays que sofrem preconceito em toda parte.
Herois e guerreiros somos todos nós que sofremos o descaso e a violência nossa de cada dia e que Deus nos proteja!l
Em vez de encher os cofres daquela emissora televisiva, com telefonemas e paredões, seria melhor contribuir com uma obra social...

jwmalheiros@hotmail.com
ZONEAMENTO

A governadora do Estado sancionou a Lei nº. 7.243/2009, que dispõe sobre o Zoneamento Ecológico-Econômico da Área de Influência das Rodovias BR-163 (Cuiabá-Santarém) e BR-230 (Transamazônica) no Estado do Pará. Assim, fica aprovado o ZEE – Zona Oeste, na escala de execução de 1:250.000, como instrumento para orientar o planejamento, a gestão e o ordenamento territorial para o desenvolvimento sustentável, a melhoria das condições socioeconômicas das populações locais e a manutenção e recuperação dos serviços ambientais dos ecossistemas naturais da região. O ZEE tem como objetivos, entre outros, ampliar o nível de conhecimento dos meios físico-biótico, socioeconômico e cultural da sua área de abrangência.


BANDIDOS

Dos 20 empossados na Câmara Federal por causa das eleições municipais, 16 são alvo de quase uma centena de ações na Justiça. Não será apenas para os eleitores que os parlamentares recém-empossados na Câmara dos Deputados terão de prestar contas. Dos 20 deputados que assumiram vaga na Casa após as eleições municipais, apenas quatro não respondem a procedimentos na Justiça. Ou seja, 80% deles chegam ao Legislativo com pendências no Judiciário. Ao todo, os substitutos dos parlamentares eleitos prefeitos ou vices acumulam 99 processos em alguma instância judicial. A maioria dessas ações deve passar a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O foro privilegiado faz parte do pacote de benefícios que vem no esteio do mandato.

RETORNO III

Nos últimos meses Sarney vinha descartando a hipótese de concorrer à presidência do Senado – posto que já ocupou por duas vezes (entre 1995 e 1997 e entre 2003 e 2005). Contudo, interlocutores do ex-presidente da República dão conta de que foi intenso o trabalho nos bastidores, em pleno recesso parlamentar, por sua candidatura – bem vista por Lula, que tem estreitado relações com Sarney, forte aliado governista no Senado. Assim, estaria lançado um apoio velado do governo a um aliado, e não ao candidato do próprio partido do presidente, o petista Tião Viana (AC).

DENGUE

O prefeito interino de Santarém, José Maria Tapajós, participou na manhã da última 3ª feira, 20 de janeiro, na Casa da Cultura, da reunião de apresentação da Programação da Semana de Combate à Dengue. Em seu pronunciamento, José Maria Tapajós disse que o papel do poder público nesse momento é garantir a tranqüilidade da população de Santarém em época de ameaça da dengue. O objetivo do governo é investir em prevenção para evitar maiores danos. “Nesse momento, enquanto prefeito tenho o dever e o direito de lutar pela segurança do nosso município”, disse José Maria Tapajós. O prefeito interino informou ainda que está verificando a possibilidade de contratação de mais agentes de endemias para reforçar o batalhão de combate à dengue em Santarém.
DENGUE II (Programação)

Dia 29/01/09 - 5ª feiraParticipação no Programa Mesa Redonda da 94FMDia 30/01/09 - 6ª feira - Carreata nos bairros da cidade.Concentração às 15h30min na Praça de São Sebastião. Início às 16h00.
Gincana nos bairros
Dia 30 de janeiro iniciam a grande gincana nos bairros da cidade.
Dia 06/02/09 - 6ª feira - Apresentação das tarefas nos bairros e comunidades rurais, das 08h30min às 11h00.
O encerramento da gincana será às 18h00 na Praça do Pescador, oportunidade em que serão premiadas as equipes vencedoras (1º, 2º e 3º lugar)
Contato para mais informaçõesJorge Eymar - Chefe da Divisão de Vigilância em Saúde - 3524-3655 (DIVISA) e 3064-9657 (SESPA)Onizomar Chahine - Coordenação do Comitê de Combate à Dengue - 9125-7742, 8117-8411, 9954-8562Neide Mara - enfermeira responsável pela gincana - 9132-0912

AEROPORTO

A assinatura do contrato para a construção do novo Terminal de Passageiros do Aeroporto Wilson Fonseca, entre o Governo do Estado, Infraero e a empresa Engevix–Planway (São Paulo) vencedora da licitação, aconteceu nessa quinta-feira/22. às 15 horas, no Auditório da UEPA em Santarém, com as presenças do Presidente da Infraero Tenente Brigadeiro do Ar Cleonilson Nicácio Silva, Diretor de Engenharia Dr. Paulo Sérgio Ramos Pinto, Diretor do Consórcio Engevix-Planway Sr. Wilson Vieira, Diretor da Infraero Regional Luiz Barra e o Vice-governador do Pará Odair Corrêa. “O sonho da população se transforma em realidade, brevemente teremos um aeroporto moderno e com mais conforto para os passageiros, fruto de um trabalho de vários anos. Na vida concreta, não basta saber ou querer; precisamos realizar nossos objetivos para alcançar as pequenas ou grandes vitórias. O novo aeroporto é uma vitória do povo de Santarém”. Enfatizou Odair Corrêa. Toda imprensa santarena prestigiou o evento.

PIRACEMA

Restaurante recém inaugurado já está chamando a atenção pelo excelente atendimento, servindo um cardápio variado, dentro do mais alto padrão de higiene e qualidade. Peixe à Piracema (Pirarucu recheado com banana, queijo e arroz do mar). Caldeirada Pai D’égua – Pirarucu – Tucunaré ou Surubim - ( com camarão rosa, caranguejo e pirão). Yakissoba Mocoronga (pirarucu, camarão, legumes e jambú regrado ao tucupi). Filé ao Molho Madeira, dentre outros. Clientes que já aprovaram o novo Restaurante, Vice-governador Odair Corrêa, Ex-Prefeita Maria do Carmo, Paulo Corrêa, Vânia Maia, Bárbara Matos, João Otaviano, Roberto Vinholte, Betânia Conrado, entre outros. Conheça e leve sua família. Restaurante Piracema está sendo conhecido por BBB, ambiente Bonito, comida Boa e preço Bom. Av. Mendonça Furtado 73 – Prainha – entre Rosa Passos e Dom Frederico Costa. Almoço terça a domingo. Jantar quinta a sábado. Piracema tem o comando de Vera e Polyana Reça e engenheiro Eduardo Araújo.

