3/21/2009

Antônio Cavalcante


Reflexões sobre a utilização das ervas, cascas e raízes na Medicina Popular

A utilização de ervas cascas e raízes no combate a inúmeras doenças através da medicina popular é uma grande realidade. O que é também um fato muito preocupante, uma vez que, tal aplicação se dá de forma totalmente empírica, ou seja, sem um estudo de cunho científico que dê ao usuário desse tipo de tratamento, mais segurança quanto aos resultados esperados.
Temos quase que certeza, que na maioria das vezes, as receitas são passadas por pessoas, que tiveram os mesmos sintomas do futuro usuário e que na ânsia de amenizar o sofrimento do próximo, uma característica do povo brasileiro em particular, o faz com a melhor das intenções, seguindo a tradição cultural de geração para geração, sem se preocupar, com os efeitos colaterais que por ventura possam advir, quando da utilização desses remédios de natureza caseira, por total desconhecimento das propriedades físico químico desses produtos.
Não somos contra a utilização dessa parafernália medicinal popular, pois temos que levar em conta, vários aspectos culturais, econômicos e sociais da população usuária. Fazemos sim, uma reflexão quanto ao uso pouco convencional dessas ervas cascas e raízes, e a forma pela qual é repassada a receita, sem nenhum critério cientifico salvo raras exceções praticadas por manipuladores profissionais do ramo: Farmacêuticos, Terapeutas Holísticos, etc.
Queremos ressaltar, que a pesquisa cientifica sobre ervas, cascas e raízes esta sendo respaldadas pelas Universidades, como uma forma de resgatar não somente a medicina popular, como também diminuir os riscos causados pela má utilização desses produtos, pela população consumidora, além de proporcionar as camadas de menor poder aquisitivo, o direito a escolha entre o tratamento tradicional e o tratamento alternativo, mais natural e de forma mais criteriosa, pela socialização dos resultados dessas pesquisas com a população em geral, via programas comunitários de saúde.
Faz-se mistér lembrar que a socialização das pesquisas cientificas, deveriam ter um tratamento todo especial pela mídia e assim contribuir sobremaneira, com os programas de geração de trabalho e renda com desenvolvimento sustentável, tão em voga nos dias de hoje como forma de intervenção política de combate a pobreza, como por exemplo: incentivar empreendimentos associativos de manipulação dessas ervas, cascas e raízes, ou então fomentar o plantio de ervas medicinais em quintais domésticos visando a complementação da renda familiar nas áreas mais carentes dos municípios.
Acreditamos que a farmacopéia natural, também está diretamente ligada às questões da biodiversidade e meio ambiente, e de ser assim, o envolvimento da sociedade civil e da comunidade cientifica, estaria fortalecendo a defesa do ecossistema e reduzindo a ação da biopirataria através da conscientização da população para assuntos dessa natureza.
Como se vê, existe um vasto campo do conhecimento científico, a ser explorado e que certamente, trará bons resultados à comunidade acadêmica local, além de inúmeros benefícios a sociedade de um modo geral.

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Tatá Cavalcante
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