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12/17/2008

Duciomar Costa recebe o Diploma de Prefeito de Belém


Foto: Antônio Silva








Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) realiza nesta quarta-feira/17), no Hangar, às 17h30, cerimônia solene do ato administrativo de diplomação dos eleitos em Belém no pleito de outubro deste ano. O prefeito Duciomar Costa, reeleito para o segundo mandato, receberá o diploma em meio à solenidade que vai reunir, ainda, o vice-prefeito, Anivaldo Vale, e os 35 vereadores que constituirão o Poder Legislativo Municipal. A solenidade será presidida pela juíza da 96ª Zona Eleitoral, Eva do Amaral Coelho.
Perfil - Um homem simples, um político defensor daqueles que acreditam em suas propostas. É assim que se define Duciomar Costa, prefeito reeleito com o maior índice de diferença na história da reeleição em Belém.
Hoje aos 53 anos, Duciomar chegou a Belém aos sete e foi morar com os pais e mais 12 irmãos no bairro do Guamá. Duciomar, o Dudu, se apaixonou à primeira vista pela capital paraense.
Foi aqui que ele iniciou os primeiros passos de uma trajetória política de sucesso. Natural de Tracuaeua, localizada na região Bragantina, nunca esqueceu suas raízes. É o homem do povo que coloca o trabalho e a humildade a serviço da coletividade.
Duciomar é filho de Antonio Costa (in memorian) e Maria Lima da Costa, que tem 92 anos e até hoje é sua maior conselheira. Pai de Caroline, 27 anos; Jackelyne, 22; e Ducyomara, 19 anos, há quatro anos ele se tornou avô pela primeira vez e hoje já tem um casal de netos.
Formado em Ciências Jurídicas pela Universidade da Amazônia (Unama), concorreu a um cargo eletivo pela primeira vez em 1988. Chegou à Câmara de Vereadores, em uma eleição que, na opinião do próprio Dudu, aconteceu "por vontade de Deus", já que obteve apenas 1.384 votos em uma campanha 'boca-a-boca' e sem apoio de ninguém, mas entrou graças às sobras de votos de legenda.
Com o empenho e o forte trabalho deflagrado nas ruas, nos bairros, junto à comunidade, Duciomar passou a ser o candidato mais votado nos pleitos seguintes, exceto nas eleições de 2000, quando ganhou a confiança do povo de Belém, com 341 mil votos, e ficou a apenas 8 mil votos de conquistar o cargo de prefeito da cidade.
Nas eleições de 1992, Duciomar foi eleito vereador com 5 mil votos. Em 1994, já concorrendo ao cargo legislativo de deputado estadual, foi eleito com mais de 10 mil votos, sendo reeleito em 1998 como o deputado mais votado, com 50 mil votos. O mesmo aconteceu com a sua eleição para o Senado Federal em 2002, em que a expressiva votação de mais de um milhão de votos fez dele o senador mais votado do Pará.
No Senado, teve uma atuação de destaque, conquistou a amizade pessoal do presidente Lula e foi eleito o líder da bancada de sua legenda, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Duciomar abriu mão desse momento político no Senado não só pelo sonho de governar Belém, mas por acreditar que tinha uma dívida com o povo da cidade, que sempre contribuiu com todas as suas eleições para os cargos legislativos.
"Voltei por acreditar nessa luta pelos mais necessitados, como ocorreu no Senado, onde mesmo sendo de um partido da base aliada do governo federal, não relutei em me manifestar contra o governo quando as propostas iam contra os interesses do trabalhador e das pessoas carentes, como ocorreu com a Reforma da Previdência Social, na qual fui voto contrário", afirma.
Como prefeito de Belém, Duciomar concluiu obras que foram deixadas paradas, sem recursos e até sem projeto, como o Complexo Viário do Entroncamento, a avenida João Paulo II, o Bondinho e Estação Gumercindo Rodrigues, a Nova Feira da 25 e a Nova Vila da Barca, entre outras.
Duciomar fez muito mais. Tirou Belém da condição de inadimplência junto ao governo federal e aos órgãos internacionais e captou recursos para grandes obras, como o Portal da Amazônia, que inclui a avenida Beira-rio, com uma nova orla e não apenas janela para o rio, com mais de seis quilômetros de extensão e toda infra-estrutura necessária.
Destaque ainda para a macrodrenagem da bacia da Estrada Nova, que vai beneficiar 350 mil pessoas em 10 bairros de Belém e acabar com os alagamentos na cidade. Outras obras de saneamento e assistência social também mudaram a cara de Belém, como a primeira etapa da Nova Vila da barca, que já beneficiou 146 famílias com casas novas e geração de renda - e ainda vai chegar a 600 famílias -, além da urbanização e alargamento da avenida Duque de Caxias e mais de 1.300 ruas asfaltadas em todos os bairros.
A Faixa Cidadão (calçadas livres de obstáculos), o Novo Radical Park com pista de skate e cross, Via Parque Marquês de Herval com ciclovia, Presidente Vargas sem ambulantes, Escola de Pesca, Escola Nativa, mais de 40 mil jovens e adultos formados pela inclusão digital do Fundo Ver-o-Sol, a cidade livre de epidemia da dengue e com 84% de cobertura nas campanhas de vacinação, além da distribuição gratuita de uniformes escolares e muitas outras ações de cidadania marcaram os primeiros quatro anos de gestão.
Com essa mesma determinação Duciomar pretende continuar o trabalho, concluindo o Portal da Amazônia, o Pórtico Metrópole (super passarela no Entroncamento), a segunda e terceira etapas da Vila da Barca, o asfalto nos conjuntos residenciais, a construção de mais creches e muito mais obras para manter Belém como a grande Metrópole da Amazônia.
Anivaldo Vale
Anivaldo Vale é o melhor vice-prefeito que uma cidade pode ter. Quem afirma é Duciomar Costa, que ao escolhê-lo, contou com o aval de todos os 10 partidos que fazem parte da coligação "União por Belém". Melhor por vários motivos. O principal deles, é que Anivaldo é um homem de trabalho, realizações e muita vontade de ajudar Dudu a construir a Metrópole da Amazônia.
Programa Luz no Campo - Um vice que tem muita história de trabalho para contar, e que vem, ao longo de sua trajetória política, beneficiando a população carente e necessitada do Estado e de Belém. Foi Anivaldo Vale quem ajudou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a criar o Programa Luz no Campo, que atendeu com energia elétrica 8 milhões de famílias em todo o país.
E mais, o programa alavancou a indústria e economia brasileiras gerando 241 mil empregos diretos e indiretos com a produção de mais de 3,7 milhões de postes, 569 mil transformadores e 709 mil km de cabos, o equivalente à distância de mais de 17 voltas em torno da terra.
No Pará, 139 municípios, dos 143 que o Estado possui, foram plenamente atendidos pelo trabalho do candidato a vice de Dudu 14, com energia elétrica, programas sociais de assistência, escolas e muito mais. O mineiro da cidadezinha de Ipanema, localizada na zona da Mata, desde cedo ofereceu o seu trabalho para conquistar o bem-estar da sociedade.E é exatamente isso que Anivaldo vai oferecer à população de Belém: "o trabalho não só que o povo vê, mas aquele trabalho que fica para beneficiar e mudar a vida das pessoas".
Uma história de muito trabalho
Com os pés fincados neste chão há 33 anos, Anivaldo tem 63 anos, cinco filhos e cinco netos. Pai dedicado, avô amoroso, ele entrou na política depois de uma vida inteira de trabalho duro como bancário. Depois de atuar como balconista e funcionário público municipal, Anivaldo Vale concluiu o curso de Contabilidade, passou no concurso do Banco do Brasil em 1968 e veio conquistando vitórias em uma carreira de sucesso profissional inquestionável.
Foi auxiliar de cadastro, fiscal da carteira agrícola, chefe da carteira agrícola, sub-gerente, gerente de várias agências, até que alcançou o posto máximo no banco - superintendente nos Estados do Acre, Pará e Amapá, mais Rio de Janeiro. Foi ainda membro do Comitê de Orçamento e Planejamento do Banco do Brasil durante cinco anos pelas regiões Norte e Nordeste, e membro do cobiçado Conselho Monetário Nacional. Depois da juventude e maturidade no Banco do Brasil, ele foi diretor e presidente do Banco da Amazônia, para o qual dedicou sua força e experiência.
Destaque na Câmara Federal
Em 1994 atendeu o convite e apelos para entrar na vida pública. Em 1994 disputou uma eleição difícil. E venceu. Obteve 41,8 mil votos e foi o terceiro deputado federal mais votado do Estado. Na segunda eleição, o povo deu a ele 66,8 mil votos, o terceiro mais votado do Pará e o mais votado da coligação que elegeu Almir Gabriel para o segundo mandato de governador do Estado.
Na terceira eleição, novo recorde de votos: 112, 8 mil, o mais votado da coligação que elegeu Simão Jatene ao governo do Pará. "O crescimento desses votos em cada eleição conteceu em função de muito trabalho", revela. Foi a larga experiência que lhe ajudou a abrir as portas em Brasília e se destacar como parlamentar.
Anivaldo Vale foi membro da Comissão de Orçamento da Câmara Federal e de seus mandatos. Além de obras para o povo simples de Belém e do Pará, ele conseguiu mais, muito mais. É de sua autoria a criação da Comissão da Amazônia e do Desenvolvimento Regional, que discute o presente e o futuro da região mais cobiçada do planeta. "Só temos essa Amazônia no mundo. Por isso criei a comissão para ser um núcleo de discussão". Participou recentemente da cerimônia que comemorou dez anos de criação da comissão, que teve até o lançamento de um selo, pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
UFRA: Conhecimento a favor da Amazônia
É também de Anivaldo Vale a responsabilidade pela criação daprimeira Universidade Federal Rural da Amazônia, a UFRA, em Belém, antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP). "Foi Deus que me deu uma força para ir essas conquistas", declara.
Para esta disputa à Prefeitura de Belém, a expectativa para a campanha é de muito trabalho. E não poderia ser diferente. Anivaldo e Duciomar têm uma longa parceria e, como ele próprio define, "uma amizade respeitosa". "Duciomar abraçou a bandeira do trabalho, que também é a minha. Posso testemunhar que o Duciomar trabalhou muito em Brasília.E esta nossa parceria é saudável, é uma parceria entre duas pessoas que se respeitam, de dois amigos, e que estão com o mesmo compromisso de trabalhar", finaliza.