MOTINHAS
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Agradeço os presentes sugestivos que recebi dos amigos: Kleper do Banco do Brasil (esposa), Edibal Cabral (esposa), Paulo Roberto (esposa e filho), DJ Lau (namorada) e Gilberto Aquino, por ocasião do nosso aniversário. ●●● A Alcoa homenageou a empresa Mangels pela liderança absoluta em seu segmento, oferecendo às indústrias e ao varejo rodas fabricadas com alta tecnologia e ligas de alumínio exclusivo da Alcoa, além da convergência de valores e forte relacionamento comercial entre as duas companhias. O troféu de reconhecimento foi entregue a gigante brasileira do setor de autopeças representada por Vladimir Jose de Sousa, gerente corporativo de Compras. O prêmio foi entregue na capital paulista. ●●● Estado do Pará perdeu mais de 11 mil empregos com carteira assinada, apenas no mês de dezembro. Isso representou um decréscimo de 2,10% na geração de postos de trabalho. Foi o pior desempenho dos últimos dez anos, com 14.473 admissões contra 25.848 desligamentos. ●●● O caso mais grave é o da cidade de Breves, onde 1.598 pessoas foram demitidas e apenas 397 contratadas, gerando um decréscimo de 39.09%. Barcarena, Itupiranga, Paragominas também apresentaram decréscimo muito alto na geração de emprego, de -28,44%, -20,75%, -14,14%, respectivamente. Santarém, graças a Deus, não aparece nesta estatística. ●●● Prefeito Interino José Maria Tapajós, está dando conta do recado. O comentário aparece nos bares e nos lares em toda cidade. ●●● TSE determinou que 14 cidades brasileiras farão novas eleições até março. O motivo é a anulação do pleito de outubro de 2008 no qual os políticos vencedores tiveram o registro de candidatura negado. Aqui em Santarém, continua como antes, no quartel de Abrantes. ●●● Em Belém o açaí médio, um dos mais consumidos, em dezembro de 2007 custava, R$ 4,57. Iniciou 2008 sendo comercializado por R$ 4,80 e fechou o ano sendo vendido a aproximadamente R$ 6,00, o litro. O casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal, mantem o mesmo preço do ano passado. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, atende também à noite. Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. ●●● Iniciou os campeonatos Carioca e Paulista. Acompanhe os jogos no Bar do Lino. Ambiente saudável e papo gostoso, sempre ao lado da loira gelada, é claro. Barjonas de Miranda próximo a Rui Barbosa. ●●● Em Belterra recomendamos a Pousada e Restaurante Cajutuba do amigo Inilson. Apartamentos com central de ar, piscina, além de uma praia maravilhosa (Rio Tapajós). Contatos: (93) 3522 2088 e 9125 1043. ●●● Vereador eleito pela segunda vez, Maurício Corrêa, tem coragem, determinação, competência política e administrativa, é uma das reservas morais do PMDB, que muito pode fazer para o desenvolvimento de nossa cidade e região. ●●● O administrador hospitalar, Jéferson Machado Pereira, está realizando excelente trabalho na direção do Hospital Regional do Oeste do Pará. Competência não se compra, adquiri-se ao longo do tempo e com muito trabalho. ●●● Alguns prefeitos empossados em janeiro, continuam dormindo em berço esplêndido. Não acordaram para começarem a trabalhar. Em algumas cidades os eleitores já demonstram arrependimentos. Agora tem que engolir o alcaide por quatro anos. ●●● Final de semana é comigo mesmo, estou sempre acompanhado da gostosa Loira Gelada, Ruiva Destilada e a exuberante Morena Quente. Fui.

Antônio Cavalcante




PROCESSO DE COMERCIALIZAÇÃO NOS MERCADOS MUNICIPAIS


Meu caros amigos, que me acompanham toda semana neste espaço eletrônico, aí vai mais uma da safra antiga.

É com profunda preocupação, quando observamos que o processo de comercialização nos mercados municipais ainda é o mesmo, ou até pior que o praticado na época do “Velho Lemos" (Ilustração), início do século XX.
Senão vejamos em seu relatório referente às atividades da intendência no ano de 1908 no que tange a “Alimentação Pública” ele diz: “Passarei agora a descrever com a possível minuciosidade quanto ocorreu nos mercados da capital, durante o anno de que me occupo, mostrando-vos ao mesmo tempo o movimento de cada um afim de poderdes avaliar do excellentes serviços que todos prestam a população.
Mercado Municipal – Dr. João Coelho, engenheiro fiscal das obras internas do Mercado Municipal, das quais é concessionário o engenheiro Francisco Bolonha”...”Estes pavilhões são de construcção elegante e sólida e todos ladrilhados de mosaico; tem armação de ferro, com vasto abastecimento de água, possuindo balcão de marmore, com cinco gavetas, duas destinada ao producto das vendas e três a guardar os utensílios e roupas dos trabalhadores; dois cepos de madeira com os pés de ferro; uma balança de metal amarelo e marmore, grampos para pendurar carne, ferramenta completa, moderna e de primeira qualidade, além de uma torneira para o serviço, cada um delles está dividido em duas ordens de talhos, dez de cada lado, tendo ao centro um corredor para acesso apenas aos trabalhadores e empregados. Os compradores serão servidos pelo varandim externo que corre ao longo dos pavilhões. A fim de poderem ser fiscalizados dum só golpe de vista, estão separados um dos outros os talhos por simples gradis de ferro”
Como podemos observar, havia uma preocupação quanto ao requinte e o bem estar da comunidade, havia Matadouro Municipal, Inspeção Sanitária executada por um médico sanitarista, além da lavagem dos mercados municipais sendo essas duas ultimas ações de caráter diário.
Há de se notar, que apesar da evolução no processo de comercialização, notadamente com o advento dos autos serviços espalhados por toda Belém, tal fato não aconteceu nas atividades comerciais em uso nos mercados municipais, onde ainda se vê o ato de compra e venda de carne e pescado, tal qual aquele praticado, há cem (100) anos, com uma agravante, o equipamento obsoleto, sem as mínimas condições higiênico-sanitárias, os cepos de madeira, instrumentos metrológicos não confiáveis e a utilização em larga escala da folha de guarumã, jornais velhos e revistas, sacos de cimento, para embalar a carne e o pescado comercializados nessas unidades de abastecimento, sem contar a maneira como é tratado o consumidor; quando os usuários (açougueiros e peixeiros) impõem as regras de comercialização. O que já não acontece com os supermercados e casas de carne em atividade pela cidade. Que dentre outras facilidades do mundo moderno, aplicam recursos de exposição e organização que desperta o desejo de comprar.
A experiência comercial dessas organizações nos mostra que a mudança mais profunda acontece, não no estabelecimento em si, mas no consumidor. É ele quem exige as facilidades eletrônicas, organização, segurança, limpeza, qualidade e atenção.

