8/11/2007



MANAUS-PORTO VELHO

Eduardo Braga defende ferrovias na Amazônia

Brasília – Líder amazônida de expressão internacional, pela gestão talentosa que realiza no estado do Amazonas, por meio do desenvolvimento sustentável, o governador Eduardo Braga (PMDB) confirmou a este repórter que a BR-319, a rodovia Manaus-Porto Velho, deverá ser transformada em ferrovia. Essa estrada federal foi construída durante o regime militar, a um custo louco, e abandonada. Quarta-feira 8, Eduardo Braga participou de audiência pública - sobre mudanças climáticas e conservação ambiental, e o sistema de florestas do estado do Amazonas - nas comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados. Lá, entrevistei Eduardo Braga; seu secretário de Meio Ambiente, Virgílio Viana; e a reitora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marilene Corrêa.
A ferrovia Manaus-Porto Velho vai sair mesmo? – perguntei ao governador.
“Eu não sei se vai sair, mas eu defendo...” – respondeu.O senhor defende a substituição de rodovias por ferrovias, na Amazônia? – perguntei.
“Eu defendo, mas não todas, porque nem todas têm força econômica para isso; mas eu acho que nós podemos ter a substituição de algumas rodovias por ferrovias” – retorquiu.
A substituição da Manaus-Porto Velho por ferrovia é apenas uma idéia ou é algo que o governador pretende realmente executar? – perguntara ao secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Virgílio Viana.
Resposta: “A construção de uma ferrovia que ligaria o Amazonas ao resto do Brasil é uma iniciativa importante; ferrovia pode ser uma solução com muito menos impacto ambiental e com grande viabilidade econômica. Isso está sendo estudado pelo governo do estado, com apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Fundação Getúlio Vargas”.
Opinião da reitora da Universidade do Estado do Amazonas e ex-secretária de Ciência e Tecnologia do estado, Marilene Corrêa: “Eu tinha a opinião de que a estrada deveria ser recuperada, mas eu vejo que tem sido bastante difundida e tido uma aceitação muito grande por inúmeros interlocutores a questão da ferrovia; eu tenho a impressão que a ferrovia se viabiliza mais, política e tecnicamente, do que a própria rodovia, é possível que isso seja mais executável do que a própria estrada”.
Quinta-feira 9, a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional realizou audiência pública para tratar sobre a inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do projeto Brasil Central, de construção de três ramais da sonhada Ferrovia Norte-Sul: Açailândia (MA)-Belém (PA); Miracema (TO)-Lucas do Rio Verde (MT); e Balsas (MA)-Eliseu Martins (PI). O projeto Brasil Central é elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com conclusão prevista para 31 de agosto.
O diretor da ANTT e um dos pais do Brasil Central, Gregório Rabêlo, afirmou na audiência que as características da economia brasileira demandam ferrovias, e que se faz necessária a construção de 3 a 4 mil quilômetros de ferrovias, no Brasil, por ano! Ele informou que os produtos agrícolas de Mato Grosso, por exemplo, precisam percorrer 2,6 mil quilômetros de rodovias até o porto de Paranaguá (PR) - gasto de 50% da produção só com transporte.
O projeto Brasil Central facilitará o transporte de grãos produzidos no Brasil para os Estados Unidos, Europa, Ásia e Argentina; cobre 11 estados e 2 mil municípios, área responsável pela produção de 60% dos grãos do país. A malha ferroviária prevista no projeto será interligada ao sistema rodoviário e a hidrovias.


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Cortesia do site ABC Politiko

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