Comus

12/16/2008

José Wilson Malheiros


COMO CONTRIBUIR PARA UM MUNDO MELHOR

Neste mes de dezembro, quando quase todo mundo já está em pleno espírito de festas, é de boa conveniência que, dentro do possivel, falemos de amenidades, de temas mais suaves.
Entenda-se, porém, que a suavidade é só na aparência, já que têm uma importância imensa em nossa sobrevivência enquanto espécie humana.
Falo do respeito à ecologia, da poluição, dos cuidados que devemos ter com o planeta.
Existem diversas maneiras de contribuirmos para tornar o nosso mundo melhor.
Quando chega agora o fim do ano muita gente faz as mais variadas promessas: deixar de fumar, emagrecer etc e tal.
Mas existe uma maneira muito especial e efetiva de tornarmos nossa vida e este nosso planetinha, esta nave espacial diminuta na qual viajamos, um pouco melhor, bem mais habitável.
Já que é época de promessas, então vamos tentar fazer a parte que nos cabe nesse processo todo, prometendo no ano novo agir não só em beneficício próprio, mas em prol da Terra, também.
Por exemplo, adote posturas que diminua mais a emissão dos famigerados gases do efeito estufa.
Quando for às compras, seja um consumidor consciente, adquirindo produtos que garantam a famosa sustentabilidade, como eletrodomésticos que consumam menos energia (essa dado já é fornecido no próprio produto desde a loja).
Procure diminuir a utilização das sacolas plásticas e de produtos feitos com o mesmo material, colabore na reciclagem do lixo urbano.
Tente fazer uma boa seleção dos fabricantes do produto que você está adquirindo.
Se são empresas poluidoras, descumpridoras das legislações trabalhistas, de segurança, do meio ambiente etc.
Trabalhe pela construção, por exemplo, de um metrô para que você possa deixar o carro em casa, economizar dinheiro e poluir menos a atmosfera de nossa cidade.
Belém do Pará já comporta, sim, um metrô, embora os custos de execução, não podemos esquecer, sejam caríssimos.
Não se deixe envolver totalmente por noticiários da crise que envolve os países ricos.
Eles dizem que estão em crise pois que estão deixando de ganhar uns centavinhos a mais, pois estavam e estão acostumados a faturar bilhões e bilhões.
Agora mesmo a imprensa está noticiando que um enorme grupo econômico americano vinha praticando a picaretagem em cima de seus clientes, fazendo a conhecida corrente.
Ora, quanto maior o porte, seja ele econômico ou de outra natureza, mais cresce a responsabilidade.
Neste caso específico não é crise. É, repito, picaretagem pura!
No ano novo procure fazer a sua parte.
Sabemos que é difícil, mas não custa tentar.
O Presidente da Republica está mandando todo mundo consumir.
Em épocas passadas um Presidente já falou: “plante que o João garante”.
Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

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Bertoldo Couto foi diplomado

Foto: Lucivaldo Sena - Ag.Pará

O amigo – e camarada - Bertoldo Couto (PPS), eleito prefeito de Marituba, nas eleições de 5 de outubro de 2008, foi destaque durante a cerimônia de diplomação dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos nos municípios de Ananindeua e Marituba.
A cerimônia aconteceu na manhã dessa segunda–feira/15 na sede do Ministério Público em Ananindeua.

12/15/2008

Um cronista e sua amizade especial


Olga Borelli não é um nome conhecido do grande público. Somente quem se interessa pela biografia de Clarice Lispector sabe de quem se trata. Ela foi uma das amigas mais fiéis que Clarice teve nesta vida. E tudo começou por acaso. Olga estava à frente de uma promoção beneficente e um dos itens a ser vendido eram livros de Clarice. Para valorizar o produto, venceu a timidez e ligou para a autora, perguntando se podia autografar os exemplares. Clarice topou e, se não me engano, deixou os livros na portaria do prédio onde morava. A promoção foi um sucesso e, quando Olga voltou à casa de Clarice para deixar umas flores, em agradecimento à gentileza, foi recebida com um cartão, no qual a escritora pedia àquela desconhecida que fosse sua amiga. Quando Clarice morreu, em 1977, Olga era a mais querida e dedicada das amigas que alguém poderia querer ter. Histórias assim, claramente escritas, dão à amizade um gosto especial de bem-querer. Minha amizade com o Denis Cavalcante não começou com um gesto dessa natureza, mas eu consigo pontuá-la direitinho.
Era inverno no Rio e estávamos, com nossas famílias, no Rio Sul. Em julho, os paraenses se encontram no Rio. Eu identificava o Denis, mas a figura ignorava minha existência. Ele estava em frente de uma loja finíssima, quando me aproximei e o cumprimentei. Ele fez aquela cara de Denis-que-fala-por-educação. Até hoje, jura que eu inventei esse encontro. Como do Denis vale a pena ser amigo e com ele jamais discutir pontos de vista, nem naquele, como em outro qualquer outro instante, pedi para sermos amigos. Ele também não acenou com um sinal relevante, mas isso é o de menos. Quando alguma coisa tem que acontecer, ninguém duvide: acontece.
Aos poucos, aquele cara de Belém foi deixando de ser estranho ao carioca de Botafogo, que veio parar aqui e nunca mais foi embora. Um dia, quando os dois perceberam, já tinham deixado para trás as terras da amizade e passaram a habitar o território da fraternidade. De repente, já me sentia 'fratello' do Denis. Tal como foi um dia o querido Luís Roberto Meira, que também gostava dele como se ama um irmão. Assim como eu, o Luís Roberto era uma pessoa que vivia a subjetividade ao extremo. Ao contrário de nós dois, o Denis é a própria exterioridade. E tão estranho como duas pessoas tão diferentes terem tantas afinidades, é o fato de se quererem tão bem. Amizade não precisa de permissão para acontecer e, principalmente, para se solidificar. Vai nascendo, criando raízes e, quando se percebe, já é cumplicidade. É uma loteria na qual se ganha todos os dias. Do Denis, ou se gosta, ou não se gosta. Não há meio termo. Eu gosto muito, muito dele, porque conheço, como pouca gente, sua alma boa.
Tirando o caso de Clarice, só vivi uma experiência de poder escolher uma pessoa para ser amiga e com ela, há três décadas, repartir o melhor afeto de seu coração. Como escrevi há muito tempo, aqui mesmo, em O Liberal, seu nome não digo porque está escrito em cada palavra desta crônica-quase-balada'. Mas quando a amizade acontece, é possível até que ela vire uma história. A minha amizade com o Denis acabou virando mais do que uma história. Ela se transformou em livro. O livro se chama 'Rio Memória' e vamos autografá-lo hoje à noite, na AP da Presidente Vargas. Considero o Denis um cronista de verdade. Como amigo, ele também é extraordinário. Ninguém se arrisca a dividir um livro com uma pessoa que, no mínimo, não seja especial. Para mim, o Denis é mais do que especial. É um irmão.

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João Carlos Pereira

Transcrito de “O Liberal” - 15.12.08

Amigo Aldemyr Feio!

Como leitor assíduo do seu jornal eletrônico, fico feliz por saber que a cultura aqui em Icoaraci já se encontra em fase de nascimento; inclusive com a participação da Biblioteca Municipal, uma vez que esse belo prédio da Siqueira Mendes, a nossa “Primeira Rua”, já se encontrava em ruínas!
Aí pergunto pra onde vai Patrimônio Histórico?
Porém, com essa ênfase, e que me coloco à sua disposição para fazer doação a essa Biblioteca Municipal Avertano Rocha, orgulho da nossa – da sua – Vila Sorriso de Icoaraci, de um Piano, faltando apenas poucos reparos.
Tenho certeza que o Município se interessará; e certamente fará os pequenos reparos. Esse piano, acredito, servirá de incentivo maior aos jovens de Icoaraci, onde se quer nem sabem da importância de um violão!
Só faço uma exigência: que o piano, que serviu a minha família, há tantos anos,seja colocado no salão principal da Biblioteca de Icoaraci.
Quero saber se o Município aceita essa minha condição. Se aceitar, farei a doação urgente, com muita alegria!
Um abraço.

Jivago Caldas Rolim
Icoaraci

EM TEMPO: Diga para o escritor e “restauranteur” Dênis Cavalcante, que me encantei com aquela salada mostrada na foto. Quero a receita. Meus cumprimentos pela nova obra.

12/14/2008

Dênis Cavalcante. Um carioca que virou paraense


Dênis de Oliveira Gomes Cavalcante, ou simplesmente Dênis Cavalcante - ocupante do espaço da crônica das sextas-feiras da 2ª página do Caderno Magazine de “O Liberal” - nasceu a 62 anos no Rio de Janeiro no esplendor do verão carioca. Desde cedo aprendeu a amar o Botafogo e desfrutar a vida maravilhosa da cidade do mesmo nome.
Aos 13 anos veio com os pais para Belém, onde viveu toda a sua juventude e onde, também, começou iniciou a sua profissional.
Foi vendedor de cachorro quente, foi ourives, foi marceneiro e logo depois – carioca, é bobo? Pois, sim – transformou-se num dos maiores representantes de moveis (simples e de estilo), além de empresário do ramo em Ananindeua.
Fazendo jus ao adágio quem vai ao Pará, parou, ficou, namorou, casou, uniu-se a Rejane, e com ela teve um casal de filhos, o Junior e a Juliana.
Escolheu o Remo para torcer.
Após deixar o comércio e representação de móveis – muitas residências em Belém, Ananindeua e alguns municípios próximos estão ornados com os moveis vendidos pelo Dênis – resolveu partir para a compra e venda de livros (novos e usados). Montou um “sebo” na Travessa Campos Sales, onde permaneceu por oito anos.
Comentam que o “cariocão papa chibé” nunca deixou ninguém na mão. Se algum precisasse de algum titulo – seja de que área fosse – ele sempre dava um jeito de conseguir.
Era a salvação dos vestibulandos!
Neste ínterim, como sempre gostou do estilo “crônica”, escreveu dois livros: “A Felicidade é Azul” (esgotado),” Sobre o Amor e Outras Coisas” (quase esgotado) e “Rio Memória”, junto com o jornalista e escritor João Carlos Pereira, mesmo sem lançado oficialmente – o que acontecerá nesta segunda-feira/15, as 19 h na Assembléia Paraense - já está dando o que falar.
Foi mais além. Em março ingressou na Academia Paraense de Jornalismo, eleito por unanimidade. Ocupa a Cadeira nº 15, cujo patrono é Ferreira Pena.
Dênis Cavalcante além de suas múltiplas atividades, sempre encontrou tempo para uma dos seus “hobbies” prediletos: a cozinha.
Observando a necessidade de expandir os seus negócios, adquiriu um imóvel na Travessa D. Romualdo de Seixas, 571, em frente à Clínica da Criança – a dois passos da Avenida Senador Lemos - com a intenção de montar o seu restaurante e melhor acomodar a livraria.
E mandou ver.
Fez uma reestruturação em regra na casa; em quase dois meses está fazendo o que sempre sonhou. Na parte da parte da frente construiu seu Restaurante – simplesmente chic e aconchegante – nos fundos instalou a livraria, com o apoio do fiel “Machadinho” que o acompanha há quase dez anos. Ele cataloga todos os livros (doados e comprados) num “notebook”, tendo ao lado uma balança onde pesa os livros comprados a quilo internet.
E a coisa está indo bem;
No andar de cima Dênis construiu o escritório da empresa, local onde descansa, medita e escreve - inclusive a crônica das sextas-feiras.
Nessa quinta-feira/11, por volta das 15h30, fui conhecer o Restaurante do Dênis – como disse, chic e aconchegante – sendo recebido na porta pelo próprio dono da casa, que não me conhecia. Nem eu a ele.
Passei direto para a livraria; mas deu para observar que o próprio Dênis é quem administra a cozinha e prepara os quitutes.
Ofereceu-me uma bebida. A que eu quisesse. Como sou um pouco abstêmio, o dono da casa fez questão de preparar um suco de acerola do outro mundo!...
O homem é elétrico, não pára.
Aliás, parou, sim: às quatro da tarde subiu para escrever a crônica que os senhores leram n´O Liberal e aqui neste espaço eletrônico.
Detalhe: o empreendimento não está concluído. Existe uma área nos fundos da livraria destinada àquelas pessoas que desejam saborear um drink - só ou acompanhado – sem serem incomodados, tendo apenas a lua como cenário.
Ao sair, adquiri um livro. Não poderia ser diferente. Ainda me encontrei no restaurante com professor Carlos Silva (Professor Carlão), Consultor Empresárial que não o via faz tempo. E bote tempo nisso.
Botamos o papo em dia. Foi ótimo.
No um espaço ao lado do prédio está sendo está sendo construído o estacionamento.
Também está sendo preparado um espaço destinado às recepções aproveitando os altos. Em fase terminal.
Os senhores ainda vão ouvir falar – e muito – do salão de Recepções do Complexo Baú de Dênis Cavalcante. Será o novo “point” da cidade.
Eu disse que ia escrever uma crônica sobre a minha visita.
Acho que me estendi um pouco.
Dênis Cavalcante - mais um carioca que se tornou paraense – e belenense - como qualquer um de nos.
Ah, sim: Confrade.... que tal uma reunião da Academia Paraense de Jornalismo /APJ, no seu estabelecimento?
Tá chegando o NATAL!