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Tatá Cavalcante

Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803 ● CEP: 66.053-050

1/18/2009

Escolas e blocos de Icoaraci se preparam para desfile da PMB


As escolas de samba e blocos carnavalescos do distrito de Icoaraci estão acelerando os preparativos para o desfile oficial da Prefeitura de Belém. O trabalho nos barracões segue em ritmo acelerado para que as fantasias, adereços e carros alegóricos fiquem prontos a tempo. Este ano o carnaval da Vila Sorriso promete algumas novidades. As arquibancadas serão montadas na 5ª Rua. As escolas e blocos desfilam no dia 23 de fevereiro.
Duas agremiações ascenderam da categoria de bloco para escola de samba, mas a grande novidade é a estréia da escola Academia de Samba da Campina, que pela primeira vez vai desfilar no carnaval da Vila. Este ano, com a ascensão da Unidos do Paracuri e Unidos da Mangueira ao grupo já composto pela Canal 19, Unidos da baixada e Boêmios da Vila Famosa, seis escolas e 10 blocos irão desfilar.
No barracão do bloco Unidos da Vila Isabel, os brincantes e carnavalescos se revezam dia e noite para aprontar a chapelaria, fantasias e adereços. O grupo, que tem sede na Rua Santa Izabel, começa os ensaios da bateria na próxima terça-feira (20), às 20h.
O bloco vai desfilar com 420 brincantes divididos em seis alas. O tema a ser defendido será 'Jogar joguei, e a sorte na avenida encontrei', sobre o jogo do baralho. Segundo o presidente do bloco, Marco Antônio, o Marquinhos da Vila Isabel, cada ala vai representar um naipe do baralho. A comissão de frente vem com o coringa, a primeira carta do baralho", confirmou.
Para angariar fundos, o bloco promove todos os domingos o Arrastão da Vila, que sai da 6ª Rua e percorre várias vias do distrito, retornando ao ponto de partida, onde acontece uma grande festa. O lucro obtido com a comercialização de bebidas e alimentos é utilizado para a compra de materiais usados nas fantasias dos brincantes.
Ponto de policiamento comunitário

O conjunto habitacional da Cohab, em Icoaraci, onde moram cerca de mil famílias, passou a contar, a partir desta sexta-feira/16, com um ponto de policiamento comunitário composto por três equipes de seis policiais militares que farão ronda em toda a área das 7h às 23h30. A equipe ainda será reforçada por duas equipes que farão o patrulhamento com moto, já a partir da próxima segunda-feira/19.
A informação foi anunciada pelo titular do Comando de Policiamento da Capital (CPC) e do 10º Batalhão da Policia Militar de Icoaraci, Coronel Barata, em reunião ocorrida no auditório da escola Serra Freire, na noite da última quinta-feira (15), e contou com a participação de lideranças comunitárias, moradores, representantes da PM, Polícia Civil e Agência Distrital de Icoaraci (ADIC).
O policiamento será feito em parceria com a comunidade, que se comprometeu em reformar um prédio do conjunto que servirá de base para o grupamento. Essa era uma reivindicação antiga dos moradores, que vinham sofrendo com o aumento da criminalidade no conjunto.
Segundo Waldemir Sampaio, assessor comunitário da ADIC, que participou da reunião representando a Prefeitura de Belém, os moradores fizeram o pedido do policiamento em um documento enviado à governadora Ana Júlia Carepa, que autorizou a instalação do posto no conjunto.
Os moradores aprovaram a iniciativa. Para Hélio de Jesus Chagas, morador do conjunto há mais de 15 anos, a violência vinha assustando os moradores, que deixaram de andar por certas vias para evitar serem vítimas dos assaltantes. "Eu deixei até de sair à noite por conta dessa onda de violência", disse.
Ainda segundo o morador, os alunos das escolas Serra Freire e Poranga Jucá são vítimas constantes dos bandidos. "Quase todo dia tem assalto por lá", ressaltou. "Nossa esperança é que com a presença do policiamento possamos ter mais tranquilidade em nosso conjunto", acrescentou.

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Ronaldo Quadros

1/17/2009

"Belém das Mangueiras” de Pires Cavalcante



No dia 12 de janeiro, a nossa linda cidade de Santa Maria de Belém do Grão Pará completou 393 anos de fundação. Ah, tinha tanta coisa para falar desta bela morena que me viu nascer a 60 anos. Fui planejado, concebido e “fabricado” na Vila do Pinheiro, contudo, nasci no Hospital da Ordem Terceira, no centro da cidade.

Mas esse texto não é para me promover. E sim para promover um camarada muito bacana que conheço há mais de quarenta anos.

Chama-se Francisco Pires Cavalcante.