12/11/2008

Dênis Cavalcante


Quem não sabe, é como quem não vê

“Carro velho é como asma: melhora, mas nunca fica bom” (Legenda de caminhão)

D
esde que me entendo por gente, automóvel é condução. Basta me levar numa boa, ter ar, um sonzinho maneiro e direção – dou-me por satisfeito. Dispenso vidro elétrico, jance de magnésio, descarga barulhenta, suspensão rebaixada, painel futurista, som de boate, teto solar... Nem pensar! Ia me esquecendo: faço questão de um porta-malas espaçoso, que beba com parcimônia – de preferência – total - flex. Em suma: BBB (bom, bonito e barato). Seguro, nem pensar! Pra que? Dirijo ha décadas e até hoje jamais provoquei um acidente. E olha que já fui proprietário de maquinas antológicas. A primeira, um DKW Vemag igualzinho ao do saudoso Aguilera, pai do Raul. A única oficina autorizada de Belém que mexia neles, era a do Bria, craque paraguaio que fez sucesso jogando no Paissandu. Boaventura, quase esquina com a Quatorze. Tempos que trazem suaves e inesquecíveis recordações.
Tempos depois, adquiri dois fuscas, um Maverick, Corcéis I, II, um guloso Landau 79 abarrotado de multas impagáveis. Herança maldita de um bicheiro carioca, recém chegado a Belém. Impossibilitado de sustentá-lo, repassei o pepino pro boa praça Mauricio Chaves. Depois vieram Monzas, Escortes, Fiat 147 (uma bomba), Vectra, L 200, Galant, Corolla...
Carro bom é carro novo. Tem coisa melhor do que o cheiro que dele exala? Pena que dure tão pouco. Não importa a marca, o preço, o estilo, a potencia do motor. Dou à mão a palmatória pro Henrique Silva - dileto primo postiço. Cansei de ouvi-lo repetir a exaustão. “Se puderes, troque de carro assim que expirar a garantia”. Mas nem sempre é possível.
Todo esse arrazoado porque um dia desses um corretor me abordou na Oswaldo Cruz..
- Quer vender?
- Quanto vale o meu?
- Vinte e três, vinte e cinco mil. Aceitamos troca – o senhor não se interressa por um Audi, BMW, Mercedes, semi-novos? Não dá prego, dor de cabeça. A troca é rapidola, o financiamento imediato. 48 suaves prestações.
Égua! Sou obrigado a confessar: sempre quis ter um alemão!
Peguei o cartão do chapa e segui viagem. Semanas depois, o carango me deixou na mão. Pensei em chamar o Touring. Que droga! Sócio benemérito, remido, sem nunca ter usado as benesses, quando necessito – estava extinto. Algo como pagar um plano de saúde a vida inteira e quando aparece uma mazela: “Procure o SUS”! O jeito foi procurar o Zezinho, o Rei das Baterias. Num piscar de olhos, ele vaticinou: bateria!
Pechincho e a batera morre em três onças. Beleza. Nisso chega uma BMW nas últimas. Foi estacionar e literalmente - mor-reu. Guardadas as devidas proporções – era como se um paciente chegasse fumado à Emergência de um hospital particular. Enfermeiros (mecânicos), médicos, intensivistas – um Deus nos Acuda. Só que o paciente (no caso o carro) não possuía plano de saúde.
Assisti de camarote ao diagnostico preciso e pessimista do Zezinho. Condenou gerador, bateria, velas, dínamo...
Resumo da Ópera: 1800 pilas!
Exultemos todos nós, felizes proprietários de automóveis usados. Caveirinha, Vado, Tony, Yuri, Laríssia, Morgado, Zeca Pimentel... Carro é como contador, advogado, médico, vizinho, amigo, mulher... Se for trocar, melhor conhecer a fundo suas vontades, suas virtudes – e os defeitos também.

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cronista9@hotmail.com

LURDINHA BEZERRA recomenda


ALMIRZINHO GABRIEL lança
seu novo disco “Vidaboa”
no Ballroom

Cantor e compositor paraense de grande sucesso – quem não lembra e já cantou "Sacramenta-Nazaré" ou o "Zouk da Naza"? – o nosso Almirzinho Gabriel, ou Gabriel Gabriel (nacionalmente ele está se apresentando com esse nome), lançou há quase dois meses simultaneamente em São Paulo, demais estados do Sul e Sudeste e, claro, aqui em Belém, o seu novo CD intitulado Vidaboa.
Por aqui o lançamento oficial acontece neste sábado, dia 13 de dezembro, com um super show na Casa de Shows e Espetáculos Ballroom.
Detalhe - Com 20 anos de carreira, o "Vidaboa" registra um pouco de tudo que Almirzinho já viveu na música popular, tudo junto da sua nova banda Tzandai. "É um disco alto-astral. Longe de quaisquer presilhas musicais, com 11 músicas compostas nos últimos anos – dez delas inéditas - mesclando ritmos como carimbó, zouk, xote, rock, pop e até mesmo soul music internacional. Tudo para fugir do regionalismo puro”, festeja. “Me considero um compositor da música popular paraense, mas nem por isso 'visto' a terra e fecho os olhos para o mundo. Na verdade, ouço música de todos os cantos, junto à sonoridade local e daí sai um terceiro som, que não é regionalista, e sim eclético, global', explica.
Produzido por Almirzinho e Chico Neves, no Rio de Janeiro, o álbum foi totalmente gravado em Belém em 2006, com a participação de um seleto time de músicos daqui; mixado e masterizado em São Paulo por Evaldo Luna. Os arranjos são coletivos, todas as canções são assinadas por Almirzinho.
Participaram da gravação do CD os músicos Davi Amorim, guitarras e violão aço; Baboo Meireles, baixo e violão nylon; Jonas Dantas, rhodes; Edvaldo Cavalcante, bateria; Esdras Souza, sax barítono e flauta; Humberto Araújo, sax tenor e soprano; Jô do Trombone, trombone; Gabriel, voz, banjos e guitarra; Nazaco Gomes, percussão; Adelbert Carneiro, baixo e co-produção em Belém. Finalmente, o CD foi finalizado, prensado - com o apoio do selo paraense Ná Music, do produtor Ná Figueiredo.
Show – O show deste sábado, no Ballroom, vai apresentar de maneira mais próxima as novidades do novo CD de Almirzinho Gabriel, e, claro, relembrar os sucessos dele que todo mundo curte. Esta apresentação também contará só com a participação de músicos da terra, entre eles Adalbert Carneiro, Davi Amorim, Jonas Dantas, Edvaldo Cavalcante, Esdras Souza, Daniel Delatuch e Jô do Trombone.
Banda Tzandai – O nome da nova banda de Almirzinho é uma maneira de valorizar a nossa região, a Amazônia, e se destacar lá fora em meio a tantas bandas brasileiras. Para quem não sabe o que é Tzandai, ele explica: "é uma espécie ainda pouco conhecida de primatas da Amazônia, com hábitos sexuais muito parecido com os humanos - copulam também por prazer. As fêmeas ingerem umas sementinhas após a brincadeira e evitam a gravidez. Os machos mudam as cores da bolsa escrotal entre o azul claro e o lilás como forma de atraí-las. Só são encontrados em áreas muito remotas, no coração mole da floresta".
SERVIÇO: Lançamento do CD Vidaboa, de Almirzinho Gabriel, neste sábado, 13 de dezembro, a partir das 22h00, na Casa de Shows e Espetáculos Ballroom (Travessa Piedade, 587, entre Tiradentes e Henrique Gurjão. Ingressos antecipados lojas Ná Figueiredo.
Informações: (91) 3224-8948 e 3249-0770.

Confiram a programação do BAR BOTTUS

Na quinta Wanderley Ribeiro contando com voz e violão muito MPB; na sexta tem MPB e MPP com Wanderley Ribeiro e Serginho Frade com voz e violão, a partir das 21h.
Sábado, a partir das 18h o BOTTUS começa com show da Banda Quatro. Com. fazendo um repertório dos anos 70 e 80, com muita jovem guarda. Em seguida o samba chega a partir das dez da noite com muito samba com Marquinhos Melodia e convidados.
No domingão a casa vem de samba de raiz com o Toni MELODIA e convidados a partir das 19h.e dia 30 de novembro a VIII FEIJOADA DOS BAMBAS.
Bar Bottus fica na Curuça com Soares Carneiro- Telegráfo,
Como eu sempre digo não tem que errar.
Informações-99136464

CHOPERIA ROTA 316

Programação musical da semana:
3ª feira - 18h - Geraldo Sena & Banda ●● 21h - Zé Old & Banda ●● 22:30 - Dança dos Garçons e Clube dos Músicos
4ª feira - 18h - Jorge Eggs & Banda ●● 21h - Chinatown & Banda
5ª feira - 18h - Edgar Jr & Banda ●● 21h - Geraldo Sena & Banda
6ª feira - 18h - Léo Menezes & Banda ●● 21h - Banda 3D ●● 23:45 -
Emerson Silva & Banda
Sábado - 18h - Paulo Vale & Banda ●● 21h - Jean Gadelha & Banda ●● 00h - Zé Old & Banda
Desde o dia 1º de dezembro, e todas as segundas. a Chopperia ROTA 316entra na rota do samba e abre espaço para samba de raiz, samba no pé - uma nova rota do samba, com muita alegria e suinguieira, a partir das seis da tarde, com Meio Dia da Imperatriz, Marquinhos PS e convidados. Quem não gosta de saúdem já diz o autor/sambista: “bom sujeito não é;/ é um da cabeça ou doente do pé”. Como você tem cabeça feita, é sadio e sabe dizer no pé, aproveite e pinte por lá. Fica na BR 316.