Cabra da Peste - Pires Cavalcante nasceu em São José das Piranhas, sertão da Paraíba. Desde cedo “teve queda” para música tocando requinta – uma espécie de clarinete pequeno - e sempre gostou da Marinha de Guerra do Brasil. Tanto gostou que os seus pais o enviaram para o Rio de Janeiro para casa de parentes, com um só objetivo: entrar para a Banda de Música da Armada.
Um belo dia um parente o levou ao Ministério da Marinha. Apresentado ao chefe da Banda, ele colocou um monte de dificuldades; mas... para que o Pires e o seu acompanhante não perdessem a viagem, solicitou que comparecessem num determinado dia quando haveria teste para jovens músicos que gostariam de ingressar na Marinha, como militar-músico.
Pires Cavalcante compareceu levando a sua requinta. O teste foi feito pelo regente da Banda de Música dos Fuzileiros Navais e professores da Escola Nacional de Música. Como era 18 de novembro e no outro dia comemorava-se o Dia da Bandeira, o garoto tocou o Hino a Bandeira sem errar uma só nota e um só compasso. Foi aprovado em 1º lugar e indicado para o engajamento.
Pires Cavalcante estudou música um ano. Nos exames finais conseguiu o 2º lugar com a nota 9,1 A partir daí fez exames para o Corpo de Fuzileiros Navais (Ilha das Cobras, perto do Ministério da Marinha, na zona portuária do Rio) sendo guindado para o posto de cabo-músico.
Fuzileiro - Pires esteve por 12 anos na Marinha. Participou da 2ª Guerra Mundial, servindo no Cruzador Barroso, guarnecendo as áreas próximas do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Ele ajudou a abater vários submarinos alemães “que volta a meia apareciam afundando os nossos navios”.
Além disso, rodou o mundo. Visitou 29 paises a bordo do navio-escola Almirante Saldanha, um dos mais belos veleiros que o Brasil possuíu e que, posteriormente, foi vendido para Portugal. Ele passou um ano e 23 dias embarcado.
Já em terra sofreu um acidente. Com isso foi reformado ainda jovem, com 22 anos, pelo ex-presidente Café Filho no posto de 1º Tenente.
Amor e vida - Belém do Pará se constituiu num porto seguro para Pires Cavalcante.
Embarcado esteve por mais uma vez em nossa cidade. Reformado, aos 25 anos, resolveu mudar de mala e cuia para Belém.
Numa tarde "dando umas voltas" pelo bairro do Telegrafo sem Fio – na condição de músico e compositor – e passeando na Travessa Djalma Dutra, entre as avenidas Senador Lemos e Rua Curuçá encontrou-se com uma bela paraense - Maria de Nazaré Rodrigues - que morava no perímetro.
Foi amor à primeira vista.
A moça estava compromissada; todavia, de tanto Pires Cavalcante insistir e cortejá-la, ela acabou deixando o namorado e aceitando o nosso herói.
Foram dois anos e meio de namoro. Concluído esse período veio o casamento (civil e religioso).
A união já dura quase 48 anos, e teve como fruto cinco filhos: Sinézio, o primogênito que faleceu ainda menino; Antônio (Toni), que é Capitão da Polícia Militar do Estado; Francisco Jr (Frank), que trabalha em computação e é químico – concluindo mestrado em São Paulo; Crácio, representante comercial no setor de medicamentos; Alan, médico, especializado em Radiologia, além de Bruna Cristina, filha adotiva, futura advogada,- seu orgulho-maior.
Conterrâneo - Por que resolvi homenagear neste espaço virtual, Francisco Pires Cavalcante? Porque este cidadão, com 85 anos, há 60 vive em Belém. Ele é mais viva personificação do adágio popular que diz: "quem vai ao Pará, parou. Bebeu açaí ficou, namorou, casou".
Pires Cavalcante como um excelente compositor e “naval”, poderia ter escolhido qualquer outra cidade para viver, Rio São Paulo, Salvador - na época, 1948, grandes centros da música popular – mas preferiu vir, ficar, viver em nossa cidade, com a nossa gente.
Desde que chegou resolveu adotar um clube: o nosso glorioso Paysandu Sport Clube. Tanto que anos mais tarde criou um hino.
Sim. O hino oficial do “Campeão dos Campeões” (Uma listra branca, outra listra azul....) é de autoria do Pires.
Pires Cavalcante ama tanto a sua Nazaré que tão logo a conheceu dedicou-lhe um samba, que não apenas a homenageia, como também exalta a cidade da amada.
Dêem uma olhada:

Túneis de Mangueiras

Não posso mais guardar
Dentro do peito
Eu creio que me assiste
Esse direito.
Eu quero exaltar a minha cidade
Não é vaidade
Quem fala é o meu coração.
Beleza encontrou o sue lugar
Tristeza não achou onde morar:
Eu canto esses versos que eu fiz
Dizendo que em Belém
Eu sou feliz;
Seus túneis de mangueiras
Amenizam o calor
São sombras tão amigas
Nas horas felizes do amor
Morenas bronzeadas
Passando nas calçadas
É só na minha Belém que tem!

Não precisar dizer que Nazaré gamou, se emociona até hoje e sabe de cor; tanto que ajudou o repórter a lembrar-se da letra.
Essa música foi gravada na RCA Victor pelo cantor Alcides Gerardes e lançada em maio de 1958 no Teatro Variedades - que funcionava no antigo Largo de Nazaré, atual Praça Justo Chermont, onde hoje se ergue o imponente Edifício Rainha Esther.
Além dessa música, Pires escreveu Deusa do Violino, um samba-canção, também dedicado â sua mulher, - a sua Deusa -, e inúmeras outras promovendo o amor e a sua Belém.
Homenagem - Em 1965, por ocasião dos festejos dos 350 anos de Belém, Pires Cavalcante homenageou a nossa cidade com a marcha-rancho, que fez o maior sucesso na época:

Parabéns Belém

Minha cidade está em festas.
Meus parabéns Belém.
Felicidades mil
Sou seresteiro e vou fazer seresta
Pra reviver os tempos idos deste meu Brasil
Minha canção é portadora
Desta mensagem.
A singela homenagem que escrevi.
Minha cidade hoje é detentora
De beleza sedutora
Como igual eu nunca vi.
Quem vem aqui a Belém
Vê a beleza que tem,
Quando vai leva saudade
Desta cidade fagueira
350 anos não existem desenganos
Nesta gente altaneira,
Quem quiser saber se é verdade
Tudo que a minha canção diz
Veja em cada praça,
No dia a dia que passa,
A criançada feliz.

Essa música foi gravada por Dalva de Oliveira (Discos Odeon) que naqueles tempos era uma das maiores cantoras brasileiras. Inclusive ela veio aqui em Belém lançar o disco, - um compacto simples.
Icoaraci - Em 1969 Pires Cavalcante escreveu o Hino do Iº Centenário de Icoaraci, que foi elogiadíssimo pelo médico e ex-deputado federal Stélio de Mendonça Maroja, Prefeito de Belém e pelo engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, agente distrital de Icoaraci.
Francisco Pires Cavalcante, juntamente com Afonso Monteiro, Antonino Rocha, Clodomir Colino e Ossian Brito, criou em Maracacuéra, nos anos 60, a Empresa de Águas Nossa Senhora de Nazaré, posteriormente vendida ao empresário Nelson Souza e, logo em seguida para o Grupo J. Pessoa de Queiroz (Indaiá), de Fortaleza.
Pires Cavalcante teve outros negócios.
O último foi a Agência 13 de Automóveis (Travessa Benjamin Constant, 1069, entre Travessa Boaventura da Silva e a Avenida Governador José Malcher).
Francisco Pires Cavalcante morou por muitos anos em Icoaraci, numa bela casa na Travessa Souza Franco, 50. Depois se transferiu para Belém onde reside com a sua Nazaré, numa bela casa na Avenida Gentil Bittencourt, entre a travessa 14 de Março e a Avenida Alcindo Cacela, vendendo saúde.
Avesso à fotografia, não se deixou fotografar. Pediu apenas que para ilustrar a matéria eu providenciasse mangueiras, túnel de mangueiras.
Seu pedido não pôde ser atendido.
Com a cumplicidade da Bruna, consegui uma foto do Pires – essa aí que os senhores estão vendo.
Essa é a forma que encontrei de homenagear a minha cidade; a cidade que Pires Cavalcante adotou definitivamente – a nossa Belém, pelo transcurso do seu aniversário.
Obrigado Pires Cavalcante.
Parabéns, Belém!

1/16/2009

O QUE FAZER?

A violência no Pará é ainda um grande desafio ao governo, no combate às políticas da segurança pública. A onda de violência fica evidenciada pelo número de mortes violentas, a maioria, execuções. Nos 15 primeiros dias do ano, somente em Belém, Ananindeua e Marituba, pelo menos, 19 homicídios foram registrados. Todos latrocínios e execuções. Para amenizar a situação, este ano 1.435 novos policiais militares estão se formando na academia. E a expectativa para 2009 é de fazer concurso público para mais 2.200. Além disso, foram contratados 58 delegados, 124 auxiliares administrativos e papiloscopistas para a Polícia Civil que também planeja um concurso público para este ano. Segundo o Governo do Estado, cerca de R$ 295 milhões foram investidos na segurança pública. Mesmo diante deste esforço, a criminalidade continua colocando a sociedade como refém do medo.

O QUE FAZER? II

A violência é tão crescente que a Secretaria de Segurança Pública adotou medidas como a volta da Polícia Civil às ruas, através da “Operação Reação” e outras medidas que a própria governadora reuniu a imprensa para destacar o que será feito para conter os sucessivos crimes e a violência como um todo na Região Metropolitana de Belém. O coronel Luis Cláudio Ruffeil pediu exoneração do cargo de Comandante da Polícia Militar, em virtude das crescentes críticas pela falta de segurança no estado. Assumiu em seu lugar o Coronel Luiz Dário Teixeira.

INVESTIMENTOS
Governadora Ana Júlia Carepa entregou na última segunda-feira 12, na Praça da República, 70 novas viaturas para as polícias civil e militar, além de 27 motocicletas para a polícia militar e de 15 câmeras de monitoramento de rua, somente para a Região Metropolitana de Belém. "Com estas viaturas, já são mais de 200 adquiridas somente para Belém e mais de 700 em todo o Estado. Todos os carros vão ter GPS, o que vai impedir que as viaturas se desviem do seu objetivo, que é garantir a segurança dos homens, mulheres e crianças deste Estado", Ana Júlia Carepa lembrou que 565 novos policiais militares, dentre os 1.500 policiais formados em dezembro, já estão atuando na região metropolitana e que já terá início o segundo concurso para contratação de mais 2.200 policiais para todo o Estado.

OPORTUNIDADE
Quem não conseguiu quitar o licenciamento do veículo em tempo hábil no ano de 2008, já pode negociar o débito junto ao Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran). A comodidade do parcelamento está regulamentada em portaria pela direção geral do órgão, com objetivo de regularizar o tributo dos que tiveram dificuldade orçamentária para ficar em dia com o licenciamento no ano passado. A não quitação do tributo implica em infração gravíssima, com a soma de sete pontos na CNH, conforme o art. 230, inciso 5, além de multa no valor de R$ 191,69 e apreensão do veículo. O Detran já disponibiliza no portal www.detran.pa.gov.br o calendário com todos os finais de placa e todas as novas taxas para o exercício de 2009, a fim de alertar o proprietário sobre a data exata do licenciamento do ano.

AGRADECIMENTO
A família daquela que em vida se chamou Ferdinanda da Costa Pinheiro, agradece a todos os irmãos e amigos pelo apoio prestado na hora de muita dor, não só pela perda brusca da mãe, avo e bisavó, mas de uma mulher de DEUS cheia de Fé, determinação, testemunho vivo do milagre de DEUS em nossos dias. Simples no seu jeito meigo de ser e muito sincera em amar. Ferdinanda Pinheiro nasceu no município de Juruti - Pa, no dia 14 de setembro de 1935, partiu deixando 12 filhos, 28 netos e 7 bisnetos. Faleceu em Santarém na madrugada da última sexta-feira (09), pertencia a Primeira Igreja Batista de Santarém. Paz a sua alma e nossas condolências à família.

CONVÊNIOS
A Secretaria de Estado de Educação firma convênios, com a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição objetivando o funcionamento sob forma de parceria da ERC de Ensino Fundamental e Médio São José, localizada no Município de Santarém e com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Bragança, que ofertará a SEDUC, gratuitamente, 104 vagas para atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais. Esses convênios têm vigência até o dia 31 de março de 2010.

CNBB
A indiferença em relação à corrupção na política, expressada em enunciados como "rouba, mas faz" ou "tudo acaba em pizza", será alvo da Campanha da Fraternidade de 2009, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), instituição da Igreja Católica. Realizada desde 1964 pela CNBB na Quaresma (período de 40 dias que antecede a Páscoa), a campanha deste ano terá como tema segurança pública, mas também abordará assuntos de ética na política.