Embaixada lança Samba Enredo no domingo

Conforme informei neste domingo dia 14 de dezembro, a escola de samba do bairro do SAMBA E DO AMOR – Pedreira - a Embaixada de Samba do Império Pedreirense, que tem como presidente ALEX JORGE, lança numa grande rodada de samba regado à feijoada, o Samba Enredo. A escola vem para o Carnaval de 2009 com o tema- CURRO VELHO- FABRÍCA DE TALENTOS, do carnavalesco Jean Negrão.
A festa acontecerá na sede do PARÁ CLUBE, a partir de meio dia (!!!), com a participação dos sambistas paraenses Bilão da Canção, Toni Melodia e interpretes da escola e como convidados especiais SERGINHO DO PORTO, KLEBÃO EX- SENSAÇÃO e as mulatas BOM BOM ou GRACIANNE do Rio de Janeiro.
Uma graças de meninas!!!!
Na sexta-feira, dia 12, o interprete KLEBÃO fará uma prévia do show na casa BOTEQUIM, junto com o músico paraesne Toni Melodia e Grupo,a partir das 23h.

Programação Cultural da "Elite do Norte"

A coleguinha Áurea Gomes aproveita o embalo e mande dizer que a Tuna Luso, todas as sextas-feiras tem show da Banda Vila Real Show e Creuza Gomes.
No dia 12 - O grande encontro de Haroldo Reis e Cleide Moraes.
Dia 31- Reveillon Cruzmaltino com Cleide Moraes e convidados.
Aos domingos, no Castelinho, Cleide Moraes, a Rainha da Seresta e seus convidados especiais, comandam a festa, no horário de 17h00 até as 23h00.
Ingressos R$10,00. Sócios do clube após as 15h00 pagarão apenas R$ 5,00.
Lembrete: A Tuna Luso Brasileira fica na Av. Almirante Barroso em frente ao 2º BIS. Informações: 3219. 2805/ 3231.3410/ 8811.7121.
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Clube do Samba, amanhã
E não esqueçam neste sábado/13, a partir do meio dia no sonzão da nossa Rádio Cultura FM, Clube do Samba com um monte de atrações. Curta o nosso recado e alegre a sua vida, com o Samba de Raiz, genuinamente paraense.

Produção: Nossa, é claro!

Comando: Janjão

Beijos e Inté pra semana

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12/08/2008

Antônio Cavalcante


TROTE NA J. ALFREDO

Na segunda metade da década de sessenta do século XX havia concluído o colegial, etapa de nossa vida estudantil correspondente ao segundo grau. Uma nova era de descobertas e afirmações nessa fase da adolescência, ou melhor, no seu ocaso, começávamos a nos sentir mais adultos, saíamos de nossa aparência imberbe, com o corpo já definido pela massa muscular adquirida em nossa passagem pelo quartel e a cabeça voltada para fora de nosso universo secundarista, aspirando uma vaga na Universidade, o sonho de todo jovem até hoje.
Belém contava aquela altura com os seguintes cursos superiores: Administração, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Direito, Geologia, História, Geografia, Medicina, Farmácia, Odontologia, Química, Engenharia, Arquitetura, Química Industrial, Serviço Social, Filosofia, Física, Matemática e Letras, todos vinculados a recém criada Universidade Federal do Pará - UFPA. Além da antiga Escola de Agronomia da Amazônia depois Faculdade de ciências Agrárias do Pará - FCAP, atual Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA com seu curso de: Agronomia.
Se hoje passar no vestibular é uma vitória com direito a todos os excessos etílicos, imagine naquela época, que além de serem poucas vagas, somente existiam aquelas unidades de ensino superior já citadas, além do sacrifício para participar do exame de seleção, pois era exigidos o paletó e gravata para os homens e traje social para as mulheres, todas as provas eram eliminatórias. Após a correção da última prova, o “listão” dos aprovados era entregue aos órgãos de imprensa para a divulgação. A cidade como hoje, vivia uma festa só, mas a festa mais esperada, quem promovia não eram os cursinhos, nem os colégios secundaristas como atualmente, mas sim, os diretórios acadêmicos dos cursos existentes na época, quanto mais forte o diretório, maior a festa de recepção aos calouros que ingressavam na vida universitária, uma verdadeira passeata com sabor de vitória.
Eram contratadas bandinhas e batuqueiros das Escolas de Samba. Geralmente a concentração era na porta das faculdades, de onde saiam pelas ruas da cidade em direção ao Centro de Belém, mais precisamente até a rua Conselheiro João Alfredo o ponto de encontro de nossa geração. Vinham com faixas e cartazes com críticas ao poder político de então, sob o olhar atento dos arapongas de plantão, e das polícias estadual e federal para controlar não apenas aqueles que se excediam na bebida, mas também as lideranças universitárias, consideradas um verdadeiro perigo ao regime de exceção recém implantado no país.
Geralmente essas fanfarras acadêmicas eram realizadas nos primeiros sábados que antecediam o carnaval, sendo que o trote geral era o mais esperado, pois congregava todos os calouros das unidades de ensino superior existente, Como que mostrando para a sociedade a nata ilustre do saber e do conhecimento daquela Belém provinciana com ares de metrópole. No eixo Santo Antônio, João Alfredo por volta das 11:00 horas da manhã quando se ouvia os primeiros acordes da bandinha contratada, alguém gritava lá vem o trote! Os comerciantes procuravam cerrar a porta de seus estabelecimentos para proteger seus clientes e mercadorias, até aquela onda irreverente passar. Numa verdadeira troça carnavalesca, pois vinham cantando marchinhas e sambas conhecidos, acompanhados pela banda de música já aquela altura envolvida naquele clima de descontração total, mandava brasa nos sucessos carnavalescos daquele ano, mas a música que fazia realmente o sucesso no meio dos calouros era o samba do Martinho da Vila que dizia mais ou menos assim: “FELICIDADE! PASSEI NO VESTIBULAR MAIS A FACULDADE É PARTICULAR”, aquela letra dizia toda a emoção sentida pelo vitorioso estudante e seus familiares e amigos, tal e qual a marcha do vestibular composta alguns anos mais tarde, mais precisamente na década de 70 e imbatível até hoje em audiência e alegria durante a divulgação dos resultados dos vestibulares da atualidade. No final da passeata vinha uma carroça puxada a burro, onde estava a carga etílica que era distribuída em doses generosas aos participantes, era o combustível da alegria, necessário para dar vida ao trote. Ah! Ia me esquecendo do carro de propaganda volante (carro som) contratado para dar suporte aos oradores ao longo da manifestação.
Também os novos universitários promoviam o lançamento de ovos, talco, trigo nas pessoas conhecidas que encontravam no caminho, demonstrando uma alegria sem fim, como marco de uma vitória em que poucos alcançavam com o preenchimento das poucas vagas oferecidas e que com certeza para muitos, seria o grande marco divisor de suas vidas.

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Tatá Cavalcante

Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803 ● CEP: 66.053-050

12/07/2008

Cinco mil fiéis acompanharam o Círio de Nossa Senhora da Conceição


Foto: Mira Jatene







Um público estimado em quase cinco mil pessoas acompanhou o Círio de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas, Padroeira de Caratateua (Outeiro), nesse domingo/7. A romaria – que foi prestigiada pelo Arcebispo de Belém D. Orani João Tempesta - saiu às 8h14m da capela de São Francisco de Assis, no bairro de Brasília, percorreu um trajeto de seis quilômetros até Igreja-Matriz na Rua Manoel Barata, bairro de São João do Outeiro.
A berlinda com a imagem da Santa foi levada num carro com uma canoa, cercada pelas guardas de Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora das Graças,de São Francisco (Tapanã), Santa Edwirges (Mangueirão) e Nossa Senhora da Conceição.
O Círio fez várias paradas onde foram lidos e refletidos trechos da Palavra de Deus, seguidos de hinos. O povo demonstrou o amor e devoção à Mãe do Céu. As ruas e alamedas estavam engalanadas e enfeitadas com balões, bandeirinhas brancas e azuis; e as janelas das residências apresentavam toalhas, flores e imagens de Nossa Senhora. No trajeto ocorreram várias homenagens pirotécnicas, destacadamente as promovidas pelas famílias Puga, Moraes, Cruz, Policarpo, Filpo e Aldemir Gadelha, na Rua Manoel Barata.
Na esquina da Avenida Nossa Senhora da Conceição com a Rua Manoel Barata, aconteceu a homenagem da Administração Regional do Outeiro e seus funcionários, comandada pelo titular, Edriano João Ferreira, com faixas, soltar de balões e queima de pistolas, foguetões e morteiros.
Na chegada foi feita uma pequena exortação e agradecimentos, e celebrada a Missa Final por D. Orani coadjuvado por vários sacerdotes, inclusive o padre Jonas Teixeira da Silva, titular da Paróquia da Conceição do Outeiro e de oito ilhas adjacentes
Antes do encerramento do ofício religioso, o poeta, escritor e folclorista Apolo Monteiro de Barros, representante da comunidade outeirense, declamou um poema homenageando Nossa Senhora da Conceição das Ilhas. Em seguida D. Orani João Tempesta procedeu a benção final.
O tema do Círio do Outeiro deste ano “Com Maria, Mãe Missionária defendemos a vida e paz”, de acordo com D. Orani, reflete um desejo do pastor universal o papa Bento VI, em seus prounciamentos recentes. “Este é também o nosso desejo e sonho: fazer de nossa Paróquia uma casa de todos os irmãos e irmãs que vivem uma intensa e profunda comunhão. Um exemplo de paz, de profunda comunhão, de amizade, de acolhida, de conversão do coração, de vivência de uma fé autêntica. O mundo hoje precisa de gente que viva a paz e o amor aqui em nosso lugar ou em qualquer outro. Além disso, o Círio da Imaculada nós chama a reflexão do verdadeiro católico, temente a Deus e a Sua Igreja”, enfatiza.
A procissão que deu origem ao círio de Outeiro foi realizada no ano de 1953, com uma pequena caminhada, missa e leilão. Antes disto, eram realizadas novenas e ladainhas na residência do casal de portugueses Joaquim e Maria Marquês, que deram início ao culto à Maria na ilha de Outeiro. Com o aumento no número de fiéis, a procissão ganhou maior proporção e em 1994 foi construída a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em atendimento aos apelos da comunidade. Ontem, o evento completou 55 anos de realização.

12/06/2008

LURDINHA BEZERRA recomenda


A minha sobrinha Amanda Cantanhede Bezerra Almeida, de 17 anos, faz parte dos formandos do ensino médio do Colégio Universo, e vai comemorar o feito numa grande festa no Hangar, dia 11 de DEZEMBRO, às dez da noite.
Ela é filha de Isaías Almeida (in memorian) e da Ciça Cantanhede Bezerra.
Vejam como a família não nega fogo: todo mundo é bonito, abstraindo, é claro, euzinha aqui.

Agradecimento1

Bombou geral. É vero.
A VII FEIJOADA DE BAMBAS, foi puro sucesso e eu agradeço a todos que diretamente ou não, me ajudaram, prestigiando, divulgando,participando e, acima de tudo, acreditando na força do Samba.
E nesse Dia Nacional do Samba, estamos de alma lavada em ver que o samba como diz o grande sambista "NELSON SARGENTO", VERGA, MAS NÃO QUEBRA.
VIVA O SAMBA, VIVA OS SAMBISTAS PARAENSE.
FORAM MAIS DE 15 INTÉRPRETES, CANTANDO O BOM SAMBA, para cerca de 400 pessoas,
O SAMBA DE RAIZ,DE VERDADE, mais uma vez mostrou a sua força.
OBRIGADO, MESMO.
VALEU.

Agradecimento2

Estou enviando essa mensagem para compartilhar com os meus amigos, que sei, torcem por mim e pela minhas conquistas; e na oportunidade também agradecer a força, que me deram quando comprei (Ufa!) a minha casa na Rua Matilde, que hoje foi asfaltada; ou seja, valorizando e melhorando a qualidade de vida das pessoas que moram no bairro do Curió- Utinga, que há 46 anos não usufruia de serviços dignos de esgoto, água, saneamento básico e asfalto, é clarooooooooooooooooooo.
E viva o DUDU pelo cumprimento de sua promessa. Esse baixinho é demais. É de fé.
Obrigado a todos. Vamos comemorar e bebemorar no final do mês.
Todo mundo que se liga neste blog está convidado.
Não sei que a casa vai caber, mas a gente dá um jeito.
E se o nosso DUDU quiser pintar, seja bem-vindo.

Lançamento Samba Enredo

No próximo domingo dia 14 de dezembro, a escola de samba do bairro do SAMBA E DO AMOR – Pedreira - a Embaixada de Samba do Império Pedreirense, que tem como presidente ALEX JORGE, lança numa grande rodada de samba regado à feijoada, o Samba Enredo. A escola vem para o carnaval de 2009 com o tema- CURRO VELHO- FABRÍCA DE TALENTOS, do carnavalesco Jean Negrão.
A festa acontecerá na sede do PARÁ CLUBE, a partir de meio dia, com a participação dos sambistas Paraense Bilão da Canção, Toni Melodia e interpretes da escola e como convidados especiais SERGINHO DO PORTO, KLEBÃO EX- SENSAÇÃO e as mulatas BOM BOM ou GRACIANNE do Rio de Janeiro.
Um colírio para os olhos!

Bar BOTTUS

Aproveitando a deixa e o espaço que o Feio me deu para também mandar a programação do bar BOTTUS.
Anotem aí:
Na sexta feira,dia 05/12, a partir das 22h, tem Pericles teclado e voz,com MPB e MPP ;no sábado, Samba de Raiz com Narquinhos Melodia, a partir das dez da noite; e no domingo/7, o bom Samba de Raiz com Toni Melodia, a partir das sete da noite.
Meio dia e Marquinhos e convidados, todas as segundas na rota do samba, a partir das 20h, com samba sincopado e de raiz e suinguieira. na Chopperia Rota Br316. Venha mostra o samba no pé e aproveitar para conhecer a nova rota do samba.
Nas quintas também a programação vai de MPP e MPB com Wanderley Ribeiro, voz e violão.
O Bar Bottus fica na rua Curuçá com Soares Carneiro – Telegráfo –
Não tem que errar!
Informações - 9913-6464

CHOPERIA ROTA 316

Programação Musical da Semana
3ª feira - 18h - Geraldo Sena & Banda; 21h - Zé Old & Banda; 22:30 -Dança dos Garçons e Clube dos Músicos
4ª feira - 18h - Jorge Eggs & Banda; 21h - Chinatown & Banda
5ª feira - 18h - Edgar Jr & Banda; 21h Geraldo Sena & Banda
6ª feira - 18h - Léo Menezes & Banda; 21h - Banda 3D; 23:45 - Emerson Silva & Banda
Sábado - 18h - Paulo Vale & Banda;
21h - Jean Gadelha & Banda; 00h - Zé Old & Banda

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Clube do Samba, sábado meio dia

E não esqueçam no sábado próximo, a partir do meio dia no sonzão da nossa Rádio Cultura FM, Clube do Samba com um monte de atrações. Curta o nosso recado e alegre a sua vida, com o Samba de Raiz, genuinamente paraense.
Produção: nossa
Comando: Janjão
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Beijos e Inté pra semana

12/05/2008

Dênis Cavalcante


Breve história de um roubo
Não pensem que o cronista se ressente do passado. Muito pelo contrário. Apesar das limitações dos anos sessenta, curti minha juventude de montão. Bonde, tevê, cinema preto e branco, rádio a válvula. Ar refrigerado? Só em loja. Refri, roupa, pisante novo, brinquedo? Só no Natal e no dia do aniversário.
Apesar da extrema facilidade em amealhar amigos, sempre fui um solitário. Quando a mana Denise, o primo Cláudio não estavam por perto, refugiava-me dentro do meu mundinho e me deliciava com meus bregueços. Soldadinhos de chumbo, figurinhas, bolas de gude, uma coleção do Monteiro Lobato e um João Teimoso, que eu espancava à exaustão, quando estava fulo da vida.
Meus pais eram ocupadíssimos. Chegavam em casa tarde, na calada da noite. Um belo dia, escutei um trecho da conversa deles: - 'Temos que economizar mais. Vai que acontece uma necessidade, uma emergência...' Desnecessário dizer que lá em casa a grana era escassa.
Antes da aula, um espartano caneco de café, um pão com manteiga à beça - e pernas pra que te quero - rumo ao Colégio Batista (onde era semi-interno). Às 11 em ponto, o almoço servido no espaçoso refeitório. O único dinheiro disponível era o da condução. Rabo virado pra lua, fiz amizade com o motora do Usina – Forte. Às cinco em ponto ele parava na Conde de Bonfim, abria a porta da frente e eu pulava a roleta. A grana economizada era reservada pra comprar figurinhas.
Até então, nunca dei muita bola pro dinheiro. Isso só aconteceu quando ingressei no 'Andrews' (colégio dos bem nascidos). Apesar do altíssimo preço da mensalidade, meus pais decidiram me matricular, dentre outras coisas, pela qualidade do ensino, pela localização: ficava incrustado na Praia de Botafogo, a um quarteirão de casa. Meus colegas eram filhos de pais abastadíssimos. Chegavam a bordo de reluzentes JKS, Mercedes, Landaus... Motoristas engravatados, um luxo. O lanche deles era de dar inveja. Fenomenais sanduíches de filé, mistos triplex, (pão de forma, queijo cuia, fiambre, maionese). E eu me entalando com ovo cozido – quando muito – um sanduba de mortadela. Isso pra não falar dos brinquedos. Carrinhos de controle remoto, robôs falantes...
Até que um dia (sem querer) vi minha mãe colocando dinheiro dentro de uma gaveta. A ocasião faz o ladrão. Sem muito esforço, descobri onde ela guardava a chave. Esperei a empregada se enfurnar na cozinha e parti célere pro quarto. Ao abrir o armário, um premonitório aviso: o danado rangeu. Coração disparado, corri pra cozinha. Felizmente, ela não se apercebeu. Debaixo de uma camada de lenços coloridos, o fruto de minha cobiça: uma carteira de couro abarrotada de notas. À socapa, subtrai uma cédula e me escafedi.
No outro dia (para inveja dos colegas) cheguei à sala, a pasta cheia de novidades. Mariolas, barras de Diamante Negro, jujubas, uma caneta Parker novinha em folha, figurinhas, e o supra-sumo da época: um vidro repleto de petecas.
Só nos romances, nas novelas, na política, ladravazes ficam impunes, se dão bem. Semanas depois, minha mãe descobriu o roubo. Seu desapontamento era gritante: 'Meu filho... Que tristeza'. Cara a cara – nós dois. Testemunhas de uma imensurável tragédia familiar. Envergonhado, só pensava nas conseqüências do meu desatino, na surra homérica que o velho ia me dar, quando soubesse.
Passaram-se os meses. Que eu saiba, ele jamais descobriu o desfalque. Até que um dia, quando ele se aprontava para um convescote, vislumbrei no fundo do armário de jacarandá da Bahia, junto às botas reluzentes, a sobra do butim. O jogo de botão de galalite, as peças do dominó de osso, o álbum da Copa de 62 e o vidro abarrotado de petecas.
VITÓRIA
Educadores da rede municipal de ensino lotaram o plenário da Câmara de Santarém na última terça-feira/02, para acompanhar em primeira e segunda votação o projeto do Executivo Municipal que dispõe sobre “Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos Professores Municipais”. Segundo o líder do Governo na Câmara, Emir Aguiar (PR), a aprovação do projeto foi um “desafio” vencido pelo Sindicato dos Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal. Entre as negociações feitas, Emir relatou que tudo foi em função de atender interesses tanto do Poder Executivo, como do Sindicato da classe dos professores, culminando com a aprovação do projeto que garante uma reformulação no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos professores, o que não acontecia desde 2002.

VITÓRIAII
O presidente da entidade sindical Iracildo Pereira, enfatizou que os professores obtiveram alguns avanços e garante que daqui a dois anos, estará questionando a necessidade de uma nova reformulação, por terem ficado de fora duas pendências 1) A questão da projeção horizontal. 2) O diretor das escolas que vai ser colocado no cargo através da eleição e isso para o Sindicato é entendido como nomeação por parte do Poder Executivo.
REAJUSTE
A Câmara iniciou a primeira semana de dezembro com a pauta trancada por duas medidas provisórias que retornam do Senado, Juntas, as duas proposições reajustam o salário de 471.785 servidores federais. A MP 440/08 promove a reestruturação da composição remuneratória de vários cargos do serviço público federal. Na prática, a MP beneficia diversos setores do funcionalismo, e representa um impacto de R$ 20,4 bilhões para os cofres públicos, em reajustes progressivos escalonados até 2011. Ao todo, são 91.308 servidores civis contemplados com as recomposições salariais, dos quais 45.661 em atividade, 30.062 aposentados e 15.585 pensionistas. Já a MP 441/08, que concede reajuste salarial a 54 carreiras do serviço público federal, atinge 380.477 servidores civis, sendo 191.910 ativos, 115.774 aposentados e 72.739 pensionistas.

UNANIMIDADE

Após muita conversação na Assembléia Legislativa do Pará, os deputados optaram por uma chapa única que culminou com a reeleição de Domingos Juvenil (PMDB) por unanimidade, com 38 votos, para o biênio 2009/2010. João Salame (PPS) ficou com a 1ª. Vice-presidência, Ítalo Mácola (PSDB) 2ª. Vice-presidência, Miriquinho Batista (PT) 1ª. Secretaria, Adamor Aires (PR) 2ª. Secretaria, Haroldo Martins (DEM) 3ª. Secretaria e Deley Santos (PV) 4ª. Secretaria. A resistência do governo com relação à composição da Mesa diretora era em virtude da ocupação da 1ª Vice-Presidente por um integrante do partido opositor ao governo, o PSDB. Antes do consenso, havia uma composição em que o tucano Ítalo Mácola seria o 1º vice-presidente.

UNANIMIDADE II

O chefe da Casa Civil do Governo, Cláudio Puty, explicou que a resistência do PT e da Governadora Ana Júlia Carepa não era com relação à participação do PSDB na chapa, mas a ocupação da 1ª vice-presidência por algum de seus integrantes já que eventualmente, o 1º vice ocupa o cargo como presidente do parlamento estadual em caso de impedimento do titular. O que, para o governo, representa um risco ao entendimento entre os Poderes Legislativo e o Executivo em torno de matérias de interesse governamental. Vale ressaltar que toda unanimidade é burra. Mais uma vez o cacique Jader Barbalho, saiu vitorioso. O bote na governadora Ana Júlia será dado em 2010. Eu conheço a fera.