MOTINHAS
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O Vice-governador do Pará, Odair Corrêa, esteve na última terça-feira/13), em Rurópolis. Assinou contrato do CREDPARÁ com o prefeito Aparecido Silva e entregou ao delegado Ariosvaldo Vidal uma viatura 0 km para a Polícia Civil. ●●● A partir de 2009 a FIT - Faculdades Integradas do Tapajós, concederá desconto de 10% do valor da mensalidade aos alunos egressos da Instituição que pretendam fazer outro curso bem como, aos alunos maiores de 60 anos regularmente matriculados em 2009 .Tudo com o comando do mestre Hélvio Arruda. ●●● O Bar Mascote pode dar lugar a uma grande loja de departamentos. Seus proprietários estão resistindo às propostas para a venda. Uma multinacional já se mostrou interessada em adquirir a área onde ele está situado. ●●● A professora Maria José de Almeida Marques, ex-secretária de Educação de Santarém, não resistiu e faleceu na manhã da última segunda-feira/12, no Hospital Regional do Baixo Amazonas. Mãe de Breno, Valdir Matias Jr, (Ex-vereador) e Diogo de Almeida Marques. À família nossos votos de condolências. ●●● Estivemos em Rurópolis na última terça-feira/13, o Edimar do Uirapuru, mandou um grande abraço para o nosso patrão Almeida. Está dado. ●●● No município de Placas, na Rodovia Transamazônica (BR-230), o novo prefeito Negão Brandão (PSDB) tomou um susto ao chegar à Prefeitura, no dia 1º deste mês. Não havia nenhum documento nos arquivos daquele poder e os computadores tiveram todos os dados apagados. ●●● O ex-prefeito Santo Pereira (PT) é acusado de entregar a Prefeitura totalmente sucateada, sem condições de funcionamento, de ter mandado queimar todos os documentos da administração municipal, apagar os dados dos computadores e deixar o salário dos servidores atrasados. O ex de Santo, só tem o nome. ●●● O presidente Interino da Câmara Municipal de Santarém, Nélio Aguiar, foi a Belém participar de um seminário com a participação de prefeitos e presidentes de Câmaras de todos os municípios do Pará. ●●● A deputada Regina Barata (PT) vai protocolar junto à presidência da CPI da Pedofilia, da Assembléia Legislativa do Pará (ALEPA), pedido de apuração de denúncias feitas contra o ex-coordenador de fiscalização da Secretaria da Fazenda, em Altamira, João Antonio Flores Neto, acusado de abusar sexualmente de uma menor de 12 anos, filha de uma servidora da administração estadual. ●●● Égua, com tantas mulheres, o cara acha de mexer com uma criança, e se alguém fizesse o mesmo com uma filha deste cidadão, o que será que ele faria? Isso é um crime bárbaro, tem que ser tipificado na Lei, com uma pena severa. Opinião não se discute. Essa é a minha. ●●● Na última segunda-feira/12, levei um amigo para ser atendido no Hospital Municipal, fiquei surpreso e feliz ao ver um grande número de médicos e enfermeiros atendendo à população. O problema crucial fica por conta do atendimento às pessoas oriundas dos diversos municípios da Região. O Secretário de Saúde, Emannuel Silva, vem realizando na medida do possível, um excelente trabalho. ●●● Nossa ajuda aos pequenos empreendedores – Roupas para homens, mulheres e crianças com preços baixos - Andressa Modas – Professor Carvalho, próximo a São Sebastião. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, atende também à noite – Silva Jardim entre Borges e Marechal Rondon – Atendimento em domicílios 3523 7363. ●●● Bar do Lino – Ambiente saudável e atendimento nota 10 – Papo gostoso e descontraído – Acompanhe os campeonatos estaduais e torça pelo seu clube do coração. – Barjonas de Miranda próximo a Rui Barbosa. ●●● Confirmado: o melhor Açaí da cidade e com o casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal. ●●● Égua, trabalhei pra caramba. Vou tirar a forra neste final de semana com a gostosa Loira Gelada, bela Ruiva Destilada e a sensual Morena Quente. Fui

1/14/2009

José Wilson Malheiros



FORUM MUNDIAL E VIOLÊNCIA



É só o que se fala, agora, em Belém. A cidade se prepara para receber mais ou menos oitenta mil pessoas que vêm para o esperado Forum Mundial.
É gente de todos os quadrantes que vão chegar e apreciar a nossa morenice, nossas comidas típicas, nosso folclore, artesanato, arte, monumentos, para discutir coisas sérias, importantes etc.
É a melhor oportunidade de todos os tempos para que Belém se mostre, de uma vez só, para o globo todo.
Nem a Copa do Mundo se vier para cá vai trazer tanta gente assim, de uma vez.
Como paraense fico alegre. Até que enfim Belém vai ser mostrada no âmbito internacional.
Vamos mostrar nossa hospitalidade paraense cedendo nossas casas para quem vier nos ver.
O paraense quando quer, continua hospitaleiro e isso é bonito.
Coisa rara por essse mundo atual de tanta discórdia. Damos um exemplo de solidariedade. Com pato no tucupi e tudo.
Queiramos ou não um dos encantos de Belém é esse nosso paraensismo. Interior e metrópole numa cidade só.
Sentar na porta, chamar de “maninho” e outras purezas que quase ninguém mais tem nos dias atuais. Só nós, os paraenses. Somos abençoados.
Nem só de Rio e São Paulo vai viver a mídia. Vai rolar, carimbó, tacacá, maniçoba, Ver-o-Peso, Teatro da Paz, Hangar, Basília de Nazaré e toda essa coisa bonita e gostosa que precisamos mostrar, aproveitando a excelente oportunidade.
Mas eu temo. Não tem como não falar. Sim, tenho um medo enorme. Já pensou o trânsito, o calor, a pivetada, os assaltos relâmpagos...
Se tem turista, tem presa fácil. Todo turista é meio abobalhado. Fica extasiado com as mínimas coisas, relaxa e esquece a segurança.
Ah! A segurança. Aí vai ser um trabalho de hercules danado. A polícia que trate de fazer um serviço preventivo. E que esse tal serviço prévio possa se tornar, de agora em diante, permanente.
Nós que moramos no dia a dia da cidade bem que merecemos e esperamos.
Ainda nos resta a esperança na eficiência dos policiais. Ai de nós se não formos otimistas, se perdermos a fé.
Mas é bom não esquecer de fazer a nossa parte. Cuidado redobrado no trânsito, nas lojas, nas filas, no supermercado, que, apesar do zelo da polícia, a bruxa vai, com certeza, estar solta.
Mas Deus vai ser paraense nesses dias e tudo vai dar certo. Ainda duvidam?

1/13/2009

Dênis Cavalcante



Feliz Ano novo!