AEROPORTO
O Vice Governador do Pará Odair Corrêa esteve em Brasília-DF, Na última terça-feira (02\12), e reuniu na Infraero com o Diretor de Engenharia, Dr. Mário Jorge Moreira, Chefe de Gabinete Dr.Luis Humberto Savastano e o Presidente de licitação Dr. Moacir Carvalho onde foi informado que o processo licitatório para a elaboração da nova estação de passageiros do aeroporto Wilson Fonseca foi encerrado devendo o resultado de a empresa vencedora sair nesta sexta-feira/05. Três empresas estão disputando o processo. Empresa Consórcio JK, de Brasília, Ingevix de São Paulo e a LAG\ATP de Manaus. O Vice Governador Odair Corrêa, insistiu na audiência sobre a necessidade de adequar ao projeto do aeroporto os embarques modernos como acontece na maioria dos aeroportos brasileiros, e não mais o passageiro dirigindo-se às aeronaves andando pela pista. Ao final, os Dirigentes da Infraero atendendo ao pedido do Vice Governador acertaram para o dia 16 de dezembro a assinatura do contrato com a empresa vencedora em Santarém.
MOTINHAS ________________________________________________

Neste sábado/06, Santarém vai estar em alerta contra a Dengue mobilizando agentes de saúde e toda a população. A Semsa montou uma grande estrutura neste dia D contra o mosquito transmissor. “Se cada um fizer a sua parte, temos condições de erradicar ou pelo menos diminuir e muito a doença em nosso município”, disse o Secretário Municipal de Saúde Emannuel Silva. ●●● O Ministério das Comunicações do governo federal assumiu o compromisso público pela realização da Conferência Nacional de Comunicação em 2009, durante o Seminário Pró-conferência Nacional de Comunicação, realizado em um dos plenários das comissões da Câmara dos Deputados, em Brasília-DF. ●●● O Pará levou a maior delegação a Brasília para discutir o assunto e relatar os esforços do Estado em favor da realização de conferências municipais e estaduais pela democratização da comunicação no país. Na delegação paraense estiveram representantes de entidades dos municípios de Belém, Ananindeua, Marituba, Castanhal, Ulionópolis, Ipixuna do Pará e Paragominas. Santarém não foi. Motivo: BR-163 sem condições de traficabilidade. ●●● A governadora Ana Júlia Carepa recepcionou todos os prefeitos eleitos e reeleitos nas últimas eleições municipais, na última quarta-feira/3, no Hangar - Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, para falar sobre os avanços do governo do Estado na relação democrática com os municípios, cada vez mais compartilhando responsabilidades, descentralizando investimentos e aproximando as diversas regiões do Pará. ●●● Paulo Roberto (Farmácia BigBen) passa o final de semana em Belém. Fica hospedado na mansão do amigão Magela, funcionário aposentado do Banco do Brasil. Haja loira gelada. ●●● Encontrei casualmente com o deputado estadual Antonio Rocha (PMDB) no último domingo no Terminal Fluvial. Revelou que haverá mudanças significativas no secretariado do próximo governo da prefeita Maria do Carmo. Por outro lado, um influente secretário me falou o contrário. Prefiro aguardar e conferir. ●●● Deputado federal Paulo Rocha (PT) pensou que seria o candidato do partido ao Senado. De repente apareceu um encosto, deputado federal Zé Geraldo. Saravá meu irmão. ●●● Câmara Municipal de Santarém entra em recesso no dia 15, após a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2009. Na oportunidade 50% dos vereadores se despedem do Poder Legislativo. Odete Costa e Rivelino Mota (PT), Valdir Matias Jr. (PV), Ruy Corrêa (PMDB), Otávio Macedo (PSDB), Beth Lima (PR) e Luiz Alberto (PP). ●●● Com a candidatura confirmada de Simão Jatene para o Governo do Estado em 2010, o cacique do PMDB Jader Barbalho, já colocou as barbas de molho. Sabe que não pode ficar sem mandato. ●●● O arrojado empresário de comunicação Nivaldo Pereira, deve lançar no inicio do ano o jornal impresso Ponta Negra, formando o tripé com a TV e Rádio. ●●● Com o preço do Peru lá em cima, o velho frango poderá ser a grande alternativa para a Ceia de Natal. ●●● Dedé o Rei do Frango, picanha, costela e lingüiça passou a funcionar a noite, sempre com atendimento impecável dos três mosqueteiros. Diego, Genaro e Patrick. Silva Jardim entre Mendonça e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. ●●● Louro Urso e Alessandro, recordistas na venda de peixe no Tablado. Uma sugestão saudável para as festas de final de ano. ●●● Bar do Nilo – Ambiente descontraído com bilhar. Acompanhe o final do campeonato brasileiro com segurança e tranqüilidade acompanhado da gostosa loira gelada. Barjona próximo a Rui Barbosa. ●●● O melhor Açaí da cidade, você já sabe. Leitão e Terezinha na Borges Leal. ●●● Para as festas de final de ano, você encontra todos os tipos de bebidas no deposito do amigo Dirceu. São Sebastião próximo a Barjona. ●●● O competente cirurgião Domingos Pereira, está constantemente atualizado lendo a nossa modesta coluna. Obrigado amigo, um bom final de semana. ●●● Grandes corretores de imóveis Carlos Ribeiro e Gilberto Aquino são nossos leitores. Obrigado. ●●● Aniversariou no último domingo meu grande amigo Herbert Junior, delegado da PC. Parabéns com saúde, paz de espírito e muitas felicidades. ●●● Primeiro final de semana de dezembro. Vamos comemorar com a gostosa Loira Gelada, bela Ruiva Destilada e exuberante Morena Quente. ●●● Fui,

12/03/2008

Outeiro realiza o 55º Círio de Nossa Senhora da Conceição


Baseado no tema: “Com Maria, Mãe Missionária defendemos a vida e paz”, a comunidade católica do Outeiro realiza neste domingo, 7 de dezembro, mais um Círio de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas, Padroeira da ilha de Caratateua. No sábado, 6, ocorrerá a trasladação quando a imagem da Santa deixará a Comunidade de São João Batista (bairro de São João do Outeiro) em direção à capela de São Francisco de Assis, no bairro da Brasília. O Círio, propriamente dito, sairá às 07:00 h, do domingo,7, - tendo a frente o Arcebispo de Belém D.Orani João Tempesta - obedecendo o seguinte itinerário: Rua Alegre, Rua Ubirajara Filho, São Miguel, BL 10, Avenida Nossa Senhora da Conceição, Rua Manoel Barata até a Igreja principal do Outeiro, num total de aproximadamente 10 quilômetros.
O Círio de Outeiro como é mais conhecido, realizado há 55 anos e que reúne algo em torno de 30 mil pessoas, tem o apoio não apenas da população – em sua maior parte, católica praticante – como do comércio, das empresas sediadas no Distrito e da Administração Regional,
A festividade tem início no sábado, 6 de dezembro e prossegue até o dia 14, com o arraial em torno da Igreja da Conceição, com a participação dos diversos segmentos existentes no Outeiro, no patrocínio da Barraca da Santa (noitários), bem como, o desenvolvimento de uma programação sociocultural e outras atrações.
A procissão atrai romeiros de todas as localidades vizinhas e ilhas próximas, e se constitui num dos maiores, senão o maior, evento religioso do ano da região.
A Administração Regional do Outeiro está preparando o distrito para a grande festa da infra-estrutura, bem como, da recuperação das vias constantes do trajeto da procissão. Estão sendo executados serviços de roçagem, limpeza, abertura de valas, retirada de entulho e tapa buracos em todas as vias, além da pintura interna e externa da Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Juntamente com a Rede Celpa, a administração estará fazendo a revisão de toda iluminação pública de todo que os romeiros que costumam acompanhar a trasladação o façam em segurança. Ao lado das providências materiais, a AROUT, através de sua Assessoria DEde Comunicação, em colaboração com os dirigentes da Festividade de Nossa Senhora da Conceição está promovendo a divulgação, conceituação na tentativa de atrair romeiros e fazer de todos conhecido o Círio do Outeiro.
Encontro - De acordo com o padre Jonas da Silva Teixeira, há três anos a frente da Paróquia do Outeiro, e presidente da Festividade, o Círio de Nossa Senhora da Conceição “é uma expressão de fé e devoção que une o povo de Caratateua em torno da Igreja de Maria, Mãe do Céu; além disso, o Círio é a expressão de um sentimento recheado de sonhos elevados ao transcendente pela busca da intercessão da Mãe deJesus, com o tótulo de Nossa Senhora da Conceição das Ilhas” (...) O Círio é a proximidade, encontro, festa, crescimento, manifestação, com o objetivo específico de fomentar a integração das comunidades ribeirinhas em torno do ato religioso e, finalmente, resgatar os valores religiosos, culturais e sociais inerantes à tradição das nossas ilhas.
Origens - O Círio do Outeiro teve origem com um casal de imigrantes portugueses, Joaquim e Maria Cortinhas Marques. Procedente dos Açores resolveram adotar a Ilha dos Barrancos – como era conhecida a atual ilha de Caratateua – como seu novo lar, e trouxeram a devoção a Maria. Como não havia capela, desde o início, o casal promovia em sua casa novenas e ladainhas em louvor â Mãe do Céu, duas vezes por ano. Em maio para Nossa Senhora de Fátima; e em dezembro para a Nossa Senhora da Conceição. Em 1932, com a ajuda da comunidade, o casal construiu uma capela de madeira em honra à Nossa Senhora da Conceição.
Após 21 anos de devoção, em 1953, os filhos de Joaquim e Maria resolveram dar seguimento a devoção. Dessa feita, além das ladainhas, e das novenas, também foi realizada uma procissão que constou de uma caminhada de menos um quilometro, após o que, foi celebrada Missa Votiva, e realizado um pequeno leilão.
Essa prática se prolongou até 1970. Nesse ano chegaram ao Outeiro as religiosas pertencentes à Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, conhecidas como “Irmãs Cordimarianas” – responsáveis pelo Colégio Nossa Senhora de Lourdes, de Icoaraci - que apoiadas pelos devotos e moradores deram continuidade às festas em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Com o apoio do então vigário de Icoaraci, Monsenhor José Maria Azevedo – a quem Outeiro estava subordinado - transformaram a pequena procissão no majestoso Círio, no mesmo formato dos dias de hoje “para que Maria se tornasse, cada vez mais, conhecida e amada pelo povo de Deus” .
Em 1977 com a cooperação das Agencias Distritais de Icoaraci e Outeiro, foi construída a atual Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no mesmo local da antiga capela (Rua Manoel Barata).
A partir de 1981, o Círio passou “a rezar e a viver um tema que ajudasse os fiéis a crescer na fé, na consciência do compromisso batismal e no amor a Maria”. Desde 1986 os temas também passaram a ser ligados aos adotados pela Campanha da Fraternidade.
Até o ano de 1995, o Círio do Outeiro saía da Comunidade de Itaiteua. Em 1994, Outeiro foi elevada à condição de Paróquia dedicada à Nossa Senhora da Conceição. Dois anos após, atendendo aos apelos das demais comunidades que foram se formando ao longo dos anos, ficou estabelecido que o Círio deveria sair cada ano de um bairro-comunidade, próximo da Matriz. No ano passado, o Círio saiu da Capela de São José, em Água Boa. Este ano Brasília – o bairro Mao populoso do Outeiro retorna ao privilégio de acolher o início do Círio de Nossa Senhora da Conceição.
Feira
- Este ano, por iniciativa da Associação dos Artesãos da Ilha de Caratatateua (ASAIC), com o apoio da Prefeitura de Belém (Administração Regional do Outeiro) e da própria Paróquia, será realizada a I Feira de Exposição de Produtos Artesanais de Caratateua, no período de 13 a 15 de dezembro, no espaço em frente à igreja