Janeiro 12, 2009

Mas um ano se passou, mais uma página virada. Para alguns, 2008 não deixou saudades. A verdade é que o cronista nunca deu muita importância a datas comemorativas. Aniversario, Natal, Ano Novo… Mais vale, melhor, bem melhor, ter, ver a família reunida em torno de uma mesa farta. Sempre acreditei que amor, felicidade, amizade se transmite por telepatia, um sorriso contido, uma nesga do olhar. Palavras, discursos elaborados, presentes caros, recepções pomposas são apenas acessórios, se esvaem como espuma na praia.
Para muitos, o Natal, o Réveillon e outros eventos desse tipo, são pretextos criados sabe se lá por quem, para se vender, reunir pessoas em banquetes pantagruélicos. Pensem nisso. Gosto, curto, mas não entendo – pessoas que passam semanas planejando nos mínimos detalhes uma festa efêmera, e depois que os fogos se apagam, o efeito do álcool se dissipa, se volatizam, voltam a ser os mesmos.
Meu final de ano foi legal. Como de costume, no Rio de Janeiro, junto à família, alguns amigos. Que bom seria ter o supremo dom da ubiqüidade, reservado somente aos deuses. Estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Abraçar todos os parentes, todos os amigos…
Quinze minutos antes do apagar das luzes de 2008, fomos para a praia de Copacabana assistir aos fogos. Duas garrafas de espumante, um ramo de flores… Na marquise ao lado do nosso prédio, uma figura conhecida. Um senhor aparentando 60, 70 anos – quem sabe? Ao contrário dos esmoleres de costume, não disse, não pediu nada. A turba ululante passava por ele (eu também) como se fosse um objeto inanimado. Um vaso, uma natureza morta, um poste. Observador, notei seu olhar carente, triste, perdido. Pensei com meus botões: para ele (e muitos outros excluídos) a virada do ano novo não tem nenhuma importância, não passa de um dia qualquer. Ele não tem mais família, amigos. Sua única preocupação é arrumar alimento e abrigo seguro para dormir. Meu Deus!
Deixei de lado minhas elucubrações, ao ouvir o estrondo dos primeiros rojões. Feliz Ano Novo! Beijos e abraços, saúde, paz, amor, felicidade… Tem coisa melhor? Findo os fogos, andamos na contramão da turba, pela Avenida Atlântica transbordante rumo ao apê do Juarez. O Pará em peso estava presente. Nane, Roberto, Abnader, Mario Sergio, Remor… Beberiquei uma coca bem gelada, tracei um bacalhau “de responsa”, filei um doce, abracei, fui abraçado. Lá pelas duas, tiramos o time. Já não sou o mesmo. Nem uma dose de malte sorvi!
Mofino, enfim chegamos à “Paula Freitas”. No mesmo lugar, apesar do burburinho do boteco ao pegado – imóvel - o sem-teto dormitava. Insensível, passei por ele do mesmo jeito que na ida. Interfonei para o porteiro, subi no elevador, entrei em casa. Tomei uma chuveirada, liguei o ar, tentei, em vão, dormir. Quem disse? A imagem dele não saía da minha mente. Abri a geladeira abarrotada de comida e mordisquei uma suculenta ameixa. Cheio de remorso, enchi um prato com pedaços de peru, leitão, arroz, farofa, tender… sobras da nababesca e saborosa ceia.
Desci. Para minha surpresa, estava desperto. Estendi-lhe o prato de comida, no que ele agradeceu com o olhar. Não proferiu uma palavra sequer. Dormi o sono dos justos. Como de costume, acordei com as galinhas. Escovei os dentes, vesti a bermuda, juntei uns trocados a fim de comprar o jornal e o pão.
Vocês não vão acreditar. Lá estava ele. Ao me ver, estendeu a mão enrugada e disse: Dois dias atrás, sua filha me deu uma quentinha. Ontem, foi o senhor. Deus lhe abençoe.
Feliz Ano Novo!

Antonio Cavalcante



UM POEMA PARA BELÉM


BELÉM DE TANTOS JANEIROS

É MEU DESTINO VIVER NA CIDADE DE TANTOS JANEIROS PASSADOS,
DOS QUAIS, MAIS DE CINQÜENTA. POR MIM JÁ VIVIDOS.
Á MEDIDA QUE PASSAM OS JANEIROS,
AS CHUVAS, OS CÍRIOS, E AS MANGAS CAÍDAS,
O MEU AMOR POR ELA SE INTENSIFICA.
BELÉM FAZ LEMBRAR COM SAUDADES.
AS PESSOAS QUERIDAS QUE JÁ SE FORAM,
TAL E QUAL CERTOS ÍCONES.
DA ARQUITETURA URBANA DO PASSADO,
SÍMBOLOS DA BELÉM LEMISTA,
QUE SÓ O REGISTRO NAS LETRAS,
LENTES E PINCÉIS DOS ARTISTAS
RESGATAM EM NOSSA MEMÓRIA.
OS MARCOS URBANOS IRONICAMENTE
SUBTRAÍDOS DO VISUAL DA CIDADE.
TAL, QUAL, QUEIMA DE ARQUIVO.
DE TESTEMUNHAS VIVAS DE SUA HISTORIA.

FELIZ ANIVERSÁRIO BELÉM


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Tatá Cavalcante
Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803CEP: 66.053-050