11/29/2008

Jornalistas e políticos discutem o turismo em Brasília


Brasília – Expressiva participação de jornalistas de turismo de vários pontos do País e da imprensa internacional, como o português Salvador Dias, além da presença de parlamentares e palestras de alto nível foram os pontos de destaque no XXV Congresso Nacional da Abrajet – Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – que se encerra neste domingo, em Brasília.
O presidente nacional da ABRAJET, jornalista Cláudio Magnavita, que comandou o evento, foi referendado mais uma vez pelos associados da entidade. A prova inconteste deste reconhecimento está na reeleição do atuante profissional de Comunicação para mais um mandato à frente da entidade que congrega jornalistas especializados em Turismo.
Durante o jantar de gala, que teve como palco o restaurante do Naoum Plaza Hotel, onde ficaram hospedadas as delegações de outros Estados, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, também recebeu homenagens por parte dos dirigentes da ABRAJET.
Na última quinta-feira, integrantes da mídia especializada em turismo participaram da abertura oficial do XXV Congresso Nacional da Abrajet promovida pela CTD (Comissão de Turismo e Desporto) e aconteceu no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, espaço tombado como Patrimônio da Humanidade.
Além de jornalistas de turismo de praticamente todas as Abrajets regionais e representantes da imprensa internacional, como o português Salvador Alves Dias; o presidente da CTD, Albano Franco (PSDB-SE); e Otávio Leite (PSDB-RJ) marcaram presença na solenidade.
A ABRAJET do Pará também foi representada no evento por profissionais da área. O presidente da ABRAJET Nacional, Cláudio Magnavita, que recentemente esteve no Pará a convite da entidade local participando das comemorações do Dia Mundial do Turismo, destacou o atual momento do turismo brasileiro e da relação da imprensa especializada em turismo com o Poder Legislativo. Para ele, é necessário criar um vínculo maior com o parlamento. "O Congresso Nacional é um exemplo de como trabalhar com turismo, tanto que o orçamento do Ministério do Turismo é multiplicado por emendas parlamentares. Isso mostra a sensibilidade e percepção dos deputados em relação à importância do turismo", lembrou.
Magnavita ressaltou que a imprensa de turismo exerce papel diferenciado, com uma agenda positiva e com o objetivo de contribuir com a atividade, com divulgação de informações sem comprometimento. Segundo ele, trata-se de um momento único na história da entidade. "Nasce hoje uma nova ABRAJET, mais forte e de braços dados com o Poder Legislativo", garante.
Trabalhos - Além das homenagens à entidade, o encontro entre os deputados e jornalistas serviu também como encontro de trabalho. Palestras e discussões sobre temas relevantes foram promovidas. Entre elas, a palestra "Comissão de Turismo e Desportos como fonte de informação para a Imprensa Especializada e os projetos de interesse turístico em tramitação no congresso", ministrada pelo secretário geral da CTD, James Lewis, que atraiu a atenção dos presentes.
A diretora da Agência Câmara, Patrícia Roedel deu uma verdadeira aula sobre o trabalho da equipe na divulgação dos acontecimentos da Casa e explicou como os jornalistas podem usar o material produzido pela agência no seu dia a dia, na apuração e busca de novas pautas. Desse modo, a mídia especializada em Turismo celebra, de forma significativa, um momento histórico: as comemorações do aniversário de 51 anos da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, ABRAJET.

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Nilton Guedes
Diretor de Comunicação da Abrajet.Pa

11/28/2008

José Wilson Malheiros


CHEGA DE SOLUÇÕES INSENSATAS!

Recentemente realizou-se o 22º Congresso Brasileiro de Energia, em Brasília (DF), que passou mais ou menos despercebido pela grande imprensa do país.
Mas, se não mereceu destaque no noticiário dito mais importante, um assunto gravíssimo para os interesses, para a ecologia e até mesmo para o turismo no Pará ali foi tratado, quase que às escondidas, digamos assim.
A Eletrobraz anunciou que a empresa Holding está em fase de estudos sobre a construção de cinco novas usinas hidrelétricas no rio Tapajós, aqui em nosso Estado. Os projetos poderão ser licenciados até 2010, prevendo-se uma capacidade de produção final de até de 10,68 mil megawatts.
Digamos, logo, que, na prática, mais uma vez pretendem entregar parte da Amazônia na mão de megas empresas, sejam elas nacionais ou não, dá na mesma.Disseram, ainda, que a Eletrobrás está estudando instalação de linhas de transmissão, para, segundo ele, fazer a integração de nossa região, pela via do chamado “Linhão”, ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo, ainda, essa instituição, a tal Holding já apresentou os estudos técnicos do rio Tapajós à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), onde a Eletrobrás pretende negociar com o Ibama, no sentido de que os relatórios de Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima) possam ser liberados, da mesma forma como foi feito com as usinas do Complexo do rio Madeira.
Os tais estudos, como historicamente tem acontecido, quando se trata de Amazônia, tendem a maquiados e em quase sua totalidade paridos por tecnocratas em gabinetes de ar condicionado, para que nossa floresta, nossa ecologia, nosso ecossistema seja entregue nas mãos poderosas e destruidoras do grande capital. É uma lástima.As enormes hidrelétricas, que inundam e assassinam imensas áreas de florestas, emitem grandes quantidades de metano para a atmosfera e expulsam comunidades inteiras de suas áreas tradicionais.
As que são movidas a carvão mineral causam grande impacto ecológico e são grande fonte de gás carbônico. A energia nuclear também deve ser repensada, É suja, cara, perigosa e ultrapassada, segundo estudos sérios já realizados.
Nosso Brasil deve procurar novas soluções que não passem pelo caminho mais fácil e sejam mais eficientes, mais atuais e levem em conta o ser humano.A eficiência energética é uma das maneiras mais inteligentes, mais limpas, baratas e rápidas de diminuir as emissões de gases de efeito estufa. Investindo na chamada eficiência energética, podemos economizar 25% da energia que consomimos.
Já possuímos 45% de nossa matriz energética baseada em fontes renováveis, mas parece que estamos esquecemos da energia eólica (movida a vento) e solar tão abundante por aqui e tão desaproveitada, justamente porque, imagino, custa mais barato e não interessa aos grandes negócios.
Li, outro dia, que pequenas centrais hidrelétricas sem barragem e o biogás gerado nos aterros sanitários e nas estações de tratamento de esgotos são também alternativas importantes para a geração de energia no País.
Chega de soluções insensatas!
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Dênis Cavalcante


Menino de Engenho
O personagem da crônica dessa sexta é um velho conhecido. É e não é. Tentarei explicar. Quando eu e meu amigo-irmão Luis Roberto Meira inauguramos o Baú, ele foi um dos primeiros clientes. Fazia tempo que não aparecia na livraria. Tímido, sisudo, circunspecto, como de costume, negaceou, fingiu garimpar as prateleiras abarrotadas à cata de alguma raridade. Deixei-o à vontade. Freqüentadores de sebos e alfarrábios são seres estranhos. Dispensam conselhos, abominam indicações, palpites. A pior coisa que pode acontecer é um vendedor farejando, seguindo nossos rastros, tentando ser gentil, perguntando o que queremos comprar. Melhor, bem melhor, enfurnar-se em meio as prateleiras bolorentas, e (quase sempre) encontrar um livro que só a nós interessa, só a nós diz respeito. Sabedor dos meandros da profissão, deixei-o a vontade (afinal de contas, antes de ser livreiro, sempre fui alfarrabista) Então...
Lá pelas tantas veio com a mesmíssima ladainha: 'por acaso o senhor não teria algum exemplar de 'Menino de Engenho' (obra prima de José Lins do Rego). Solícito, fui à procura do livro. Felizmente, encontrei um solitário exemplar carcomido pelo tempo. Açodado, folheou com avidez - e mais uma vez - fez cara de poucos amigos. Perguntou o preço, pagou sem pechinchar e mandou embrulhar.
Até então, jamais entendi sua metodologia. O que leva um sujeito adquirir sabe se lá quantos exemplares do mesmo autor, o mesmo título? Deixei de lado meus escrúpulos alfarrabistas e indaguei: 'Me perdoe à intromissão. Mas por que cargas d’água o senhor sempre compra o mesmo livro?'
- Engraçado, nenhum livreiro me perguntou isso. E olha que eu conheço todos os sebos de Belém, a maioria de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro. É uma longa história... Quando completei quinze anos, meu pai presenteou-me com um exemplar desse livro. Fiquei fulo da vida! Como todo adolescente, eu queria uma bicicleta, um gravador, uma calça boca de sino, um cordão de ouro, um anel com minhas iniciais gravadas... E o velho me vem com um mísero livro. Paciência. Meses depois, um infarto fulminante o levou. Nem de longe imaginava que a reboque da perda irreparável, minha vida mudaria radicalmente.
O livro, a dedicatória carinhosa e premonitória do velho, ficaram esquecidos numa estante qualquer lá de casa. A última vez que o vi, jazia esmagado entre dois calhamaços da Enciclopédia Barsa. A barra pesou, a grana escasseou, fomos obrigados a mudar de nossa espaçosa e confortável casa no Marco para um minúsculo e insalubre apartamento. Durante a mudança, o livro e outras tralhas se perderam. Desde então, procuro pelos sebos da vida o livro e a dedicatória do velho.
O senhor não vai acreditar. Nas últimas três décadas já adquiri trinta e oito Meninos de Engenho. Oito edições diferentes. Capas duras, brochuras, livros de bolso. Muitas continham dedicatórias reveladoras - menos a que mais me interessa - a que o velho escrevinhou quando completei quinze anos. Dito isso, se fechou em copas.
Pensei com meus botões: Sou um felizardo. Em vida, que eu me lembre, meu pai nunca escreveu nadica pra mim. Minto. Décadas atrás, antes que o traiçoeiro Alzeimher consumisse suas lembranças, minha mãezinha me deu um cartão postal amarelado pelo tempo. Do tempo em que era caixeiro-viajante. Quando ela soube que estava grávida, mandou um telegrama comunicando as boas novas Em resposta, ele enviou-lhe um significativo cartão postal. No finalzinho, uma mensagem pra mim. '... Inconcebido filho meu. Antes mesmo de te ver - te adoro!'

LURDINHA BEZERRA recomenda


Programação musical da semana da CHOPERIA ROTA

316

ATRAÇÕES MUSICAIS
3ª feira - 18h - Geraldo Sena & Banda ●● 21h - Zé Old & Banda ●● 22:30 - Dança dos Garçons e Clube dos Músicos
4ª feira - 18h - Jorge Eggs & Banda ●● 21h - Chinatown & Banda
5ª feira - 18h - Edgar Jr & Banda ●● 21h - Geraldo Sena & Banda
6ª feira - 18h - Léo Menezes & Banda 21h ●● Banda 3D - 23:45 Emerson Silva & Banda
Sábado - 18h - Paulo Vale & Banda ●● 21h - Jean Gadelha & Banda ●● 00h Zé Old & Banda
E nodia 01de dezembro, segunda-feira, véspera do Dia Nacional do Samba a Choperia entra na Rota do Samba e abre espaço para todas as segundas ter samba de raiz, a partir das seis da tarde;com Meio Dia da Imperatriz, Marquinhos PS e convidados, inclusive na oportunidade da inauguração do novo ritmo que a casa passa a adotar.
Acontecerá uma série de homenagens em comemoração do dia 02/12- DIA NACIONAL DO SAMBA .

Cia. de Teatro Mãos Livre apresenta
o estetáculo “PALHAÇOS SURDOS

O espetáculo “Palhaços Surdos” é inspirado no humor, na magia e felicidade da vida e da cultura de todos nós. O ator Cleber Couto é o criador, com a contribuição de todo o grupo, das nove esquetes que fazem parte do espetáculo.
Nessa montagem a diretora Lourdes Guedes, conhecedora da cultura de surdos e ouvintes integrou elementos simbólicos do cotidiano e fantasia. Apresenta do mais inocente ao mais crítico humor circense. Desde o ruído da comunicação entre um casal, aos “malas” da vida, até os enganadores e políticos, com toda a pureza do sorriso frouxo de uma criança à critica ligeira, livre e inteligente das ruas para que todos possam dar boas GARGALHADAS NO SILÊNCIO com a leveza e a doçura dos Palhaços Surdos.
É um espetáculo para todas as idades.
A Cia de teatro Mãos Livres é formada por atores surdos Cleber Couto, Gloria Ferreira, Luan Santos, Antônio Marcos (ouvinte) e tem a direção e produção da intérpretes da língua Brasileira de Sinais – LIBRAS Lourdes Maria
Agenda do grupo:
Dia 30/11/08 – Município de Santa Izabel Local: Clube Thalia Hora: 18h30min
Dia 06/12/08 – Mosqueiro Local: Paróquia de nossa Senhora da Conceição Hora: 19h
Dia 14/12/08
Local: Estação das Docas (Projeto Teatro ao Por do Sol Hora:17h30min
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Clube do Samba festeja o
Dia Nacional do Samba


E não esqueçam neste sábado, a partir do meio dia no sonzão da nossa Rádio Cultura FM, Clube do Samba com um monte de atrações.Uma festa especial pata comemorar antecipadmente o Dia Nacional do Samba. Curta o nosso recado, participe e alegre a sua vida, com o Samba de Raiz, genuinamente paraense.
Produção: Nossa
Comando: Janjão
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Inté pra semana

11/27/2008

PANTERA
A delegação do São Raimundo, que disputa a primeira fase do campeonato paraense de profissionais em Belém, ganhou hospedagem nas confortáveis instalações do Sesc, unidade da Doca Sousa Franco. O pedido foi feito pelo Deputado Estadual Ítalo Mácola (PSDB) e atendido pelo presidente do Sesc, Carlos Marx Tonini. A delegação santarena, com direito a café da manhã, está no Sesc desde o dia 16. A informação é do meu amigo jornalista esportivo Sérgio Noronha. REGISTRO CIVILA ação de cidadania promovida pelo Governo do Pará garantiu o acesso a direitos civis a 12 etnias indígenas que vivem no município de Oriximiná, no Oeste do Pará, na Terra Indígena Trombetas-Mapuera. Para oferecer aos indígenas o direito de existir como cidadãos, a equipe de governo enfrentou duas horas de vôo até a cidade de Santarém e mais 27 horas de viagem de barco pelo rio Trombetas. A Caravana da Cidadania efetuou 102 registros de adultos e 120 retificações de certidões de nascimento de indígenas. O Pará tem uma população de 50 mil índios, pertencentes a 55 povos e distribuídos em mais de 500 aldeias. No planejamento do Executivo para 2009, visando o combate ao sub-registro, estão programadas ações de documentação do povo Guajajara, da aldeia Guajanaíra, município de Itupiranga, e 13 povos distribuídos em 38 comunidades do Cita - Conselho Indigenista Tapajós Arapiuns.

CONCURSO
A Polícia Militar do Estado torna pública a realização de concurso público de admissão ao Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar do Estado. O concurso será regido por edital e executado pelo Instituto MOVENS. O curso de formação será realizado nos municípios de Abaetetuba, Altamira, Barcarena, Belém, Breves, Castanhal, Conceição do Araguaia, Itaituba, Marabá, Oriximiná, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Salinópolis, Santarém, Soure, Tailândia e Tucuruí. As inscrições estão sendo efetuadas de 26 de novembro a 14 de dezembro de 2008 no endereço www.movens.org.br. A taxa de inscrição é de R$-65,00 (sessenta e cinco reais).

VIOLÊNCIA
A segunda maior operação policial realizada neste semestre em Santarém, no oeste do Pará, se estenderá por 15 dias. A operação reúne efetivo da Superintendência Regional do Baixo e Médio-Amazonas, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado de Santarém, da 16ª Seccional Urbana de Santarém, da Delegacia de Atendimento à Mulher, e de policiais civis do município de Belterra, além de policiais militares do Comando de Policiamento Regional I, do 3º Batalhão da PM, da 16ª Zona de Policiamento e do Pelotão de Trânsito. Já houve fiscalização na área comercial da cidade, com abordagem de veículos, motocicletas e pedestres, em busca de foragidos de Justiça de outros Estados e de municípios vizinhos. Os policiais fizeram ainda verificação em hotéis e pousadas, além de abordagem nas áreas de acesso de pessoas, na orla fluvial. Parabéns pela iniciativa.

CELPA
Duzentos e quarenta e cinco adolescentes de 14 a 17 anos de idade participaram da primeira etapa da seletiva em Santarém, do projeto Novos Talentos do Rede Atletismo, um programa da Fundação Aquarela - instituição mantida pela Rede Energia, grupo do qual a Celpa faz parte. A cidade de Santarém foi a primeira a receber o programa, nos dias 19 e 20 deste mês, no Ginásio do Serviço Social da Indústria (SESI), com apoio da 5ª Unidade Regional de Ensino (5ª URE), participação de professores de educação física, da Federação Paraense de Atletismo e do 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar da cidade .Mais cinco cidades do Pará vão receber o Projeto, nos próximos dias.
MULHER

Mais de 14 mil agentes comunitários de saúde dos 143 municípios do Estado vão atuar, através de ações da SESPA, no combate à violência doméstica contra a mulher. Uma equipe multidisciplinar que inclui médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e outros profissionais vão desenvolver ações para combater o problema. As ações serão concentradas em hospitais porque muitas vezes a mulher vítima de violência não procura as delegacias, mas passa pelos centros de atendimento de saúde. A intenção é identificar e ajudar essas mulheres.
SORRISO

Uma equipe de profissionais de diversas especialidades realizou, na última terça-feira/25, a triagem dos pacientes que serão atendidos na Operação Sorriso Brasil 2008. A seleção aconteceu no Centro de Referência de Saúde da Criança. As cirurgias estão sendo realizadas de 27 a 30 de novembro no Hospital e Maternidade Sagrada Família.

MOTINHAS
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Fiscais do Ibama em Santarém, no Oeste do Pará, apreenderam cerca de nove toneladas de peixes das espécies Mapará e Curimatã, que estão com a pesca proibida pelo período de defeso da piracema. O defeso começou dia 15 de novembro e vai até 15 de março nos rios da bacia amazônica no Pará. A ação foi divulgada na última terça-feira (25). ●●● Como o IBAMA em Santarém é campeão em mutretas, resta ao chefe de fiscalização Marcus Bistene, divulgar com transparência onde foram parar as nove toneladas do pescado. Até agora ninguém sabe, ninguém viu. Em casa não está. ●●● Secretário Municipal de Saúde de Santarém, Emannuel Silva, prestigiou a abertura da Campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, na Câmara Municipal, na última terça-feira (25). ●●● Jornalista Amarildo Sena vem realizando excelente trabalho na coordenadoria de Marketing da festa de Nossa Senhora da Conceição. ●●● Coronel Campos está comandando com competência e seriedade o Policiamento Regional da Polícia Militar. ●●● Coloquei o papo em dia, com meu amigo Tio, nas dependências da Câmara Municipal. ●●● A imprensa regional está destacando as ações do vice-governador Odair Corrêa. As notícias estão sendo divulgadas nos 25 municípios que compõem a região Oeste do Pará. ●●● Participe da Campanha da Coleta da CNBB. Procure a paróquia da sua comunidade. ●●● O Ministério Público Federal no Pará denunciou à Justiça três ex-prefeitos por participação no esquema de desvio de verbas da saúde conhecido por máfia dos sanguessugas. ●●● Os prefeitos da gestão 2000 a 2004 em Anapu, João Scarparo, Novo Repartimento, Valmira Alves da Silva, e Pacajá, Pedro Theodoro de Rezende, foram acusados de desvio de recursos federais e podem ser condenados a até 12 anos de prisão, além da proibição de exercer cargos públicos e da obrigação de reparar os danos causados. Você já viu algum prefeito atrás das grades? Sem comentários. ●●● O juiz da 2ª vara da Fazenda de Belém, Marco Antônio Castelo Branco, negou a liminar pedida em ação civil pública, em que a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), República de Emaús e Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) pediam que os jornais do Estado fossem impedidos de divulgar imagens de pessoas vítimas de acidentes ou mortes brutais. ●●● Segundo o magistrado, 'não é crível que a divulgação de tais fotos, embora chocantes, sejam a razão da estimulação à violência. É o caso de se perguntar se a mão forte do Estado ao impedir a divulgação inibiria a violência. A resposta não exige grande raciocínio no sentido de ser negativo'. ●●● Está comprovado, o melhor Açaí da cidade é do casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal. ●●● Dedé o Rei do Frango, picanha, costela e lingüiça continua com atendimento nota 10. Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523-7363. ●●● Bar do Nilo. Ambiente agradável e descontraído com bilhar, jogos dos campeonatos brasileiro, italiano e espanhol, via SKY, além do tira-gosto e a loira véu de noiva. Barjona próximo a Rui Barbosa. ●●● Louro Urso, Alessandro e Damasceno. Recordistas na venda de peixe no tablado. Qualidade e bom preço são os segredos. ●●● Vice-governador Odair Corrêa, após acompanhar o Círio da Conceição, almoçou na chácara do amigo Paulo Roberto (Farmácia Big Bem), na vila de São Brás. ●●● O salão Bella Bia, brevemente estará com novo visual e com mais conforto para sua clientela. ●●● Último final de semana no mês. Vem aí Dezembro, do Natal e das festas de final de ano. Que ele traga paz de espírito e saúde para todos. Ia me esquecendo da Loira Gelada, Ruiva Destilada e da Morena Quente. Fui com elas.