Missa, bolo gigante e apresentações culturais marcam os 393 anos de Belém


As comemorações pelo 393º aniversário de Belém ocuparam vários espaços da cidade nesSa segunda-feira/12. Logo cedo, às 8h, uma missa em Ação de Graças realizada na Igreja da Santíssima Trindade e celebrada pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta, abriu a programação organizada pela Prefeitura Municipal e contou com a presença de vários servidores, comunidade e autoridades, como a presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Albanira Bemergui, e a governadora do Estado, Ana Júlia Carepa.
A Missa foi acompanhada pelo Coro Municipal de Belém, que entoou cânticos religiosos. Para dar inicio a leitura do missal, a comandante da Guarda Municipal de Belém, Helen Margareth, subiu ao altar. Em seguida, Dom Orani iniciou a celebração falando sobre o nascimento da cidade de Belém e de suas características culturais, como o Círio de Nazaré. "A cidade está se evoluindo nos últimos anos. Há melhorias para a população e isso é natural. Mas a sociedade deve se perguntar de que forma pode ajudar a melhorar essa cidade, seja na sua rua, na sua comunidade ou no seu bairro", disse Dom Orani, conclamando a população a participar mais ativa e decisivamente para o crescimento e desenvolvimento de Belém. Os servidores de cada secretaria municipal levaram ao altar objetos que os auxiliam a exercer suas atividades diárias para serem abençoados. A Secretaria de Meio Ambiente (Semma), apresentou a Dom Orani uma muda de planta, a Guarda Municipal de Belém e a Companhia de Transportes de Belém (CTBel) levaram coletes de segurança, a Secretaria de Juventude, Esporte de Lazer (Sejel) uma bola e a Codem, um mapa da cidade. Os elementos da Santa Ceia também foram apresentados, como forma de garantir a prosperidade, os valores familiares, a fraternidade e a esperança em dias melhores.
"Estamos aproveitando a oportunidade e entregando simbolicamente para Belém 70 novas viaturas com sistema de localizador por satélite para uso das Polícias Civil e Militar, além de 14 câmeras para monitoramento", disse a governadora Ana Júlia Carepa, em cerimônia realizada em frente ao Theatro da Paz, na Praça da República. Além disso, a chefe do Executivo Estadual garantiu o reforço do efetivo policial em 565 homens, que atuarão apenas na capital, e ainda equipamentos de resgate para o Corpo de Bombeiros e duas ambulâncias. As viaturas saíram em comboio pela cidade para serem apresentadas à população.
O vice-prefeito em exercício, Anivaldo Vale, agradeceu os presentes oferecidos pela governadora e ressaltou, em seu discurso, a importância do trabalho feito em parceria com o governo do estado para garantir que a cidade avance cada vez mais em todas as frentes, especialmente nas consideradas essenciais, como a saúde, a segurança e a educação. "Hoje é um dia de comemoração. Aproveitamos a oportunidade para agradecer todos os presentes. Isso mostra o carinho e a dedicação que todos possuem com esta cidade, que cujo desenvolvimento deve ser sempre a nossa prioridade", ressaltou. Para finalizar, o vice-prefeito cantou os parabéns à Belém junto ao bolo gigante preparado pela Associação dos Panificadores como forma de presentear a capital e sua população.
Praça - Em seguida as comemorações foram para a Praça da República, palco de diversas atrações culturais e também de demonstrações de cidadania. A manhã começou com a apresentação da Banda da Guarda Municipal, que atraiu um grande público. Com 17 anos de estrada, tempo de criação da existência da própria corporação, a banda representa um orgulho para os músicos que a integram. "Estou na banda desde o início, ou seja, metade de minha história foi dedicada à música. Esse grupo é minha vida!", afirma o guarda municipal e saxofonista Lago. Para ele, a apresentação mais marcante da banda ocorreu em 1998, quando os guardas foram regidos pelo maestro americano Barry Ford no Theatro da Paz. "Este ano a banda passou por uma renovação, tanto no trabalho desenvolvido quanto nas condições de infra-estrutura, o que foi muito importante para os resultados que temos hoje", conta Lago.
A Guarda Municipal também apresentou as crianças do projeto "Anjos da Guarda", criado há um ano e que, atualmente, atende 100 alunos em situação de vulnerabilidade social, residentes nos bairros próximos à sede da corporação, como Pratinha 1 e 2, Benguí, Tapanã e Icoaraci. Lá, elas aprendem noções de civismo, meio ambiente, cidadania, além de esportes como karatê, judô, jiu-jitsu, futsal e futebol. Entre as 25 crianças presentes na Praça da República, Raffaela Lima e Cristian Lucas, de 12 anos, já são considerados duas promessas nos esportes de luta. "Daqui nós levamos conhecimento e um futuro no esporte", conta Lucas. Raffaela, que é campeã paraense na categoria até 13 anos, diz que pretende se profissionalizar no jiu-jitsu.Também estiveram presentes, abrilhantando as comemorações pelos 393 anos de Belém, osgrupos de dança folclórica da Casa do Idoso e do Centro de Convivência Zoé Gueiros, formado por idosas atendidas nesses espaços. Lá elas participam de diversas atividades que têm como objetivo aumentar a auto-estima, a desenvoltura e estimular o convívio social na "melhor idade".
Maria Costa e Silva, 77, é uma das dançarinas mais animadas. "Participo do grupo de dança há 12 anos e também faço hidroginástica. Isso me traz muita paz de espírito e alegria, sem contar as grandes amizades que já fiz", relata com satisfação. Para presentear Belém, as idosas dançaram um carimbó coreografado, ao som da música 'Metrópole da Amazônia', de autoria de Mestre Guru e Wady Khayat, composta especialmente para o aniversário da capital paraense.Finalizando a programação cultural, o Coral da Secretaria Municipal de Administração (Semad) cantou o "Parabéns", dando início à distribuição do bolo de 20 metros confeccionado para homenagear a cidade0Foto).
Regido pelo maestro Adilson Lima, o coro interpretou o Hino de Belém, assim como alguns sucessos da música regional e nacional, como "Sabor Açaí", de Nilson Chaves, e "Sapato Velho", do grupo Roupa Nova.
Auto - Da praça da República as comemorações seguiram para a Cidade Velha. Comerciantes, turistas e freqüentadores da Feira do Açaí foram expectadores e figurantes da encenação teatral da fundação da cidade, o Auto "Belém do Grão Pará", que percorreu as ruas do velho centro.O auto foi dividido em três estações. A primeira foi marcada pela chegada do capitão-mor da coroa portuguesa Francisco Caldeira Castelo Branco às terras paraenses, exatamente no local onde hoje funciona a Feira do Açaí. Caldeira Castelo Branco, acompanhado por religiosos, escravos, soldados e representantes da coroa, foram recebidos por um grupo de escravos e, na versão de aniversário, essa miscigenação foi representada por um grupo de capoeira.
Após o discurso de chegada e queima de fogos, o cortejo seguiu pela Ladeira do Castelo rumo à segunda estação, o Complexo Feliz Lusitânia. Em frente à Igreja de Santo Alexandre, os atores mostraram a importância da construção do Forte do Presépio e o combate aos franceses e holandeses que queriam tomar a região e colonizá-la. Ainda em frente à igreja, elenco e público assistiram à apresentação do Coral Municipal "Arte Popular", que cantou músicas de compositores paraenses e executou o Hino Oficial de Belém.Visitando a cidade pela primeira vez, a paulista Violeta de Oliveira, 44, se apaixonou por um paraense, Yussif Tuma, e veio conhecer a terra do amado.
"Essa programação de aniversário foi um presente para mim. Estou adorando a cidade e a sua culinária. Conhecer a história de Belém só faz aumentar minha admiração pela cidade", comentou a turista.O presidente da Fundação Cultural de Belém (Fumbel) e organizadora da performance, Raimundo Pinheiro, acompanhou todo o cortejo e disse que o Auto "Belém do Grão Pará" é um projeto piloto que será ser trabalhado com mais atenção e carinho a cada ano. "As manifestações culturais têm o poder de mobilizar uma parcela significativa da sociedade, e o auto tem como proposta contar a história de Belém e fazer com que a população entenda melhor essa história", explicou.
Na terceira e última estação, os personagens passearam pelo Bondinho. Em um palco montado em frente à sede da Executivo Municipal, no Palácio Antônio Lemos, mais apresentações de danças indígenas, roda de capoeira, coral e a bateria da Escola de Samba Racho Não Posso Me Amofiná, que acompanhou o poeta Dilermando Nascimento, em composição feita especialmente para o aniversário de Belém, com a música "Passeio pela Belém Turística".
Na sequência, a bateria da Escola de Samba Império Pedreirense fez a sua apresentação sob uma salva de fogos, anunciando a chegada do Carnaval 2009. Para a garotada, a Fumbel disponibilizou as atividades do Ônibus-Biblioteca "Levy Hall de Moura", com contação de histórias, confecção de marca página, além do acervo da biblioteca itinerante, que conta com mais de três mil exemplares entre revistas, livros e jornais.A programação contou com a participação da Federação Estadual de Atores, Autores e Técnicos de Teatro (Fesat). Com texto de Dody Amâncio e direção de Nilson Reis, o Auto "Belém do Grão Pará" contou com a participação de 100 atores que ensaiaram por 30 dias pelas ruas da Cidade Velha. "Foram feitas várias pesquisas com historiadores locais, além de estudos sobre as cartas escritas por Pero Vaz de Caminha à Coroa Portuguesa e também o "Tratado da Terra do Brasil", documento de Pero Magalhães Gândavo", contou Dody.

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Kátia Aguiar,
Liandro Brito,
Izabelle Araújo
e Vanda Duarte